quarta-feira, maio 27, 2026

Agro

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Os desafios em MS devido à seca severa nas lavouras de soja



No último episódio do Soja Brasil, o programa mostrou a situação dos produtores de Mato Grosso do Sul, que enfrentam sérios desafios com a seca severa, impactando a produtividade das lavouras. Confira a matéria completa:

Cerca de 2 milhões de hectares foram afetados por esse estresse hídrico, representando 45% da área total. Isso tem gerado uma produtividade abaixo da média, estimada em 51,7 sacas por hectare. Esses desafios não são novos, já se arrastam por várias safras e têm sido intensificados pelas altas temperaturas que prejudicam a qualidade da soja.

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Pesquisas no campo da soja

Em resposta a esse cenário, a pesquisa e inovação têm sido essenciais para melhorar a resiliência das lavouras. O programa destacou, por exemplo, o uso de tecnologias para definir a janela ideal de semeadura e práticas de manejo de solo para reduzir os impactos de temperaturas extremas. A diversificação de culturas, com o cultivo de cana-de-açúcar, amendoim e eucalipto, também está sendo adotada como uma estratégia para mitigar riscos.

No campo da inovação, a Embrapa e parceiros desenvolveram um protetor solar para plantas que aumenta a resistência ao calor e melhora a produtividade das culturas. Esse produto, à base de carbonato de cálcio, tem mostrado bons resultados em soja, tanto em cultivos convencionais quanto orgânicos.

Além disso, um acordo entre Brasil e China visa impulsionar a produção de soja e milho, com foco no uso de áreas degradadas para cultivo sem desmatamento. A parceria também envolve a troca de tecnologia para melhorar a produtividade.



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Fávaro apresenta nova estrutura de pesquisa e inovação em MT



O ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, assinou, neste sábado (8), a ordem de serviço para a construção da nova estrutura da Unidade Mista de Pesquisa e Inovação (Umipi) da Embrapa na Baixada Cuiabana. O evento, realizado em Nossa Senhora do Livramento, marca o início de uma nova fase para o estado de Mato Grosso, com um investimento de R$ 53 milhões, oriundos do Mapa.

Com instalações mais modernas, a unidade contará com laboratórios, campos de pesquisa e salas de capacitação. Além disso, um convênio com a Prefeitura de Nossa Senhora do Livramento vai viabilizar a pavimentação asfáltica de um trecho de cinco quilômetros da estrada vicinal que dá acesso à unidade.

O centro de excelência em pesquisa e inovação será voltado para as condições agropecuárias desafiadoras da região, como solos, baixa altitude e altas temperaturas. A unidade irá concentrar esforços em áreas como fruticultura, mandiocultura, piscicultura, horticultura e sistemas produtivos agroflorestais, além de promover a integração lavoura-pecuária-floresta.

A primeira fase do projeto envolve a construção do centro de capacitação, um espaço que será um ponto de encontro para diversos parceiros, como a Fundação Mato Grosso, a Fundação Rio Verde, o Instituto Federal, a Unemat e a Universidade Federal.

A Unidade Mista de Pesquisa e Inovação segue o modelo de colaboração entre instituições, com compartilhamento de recursos humanos, financeiros e infraestrutura. Protocolos de intenções já foram firmados com a Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), a Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat), o Instituto Federal de Mato Grosso (IFMT) e o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural de Mato Grosso (Senar-MT) para atuar no novo espaço.



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Qual desafio da rotina rural você resolveria?


A interação com micro e pequenos produtores rurais faz parte do DNA do projeto Porteira Aberta Empreender. É por meio do engajamento com agricultores e pecuaristas de todas as regiões do país que podemos trazer soluções práticas para os desafios diários daqueles que impulsionam o agronegócio e alimentam milhões de pessoas no Brasil e no mundo.

Pensando nisso, todas as quintas-feiras, às 17h, o Porteira Aberta Empreender publica enquete na comunidade do Canal Rural, no YouTube. As opções mais votadas se tornam pautas, trazendo oportunidades aos desafios. 

O Porteira Aberta perguntou e vocês responderam:

O problema que 51% dos produtores rurais gostariam de solucionar está relacionado aos custos de produção e manejo. Em seguida, 21% destacaram os preços praticados no mercado, enquanto 17% mencionaram a produtividade. Financiamento foi votado por 11% dos participantes.

Custos para produzir no campo

De acordo com o Sebrae, reduzir custos sem prejudicar a qualidade do seu serviço ou produto é plenamente possível, desde que haja planejamento e iniciativas equilibradas, como a implementação de ações corretivas e preventivas. 

Ao ter documentos confiáveis em mãos, o empresário responde às variações do mercado de forma rápida e profissional, sem comprometer o negócio.

A instituição também aponta que automatizar processos é uma alternativa eficiente para acompanhar de forma organizada e centralizada todas as informações referentes às ações corretivas e preventivas. 

Mas, caso o pequeno produtor não saiba como planejar de maneira eficiente, com o  gerenciamento financeiro adequado, o Sebrae recomenda a capacitação. 

A exemplo do curso gratuito Custos para produzir no campo, que tem como objetivo explicar o conceito dos custos de produção e como eles influenciam no resultado da propriedade.

A capacitação tem a carga de 4 horas e também vai ensinar a como controlar os custos para aumentar o potencial do seu negócio.



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alíquota zerada afetará pecuaristas? Analista responde


O mercado físico do boi gordo teve preços acomodados, com quedas pontuais, na semana cortada pela metade pelo Carnaval no Brasil.

Segundo o analista de Safras & Mercado Fernando Henrique Iglesias, o diferencial de preços entre fêmeas e machos ainda é representativo, consequência da oferta expressiva de vacas em grande parte do país.

“Os frigoríficos até tentaram exercer pressão sobre os pecuaristas em algumas regiões produtoras do país após o Carnaval, mas sem muito êxito”, diz.

Para ele, o comportamento dos preços da carne bovina no atacado e no varejo ao longo da primeira quinzena de março será elemento-chave para ser acompanhado pelo mercado.

Além disso, Iglesias avalia que a medida anunciada pelo governo federal em zerar a alíquota de importação de alimentos, entre eles a carne, não trará impactos ao pecuarista e nem mesmo ao consumidor.

“O Brasil não tem de quem comprar carne porque não há ninguém tão bem posicionado quanto nós nesse mercado, então essa medida não fará diferença. O Brasil é hoje mais competitivo que Austrália, Argentina, Uruguai, Estados Unidos e União Europeia, então não há de quem importar.”

De acordo com Iglesias, o governo deveria se concentrar em buscar alternativas que estimulem a produção local para que, assim, haja efeito prático na redução da proteína animal ao consumidor.

Preços da carne em alta

Os preços da carne bovina subiram no atacado com um consumo considerado satisfatório no Carnaval, inclusive. “O escoamento da carne pode ser descrito como bom durante o feriado. Com isso, a expectativa é que haja continuidade na alta nos preços, considerando a entrada dos salários na economia como grande motivador da reposição entre as cadeias”, considera o analista.

Contudo, ele lembra que ainda há limitações, considerando a preferência de parcela importante da população por proteínas mais acessíveis, a exemplo da carne de frango, embutidos e ovos.

boi gordoboi gordo
Foto: Lorran Lima/Idaf
Os preços médios da arroba do boi gordo na modalidade a prazo nas principais praças de comercialização do país estavam assim no dia 6 de março:
  • São Paulo: R$ 307,75, contra R$ 313,83 em 28 de fevereiro (-2%)
  • Goiás: R$ 290,36, ante R$ 290,71 (-0,12%)
  • Minas Gerais: R$ 302,65, contra R$ 304,12 (-0,5%)
  • Mato Grosso do Sul: R$ 298,30, ante R$ 299,32 (-0,34%)
  • Mato Grosso: R$ 298,38, contra R$ 298,72 (-0,11%)



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Oferta doméstica de carne bovina é recorde no começo de 2025



A disponibilidade interna de carne bovina no início deste ano foi recorde. Segundo estimativas realizadas pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), a soma de janeiro e fevereiro pode ter superado em 10% o volume do primeiro bimestre de 2024 e em 38% o de dois anos atrás.

Pesquisadores do Cepea destacam que, mesmo com toda a quantidade a mais, resultante do aumento da produção, o preço médio da carcaça com osso no atacado da Grande São Paulo esteve 25% maior que no começo do ano passado – valor deflacionado pelo IGP-DI.

O preço do boi gordo (Indicador Cepea/Esalq São Paulo), no mesmo comparativo, avançou 23%. As exportações também evoluíram. No comparativo de bimestres (considerando-se estimativa do Cepea para parte de fevereiro/25), o volume sobe por volta de 6% sobre o começo de 2024 e 33% sobre o início de 2023.

Carne resiliente

Segundo analistas do Centro de Pesquisa, esses números mostram, simultaneamente, a força produtiva da pecuária nacional e a resiliência da carne bovina no cardápio do brasileiro, explicada em boa parte pela baixa taxa de desemprego.

Em janeiro, especificamente, a disponibilidade interna de carne bovina atingiu o máximo histórico, segundo cálculos do Cepea. Já para fevereiro, estima-se diminuição de quase 9% em comparação a janeiro, justificada pela redução dos abates no mês. Em relação a um ano atrás, no entanto, o Cepea projeta crescimento de cerca de 7%.



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Rodovia que atravessa 12 estados tem o diesel mais caro do país


Rodovia com extensão de 4.765 km e que atravessa 12 estados, do Rio Grande do Sul ao Rio Grande do Norte, a BR-101 é a que apresentou os maiores preços médios para ambos os tipos de diesel, para a gasolina e o etanol durante o mês de fevereiro.

O dado provém do mais recente Índice de Preços Edenred Ticket Log (IPTL), levantamento que consolida o comportamento de preços das transações nos postos de combustíveis.

A pesquisa foi feita em comparação com a Régis Bittencourt, Presidente Dutra e Fernão Dias, que figuram entre as principais rodovias brasileiras (veja detalhes na tabela abaixo).

Na BR-101, o diesel comum foi encontrado em média por R$ 6,42, alta de 1,90% em relação à média de janeiro, e o S-10, por R$ 6,55, aumento de 2,66% na mesma comparação. Já a gasolina foi comercializada a R$ 6,55 (alta de 2,66%), e o etanol a R$ 4,91 (aumento de 3,59%).

“Segundo a última análise do IPTL, referente a fevereiro, a BR-101 registrou os preços médios de combustíveis mais caros entre as rodovias verificadas, e os maiores aumentos na comparação com as médias de janeiro para o etanol e a gasolina, o que pode ser explicado a partir de alguns fatores característicos da rodovia, como a maior distância dos grandes centros de refino e distribuição”, analisa o diretor-geral de Mobilidade da Edenred Brasil, Douglas Pina.

Onde o diesel é mais barato?

tabela de preços combustíveis nas rodoviastabela de preços combustíveis nas rodovias

Entre as menores médias, o diesel mais barato foi identificado pelo IPTL na Fernão Dias: R$ 6,25 de preço médio para o tipo comum, ainda que o valor represente uma alta de 4,87% em relação a janeiro, e R$ 6,37 (aumento de 4,26%) para o S-10.

Já a gasolina que “poupa” mais o bolso do motorista foi registrada nas bombas de abastecimento da Presidente Dutra, a R$ 6,22 (+0,65%).

Já quem passou pela Régis Bittencourt durante fevereiro encontrou o etanol com a média mais baixa, se comparado às demais rodovias, com valor de R$ 4,35 o litro, alta de 2,11% contra a média da mesma rodovia em janeiro.



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AgroNewsPolítica & Agro

Valtra apresenta Série Q5 na Expodireto Cotrijal 2025


A Valtra  é presença confirmada na Expodireto Cotrijal, feira agrícola que ocorre em Não-Me-Toque (RS), entre os dias 10 e 14 de março. No evento, que é uma oportunidade para que os produtores rurais se atualizem das principais máquinas e tecnologias agrícolas disponíveis no mercado, a Valtra apresentará a Série Q5, seu mais recente lançamento, que chegou para complementar o portfólio da marca no Brasil, trazendo máquinas com potência variando de 265 a 305 CV, e a Plantadeira Momentum.

Os produtores presentes na feira terão a oportunidade de conhecer outros destaques da empresa, como os tratores das Séries T CVT, A2R e A4 HiTech, assim como a Plantadeira HiTech e o Pulverizador BS2225H HiTech, que pode gerar 60% mais economia de combustível, em comparação com os demais modelos disponíveis no mercado.

Segundo Cláudio Esteves, diretor de vendas da Valtra, a Valtra faz de sua participação na Expodireto Cotrijal um momento de encontro com o agricultor e reforço do compromisso em oferecer produtos de altíssima qualidade, eficiência e tecnologia. “Trouxemos um portfólio dedicado para atender as necessidades dos agricultores de diferentes perfis e diversas culturas, que possuem em comum a busca por inovação e aumento de produtividade. Trouxemos um mix de portfólio, com destaque para a Série Q5, e soluções para apoiar o produtor a ter mais lucratividade e redução de custos”, afirma Esteves

Soluções robustas e de alta tecnologia

Destaque da Valtra, a nova série de tratores Q5 conquistou reconhecimento na Europa. Chegou para complementar o portfólio da marca no Brasil, trazendo máquinas com potência variando de 265 a 305 CV. Os modelos Q265 (265 cv), Q285 (285 cv) e Q305 (305 cv), disponíveis no mercado brasileiro, oferecem não apenas potência em campo, mas também se destacam pela inteligência e facilidade de uso. Equipados com o confiável motor AGCO Power de 7,4 litros e a renomada transmissão CVT da Valtra, esses tratores permitem que os operadores realizem uma variedade de tarefas de forma eficiente. A Série Q5 combina potência com inteligência, manobrabilidade e alto nível de visibilidade. A tecnologia integrada na série, perfeitamente incorporada à cabine do condutor, foi ergonomicamente projetada para oferecer maior conforto e facilidade de uso, com comandos fáceis de serem manipulados. A tecnologia SmartTurn permite que o equipamento execute automaticamente as manobras de cabeceira, sem intervenção humana.

Já o Pulverizador BS2225H HiTech, que é equipado com Motor AGCO Power de 4 cilindros, conta com um tanque de óleo diesel que garante um aumento na autonomia de 237%, ampliando a produtividade diária. O equipamento também possui uma alta capacidade de rampa, atuando em terrenos de até 34%, dependendo das condições do solo. Tudo isso proporciona um excelente desempenho na pulverização mesmo em terrenos mais difíceis, graças à transmissão 4×4 cruzada permanente, com duas bombas e novos redutores de roda, com uma melhor transferência de carga.

O circuito de pulverização do Pulverizador BS2225H HiTech é controlado por válvula PWM atuando no motor hidráulico da bomba centrífuga, garantindo respostas rápidas às variações operacionais. Trabalha de forma independente à rotação do motor, não interferindo na qualidade da pulverização em terrenos dobrados. O modelo está disponível nas versões com barras de 24 e 30 metros, ambas com corte automático de 9 seções e na potência de 174 cv.

Quando o assunto é trator, a série A2R oferece mais economia para o produtor. Seu motor trabalha com alto torque e baixa rotação, reduzindo o consumo do combustível em até 10% durante as atividades diárias. Sua capacidade de levante é 6% superior às opções do mercado, o que permite trabalhar com implementos maiores e mais pesados, aumentando a possibilidade de operações. Em relação às transmissões, essa é uma máquina multiuso no campo, disponível em quatro versões: standard, para transmissão de simples operação; multiplicador, para quem busca precisão na velocidade de trabalho; redutor, para aqueles que precisam de alto torque em baixas velocidades de deslocamento; e reversão mecânica, para mais agilidade nas manobras. Além da versão plataformada, todos os modelos da Série A2R estão disponíveis com cabine de fábrica, uma característica que traz mais conforto no trabalho diário.

E para os produtores que precisam de alta potência e precisão, o trator T CVT é a solução ideal. Oferece uma transmissão contínua variável que permite ajustar a velocidade de trabalho de forma suave e precisa, com faixas de potência de 195 cv a 250 cv. E a plantadeira Valtra Momentum forma o conjunto ideal com os tratores Valtra, como o T250 CVT, proporcionando maior rendimento nas operações, com robustez, precisão e economia.

Com um conceito inovador, a plantadeira dobrável atende a uma ampla gama de produtores. O equipamento oferece a partir de 18 linhas de plantio e traz de série a tecnologia embarcada Weight Transfer, que distribui a carga central do chassi para as pontas, proporcionando profundidade homogênea na deposição de sementes e melhora na qualidade de plantio. Já o exclusivo sistema SmartFrame apresenta o autonivelamento independente das três seções de linhas de plantio, fazendo com que a máquina mantenha todas as linhas em contato com o solo e depositando sementes na profundidade correta, mesmo em bases largas e curvas de nível. A Momentum conta também com o Sistema Precision Planting, eleito a melhor tecnologia de singulação do mercado, que promove o controle total da população e o monitoramento completo em tempo real.

Ainda falando de tratores, a série A4 HiTech da Valtra traz alta tecnologia para gerar até 12% de economia de combustível por hectare trabalhado. A combinação perfeita entre motor agrícola AGCO Power e transmissão HiTech4 PowerShift, tecnologia que faz essa linha ainda mais precisa e econômica. Os tratores da série também oferecem 7% a mais de agilidade nas manobras de cabeceiras, pois contam com a maior vazão da categoria, além de alta capacidade de levante.

O modelo A4 HiTech é um trator inteligente que conta com toda a tecnologia de pilotos automáticos para gerar ganhos de produtividade de até R$ 200,00/hectare. Possui três dois modos de operação: Pedal, em que o operador pode escolher a melhor função para a troca de marchas com um simples toque no botão seletor Transporte, que traz mais agilidade na troca de marchas de 16 velocidades para frente e 16 para ré, sem interromper a tração do trator ou a necessidade de acionar o pedal da embreagem; e Campo, ideal para operações de alta carga de tração, pois permite trocar as quatro marchas powershift na alavanca para adequar a melhor marcha da operação, sendo ainda possível escolher a melhor forma de conduzir o deslocamento do trator, nas funções “pedal” ou “alavanca”.

A série traz também a Plantadeira HiTech, a mais adaptável da Valtra. Com modelos de 8 a 17 linhas, versões mecânicas e pneumáticas, o equipamento atende desde o pequeno até o grande produtor, pois conta também com versões acopladas (tandem). Possui alta capacidade de sementes, alcançando uma autonomia de 20 hectares sem reabastecimento, economizando 1 hora de tempo nos ajustes pré-plantio. Possui uma gama de opcionais que permite elevar, ainda mais, a agilidade e uniformidade da operação em qualquer tipo de relevo ou solo. O pacote de soluções Precision Planting oferece um plantio 99% de singulação, com aplicações de taxa variável que resultam em aplicações exatas de sementes e fertilizantes, gerando economia de insumos na ordem de 20%. A plantadeira HiTech é um equipamento durável e eficiente, que oferece máxima performance por hectare e alto retorno financeiro aos produtores rurais.





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Programa Pisicultura Mais Vida fomenta a criação de peixes em áreas rurais



O programa Piscicultura Mais Vida começa a ser desenvolvido na região da Baixada Cuiabana, em Mato Grosso. O projeto é realizado pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e o Instituto Federal de Mato Grosso (IFMT). O ministro Carlos Fávaro esteve neste sábado (8) no lançamento do programa na Unidade Mista de Pesquisa e Inovação (Umipi) da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) em Nossa Senhora do Livramento.

A unidade conta com 27 tanques para piscicultura e a projeção é de que sejam produzidos até 1,5 milhão de alevinos (peixes recém-nascidos) por ano. O programa prevê o fornecimento gratuito dos alevinos para ribeirinhos, quilombolas e indígenas inscritos em programas do governo federal que disponham de estrutura e condições para criação de peixes e, de forma subsidiada, para agricultores familiares.

“Enquanto tentavam fechar a estação de piscicultura, nós acolhemos, produzimos e vamos distribuir alevinos de graça para a população, resgatando um sonho dos anos 80”, declarou o ministro.

Desenvolvimento da pisicultura

Com investimento de R$ 1 milhão do Mapa, a Estação de Piscicultura da Embrapa será um centro de formação continuada para criadores de peixes com cursos de instrução e nivelamento, além de se tornar um centro de referência na produção de alevinos, atuando na qualificação e quantificação da produção e fornecimento. A expectativa é atender cerca de 1,5 mil famílias com 1 mil alevinos para cada.

Reitor do IFMT, o professor Júlio César dos Santos ressaltou a oportunidade de contribuir com os projetos da Embrapa Baixada Cuiabana. “É muito bom ter a nossa instituição como uma das ferramentas que o Mapa tem usado para transformar a vida das pessoas”.



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Quebradeiras de coco e cientistas criam hambúrguer de babaçu e farinha inovadora



A união entre conhecimento científico e saberes tradicionais resultou em dois novos produtos inovadores à base de babaçu, desenvolvidos na Amazônia maranhense.

O hambúrguer vegetal de babaçu e a farinha de amêndoas foram criados a partir da colaboração entre cientistas e quebradeiras de coco, agregando valor nutricional, sustentabilidade e inovação tecnológica.

O projeto, desenvolvido pela Embrapa Maranhão, Embrapa Agroindústria Tropical, Universidade Federal do Maranhão (UFMA) e Universidade Federal do Ceará (UFC), contou com a participação ativa de cooperativas e associações de mulheres quebradeiras de coco do Maranhão.

A iniciativa tem como objetivo valorizar o trabalho das quebradeiras, diversificar os usos do babaçu e impulsionar a bioeconomia local, aproveitando resíduos que antes eram descartados.

Farinha de babaçu: de resíduo a matéria-prima valiosa

O grande diferencial dos novos produtos é o aproveitamento do bagaço da amêndoa do babaçu, que antes era descartado ou usado como ração animal. Esse resíduo foi transformado em farinha da amêndoa, uma alternativa rica em proteínas, ideal para a fabricação de pães, bolos, biscoitos e mingaus.

“O hambúrguer foi desenvolvido usando essa farinha como base, junto com casca de banana, que funciona como um agente estruturante, além de dar sabor e maciez ao fritar. Também utilizamos farinha de arroz para dar liga e temperos naturais, garantindo um produto saboroso e nutritivo”, afirma Harvey Villa, professor da UFMA.

Sabor e nutrição para novos mercados

O hambúrguer vegetal de babaçu não contém conservantes e pode ser armazenado congelado por até seis meses. Os testes indicaram que a composição do produto possui 13,17% de proteína por 100g, um percentual ideal para dietas vegetarianas e veganas.

Segundo Yuko Ono, nutricionista da UFMA, a casca de banana utilizada na receita é rica em fibras, vitaminas e pectina, auxiliando na saúde intestinal e prevenção de doenças crônicas. “Além disso, a casca tem capacidade de absorver metais pesados, tornando o hambúrguer ainda mais seguro e benéfico para a saúde”, destaca.

Impacto social e inovação na produção

A pesquisa teve forte participação das quebradeiras de coco, que colaboraram na adaptação dos processos às condições locais e ajudaram a definir os ingredientes. Para Rosângela Lica, da Cooperativa Mista da Agricultura Familiar e do Extrativismo do Babaçu (Coomavi), a descoberta da farinha de amêndoa trouxe novas oportunidades para o babaçu, substituindo o coco ralado e aumentando a aceitação do produto entre os consumidores.

Já Antonia Vieira, da comunidade quilombola Pedrinhas Clube de Mães, celebra a troca de conhecimentos. “Somos parte desse processo, que foi muito rico para nós e para os pesquisadores. Foi uma experiência maravilhosa”, afirma.

A iniciativa, financiada pela Agência Alemã de Cooperação Internacional (GIZ) e pela Rede ILPF, fortalece a economia sustentável na região e abre novas oportunidades para a comercialização de produtos naturais e ricos em proteína, atendendo a nichos de mercado em crescimento no Brasil.



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AgroNewsPolítica & Agro

como minimizar os impactos do calor no campo?



Temperaturas devem permanecer acima da média até o outono




Foto: Pixabay

As altas temperaturas perto dos 40°C têm afetado o estado do Espírito Santo, o que  impacta diretamente a produção agrícola e exigindo estratégias para minimizar os efeitos do calor. De acordo com o engenheiro agrônomo Elídio Torezani, o estresse térmico compromete o desenvolvimento das plantas, reduz a qualidade dos alimentos e gera prejuízos financeiros aos produtores. As previsões indicam que as temperaturas devem permanecer acima da média até o outono, reforçando a necessidade de medidas para preservar a produtividade no campo.

Segundo Torezani, além dos desafios no campo, as altas temperaturas impactam a economia e a segurança alimentar, tornando essencial a adoção de estratégias eficazes. “Os produtores precisam investir em um manejo eficiente e tecnologias adaptadas para enfrentar essas condições extremas e garantir a produtividade com o mínimo de prejuízo”, ressalta o especialista.

Veja também: Como a onda de calor está afetando as lavouras?

Especialistas sugerem algumas práticas essenciais para mitigar os efeitos das altas temperaturas nas lavouras:

  • Uso de tecnologias e práticas sustentáveis: Métodos modernos ajudam a melhorar a retenção de umidade e eficiência na irrigação.

    Conservação do solo: Manter cobertura vegetal adequada reduz a perda de água e protege as raízes.

    Estratégia para plantio do café: Em áreas inclinadas, o plantio deve seguir as curvas de nível para minimizar a erosão e preservar a umidade.

    Gestão eficiente da irrigação: Aplicação precisa da água evita desperdícios e mantém o equilíbrio hídrico do solo.

    Manutenção preventiva de equipamentos: Inspeções regulares nos sistemas de irrigação garantem um funcionamento eficiente e reduzem falhas operacionais.


Manutenção preventiva de equipamentos de irrigação para garantir eficiência operacional.

Vale ressaltar que o café conilon segue como destaque na agricultura capixaba. Segundo a Secretaria de Estado de Agricultura, Abastecimento, Aquicultura e Pesca (SEAG), as exportações de café pelos portos do estado atingiram 8,38 milhões de sacas em 2024, um aumento de 1,21% em relação ao recorde de 2002. O café conilon representou 84% desse volume, consolidando o Espírito Santo como o maior produtor nacional. A valorização do grão levou a saca de 60 kg a atingir R$ 2.000 no início de 2025, mais que o dobro do valor registrado em dezembro de 2023, quando era cotada a R$ 740. A entrada do conilon na Bolsa de Valores de São Paulo (B3) e a equiparação da alíquota do ICMS ao do café arábica impulsionaram ainda mais o setor, reforçando sua importância no mercado nacional e internacional.





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