quarta-feira, maio 27, 2026

Agro

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exportações batem recorde em fevereiro com 114 mil toneladas



As exportações brasileiras de carne suína atingiram um novo recorde para o mês de fevereiro, totalizando 114,4 mil toneladas embarcadas. O volume representa um aumento de 17% em relação ao mesmo período do ano passado, quando foram exportadas 97,8 mil toneladas. Os dados foram divulgados pela Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA).

Em receita, o crescimento foi ainda mais expressivo, com um avanço de 32,6%. O faturamento do setor em fevereiro alcançou US$ 272,9 milhões, contra US$ 205,7 milhões registrados no mesmo mês de 2024.

No acumulado do primeiro bimestre, os embarques de carne suína totalizaram 220,4 mil toneladas, um avanço de 11,6% em relação às 197,5 mil toneladas exportadas nos dois primeiros meses do ano passado. No mesmo período, a receita cresceu 26,2%, somando US$ 510,9 milhões.

Filipinas lideram compras de carne suína; México ganha destaque

As Filipinas foram o principal destino da carne suína brasileira em fevereiro, com 23 mil toneladas importadas, um crescimento de 72% na comparação anual. Na sequência, aparecem:

  • China – 19,4 mil toneladas (-26,2%)
  • Hong Kong – 13,4 mil toneladas (+49,8%)
  • Japão – 9 mil toneladas (+61,8%)
  • Chile – 8,3 mil toneladas (-0,2%)
  • Singapura – 6,5 mil toneladas (+3,6%)
  • Argentina – 4,8 mil toneladas (+313,1%)
  • Uruguai – 3,6 mil toneladas (+13,1%)
  • Costa do Marfim – 3,1 mil toneladas (+58,4%)
  • Vietnã – 3 mil toneladas (+64,8%)

O México também ganhou relevância no mercado, com mais de 2 mil toneladas embarcadas. Segundo o presidente da ABPA, Ricardo Santin, o crescimento se deve à renovação do programa de segurança alimentar mexicano.

“Além dos bons indicadores de demanda das Filipinas, Japão e outras nações da Ásia, África e Américas, projetamos resultados positivos para este ano”, avaliou Santin.

Santa Catarina lidera exportações

Santa Catarina manteve sua posição como o principal estado exportador de carne suína do Brasil, com 61,8 mil toneladas embarcadas em fevereiro (+14,2%). Em seguida, aparecem:

  • Rio Grande do Sul – 23,9 mil toneladas (+13,8%)
  • Paraná – 17,9 mil toneladas (+48,1%)
  • Minas Gerais – 2,3 mil toneladas (+43,9%)
  • Mato Grosso – 2,8 mil toneladas (+21%)

O Brasil se consolida como o quarto maior produtor e exportador de carne suína do mundo. Ricardo Santin reforçou que a suinocultura nacional é uma parceira estratégica da indústria na segurança alimentar global.



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AgroNewsPolítica & Agro

Fertilizantes são essenciais para garantir segurança alimentar global



Fertilidade do solo é chave para produtividade e meio ambiente


Foto: Divulgação

Com a população mundial caminhando para 10 bilhões de habitantes até 2050, o desafio da segurança alimentar se intensifica. Para suprir a crescente demanda, a produção de alimentos precisará aumentar entre 50% e 70%, alerta Valter Casarin, coordenador geral e científico da iniciativa NPV (Nutrientes para a Vida). No entanto, essa expansão não pode ocorrer à custa de novos desmatamentos.

“A melhor estratégia para garantir alimentos sem comprometer o meio ambiente é o uso eficiente de fertilizantes, que permitem o aumento da produtividade agrícola sem necessidade de expandir áreas cultiváveis”, explica Casarin. Estima-se que os fertilizantes nitrogenados sejam responsáveis por 40% da produção global de alimentos, reforçando sua importância para a agricultura sustentável.

Casarin destaca que a nutrição adequada do solo também desempenha um papel crucial no sequestro de carbono. “Solos pobres em nutrientes limitam a produção agrícola e comprometem a fotossíntese, reduzindo a captação de CO2 da atmosfera. Uma planta bem alimentada cresce mais e ajuda no combate às mudanças climáticas”, afirma.

Além disso, o uso equilibrado de fertilizantes fortalece a estrutura do solo, melhora a retenção de água e nutrientes e reduz a erosão, garantindo rendimentos sustentáveis sem prejuízos ambientais.

Porém, Casarin ressalta a importância de uma avaliação química do solo antes da aplicação dos fertilizantes, ajustando as quantidades conforme a necessidade das culturas. “O uso responsável dos fertilizantes otimiza a produção e preserva o meio ambiente, garantindo um solo saudável para as futuras gerações”, conclui.





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Associações e Corpo de Bombeiros discutem regularização de propriedades rurais



A regularização de propriedades rurais foi tema de discussão entre o 17º Batalhão de Bombeiros Militar e as entidades, Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba) e Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa).

A reunião aconteceu em Barreiras, no Oeste da Bahia, na tarde desta segunda-feira (10), com o Comandante dos bombeiros, tenente-coronel BM Cedraz, reuniu-se em Barreiras com representantes das associações de produtores rurais.

A reunião, que contou com a presença de bombeiros da Seção de Segurança Contra Incêndio da unidade, teve como foco o alerta e necessidade da regularização das propriedades rurais de produtores de algodão, agricultores e irrigantes do Oeste do estado junto ao corpo de bombeiros.

Diante das fiscalizações contínuas realizadas pelo 17º BBM, as fazendas serão as próximas edificações a serem verificadas para garantir o cumprimento das normas de Segurança Contra Incêndio e Pânico.

Durante o encontro, os bombeiros reforçaram a importância da adequação às legislações vigentes e se colocaram à disposição para esclarecer dúvidas e oferecer orientações.

Foram abordadas normas como a Lei Federal nº 13.425/2017, a Lei Estadual nº 12.929/2013 e o Decreto Estadual nº 16.302/2015, que regulamentam as exigências de segurança em edificações e áreas de risco.

Além disso, os participantes discutiram a obtenção do Atestado de Conformidade de Projeto (ACP) e do Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros (AVCB), documento essencial para a regularização das propriedades.


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Colheita de soja ultrapassa 60% no Brasil; saiba qual o estado mais avançado



De acordo com a atualização mais recente da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), em 9 de março, a colheita de soja no Brasil atingiu 60,9%, um avanço em relação aos 48,4% registrados em 2 de março. O progresso nos trabalhos reflete uma aceleração no ritmo da colheita, que tem avançado rapidamente em diversos estados, favorecida pelas condições climáticas mais favoráveis.

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Qual estado lidera a colheita de soja?

Dentre os estados que se destacam com o maior ritmo de colheita, Mato Grosso lidera de forma expressiva, com 91,7% da safra já colhida. O estado é o maior produtor de soja do país e, como esperado, tem um dos maiores percentuais de área colhida, refletindo sua infraestrutura bem desenvolvida e a tradição na produção de soja.

Em seguida, São Paulo também se destaca, com 85,0% da soja já colhida, um avanço notável em relação à semana anterior. Goiás, outro grande produtor, segue de perto, com 71,0% da safra retirada dos campos, o que representa um bom progresso.

Outros estados também estão avançando consideravelmente na colheita. Tocantins, por exemplo, já atingiu 65,0% de colheita, o que representa uma aceleração considerável em relação à semana anterior, enquanto Mato Grosso do Sul chega a 70,0% da soja já colhida. Em Minas Gerais, a colheita também avançou, com 56,0% da área colhida, mostrando que o estado tem se recuperado rapidamente em relação ao início da safra.

Outras regiões do Brasil

Enquanto isso, estados como Maranhão e Bahia, que possuem áreas de cultivo importantes, ainda apresentam percentuais mais baixos. Maranhão chegou a 50,0%, enquanto Bahia avançou para 50,0%, um crescimento notável, mas ainda abaixo dos estados mais avançados. Piauí, por sua vez, apresentou um crescimento de 23,0%, ainda mais lento devido às características locais e ao clima.

Por outro lado, estados como o Paraná e Santa Catarina, que também são importantes na produção de soja, apresentam percentuais de colheita mais modestos. O Paraná tem 60,0% da soja colhida, enquanto Santa Catarina segue com 16,0%. O Rio Grande do Sul, que é mais tardio na colheita devido ao ciclo de produção da soja, ainda está com apenas 5,0% da área colhida.



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AgroNewsPolítica & AgroSafra

Volume exportado de carne bovina alcança 99,8 mil toneladas até segunda…


Nesta segunda-feira (17), a Secretaria de Comércio Exterior (Secex) divulgou que os embarques de carne bovina fresca, refrigerada ou congelada alcançaram 99,8 mil toneladas até a segunda semana de fevereiro/25. No ano anterior, o mês de fevereiro exportou 178,5 mil toneladas em 19 dias úteis.

Já a média diária exportada até a segunda semana de fevereiro/25 ficou em 9,9 mil toneladas e registrou alta de 6,2%, quando se compara com a média observada em fevereiro de 2024, que estava em 9,3 mil toneladas.

Os preços médios pagos pela carne bovina ficaram próximos de US$ 4.948 mil por tonelada até a segunda semana de fevereiro/25, isso representa um ganho anual de 9,3%, quando se compara com os valores observados em fevereiro de 2024, em que estavam precificados em US$ 4,526 mil por tonelada. 

O valor negociado para a carne bovina até a segunda semana de fevereiro ficou em US$ 494,078 milhões, sendo que no ano anterior a receita total foi de US$ 808,285 milhões.

A média diária do faturamento ficou em US$ 49,407 milhões e registrou um ganho de 16,1%, frente ao observado no mês de fevereiro do ano passado, que ficou em US$ 42,541 milhões.

 





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Aprosoja Brasil completa 35 anos de muito trabalho


Com a missão de garantir a competitividade e a sustentabilidade da produção de soja no país, a Associação Brasileira dos Produtores de Soja (Aprosoja) completa 35 anos de atuação nesta terça-feira, dia 11 de março. Fundada em 1990, a entidade surgiu a partir da necessidade dos produtores de organizarem uma associação específica para representar os sojicultores de todo o país.

A associação é uma entidade representativa de classe sem fins lucrativos, constituída por produtores rurais ligados à cultura da soja. Seu objetivo central é unir e valorizar a classe. Atualmente a instituição possui 16 associações atuando nos estados produtores.

Entidade mantém 16 associadas pelo Brasil

Ao longo de três décadas a Aprosoja Brasil e as demais Aprosojas somam importantes avanços em benefício dos sojicultores, como a judicialização da cobrança dos Royalties da Monsanto, a criação do Instituto Pensar Agro (2011), e a mobilização de lideranças na aprovação do Código Florestal (Lei 12.651/2012), da Lei dos Pesticidas (Lei 14.785/2023) e da Lei dos Bioinsumos (Lei 15.070/2024).

Em 2023 a associação lançou a campanha Seja Aprosoja, que tem o objetivo de estimular o associativismo e incentivar a participação dos produtores nas decisões da entidade. De acordo com o presidente da Aprosoja Brasil, Maurício Buffon, os desafios da associação são permanentes.

“Temos pela frente a questão da concorrência internacional, a Lei Antidesmatamento Europeia, a Moratória da Soja e muitos outros temas que afetam a renda do produtor. A Aprosoja Brasil sempre teve um papel importante em defesa dos produtores, defendendo a agricultura e os sojicultores, produzindo com eficiência e respeito às leis, gerando desenvolvimento econômico para o país e oferecendo oportunidades e comida abundante para os brasileiros e milhões de consumidores mundo afora. Parabéns aos diretores, produtores e colaboradores da Aprosoja Brasil”, afirma Maurício Buffon.

A trajetória

A ideia para criação da entidade vinha sendo debatida desde 1989 durante congressos e eventos do setor. Mas foi só em 1990 que a Abrasoja, como foi incialmente batizada, foi tirada do papel, inspirada no trabalho da American Soybean Association (ASA), fundada em 1920 nos Estados Unidos.

O início da década de 1990 foi um período de inflação e endividamento elevados e pouco estímulo à expansão da atividade. Situação agravada pelo Plano Collor, lançado em 16 de março de 1990. Os primeiros meses foram de busca de soluções para o endividamento agrícola. No entanto, diante das dificuldades de mobilizar e fortalecer a entidade nos estados, os trabalhos acabaram suspensos naquele ano e retomados em 1999.

Em 2001, a Abrasoja seria rebatizada de Aprosoja e, em 2004, receberia seu o nome definitivo de Aprosoja Brasil. Mesmo assim, a entidade não conseguia angariar recursos suficientes para a manutenção de uma estrutura necessária para o trabalho de representação que a soja brasileira demandava.

Novo impulso a partir da Aprosoja Mato Grosso

Foi somente com a criação da Associação dos Produtores de Soja de Mato Grosso (Aprosoja MT), em 4 de fevereiro de 2005, e com o estabelecimento do Fundo de Apoio à Cultura da Soja (Facs), que os sojicultores mato-grossenses reuniram as condições para reestruturar a Aprosoja Brasil e, a partir de fevereiro de 2007, incentivar a organização da Aprosoja nos estados.

“Os produtores que ainda não conhecem o serviço prestado pela Aprosoja, que procurem a gente nas redes sociais. Nós temos muito trabalho prestado! Seja um associado, veja o trabalho da entidade no seu estado e você terá motivos de sobra para se associar”, finalizou Maurício Buffon.



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AgroNewsPolítica & Agro

Mercado do boi gordo começa a semana estável


Segundo dados do informativo “Tem Boi na Linha”, omercado do boi gordo começou a semana com preços estáveis nas praças paulistas, refletindo um equilíbrio entre oferta e demanda. Apesar da retenção de boiada pelos vendedores, na tentativa de negociar valores acima da referência, as vendas de carne seguiram em ritmo lento, mantendo as cotações sem grandes variações.

Na Região Sudeste de Rondônia, a oferta elevada, especialmente de fêmeas, resultou em queda nas cotações. O boi gordo e o “boi China” mantiveram os mesmos valores da semana anterior, enquanto os preços das fêmeas recuaram R$ 5,00/@.

No mercado atacadista, mesmo com o ritmo de vendas moderado, a redução da oferta impulsionou os preços da carne bovina. A carcaça do boi capão subiu 1,2%, e a do boi inteiro aumentou 0,5%. Para as fêmeas, a carcaça casada da novilha valorizou 0,3%, enquanto a cotação da vaca permaneceu estável.

Já no segmento de carnes alternativas, os preços oscilaram. O frango médio registrou alta de 2,9% (+R$ 0,23/kg), enquanto a carcaça de suíno especial caiu 2,3% (-R$ 0,30/kg).

As exportações de carne bovina in natura alcançaram 190,5 mil toneladas em fevereiro, o maior volume já registrado para o mês. A média diária embarcada foi de 9,5 mil toneladas, um crescimento de 6,7% em relação a fevereiro de 2024. O preço médio da tonelada subiu 8,9% na comparação anual, refletindo a demanda internacional aquecida. 





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Exportações de carne bovina batem recorde em fevereiro com 219 mil toneladas



As exportações de carne bovina pelo Brasil atingiram um novo recorde para o mês de fevereiro, com 219 mil toneladas comercializadas e um faturamento de US$ 1,04 bilhão. O volume representa um aumento de 7,5% em relação ao mesmo período de 2024, enquanto a receita cresceu 16,5%. Os dados são do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) e foram divulgados pela Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec).

No acumulado de 2025, o Brasil já exportou 428 mil toneladas de carne bovina, um avanço de 4,7% em comparação ao mesmo período do ano passado. O faturamento também registrou alta expressiva, somando US$ 2,045 bilhões, um crescimento de 13,9%, impulsionado pelo aumento de 8,8% no preço médio da carne exportada.

China lidera compras de carnes, mas EUA e México ampliam participação

A China segue como principal destino da carne bovina brasileira, com 94.448 toneladas embarcadas em fevereiro, gerando uma receita de US$ 450,38 milhões. No entanto, os preços médios no mercado chinês caíram 2,1% em relação a janeiro, reflexo da menor demanda e de preços mais baixos no atacado.

Os Estados Unidos apresentaram um crescimento significativo nas importações, adquirindo 26.936 toneladas, um salto de 42% sobre janeiro. O faturamento com os embarques para o país norte-americano atingiu US$ 147,3 milhões, um aumento de 38,2% no período.

O México também ampliou suas compras em 41% na comparação mensal, ocupando a sétima posição entre os principais importadores, com 4.421 toneladas adquiridas em fevereiro.

Exportações de carnes fortalecem mercado brasileiro

O presidente da Abiec, Roberto Perosa, destacou que os resultados refletem o esforço do setor para expandir a presença da carne bovina brasileira no mercado global e equilibrar a produção nacional.

“As exportações representam cerca de 30% da produção brasileira, o que permite à indústria otimizar o aproveitamento de cada corte, ajustar o mix de produtos e atender às demandas específicas de mais de 150 mercados. Esse trabalho estratégico fortalece a competitividade do Brasil e abre novas oportunidades para a carne bovina no cenário internacional”, afirmou Perosa.



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Aumento do consumo de café abre novas perspectivas para produção e certificação



O café faz parte da rotina de muitos brasileiro, mas nos últimos anos, a busca por grãos de qualidade superior e certificação de origem tem ganhado força.

O Brasil, líder mundial na produção e exportação da bebida, acompanha essa tendência. Em 2024, o consumo interno cresceu 1,11%, segundo a Associação Brasileira da Indústria de Café (ABIC), confirmando o interesse por produtos diferenciados.

Além disso, no ano passado, a produção brasileira atingiu 54,21 milhões de sacas, com 40,4% destinadas ao mercado interno, segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).  

O faturamento da indústria de café torrado alcançou R$ 36,82 bilhões. A alteração ocorre devido ao aumento do preço do café na gôndola.

Apesar dos bons números, o setor enfrenta desafios como a volatilidade dos preços. Para os produtores de café certificado, a diferenciação se tornou um trunfo para garantir melhor remuneração.

Com a valorização do mercado de cafés especiais, produtores de diversas regiões com Indicação Geográfica (IG) enxergam novas oportunidades de crescimento e maior retorno financeiro.

“O mercado está enfrentando uma alta nos preços do café, e as regiões que contam com o registro de Indicação Geográfica podem se beneficiar dessa situação. Este é um momento oportuno para os consumidores experimentarem cafés de diferentes regiões produtoras”, comenta Carmen Sousa, analista do Núcleo de Agronegócios da Unidade de Competitividade do Sebrae.

A certificação de IG, concedida pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI), assegura a procedência dos grãos e suas características únicas, tornando-os mais atrativos no mercado global.

Fernando Barbosa, presidente da Associação dos Cafeicultores do Sudoeste de Minas Gerais, destaca a importância da IG para o setor.

“Por meio de programas via Sebraetec, o chamado Origina Cafés Especiais, que está fazendo muitos produtores da região participarem de concursos de qualidade, em vários concursos em Minas Gerais e no país, tem ajudado produtores a conquistarem reconhecimento”, afirma Barbosa.

Além da valorização do café, a certificação impulsiona o turismo rural e fomenta a economia local. O Brasil possui 16 regiões de origem de café com IG. Esse reconhecimento atesta a qualidade do produto cultivado nessas áreas. 

Diante do cenário positivo para os cafés certificados, a tendência é que mais produtores invistam na diferenciação como estratégia de mercado.

Com a alta na procura por grãos especiais, a certificação se consolida como um caminho sólido para fortalecer a cafeicultura brasileira e garantir sua competitividade global.

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Para entender melhor como realizar um pedido de Indicação Geográfica, acesse aqui e confira com o Sebrae o passo a passo.



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mutirão global contra crise climática



O presidente da 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP30), embaixador André Corrêa do Lago, divulgou nesta segunda-feira (10), uma carta em que faz um chamado global contra as mudanças do clima.

O embaixador convoca o mundo para um “mutirão” contra as mudanças climáticas. “Juntos, podemos fazer da COP30 o momento em que viramos o jogo, quando colocamos em prática nossas conquistas políticas e nosso conhecimento coletivo sobre o clima para mudar o curso da próxima década”, disse Corrêa do Lago.

O documento também destaca a necessidade de cooperação internacional para acelerar a implementação, além de soluções, em uma nova década de ação global para combater a crise climática.

“A ideia da carta é convidar a comunidade internacional a abraçar a ideia da COP30, um convite para que a comunidade internacional reaja e nos ajude a estruturar a melhor agenda possível para a Conferência. O Brasil não pode, sozinho, acreditar que vai apresentar soluções para a COP30, muito pelo contrário. A ideia da Conferência é a negociação, e a negociação é por consenso, ou seja, todo mundo tem que estar de acordo para que os textos sejam aprovados”, destacou o embaixador.

A carta reforça a necessidade de fortalecer o multilateralismo em um momento de grande complexidade no cenário internacional. Com disputas geopolíticas intensificadas, desafios no financiamento climático e divergências sobre a implementação do Acordo de Paris, as negociações ambientais enfrentam entraves que vão além das questões técnicas.

“Estamos num momento extremamente complexo internacionalmente. Nós queremos muito, nesses meses de preparação para a COP30, conectar a sociedade civil e todos para superarmos a abstração que existe nessas negociações, e de que maneira essas negociações realmente atingem a vida das pessoas. Achamos muito importante acelerar a implementação do Acordo de Paris”, pontuou o embaixador.

O ano de 2024 foi o mais quente já registrado e o primeiro em que a temperatura média global ultrapassou 1,5°C acima de níveis pré-industriais. “A mudança é inevitável – seja por escolha ou por catástrofe. Se o aquecimento global não for controlado, a mudança nos será imposta, ao desestruturar nossas sociedades, economias e famílias”, afirmou o presidente da COP30.

“Mudar pela escolha nos dá a chance de um futuro que não é ditado pela tragédia, mas sim pela resiliência e pela agência em direção a uma visão que nós mesmos projetamos.”

Na avaliação de Corrêa do Lago, houve progresso coletivo significativo, mas muito ainda precisa ser feito para cumprir a meta de 1,5ºC. Segundo o embaixador, é necessário puxar todas as alavancas possíveis para alinhar os esforços aos objetivos de longo prazo do Acordo de Paris relativos à temperatura, resiliência e fluxos financeiros, por exemplo.

O documento propõe ainda o reconhecimento da necessidade de agir o mais rápido possível para enfrentar a urgência da mudança do clima.

“Devemos reconhecer que questões consideradas ‘problemas’ podem emergir como importantes ‘soluções’. Quando nos reunirmos na Amazônia brasileira em novembro deste ano, devemos ouvir atentamente a ciência mais avançada e reavaliar o papel extraordinário já desempenhado pelas florestas e pelas pessoas que as preservam e delas dependem”, ressaltou.



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