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O 6º Levantamento da Safra de Grãos 2024/25, divulgado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), apontou que o Brasil deve alcançar um volume recorde de 3,8 milhões de toneladas de algodão em pluma, um crescimento de 3,3% em relação à safra anterior. O aumento é impulsionado pela expansão de 5,1% na área plantada, que chegou a 2,04 milhões de hectares. Apesar do avanço, a produtividade média deve recuar 1,7%, ficando em 1,87 tonelada por hectare.
O país segue como o maior exportador mundial da fibra, posição garantida pela demanda crescente da Ásia. “O algodão brasileiro é muito bem-quisto no mundo. Devido ao preço e à qualidade apresentada, tem se mantido bastante competitivo e é vendido para vários países”, informou a Conab. A previsão é que as exportações cresçam 7,1% nesta safra, totalizando 2,97 milhões de toneladas.
No mercado interno, a expectativa é de um aumento no consumo de 2,16%, atingindo 710 mil toneladas em 2025. O setor se mostra otimista diante do crescimento econômico e da queda do desemprego no país, fatores que impulsionam a demanda por produtos têxteis.
Mesmo com o avanço das exportações e o crescimento do consumo doméstico, o estoque final de algodão deve aumentar 5,96% em relação à safra anterior, chegando a 2,5 milhões de toneladas. O volume recorde da safra e os estoques de passagem elevados contribuem para esse cenário.
Rico em proteínas de alto valor biológico, vitaminas e minerais, ele contribui para a saúde hormonal, fortalecimento ósseo, manutenção da pele, cabelos e unhas, além de ser um aliado no bem-estar em todas as idades. É o que apontam as pesquisas do Instituto Ovos Brasil (IOB).
“A combinação de proteínas, vitaminas lipossolúveis (A, D, E e K) e minerais como ferro, zinco e selênio torna o ovo um alimento completo e acessível, ideal para apoiar as necessidades nutricionais da mulher ao longo da vida”, contextualiza a nutricionista da entidade, Lúcia Endriukaite.
O ovo e a saúde na gravidez
Muitas mulheres enfrentam alterações de humor e retenção de líquidos no período pré-menstrual. Segundo Lúcia, a presença de vitamina B6, zinco e magnésio no ovo auxilia na produção de serotonina, ajudando a regular o humor e a aliviar os sintomas da tensão pré-menstrual.
Além disso, de acordo com ela, durante a gravidez, o alimento é um importante aliado para a saúde da mãe e do bebê. Rico em colina, nutriente essencial para o desenvolvimento cerebral fetal, e em ácido fólico, fundamental para a formação do tubo neural, o ovo contribui diretamente para uma gestação saudável.
Osteoporose e perda muscular
Com a chegada da menopausa, a redução dos níveis hormonais pode levar à perda de massa óssea e muscular. Neste aspecto, outro elemento do ovo pode ajudar.
“A vitamina D presente no ovo é essencial para a absorção de cálcio, ajudando a prevenir a osteoporose. Além disso, suas proteínas contribuem para a manutenção da força muscular, reduzindo o risco de quedas”, destaca a nutricionista.
No entanto, não são apenas benefícios para a saúde externa que o ovo é capaz de gerar. Também existem fatores positivos ligados à estética. Rico em biotina, ferro e aminoácidos essenciais, o alimento favorece a regeneração celular, promovendo pele saudável, cabelos brilhantes e unhas mais fortes.
Segunod Lúcia, o ovo pode ser consumido em diferentes momentos do dia. “No café da manhã, ele auxilia na manutenção dos níveis de energia e controle da glicemia. No lanche da tarde, promove saciedade e contribui para uma alimentação equilibrada.”
Riscos à saúde?
Mitos sobre o consumo de ovos e colesterol ainda geram dúvidas, mas a nutricionista do IOB ressalta que estudos científicos já comprovaram que o consumo de ovos dentro de uma dieta balanceada não aumenta os riscos de doenças cardiovasculares.
“O ovo é um alimento saudável e seguro para mulheres de todas as idades”, reforça.
De acordo com a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), cada brasileiro consome, em média, 242 ovos. Em 2023, a produção nacional foi recorde, com 4,99 bilhões de dúzias. Entre os estados, São Paulo lidera, sendo responsável por quase 30% do total.
As cotações médias da arroba do boi gordo em Minas Gerais despencaram 4% em apenas um dia nesta semana, indo de R$ 307,53 na terça-feira (11) para R$ 294,71 na quarta, conforme dados de Safras & Mercado.
Na quinta-feira, outra queda: precificada a R$ 290,29, atingiu o menor patamar desde outubro de 2024. Como se já não bastasse, fechou a sexta-feira (14) a R$ 285, queda acumulada de 7,3% em apenas cinco dias úteis, algo incomum no setor.
Em outras praças com volumes significativos de comercialização, como São Paulo e Goiás, houve pequena variação de preços no período. Então, o que explica a queda vertiginosa da remuneração do rebanho bovino em território mineiro?
Motivos da queda
Para o coordenador da equipe de Inteligência de Mercado da Scot Consultoria, Felipe Fabbri, a derrocada está relacionada à suspensão de exportação de carne bovina para a China do frigorífico Frisa, em Nanuque, município do nordeste mineiro.
No dia 3 de março, a Administração-Geral de Aduanas da China (Gacc) paralisou temporariamente as compras de carne bovina da unidade e de mais outras duas no Brasil (Bon-Mart Frigoríficos, em Presidente Prudente, São Paulo; e da JBS em Mozarlândia, Goiás).
Além desses estabelecimentos, também foram adiadas as importações de plantas na Argentina, no Uruguai e na Mongólia. O órgão asiático alegou “não conformidades” em relação aos “requisitos chineses para o registro de estabelecimentos estrangeiros”. Contudo, não detalhou quais seriam essas inconformidades.
“A redução de preços da arroba também pode ter relação com a suspensão da exportação de Mozarlândia e um redirecionamento dos abates para a região de Minas Gerais”, contextualiza Fabbri. “No entanto, antes mesmo desses fatores, o preço local da arroba já vinha mais pressionado, levando em conta que se trata de uma importante bacia leiteira e, por isso, também podemos ter uma pressão de oferta de gado mestiço”, completa.
Segundo o mais recente Censo Agropecuário do IBGE, Minas Gerais detém o segundo maior rebanho bovino do Brasil, com cerca de 24 milhões de cabeças, atrás apenas de Mato Grosso, com mais de 30 milhões.
Portanto, quando as suspensões chinesas forem adiadas, a tendência é que a volatilidade da arroba em Minas Gerais entre em compasso com o restante do país. Em nota do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) logo após o anúncio da Gacc, o secretário de Defesa Agropecuária, Carlos Goulart, ressaltou que as plantas frigoríficas nacionais foram notificadas e prontamente iniciaram as providências para reverter a decisão.
“Seguiremos em diálogo com o setor privado exportador e com as autoridades chinesas para solucionar os questionamentos apontados e retomar as exportações dessas unidades”, disse.
Comportamento do setor no 1º semestre
Foto: Giro do Boi/ Reprodução
O coordenador da Scot não enxerga, porém, precificações da arroba pressionadas apenas em Minas Gerais. Segundo ele, outros estados também experimentaram volatilidade, ainda que com menor intensidade, algo comum no primeiro semestre de cada ano.
“Entre janeiro e março é o período de descarte de fêmeas da estação de monta do ano anterior, ou seja, as fêmeas que não emprenharam são, sazonalmente, descartadas nesses meses, o que leva a maior pressão de oferta e as cotações tendem a ser mais pressionadas para baixo”, detalha.
Por outro lado, de acordo com ele, entre abril e junho costuma haver maior oferta de gado de modo geral, o que o setor usualmente chama de “desova de fim de safra”. “Isso nada mais é do que um momento onde as pastagens no país perdem força e qualidade nutricional e, por conta disso, o pecuarista precisa vender mais, aumentando a oferta e pressionando o mercado.”
Oferta recorde em 2025?
Fabbri destaca que apesar de os meses de janeiro e fevereiro deste ano terem sido caracterizados por boa oferta de gado, a Scot não enxerga que os números romperão os índices recordes de 2024. “A demanda, porém, começou o ano firme, tanto para a exportação quanto, aparentemente, para o mercado interno, vide que o grupo carnes no IPCA não cedeu”, ressalta.
Por conta disso, o especialista considera que apesar de o mercado estar pressionado para baixo em março em relação ao primeiro bimestre, os preços da arroba bovina seguem muito acima do que o observado no início de 2024, quando a arroba raramente ultrapassava R$ 250 em média.
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De acordo com dados da InfoMoney, dólar encerrou a sessão desta sexta-feira (15) em queda no Brasil, refletindo o apetite global dos investidores por ativos de maior risco. A moeda norte-americana à vista recuou 0,90%, cotada a R$ 5,7451, atingindo o menor valor desde 26 de fevereiro, quando fechou a R$ 5,7450. No acumulado da semana, a desvalorização foi de 0,76%.
No mercado futuro, o contrato do dólar para abril, atualmente o mais negociado na B3, caiu 1,01%, sendo cotado a R$ 5,7640 por volta das 17h05.
A movimentação do câmbio acompanha um cenário global de maior otimismo, em que os investidores buscam ativos mais arriscados, reduzindo a demanda pela moeda norte-americana.
No mercado de câmbio comercial, o dólar foi negociado a R$ 5,745 tanto para compra quanto para venda. Já no segmento turismo, a moeda foi comprada por R$ 5,808 e vendida a R$ 5,988.
A nutrição animal é um dos principais componentes dos custos de produção da pecuária de leite e de corte. Em cenários adversos, com escassez de pastagens e insumos mais caros, conseguir bancar esse recurso é desafiador.
Porém, de acordo com a zootecnista e gerente nacional de Nutrição da Supremax, Mariana Lisboa, existem no mercado subprodutos com preços menores e que não deixam a desejar quando o assunto é qualidade da ração, a exemplo da casca de soja peletizada.
Contudo, estratégias assim devem estar incluídas em um planejamento robusto de nutrição animal. “O pecuarista deve estabelecer um manejo de pastagem eficiente de acordo com a sazonalidade e disponibilidade da forragem em sua propriedade. A partir daí, ele pode ter essa forragem como base, visto que ela é a que aprenseta o melhor custo benefício e gera melhoria na produção de arrobas por hectare, sendo a principal fonte de matéria seca, de fibra e energia.”
De acordo com Mariana, a partir de então o produtor pode lançar a mão de conservação por meio de silagem, mas tudo aliado a uma ótima suplementação conforme o crescimento do animal.
“Isso independentemente da categoria em que o pecuarista esteja trabalhando. Se for uma cria, que seja um bom suplemento que os bezerros possam utilizar com, de repente, outras alternativas, com fontes de farelado. Assim, se prepara esse animal para a próxima categoria e para um melhor desempenho”, afirma a zootecnista.
Monitoramento da nutrição
Mariana destaca, também, as ferramentas de manejo que auxiliam os pecuaristas na estratégia de nutrição animal. “Precisa-se conhecer o peso desses animais, ajustar a taxa de lotação, a unidade animal por hectare e, a partir de então, fornecer área de coxo correta, suplementos e produtos de forma a trabalhar os animais para o seu melhor desempenho e rendimento.”
De acordo com ela, os protocolos de linha crescente, falando-se de recria, incluem as opções de recria intensiva a pasto ou terminação intensiva a pasto, além de semiconfinamento ou até mesmo confinamento com dietas que substituem completamente a forragem.
A maioria dos estados brasileiros já havia desonerado ou reduzido a cobrança de Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) sobre a cesta básica antes mesmo de o governo federal apelar pelo esforço dos governadores pela redução do preço dos alimentos, na semana passada.
Levantamento do jornal O Estado de S. Paulo junto aos estados mostra que pelo menos 14 já adotam alíquotas diferenciadas para esses produtos e apenas um implementará a medida após o pedido do governo.
O alto custo da comida afetou em cheio a popularidade do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o governo anunciou uma série de ações para diminuir a pressão inflacionária sobre esses itens, cobrando também dos governos regionais a colaboração nessa missão e criando um novo ponto de tensão com as unidades da federação. A efetividade dessas medidas é questionada por especialistas.
O jornal procurou todos os estados para detalhar a cobrança de ICMS sobre a cesta básica. Até o momento, 15 responderam e apenas o Piauí vai modificar a tributação da cesta básica após o pedido do governo.
Assim, Acre, Pará, Roraima, Bahia, Maranhão, Sergipe, Distrito Federal, Goiás, Mato Grosso, Espírito Santo, Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná e Santa Catarina já desoneram ou reduzem a carga tributária de produtos que compõem a cesta básica regional. Cada estado tem autonomia para definir o rol de itens beneficiados.
Redução do preço dos alimentos
O preço dos alimentos é uma pedra no sapato do governo neste início de 2025, que busca uma solução rápida para um problema complexo.
Múltiplos fatores influenciaram a alta dos alimentos, como quebra de produção, câmbio e sazonalidade. Para tentar reduzir os preços, o governo anunciou um rol de medidas que incluem tributação – a redução do Imposto de Importação sobre alguns itens e o apelo aos governadores para isentarem a cesta básica -, mas, na prática, essas propostas devem ter pouco impacto para o consumidor final.
O economista-chefe da MB Associados, Sergio Vale, avalia que é difícil que o governo consiga mudanças de preço dos alimentos mexendo no ICMS e demais impostos.
“Não é uma questão de impostos aqui. A tributação já foi cortada ao longo dos anos nesses produtos, e tem pouca margem de saída por esse lado”, observa. No caso do Imposto de Importação, além da queda tarifária anunciada ser pequena, o país é um grande exportador, o que diminui a efetividade da medida.
“Nós já tivemos altas de preços muito maiores no passado e nunca foram algo de questionamento como agora. O governo evita fazer o que precisa, que é desaquecer a economia, e parte para soluções que não funcionam. Como a safra vai ser boa, a tendência é de os preços crescerem menos este ano. O governo vai ter o benefício da queda por uma razão que não tem nada a ver com o corte de imposto”, pontua.
Já o vice-presidente de turma no Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf) e especialista em direito tributário, Laércio Uliana, lembra que, para reduzir o ICMS da cesta básica, os estados precisam de autorização do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz) e aprovar as medidas nas assembleias locais.
Apesar de serem pautas apelativas junto ao eleitorado, ele não vê chances de grande redução no preço dos alimentos só com esse tipo de iniciativa. “Vale lembrar, o que fez subir o preço dos produtos foi a escassez deles. E outra parte pela alta do dólar, que reflete diretamente na compra de insumos”, diz.
A questão envolvendo a isenção dos itens da cesta básica é antiga e complexa, frisa André Mendes Moreira, sócio do SCMD Advogados. Ele destaca que, ainda que haja efeitos parecidos, o mero manejo de alíquotas e bases de cálculo é diferente de isenção, cuja concessão é mais complexa e exige aprovação de legislação específica.
Porém, a companhia conseguiu nesta semana uma liminar ao seu favor para frear a decisão. Assim, a sentença de primeira instância deixa de ter efeitos imediatos, conforme nota divulgada na noite de quinta-feira (13) pela entidade dos produtores da oleaginosa.
A Justiça mato-grossense havia entendido que duas das três patentes da Bayer relacionadas à tecnologia Intacta RR2 PRO, amplamente utilizada no cultivo de soja, expiraram em 2018 e 2020. Desta forma, seriam ilegais as cobranças de royalties feitas pela Monsanto, adquirida pela Bayer em 2018, a partir dessas datas.
Conforma a decisão de primeira instância, o reembolso que a multinacional alemã terá de fazer – caso a liminar seja futuramente derrubada – devem incluir correção monetária pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) e juros de 1% ao mês. A Aprosoja-MT estima que o montante ultrapasse os R$ 10 bilhões.
De acordo com a Reuters, na última quarta-feira (12), a Bayer enviou um comunicado a stakeholders explicando que a empresa havia conseguido suspender a decisão até que o Tribunal de Justiça de Mato Grosso analise o recurso.
Conforme o advogado da Aprosoja-MT Sidney de Souza, estima-se que a empresa tenha fornecido R$ 4,5 bilhões na forma de “garantias judiciais” enquanto dois desses processos seguem tramitando.
Decisão de 2023 do Supremo Tribunal Federal (STF) fixou que os direitos de propriedade intelectual de sementes não poderiam ser estendidos além de 20 anos do depósito, reduzindo a duração de certas patentes da Intacta. Tal decisão afetou R$ 1,3 bilhão em royalties da Intacta que haviam sido pagos pelos agricultores brasileiros.
“A juíza aplicou a decisão do Supremo Tribunal Federal em nosso caso, corrigiu os termos da patente e determinou a devolução dos royalties pagos indevidamente”, disse Souza sobre a decisão da Justiça de Mato Grosso, agora suspensa pela liminar.
A 25ª edição da Expodireto Cotrijal chegou ao fim nesta sexta-feira (14) em Não-Me-Toque, no Rio Grande do Sul, consolidando-se como um dos principais eventos do agronegócio da América Latina. Durante cinco dias, a feira reuniu 610 expositores em uma área de 131 hectares, além de representantes e delegações de mais de 80 países. O evento atraiu um grande público, que buscou inovações e alternativas para a produção diante dos desafios climáticos.
O presidente da Expodireto Cotrijal, Nei César Manica, destacou a importância da feira para o setor. “Estamos muito felizes porque com todo o planejamento que realizamos antes da feira, preparando o parque, acomodando todos os expositores e organizando a programação, ocorreu tudo normalmente e nos surpreendeu o público presente em grande número. Toda a inovação, tecnologia e oportunidades que aconteceram aqui trazem um resultado muito positivo para que o produtor, mais uma vez, com todas as frustrações que o Rio Grande do Sul vem passando, possa buscar alternativas para conseguir se sustentar e permanecer na propriedade”, celebra Manica.
Os fóruns, painéis e debates promovidos ao longo da semana foram um dos destaques desta edição, abordando os desafios e oportunidades do agronegócio. O vice-presidente da Cotrijal, Enio Schroeder, ressaltou o impacto do evento. “Foram cinco dias muito intensos aqui no parque, com uma grande visitação e uma feira fantástica, superando todas as demais edições. Mesmo em um momento difícil, em que temos um fator climático muito severo, tivemos uma visitação muito grande de produtores. Os expositores fizeram o seu melhor e, com certeza, em termos de qualidade, conteúdo, maquinário, informações e demonstrações, tivemos a melhor feira já realizada”, comenta Schroeder.
Além das exposições, a feira contou com diversas atividades, incluindo ações de sensibilização ambiental no Espaço da Natureza, apresentações de especialistas na área de Produção Vegetal da Cotrijal e a exibição de animais na área de Produção Animal. A Arena Agrodigital apresentou novas tecnologias para o setor, entre elas o lançamento de uma plataforma inédita para digitalização da assistência técnica na pecuária leiteira, que será adotada pela Cotrijal.
O último dia do evento reuniu milhares de pessoas, especialmente produtores rurais, para acompanhar a Audiência Pública do Senado Federal sobre a securitização para o agronegócio. Manica enfatizou a relevância do debate. “O Rio Grande do Sul precisa voltar a ter potencial de crescimento, por isso precisamos deste apoio. Hoje foi realizada uma grande audiência pública para buscarmos novamente a securitização para que os produtores possam ter condições de pagar seus débitos e permanecer na propriedade, trazendo renda e tranquilidade para o setor produtivo”, completa.
A Cotrijal já planeja a próxima edição do evento, com ampliação da área da feira para atender a demanda de novas empresas interessadas em participar. Para isso, será necessária a realocação do trecho da RS-142, que passa em frente ao local. As mudanças estruturais visam garantir que a Expodireto Cotrijal continue apresentando soluções para o desenvolvimento do agronegócio brasileiro.
O Instituto Nacional da Propriedade Industrial (Inpi) publicou, na Revista da Propriedade Industrial, na última terça-feira (11), o reconhecimento de indicação geográfica (IG), na modalidade indicação de procedência (IP), para a região do Sertão dos Inhamuns, no Ceará, como produtora do mel de aroeira.
Esse tipo de mel é produzido no período de estiagem, quando há escassez de flores disponíveis para que as abelhas se alimentem e possam produzir seu mel.
Como a estiagem não afeta a florada da árvore de aroeira, nesse período, suas flores permanecem disponíveis às abelhas, o que permite a produção de um mel monofloral mais puro, com maior consistência quando comparada com outras floradas.
O produto possui coloração âmbar mais escurecida, com elevados níveis de compostos fenólicos, sendo um mel que não cristaliza, conforme informações do Inpi.
Segundo o Censo Agropecuário de 2017, 94% dos estabelecimentos com apicultura no Nordeste estão no Semiárido, mais especificamente no Piauí, Ceará e na Bahia, com destaque para os Inhamuns.
De acordo com dados do IBGE, em 2019, o Ceará atingiu 16,99% da produção de mel do país, sendo grande parte dessa produção originária da região com a nova IG.
História do mel dos Inhamuns
Historicamente, o trabalho com o mel na região data, pelo menos, da década de 1980. No entanto, há relatos que apontam para a produção antes mesmo desse período, na época em que o mel de abelha era o adoçante que os sertanejos dos Inhamuns dispunham.
A partir de 2001, o trabalho com as abelhas africanizadas foi estabelecido como uma atividade econômica fundamental para toda a região. Nessa época, a apicultura trazia o avanço que viria a se desdobrar nos anos seguintes, por meio de investimentos em programas que alavancaram a produção de mel.
Esse desenvolvimento estimulou a expansão da venda do produto não apenas localmente, mas também nas regiões próximas, em vários estados do Brasil e no exterior.
No mercado nacional, as regiões Sul e Sudeste são os principais destinos do mel. Já no exterior, os embarques mais frequentes são para o mercado europeu, com exportações para países como Suécia, Alemanha e França.
Com essa concessão, o Inpi atinge 140 IGs reconhecidas no Brasil, sendo 101 IPs (todas nacionais) e 39 denominações de origem (DOs), com 29 nacionais e 10 estrangeiras.
Porém, a companhia conseguiu nesta semana uma liminar ao seu favor para frear a decisão. Assim, a sentença de primeira instância deixa de ter efeitos imediatos, conforme nota divulgada na noite de quinta-feira (13) pela entidade dos produtores da oleaginosa.
A Justiça mato-grossense havia entendido que duas das três patentes da Bayer relacionadas à tecnologia Intacta RR2 PRO, amplamente utilizada no cultivo de soja, expiraram em 2018 e 2020. Desta forma, seriam ilegais as cobranças de royalties feitas pela Monsanto, adquirida pela Bayer em 2018, a partir dessas datas.
Conforma a decisão de primeira instância, o reembolso que a multinacional alemã terá de fazer – caso a liminar seja futuramente derrubada – devem incluir correção monetária pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) e juros de 1% ao mês. A Aprosoja-MT estima que o montante ultrapasse os R$ 10 bilhões.
De acordo com a Reuters, na última quarta-feira (12), a Bayer enviou um comunicado a stakeholders explicando que a empresa havia conseguido suspender a decisão até que o Tribunal de Justiça de Mato Grosso analise o recurso.
Conforme o advogado da Aprosoja-MT Sidney de Souza, estima-se que a empresa tenha fornecido R$ 4,5 bilhões na forma de “garantias judiciais” enquanto dois desses processos seguem tramitando.
Decisão de 2023 do Supremo Tribunal Federal (STF) fixou que os direitos de propriedade intelectual de sementes não poderiam ser estendidos além de 20 anos do depósito, reduzindo a duração de certas patentes da Intacta. Tal decisão afetou R$ 1,3 bilhão em royalties da Intacta que haviam sido pagos pelos agricultores brasileiros.
“A juíza aplicou a decisão do Supremo Tribunal Federal em nosso caso, corrigiu os termos da patente e determinou a devolução dos royalties pagos indevidamente”, disse Souza sobre a decisão da Justiça de Mato Grosso, agora suspensa pela liminar.