quarta-feira, maio 27, 2026

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Presidente da Venezuela entrega 180 mil hectares de terras ao MST



O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) está presente na Venezuela há mais de 20 anos e apoia publicamente o governo de Nicolás Maduro.

Em mais uma prova de estreitamento das relações, o presidente do país entregou, na quinta-feira (13), mais de 180 mil hectares de terras expropriadas do estado de Bolívar, no sul do país, para o grupo brasileiro.

“Vou assinar hoje um documento legal, como decreto, para entregar esses 180 mil hectares para o Movimento Sem Terra do Brasil para que faça a coordenação desse projeto”, anunciou Maduro, sobre uma iniciativa de produção agroecológica batizada como “Pátria Grande do Sul”.

Segundo o presidente, as terras serão utilizadas para produzir alimentos para a população venezuelana, bem como a do norte do Brasil, além de serem exportados para outros países, desde que uma aliança entre camponeses, indígenas e militares seja concretizada.

No projeto divulgado por Maduro estão contempladas culturas como banana, mandioca, frutas, cana de açúcar, abóbora, carne de frango, suína e bovina, além de leite e derivados, feijão, hortaliças e milho.

As terras entregues foram expropriadas durante o governo de Hugo Chávez na década de 2000 e são consideradas como “resgatadas”.

Segundo reportagem da CNN, Maduro afirma que este será o “projeto cooperativo, humano dirigido por movimentos camponeses alternativos do mundo inteiro”.

“O MST reafirma o princípio da solidariedade e o internacionalismo quando fazemos esses atos nesse território, concretizando e mostrando o resultado da luta para tornar a terra um território nosso e construir um projeto diferente de sociedade: o socialismo”, disse uma das dirigentes do movimento brasileiro, Rosana Fernandes.



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Sem chuvas, regiões do Brasil enfrentam desafios com a soja; saiba onde o tempo terá melhora



A disponibilidade hídrica do solo está em níveis críticos em boa parte do interior da Bahia e no norte de Minas Gerais. A falta de chuvas nos últimos dias tem agravado a situação nas lavouras de soja, impactando diretamente os produtores rurais que dependem da umidade para o desenvolvimento dos trabalhos.

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No interior de São Paulo, o cenário também é desafiador, com índices de umidade disponível entre 20% e 30%. No entanto, a região paulista ainda apresenta uma condição um pouco mais favorável, especialmente para os produtores que estão na fase final do enchimento de grãos da soja.

Na região de Alta Mogiana e no norte do estado, algumas pancadas de chuva podem contribuir para amenizar o impacto da estiagem. O sul de Minas Gerais também deve receber precipitações pontuais, enquanto no Mato Grosso do Sul a umidade está sendo gradativamente reposta com chuvas intermitentes.

O andamento da colheita de soja

Para os produtores que já alcançaram a maturidade da soja, o momento é propício para a colheita, especialmente no Rio Grande do Sul, onde o tempo seco deve prevalecer nos próximos dias, favorecendo os trabalhos no campo. No interior baiano e no norte de Minas Gerais, o calor intenso tem acelerado o processo de maturação da soja, o que pode comprometer a qualidade dos grãos devido à baixa disponibilidade de umidade.

O Centro-Oeste segue com condição de chuvas frequentes, e a previsão é de aumento no volume das precipitações na próxima semana, beneficiando principalmente o estado do Mato Grosso. Para os produtores que já realizaram a colheita da soja e iniciaram o plantio da safrinha, a previsão é animadora, pois a umidade acumulada deve favorecer o desenvolvimento das novas lavouras.

Na região do Matopiba, a Zona de Convergência Intertropical segue atuante, o que garante chuvas expressivas entre 80 e 100 mm acumulados. Esse cenário pode proporcionar alívio para algumas áreas, reduzindo os impactos da estiagem prolongada em certas regiões.



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Governo Lula destinará R$ 750 milhões do Orçamento para o MST



O governo federal, por meio do Ministério do Planejamento, pretende destinar R$ 750 milhões para duas ações que envolvem diretamente o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST): R$ 400 milhões para a aquisição de alimentos da agricultura familiar e R$ 350 milhões para o Fundo de Terras e da Reforma Agrária.

Para viabilizar o gasto, a tendência é que recursos destinados a programas sociais, como o Bolsa Família, sejam reduzidos.

A decisão de remanejar os recusos ao grupo, encaminhada para aprovação à Comissão Mista de Orçamento (CMO) e ao presidente da Casa, Davi Alcolumbre, ocorre dias após o presidente Lula visitar um assentamento do movimento pela primeira vez em seu terceiro mandato.

A expectativa é de que o orçamento de 2025 comece a ser votado na próxima terça-feira (18). No total, quase R$ 40 bilhões serão direcionados para contemplar novas prioridades, como o caso do MST e o atendimento a pautas de partidos de centro.

A intenção de enviar o recurso milionário ao MST gerou indignação de entes do agronegócio, como a Federação da Agricultura do Estado do Paraná (Sistema Faep). Para o presidente interino da entidade, Ágide Eduardo Meneguette, trata-se de uma medida descabida que envolve um movimento responsável por invasões de terras.

“No Paraná, temos inúmeros exemplos de atos violentos, que levaram insegurança jurídica aos nossos produtores rurais. No momento, estamos pedindo recursos para o Plano Safra 2025/26, permitindo que os pequenos, médios e grandes agricultores e pecuaristas possam planejar a próxima temporada. Esse valor de R$ 750 milhões poderia, por exemplo, ser destinado ao seguro rural”, considera.

De acordo com a Federação, nos últimos anos, somente no Paraná, o MST realizou diversas invasões de terras, como em 2014, quando cinco mil pessoas ligadas ao movimento ocuparam áreas produtivas da fazenda Araupel, em Quedas do Iguaçu, na região Centro-Oeste.

“No ano seguinte, cerca de 1,4 mil integrantes do MST tomaram a Fazenda Figueira, em Londrina, onde existia um centro de pesquisas da Fundação de Estudos Agrários Luiz de Queiroz (FEALQ). No mesmo ano, integrantes invadiram a Fazenda Capão do Cipó, em Castro, nos Campos Gerais, utilizada há mais de 30 anos pela Fundação ABC”, enumera a nota de repúdio divulgada pelo Sistema Faep.

“Os produtores rurais não suportam mais conviver com invasões e insegurança jurídica. O Sistema Faep, como representante de milhares de agricultores e pecuaristas, entende que o governo federal precisa, urgentemente, abrir um canal de diálogo e olhar para o setor agropecuário, que gera renda, empregos e contribui para o crescimento da economia do país”, afirma Meneguette.



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Governo destinará R$ 750 milhões do Orçamento para o MST



O governo federal, por meio do Ministério do Planejamento, pretende destinar R$ 750 milhões para duas ações que envolvem diretamente o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST): R$ 400 milhões para a aquisição de alimentos da agricultura familiar e R$ 350 milhões para o Fundo de Terras e da Reforma Agrária.

Para viabilizar o gasto, a tendência é que recursos destinados a programas sociais, como o Bolsa Família, sejam reduzidos.

A decisão de remanejar os recusos ao grupo, encaminhada para aprovação à Comissão Mista de Orçamento (CMO) e ao presidente da Casa, Davi Alcolumbre, ocorre dias após o presidente Lula visitar um assentamento do movimento pela primeira vez em seu terceiro mandato.

A expectativa é de que o orçamento de 2025 comece a ser votado na próxima terça-feira (18). No total, quase R$ 40 bilhões serão direcionados para contemplar novas prioridades, como o caso do MST e o atendimento a pautas de partidos de centro.

A intenção de enviar o recurso milionário ao MST gerou indignação de entes do agronegócio, como a Federação da Agricultura do Estado do Paraná (Sistema Faep). Para o presidente interino da entidade, Ágide Eduardo Meneguette, trata-se de uma medida descabida que envolve um movimento responsável por invasões de terras.

“No Paraná, temos inúmeros exemplos de atos violentos, que levaram insegurança jurídica aos nossos produtores rurais. No momento, estamos pedindo recursos para o Plano Safra 2025/26, permitindo que os pequenos, médios e grandes agricultores e pecuaristas possam planejar a próxima temporada. Esse valor de R$ 750 milhões poderia, por exemplo, ser destinado ao seguro rural”, considera.

De acordo com a Federação, nos últimos anos, somente no Paraná, o MST realizou diversas invasões de terras, como em 2014, quando cinco mil pessoas ligadas ao movimento ocuparam áreas produtivas da fazenda Araupel, em Quedas do Iguaçu, na região Centro-Oeste.

“No ano seguinte, cerca de 1,4 mil integrantes do MST tomaram a Fazenda Figueira, em Londrina, onde existia um centro de pesquisas da Fundação de Estudos Agrários Luiz de Queiroz (FEALQ). No mesmo ano, integrantes invadiram a Fazenda Capão do Cipó, em Castro, nos Campos Gerais, utilizada há mais de 30 anos pela Fundação ABC”, enumera a nota de repúdio divulgada pelo Sistema Faep.

“Os produtores rurais não suportam mais conviver com invasões e insegurança jurídica. O Sistema Faep, como representante de milhares de agricultores e pecuaristas, entende que o governo federal precisa, urgentemente, abrir um canal de diálogo e olhar para o setor agropecuário, que gera renda, empregos e contribui para o crescimento da economia do país”, afirma Meneguette.



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AgroNewsPolítica & Agro

Cotrijal lança plataforma para monitoramento digital de rebanhos


A Cotrijal anunciou nesta quinta-feira (13) o lançamento de uma plataforma inédita para a digitalização da assistência técnica na pecuária leiteira. O sistema, desenvolvido em parceria com a empresa Cowmed e o projeto Costa’s Lab, da Universidade de Vermont (EUA), foi apresentado durante a 25ª Expodireto Cotrijal, na Arena Agrodigital.

A tecnologia utiliza coleiras eletrônicas para coletar dados sobre o comportamento dos animais, permitindo a análise contínua e a emissão de relatórios para os técnicos da cooperativa. O objetivo é identificar anomalias, medir o impacto do estresse térmico e detectar precocemente sintomas de doenças. O sistema também compara os dados entre diferentes produtores, levando em conta fatores externos, como condições climáticas.

Para o superintendente de Novos Negócios e Produção Animal da Cotrijal, Renne Granato, a plataforma aprimora a relação entre produtores, técnicos e rebanhos. “Queremos que o produtor confie ainda mais no nosso trabalho, sabendo que temos o uso de dados para que as nossas decisões sejam as mais seguras e precisas possíveis”, afirma.

Atualmente, alguns produtores já utilizam as coleiras eletrônicas para monitoramento dos animais. Com a implementação da plataforma, o número de rebanhos monitorados será ampliado. Granato destaca que a tecnologia potencializa a atuação dos técnicos da cooperativa. “Eles terão informação de qualidade para ajudar o produtor a resolver seus problemas quando anomalias de comportamento forem identificadas”, ressalta.

O sistema permite um acompanhamento detalhado do bem-estar animal, analisando alimentação, tempo de descanso, acesso à água e interação social. “A plataforma cria um índice de bem-estar para cada fazenda, garantindo que as melhores práticas estão sendo adotadas”, explica Leonardo Guedes, fundador da Cowmed.

Segundo a Cotrijal, a iniciativa é inédita no Brasil. “Não há nada igual a essa plataforma no país. Nosso objetivo é manter a excelência e promover o desenvolvimento dos nossos associados”, afirma Granato.

O desenvolvimento do sistema começou há mais de quatro anos, com apoio técnico e científico do projeto Costa’s Lab. Para João Costa, professor associado da Universidade de Vermont e líder do projeto, o uso contínuo dos dados permite a evolução do sistema. “Entre as grandes inovações, está a capacidade de documentar mudanças, avaliar decisões e aprimorar previsões ao longo do tempo”, destaca.

Produtores interessados em aderir à tecnologia podem procurar as unidades de negócios da Cotrijal para mais informações.





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Qual o seu candidato favorito ao Prêmio Personagem Soja Brasil?



O prêmio reconhece produtores e pesquisadores que impulsionam o crescimento e a sustentabilidade da soja no Brasil já está com as votações abertas. Agora, é a sua chance de escolher quem contribuiu para o avanço do setor. Além de prestigiar os indicados, sua participação fortalece o reconhecimento daqueles que dedicam suas vidas ao desenvolvimento do agro. Clique aqui e vote agora.

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Os indicados ao Prêmio Personagem Soja Brasil

Entre os indicados, estão nomes como Alberto Schlatter, produtor rural em Chapadão do Sul (MS), cuja família desbravou a agricultura brasileira desde 1921. Já Anderson Cavenaghi, pesquisador da UNIVAG (MT), se destaca pelos estudos em proteção de plantas, com foco em herbicidas e controle de plantas daninhas.

Cecilia Czepak, professora da Universidade Federal de Goiás, dedica-se ao manejo integrado de pragas há mais de 26 anos, contribuindo diretamente para a produtividade do setor. São profissionais como esses que garantem inovação e sustentabilidade para o futuro da soja.

No Paraná, Claudia D’Agostini segue os passos da família e lidera a fazenda em Sabáudia, garantindo a continuidade da produção rural. Julio Cezar Franchini, pesquisador da Embrapa Soja no Paraná, trabalha com o manejo do solo para melhorar a produtividade e a sustentabilidade dos cultivos.

Oliverio Alves de Melo, produtor em Balsas (MA), chegou ao Maranhão em 1995 e hoje é um dos grandes nomes do agronegócio na região. Cada um desses indicados tem uma trajetória inspiradora que demonstra o impacto positivo da soja na economia e na vida das pessoas.

Agora, cabe a você ajudar a reconhecer aqueles que fazem a diferença na soja brasileira. Participe da votação e valorize esses profissionais essenciais para o agronegócio nacional! Seu voto homenageia essas histórias e incentiva novas gerações a seguirem os mesmos passos.



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Encontro em Jales (SP) leva inovação e conhecimento aos produtores rurais



No dia 20 de março, Jales, que fica no interior de São Paulo, será o ponto de encontro para produtores rurais que querem crescer e se atualizar. 

O Encontro Regional de Produtores Rurais reunirá agricultores, pecuaristas e profissionais do setor para um dia de troca de experiências, aprendizado e novas oportunidades.  

As atividades têm como objetivo promover a qualificação dos produtores e incentivar a adoção de novas técnicas e tecnologias no campo.

A programação acontece das 13h às 19h, com palestras, exposição de produtos agrícolas e uma Unidade Móvel de Capacitação.

Entre os destaques, os participantes poderão entender melhor como se proteger do endividamento rural, em uma palestra com Celso Penha Vasconcellos, advogado de Votuporanga, além de aprender sobre internacionalização de propriedades frutícolas e novos mercados, com Jorge de Souza, da Abrafrutas.

A participação é gratuita, mas as vagas são limitadas. Para garantir um lugar, é preciso se inscrever até o dia 14 de março e atender aos requisitos, como CNPJ rural, Inscrição Estadual, DAP ou CAF.

Para garantir presença, é necessário realizar a inscrição até hoje, 14 de março, por meio do link.

E para fechar o evento com chave de ouro, os participantes ainda vão ganhar um jantar especial. Mais informações podem ser obtidas pelo telefone (17) 99775-7262, com Eliana Germano (Sebrae), ou no (17) 99678-4054, com Lidiane e Ana Ligia (Sindicato Rural).



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Após acidente, caminhoneiros enfrentam congestionamento e caos rumo ao Porto de Santos


Quatorze horas depois do acidente em que um caminhão carregado com um contêiner derrubou uma passarela de pedestres na Via Anchieta, pista de descida da serra, no litoral de São Paulo, caminhoneiros ainda enfrentam um enorme engarrafamento no Sistema Anchieta-Imigrantes.

A rodovia Anchieta é a principal via de ligação da capital paulista e interior de São Paulo ao Porto de Santos, o maior complexo portuário da América Latina e um dos grandes corredores de exportação do agronegócio brasileiro.

O presidente da Autoridade Portuária de Santos, Anderson Pomini, gravou um vídeo falando sobre novos investimentos no setor logístico. Pomini citou o projeto de mais uma pista ligando o planalto paulista ao cais santista e também falou sobre a implantação de condomínios logísticos na região da Baixada Santista.

“Essas obras são essenciais para que acidentes como esse não pare o maior equipamento de infraestrutura do Brasil. Nós estamos atentos e com um cronograma, com uma linha do tempo própria para que esses condomínios sejam implementados nos próximos anos”, disse Pomini.

O projeto para construção de uma nova pista ligando a Baixada ao planalto está sob responsabilidade do Governo de São Paulo, que conta com a cooperação das empresas que atuam no Porto de Santos.

Acidente paralisa a Via Anchieta

O acidente ocorreu na noite de ontem (13), na altura da cidade de Cubatão. Após a colisão, a estrutura de concreto caiu nas duas vias da rodovia, interrompendo o tráfego nos dois sentidos. A Ecovias, concessionária responsável pela gestão do Sistema Anchieta – Imigrantes, utilizou guindastes para remover a passarela.

Acidente na rodovia Anchieta bloqueia acesso ao Porto de SantosAcidente na rodovia Anchieta bloqueia acesso ao Porto de Santos
O acidente foi na noite de quinta-feira (13); estrutura desabou na duas pistas da rodovia Foto: Ecovias

Uma das pistas foi liberada para o tráfego de veículos na manhã de hoje (14), porém, até o momento desta publicação, o trânsito segue caótico rumo ao litoral.



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AgroNewsPolítica & Agro

Falta de equipamentos adequados compromete plantio de pastagens



Falta de maquinário dificulta produtividade de pastagens


Foto: Canva

A Embrapa apontou que muitas falhas no plantio de pastagens estão relacionadas ao uso de equipamentos inadequados ou à ausência de maquinário específico para determinadas espécies forrageiras. Segundo a instituição, a maioria dos equipamentos desenvolvidos no Brasil são projetados para o plantio de cereais, o que limita sua eficiência para sementes menores.

“Os equipamentos disponíveis no mercado não atendem plenamente às necessidades do plantio de forrageiras, especialmente as de sementes pequenas, que exigem técnicas e mecanismos diferenciados para garantir uma distribuição uniforme”, informou a Embrapa.

Para espécies que se estabelecem bem em plantios superficiais, a distribuição pode ser feita manualmente, com semeadeiras ou até por avião, seguida de compactação com rolos. Já para as que necessitam de maior profundidade, o plantio ocorre com máquinas de cereais ou por dispersão a lanço, cobertas por gradagem leve.

A Embrapa destaca que a falta de equipamentos específicos leva à adoção de alternativas, como a mistura das sementes com areia ou resíduos agrícolas para facilitar o uso em semeadeiras convencionais. No entanto, essa prática pode comprometer a distribuição uniforme das sementes. “A separação do material de enchimento e da semente dentro da máquina, devido aos solavancos durante o trajeto, dificulta a precisão do plantio”, explicou a entidade.

Outra estratégia observada é o plantio de forrageiras em conjunto com culturas anuais, como o arroz, permitindo um melhor aproveitamento do solo e dos recursos disponíveis.

Diante da crescente demanda por tecnologias mais eficientes, a Embrapa reforça a necessidade de investimentos na pesquisa e no desenvolvimento de maquinário específico. “Cabe aos órgãos de pesquisa e à indústria buscar soluções para atender às necessidades dos produtores, promovendo maior eficiência e qualidade no estabelecimento das pastagens”, concluiu.





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Consultoria reduz estimativa da produção de soja



A consultoria Safras & Mercado revisou para baixo sua estimativa para a produção brasileira de soja na safra 2024/25. De acordo com o novo levantamento, a projeção passou de 174,88 milhões para 172,45 milhões de toneladas. Apesar do ajuste, o volume ainda representa um crescimento de 13,2% em relação à safra anterior, que totalizou 152,3 milhões de toneladas.

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A área plantada também segue em expansão. A expectativa é de um aumento de 2,2% em relação ao ciclo anterior, totalizando 47,47 milhões de hectares, ante os 46,45 milhões registrados em 2023/24. A produtividade média, por sua vez, deve passar de 3.295 quilos por hectare para 3.651 quilos, refletindo um desempenho mais favorável em diversas regiões produtoras do país.

De acordo com Rafael Silveira, analista da Safras & Mercado, a safra brasileira continua avançando bem, com grande potencial produtivo. No entanto, houve perdas expressivas no Rio Grande do Sul, estimadas em cerca de 34%, devido à estiagem prolongada e ao calor intenso registrado em fevereiro. “As condições climáticas impactaram fortemente a produção gaúcha, reduzindo a produtividade de muitas lavouras”, explica o especialista.

Por outro lado, Silveira destaca que algumas revisões positivas foram registradas em outras regiões produtoras, como Goiás e nos estados do Matopiba, onde as médias de produtividade seguem bastante favoráveis. “Esse cenário reforça a expectativa de uma ampla oferta de soja brasileira em 2025, garantindo um bom volume para o abastecimento do mercado interno e para as exportações”, conclui.



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