quarta-feira, maio 27, 2026

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manejo inteligente e tecnologia garantem safra competitiva


A colheita do arroz de 2025 marca um momento importante para os produtores gaúchos, reforçando a importância da tecnologia e do manejo eficiente na busca por maior produtividade e rentabilidade. E as soluções inovadoras e estratégias integradas fazem a diferença no campo, permitindo que o agricultor enfrente desafios como plantas daninhas e doenças de forma mais eficaz.  

A BASF, referência em inovação para o setor orízicola, apresentou novidades que auxiliam no aprimoramento da lavoura e garantem um sistema produtivo mais sustentável.

Sistema Provisia®: controle eficiente de plantas daninhas

O Sistema Provisia® tem se destacado como uma alternativa eficaz no combate às plantas daninhas na cultura do arroz. Segundo Schaiane Piovezan, gerente de Território de Vendas da BASF, a tecnologia surgiu como uma solução inovadora após o lançamento do Clearfield®, há 22 anos.

“O Provisia® é altamente eficiente no controle de plantas daninhas de difícil manejo, como o arroz vermelho e o capim-arroz. Atualmente, comercializamos a tecnologia com sementes de arroz híbrido, através do  material LD 132 PV, que, aliado ao herbicida Provisia® 50 EC, tem apresentado excelentes resultados ao longo das últimas três safras”, destaca Piovezan.

A tecnologia permite o cultivo em áreas que estavam inviabilizadas pela alta pressão dessas plantas invasoras. “Nossa grande entrega com Provisia® não é apenas produtividade, mas sim a viabilidade de áreas agrícolas comprometidas, garantindo longevidade ao sistema produtivo por meio da rotação de culturas e ativos”, reforça a especialista.

Herbicida Aura® 200: aliado contra plantas daninhas

O manejo de plantas daninhas continua sendo um grande desafio para os rizicultores. Nesse contexto, o herbicida Aura® 200 se apresenta como uma ferramenta fundamental. Kemili Prestes de Melo, especialista da BASF, explica que o produto é um graminicida eficiente no controle de espécies como capim-arroz, milhã e papuã.

“O Aura® 200 permite um manejo eficaz dessas plantas invasoras, proporcionando ao produtor uma lavoura mais limpa e produtiva. Além disso, sua baixa dosagem e sua eficiência no manejo de resistência tornam o produto uma solução sustentável e econômica”, ressalta a especialista.

Brusone: o grande desafio da produtividade

 

A brusone é uma das doenças mais prejudiciais à cultura do arroz, impactando diretamente a produtividade e a qualidade dos grãos. Segundo Miguel Manosso Neto, gerente de Desenvolvimento de Mercado da BASF, essa patologia exige um manejo eficiente e preventivo.

“A brusone pode causar perdas de até 90% em anos severos, comprometendo toda a lavoura. É essencial que o produtor adote medidas preventivas para garantir a sanidade do arroz”, alerta o gerente.

A BASF desenvolveu o fungicida Seltima®, uma solução inovadora para o manejo da brusone. “Seltima® é uma molécula desenvolvida especialmente para o arroz, encapsulada para liberar seu ingrediente ativo apenas quando em contato com a planta. Além de garantir um controle eficaz da doença, o produto traz benefícios fisiológicos para a cultura, resultando em maior produtividade”, explica o especialista.

A recomendação é aplicar Seltima® preventivamente, criando uma barreira protetora antes da infecção da brusone. “Com essa estratégia, conseguimos reduzir significativamente as perdas e assegurar uma colheita mais produtiva”, finaliza Manosso Neto.

#ArrozPraTodoDia: valorização da cultura

Além do investimento em tecnologia, a BASF tem trabalhado na valorização do arroz por meio da campanha #ArrozPraTodoDia. Matheus Scherer, Gerente de Marketing e Cultivo para Arroz da BASF, destaca a importância da iniciativa para fortalecer o consumo e o reconhecimento da cultura no Brasil.

“O arroz é um dos alimentos mais consumidos pelos brasileiros e tem um papel fundamental na agricultura nacional. Nosso objetivo com a campanha é mostrar a relevância do arroz no dia a dia e incentivar o seu consumo”, afirma Scherer.

A BASF também investe constantemente em inovação para o setor. “O futuro do arroz no Brasil depende de soluções que tragam mais eficiência e sustentabilidade. Continuamos desenvolvendo novas tecnologias e fortalecendo nossa parceria com os produtores para garantir uma lavoura mais produtiva e rentável nos próximos anos”, conclui.

 





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Conab treina agricultores familiares no Amazonas



As atividades ocorrerão nos dias 10 e 14 de março




Foto: Divulgação

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) promoverá duas ações de capacitação no Amazonas para agricultores familiares, associações e cooperativas interessados no Programa de Aquisição de Alimentos (PAA). As atividades ocorrerão nos dias 10 e 14 de março, em formato on-line e presencial, respectivamente.

A primeira capacitação será realizada no dia 10, às 10h, por videoconferência, permitindo a participação de agricultores do interior do estado. Já no dia 14, a partir das 8h, a Conab oferecerá um encontro presencial na Assembleia Legislativa do Amazonas, voltado para produtores de Manaus e região. As capacitações serão conduzidas por técnicos da superintendência regional da Conab no estado.

O PAA é coordenado pelo Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS) em parceria com os ministérios do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA) e da Fazenda, sendo executado pela Conab. O programa tem como objetivos incentivar a produção sustentável, fomentar a industrialização de alimentos e promover a inclusão econômica e social dos agricultores familiares.

Além disso, o PAA desempenha um papel essencial na segurança alimentar, garantindo que pessoas em situação de vulnerabilidade tenham acesso regular a alimentos de qualidade. Dessa forma, a Conab reforça seu compromisso com o Direito Humano à Alimentação Adequada e Saudável, valorizando a produção da agricultura familiar e incentivando seu consumo.





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Comercialização de soja segue lenta no Brasil; veja como ficou o mercado



A guerra comercial entre Estados Unidos e China teve novos desdobramentos durante o período do feriado de Carnaval no Brasil. Como resultado, a China impôs uma retaliação de 10% a 15% sobre produtos agrícolas norte-americanos, incluindo a soja. Segundo informações da Safras & Mercado, a medida foi uma resposta às novas tarifas anunciadas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

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Demanda chinesa

Esse movimento pode redirecionar a demanda chinesa para a América do Sul, especialmente para o Brasil, que é o maior fornecedor global de soja. Segundo Rafael Silveira, analista e consultor de Safras & Mercado, “com a nova tarifa, a soja dos Estados Unidos se torna menos competitiva no mercado internacional, desestimulando as compras chinesas e beneficiando, sobretudo, os negócios com o Brasil”. Ele destaca que a China tem procurado diversificar seus fornecedores e garantir seu abastecimento no mercado sul-americano.

Embora grande parte das compras sazonais entre China e Estados Unidos já tenha sido realizada, Silveira observa que a redução na demanda chinesa pela soja norte-americana pode aumentar os estoques nos Estados Unidos. “Esse excesso de estoque pode pressionar os preços na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT)”, diz o consultor.

O papel do Brasil

A China sabe que o Brasil atravessa uma supersafra, o que torna essa mudança de estratégia mais eficaz. “Ao reduzir as compras de soja norte-americana, Pequim aproveita os preços mais baixos do Brasil e garante o abastecimento de seus estoques”, comenta Silveira. Ele acredita que essa dinâmica pode pressionar para baixo os contratos futuros em Chicago e aumentar os prêmios da soja brasileira até o final do ano.

Comercialização de soja

A comercialização da safra de soja 2024/25 do Brasil tem avançado, mas a um ritmo mais lento. Até 7 de março, 42,4% da produção projetada foi negociada, segundo o relatório de Safras & Mercado.

No relatório anterior, de 7 de fevereiro, esse número era de 39,4%. No mesmo período do ano passado, a comercialização estava em 36,6%. A média dos últimos cinco anos para o período é de 48,8%. Considerando uma safra estimada em 174,88 milhões de toneladas, isso significa que 74,12 milhões de toneladas de soja já foram negociadas.

Perspectivas do mercado de soja

O ritmo de comercialização ainda está abaixo da média histórica para o período, o que indica que o mercado brasileiro ainda está se ajustando. As condições climáticas e a expectativa de produtividade, junto com o comportamento do mercado internacional, serão fatores importantes nos próximos meses.

O impacto das tarifas impostas pela China sobre os produtos agrícolas norte-americanos pode aumentar a demanda pela soja brasileira, o que ajuda a impulsionar as vendas no mercado interno.



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Faturamento e toneladas por média diária de carne suína exportada até a 2ª…


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De acordo com informações da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Governo Federal, divulgadas nesta segunda-feira (17), as exportações de carne suína fresca, refrigerada ou congelada, até a segunda semana de fevereiro (10 dias úteis) avançaram consideravelmente em relação a fevereiro de 2024.

A receita obtida até o momento, US$ 135.399,688 representa 71,00% do total arrecadado em todo o mês de fevereiro de 2024, que foi de US$ 190.693,807. No caso do volume embarcado, as 54.276,826 toneladas representam 54,34% do total registrado em fevereiro do ano passado, quantidade de 84.354,669 toneladas.

O faturamento por média diária até o momento do mês de fevereiro foi de US$ 13.539,968, quantia 34,9% a mais do que fevereiro de 2024. No comparativo com a semana anterior, houve diminuição de 13,97% observando os US$ 15.739,143, vistos na semana passada.

No caso das toneladas por média diária, foram 5.427,6826, houve elevação de 22,3% no comparativo com o mesmo mês de 2024. Quando comparado ao resultado no quesito da semana anterior, observa-se diminuição de 13,93%, comparado às 6.306,417 toneladas da semana passada.

Já o preço pago por tonelada, US$ 2.494,613, é 10,4% superior ao praticado em fevereiro passado. O resultado, frente ao valor atingido na semana anterior, representa tímida queda de 0,04% em relação aos US$ 2.495,734 anteriores.
 





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Você viu? Nitrogênio líquido substitui ureia e rompe tetos produtivos de milho e trigo



O nitrogênio é um dos fertilizantes mais importantes na produção de grãos, mas a absorção desse ativo é, por vezes, comprometida por fatores ambientais. Novidade exposta durante o Show Tecnológico Copercampos 2025, em Campos Novos, Santa Catarina, pretende mudar esse cenário. Essa ficou entre as reportagens mais lidas do Canal Rural durante a semana.

Importado dos Estados Unidos, o nitrogênio líquido é composto de ureia, amônio e nitrato, com aplicação no pré-plantio e liberação ao longo do ciclo. O produto chega ao mercado brasileiro no momento em que o território catarinense deve ter a maior safra de milho dos últimos quatro anos.

Contudo, além dessa cultura, também apresentou resulturados satisfatórios em cereais de inverno e na soja.

O desenvolvedor de Mercado da Ourofértil, Agenor Freitas, destaca que um litro do nitrogênio líquido substitui um quilo de uréia. “A única mudança que o produtor precisa fazer é na ponta de pulverização. Recomendamos uma ponta específica, de jato dirigido, porque é um produto que precisa chegar no solo.”

Segundoe ele, uma das principais vantagens está no fato do produto não se perder com chuva ou por volatilização. Assim, o produtor também não precisa entrar com a máquina depois da cultura emergida para aplicar fertilizantes, o que reduz o amassamento e também a quantidade de mão de obra.

O engenheiro agrônomo da Copercampos Fernando Sartori Pereira conta que o nitrogênio líquido foi testado na área experimental da feira. Já o produtor rural Ricardo Granzotto destaca que testou o produto nas safras de inverno de 2023 e de 2024 e obteve resultados expressivos.

“Rompemos tetos produtivos de trigo em áreas comerciais de 160 a 170 hectares acima de 92, 93 sacas em anos que não foram tão positivos para a área. Também temos visto parceiros do agro rompendo tetos produtivos de híbridos de milho com ganhos de 16, 17 sacas a mais quando comparado a outros tipos de fertilizantes.”



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Embrapa enfatiza recomendações para o sucesso no plantio de trigo



O mês de março é marcado pelo início da janela para o plantio do trigo safrinha no Cerrado, com previsão de semeadura de 200 a 250 mil hectares. O cultivo, realizado após a colheita da soja, ganha destaque pela diversificação das culturas e rentabilidade. A expectativa é um aumento de 5% a 10% na área plantada, com Goiás apresentando crescimento de até 15%.

A Embrapa destaca a importância de seguir as recomendações técnicas para o sucesso do plantio. A cultivar BRS 404, desenvolvida para o Cerrado, se destaca por sua resistência ao déficit hídrico e calor, além de promover a diversificação agrícola e o controle de pragas. A colheita, entre junho e julho, garante trigo de alta qualidade, livre de micotoxinas.

Pesquisadores alertam sobre a importância do manejo adequado do solo e do uso de cultivares específicas, levando em conta as condições climáticas e de solo. A semeadura deve ocorrer entre o início e o final de março, com práticas como o plantio direto e análise da umidade do solo para boas condições de crescimento.

Com produtividade de 35 a 65 sacas por hectare, o trigo safrinha tem se mostrado uma boa alternativa para os produtores, especialmente pela qualidade dos grãos, bem recebida pela indústria de panificação. A BRS 404 proporciona excelente palhada e rendimento superior, contribuindo para a sustentabilidade do sistema de produção.



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Perdeu o último episódio do Soja Brasil? Vem assistir!



Se você perdeu o último episódio do Soja Brasil, fique tranquilo (a)! Você pode conferir detalhes na playlist no Youtube e assistir aos conteúdos completos. O programa, exibido na última sexta-feira (7), abordou temas importantes para o setor agrícola, com destaque para o impacto da suspensão da mistura de biodiesel no diesel.

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Especialistas discutiram como essa decisão pode afetar toda a cadeia produtiva da soja, especialmente o processamento de farelo. O aumento da mistura de biodiesel traz benefícios para a indústria de proteína animal, como carne, ovos e leite, além de colaborar com a sustentabilidade e a redução das emissões de carbono.

O episódio também acompanhou a expedição Soja Brasil, que passou por Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, onde produtores têm utilizado cultivares adaptadas e tecnologias avançadas para enfrentar os desafios climáticos. A combinação de genética avançada e maquinário inteligente tem ajudado a garantir uma produção mais eficiente, mesmo com as condições climáticas adversas.

Além disso, o episódio 31 trouxe uma análise sobre os impactos da alta taxa de juros e a falta de aprovação do orçamento da União no setor agrícola. O coordenador da FGV Agro, Guilherme Bastos, explicou a liberação em crédito extraordinário, destacando a importância desses recursos para manter o fluxo de financiamento necessário ao setor.

Por fim, o programa também trouxe uma previsão do tempo para as principais regiões produtoras de soja e discutiu a importância da diversificação de culturas, com foco no uso de tecnologias agrícolas, como a irrigação, para aumentar a produtividade e reduzir os riscos causados por estiagens.



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Etanol se valoriza enquanto açúcar recua nas bolsas


De acordo com dados divulgados pela União Nacional da Bioenergia (Udop), os contratos futuros do açúcar encerraram a quinta-feira (6) em queda nas principais bolsas internacionais, após uma leve valorização na sessão anterior. Enquanto isso, o etanol hidratado apresentou alta no mercado interno.

Na ICE Futures de Nova York, o contrato de açúcar bruto para maio/25 fechou a 18,13 centavos de dólar por libra-peso, uma queda de 7 pontos em relação à quarta-feira. Durante a sessão, a commodity atingiu a mínima de um mês e meio, chegando a 17,84 cts/lb. O contrato para julho/25 caiu 9 pontos, sendo negociado a 17,80 cts/lb. Os demais vencimentos registraram baixas entre 3 e 8 pontos.

Na ICE Futures Europe, em Londres, o açúcar branco seguiu a mesma tendência de baixa. O contrato maio/25 foi comercializado a US$ 516,90 por tonelada, registrando uma desvalorização de US$ 5,10 em relação ao dia anterior. Já o contrato agosto/25 caiu US$ 3,80, fechando a US$ 499,50 por tonelada.

No mercado doméstico, o açúcar cristal também apresentou desvalorização, conforme o Indicador Cepea/Esalq, da USP. A saca de 50 kg foi negociada a R$ 139,95, contra R$ 141,23 na quarta-feira, o que representa uma queda de 0,91%.

Por outro lado, o etanol hidratado registrou valorização no Indicador Diário Paulínia. O biocombustível foi negociado a R$ 2.939,00 por metro cúbico, frente aos R$ 2.926,00 da sessão anterior, uma alta de 0,44%.





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Fungo da Antártica pode revolucionar biopesticidas naturais


Uma pesquisa realizada por cientistas brasileiros e americanos revelou um fungo encontrado em sedimentos marinhos profundos da Antártica com grande potencial para a produção de biopesticidas naturais. O estudo, conduzido por instituições como a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), a Embrapa Meio Ambiente (SP) e o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), identificou compostos bioativos capazes de combater pragas agrícolas de forma sustentável.

O fungo, denominado Penicillium palitans, foi coletado a mais de 400 metros de profundidade no Oceano Austral e analisado em laboratório. Os testes revelaram duas substâncias promissoras: penienona e palitantina.

A penienona demonstrou forte atividade antifúngica e fitotóxica, sendo capaz de inibir completamente a germinação de sementes de grama-bentgrass, além de agir contra o Colletotrichum fragariae, fungo responsável pela antracnose em diversas culturas agrícolas. Já a palitantina apresentou efeito fitotóxico moderado.

Alternativa sustentável para a agricultura

A descoberta abre caminho para substituir agroquímicos sintéticos por biopesticidas naturais, reduzindo impactos ambientais e combatendo a resistência de pragas. Segundo a pesquisadora Sonia Queiroz, da Embrapa, a identificação dessas moléculas pode reduzir a dependência de produtos químicos tradicionais e contribuir para o conceito de Saúde Única, que integra a saúde humana, animal e ambiental.

Apesar do avanço, a transformação dessas substâncias em produtos comerciais ainda exige testes adicionais para comprovar sua segurança, estabilidade e eficácia em campo. “Nosso próximo passo será ampliar os estudos toxicológicos e ecotoxicológicos, além de avaliar a viabilidade de produção em larga escala”, afirma Luiz Rosa, professor do Departamento de Microbiologia da UFMG e coordenador do estudo.

pesquisa na Antártica. Foto: Luiz Henrique Rosa/UFMGpesquisa na Antártica. Foto: Luiz Henrique Rosa/UFMG
Foto: Luiz Henrique Rosa/UFMG

Antártica: um laboratório natural para a biotecnologia

A pesquisa reforça o potencial da Antártica para a descoberta de novos bioinsumos, já que seus organismos extremófilos – adaptados a condições extremas – podem fornecer moléculas inéditas para a biotecnologia agrícola. No entanto, a coleta de amostras nessa região representa grandes desafios logísticos. As expedições exigem um ano de preparação, deslocamento de cerca de 10 dias e até 24 horas ininterruptas de trabalho para obtenção dos sedimentos marinhos.

Os cientistas acreditam que essa descoberta pode abrir novas frentes de pesquisa para a busca de outros fungos antárticos, ampliando o desenvolvimento de bioinsumos e promovendo uma agricultura mais sustentável.

O estudo faz parte do Programa Antártico Brasileiro (Proantar) e conta com financiamento do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), além do apoio logístico da Marinha do Brasil.



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Abipesca critica isenção da alíquota de importação da sardinha em conserva



A Associação Brasileira das Indústrias de Pescados (Abipesca) se manifestou contra a decisão do Governo Federal de zerar a alíquota de importação da sardinha em conserva, considerando essa medida extremamente prejudicial para a indústria nacional de pescado. A ação coloca em risco a competitividade e a sustentabilidade do setor pesqueiro no Brasil.

A sardinha é a principal espécie da pesca brasileira, com 95% de sua produção destinada à indústria de conservas, um alimento essencial para milhões de brasileiros, especialmente nas regiões mais carentes do país. Essa decisão, que desconsidera o impacto econômico sobre o setor, surge em um momento já crítico para a indústria nacional.

Em 2024, a indústria foi duramente afetada pela Reforma Tributária, que excluiu a sardinha em conserva da cesta básica, resultando no aumento gradual dos impostos, que devem chegar a 28,5% até 2026. Agora, com a isenção da alíquota de importação, anteriormente fixada em 32%, a indústria nacional enfrenta a ameaça de um colapso imediato, com impactos diretos na produção e na preservação de milhares de postos de trabalho.

A alíquota de 32% foi instituída há oito anos para proteger a indústria nacional contra os preços predatórios do mercado asiático, garantindo competitividade à produção local. A retirada dessa taxa representa um ataque direto à indústria brasileira, favorecendo a importação em detrimento da produção nacional e colocando em risco o sustento de pescadores e produtores locais.

O Governo Federal não consultou o setor produtivo nem o Ministério da Pesca ao tomar essa decisão, o que gerou grande preocupação. Além disso, não há justificativa econômica para essa medida, pois o aumento do preço da sardinha em conserva foi de apenas 1,12% em 2024, bem abaixo da inflação, o que indica que a “alta de preços” não tem impacto para os consumidores.

A Abipesca defende uma revisão urgente dessa decisão, que ameaça a estabilidade da indústria nacional e a manutenção de milhares de empregos. A medida é um retrocesso para a economia local e um desrespeito ao esforço das empresas que garantem o abastecimento de alimentos de qualidade no Brasil.

A associação conclama o Governo a repensar essa medida, a fim de evitar o colapso do setor pesqueiro nacional e proteger a produção local, essencial para o sustento de muitas famílias brasileiras.



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