terça-feira, maio 26, 2026

Agro

News

Brasil dispara e Argentina revisa para baixo; saiba os detalhes



A semana foi de poucas novidades para o mercado de soja, tanto no Brasil quanto no exterior. O relatório de março do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) teve pouco impacto no mercado. No Brasil, a colheita avança e a safra recorde se consolida. Já na Argentina, as entidades revisam para baixo a projeção de produção.

  • Fique por dentro das novidades e notícias recentes sobre a soja! Participe da nossa comunidade através do link! 🌱

USDA mantém projeções para a soja

O USDA indicou que a safra norte-americana de soja deve alcançar 4,366 bilhões de bushels em 2024/25, o equivalente a 118,82 milhões de toneladas. A produtividade foi estimada em 50,7 bushels por acre, mantendo os números de fevereiro.

Os estoques finais estão projetados em 380 milhões de bushels (10,34 milhões de toneladas), ligeiramente abaixo da expectativa do mercado de 381 milhões de bushels (10,37 milhões de toneladas). A previsão de esmagamento foi mantida em 2,410 bilhões de bushels, assim como as exportações, que permanecem em 1,825 bilhões de bushels.

Cenário global

No cenário global, a safra mundial de soja em 2024/25 foi estimada em 420,76 milhões de toneladas, repetindo o número de fevereiro. Para 2023/24, a previsão segue em 394,97 milhões de toneladas.

Os estoques finais globais para 2024/25 foram projetados em 121,41 milhões de toneladas, abaixo da estimativa do mercado de 124,2 milhões de toneladas e da previsão anterior de 124,3 milhões. Para a temporada 2023/24, os estoques finais devem ficar em 112,5 milhões de toneladas.

Brasil e Argentina

Para o Brasil, o USDA manteve as projeções em 153 milhões de toneladas para 2023/24 e em 169 milhões para 2024/25, enquanto o mercado esperava um ajuste para 169,3 milhões de toneladas nesta última previsão.

Já para a Argentina, a estimativa de produção para 2023/24 permaneceu em 48,21 milhões de toneladas, enquanto a projeção para 2024/25 ficou em 49 milhões de toneladas, um número acima da expectativa do mercado de 48,6 milhões.

As importações chinesas de soja para 2023/24 foram mantidas em 112 milhões de toneladas. Para a temporada seguinte, a previsão segue em 109 milhões de toneladas.

Conab eleva estimativa para o Brasil

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) revisou para cima a projeção da safra brasileira de soja para 167,37 milhões de toneladas em 2024/25, um aumento de 13,3% em relação à temporada anterior, que registrou 147,72 milhões de toneladas. A estimativa faz parte do 6º levantamento de acompanhamento da safra brasileira de grãos Em fevereiro, a Conab havia estimado a safra em 166 milhões de toneladas.

A área plantada no Brasil foi estimada em 47,45 milhões de hectares, um crescimento de 2,8% em comparação com os 46,15 milhões de hectares cultivados na temporada passada. A produtividade foi calculada em 3.527 quilos por hectare, contra 3.201 quilos por hectare em 2023/24, representando um avanço de 10,2%.

A soja na Argentina

Na Argentina, a Bolsa de Comércio de Rosário reduziu a expectativa de safra para 46,5 milhões de toneladas, abaixo da projeção anterior de 47,5 milhões de toneladas. A revisão foi motivada pelas condições climáticas desfavoráveis, principalmente a falta de chuvas em importantes regiões produtoras.

Com esses números, o mercado segue atento à evolução das colheitas e às próximas projeções, que poderão influenciar os preços e a dinâmica do comércio global de soja.



Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Produtores combatem pragas em pomares de citros



Citricultura gaúcha enfrenta estiagem e pragas




Foto: Seane Lennon

O Informativo Conjuntural divulgado na última quinta-feira (13) pela Emater/RS-Ascar apontou que os produtores de citros no Rio Grande do Sul enfrentam desafios relacionados ao clima e à incidência de pragas.

Na região de Caxias do Sul, alguns agricultores ainda realizam o raleio dos frutos pela manhã para evitar o calor intenso. O preço do produto varia entre R$ 15,00 e R$ 20,00 por caixa de 25 kg. A bergamota da variedade Okitsu está sendo comercializada diretamente ao consumidor por R$ 5,00/kg.

Em Frederico Westphalen, os frutos apresentam bom desenvolvimento, mas a estimativa de redução na produtividade se mantém em 30%, reflexo da estiagem na fase inicial. As condições fitossanitárias estão dentro do esperado, porém há registros de clorose variegada dos citros (CVC) e da presença de ácaro-da-falsa-ferrugem e ácaro-da-leprose em algumas áreas.

Na região de Soledade, a colheita das variedades precoces segue em andamento. Os agricultores mantêm medidas de controle contra a mosca-das-frutas, visando minimizar os impactos da praga nas lavouras.

Em Santa Rosa, a bergamota Okitsu está em fase de colheita e tem sido comercializada a R$ 3,00/kg. A carga de frutos das demais variedades está abaixo do esperado. Além disso, há registros de ataques de pulgões, larva-minadora, percevejos e ácaros, que migraram das lavouras de soja para os pomares. As chuvas recentes ajudaram a amenizar os danos, melhorando o estado das folhas e reduzindo o impacto das altas temperaturas sobre os frutos.





Source link

News

EUA podem negociar acordos bilaterais após impor tarifas



O secretário de Estado americano, Marco Rubio, disse que os Estados Unidos poderiam se engajar em negociações bilaterais depois de impor tarifas que atingiram os seus principais parceiros comerciais – e o Brasil.

Questionado se a China poderia sair vitoriosa da guerra comercial iniciada por Donald Trump, o chefe da diplomacia americana disse que os Estados Unidos estariam buscando por “justiça” no comércio global.

“Vamos impor tarifas recíprocas às que os países impõem a nós”, disse em entrevista à CBS. “É global, não é contra o Canadá, não é contra o México, não é contra a UE (União Europeia), é contra todos. E então, a partir dessa nova base de justiça e reciprocidade, nos envolveremos, possivelmente, em negociações bilaterais com países do mundo todo, em novos acordos comerciais que façam sentido para ambos os lados”, declarou.

“Justiça, mas, no momento, não é justo. Vamos redefinir a linha de base e, em seguida, poderemos firmar esses acordos bilaterais, possivelmente, com países para que nosso comércio seja justo”, insistiu, admitindo que os países estão “chateados”.

Rubio defendeu ainda que as tarifas seriam necessárias para fortalecer as capacidades dos Estados Unidos. “Há setores essenciais, como alumínio, aço, semicondutores e fabricação de automóveis, que o presidente Trump acredita, que os EUA precisam ter uma capacidade doméstica, e a maneira de proteger esses setores e desenvolver essa capacidade é garantir que haja incentivos econômicos para a produção nos Estados Unidos”, disse.

Especialistas, no entanto, têm alertado que as tarifas devem aumentar os custos para os produtores americanos, pressionando a inflação nos Estados Unidos.

Negociações do Brasil

No caso do aço e do alumínio, as tarifas de 25% que entraram em vigor na semana têm impacto direto sobre o Brasil, que é um grande exportador de aço para os EUA.

Técnicos dos ministérios de Relações Exteriores (MRE) e do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic) deram início às negociações com os Estados Unidos na sexta-feira em reunião por videoconferência. O canal de diálogo foi aberto pelo vice-presidente e ministro Geraldo Alckmin em conversa com o secretário de Comércio, Howard Lutnick, e o representante comercial dos EUA, Jamieson Greer.

O governo aposta no diálogo para conseguir eventuais concessões de Donald Trump. A aplicação de reciprocidade é vista como a última opção, caso a negociação não dê resultados.

Em 2018, durante o primeiro governo, Donald Trump impôs as mesmas tarifas de 25% sobre o aço o alumínio. O Brasil conseguiu negociar cotas de 3,5 milhões de toneladas de placas e 687 mil toneladas de aços laminados para exportação libre de taxas. Para alumínio foi definida tarifa de 10%.

Desta vez, no entanto, Donald Trump se mostra irredutível. “Não vou ceder nenhum pouco”, disse durante a semana. Além das tarifas de 25% sobre o aço e o alumínio, os Estados Unidos impuseram taxas de 10% sobre as importações da China. Para o mês que vem, são esperadas mais tarifas sobre produtos agrícolas e carros.

Nas suas idas e vindas, o presidente americano suspendeu duas vezes as taxas de 25% sobre as importações dos vizinhos México e Canadá, mas abriu uma nova frente em sua guerra comercial ao ameaçar a Europa com tarifas de 200% sobre bebidas alcoólicas.



Source link

News

Edição genética cria fungo superpoderoso contra pragas agrícolas



Cientistas brasileiros e americanos avançam na criação de bioinseticidas mais potentes e sustentáveis a partir do fungo Beauveria bassiana. Um estudo recente mostrou que a edição genética de alta precisão, utilizando a tecnologia CRISPR-Cas9 (leia mais abaixo), pode aumentar a eficácia desse organismo no combate a pragas agrícolas.

A pesquisa demonstrou que a modificação de um gene específico – o Bbsmr1 – impulsiona a capacidade do fungo de eliminar insetos com mais rapidez e eficiência.

Segundo Gabriel Mascarin, pesquisador da Embrapa Meio Ambiente (SP), a versão inicial do fungo editado é transgênica, pois contém um gene de resistência. No entanto, as próximas fases da pesquisa pretendem utilizar a edição genética sem inserção de DNA de outras espécies, tornando os fungos não-transgênicos.

Essa abordagem deve acelerar a aprovação regulatória e a comercialização dos novos bioinseticidas no Brasil.

Bioinseticidas mais eficazes e de rápida ação

No estudo, os pesquisadores compararam a eficácia dos blastosporos – células semelhantes a leveduras – com os conídios aéreos, que são amplamente usados nos bioinseticidas comerciais. Os resultados foram surpreendentes: os blastosporos foram 3,3 vezes mais letais e agiram 22% mais rápido do que os conídios.

Nos testes, os blastosporos conseguiram eliminar 97% das larvas da traça-da-cera (Galleria mellonella) em apenas cinco dias, enquanto os conídios mataram apenas 29,4% no mesmo período.

Além disso, a produção dos blastosporos se mostrou mais eficiente, levando apenas dois a três dias em cultivo líquido, enquanto os conídios exigem mais de dez dias em cultivo sólido. Essa vantagem pode facilitar a produção em larga escala e reduzir os custos de bioinseticidas.

Mutação genética aumenta eficácia do fungo

A modificação do gene Bbsmr1 gerou um impacto significativo na performance do fungo, de acordo com a Embrapa. Os mutantes desse gene causaram 50% de mortalidade em insetos em apenas três dias, mesmo em baixas concentrações.

Além disso, essas linhagens demonstraram germinação mais rápida na cutícula dos insetos, maior crescimento na corrente sanguínea das pragas e produção elevada de oosporina, uma substância que enfraquece o sistema imunológico dos insetos.

A oosporina, além de atuar contra insetos, também possui propriedades antifúngicas e antibacterianas, podendo ser utilizada no controle de doenças agrícolas como o mal-do-panamá em bananeiras, a fusariose na alface e a murcha-de-fusarium no tomateiro.

O que é a CRISPR-Cas9

De acordo com a Embrapa, o sistema CRISPR é uma tecnologia que funciona como uma “tesoura molecular”. Por meio dele, a proteína Cas9, guiada por uma sequência de RNA, corta o DNA em locais específicos, permitindo a modificação ou correção de genes.

Dessa forma, é possível otimizar a produção de enzimas, metabólitos e biopesticidas, além de criar microrganismos mais resistentes e funcionais para aplicações sustentáveis.

O alto grau de especificidade e a versatilidade da tecnologia permitem acelerar o desenvolvimento de soluções inovadoras, tornando a engenharia genética microbiana mais acessível e poderosa, informa a Embrapa.

Tecnologia de ponta e desafios a serem superados

A tecnologia CRISPR-Cas9, aplicada no estudo, permitiu realizar alterações genéticas com precisão extrema, sem mutações indesejadas. Isso garante a segurança da técnica e aumenta as chances de aprovação regulatória.

Apesar dos avanços, os cientistas ainda enfrentam desafios. Algumas linhagens editadas apresentaram menor resistência a estresses químicos e produziram menos conídios em determinadas condições. No entanto, os pesquisadores acreditam que a seleção de mutantes pode eliminar esses efeitos colaterais sem comprometer a eficácia da tecnologia.

A pesquisa abre um novo caminho para o desenvolvimento de fungos entomopatogênicos melhorados, permitindo um controle biológico mais eficiente e sustentável. Com o avanço da biotecnologia, o setor agrícola poderá reduzir a dependência de pesticidas químicos, garantindo maior segurança alimentar e preservação ambiental.



Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Falta de chuvas e calor extremo comprometem safra de soja



Chuvas irregulares impactam lavouras de soja no Rio Grande do Sul




Foto: Canva

As precipitações registradas no final de fevereiro e em 9 de março favoreceram os cultivos de soja em regiões onde os volumes foram suficientes para reabastecer a umidade do solo. Segundo o Informativo Conjuntural da Emater/RS-Ascar, divulgado na quinta-feira (13), houve recuperação da turgescência foliar e interrupção dos danos fisiológicos provocados pelo déficit hídrico anterior.

“A distribuição das chuvas foi irregular, o que resultou em diferenças significativas no potencial produtivo entre as regiões”, apontou o relatório. Em áreas de menor pluviosidade, especialmente no Noroeste e Planalto Médio, a combinação de calor intenso entre os dias 3 e 8 de março e a umidade insuficiente no solo ampliou as perdas.

Nas regiões mais afetadas, os cultivos apresentaram sinais de estresse hídrico e térmico, como murchamento foliar, interrupção do enchimento de grãos e senescência precoce. “Houve casos de maturação desuniforme e retenção foliar atípica, além da coexistência de plantas secas e verdes na mesma lavoura”, informou a Emater.

A colheita segue em ritmo lento no estado, com apenas 5% da área colhida. De acordo com a Emater/RS-Ascar, o calor excessivo provocou a abertura de vagens e debulha de grãos nas lavouras já em fase de colheita, comprometendo ainda mais a produtividade. “Os primeiros resultados confirmam grande variabilidade no potencial produtivo, influenciada pelo volume de chuvas ao longo do ciclo e pela época de semeadura”, explicou o boletim.

A área cultivada inicialmente projetada para a safra era de 6.811.344 hectares, mas houve uma redução de 1,2%, totalizando 6.729.354 hectares. “A dificuldade de implantação no momento recomendado foi o principal fator para essa redução”, ressaltou o relatório. Além disso, a estiagem afetou a produtividade média, inicialmente estimada em 3.179 kg/ha, que foi revisada para 2.240 kg/ha, refletindo as perdas ao longo do ciclo.





Source link

News

Instagram e Facebook iniciam testes com ‘notas da comunidade’ após fim de moderação



A Meta inicia nesta terça-feira (18) os testes das “notas da comunidade” no Facebook, Instagram e Threads nos EUA. O recurso, semelhante ao que já existe no X (ex-Twitter), vai permitir que usuários adicionem contexto a postagens, com o objetivo de combater a desinformação nas plataformas.

A iniciativa marca o fim da parceria da empresa com agências independentes de checagem de fatos.

Os testes iniciais serão restritos a um grupo de até 200 mil pessoas, que poderão escrever e avaliar notas sobre conteúdos compartilhados nas redes sociais. A implementação será gradual e, num primeiro momento, as notas não estarão visíveis para todos os usuários. Segundo a Meta, a expansão para um público mais amplo dependerá da eficácia do sistema e da participação da comunidade.

Com o novo modelo, qualquer usuário com mais de 18 anos e conta ativa há pelo menos seis meses poderá contribuir, desde que tenha um número de telefone cadastrado ou utilize a verificação em dois fatores. As notas terão limite de 500 caracteres e precisarão incluir um link para uma fonte de comprovação. Além disso, as avaliações serão feitas de forma anônima, de forma a prevenir quaisquer ataques ao autor.

Inicialmente, as “notas da comunidade” estarão disponíveis em seis idiomas: inglês, espanhol, chinês, vietnamita, francês e português. A empresa planeja expandir o recurso para outros países no futuro, mas ainda não há previsão de lançamento fora dos EUA. Até lá, a parceria com agências de checagem de fatos continuará ativa em outros mercados, incluindo o Brasil.

A Meta afirma que o sistema será colaborativo e que não haverá interferência direta da empresa na seleção das notas exibidas. As contribuições só serão publicadas caso um grupo diversificado de usuários concorde que elas fornecem um contexto relevante. Caso haja discordância significativa, a nota não será incluída na postagem até que se alcance um consenso mais amplo.

A implementação das “notas da comunidade” ocorre no contexto de uma mudança de estratégia da Meta na moderação de conteúdo. Desde 2016, a empresa mantinha parcerias com agências de checagem de fatos para avaliar postagens consideradas enganosas. No entanto, o CEO da Meta, Mark Zuckerberg, tem defendido uma abordagem supostamente mais aberta à liberdade de expressão, em sintonia com a guinada política nos EUA após a reeleição de Donald Trump no final de 2024.

Zuckerberg já criticou a interferência de governos na moderação de conteúdos e chegou a mencionar que países da América Latina operam “tribunais secretos” para censurar redes sociais. A decisão de substituir os checadores independentes por um sistema de moderação coletiva reforça essa mudança de postura da companhia.

Diferentemente das verificações de fatos anteriores, as “notas da comunidade” não vão restringir o alcance de postagens que receberem correções ou contextualizações. A Meta argumenta que esse modelo é menos suscetível a campanhas organizadas para manipular a moderação e acredita que pode alcançar uma escala maior do que o programa anterior.

A tecnologia utilizada na ferramenta se baseia no código aberto do sistema do X, criado em 2021. O algoritmo analisa padrões de comportamento dos usuários e busca garantir que as avaliações reflitam uma diversidade de opiniões. A Meta pretende aprimorar esse sistema conforme recebe feedbacks dos participantes e observa seu funcionamento na prática.



Source link

News

Bolsonaro reúne apoiadores em ato no Rio de Janeiro


O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) reuniu apoiadores na praia de Copacabana, no Rio de Janeiro, na manhã deste domingo (16), para defender anistia aos condenados por invadir e destruir os prédios do Congresso Nacional, do Palácio do Planalto e do Supremo Tribunal Federal (STF) em 8 de janeiro de 2023. Ele próprio corre risco de ser condenado por tentativa de golpe de Estado.

Em seu discurso, Bolsonaro afirmou que não fugirá do Brasil para evitar uma eventual prisão ordenada pelo STF. “O que eles querem é uma condenação. Se é 17 anos para as pessoas humildes, é para justificar 28 anos para mim. Não vou sair do Brasil”, disse. Bolsonaro, que atualmente está inelegível, afirmou que não tem “obsessão pelo poder”, mas tem “paixão pelo Brasil”.

Diante do apoio manifesto, mas considerando os desdobramentos do processo de que é alvo no STF, ele admitiu a possibilidade de não participar da próxima eleição presidencial. “Estamos deixando muitas pessoas capazes de me substituir”.

Ele ainda se esquivou da acusação de tentativa de golpe atribuída a ele. Afirmou que, por estar nos Estados Unidos na ocasião, não poderia ter participado de uma trama para impedir que Lula, que o derrotou nas eleições de 2022, assumisse a Presidência. Bolsonaro é acusado pelos crimes de organização criminosa armada, golpe de Estado, tentativa de abolição do Estado Democrático de Direito, dano qualificado agravado pelo emprego de violência e deterioração de patrimônio tombado da União.

Os apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro ocuparam cerca de 300 metros da Avenida Atlântica, na Praia de Copacabana, na altura do Posto 4. O Monitor do Debate Político do Centro Brasileiro de Análise e Planejamento (Cebrap) e a Organização Não Governamental (ONG) More in Common calcularam a presença de 18 mil pessoas no ato deste domingo. Um software de inteligência artificial fez os cálculos a partir de fotos aéreas do público no horário de pico do ato, ao meio-dia.

Governadores

O ato contou com a participação de quatro governadores. Cláudio Castro (RJ), Jorginho Mello (SC), Mauro Mendes (MT) e Tarcísio de Freitas (SP).

Tarcísio também defendeu a anistia. Segundo ele, é preciso avançar para partir para outras discussões. “Para que a gente possa se dedicar aos temas nacionais, para que a gente possa discutir a longevidade, o envelhecimento da população, o financiamento do SUS.” Tarcísio, ainda apontou que o grande problema do país é a inflação.



Source link

News

Você viu? Pecuarista saltou de 5 para quase 20 arrobas por hectare


De 5 para quase 20 arrobas por hectare. Este é o salto produtivo que Roberto Paulinelli conseguiu alcançar na Fazenda Santos Reis, em Rio Maria (PA), tornando-se uma referência em pecuária intensiva na região. Esta foi uma das reportagens mais lidas do Giro do Boi, programa do Canal Rural, durante a semana.

Assista ao vídeo abaixo e confira a entrevista completa:

Seguindo os passos de sua família, especialmente de seu primo, o saudoso Alysson Paulinelli, ex-ministro da Agricultura e indicado ao Prêmio Nobel da Paz, Roberto se destaca pela busca constante por tecnologias e gestão eficiente que transformaram a realidade da pecuária paraense.

Investimento para ganho de arrobas

investimento em tecnologia pecuáriainvestimento em tecnologia pecuária
Foto: Reprodução

Paulinelli explicou que inicialmente produzia apenas cinco arrobas por hectare, resultado muito baixo diante do alto valor das terras e dos desafios constantes com pastagens degradadas.

“Contratei consultoria, busquei tecnologias usadas no sul do Brasil e descobri que, devido às boas condições climáticas do Pará, aqui essas tecnologias funcionam ainda melhor”, explicou Roberto.

Graças à adoção dessas novas tecnologias e técnicas de manejo, especialmente controle biológico de pragas e fertilidade dos solos, sua produção saltou para impressionantes 18 arrobas por hectare, podendo chegar até mesmo a 40 arrobas por hectare em áreas intensificadas.

Sustentabilidade como diferencial produtivo

Preocupado com a sustentabilidade, Roberto adotou desde cedo práticas rigorosas de rastreabilidade individual e gestão ambiental em sua propriedade. Todos os animais adquiridos passam por consulta socioambiental para garantir que não venham de áreas com desmatamento ilegal.

“Faço questão de garantir uma carne sustentável, livre de desmatamento, porque sei da importância disso para o mercado”, destacou.

Roberto reforçou que o pecuarista brasileiro precisa estar cada vez mais atento às exigências internacionais por sustentabilidade, especialmente na Amazônia.

Temos de ter cuidado dobrado e mostrar que aqui podemos produzir carne com sustentabilidade e qualidade ao mesmo tempo”, ressaltou.

Capim-capeta e cigarrinha sob controle

Outro avanço importante relatado por Roberto foi a superação dos desafios com infestação do capim-capeta e ataques severos de cigarrinhas nas pastagens. “Graças ao uso de produtos inovadores, como o Top Ultra contra o capim-capeta e o fungo biológico Biotop para controlar cigarrinhas, conseguimos solucionar problemas históricos que limitavam nossa produtividade”, detalhou.

Ele ainda destacou a importância de acompanhar continuamente os resultados e ajustar custos, reforçando que o sucesso depende não apenas de produzir mais, mas também de saber gerenciar com eficiência e equilíbrio financeiro.

Uma família dedicada ao agro

Roberto Paulinelli pertence a uma das famílias mais reconhecidas na história do agronegócio brasileiro, inspirada no legado deixado por seu primo Alysson Paulinelli, considerado o pai da agricultura tropical sustentável no Brasil e indicado ao Prêmio Nobel da Paz. Hoje, Roberto mantém viva essa tradição, aplicando inovação tecnológica e gestão eficiente para garantir resultados expressivos na pecuária moderna.

Além da bovinocultura intensiva, Roberto é também reconhecido pela criação de muares, outra paixão familiar. Sua criação de muares da raça Pêga é famosa em todo o Brasil, participando inclusive de eventos nacionais, como o próximo Encontro Nacional de Muladeiros em Goiânia.

Tecnologia e ganho de arrobas

Para Roberto, um ponto crucial na pecuária atual é o equilíbrio entre produção e custos. “No início, produzi muito, mas percebi que estava gastando demais. Aí veio o ajuste fino, o controle rigoroso, e hoje alcançamos um resultado excelente”, enfatizou.

Com essas estratégias, ele conseguiu consolidar uma produtividade média que ultrapassa três vezes o padrão inicial da fazenda, saltando de 5 arrobas para quase 20 arrobas por hectare, com áreas experimentais chegando a produzir até 40 arrobas.

Paulinelli acredita que, com gestão técnica adequada e respeito ao meio ambiente, é possível prosperar na pecuária e ainda contribuir para o crescimento sustentável da Amazônia.



Source link

AgroNewsPolítica & Agro

monitoramento mantém controle de pragas no trigo



Chuvas pontuais beneficiam trigo no norte do Mato Grosso do Sul




Foto: Canva

O 6º Levantamento da Safra de Grãos 2024/25, divulgado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), aponta que a colheita do trigo foi iniciada nos primeiros talhões da região centro-sul de Mato Grosso do Sul. Segundo o relatório, a estiagem registrada em alguns municípios reduziu a incidência de doenças nas lavouras. Já na região norte do estado, chuvas pontuais beneficiaram as áreas implantadas mais tardiamente.

Nas lavouras da região centro-sul, não houve registros de pragas, mas os técnicos identificaram aumento na incidência de sintomas de pinta-preta, mesmo após o manejo fitossanitário, que incluiu até nove pulverizações de fungicidas durante o ciclo da cultura. No norte do estado, os cultivos seguem conforme o planejamento, sem surtos de pragas, e com aplicações sendo realizadas de acordo com o monitoramento das lavouras.

O mercado do amendoim também apresenta avaliação positiva no plantio e na colheita. No entanto, os preços sofreram algumas reduções, embora o produto continue sendo considerado uma alternativa viável para os produtores da região. Segundo a Conab, até o momento, 45% da produção esperada já foi negociada. Além disso, contratos à base de troca foram firmados no início da safra.





Source link

News

Projeto Aquicultura Brasil revoluciona a produção de pescados em 10 estados



O Projeto Aquicultura Brasil tem levado assistência técnica e gerencial a piscicultores, maricultores e carcinicultores em 10 estados do país. Com mais de 1.034 propriedades atendidas, a iniciativa, realizada pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar) em parceria com o Ministério da Pesca e Aquicultura, busca promover o desenvolvimento sustentável e melhorar a produtividade do setor aquícola.

Desde o lançamento em 2024, o projeto já apresenta resultados concretos para os produtores, como Tiago Deretti, criador de peixes em São João de Itaperiú (SC). Antes da assistência, ele e seu pai atuavam sem orientação técnica, baseando-se apenas em informações de colegas e vendedores de insumos, o que não trazia o retorno esperado.

Após o falecimento do pai, Deretti pensou em desistir da atividade, mas decidiu apostar na assistência oferecida pelo Senar. Com o suporte do técnico Gustavo Rauh, ele fez ajustes na propriedade, melhorou o uso de equipamentos e passou a compreender melhor os custos de produção.

“Antes, achávamos que havia uma mortalidade grande de peixes, mas, com o acompanhamento do Gustavo, descobrimos que o problema era a falta de equipamentos adequados para oxigenação da água. Agora, seguimos todas as orientações e já colhemos bons resultados”, conta Deretti.

Segundo Rauh, a propriedade possui três lagoas e 100 mil filhotes. Com pequenos ajustes, como a instalação de novos equipamentos para suprir a demanda de oxigênio, os peixes passaram a se alimentar melhor, refletindo diretamente na produtividade.

“O Tiago já demonstra avanços tanto tecnicamente quanto na gestão da propriedade. Ele está mais confiante e preparado para ampliar a produção nos próximos anos”, destaca o técnico.
Expansão do projeto

O Projeto Aquicultura Brasil pretende atender dois mil produtores em dois anos, contemplando Amazonas, Alagoas, Goiás, Mato Grosso do Sul, Pernambuco, Piauí, Rondônia, Santa Catarina, Sergipe e Tocantins. A iniciativa reforça o compromisso com o crescimento da aquicultura no Brasil, oferecendo suporte técnico para fortalecer a atividade e ampliar sua rentabilidade.



Source link