quinta-feira, maio 28, 2026

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Já decidiu o seu candidato (a) favorito (a) ao Prêmio Personagem Soja Brasil?



Desde o dia 18 de fevereiro, a votação para definir o vencedor (a) do Prêmio Personagem Soja Brasil está aberta. O prêmio reconhece os profissionais que se destacaram no desenvolvimento e na sustentabilidade da soja brasileira.

São seis indicados, entre as categorias ‘produtores’ e ‘pesquisadores’. Cada um foi responsável por contribuições importantes para a evolução do setor. Agora, é a vez do público escolher os mais destacados.. Vote aqui!

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Indicados ao Personagem Soja Brasil

Os indicados deste ano foram revelados durante o evento realizado em Santa Carmem (MT), na região de Sinop. Conheça os profissionais que estão contribuindo para o crescimento da soja brasileira:

Alberto Schlatter
Produtor Rural – MS
Produtor rural em Chapadão do Sul, Mato Grosso do Sul, Alberto é filho de suíços que chegaram ao Brasil em 1921 e se estabeleceram em Presidente Venceslau, iniciando sua produção agrícola.

Anderson Cavenaghi
Pesquisador – UNIVAG – MT
Engenheiro agrônomo com doutorado em proteção de plantas, Cavenaghi se especializa em herbicidas e plantas daninhas, conduzindo pesquisas sobre controle de plantas daninhas nas culturas do Cerrado.

Cecilia Czepak
Pesquisadora – UFG – GO
Professora da Universidade Federal de Goiás, Czepak tem 26 anos dedicados à educação e atua principalmente no manejo integrado de pragas.

Claudia D’Agostini
Produtora Rural – PR
Produtora rural de Sabáudia, PR, Claudia e sua irmã seguem com o processo de sucessão familiar na fazenda que foi cuidada por seu pai, mantendo o legado da produção rural.

Julio Cezar Franchini
Pesquisador – Embrapa Soja PR
Pesquisador da equipe de manejo de solos da Embrapa Soja, Franchini trabalha para melhorar a produtividade, qualidade e sustentabilidade dos sistemas produtivos de soja.

Oliverio Alves de Melo
Produtor Rural – MA
Por fim, Oliveiro Alves de Melo também é indicado ao Prêmio Soja Brasil. Formado em técnico agropecuária e administrador de empresas, Melo é produtor rural em Balsas (MA e integrou o Programa de Cooperação Nipo-Brasileira para o Desenvolvimento do Cerrado.



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Chuvas podem alcançar os 100 mm nas próximas 24 horas; saiba onde



Chuvas intensas, que podem chegar a 100 mm, e ventos de até 100 km/h, principalmente no período da tarde e noite de hoje, podem atingir áreas das regiões Norte e Nordeste, segundo indicam avisos laranja emitidos pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).

Alerta Vermelho

Já em grande parte dos três estados da região Sul- com destaque para o Rio Grande do Sul -, interior paulista e sul-mato-grossense, a onda de calor deixa as temperaturas 5º C acima da média para o período.

Segundo o Inmet, o calor dará uma trégua à região no domingo com a chegada de uma frente fria que derrubará as temperaturas e provocará chuvas.

Chuvas

Os destaques vão para o Acre, oeste do Amazonas e Rondônia, além da faixa norte do país, que vai do Amapá até o Ceará, passando pelo norte de Tocantins.

O grande volume de chuva que tem atingido parte da faixa norte do país é resultado da atuação da Zona de Convergência Intertropical (ZCIT).

As estações meteorológicas do instituto registraram, nas últimas 24 horas, os maiores acumulados de chuva nestas áreas, como, por exemplo, Zé Doca, no Maranhão, que registrou até as 7h de hoje (6) 89,2 milímetros de chuva.

Chuvas intensas com perigo potencial (amarelo) também devem atingir áreas do Centro-Norte do país.

Nestas localidades, a previsão indica possibilidade de chuvas que podem chegar a 50 mm e ventos de até 60 km/h entre hoje (6) e amanhã (7).



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Com queda de 10,6%, preço do arroz cai para o menor nível em 19 meses



Em fevereiro, o Indicador do arroz em casca Cepea/Irga-RS (Rio Grande do Sul, 58% de grãos inteiros e pagamento à vista) acumulou recuo de 10,6%, com média de R$ 95,70/saca de 50 kg, 4% inferior à de janeiro e expressivos 15,2% menor que a de fevereiro 2024.

Segundo levantamentos do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), os valores estão nos menores patamares nominais desde agosto de 2023. Pesquisadores do órgão explicam que compradores seguem sinalizando dificuldades de repasse de preços ao atacado e varejo, assim como aguardando cotações menores com a entrada mais efetiva da nova safra.

Formação de preços do arroz

Do lado vendedor, ainda conforme o Centro de Pesquisas, apesar da baixa disponibilidade de produto, a necessidade de caixa para custeio das atividades, liquidação de estoques e o receio de novas desvalorizações fizeram com que parte dos agentes cedesse aos pedidos de compradores por preços inferiores e/ou alongamento de prazos de pagamento.

Em fevereiro, durante a 35ª Abertura Oficial da Colheita do Arroz e Grãos em Terras Baixas – evento realizado na Estação Terras Baixas da Embrapa Clima Temperado – em Capão do Leão (RS), a diretora de Relações Internacionais da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Sueme Mori, afirmou que as exportações de arroz do Brasil tendem a crescer nos próximos dois a três anos.

Ontem (5), a saca de arroz de 50 kg tipo 1 foi negociada a R$ 89,21, queda de 0,78% em relação ao mês anterior. O Rio Grande do Sul o maior produtor do cereal no Brasil, responsável por cerca de 70% da produção do país.



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AgroNewsPolítica & Agro

Agronegócio mineiro movimenta US$ 17,1 bilhões


O agronegócio de Minas Gerais atingiu US$ 17,1 bilhões em 2024. De acordo com a edição de fevereiro do Boletim Logístico, divulgado na última sexta-feira (28) pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), o valor representa um crescimento de 19,2% em relação a 2023. O volume exportado chegou a 17 milhões de toneladas, o que representou o aumento de 8,2% na comparação anual.

O relatório aponta que a necessidade de abrir espaço para a nova safra de grãos 2024/25 resultou em um aumento no volume de fretes internos e para os portos. “Segundo os agentes transportadores as movimentações de soja e milho em rotas internas do estado, ou mesmo com destino aos portos tiveram incrementos acentuados em relação ao último trimestre de 2024”, conforme o boletim.

Com esse desempenho, o estado alcançou a quarta posição entre os maiores exportadores do Brasil, ultrapassando São Paulo como principal fornecedor de produtos agropecuários para a União Europeia. Minas Gerais embarcou US$ 4,4 bilhões em produtos para o bloco europeu, consolidando-se como líder nessa frente.

Segundo o boletim, o café, carro-chefe do agro mineiro, teve um ano recorde, impulsionado pela valorização do dólar e pela queda dos estoques nos principais países produtores. Foram 31 milhões de sacas exportadas, gerando uma receita de US$ 7,9 bilhões, o que representou 46,1% do total comercializado pelo setor no estado. “Todas as proteínas (bovina, frango e suína) obtiveram crescimento em receita e volume. O setor alcançou US$ 1,7 bilhão e 502 mil toneladas”, informou.

De acordo com a Conab, o complexo sucroalcooleiro se manteve na terceira posição entre os principais produtos do agro, com a marca de US$ 2,5 bilhões e 5,2 milhões de toneladas. O complexo soja registrou queda de 10,2% na receita e aumento de 7,1% no volume. O resultado foi de US$ 3,2 bilhões e 7,2 milhões de toneladas.





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O que falta para expandir o seu negócio rural?


A interação com micro e pequenos produtores rurais faz parte do DNA do projeto Porteira Aberta Empreender. É por meio do engajamento com agricultores e pecuaristas de todas as regiões do país que podemos trazer soluções práticas para os desafios diários daqueles que impulsionam o agronegócio e alimentam milhões de pessoas no Brasil e no mundo.

Pensando nisso, todas as quintas-feiras, às 17h, o Porteira Aberta Empreender publica enquete na comunidade do Canal Rural, no YouTube. As opções mais votadas se tornam pautas, trazendo oportunidades aos desafios. 

O Porteira Aberta perguntou e vocês responderam:

No total, mais de mil pessoas participaram da enquete. A maior preocupação dos produtores, apontada por 63% dos respondentes, é a verba. Em seguida, 17% destacaram uma melhor infraestrutura, enquanto 10% mencionaram mais clientes e outros 10% citaram o acesso a outros mercados como a virada de chave para a expansão. 

Apenas inicie

Sabemos que o processo de expansão de uma empresa é oneroso e, se for feito com cautela, pode impactar todo o seu negócio. Por isso é importante ter conhecimento dos caminhos possíveis para uma tomada de decisão mais assertiva.

De acordo com o Sebrae, o crescimento de uma empresa – seja rural ou urbana -, nem sempre é sinônimo de faturamento elevado. É preciso fazer contas e preparar o crescimento.

A instituição afirma que a expansão não precisa ser necessariamente um aumento de infraestrutura, com novas instalações ou equipamentos. Existem outras formas de expandir o negócio sem que a estrutura física precise crescer proporcionalmente. 

O planejamento é a chave para o crescimento saudável. Como aliados, a inovação e a capacitação também irão auxiliar no processo de expansão. Também tenha sempre metas a curto, médio e longo prazo.

Para auxiliar na jornada de expansão do micro e pequenos produtor rural, o Sebrae listou sete dicas. Confira:

1 – Encontre o seu diferencial

Para que a empresa cresça, é interessante oferecer algo diferente, que a faça sobressair entre os concorrentes, podendo ser: atendimento, produtos e serviços exclusivos, tecnologia de ponta, etc.

2 – Conheça o seu público

Conhecer o público-alvo do negócio é compreender os hábitos e as necessidades de consumo que ele tem. A partir disso, será possível desenvolver maneiras de suprir as suas necessidades e oferecer aquilo que ele procura.

3 – Sem medo da concorrência

Quem quer crescer não pode ter medo de concorrência. É preciso saber quem são os concorrentes e procurar ser melhor que eles. Agregar valor ao negócio, descobrindo os pontos fracos da concorrência, faz com que a empresa tenha vantagem competitiva no mercado.

4 – Satisfação do cliente em primeiro lugar

Durante o processo de expansão dos negócios, o foco deverá sempre ser a satisfação dos clientes: aqueles que consomem os produtos e serviços que a empresa oferece.

5 – Parcerias estratégicas

Investir em parcerias pode ser uma maneira de impulsionar o crescimento dos negócios. Uma parceria bem executada é capaz de aumentar significativamente as vendas de produtos e serviços. Aliar-se a outras empresas ajuda o negócio a ampliar o mercado de atuação e a conquistar novos clientes, consequentemente.

6 – Funcionários

A busca por crescimento é uma jornada que não se faz sozinho. Os funcionários da empresa precisam sentir-se motivados pelo líder a trabalhar e a contribuir para a evolução dos negócios. Por isso, é interessante criar mecanismos que façam os colaboradores acreditarem que o seu trabalho é fundamental para a empresa.

7 – Finanças equilibradas

Uma empresa que se encontra no vermelho terá dificuldades de expansão. Por isso, é fundamental fazer os devidos ajustes entre as despesas e as receitas. Fazer um fluxo de caixa e o utilizar como base para todas as tomadas de decisão, vai ajudar a manter a empresa nos trilhos.

Acesse mais dicas para expandir o seu negócio



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Exportação mundial de café diminui 13,29% em janeiro



A exportação mundial de café alcançou 10,83 milhões de sacas de 60 kg em janeiro, o quarto mês da safra 2024/25. O volume corresponde a uma queda de 13,29% na comparação com igual mês de 2024 (12,49 milhões de sacas). Os números fazem parte de relatório mensal da Organização Internacional do Café (OIC).

No acumulado dos quatro primeiros meses do ano comercial, os embarques somaram 42,79 milhões de sacas, recuo de 4,93% ante igual período do ciclo 2023/24, quando totalizaram 45,01 milhões de sacas.

Nos 12 meses encerrados em janeiro de 2025, a exportação de arábica totalizou 85,7 milhões de sacas, ante 76,33 milhões de sacas em igual período do ano anterior, aumento de 12,28%. Já o embarque de robusta diminuiu 3,13% na mesma comparação, de 51,71 milhões para 50,09 milhões de sacas.

Café no Brasil

No Brasil, exportadores de café sofrem com atrasos em embarques. De acordo com o Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé), elevados índices de atrasos e alterações regulares nas escalas dos navios para exportação do grão, além de rolagens de cargas constantes, fizeram com que o país acumulasse 672.113 sacas de 60 kg (2.037 contêineres) não embarcadas, nos portos, em janeiro de 2025, gerando prejuízos da ordem de R$ 6,134 milhões.



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AgroNewsPolítica & AgroSafra

Frango: volume e faturamento das exportações até a 2ª semana de fevereiro…


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De acordo com informações da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Governo Federal, divulgadas nesta segunda-feira (17), as exportações de carne de aves e suas miudezas comestíveis, frescas, refrigeradas ou congeladas até a segunda semana de fevereiro (10 dias úteis), atingiram mais de 70% referentes ao volume e faturamento de fevereiro do ano passado.

A receita obtida com as exportações de carne de frango até o momento no mês de fevereiro, US$ 460.596,979, representa 72,06% do total arrecadado em todo o mês de fevereiro de 2024, que foi de US$ 639.124,931. No caso do volume embarcado, as 259.770,24 toneladas representam 70,48% do volume registrado em fevereiro de 2024, quantidade de 368.530,306 toneladas.

O faturamento por média diária até este momento do mês foi de US$ 46.059,6979 quantia 36,9% a mais do que o registrado em fevereiro de 2024. No comparativo com a semana anterior, houve queda de 10,46% quando comparado aos US$ 51.442,724 vistos na semana passada.

No caso das toneladas por média diária, foram 25.977,024, houve aumento de 33,9% no comparativo com o mesmo mês de 2024. Quando comparado ao resultado no quesito da semana anterior, observa-se retração de 9,44% em relação às 28.686,752 toneladas da semana anterior.

Já o preço pago por tonelada, US$ 1.773,093, é 2,2% superior ao praticado em fevereiro do ano passado. O resultado, frente ao valor atingido na semana anterior, representa redução de 1,12% no comparativo ao valor de US$ 1.793,257 visto na semana passada.

 





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Preço dos alimentos será tema de reuniões do governo hoje



O governo federal realiza, nesta quinta-feira (6), duas reuniões para tratar do preço dos alimentos, que preocupa o Executivo em meio a uma queda histórica na popularidade do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A primeira reunião acontece pela manhã, no Palácio do Planalto.

O encontro da tarde será com representantes de entidades do setor alimentício como a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne (ABIEC), da Associação Brasileira de Supermercados (ABRAS), da Associação Brasileira da Indústria de Alimentos (ABIA) e da Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (ABIOVE).

Os encontros têm o objetivo de procurar soluções para diminuir o preço dos alimentos e serão comandados pelo vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, e também terá presença dos ministros Rui Costa (Casa Civil), Carlos Fávaro (Agricultura), Paulo Teixeira (Desenvolvimento Agrário).

O secretário-executivo do ministério da Fazenda, Dario Durigan, e o secretário de Política
Econômica, Guilherme Mello, representam o ministro Fernando Haddad, que está em São Paulo.

No começo do mês, a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) entregou ao governo federal um documento contendo 20 propostas para ajudar a combater a inflação de alimentos no Brasil.

O documento credita o impulso da inflação ao aumento dos gastos públicos e à desvalorização cambial. E teme pela aplicação de “medidas heterodoxas” por parte do governo que possam vir a prejudicar o setor produtivo, propondo medidas de fortalecimento da produção interna, como a diminuição de impostos.



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AgroNewsPolítica & Agro

Plantio do trigo safrinha inicia com boas projeções


O mês de março marca o início do plantio do trigo safrinha no Cerrado, período em que a cultura pode ser semeada após a colheita da soja sem irrigação, aproveitando o final da estação chuvosa. Segundo dados da Embrapa, a área plantada pode chegar a 250 mil hectares, representando um crescimento entre 5% e 10% em relação à safra anterior. Em Goiás, o crescimento pode ser ainda maior, atingindo até 15%.

O trigo safrinha vem conquistando produtores interessados em diversificação de culturas. “O cultivo do trigo safrinha tem avançado principalmente entre produtores que desejam diversificar culturas, mitigar problemas e diminuir riscos ou, ainda, para aproveitar áreas que ficariam em pousio ou seriam cultivadas com plantas de cobertura”, destacam os pesquisadores da Embrapa.

Com o desenvolvimento de cultivares mais adaptadas ao Cerrado, como a BRS 404, da Embrapa, o trigo tem se consolidado no plantio direto e na rotação com soja, milho e sorgo. A prática auxilia na quebra do ciclo de pragas e doenças, incluindo fungos de solo e nematoides. “Outro benefício é a possibilidade de rotacionar princípios ativos de defensivos agrícolas, como herbicidas que podem agir no controle de plantas daninhas resistentes ao glifosato usado nas lavouras de soja RR, assim como no controle de plantas dessa cultura germinadas após a colheita, contribuindo tanto com o vazio sanitário como para eliminar plantas tigueras de cultivos de milho na área”, aponta a Embrapa.

Segundo a Embrapa, a adoção do trigo após a soja permite a possibilidade de utilizar soja de ciclo mais longo, com maior potencial produtivo em comparação com variedades precoces voltadas ao milho safrinha. Além disso, o trigo do Cerrado é o primeiro a ser colhido no Brasil, permitindo comercialização a preços mais atrativos. “A colheita do trigo safrinha é realizada no período seco, entre os meses de junho e julho, o que tem garantido um produto de excelente qualidade de grãos e livre das micotoxinas que costumam afetar lavouras do Sul do País em anos de muita chuva na colheita, como a giberela”, observa Júlio Albrecht, pesquisador da Embrapa Cerrados (DF). Os rendimentos das lavouras têm variado de 35 a 65 sc/ha em anos de precipitação normal, e as receitas com as vendas têm estimulado os produtores a ampliarem a área cultivada na região.

O cultivo do trigo safrinha no Cerrado requer planejamento e atenção às condições edafoclimáticas para garantir a produtividade. Segundo os pesquisadores Júlio Albrecht e Jorge Chagas, o trigo de sequeiro é indicado para áreas com altitude acima de 800 metros, sendo essencial que o produtor escolha cultivares adaptadas e consulte o zoneamento agrícola de risco climático, disponível no Ministério da Agricultura e Pecuária e no aplicativo Zarc Plantio Certo. Antes do plantio, a análise e correção do solo são fundamentais: a acidez deve ser corrigida com calcário, enquanto o alumínio em profundidade pode ser neutralizado com gesso agrícola. Além disso, a eliminação de camadas compactadas favorece o aprofundamento das raízes, permitindo melhor absorção de água e nutrientes, o que reduz os impactos de períodos secos.

O manejo adequado também inclui a prática do plantio direto, em que a semeadura ocorre sobre a palhada da cultura anterior, ajudando a conservar a umidade do solo e reduzir perdas por evapotranspiração. Para otimizar a produtividade, a semeadura deve ocorrer entre o início e o final de março, ajustando-se ao regime de chuvas da região. O escalonamento do plantio e a escolha de cultivares resistentes a doenças e estiagem são estratégias recomendadas. No início da safra, é preferível utilizar cultivares mais tolerantes a doenças como a brusone, que pode ser intensificada por chuvas excessivas. Já para semeaduras tardias, após 15 de março, o ideal é optar por variedades mais resistentes à seca, considerando que altas temperaturas e veranicos podem comprometer o desenvolvimento das lavouras.

A cultivar BRS 404, desenvolvida pela Embrapa, foi especialmente adaptada para regiões de baixa precipitação e aproveita a umidade residual do solo. Com ciclo precoce de 105 a 118 dias, o trigo atinge espigamento entre 57 e 67 dias após a semeadura, dependendo da altitude da área de cultivo.

Entre suas características, a BRS 404 apresenta tolerância ao déficit hídrico, ao calor e ao alumínio no solo, além de elevada produção de palhada e excelente qualidade dos grãos. Os pesquisadores alertam, porém, para uma moderada suscetibilidade à brusone e à mancha amarela. Com o aumento da área plantada e o fortalecimento do trigo safrinha no Cerrado do Brasil Central, o cereal se consolida como alternativa viável para produtores que buscam inovação e sustentabilidade no sistema produtivo.





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Destruição de vegetação nativa é alvo da AGU



A Advocacia-Geral da União (AGU) ingressou com 12 ações civis públicas (ACPs) contra infratores pela destruição de vegetação nativa nos biomas da Amazônia, Mata Atlântica, do Cerrado, Pampa e Pantanal. Juntas, as ACPs buscam o pagamento de R$ 76 milhões em virtude da destruição de uma área de 6,8 mil hectares em 11 estados brasileiros.

Os valores cobrados dos 23 réus dizem respeito ao montante necessário à recuperação das áreas de vegetação nativa degradadas e à indenização por dano moral coletivo, interino e residual e enriquecimento ilícito relativos ao dano ambiental.

As demandas foram ajuizadas no âmbito do AGU Recupera, grupo estratégico ambiental instituído em 2023 para atuação em demandas judiciais prioritárias, visando à proteção dos biomas brasileiros e do patrimônio cultural. As ações foram elaboradas a partir de autos de infrações e laudos produzidos pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).

“Esse primeiro lote de 2025 do AGU tem extrema relevância diante de toda proteção que o meio ambiente carece, tendo em vista o efeito das ações ajuizadas na defesa dos mais diversos biomas brasileiros por meio da recuperação das áreas degradadas, pois, além da Amazônia, foram contemplados o Cerrado, o Pantanal, a Mata Atlântica e os Pampas”, disse Filipe Araújo Cavalcante, integrante da Procuradoria Nacional de Defesa do Clima e do Meio Ambiente da AGU (Pronaclima).

Na avaliação da procuradora-chefe da Procuradoria Federal Especializada junto ao Ibama, Karina Marx Macedo, “o ajuizamento desse lote reflete a atuação da área técnica da autarquia, da Procuradoria Federal Especializada do Ibama e da equipe do AGU-Recupera na busca da responsabilização civil de infratores ambientais”.

A procuradora explica que atuação da procuradoria especializada se desenvolve desde o assessoramento da autarquia, quando do direcionamento dos casos que serão judicializados, passando pela análise jurídica de viabilidade, até o encaminhamento à representação judicial para ajuizamento.

Proteção da vegetação nativa

Um exemplo ocorreu em Goiás, em uma área de reserva legal de uma propriedade rural. A vistoria do Ibama constatou desmatamento de vegetação nativa e uso de atividade agrícola em uma área de 1,4 hectare de vegetação do bioma Mata Atlântica, sem as devidas autorizações/licenciamentos ambientais, tampouco a adoção de medidas de regeneração.

A procuradora federal e coordenadora da Equipe em Meio Ambiente da Procuradora Regional Federal da 1a Região, Natália de Melo Lacerda, ressalta que o lote começa vitorioso, pois já houve uma decisão neste caso.

“Apesar da extensão territorial modesta, o caso representa um marco significativo por se tratar da primeira decisão favorável neste lote de ações, consolidando a jurisprudência em favor da proteção ambiental no bojo do grupo AGU Recupera”, afirma.

A Justiça determinou que o réu se abstenha de explorar a área desmatada cuja recuperação ambiental é buscada, devendo ficar tal área em repouso para que ocorra processo de regeneração natural durante a tramitação do processo.

A procuradora explica que, para garantir o cumprimento da ordem judicial, o réu deverá, no prazo de 30 dias, comprovar o cercamento da área protegida, apresentando documentação fotográfica e disponibilizando acesso aos fiscais do Ibama para verificação, quando necessário. O descumprimento da determinação acarretará multa diária de R$ 500,00.

“Essa decisão representa um importante precedente para as demais ações do projeto, reafirmando a relevância da preservação da Mata Atlântica, bioma considerado hotspot de biodiversidade e que possui apenas 12,4% de sua cobertura florestal original”, destaca a procuradora Natália Lacerda.



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