terça-feira, maio 26, 2026

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Safra de milho segue positiva no DF e em Goiás



A oferta da oleaginosa apresentou crescimento devido ao avanço da colheita




Foto: Agrolink

De acordo com o 6º Levantamento da Safra de Grãos 2024/25 da Conab, a colheita do milho teve início em janeiro no Distrito Federal, com resultados considerados satisfatórios pelos produtores. De acordo com as análises do setor, o clima favoreceu o desenvolvimento das lavouras, e, nos períodos de seca, foi utilizada irrigação suplementar para aplicação de insumos e manutenção da umidade no solo.

Em Goiás, as lavouras de primeira safra estão na fase final do ciclo, entre o fim do enchimento de grãos e a maturação. Segundo especialistas, as condições climáticas ao longo do desenvolvimento da cultura foram determinantes para o bom desempenho da produção. “A sincronização da polinização com a absorção adequada de nutrientes e água contribuiu para o desenvolvimento das lavouras”, apontou a Conab.

A colheita das lavouras comerciais destinadas à produção de etanol de milho deve começar em março. Dados do setor indicam que, atualmente, 5% das plantações estão em floração, 54% em enchimento de grãos, 40% em maturação e menos de 1% já colhido. O regime de chuvas desde o início da semeadura tem sido considerado favorável para a cultura, especialmente no período de enchimento de grãos, quando a demanda hídrica é maior. “Esse cenário deve resultar em grãos mais pesados e produtividade acima das expectativas iniciais”, informou o levantamento..

Até o momento, não há registros de problemas fitossanitários nas lavouras.

A alta nos preços do milho também se manteve em fevereiro. Segundo análise Agromensal do Cepea, as cotações continuaram em elevação na maior parte das regiões acompanhadas pelo centro de pesquisas. Os aumentos estiveram atrelados à demanda elevada, enquanto vendedores reduziram a oferta, priorizando entregas de lotes negociados antecipadamente, principalmente de soja.

A oferta da oleaginosa apresentou crescimento devido ao avanço da colheita, influenciando a estratégia dos produtores de milho.





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Brasil vai ao Japão discutir abertura de mercado e acordo com o Mercosul



O presidente Luiz Inácio Lula da Silva viaja ao Japão e ao Vietnã entre os dias 24 e 29 de março. No Japão, Lula vai negociar a abertura do mercado japonês para a carne bovina brasileira, demanda histórica do Brasil.

Além disso, buscará avanços nas negociações para um acordo comercial entre o gigante asiático e o Mercosul.

No Vietnã, o presidente debate um plano de ação para elevar o país ao nível de Parceiro Estratégico do Brasil, tipo de relação superior ao que as duas nações mantém atualmente. Entre os países do Sudeste Asiático, apenas com a Indonésia há esse grau de proximidade.

O primeiro destino da viagem do presidente é o Japão, onde Lula chega no dia 24 de março. Esse encontro tem sido tratado pelo Itamaraty como prova do prestígio que o governo japonês concede ao país. Isso porque os japoneses restringem as visitas de chefes de Estado estrangeiros há apenas uma por ano.

Além disso, desde 2019 não havia uma visita oficial de chefe de Estado ao Japão. A última foi a do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em seu primeiro mandato.

“Isso dá uma indicação da importância dessa relação que já completa 130 anos”, comentou o embaixador Eduardo Paes Saboia, atual secretário de Ásia e Pacífico do Ministério das Relações Exteriores (MRE).

O Japão é o segundo maior parceiro do Brasil na Ásia, atrás apenas da China, e o 11º maior parceiro comercial do Brasil no mundo. Além disso, o país abriga a quinta maior comunidade de brasileiros no exterior, com 200 mil pessoas. Também é o nono que mais investe no Brasil, com estoque de US$ 35 bilhões em 2023, aumento de 23% em relação ao ano anterior.

Carne bovina e Mercosul

De acordo com o Itamaraty, um dos objetivos da viagem é conseguir um compromisso político do Japão para que envie ao Brasil uma missão técnica das autoridades sanitárias japonesas para inspecionar as condições da produção de carne bovina do país. Esse seria um dos passos necessários para o Brasil acessar o mercado de carne bovina japonês.

Em maio de 2024, quando o primeiro-ministro japonês, Fumio Kishida, esteve no Brasil, o presidente Lula reforçou a reinvindicação para ter acesso a esse mercado.

O Japão importa cerca de 70% da carne bovina que consome, o que representa cerca de US$ 4 bilhões ao ano. Desse total, 80% são importados dos Estados Unidos e da Austrália, históricos aliados do país asiático. O MRE conta que, desde 2005, o Brasil tenta, sem sucesso, entrar no mercado japonês de carne bovina.

O embaixador Eduardo Saboia acrescentou que outro objetivo da viagem é avançar nas negociações para um acordo Mercosul-Japão.

“A visita do presidente tem o interesse de avançar nessa área. Claro que não depende apenas do Brasil, depende também do Japão. Os parceiros do Mercosul têm sido bastante favoráveis a esse acordo”, acrescentou Saboia.

Missão no Vietnã

Saindo do Japão, o presidente Lula segue para o Vietnã, onde aterrissa no dia 28 de março. O país do sudeste asiático se tornou o quinto maior consumidor dos produtos agropecuários brasileiros.

Um dos objetivos da viagem é consolidar as etapas necessárias para elevar o Vietnã a parceiro estratégico do Brasil.

“A elevação das relações diplomáticas com o Vietnã ao nível de parceria estratégica possibilitará aprofundar o diálogo político, reforçar a cooperação econômica, intensificar o fluxo de comércio e os investimentos”, explicou o Itamaraty.

Desde que Lula assumiu o terceiro mandato, este é o terceiro encontro entre o presidente brasileiro e o primeiro-ministro do Vietnã, Pham Minh Chinh. Os dois se reuniram em setembro de 2023, em Brasília, e em novembro de 2024, na cúpula do G20, no Rio de Janeiro.

Em 2024, Brasil e Vietnã registraram um volume de comércio de US$ 7,7 bilhões, com superávit brasileiro de US$ 415 milhões. Em 2002, na última visita de Lula ao país, o comércio entre as duas nações era de apenas US$ 500 milhões.

“A ideia é chegar à meta de US$ 15 bilhões em volume. A expectativa é de abertura desses mercados e isso se dá em um contexto mais amplo de aproximação do Brasil com nações do sudeste asiático”, completou o embaixador Saboia.



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Dólar fecha abaixo de R$ 5,80



Foto: Pixabay

O dólar comercial encerrou a sessão deta quinta-feira (13) com leve desvalorização de 0,19%, cotado a R$ 5,801 para compra e venda, de acordo com dados da InfoMoney. A moeda norte-americana acumula queda de 2,01% no mês de março.

No segmento futuro da B3, o dólar para liquidação em março registrou baixa de 0,09%, sendo negociado a R$ 5,8225 por volta das 17h08.

O desempenho do câmbio reflete o movimento de venda de dólares em patamares mais elevados, ao mesmo tempo em que o mercado reage a novas ameaças de tarifas comerciais por parte dos Estados Unidos. O movimento gerou volatilidade no mercado financeiro ao longo do dia.

O dólar turismo foi negociado a R$ 5,836 para compra e R$ 5,801 para venda. A cotação do comercial também registrou os mesmos valores para compra e venda, segundo dados divulgados pela InfoMoney.

A trajetória do dólar segue sendo influenciada por fatores externos e internos. No cenário internacional, as novas ameaças tarifárias dos Estados Unidos geraram cautela entre os investidores. Ao mesmo tempo, a maior oferta de moeda estrangeira no mercado brasileiro contribuiu para limitar a valorização da divisa norte-americana.





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Média diária de exportação de milho em fevereiro/25 é ligeiramente inferior…


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Nesta segunda-feira (17) a Secretaria de Comércio Exterior (Secex) informou que o volume embarcado de milho não moído (exceto milho doce) até aqui em fevereiro atingiu 827.009,1 toneladas. O volume representa 48,27% do total exportado no mesmo mês do ano passado, que ficou em 1.713.086,3 toneladas.     

Sendo assim, a média diária de embarques nestes 10 primeiros dias úteis do mês ficou em 82.700,9 toneladas, representando queda de 8,3% com relação a média diária embarcadas de fevereiro do ano anterior, em ficou em 90.162,4 toneladas. 

O Analista de Inteligência de Mercado de Milho da StoneX, Raphael Bulascoschi, aponta que a expectativa para o ano de 2025 é de volume alto das exportações de milho do Brasil, mas o montante será definido pelo tamanho da safra total do país. 

“A exportação vai ser a variável de ajuste. Aqui na StoneX a gente estima a safra total de milho, primeira, segunda e terceira, em 146 milhões de toneladas, então devemos ver um volume de exportação bom, mas claro, isso vai depender se vamos conseguir mesmo colher todo esse volume ao longo do ano”, aponta Bulascoschi. 

Com relação ao faturamento, o Brasil arrecadou um total de US$ 184,119 milhões no mês, contra US$ 389,357 milhões de todo fevereiro/24. O que na média diária deixa o atual mês com baixa de 10,2% ficando com US$ 18,411 milhões por dia útil contra US$ 20,492 milhões em fevereiro do ano anterior.                    

O preço médio pago pela tonelada do milho brasileiro também recuou 2% dos US$ 227,30 registrados em janeiro de 2024 para os US$ 222,60 contabilizados em fevereiro/25. 





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Festa do Peão de Barretos anuncia pré-programação musical



A Festa do Peão de Barretos, no interior de São Paulo, é o maior festival de rodeio da América Latina e em 2025 chega à histórica edição de número 70.

Nesta sexta-feira (14), a organização do tão aguardado evento anunciou os primeiros artistas confirmados em sua programação musical.

No dia 21 de agosto, se apresentam no Palco Estádio de Rodeios, Fernando & Sorocaba, João Bosco & Vinícius e Guilherme & Santiago.

As três duplas já são veteranas nos palcos do Barretão. “Vamos abrir a programação com artistas que têm uma grande história com o evento”, diz o diretor cultural do evento, Pedro Muzeti.

Ele conta ainda que, em breve, mais nomes serão anunciados. “Teremos cinco palcos espalhados pelo Parque do Peão, muitas vezes, com atrações simultâneas”, continua.

Além da programação musical e do rodeio – que reúne os principais campeonatos nacionais e o tradicional Barretos International Rodeo – a Festa do Peão de Boiadeiro de Barretos conta com uma intensa grade de atrações culturais, gastronômicas e até infantis ao longo dos 11 dias de programação.

A Festa do Peão de Barretos acontece de 21 a 31 de agosto. Os ingressos para os mais de 10 setores disponíveis já estão à venda.

Agenda

Festa do Peão de Barretos
Data: 21 a 31 de agosto
Local: Parque do Peão | Rod. Brigadeiro Faria Lima km 426



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semana termina com queda de preços


O mercado físico do boi gordo apresenta acomodação predominante em seus preços no decorrer desta sexta-feira (14).

Segundo o consultor de Safras & Mercado Fernando Henrique Iglesias, é importante mencionar que as escalas de abate seguem encurtadas em grande parte do país, o que remete a mudanças de estratégia por parte da indústria para melhorar esse posicionamento.

De acordo com ele, a oferta de fêmeas vem apresentando redução na maior parte das praças de comercialização brasileiras, o que ajudou a aliviar a pressão de baixa.

“Notícias envolvendo a guerra comercial entre Estados Unidos e China promoveram volatilidade nos futuros do boi gordo na B3 no decorrer da semana”, avalia.

  • São Paulo: R$ 311,33, contra R$ 310,83 de ontem
  • Goiás: R$ 295,54, no comparativo com R$ 294,11 anteriormente
  • Minas Gerais: R$ 285, contra R$ 290,29 de quinta
  • Mato Grosso do Sul: R$ 294,77, ante R$ 294,32 do dia anterior
  • Mato Grosso: R$ 299,39, no comparativo com R$ 299,16 de ontem

Mercado atacadista

carnecarne

O mercado atacadista apresentou preços firmes no decorrer da sexta-feira. Iglesias indica que o ambiente de negócios sugere por menor espaço para reajustes no curto prazo, considerando que o escoamento da carne costuma ser mais lento durante a segunda quinzena do mês, período pautado por menor apelo ao consumo.

“Soma-se a isso a preferência da população por proteínas de menor valor agregado, a exemplo da carne de frango, ovos e embutidos”, diz.

O quarto traseiro ainda é cotado a R$ 25 por quilo. O quarto dianteiro ainda é precificado a R$ 18,50, por quilo. Já a ponta de agulha segue no patamar de R$ 17, por quilo.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão em queda de 0,92%, sendo negociado a R$ 5,7438 para venda e a R$ 5,7418 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,7118 e a máxima de R$ 5,7903. Na semana, a moeda teve desvalorização de 0,77%.



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Colheita de soja ultrapassa 70% da área esperada



Os trabalhos relacionados à colheita da soja no Brasil alcançaram 70,2% da área total esperada até o dia 14 de março, conforme dados divulgados pela consultoria Safras & Mercado. Na semana anterior, o índice era de 59,5%.

Ritmo da colheita de soja

O ritmo de colheita está um pouco mais acelerado em comparação ao mesmo período do ano passado, quando havia sido registrado 62,4%. Além disso, o avanço supera a média dos últimos cinco anos, que é de 63,7%.

O tempo tem ajudado?

Apesar do avanço da colheita da soja no Brasil, algumas regiões ainda enfrentam dificuldades. A disponibilidade hídrica do solo está crítica no interior da Bahia e no norte de Minas Gerais, agravada pela falta de chuvas nos últimos dias.

No interior de São Paulo, a situação também é desafiadora, com índices de umidade entre 20% e 30%. No entanto, a região paulista apresenta condições um pouco mais favoráveis, especialmente para os produtores na fase final de enchimento de grãos. Algumas pancadas de chuva nas áreas de Alta Mogiana e no sul de Minas Gerais devem ajudar a amenizar os efeitos da estiagem.

Já no Centro-Oeste, a previsão é de chuvas frequentes, com aumento no volume de precipitações na próxima semana, beneficiando especialmente o Mato Grosso. A região do Matopiba também deve receber chuvas expressivas, proporcionando alívio para algumas áreas e reduzindo os impactos da seca.



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Soja tem dia lento; saiba as cotações da commodity



O mercado brasileiro de soja teve um dia calmo nesta sexta-feira (14). Os preços caíram, apesar da alta na Bolsa de Chicago e no fortalecimento dos prêmios. A queda do dólar pressionou as cotações.

Ontem (13), houve bons volumes negociados, especialmente para exportação, enquanto hoje o ritmo foi mais lento. Segundo a consultoria Safras & Mercado, a indústria segue comprando de forma cautelosa, apenas para atender necessidades imediatas.

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Cotações da soja

  • Em Passo Fundo (RS), o preço subiu de R$ 127,00 para R$ 129,00
  • Em Santa Rosa (RS), o preço subiu para R$ 130,00
  • No Porto de Rio Grande (RS), o valor foi de R$ 133,50 para R$ 135,00
  • Em Cascavel (PR), o valor passou de R$ 128,00 para R$ 129,00
  • No Porto de Paranaguá (PR), o preço subiu de R$ 133,00 para R$ 135,00
  • Em Rondonópolis (MT), o valor foi de R$ 114,00 para R$ 117,00
  • Em Dourados (MS), o preço permaneceu em R$ 117,00
  • Em Rio Verde (GO), o preço permaneceu em R$ 111,00.

Chicago

Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a sexta-feira em alta, reduzindo as perdas acumuladas ao longo da semana. A previsão de clima seco e novos cortes nas estimativas de safra da Argentina, além do clima de menor aversão ao risco no financeiro, ajudaram na recuperação.

Os ganhos, no entanto, seguiram limitados pelas preocupações com a política tarifária do governo Trump. A entrada de uma ampla safra sul-americana também foi outro ponto de pressão.

Produção de soja

A produção brasileira de soja em 2024/25 deverá totalizar 172,45 milhões de toneladas, com elevação de 13,2% sobre a safra da temporada anterior, que ficou em 152,3 milhões de toneladas. A estimativa é de Safras & Mercado. Em 7 de fevereiro, data da estimativa anterior, a projeção era de 174,88 milhões de toneladas.

A Safras indica aumento de 2,2% na área, estimada em 47,47 milhões de hectares. Em 2023/24, o plantio ocupou 46,45 milhões de hectares. O levantamento aponta que a produtividade média deverá passar de 3.295 quilos por hectare para 3.651 quilos.

Contratos futuros da soja

Os contratos da soja em grão com entrega em maio fecharam com alta de 5,25 centavos de dólar ou 0,51% a US$ 10,16 por bushel. A posição julho teve cotação de US$ 10,30 por bushel, ganho de 5,00 centavos ou 0,48%.

Nos subprodutos, a posição maio do farelo fechou com baixa de US$ 1,20 ou 0,39% a US$ 305,90 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em maio fecharam a 41,59 centavos de dólar, com alta de 0,31 centavo ou 0,75%.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão em queda de 0,92%, negociado a R$ 5,7438 para venda e a R$ 5,7418 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,7118 e a máxima de R$ 5,7903. Na semana, a moeda teve desvalorização de 0,77%.



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Estiagem reduz área plantada e produção de feijão



Falta de chuva prejudica produção de feijão no estado




Foto: Pixabay

A área cultivada com feijão na primeira safra de 2025 foi reduzida em razão das condições climáticas adversas no Rio Grande do Sul. De acordo com o levantamento divulgado nesta quinta-feira (12) pelo Informativo Conjuntural da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater-RS), apenas 11% da área inicialmente prevista para o cultivo foi efetivamente semeada.

A queda de 55% na área destinada ao plantio, que normalmente ocorre em lavouras irrigadas, está diretamente relacionada à baixa recarga hídrica dos reservatórios e à desvalorização dos preços do feijão, o que reduziu a atratividade econômica da cultura. Ainda assim, os cultivos semeados apresentam bom desenvolvimento, especialmente na região de Santa Maria, onde 55% da área plantada está em fase de crescimento, 4% em maturação e algumas lavouras já foram colhidas. No município de São Gabriel, a colheita foi antecipada e alcança 10% da área.

No estado como um todo, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) avalia que a falta de chuvas em fevereiro afetou algumas regiões, mas que o Planalto Sul, onde se concentra a produção de feijão, manteve condições favoráveis. “O potencial produtivo é considerado aceitável, mas algumas lavouras foram impactadas pela estiagem e precisam de cuidados extras para mitigar as perdas por evapotranspiração”, informou a Conab em seu relatório da Safra de Grãos.

Atualmente, 55% da área plantada no estado está em desenvolvimento, com a maioria das lavouras no estágio de floração e enchimento de grãos. Em fevereiro, as chuvas favoreceram a cultura, especialmente na região de Santa Maria e no município de São Martinho da Serra, onde a colheita já atinge 10% da área. De acordo com a Conab, a produção média do feijão no estado deve ficar em 1.527 kg/ha, impactada pelas adversidades climáticas.





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Presidente da Venezuela entrega 180 mil hectares de terras ao MST



O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) está presente na Venezuela há mais de 20 anos e apoia publicamente o governo de Nicolás Maduro.

Em mais uma prova de estreitamento das relações, o presidente do país entregou, na quinta-feira (13), mais de 180 mil hectares de terras expropriadas do estado de Bolívar, no sul do país, para o grupo brasileiro.

“Vou assinar hoje um documento legal, como decreto, para entregar esses 180 mil hectares para o Movimento Sem Terra do Brasil para que faça a coordenação desse projeto”, anunciou Maduro, sobre uma iniciativa de produção agroecológica batizada como “Pátria Grande do Sul”.

Segundo o presidente, as terras serão utilizadas para produzir alimentos para a população venezuelana, bem como a do norte do Brasil, além de serem exportados para outros países, desde que uma aliança entre camponeses, indígenas e militares seja concretizada.

No projeto divulgado por Maduro estão contempladas culturas como banana, mandioca, frutas, cana de açúcar, abóbora, carne de frango, suína e bovina, além de leite e derivados, feijão, hortaliças e milho.

As terras entregues foram expropriadas durante o governo de Hugo Chávez na década de 2000 e são consideradas como “resgatadas”.

Segundo reportagem da CNN, Maduro afirma que este será o “projeto cooperativo, humano dirigido por movimentos camponeses alternativos do mundo inteiro”.

“O MST reafirma o princípio da solidariedade e o internacionalismo quando fazemos esses atos nesse território, concretizando e mostrando o resultado da luta para tornar a terra um território nosso e construir um projeto diferente de sociedade: o socialismo”, disse uma das dirigentes do movimento brasileiro, Rosana Fernandes.



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