terça-feira, maio 26, 2026

Agro

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Estimativa de safra recorde se fortalece e colheita da soja segue firme pelo país



A colheita de soja segue de maneira intensa nas principais áreas produtoras do grão no Brasil. Segundo análise do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), a maior produtividade vem se confirmando em muitas praças, o que reforça a estimativa de produção recorde no país.

De acordo com o Centro de Estudos, “com a oferta do grão aumentando e compradores mais ativos, os negócios para entrega imediata se aqueceram”, informou em nota publicada hoje (17) no site da entidade.

Preço da soja

Na sexta-feira (14), o indicador da soja Cepea/Esalq – Paranaguá (PR) negociava a saca de 60 kg do grão por R$134,36, uma leve baixa de -0,04% em comparação com o mesmo período do mês passado.

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) estima a produção nacional de soja em 167,37 milhões de toneladas, 0,8% a mais que a apontada em fevereiro e 13,3% superior à da safra 2023/24 – deste total, 56,3% já haviam sido colhidos até 9 de março, de acordo com a Companhia.

Trabalho do Cepea

O Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) é parte do Departamento de Economia, Administração e Sociologia da Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz” (Esalq), unidade da Universidade de São Paulo (USP) e suas atividades consistem no desenvolvimento de pesquisas aplicadas, na realização de trabalhos inéditos com teor econômico-administrativo e na divulgação ampla dos resultados que obtêm.

O Cepea também realiza pesquisas sobre a dinâmica de cadeias produtivas e sobre o funcionamento integrado do agronegócio, o que abrange questões (transversais) de defesa sanitária, políticas comerciais externas e influência de novas tecnologias.



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Uso de nanopartículas de algas no solo agrícola



As nanopartículas de algas, por sua vez, surgem como uma tecnologia promissora



As nanopartículas de algas, por sua vez, surgem como uma tecnologia promissora
As nanopartículas de algas, por sua vez, surgem como uma tecnologia promissora – Foto: Seane Lennon

Segundo Lisardo A. Gonzalez Abelleira, consultor da empresa espanhola LAGAtech, a combinação de nanopartículas de algas com sulfato de amônio representa uma abordagem inovadora para melhorar a fertilidade dos solos e aumentar a produtividade agrícola. O sulfato de amônio ((NH4)2SO4) é um fertilizante amplamente utilizado devido ao seu alto teor de Nitrogênio (21%) e Enxofre (24%), essenciais para o desenvolvimento vegetal. Sua solubilidade e efeito acidificante tornam-no especialmente útil para solos alcalinos, facilitando a disponibilidade de nutrientes.  

As nanopartículas de algas, por sua vez, surgem como uma tecnologia promissora por fornecer matéria orgânica e compostos bioativos que estimulam a microbiota do solo, melhoram a biodisponibilidade de nutrientes e aumentam a retenção de água, beneficiando a resistência à seca. Além disso, atuam como bioestimulantes naturais, promovendo o crescimento radicular e a absorção de nutrientes. Quando combinadas com o sulfato de amônio, essas nanopartículas podem potencializar seus efeitos, favorecendo a regeneração do solo.  

A sinergia entre esses elementos pode ser aproveitada de diversas formas. O efeito acidificante do sulfato de amônio melhora a solubilização dos compostos liberados pelas nanopartículas de algas, enquanto estas estimulam o crescimento de microrganismos benéficos no solo. A aplicação pode ser feita via fertirrigação, pulverização foliar ou diretamente no solo, ajustando-se às necessidades específicas do cultivo. No entanto, é essencial um prévio diagnóstico do solo para evitar problemas como salinização ou acidificação excessiva.  

Os impactos positivos dessa estratégia abrangem diversas culturas. Em cereais como trigo, milho e arroz, a absorção otimizada de nitrogênio favorece o crescimento vigoroso. Em hortaliças e frutíferas, os bioestimulantes naturais impulsionam a floração e frutificação. Já nas leguminosas, essa abordagem melhora a fixação biológica de nitrogênio, promovendo maior eficiência na nutrição vegetal. A combinação de nanopartículas de algas e sulfato de amônio, portanto, representa uma alternativa promissora para uma agricultura mais sustentável e produtiva.

 





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Conheça o Agro Maker, espaço público de empreendedorismo rural


O estado de Mato Grosso recebeu o primeiro espaço de inovação Agro Maker do Brasil, no Distrito Nova Cáceres, em Cáceres. A iniciativa do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) junto ao Instituto Besouro busca investir na capacitação e qualificação de profissionais do agro para impulsionar a agricultura com tecnologias avançadas e práticas mais eficientes.

Voltado aos jovens de 12 a 29 anos que já tenham alguma relação com o agro ou que queiram introduzir neste mercado de trabalho, o Agro Maker visa contribuir para um setor agrícola mais produtivo, sustentável e resiliente diante dos desafios globais.

Como funciona o Agro Maker

O curso tem duração de três meses e é dividido em oito módulos: introdução ao agro e tech; produtores rurais; modernização na agricultura; manejo de pastagens; agroecologia; operador de drone; agrofinanças; e empreende agro.

Durante as aulas, os alunos aprendem os principais conceitos de agronegócios, técnicas de inovação e tecnologia, relações da produção rural com o mercado, identificar oportunidades de crescimento e de investimento, operacionalizar drones, recursos de administração financeira e orçamentária, entre outros.

“O Agro Maker é um dos vários projetos que o Ministério da Agricultura está desenvolvendo para combater as desigualdades no campo. Temos muito orgulho da nossa agropecuária forte e pujante, que bate recordes, exporta e garante o superávit da balança comercial. No entanto, é fundamental que também olhemos com atenção para a agricultura familiar, para os homens e mulheres que produzem nas pequenas propriedades, mas não têm acesso às grandes tecnologias”, declarou o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro.

“A tecnologia chegou para auxiliar o campo, e agora vocês estão sendo beneficiados pela educação tecnológica, que permitirá produzir mais e melhor, de forma sustentável, o que já fazem aqui no assentamento. Com o conhecimento adquirido, poderão multiplicar esse saber, permitindo que a juventude aproveite esses recursos e permaneça no campo, enriquecendo ainda mais a região de vocês”, destacou Vinicius Mendes, presidente do Instituto Besouro.

A primeira turma começou em fevereiro e conta com 14 alunos. Para o estudante Gean França, de 17 anos, esta tem sido uma oportunidade de se aprofundar no agro.

“Estamos aprendendo sobre novas tecnologias, formas de cultivo e manejo que eu não conhecia e já podendo ajudar meus pais no campo”, disse.

Turma de alunos do espaço Agro Maker em Mato Grosso Turma de alunos do espaço Agro Maker em Mato Grosso
Turma de alunos na inauguração do espaço Agro Maker Foto: Caroline De Vita

“O curso tem sido uma experiência única, e eu tento aproveitar ao máximo. A cada dia, aprendo mais e me conecto ainda mais com o campo. Se depender de mim, farei todos os cursos que forem disponibilizados na Agro Maker”, completou Evela Reiner, de 17 anos, também estudante da primeira turma.



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São Paulo deve manter safra de trigo em 2025


A primeira reunião de 2025 da Câmara Setorial do trigo de São Paulo, organizada pelo Sindustrigo, ocorreu em Capão Bonito (SP) e debateu as perspectivas para a safra do cereal. O encontro indicou que a área cultivada deve se manter estável, apesar da migração de alguns produtores para sorgo e milho devido aos custos. A demanda industrial e a rápida comercialização do trigo mantêm o grão atrativo, segundo José Reinaldo Oliveira, vice-presidente da Câmara Setorial.  

“Existem várias opções de cultivo, mas o trigo segue atrativo, pois há uma demanda constante e pouco estoque disponível para os moinhos”, explicou. “Se tivermos um clima neutro, a produtividade pode ser elevada, garantindo boa rentabilidade ao produtor. Mesmo com áreas sendo destinadas a outras culturas, o trigo segue competitivo dentro desse mix, oferecendo segurança econômica ao agricultor”, completou.

Fatores climáticos ainda geram incertezas, mas há otimismo quanto à produtividade. Oliveira destacou que um clima neutro pode favorecer bons rendimentos, garantindo rentabilidade ao produtor. Já o presidente da Câmara, Nelson Montagna, defendeu a expansão da produção estadual, ressaltando que há mercado e demanda para o trigo paulista.  

No cenário global, o analista Élcio Bento apontou que as movimentações internacionais influenciam diretamente os preços no Brasil. A guerra na Ucrânia pode normalizar o fluxo de exportações pelo Mar Negro, impactando o mercado. Além disso, possíveis restrições dos EUA nas exportações para a China podem beneficiar a Argentina, aumentando sua participação no comércio global de trigo.

“Somos passageiros do trem argentino, que segue os trilhos das bolsas norte-americanas”, comparou. Sobre a guerra comercial entre China e Estados Unidos, ele lembrou que, em 2018, tarifas sobre o trigo americano reduziram drasticamente as exportações para o mercado chinês, e uma nova taxação pode beneficiar a Argentina. “Se os EUA enfrentarem restrições, o trigo argentino pode ganhar espaço na China”, disse.

 





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Selic a 15%? Inflação e juros nos EUA ditam rumo dos mercados na semana; ouça análise


Ouça o Diário Econômico, o podcast do PicPay que traz tudo que você precisa saber sobre economia para começar o seu dia, com base nas principais notícias que impactam o mercado financeiro.

No morning call de hoje, a economista-chefe do PicPay, Ariane Benedito, destaca a expectativa para a decisão do Copom, que deve elevar a Selic, mantendo a política monetária restritiva.

A inflação segue pressionada, com projeção de 5,6% no ano, enquanto o real se beneficia do alívio do dólar no exterior.

Na B3, fluxo estrangeiro impulsionou alta das ações, com destaque para Petrobras e Vale.

No cenário global, investidores aguardam a decisão de juros nos EUA e o pacote de estímulos da China.

Para mais conteúdos de mercado financeiro, acesse: Bom Dia Mercado!

Ariane Benedito, apresentadora do podcast Diário Econômico
Foto: divulgação



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Onde vai ter chuva? Confira na previsão do tempo para hoje



Saiba como ficam as condições do tempo em todo o Brasil nesta segunda-feira (17), de acordo com as informações da Climatempo.

Sul

Não chove e o calor passa a ser destaque com umidade mais baixa no oeste e sudoeste do Rio Grande do Sul. Pancadas mais isoladas atinge a Serra Gaúcha à tarde.

Será um dia típico de verão em Santa Catarina e no Paraná, com o sol aparecendo pela manhã e possibilidade de ocorrência de pancadas de moderada a forte intensidade à tarde.

Sudeste

A semana começa ainda com condições para pancadas de chuva em São Paulo, Triângulo e sul de Minas Gerais, Espírito Santo e áreas do centro-sul do Rio de Janeiro.

O dia será abafado, com sol, calor e condições de chuva entre tarde e a noite.

Não chove e o ar continua seco no norte de Minas Gerais.

Centro-Oeste

Não chove em áreas do sul e leste de Goiás. Por outro lado, a semana começa com tempo instável em Mato Grosso do Sul e Mato Grosso, com risco de temporais isolados com raios e ventos com intensidade de moderada a forte.

Nordeste

A chuva permanece concentrada na costa norte da região. O dia fica nublado e com chance de chuva a qualquer momento no Maranhão e litoral do Piauí e do Ceará.

Pancadas mais isoladas atingem Salvador (BA), Recife (PE) e Natal (RN).

O ar mantém-se mais seco no interior da região.

Norte

A semana começa com o tempo ainda instável. Será uma segunda-feira de sol, com variação de nebulosidade e pancadas de chuva a qualquer hora do dia no Acre, Amazonas, Roraima e norte e litoral do Pará.



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expositores e clientes comemoram o sucesso do Pavilhão da Agricultura Familiar


Um dos espaços mais concorridos da 25ª Expodireto Cotrijal, o Pavilhão da Agricultura Familiar é, mais uma vez, sucesso de público e vendas. Durante os cinco dias de feira os corredores do local permaneceram lotados, para alegria dos expositores.

“A Expodireto é maravilhosa. Nossas vendas têm sido excelentes, sobretudo, os queijos temperados e o queijo maturado por 30 dias”, explica Fernanda Manara, da agroindústria Laticínio Pipo, de Nova Romã do Sul, que participa da feira pelo terceiro ano consecutivo.

Quem também aprovou o evento foi Eliana Beatriz Oliveira, da agroindústria Estrelat, de Estrela, que comercializa doce de leite. Esta é a quarta participação da agroindústria na Expodireto.

“A primeira vez que participamos de uma feira foi aqui, foi o nosso lançamento. Desde então, já temos clientes fiéis que vêm até de São Paulo e nos procuram a cada nova edição”, relata Eliane.

E teve quem provou e aprovou os quitutes da agricultura familiar. É o caso do produtor rural Délcio Cassel, 74 anos, de Não-Me-Toque, que curtia um suco de abacaxi enquanto se preparava para mais uma volta entre os pavilhões.

“A variedade de produtos é muito boa. Além disso, há muita qualidade”, destaca Cassel.

Avaliação positiva

O engenheiro agrônomo e extensionista rural do Escritório Regional da Emater/RS-Ascar de Passo Fundo, Vilmar Wruch Leitzke, analisa que o Pavilhão da Agricultura Familiar cumpriu seu objetivo, estando consolidado na Expodireto.

“Nossa avaliação é extremamente positiva. O retorno que tivemos tanto do artesanato quanto das agroindústria é de que as vendas foram boas e superaram as expectativas. Além disso, há uma fidelização dos consumidores. Notamos, a partir de entrevistas com os expositores, que vários clientes de feiras anteriores retornam procurando os produtos”, afirma Leitzke.

Nesta edição do Pavilhão da Agricultura Familiar foram disponibilizados 192 espaços, que são ocupados por 222 expositores. Há 133 municípios representados, sendo que 49 municípios participam pela primeira vez.

O espaço é organizado pela Cotrijal, Emater/RS-Ascar, Federação dos Trabalhadores na Agricultura no Rio Grande do Sul (Fetag-RS), Federação dos Trabalhadores na Agricultura Familiar do Rio Grande do Sul (Fetraf/RS) e Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR).





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Brasil dispara e Argentina revisa para baixo; saiba os detalhes



A semana foi de poucas novidades para o mercado de soja, tanto no Brasil quanto no exterior. O relatório de março do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) teve pouco impacto no mercado. No Brasil, a colheita avança e a safra recorde se consolida. Já na Argentina, as entidades revisam para baixo a projeção de produção.

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USDA mantém projeções para a soja

O USDA indicou que a safra norte-americana de soja deve alcançar 4,366 bilhões de bushels em 2024/25, o equivalente a 118,82 milhões de toneladas. A produtividade foi estimada em 50,7 bushels por acre, mantendo os números de fevereiro.

Os estoques finais estão projetados em 380 milhões de bushels (10,34 milhões de toneladas), ligeiramente abaixo da expectativa do mercado de 381 milhões de bushels (10,37 milhões de toneladas). A previsão de esmagamento foi mantida em 2,410 bilhões de bushels, assim como as exportações, que permanecem em 1,825 bilhões de bushels.

Cenário global

No cenário global, a safra mundial de soja em 2024/25 foi estimada em 420,76 milhões de toneladas, repetindo o número de fevereiro. Para 2023/24, a previsão segue em 394,97 milhões de toneladas.

Os estoques finais globais para 2024/25 foram projetados em 121,41 milhões de toneladas, abaixo da estimativa do mercado de 124,2 milhões de toneladas e da previsão anterior de 124,3 milhões. Para a temporada 2023/24, os estoques finais devem ficar em 112,5 milhões de toneladas.

Brasil e Argentina

Para o Brasil, o USDA manteve as projeções em 153 milhões de toneladas para 2023/24 e em 169 milhões para 2024/25, enquanto o mercado esperava um ajuste para 169,3 milhões de toneladas nesta última previsão.

Já para a Argentina, a estimativa de produção para 2023/24 permaneceu em 48,21 milhões de toneladas, enquanto a projeção para 2024/25 ficou em 49 milhões de toneladas, um número acima da expectativa do mercado de 48,6 milhões.

As importações chinesas de soja para 2023/24 foram mantidas em 112 milhões de toneladas. Para a temporada seguinte, a previsão segue em 109 milhões de toneladas.

Conab eleva estimativa para o Brasil

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) revisou para cima a projeção da safra brasileira de soja para 167,37 milhões de toneladas em 2024/25, um aumento de 13,3% em relação à temporada anterior, que registrou 147,72 milhões de toneladas. A estimativa faz parte do 6º levantamento de acompanhamento da safra brasileira de grãos Em fevereiro, a Conab havia estimado a safra em 166 milhões de toneladas.

A área plantada no Brasil foi estimada em 47,45 milhões de hectares, um crescimento de 2,8% em comparação com os 46,15 milhões de hectares cultivados na temporada passada. A produtividade foi calculada em 3.527 quilos por hectare, contra 3.201 quilos por hectare em 2023/24, representando um avanço de 10,2%.

A soja na Argentina

Na Argentina, a Bolsa de Comércio de Rosário reduziu a expectativa de safra para 46,5 milhões de toneladas, abaixo da projeção anterior de 47,5 milhões de toneladas. A revisão foi motivada pelas condições climáticas desfavoráveis, principalmente a falta de chuvas em importantes regiões produtoras.

Com esses números, o mercado segue atento à evolução das colheitas e às próximas projeções, que poderão influenciar os preços e a dinâmica do comércio global de soja.



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Produtores combatem pragas em pomares de citros



Citricultura gaúcha enfrenta estiagem e pragas




Foto: Seane Lennon

O Informativo Conjuntural divulgado na última quinta-feira (13) pela Emater/RS-Ascar apontou que os produtores de citros no Rio Grande do Sul enfrentam desafios relacionados ao clima e à incidência de pragas.

Na região de Caxias do Sul, alguns agricultores ainda realizam o raleio dos frutos pela manhã para evitar o calor intenso. O preço do produto varia entre R$ 15,00 e R$ 20,00 por caixa de 25 kg. A bergamota da variedade Okitsu está sendo comercializada diretamente ao consumidor por R$ 5,00/kg.

Em Frederico Westphalen, os frutos apresentam bom desenvolvimento, mas a estimativa de redução na produtividade se mantém em 30%, reflexo da estiagem na fase inicial. As condições fitossanitárias estão dentro do esperado, porém há registros de clorose variegada dos citros (CVC) e da presença de ácaro-da-falsa-ferrugem e ácaro-da-leprose em algumas áreas.

Na região de Soledade, a colheita das variedades precoces segue em andamento. Os agricultores mantêm medidas de controle contra a mosca-das-frutas, visando minimizar os impactos da praga nas lavouras.

Em Santa Rosa, a bergamota Okitsu está em fase de colheita e tem sido comercializada a R$ 3,00/kg. A carga de frutos das demais variedades está abaixo do esperado. Além disso, há registros de ataques de pulgões, larva-minadora, percevejos e ácaros, que migraram das lavouras de soja para os pomares. As chuvas recentes ajudaram a amenizar os danos, melhorando o estado das folhas e reduzindo o impacto das altas temperaturas sobre os frutos.





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EUA podem negociar acordos bilaterais após impor tarifas



O secretário de Estado americano, Marco Rubio, disse que os Estados Unidos poderiam se engajar em negociações bilaterais depois de impor tarifas que atingiram os seus principais parceiros comerciais – e o Brasil.

Questionado se a China poderia sair vitoriosa da guerra comercial iniciada por Donald Trump, o chefe da diplomacia americana disse que os Estados Unidos estariam buscando por “justiça” no comércio global.

“Vamos impor tarifas recíprocas às que os países impõem a nós”, disse em entrevista à CBS. “É global, não é contra o Canadá, não é contra o México, não é contra a UE (União Europeia), é contra todos. E então, a partir dessa nova base de justiça e reciprocidade, nos envolveremos, possivelmente, em negociações bilaterais com países do mundo todo, em novos acordos comerciais que façam sentido para ambos os lados”, declarou.

“Justiça, mas, no momento, não é justo. Vamos redefinir a linha de base e, em seguida, poderemos firmar esses acordos bilaterais, possivelmente, com países para que nosso comércio seja justo”, insistiu, admitindo que os países estão “chateados”.

Rubio defendeu ainda que as tarifas seriam necessárias para fortalecer as capacidades dos Estados Unidos. “Há setores essenciais, como alumínio, aço, semicondutores e fabricação de automóveis, que o presidente Trump acredita, que os EUA precisam ter uma capacidade doméstica, e a maneira de proteger esses setores e desenvolver essa capacidade é garantir que haja incentivos econômicos para a produção nos Estados Unidos”, disse.

Especialistas, no entanto, têm alertado que as tarifas devem aumentar os custos para os produtores americanos, pressionando a inflação nos Estados Unidos.

Negociações do Brasil

No caso do aço e do alumínio, as tarifas de 25% que entraram em vigor na semana têm impacto direto sobre o Brasil, que é um grande exportador de aço para os EUA.

Técnicos dos ministérios de Relações Exteriores (MRE) e do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic) deram início às negociações com os Estados Unidos na sexta-feira em reunião por videoconferência. O canal de diálogo foi aberto pelo vice-presidente e ministro Geraldo Alckmin em conversa com o secretário de Comércio, Howard Lutnick, e o representante comercial dos EUA, Jamieson Greer.

O governo aposta no diálogo para conseguir eventuais concessões de Donald Trump. A aplicação de reciprocidade é vista como a última opção, caso a negociação não dê resultados.

Em 2018, durante o primeiro governo, Donald Trump impôs as mesmas tarifas de 25% sobre o aço o alumínio. O Brasil conseguiu negociar cotas de 3,5 milhões de toneladas de placas e 687 mil toneladas de aços laminados para exportação libre de taxas. Para alumínio foi definida tarifa de 10%.

Desta vez, no entanto, Donald Trump se mostra irredutível. “Não vou ceder nenhum pouco”, disse durante a semana. Além das tarifas de 25% sobre o aço e o alumínio, os Estados Unidos impuseram taxas de 10% sobre as importações da China. Para o mês que vem, são esperadas mais tarifas sobre produtos agrícolas e carros.

Nas suas idas e vindas, o presidente americano suspendeu duas vezes as taxas de 25% sobre as importações dos vizinhos México e Canadá, mas abriu uma nova frente em sua guerra comercial ao ameaçar a Europa com tarifas de 200% sobre bebidas alcoólicas.



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