quarta-feira, maio 27, 2026

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Mercado de soja segue em tendência de baixa


Segundo a TF Agroeconômica, o mercado de soja continua sem fundamentos altistas no curto, médio e longo prazo, com uma tendência claramente baixista. A consultoria recomenda a venda desde novembro, quando os preços estavam em R$ 145,00 por saca, e reforça que ainda é tempo de negociar, considerando os fatores que pressionam as cotações para baixo. 

Entre os principais fatores de baixa, destacam-se as incertezas em relação às tarifas impostas pelos Estados Unidos e a retaliação chinesa, que devem entrar em vigor na próxima semana. Além disso, há preocupações com possíveis impostos portuários que podem afetar a logística de exportação. No Brasil, o avanço da colheita em Mato Grosso já supera 91,84% da área, o que aumenta a oferta e contribui para a desvalorização. Na Argentina, recentes chuvas melhoraram as condições das lavouras, elevando a proporção de áreas em condições adequadas de 69% para 77%, reduzindo temores de quebra na produção.  

Outro fator relevante é a projeção da ANEC para exportações brasileiras em março, estimadas em 14,80 milhões de toneladas de soja e 2,05 milhões de toneladas de farelo, superando os volumes de fevereiro. Esse aumento nas exportações pode impulsionar o mercado brasileiro, mas exerce pressão negativa sobre os preços em Chicago. Além disso, o adiamento da implementação do B15 no Brasil deixará um excedente de 2,5 milhões de toneladas destinadas ao esmagamento, ampliando a oferta e mantendo os preços sob pressão.  

“Não há fundamentos altistas a curto, médio e longo prazos presentes hoje no mercado, como mostramos no texto acima, mas seis grandes motivos de baixa. Desde novembro, quando os preços da Pedra estavam a R$145,00/saca, estamos recomendando vender. Mas, ainda é tempo, dado que a tendência continua sendo baixista”, conclui.

 





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Cotações do milho seguem estáveis no Brasil



Os preços do milho permanecem estáveis na maioria das regiões acompanhadas pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), embora a intensidade das altas tenha sido menor na última semana.

De acordo com o Centro de Pesquisas, compradores brasileiros seguem ativos, mas com dificuldades em adquirir novos lotes, tendo em vista que esbarram na baixa disponibilidade e nos maiores valores pedidos por vendedores.

Preços do milho

O indicador do milho Esalq/BM&FBovespa, na última sexta-feira (7), fechou em R$ 88,71 a saca de 60 kg, à vista, descontado o Prazo de Pagamento pela taxa CDI/CETIP – alta de 0,98% em relação o mesmo período do mês anterior.

Segundo o Cepea, esses agentes limitam a oferta do cereal na transação comercial com pagamento à vista e entrega imediata (spot), à espera de novas valorizações, fundamentados nas incertezas referentes à segunda safra, que, por enquanto, apresenta ritmo de semeadura abaixo do da temporada passada.

Importação de milho

Na tentativa de reduzir os preços, o governo brasileiro anunciou que retirará a taxa de importação de milho nos próximos dias.

Os pesquisadores do Cepea ressaltam que, na safra 2023/24, foram importadas 1,7 milhão de toneladas, representando apenas 1,4% da oferta (resultado da soma dos estoques iniciais, produção e importação, conforme dados da Conab).

Sobre o Cepea

O Cepea é parte do Departamento de Economia, Administração e Sociologia da Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz” (Esalq), unidade da Universidade de São Paulo (USP).

Analistas do Centro realizam pesquisas sobre a dinâmica de cadeias produtivas e também sobre o funcionamento integrado do agronegócio, o que abrange questões (transversais) de defesa sanitária, políticas comerciais externas e influência de novas tecnologias, por exemplo.

O desempenho macroeconômico do setor é também acompanhado de perto. A equipe Cepea calcula periodicamente o PIB do Agronegócio (nacional e de estados), o PIB de cadeias produtivas e, também, índices de exportação do setor.



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quais os impactos internos e externos apresentados?



O mercado da soja tem experimentado um período de alta volatilidade, impulsionado por uma combinação de fatores internos e externos. A disputa comercial entre os Estados Unidos e a China, a colheita avançada no Brasil e as flutuações nas cotações internacionais são elementos chave que têm influenciado o comportamento dos preços.

Segundo a plataforma Grão Direto, o índice de exportação da soja refletiu essa volatilidade nos preços durante a semana passada. Considerando o valor da soja brasileira destinada à exportação nos principais portos, o índice iniciou a semana cotado a R$133,64 e encerrou com um aumento de 1,92%, atingindo R$136,21/saca.

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Volatilidade nos preços da soja

A primeira semana de março foi marcada por oscilações nos preços da soja no mercado internacional, o que teve reflexos no preço da soja brasileira. Ao longo da semana, as cotações nos portos brasileiros superaram os R$135,00/saca.

O mercado segue atento à volatilidade apresentada, que pode apresentar novas oportunidades de negócios ou desafios para os produtores de soja.

Guerra comercial

A disputa comercial entre Estados Unidos e China, que se acirrou recentemente com a imposição de novas tarifas americanas sobre produtos chineses, tem afetado diretamente o mercado de soja. O Brasil tem se beneficiado dessa situação, já que as exportações brasileiras se tornaram mais competitivas no cenário internacional. No Brasil, esse movimento gerou uma valorização nos preços internos, com os portos registrando alta de até R$3,00 por saca em relação à semana anterior.

Exportação

De acordo com dados da ANEC, o Brasil deve exportar cerca de 14,8 milhões de toneladas de soja em março, um aumento de 9,2% em relação ao mesmo mês do ano passado. Esse crescimento reflete a constante demanda externa e a competitividade da soja brasileira no mercado global.

Colheita de soja em MT

O Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) divulgou na última sexta-feira que 91,84% da área plantada com soja no Mato Grosso já foi colhida, superando o ritmo da colheita do ano anterior e a média histórica dos últimos cinco anos.

O avanço pode gerar uma pressão pontual nos preços internos, já que o aumento da oferta disponível tende a pesar no mercado. No entanto, o impacto pode ser atenuado por fatores como os custos logísticos e as condições climáticas.

USDA

O mercado segue atento ao próximo relatório de oferta e demanda do USDA, previsto para ser divulgado em 11 de março. O relatório pode confirmar a expectativa de uma safra recorde de soja no Brasil, além de indicar possíveis quedas na produção da Argentina. Esse cenário pode gerar volatilidade nas cotações da soja, especialmente no mercado de Chicago, influenciando diretamente as expectativas dos produtores brasileiros.

O que esperar do mercado?

Com o avanço da colheita, é natural que março comece com uma pressão negativa sobre os preços internos, dada a grande oferta disponível. No entanto, fatores como problemas logísticos, condições climáticas adversas e a guerra comercial entre as grandes potências globais sustentam os preços da soja no Brasil, criando boas oportunidades de negócios na primeira semana de março.

Nos próximos dias, a dinâmica de preços será influenciada por uma série de variáveis, como prêmios de exportação, custos logísticos, condições climáticas e as decisões dos agricultores norte-americanos em relação à área plantada de soja na próxima safra. Esses fatores terão um papel importante na formação dos preços da soja ao longo do mês.



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Mercado financeiro projeta inflação de 5,68% em 2025



O mercado financeiro aumentou a projeção da inflação para este ano. Segundo o Boletim Focus, divulgado nesta segunda-feira (10) pelo Banco Central, a inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) ficou em 5,68%, ante 5,65% na semana passada.

A pesquisa Focus é realizada com economistas do mercado financeiro e é divulgada semanalmente pelo BC. Para 2026, o Focus projeta um índice inflacionário de 4,4%, o mesmo da semana passada. Para 2027, o mercado financeiro prevê IPCA em 4% e para 2028, 3,75%.

No ano passado, o IPCA, que leva em conta a variação do custo de vida de famílias com rendimento de até 40 salários mínimos, fechou o ano passado em 4,83%, acima do teto da meta, que era de 4,5%.

Além da inflação, PIB também sobe!

O boletim manteve a projeção de crescimento de 2,01% do Produto Interno Bruto (PIB) – a soma dos bens e serviços produzidos no país, para este ano. Para 2026, os agentes do mercado financeiro projetam um crescimento de 1,7% , a mesma da semana anterior.

Já para 2027, a projeção é de que o PIB fique em 2%, a mesma para 2028.

Taxa de juros

Em relação à taxa básica de juros, a Selic, o Focus manteve a projeção da semana passada (15%) para 2025. A mesma das últimas nove semanas.

Para 2026, a projeção do mercado financeiro é de que a Selic fique em 12,5%, também a mesma projetada na semana passada. Para 2027 e 2028, as projeções são de que a taxa fique em 10,5% e 10%, respectivamente.

Para alcançar a meta de inflação, o Banco Central usa como principal instrumento a taxa básica de juros, a Selic, definida em 13,25% ao ano pelo Comitê de Política Monetária (Copom).

No final de janeiro, o colegiado aumentou a Selic em 1 ponto percentual, com a justificativa de que a decisão é compatível com a estratégia de convergência da inflação para o centro da meta.

O Copom destacou que os preços dos alimentos aumentaram de forma significativa, em função, dentre outros fatores, da estiagem observada ao longo do ano passado e da alta de preços de carnes, também afetada pelo ciclo do boi.

Com relação aos bens industrializados, o comitê apontou que o movimento recente de aumento do dólar pressiona preços e margens, sugerindo maior aumento em tais componentes nos próximos meses, o que tornou o cenário inflacionário mais adverso, demandando uma política econômica contracionista.

Ainda de acordo com o Copom, o cenário mais adverso para a convergência da inflação para o centro da meta (3%, com intervalo de tolerância de 1,5% a 4,5%) pode demandar um novo aumento de 1 ponto percentual na Selic na próxima reunião do comitê nos dias 18 e 19 de março.

Câmbio

Em relação ao câmbio, a previsão de cotação do dólar ficou em R$ 5,99 para 2025. Nesta segunda-feira a cotação da moeda está em R$ 5,78. No fim de 2026, a previsão é de que a moeda norte-americana fique em R$ 6. Para 2027, o câmbio também deve ficar, segundo o Focus, em R$ 5,90, a mesma para 2028.



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Pequenos negócios e startups sustentáveis podem receber até R$ 39 mil



Pequenos negócios inovadores e startups com soluções sustentáveis já podem se inscrever no módulo Tração dos programas Sebrae Inova Cerrado e Inova Pantanal. 

Poderão se inscrever projetos inovadores focados na preservação, conservação ou utilização sustentável de recursos naturais do bioma e que tenham suas soluções aplicadas às seguintes áreas:

As iniciativas oferecem capacitação, mentoria e apoio financeiro para empresas formalizadas que atuam na preservação ou no uso sustentável dos recursos naturais dos dois biomas.

  • Participe do Porteira Aberta Empreender: envie perguntas, sugestões e conte sua história de empreendedorismo pelo WhatsApp

Inova Cerrado

Será realizada uma única etapa de seleção. Neste módulo, serão escolhidas até 40 propostas e para os estados de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul e até 20 propostas para os demais estados (Bahia, Distrito Federal, Goiás, Maranhão, Minas Gerais, Piauí e Tocantins).

Cada proposta selecionada poderá receber uma bolsa, destinada ao sócio empreendedor da empresa e coordenador da proposta selecionada.

O valor estipulado é de R$ 6,5 mil por mês, totalizando até R$ 39 mil.

O Cerrado é o segundo maior bioma do Brasil, cobrindo aproximadamente 22% do território nacional. Possui expressiva biodiversidade, abrigando cerca de 12 mil espécies de plantas, das quais muitas são endêmicas.

O bioma apresenta grande riqueza de fauna, incluindo mamíferos, aves, répteis, anfíbios e uma grande variedade de insetos.

Em razão disso ele tem grande importância ecológica, econômica e social, mas enfrenta desafios significativos que ameaçam sua integridade e biodiversidade.

Inova Pantanal

Este módulo, também contará com apenas uma etapa de seleção, quando serão selecionadas até 40 propostas por estado.

Cada proposta selecionada poderá receber uma bolsa, destinada ao sócio empreendedor da empresa e coordenador da proposta selecionada.

O valor estipulado é de R$ 6,5 mil por mês, totalizando até R$ 39 mil.

O Pantanal é um dos menores biomas brasileiros, presente nos estados do Mato Grosso e do Mato Grosso do Sul, além de poder ser encontrado no Paraguai e na Bolívia. É conhecido como a maior planície alagada do mundo.

Abriga as maiores concentrações populacionais de espécies ameaçadas e é considerado o bioma mais preservado do país.

Como participar

Os programas do Sebrae são voltados para negócios sediados na Bahia, Distrito Federal, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Piauí e Tocantins.

 As inscrições vão até 4 de abril e podem ser feitas pela Plataforma Sebrae Startups:

Inova Cerrado

Inova Pantanal

Quer saber mais sobre inovação e empreendedorismo no agronegócio?

Todos os dias, aqui no site Canal Rural, Empreendedorismo, você fica por dentro de todas as novidades para empreender de forma segura e responsável.

Participe enviando dúvidas, sugestões e compartilhando sua história de empreendedorismo rural pelo nosso WhatsApp.



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Qual é o maior desafio na gestão do seu negócio rural?


A interação com micro e pequenos produtores rurais faz parte do DNA do projeto Porteira Aberta Empreender. É por meio do engajamento com agricultores e pecuaristas de todas as regiões do país que podemos trazer soluções práticas para os desafios diários daqueles que impulsionam o agronegócio e alimentam milhões de pessoas no Brasil e no mundo.

Pensando nisso, todas as quintas-feiras, às 17h, o Porteira Aberta Empreender publica enquete na comunidade do Canal Rural, no YouTube. As opções mais votadas se tornam pautas, trazendo oportunidades aos desafios. 

O Porteira Aberta perguntou e vocês responderam:

O maior desafio na gestão do negócio é o planejamento, segundo 43% dos respondentes. Em seguida, 28% destacaram o controle das finanças, enquanto 18% mencionaram o gerenciamento da propriedade. Definir estratégias foi citadoa por 11% dos participantes.

Dentre os comentários, destaca-se:

Essas sugestões reforçam a importância de buscar estratégias eficientes para garantir a sustentabilidade financeira dos negócios rurais.

Faça um plano de negócios

De acordo com o Sebrae, o planejamento é o principal fator para se obter êxito na agricultura familiar e em todos os outros investimentos.

A instituição afirma que planejar é conhecer o negócio a ponto de viabilizar os caminhos para conseguir recursos e viabilizar melhorias.

Além disso, identificar quais setores são importantes e definir estratégias são pontos fundamentais para que cada etapa siga de forma fluida. Produção, gestão e finanças são alguns exemplos. Buscar inovação constante a fim de prever futuros riscos também entra no escopo.

Em artigo publicado pelo Sebrae, um especialista elenca as principais ações a serem adotadas para um plano de negócio fácil e simples

A entidade ainda oferece curso gratuito sobre “Como elaborar um plano de negócio”, com duração de 2 horas.

Um terceiro caminho é a plataforma PNBOX Sebrae. Projetada para criar planos de negócios de forma digital. São 14 ferramentas disponíveis para construir um plano completo.



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Estoques de suco de laranja atingem menor nível da série histórica



Os estoques globais de suco de laranja brasileiro, convertidos em suco concentrado congelado (FCOJ Equivalente), atingiram 351.483 toneladas em 31 de dezembro de 2024, segundo levantamento da Associação Nacional de Exportadores de Sucos Cítricos (CitrusBR).

Esse volume representa uma queda de 24,2% em relação ao mesmo período de 2023, quando os estoques somavam 463.940 toneladas, e é o menor já registrado na série histórica.

A CitrusBR reúne as principais empresas produtoras e exportadoras brasileiros de sucos cítricos e seus produtos, e realiza o levantamento por meio de auditorias independentes junto às suas empresas associadas, consolidando os dados de forma sigilosa com uma auditoria externa.

Oferta restrita impacta estoques de suco de laranja

“A safra 2024/25 foi a menor em mais de 30 anos, o que gerou um alto nível de restrição de oferta, refletindo diretamente nos números atuais”, afirmou o diretor-executivo da CitrusBR, Ibiapaba Netto.

A nova estimativa da safra 2025/26 de laranja será divulgada pelo Fundo de Defesa da Citricultura (Fundecitrus) em maio, quando um novo ciclo produtivo terá início.

Confira a evolução dos estoques, em toneladas, de suco de laranja (FCOJ Equivalente) entre 2012 e 2024.



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Soja encerra semana de forma mista em Chicago


A soja negociada na Bolsa de Chicago (CBOT) fechou a sexta-feira de forma mista, encerrando a semana com leves perdas, segundo informações da TF Agroeconômica. O contrato de maio, referência para a safra brasileira, caiu 0,22%, fechando a US$ 1025,00 por bushel, enquanto o contrato de julho recuou 0,07%, para US$ 1038,75. O farelo de soja para maio teve leve baixa de 0,16%, cotado a US$ 304,40 por tonelada curta, enquanto o óleo de soja subiu 0,58%, encerrando a US$ 43,42 por libra-peso.  

A volatilidade marcou a semana, com cotações oscilando entre altas e baixas ao longo dos pregões. A principal pressão sobre os preços veio da guerra tarifária entre os Estados Unidos e seus parceiros comerciais. A China, antecipando-se às tarifas impostas, importou 13,61 milhões de toneladas de soja nos primeiros dois meses de 2025, um aumento de 4,4% em relação ao mesmo período do ano passado. No entanto, o governo chinês elevou em 10% as tarifas sobre a soja americana e bloqueou importações de três empresas dos EUA, intensificando o conflito comercial.  

Esse cenário pode favorecer as exportações brasileiras, já que o país está em plena colheita e, sazonalmente, o mercado global direciona suas compras para o Brasil nesta época do ano. Com as restrições impostas à soja americana, a China pode reduzir drasticamente suas aquisições nos EUA, impulsionando a demanda pelos grãos brasileiros.  No acumulado da semana, a soja caiu 0,07%, enquanto o farelo subiu 1,40% e o óleo de soja recuou 1,59%. O mercado segue atento aos desdobramentos da disputa comercial, que pode continuar influenciando os preços nos próximos dias.

 





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FPA quer incluir Plano Safra nas despesas obrigatórias do Orçamento



A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) defende a inclusão do Plano Safra e do Seguro Rural entre os programas orçamentários que não podem sofrer limitações de repasses. Na Lei de Diretrizes Orçamentárias de 2025 (Lei 15.080/24), houve uma tentativa de incluir quatro tipos de subsídios agrícolas entre as despesas obrigatórias, mas os itens foram vetados pelo Executivo.

Em entrevista à Rádio Câmara, o deputado Arnaldo Jardim (Cidadania-SP), vice-presidente da FPA na Câmara, afirmou que o setor agropecuário não pode ter uma quebra na previsibilidade dos recursos como aconteceu com o Plano Safra deste ano, e como o Orçamento de 2025 (PLN 26/24) não foi votado, o Executivo teve que suspender os repasses e, mais tarde, editou uma medida provisória (MP 1289/25) para liberar recursos de forma emergencial.

“Nós sempre defendemos isso com relação ao Plano Safra e aos recursos para o Seguro Rural também: que não possam ser contingenciados por conta dessa possibilidade do agro não postergar decisões”, disse Jardim.

O governo justificou os vetos, afirmando que o aumento das despesas obrigatórias no Orçamento reduz a flexibilidade e a liberdade dos órgãos na gestão de suas despesas.

Segundo o deputado, o custeio da safra brasileira é de R$ 1,2 trilhão e, ainda que apenas R$ 18 bilhões sejam de recursos orçamentários, essa parcela é essencial. “Tem linhas (de crédito) que têm juros abaixo do juro que as instituições financeiras recebem, porque uma parte dos juros é paga pelo Orçamento, disse.

Para 2025, a FPA quer discutir mudanças no Seguro Rural e um Plano Safra que ultrapasse o orçamento anual, ou seja, que tenha um horizonte de mais longo prazo. Ele explicou, por exemplo, que a safra de grãos chega a 370 milhões de toneladas e o país tem armazenamento para apenas 100 milhões.



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AgroNewsPolítica & Agro

Confira como a soja encerrou a semana


No mercado da soja do estado do Rio Grande do Sul, o destaque é o rendimento abaixo do esperado na colheita, segundo o que informa a TF Agroeconômica. “Porto a R$ 140,00 Indicações no porto, para entrega em março, pagamento abril na casa de R$ 136,00. No interior, os preços nas fábricas seguem os valores de cada praça: R$ 126,00 em Cruz Alta (pagamento em 31/03), R$ 126,00 em Passo Fundo (pagamento no final de março), R$ 126,00 em Ijuí (pagamento em 31/03), R$ 127,00 em Santa Rosa/São Luiz (pagamento em meados de abril). Já os preços de pedra em Panambi mantiveram-se em R$ 125,00 por saca para o produtor”, comenta.

Enquanto isso, a falta de umidade prejudica a colheita em Santa Catarina, com perdas na soja e seca intensa no oeste. “No porto de São Francisco, os preços da soja apresentam variações, com cotação de R$133,44 por saca em junho. Esse cenário reflete as incertezas climáticas e os impactos na produção”, completa.

A safra de soja no Paraná tem preços em alta, impulsionados pela desvalorização do real. “Em Paranaguá, o preço chegou a R$ 135,80. Em Ponta Grossa foi de R$ 129,26 por saca CIF, Cascavel, o preço foi 125,11. Em Maringá, o preço foi de R$ 125,19 em Ponta Grossa o preço foi a R$ 129,26 por saca FOB, sem negócios reportados. Os preços em Ponta Grossa ficaram em R$ 133,44”, indica.

No Mato Grosso do Sul, Campo Grande lidera o valor de produção agrícola no país e projeta crescimento com mudanças tributárias. “Paralelamente, o plantio do milho segunda safra avança, com a região Sul liderando (48,2%), seguida pela Norte (40,8%) e centro (35,1%), totalizando 936 mil hectares plantados até o momento. Em Dourados, o spot da soja ficou em 118,89, Campo Grande a 118,69, Maracaju a 118,89, Chapadão do Sul a 112,48 e Sidrolândia a 118,69”, informa.

Chuvas atrasam a colheita no Mato Grosso, mas a produtividade da soja segue estável. A seca severa reduziu a produtividade para 51,7 sc/ha, levando produtores a investir em manejo e diversificação de culturas. A Embrapa criou um protetor solar para plantas, e um acordo Brasil-China busca ampliar a produção sustentável. Preços da soja variam entre R$ 107,83 e R$ 114,93 no estado.





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