Pesquisa revela que arroz irrigado pode reduzir gases do efeito estufa

Uma pesquisa conduzida pelo Instituto Rio Grandense do Arroz (IRGA) revela que o cultivo de arroz irrigado pode desempenhar um papel significativo na mitigação dos gases do efeito estufa, especialmente o metano, em meio às mudanças climáticas.
Produção de arroz no Rio Grande do Sul
O Rio Grande do Sul é o maior produtor nacional de arroz, com uma expectativa de produção de 7,5 milhões de toneladas. O sistema de cultivo adotado na região é predominantemente irrigado, o que, por sua vez, está associado à emissão de metano devido ao solo alagado que bloqueia a entrada de oxigênio.
Práticas para redução de emissões
O estudo do IRGA destaca que, embora o arroz em si não produza metano, as práticas de cultivo podem ser ajustadas para reduzir as emissões desse gás. Entre as principais estratégias adotadas estão:
- Plantio direto
- Uso de cultivares com alto potencial produtivo
- Manejo eficiente de água
- Rotação de culturas
Resultados e benefícios
Pesquisas realizadas na estação experimental do IRGA em Cachoeira do Sul indicam que a rotação de culturas, especialmente com soja, pode reduzir em mais de 50% as emissões de gases do efeito estufa em áreas tradicionalmente dedicadas ao cultivo de arroz. Além dos benefícios ambientais, os produtores que adotam essas práticas podem acessar o mercado de créditos de carbono, valorizando ainda mais seus produtos.
O arroz é considerado uma ‘moeda verde do futuro’, e a adoção de práticas sustentáveis não apenas contribui para a preservação ambiental, mas também agrega valor ao produto, oferecendo qualidade e preço diferencial no mercado.
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