terça-feira, maio 26, 2026

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Bahia tem mais de 60% da área de soja colhida



No oeste da Bahia, os produtores de soja continuam à frente em comparação com a safra anterior. De acordo com o último boletim da Associação de Agricultores e Irrigantes do Estado (Aiba), aproximadamente 1,4 milhão de hectares já foram colhidos, o que corresponde a 66% da área total.

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Já a produtividade varia entre 63 e 80 sacas por hectare. No entanto, algumas áreas de cultivo tardio sofreram impactos devido à chuva abaixo do esperado em fevereiro, o que pode afetar os resultados finais.

A soja no Brasil

A colheita da safra 2024/25 de soja segue avançando nas principais regiões produtoras do Brasil. No Maranhão, a Aprosoja aponta que 42% da área de soja já foi colhida, com a operação seguindo dentro das expectativas. No Piauí, segundo a entidade, a produtividade varia entre 20 e 80 sacas por hectare, dependendo das microrregiões produtoras. Entretanto, a produção total no estado está abaixo do esperado, com estimativas inferiores ao ciclo passado.

No estado de Tocantins, a Aprosoja local afirma que a colheita deve ser concluída dentro da normalidade. Até o momento, mais de 70% da área já foi colhida, o que representa cerca de 1,5 milhão de hectares. A produtividade parcial gira em torno de 58 a 59 sacas por hectare.

No Paraná, a colheita está em sua fase final. O Departamento de Economia Rural (Deral) informa que 72% da área total de 5,77 milhões de hectares já foi colhida, correspondendo a 4,14 milhões de hectares. Das lavouras remanescentes, 76% encontram-se em fase de maturação e 24% ainda estão em frutificação.

Em relação à qualidade das plantações, 82% estão em boas condições, 16% em condições médias e 2% em condições ruins. A colheita se concentra na região sul do estado, onde as condições climáticas foram favoráveis, garantindo uma safra cheia. No entanto, outras regiões enfrentaram desafios climáticos, reduzindo o potencial produtivo.

Em Mato Grosso, segundo o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), cerca de 98% das lavouras já foram colhidas. O ritmo está 4,15 pontos percentuais à frente da média das últimas cinco safras para este período e 1,73 pontos percentuais acima do registrado no mesmo período do ano passado. A região médio-norte, principal produtora do estado, já concluiu os trabalhos em campo.



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Guerra comercial e os impactos no Brasil



A disputa tarifária entre Estados Unidos e China se intensifica, com a China retaliando e suspendendo licenças de frigoríficos americanos para exportação de proteína animal. Essa medida surge como resposta às políticas de Donald Trump, que, segundo analistas, estão desmantelando acordos comerciais e instituições internacionais construídos ao longo de décadas. O comentarista Miguel Daoud elencou alguns tópicos importantes sobre a guerra comercial instituída no mundo.

Guerra: China como alvo principal

A mudança de indústrias americanas para a China, em busca de custos de produção mais baixos, estabeleceu o país asiático como um importante parceiro comercial dos EUA. No entanto, a guerra tarifária iniciada por Trump alterou esse cenário, com a China agora mostrando o poder de sua retaliação.

O Brasil como beneficiário potencial da guerra

Com a suspensão das exportações americanas, o Brasil, que já é um grande exportador de carne, pode se beneficiar. O país possui um setor agropecuário forte e competitivo, com destaque para a carne de aves, suínos e bovina, que possui alta demanda no mercado internacional.

Desafios e preocupações

Apesar das oportunidades, há preocupações sobre a capacidade do Brasil de atender à demanda crescente sem gerar inflação. O governo brasileiro, focado em controlar a inflação e manter a popularidade, pode adotar medidas como a restrição de exportações, o que limitaria o potencial de crescimento do setor.

Decisões econômicas e o cenário político

A decisão do Banco Central sobre a taxa de juros, que deve ocorrer nesta quarta-feira, é crucial para o cenário econômico brasileiro. A expectativa é de um aumento de 1 ponto percentual, mas há a possibilidade de o governo adotar uma estratégia diferente, visando a ativação da economia.

O impacto no setor agropecuário

Uma demanda maior por produtos brasileiros, como carne e soja, pode levar o governo a restringir as exportações para controlar a inflação. Essa medida, embora possa conter a inflação a curto prazo, prejudicaria o setor agropecuário e limitaria o crescimento econômico do país.

O futuro do comércio internacional

A guerra comercial entre EUA e China, e as decisões do governo brasileiro, terão um impacto significativo no comércio internacional. É fundamental acompanhar de perto esses acontecimentos e analisar as medidas que serão tomadas para entender as consequências para o Brasil e o mundo.

Você pode conferir a participação do comentarista Miguel Daoud em nosso canal do Youtube.



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apreensões nos EUA aumentam à medida que preços sobem



Agentes de fronteira dos Estados Unidos enfrentam um aumento significativo nas apreensões de ovos contrabandeados, com um avanço de 36% no número de interceptações neste ano, em comparação ao ano passado.

Isso tem ocorrido principalmente por causa do alto preço dos ovos nos EUA, que atingiu um recorde de US$ 5,90 por dúzia, impulsionado por um surto de gripe aviária. No ano passado, o valor chegava a US$ 3 a dúzia, segundo dados do Departamento do Trabalho. Em comparação, os ovos no México são vendidos por menos de US$ 2 por dúzia.

De acordo com a Alfândega e Proteção de Fronteiras dos EUA (CBP), viajantes estão comprando ovos mais baratos no México e tentando trazê-los para os EUA, apesar da proibição, já que ovos não inspecionados podem espalhar doenças.

Nas regiões da fronteira do Texas, o aumento foi ainda mais acentuado, chegando a 54%. Em algumas cidades, como San Diego, na Califórnia, os números mais que dobraram. As penalidades para o contrabando incluem multas de até US$ 300, além da eliminação dos ovos apreendidos, conforme os protocolos da CBP.

Recentemente, o Departamento de Justiça iniciou investigações sobre a alta nos preços, considerando possíveis práticas anticoncorrenciais entre produtores. O Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) anunciou que investirá até US$ 1 bilhão para ajudar a reduzir os custos dos ovos, com foco em aumentar a segurança biológica nas fazendas e na possível ampliação das importações de ovos inspecionados de outros países.

Enquanto isso, a Turquia começou a exportar cerca de 16 mil toneladas de ovos para os EUA para ajudar a aliviar a escassez.



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Suspensão da mistura de biodiesel ao diesel pode prejudicar o Brasil, alerta Francisco Turra



A possibilidade de suspensão temporária da mistura obrigatória de biodiesel ao diesel voltou a ser discutida na última semana, após um pedido de distribuidoras que alegam a necessidade de maior fiscalização e combate a fraudes. No entanto, para o ex-ministro da Agricultura e presidente do Conselho Consultivo da Associação dos Produtores de Biocombustíveis do Brasil (Aprobio), Francisco Turra, a proposta pode trazer graves prejuízos ao país.

Turra destacou que o Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) havia determinado a mistura de 15% de biodiesel ao diesel comum a partir de março, mas a medida não foi aplicada sob a justificativa de que poderia aumentar os custos, inclusive dos alimentos.

“Paralisar um setor por 90 dias é impensável. Imagine o acúmulo de soja na colheita e a falta de ração para aves, suínos, bovinos e ovinos? Isso seria um absurdo!”, afirmou Turra durante participação no telejornal Mercado & Companhia, do Canal Rural.

Para o ex-ministro, a ideia de suspender a mistura é ingênua e pode comprometer investimentos feitos pelo setor, especialmente em um momento de expansão do mercado de biocombustíveis e de grande visibilidade internacional, com a realização da COP30 no Brasil.

“No momento em que há investimentos e o setor está crescendo, cogitar essa suspensão é inimaginável. Se há problemas, o caminho certo é aumentar a fiscalização, punindo os responsáveis por fraudes, e não penalizar toda a cadeia produtiva”, ressaltou.

Biodiesel não é o culpado!

Turra também destacou que o biodiesel não é o vilão da alta nos preços dos alimentos, como alguns argumentam. Segundo ele, fatores externos, como a gripe aviária nos Estados Unidos e a peste suína africana, tiveram um impacto muito maior sobre os custos da produção agropecuária.

“O aumento dos preços não aconteceu por causa do biodiesel ou do etanol, mas sim devido à crise sanitária que reduziu a oferta de proteínas no mercado global”, explicou.

Diante do cenário, Turra reforçou a importância do diálogo com o setor produtivo e defendeu que o Brasil mantenha sua política de biocombustíveis, garantindo previsibilidade ao mercado e impulsionando a economia sustentável.

Confira a entrevista completa com Francisco Turra no canal do Canal Rural no YouTube.



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AgroNewsPolítica & Agro

Plantios florestais seguem lentos e indicam possível escassez



Emater alerta para desafios na produção florestal do Rio Grande do Sul




Foto: Pixabay

Os plantios florestais na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Passo Fundo seguem em ritmo lento, com poucas novas áreas implantadas. A maior parte dos bosques, estabelecidos na primeira década dos anos 2000, está em fase avançada de colheita, o que pode resultar em um cenário de escassez de matéria-prima madeirável nos próximos anos.

“A região já depende da importação de madeira, principalmente para fins energéticos”, informou a Emater.

Durante a Expodireto Cotrijal 2025, realizada em Não-Me-Toque, foram apresentadas áreas florestais com espécies de pinus, eucalipto e frutíferas nativas. O evento também contou com demonstrações de técnicas de desdobro de madeira com serraria móvel, tratamento da matéria-prima e produção de mudas florestais.

Na região de Frederico Westphalen, as atividades de manejo seguem em andamento. “O preparo do terreno e o plantio de mudas ocorrem em novas áreas, enquanto as práticas de controle de formigas, adubação e manejo de plantas daninhas garantem o bom desenvolvimento das florestas”, explicou a Emater.

Florestas de eucalipto com dois a três anos recebem podas para aprimorar a qualidade da madeira, enquanto áreas entre seis e sete anos passam por desbaste para favorecer o crescimento das árvores remanescentes.





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CNA promove encontros com setor produtivo para reunir propostas



A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) promove, a partir desta segunda-feira (17), uma série de encontros regionais com produtores rurais, sindicatos e federações para reunir propostas para o Plano Agrícola e Pecuário (PAP) 2025/2026, o Plano Safra.

“O objetivo das reuniões, que serão coordenadas pela Comissão Nacional de Política Agrícola da CNA, é discutir as principais necessidades e particularidades dos produtores em relação ao crédito rural, políticas de apoio à comercialização, mercado de capitais e instrumentos de gestão de risco”, disse a CNA em nota.

O encontro desta segunda ocorre em Florianópolis (SC), para reunir as demandas da região Sul. O próximo debate será na quinta-feira (20), no Rio de Janeiro (RJ), com produtores da região Sudeste.

As propostas da região Centro-Oeste serão levantadas na sexta-feira (21), em Cuiabá (MT), da região Norte no dia 28 de março, em Belém (PA), e da região Nordeste no dia 2 de abril, em Irecê (BA).

O local e data do encontro com os produtores do Matopiba (Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia) ainda serão divulgados.

“Todas as sugestões serão consolidadas em um documento que será entregue ao Ministério da Agricultura e Pecuária e outras autoridades do governo federal como contribuição para a elaboração do Plano Agrícola e Pecuário (PAP) 2025/2026”, disse a CNA



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veja previsão do tempo do Inmet para a semana


A previsão do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) para o período de 17 a 24 de março indica um cenário de chuvas volumosas em parte das regiões Norte, Nordeste, Sudeste e Centro-Oeste, enquanto o Sul e o centro-leste do país terão predomínio de tempo seco e temperaturas elevadas.

O modelo numérico Cosmo do Inmet aponta acumulados acima de 80 mm para áreas do Norte e Nordeste, principalmente devido à influência da Zona de Convergência Intertropical (ZCIT).

Já no Sul, centro-leste da Bahia, Alagoas, Sergipe, Pernambuco e partes do Mato Grosso do Sul e São Paulo, as chuvas devem ser escassas, com volumes abaixo de 20 mm.

Norte: chuvas intensas e umidade elevada

No Norte, os maiores volumes de chuva devem ocorrer entre o centro-leste do Pará e o oeste do Amazonas, com acumulados superiores a 60 mm. Esse cenário é resultado da entrada de ventos alísios, que transportam grande quantidade de umidade do Oceano Atlântico.

Por outro lado, áreas de Roraima, nordeste do Amazonas, noroeste do Pará, Amapá e sudoeste do Tocantins terão volumes menores, abaixo de 40 mm.

Nordeste: risco de ventos fortes e chuva expressiva

A ZCIT favorecerá chuvas acima de 80 mm no Maranhão, Piauí, Ceará e Rio Grande do Norte, com rajadas de vento que podem chegar a 100 km/h.

Já no leste da região, abrangendo Paraíba, Pernambuco, Alagoas e Bahia, a previsão é de volumes abaixo de 20 mm, podendo haver locais sem registro de chuva.

Centro-Oeste: pancadas de chuva e calor persistente

A combinação de calor e umidade manterá instabilidades no norte e sul de Mato Grosso, Goiás e Distrito Federal, com acumulados que podem ultrapassar 80 mm a partir de quarta-feira (19).

Em Mato Grosso do Sul, o padrão será de chuvas irregulares, com volumes menores no centro-sul do estado e maiores no norte.

Sudeste: precipitações no Rio de Janeiro, Espírito Santo e Minas Gerais

A partir de quarta, as chuvas se intensificam na divisa entre Minas Gerais, Rio de Janeiro e Espírito Santo, além do nordeste de São Paulo, onde os acumulados devem superar 60 mm.

No norte mineiro, o tempo segue firme, enquanto o centro-sul paulista pode registrar volumes inferiores a 10 mm.

Sul: tempo seco predomina, com pancadas isoladas no litoral

A semana será de tempo firme na maior parte da região, sob influência de uma massa de ar seco.

No início da semana, a nebulosidade aumenta no leste de Santa Catarina, com pancadas isoladas.

No entanto, até o fim da semana, a previsão indica tempo aberto e estável em toda a região.

Calor intenso persiste no interior do Brasil

As temperaturas máximas seguem elevadas no início da semana, especialmente no interior do Nordeste, norte de Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, oeste do Paraná e Rio Grande do Sul, onde os termômetros podem ultrapassar os 34 °C.

Na quarta, essas condições se intensificam no oeste da Bahia e noroeste de Minas Gerais, com mínimas superiores a 26 °C na região Norte, oeste e norte do Nordeste, Centro-Oeste e oeste do Sudeste.

Já na sexta-feira (21), mínimas entre 24 °C e 26 °C devem ser registradas no Norte e Nordeste, enquanto no Centro-Oeste e oeste do Sudeste os valores ficarão acima dos 22 °C. O Sul terá mínimas abaixo de 18 °C, exceto no oeste do Paraná e Santa Catarina, onde ficarão acima de 20 °C. Em áreas serranas dos três estados do Sul, as temperaturas podem cair para 14 °C ou menos.



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Vote e escolha seu favorito ao Prêmio Personagem Soja Brasil!



A votação para escolher o Personagem Soja Brasil já está aberta. O prêmio reconhece os produtores e pesquisadores que mais se destacaram no desenvolvimento e na sustentabilidade do grão. Participar é simples: basta preencher seu nome e e-mail neste link, realizar a verificação e, pronto, seu voto será contabilizado.

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Indicados ao prêmio Soja Brasil!

Os indicados deste ano são profissionais que se destacam na pesquisa, produção e inovação no setor da soja, como Alberto Schlatter, produtor rural em Chapadão do Sul (MS), focado em sustentabilidade e eficiência produtiva; Anderson Cavenaghi, pesquisador da Univag (MT), desenvolvendo novas tecnologias para o cultivo; e Cecilia Czepak, professora e pesquisadora da Universidade Federal de Goiás, referência em melhoramento genético e práticas agrícolas inovadoras.

Além disso, destacam-se Claudia D’Agostini, produtora rural no Paraná, com vasta experiência na implementação de soluções tecnológicas no campo; Julio Cezar Franchini, pesquisador da Embrapa Soja (PR), que lidera estudos sobre sustentabilidade e produtividade; e Oliverio Alves de Melo, produtor rural no Maranhão, reconhecido pela adaptação de técnicas de cultivo ao nordeste brasileiro, ampliando a presença da soja na região.

Os vencedores serão definidos por voto popular, e qualquer pessoa pode participar. Acesse o link, escolha seu candidato e contribua para a valorização dos profissionais que impulsionam o crescimento da commodity no Brasil. Para mais detalhes sobre as trajetórias dos indicados, acesse a matéria.



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AgroNewsPolítica & Agro

Como o mercado de feijão encerrou a semana?



A possibilidade de novas quedas nos próximos dias não está descartada



 A possibilidade de novas quedas nos próximos dias não está descartada
A possibilidade de novas quedas nos próximos dias não está descartada – Foto: Canva

O mercado de feijão-preto segue sem compradores, pressionando os preços para baixo e deixando o setor sem referências claras, segundo o Instituto Brasileiro de feijão e Pulses (IBRAFE). A possibilidade de novas quedas nos próximos dias não está descartada, visto que a oferta do grão nas mãos de produtores e cerealistas da região Sul permanece incalculável. A falta de demanda no varejo tem reduzido drasticamente as negociações, com o empacotador sem interesse em adquirir novos lotes.

Por outro lado, os preços do Feijão-carioca permaneceram estáveis, com valores próximos de R$ 250 para os grãos armazenados em câmaras frias. Embora algumas negociações tenham ocorrido acima desse patamar, o mercado não consolidou um novo nível de preços. A estabilização das cotações para Feijões nota 8,5/9 tem levado vendedores a buscarem ajustes diários, mas, por enquanto, não há espaço para mudanças significativas.

Enquanto o Feijão-carioca mantém sua estabilidade, o Feijão-preto enfrenta uma demanda quase nula há mais de dez dias, reforçando a dificuldade dos empacotadores em repassar estoques ao varejo. Além disso, o desenvolvimento razoável das lavouras contribui para afastar ainda mais os compradores do mercado, aumentando a pressão sobre os preços.

Diante desse cenário, alguns produtores acreditam que há uma combinação entre empacotadores para forçar a baixa dos preços, mas o IBRAFE descarta essa hipótese. Segundo a entidade, a competição no setor é tão intensa que qualquer tipo de acordo para manipular os valores não duraria mais do que alguns minutos.

 





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Proposta na Câmara pode gerar crédito específico para agricultura familiar



Um Projeto de Lei que está em apreciação na Câmara dos Deputados prevê a criação de uma modalidade específica de crédito rural direcionado ao desenvolvimento da agricultura familiar e dos empreendimentos rurais familiares. O objetivo da proposta é promover a produção agroecológica, a industrialização e a comercialização de produtos. O texto também estabelece a oferta de recursos adequados e a flexibilização de garantias para os jovens rurais.

O intuito do autor, deputado Ricardo Ayres (Republicanos-TO), é corrigir o que considera uma falha histórica de direcionamento desigual dos recursos do crédito rural, favorecendo também a criação de oportunidades para permanência do jovem no campo.

O texto do Projeto 4653/24 altera a lei que trata do crédito rural. Atualmente, as modalidades de crédito rural se destinam a produtores rurais de capacidade técnica e substância econômica reconhecidas; crédito rural orientado com o objetivo de elevar os níveis de produtividade e melhorar o padrão de vida do produtor e sua família; cooperativas de produtores rurais; crédito para comercialização; e programas de colonização e reforma agrária.

Recursos para o crédito

Para a modalidade de desenvolvimento da agricultura familiar, o projeto prevê a destinação de recursos controlados do crédito rural equivalentes a pelo menos 50% do valor médio dos contratos concedidos para essa modalidade no ano safra anterior, multiplicado pelo número de estabelecimentos familiares identificados no país.

Citando o Censo Agropecuário, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Ricardo Ayres lembra que existiam no Brasil, em 2017, 3,9 milhões de estabelecimentos agropecuários de base familiar ou 76,8% do total.

“Entretanto, dos R$ 476 bilhões em recursos previstos para o crédito rural na safra 2024/2025, somente R$ 76 bilhões foram destinados ao Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), o que corresponde a apenas 16% do total”, comparou.

Jovens

Pela proposta, jovens com idade entre 16 e 29 anos, integrantes de unidades familiares de produção agrária, também poderão obter crédito sem a obrigatoriedade de oferecer garantias, exceto:

  • enquadramento no Programa de Garantia da Atividade Agropecuária da Agricultura Familiar (Proagro Mais);
  • a vinculação em garantia de valores recebidos em decorrência de contrato de pagamento por serviços ambientais.

Na avaliação de Ricardo Ayres, a sucessão rural é outra questão que afeta a agricultura familiar.

O parlamentar cita o estudo Governança e gestão do patrimônio das famílias do agronegócio, da Fundação Dom Cabral e da Consultoria JValério, mais de 80% das empresas ativas no campo são lideradas por seus fundadores, enquanto apenas 41% são administradas por membros da segunda geração.

Apenas 16% pertencem à terceira geração e menos de 1% continuam além da quarta geração, acrescenta Ricardo Ayres. “Esses dados indicam a necessidade de políticas públicas que criem oportunidades para a permanência do jovem no campo, favorecendo a sucessão rural”, argumentou.

Próxima etapa

O projeto será analisado em caráter conclusivo pelas comissões de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Para virar lei, a medida precisa ser aprovada pela Câmara e pelo Senado.



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