terça-feira, maio 26, 2026

Agro

News

FPA denuncia avanço de casos e cobra providências urgentes



A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) se reuniu nesta terça-feira (18) para discutir o avanço das invasões de terras no Brasil, com foco no sul da Bahia e no Espírito Santo. Durante o encontro, parlamentares relataram casos de grupos armados que invadem propriedades, roubam e expulsam produtores rurais de suas terras.

O presidente da FPA, deputado Pedro Lupion (PP-PR), destacou que a situação na Bahia extrapola a disputa por terras e revela a atuação de organizações criminosas. Segundo ele, o problema envolve questões de justiça e segurança pública que demandam uma resposta urgente das autoridades.

“Bandos armados estão tirando produtores de suas casas com a conivência do governo do estado. Precisamos de medidas importantes do Tribunal de Justiça da Bahia e do Conselho Nacional de Justiça, onde solicitamos uma audiência. Aqui em Brasília, vamos trabalhar para evitar uma batalha campal na região”, afirmou Lupion.

Denúncias sobre crimes rurais e insegurança no campo

O deputado Evair de Melo (PP-ES) alertou para a atuação de novos grupos, como o Movimento de Luta pela Terra (MLT), que se somam ao Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST) na realização de invasões violentas.

Ele ressaltou que esses grupos vêm promovendo saques e violência contra os produtores rurais, tornando a Bahia uma “zona de guerra”.

“Esses grupos são quadrilhas organizadas que invadem propriedades. Estamos nos aproximando da safra do café e eles já estão roubando café verde de dentro das lavouras. A Bahia virou a Faixa de Gaza do Brasil”, disse Mello.

O ex-ministro da Cidadania João Roma reforçou que o crime organizado está explorando áreas produtivas de alto valor econômico, muitas vezes manipulando pessoas para que sejam identificadas como sem-terra ou indígenas, enquanto as terras são ocupadas ilegalmente sem intervenção efetiva das autoridades.

“Estamos atingindo um nível de risco muito alto, com a anuência de muitos que deveriam conter a situação. Existem formas de resolver o problema e a FPA atuará para impedir que esse cenário se agrave ainda mais”, afirmou Roma.

Cobrança por medidas urgentes do governo

A bancada ruralista também cobrou providências do governo federal. O deputado Zé Trovão (PL-SC) foi enfático ao afirmar que o Executivo precisa agir imediatamente para conter os invasores e evitar prejuízos ainda maiores ao agronegócio brasileiro.

“O governo federal precisa aparecer e acabar com tudo o que ele mesmo reforça. É inadmissível ver o governo paralisado enquanto os crimes acontecem. Se nós ficarmos aqui só na discussão do microfone, esses invasores vão tomar o nosso país”, declarou o parlamentar.

A FPA pretende pressionar o governo e as autoridades judiciais para que medidas concretas sejam tomadas a fim de garantir a segurança no campo e a proteção dos produtores rurais. O grupo já solicitou reuniões com o Tribunal de Justiça da Bahia e com o Conselho Nacional de Justiça para discutir o tema e buscar soluções efetivas para conter a escalada da violência no setor agropecuário.

A insegurança no campo e as dificuldades logísticas continuam sendo entraves para o desenvolvimento do agronegócio no Brasil. Com a proximidade da safra de café e outras culturas, a preocupação com novas invasões aumenta, exigindo respostas rápidas das autoridades para evitar prejuízos à produção e garantir a ordem nas regiões afetadas.



Source link

News

Frente fria vira o tempo com muita chuva nos próximos dias; saiba onde



Após um período de instabilidade intensa, uma nova frente fria está se aproximando do Sudeste, trazendo mais chuva para São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Espírito Santo. De acordo com a Climatempo, o sistema deve intensificar os temporais nos últimos dias do verão, com previsão de acumulados elevados e possibilidade de transtornos em diversas áreas.

Nos últimos dias, a passagem de uma frente fria já provocou mudanças significativas no tempo. Nas últimas 24 horas, Minas Gerais registrou volumes expressivos de chuva, com 72,6 mm em Boa Esperança e 71,1 mm em Juiz de Fora, segundo o Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden).

No Rio de Janeiro, algumas áreas de Magé receberam quase 50 mm de chuva. Já no Espírito Santo, o município de Rio Novo do Sul acumulou 56,6 mm no mesmo período.

São Paulo também foi impactado, com 77,5 mm em Brotas, além de chuvas significativas em cidades como Itapira (37 mm) e Itirapina (34,8 mm). Na Grande Belo Horizonte, os maiores acumulados foram de 54 mm em Ibirité e 36,4 mm em Ribeirão das Neves.

Nova frente fria aumenta instabilidade na reta final do verão

Com o outono começando oficialmente no dia 20 de março, às 6h01 (horário de Brasília), a chegada da nova frente fria promete mais dias de instabilidade. O sistema avança pela costa de São Paulo na quarta-feira (19) e segue em direção ao Rio de Janeiro, aumentando o risco de temporais nos quatro estados da região Sudeste.

Até o fim da semana, a previsão da Climatempor indica episódios de chuva forte em diversas localidades. No entanto, o tempo seco e quente ainda deve predominar no norte e noroeste de Minas Gerais e no norte do Espírito Santo, regiões que continuarão registrando temperaturas elevadas.

Capitais sob risco de temporais

As regiões metropolitanas de São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Vitória também estão no radar dos meteorologistas. Apenas entre os dias 18 e 19 de março, os acumulados podem chegar a:

  • Rio de Janeiro: 45 mm
  • São Paulo: 40 mm
  • Belo Horizonte: 50 mm
  • Vitória: 40 mm

A presença da nebulosidade e da chuva frequente ajudará a conter a elevação das temperaturas em grande parte do Sudeste. Porém, no noroeste de Minas Gerais, onde o tempo seco ainda predomina, o calor deve persistir com força.

Impactos e recomendações

Com a previsão de chuvas volumosas nos próximos dias, especialistas alertam para o risco de alagamentos, deslizamentos e transtornos em áreas urbanas. Moradores de regiões vulneráveis devem ficar atentos aos avisos meteorológicos e evitar deslocamentos durante temporais intensos.

A recomendação para os próximos dias é acompanhar a previsão do tempo e seguir as orientações da Defesa Civil. Com a transição do verão para o outono, a tendência é de mudanças mais frequentes no padrão climático, exigindo atenção redobrada.



Source link

News

Araucária gigante de 700 anos que tombou em temporal é clonada no Paraná


Uma araucária de aproximadamente 700 anos, considerada a maior do Paraná, foi clonada com sucesso por pesquisadores da Embrapa Florestas. A árvore, que tombou após um temporal, ganhou novas mudas que foram plantadas no município de Cruz Machado, onde estava originalmente.

O feito é inédito na pesquisa florestal brasileira e representa um avanço na conservação genética da espécie Araucaria angustifolia, símbolo da paisagem local.

A clonagem foi realizada por meio da técnica de enxertia, na qual brotos retirados da árvore original foram unidos a mudas jovens, garantindo que as novas plantas mantenham o mesmo material genético. O processo apresentou desafios, já que árvores tão antigas possuem menor capacidade de regeneração. Apesar disso, os cientistas conseguiram produzir quatro mudas viáveis, marcando um grande avanço para a biotecnologia florestal.

“Resgatar uma araucária tão antiga e conseguir cloná-la é uma conquista científica significativa. Essas mudas podem ajudar na preservação da espécie e até gerar benefícios econômicos para os produtores rurais”, comemora o pesquisador da Embrapa Ivar Wendling.

Por serem originárias de tecidos adultos, as novas plantas terão um porte menor, mas iniciarão a produção de pinhão mais cedo que uma árvore convencional, tornando-se uma alternativa viável para o manejo sustentável da espécie.

Plantio de muda da araucária feito por Terezinha de Jesus Wrubleski e pelo pesquisador Wendling | Foto: Kátia Pichelli/Embrapa

O processo de clonagem da araucária

A técnica de clonagem utilizada, conhecida como enxertia, envolve a inserção de brotos da árvore original em mudas já estabelecidas. Isso permite que os novos indivíduos cresçam mantendo as características genéticas da planta mãe, como resistência e produtividade. Esse método é particularmente importante para árvores antigas, cujos tecidos apresentam menor capacidade de regeneração.

A regeneração da araucária envolveu um trabalho minucioso. As mudas passaram por um período de crescimento controlado antes de serem plantadas em campo, onde precisarão de cuidados especiais nos primeiros anos. “Elas são mais sensíveis e exigem irrigação e monitoramento para garantir seu desenvolvimento saudável”, explica Wendling.

A clonagem também abre novas perspectivas para a conservação de outras árvores centenárias e ameaçadas. O pesquisador ressalta que a preservação genética da araucária pode contribuir para programas de reflorestamento e para a valorização econômica do pinhão, semente altamente nutritiva e apreciada na culinária regional.

Plantio das mudas e impacto ambiental

Duas das mudas clonadas foram plantadas em locais estratégicos. Uma delas foi levada de volta à propriedade rural de Terezinha de Jesus Wrubleski, onde a árvore original ficava. “Fico emocionada em ver essa nova árvore crescer no mesmo lugar da antiga. É como se ela estivesse renascendo”, afirma a produtora rural.

A segunda muda foi plantada no Colégio Agrícola de Cruz Machado, em um evento com estudantes, professores e autoridades locais. A iniciativa reforça a importância da educação ambiental na conservação da biodiversidade. Para o diretor da instituição, Anilton César Michels, a árvore servirá como ferramenta didática. “Esse é um marco para nossa escola. Acompanharemos de perto seu crescimento e o impacto do manejo sustentável da araucária”, diz.

O prefeito de Cruz Machado, Carlos Novak, destacou a relevância do projeto para a cidade. “Essa árvore faz parte da nossa história. A clonagem mostra como podemos unir ciência e preservação ambiental para garantir o futuro dessa espécie”. Já o secretário de Agricultura do município, Daniel Waligura, reforça o potencial econômico da araucária. “No passado, sua madeira era explorada. Agora, ela pode ser um ativo vivo, gerando renda sem necessidade de desmatamento”.

Perspectivas

Com o sucesso da clonagem, a Embrapa planeja expandir os estudos para outras espécies nativas e ameaçadas. O projeto prevê a doação de uma muda clonada para o governo do Paraná e a preservação de outra na coleção genética da Embrapa Florestas, garantindo que a árvore de 700 anos continue a ser estudada.

“Essa araucária tem um DNA único, e precisamos entender o que a tornou tão resistente ao longo dos séculos”, afirma Wendling. Além disso, a clonagem pode ser uma solução para agricultores que desejam investir na produção sustentável de pinhão.

A técnica utilizada não apenas preserva a genética da árvore original, mas também contribui para práticas sustentáveis na agropecuária, integrando a araucária em sistemas de cultivo diversificados. “Precisamos encontrar formas de conservar a espécie sem comprometer a economia rural”, conclui.



Source link

News

Importação chinesa de milho cai 97% no 1º bimestre do ano



As importações chinesas de milho alcançaram 1,8 milhão de toneladas em janeiro e fevereiro de 2025, volume 97,1% inferior ao registrado em igual intervalo de 2024, de acordo com dados divulgados nesta terça-feira (18) pelo Departamento de Alfândegas da China (Gacc, na sigla em inglês). O valor das importações do produto no bimestre foi de US$ 47,6 milhões.

Segundo a Gacc, os chineses importaram 1,1 milhão de toneladas de trigo no primeiro bimestre do ano, queda de 95,6% na comparação anual. No período, o valor das compras somou US$ 37,8 milhões.

As compras chinesas de soja do exterior totalizaram 13,61 milhões de toneladas em janeiro e fevereiro de 2025, alta de 4,4% ante igual período do ano passado. Em termos de valores, as importações de soja totalizaram US$ 6,3 bilhões nos dois primeiros meses deste ano.

De óleos vegetais, a China importou 900 mil toneladas nos dois primeiros meses de 2025, baixa de 25,7% na comparação com o primeiro bimestre do ano passado. Em valores, as importações somaram US$ 1,093 bilhões.

A China importou 260 mil toneladas de algodão em janeiro e fevereiro, recuo de 58,7% ante igual período de 2024. O valor desembolsado no primeiro bimestre deste ano foi de US$ 493,3 milhões.

As compras chinesas de óleo de palma atingiram 210 milhões de toneladas em janeiro e fevereiro de 2025, volume 44,9% menor do que o importado um ano antes. O valor das compras somou US$ 228,9 milhões neste ano.

De lácteos, 480 mil toneladas foram importadas pela China no primeiro bimestre, 9,3% a mais do que em igual período do ano passado. Em termos de valores, a importação atingiu US$ 2,06 bilhões.

As importações chinesas de açúcar somaram 90 mil toneladas de janeiro a fevereiro, queda de 93,3% ante o registrado no ano anterior. O valor desembolsado pela China foi de US$ 45,5 milhões.

No primeiro bimestre, ainda, as compras da China de fertilizantes foram de 2,50 milhões de toneladas, baixa de 12,4% antes de janeiro e fevereiro de 2024, segundo a Gacc. O valor das importações foi de US$ 769,2 milhões.

As compras chinesas de carne bovina no mercado internacional totalizaram 470 mil toneladas em janeiro e fevereiro, baixa de 11,3% ante igual período do ano passado. Em termos de valores, as compras da China foram de US$ 2,42 bilhões.

Já de carne suína, os chineses importaram 180 mil toneladas no primeiro bimestre, aumento de 12,5% na comparação com 2024. As importações do produto no período somaram US$ 383,1 milhões.



Source link

News

Anec eleva previsão de exportação de soja e farelo



A Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec) ampliou sua projeção para as exportações brasileiras de soja em grãos e farelo em março, mantendo estável a previsão para milho e aumentando significativamente a estimativa para trigo, de acordo com relatório divulgado nesta terça-feira (18).

Para a soja em grãos, a entidade agora trabalha com embarques entre 15 milhões e 16,13 milhões de toneladas, elevando o teto da estimativa em 1,4% em relação à projeção da semana anterior, que indicava volumes de até 15,9 milhões de toneladas. Se confirmado o limite superior da projeção, o volume representará aumento de 19% em comparação com março de 2024, quando foram exportadas 13,55 milhões de toneladas.

No caso do farelo de soja, a estimativa subiu para 2,6 milhões de toneladas, um acréscimo de 9,4% sobre os 2,38 milhões de toneladas previstos na semana passada. O novo volume projetado supera em 44,6% as 1,8 milhão de toneladas embarcadas em março do ano passado.

A projeção para as exportações de milho permaneceu praticamente estável em 413,4 mil toneladas, frente às 412,7 mil toneladas estimadas anteriormente. Mesmo sem variação significativa na previsão semanal, o volume continua expressivamente superior (+194%) às 140,6 mil toneladas exportadas em março de 2024.

Trigo

O destaque nas revisões foi o trigo, cuja estimativa saltou para 261,7 mil toneladas, representando um aumento de 70,3% sobre a projeção da semana anterior, que indicava 153,7 mil toneladas. Apesar dessa forte elevação semanal, o volume previsto ainda é 67,3% inferior às 799,1 mil toneladas embarcadas em março do ano passado.

Os dados semanais da Anec indicam que na semana encerrada em 15 de março foram embarcadas 3,15 milhões de toneladas de soja, 367 mil toneladas de farelo, 155 mil toneladas de milho e 69,1 mil toneladas de trigo. Esses números ficaram abaixo da previsão feita na semana anterior, quando a Anec projetava exportações de 4,3 milhões de toneladas de soja e 617,9 mil toneladas de farelo para esse período.

Embarques da soja

Para a semana atual (16 a 22 de março), o line-up portuário indica volumes de 4,33 milhões de toneladas de soja, 740,5 mil toneladas de farelo, 95,5 mil toneladas de milho e 36,9 mil toneladas de trigo.

O Porto de Santos mantém a liderança nos embarques, com 1,68 milhão de toneladas de soja programadas para o mês, um aumento de 5,7% em relação à programação da semana anterior. Paranaguá aparece em segundo lugar, com 712,4 mil toneladas de soja, uma redução de 2,3% em comparação aos 729,4 mil toneladas previstos anteriormente.



Source link

News

Fiscalização apreende mais de 30 mil litros de azeite adulterado



O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) desclassificou duas marcas de azeite de oliva por fraude. As ações de fiscalização foram conduzidas pelo Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Vegetal (Dipov). As amostras dos produtos foram analisadas pelo Laboratório Federal de Defesa Agropecuária e, com base nos resultados das análises físico-química dos produtos foram considerados impróprios para o consumo, resultando na apreensão de 30,99 mil litros de azeite de oliva.

Os produtos apreendidos foram das marcas Doma, de Santa Catarina, e vendidos na rede Comercial Zaffari Ltda e Azapa, de São Paulo, e comercializados na rede Master Sonda Hipermercados.

As análises confirmaram as presenças de outros óleos vegetais na composição dos produtos em desacordo com os requisitos da instrução normativa que regulamenta os padrões de qualidade e identidade do azeite de oliva. A comercialização desses produtos configura infração e os respectivos estabelecimentos poderão ser responsabilizados.

O presidente do Instituto Brasileiro de Olivicultura (Ibraoliva), Renato Fernandes, falou que as apreensões representam “um alento contra essa prática tão desleal, onde o consumidor acaba sendo enganado, achando que compra um azeite de primeira qualidade, mas que, na verdade, está levando um produto de segunda e às vezes até impróprio para o consumo”, alerta.

Por outro lado, Fernandes ressalta a necessidade de um incremento das análises sensoriais por parte do laboratório do Ministério da Agricultura.

“Somente o laboratório sensorial é capaz de ser categórico na definição do azeite extravirgem. Então, pedimos e solicitamos encarecidamente que o Mapa execute as análises sensoriais constantemente, porque, dessa forma, teremos a convicção de que não serão só duas marcas e nem só duas redes; muito mais marcas importantes que estão no mercado e muito mais redes do supermercado serão autuadas e terão seus produtos apreendidos”, explicou.

Segundo o dirigente, há evidências já comprovadas de que a grande maioria das marcas que estão sendo vendidas hoje no Brasil, são adulteradas na sua classificação de rótulo como azeite extravirgem e na verdade são virgem.

O Ministério da Agricultura reforça que os consumidores que adquiriram essas marcas adulteradas devem buscar a substituição, conforme previsto no Código de Defesa do Consumidor. Denúncias podem ser feitas por meio do canal oficial Fala.BR, indicando o local da compra.



Source link

News

Bahia registra o maior número de bovinos abatidos em 29 anos



Em 2024, a Bahia registrou o maior número de bovinos abatidos nos 29 anos de série histórica iniciada em 1997, do IBGE, com crescimento consecutivo pela terceira vez, com 15,5% a mais do que em 2023.

Os dados divulgados nesta terça-feira (18), mostram que o abate bovino chegou a 1.412.864 animais, um acréscimo de 189.487 cabeças.

Com isso, a Bahia bateu o recorde de número de bovinos abatidos, ficando 2,9% acima (+ 40.169 animais) da marca anterior, registrada em 2014.

No Brasil, em 2024, o abate de bovinos registrou alta de 15,2% e chegou a 39,27 milhões de cabeças abatidas, 5,17 milhões a mais do que em 2023 e também o maior resultado na série histórica da pesquisa.

Nacionalmente, o aumento do abate foi acompanhado de exportações recordes de carne bovina in natura (2,55 milhões de toneladas), registradas pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex), e pela estabilidade no preço médio da arroba (Cepea/Esalq).

Mato Grosso continuou líder no abate de bovinos em 2024, com 18,1% de participação no total nacional.

Além disso, a Bahia manteve os 3,6% já registrados em 2023, mas subiu da 11ª para a 10ª posição entre os estados.


Siga o Canal Rural Bahia no Instagram! Você também pode participar deixando uma sugestão de pauta. Clique aqui e envie uma mensagem para o nosso WhatsApp!





Source link

News

Anec eleva previsão de exportação de soja e farelo



A Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec) ampliou sua projeção para as exportações brasileiras de soja em grãos e farelo em março, mantendo estável a previsão para milho e aumentando significativamente a estimativa para trigo, de acordo com relatório divulgado nesta terça-feira (18).

Para a soja em grãos, a entidade agora trabalha com embarques entre 15 milhões e 16,13 milhões de toneladas, elevando o teto da estimativa em 1,4% em relação à projeção da semana anterior, que indicava volumes de até 15,9 milhões de toneladas. Se confirmado o limite superior da projeção, o volume representará aumento de 19% em comparação com março de 2024, quando foram exportadas 13,55 milhões de toneladas.

No caso do farelo de soja, a estimativa subiu para 2,6 milhões de toneladas, um acréscimo de 9,4% sobre os 2,38 milhões de toneladas previstos na semana passada. O novo volume projetado supera em 44,6% as 1,8 milhão de toneladas embarcadas em março do ano passado.

A projeção para as exportações de milho permaneceu praticamente estável em 413,4 mil toneladas, frente às 412,7 mil toneladas estimadas anteriormente. Mesmo sem variação significativa na previsão semanal, o volume continua expressivamente superior (+194%) às 140,6 mil toneladas exportadas em março de 2024.

Trigo

O destaque nas revisões foi o trigo, cuja estimativa saltou para 261,7 mil toneladas, representando um aumento de 70,3% sobre a projeção da semana anterior, que indicava 153,7 mil toneladas. Apesar dessa forte elevação semanal, o volume previsto ainda é 67,3% inferior às 799,1 mil toneladas embarcadas em março do ano passado.

Os dados semanais da Anec indicam que na semana encerrada em 15 de março foram embarcadas 3,15 milhões de toneladas de soja, 367 mil toneladas de farelo, 155 mil toneladas de milho e 69,1 mil toneladas de trigo. Esses números ficaram abaixo da previsão feita na semana anterior, quando a Anec projetava exportações de 4,3 milhões de toneladas de soja e 617,9 mil toneladas de farelo para esse período.

Embarques da soja

Para a semana atual (16 a 22 de março), o line-up portuário indica volumes de 4,33 milhões de toneladas de soja, 740,5 mil toneladas de farelo, 95,5 mil toneladas de milho e 36,9 mil toneladas de trigo.

O Porto de Santos mantém a liderança nos embarques, com 1,68 milhão de toneladas de soja programadas para o mês, um aumento de 5,7% em relação à programação da semana anterior. Paranaguá aparece em segundo lugar, com 712,4 mil toneladas de soja, uma redução de 2,3% em comparação aos 729,4 mil toneladas previstos anteriormente.



Source link

News

O progresso da colheita de soja no Sul do país



A colheita da safra 2024/25 de soja no Paraná alcançou 81% da área cultivada de 5,768 milhões de hectares, conforme informações do Departamento de Economia Rural (Deral) da Secretaria de Agricultura do estado. O número fica abaixo dos 5,785 milhões de hectares cultivados na safra anterior, 2023/24.

No Paraná e no estado de Santa Catarina, embora as chuvas não sejam volumosas, há previsão de temporais com fortes rajadas de vento e queda de granizo, exigindo atenção redobrada dos produtores. Já no Rio Grande do Sul, o tempo quente e seco favorece a colheita da soja, mas pode impactar as lavouras em fase final de desenvolvimento.

  • Fique por dentro das novidades e notícias recentes sobre a soja! Participe da nossa comunidade através do link! 🌱

A condição das lavouras do estado

De acordo com o Deral, 87% das lavouras de soja do estado estão em boas condições, 12% apresentam condição média e 1% está em estado ruim. Em comparação com o relatório anterior, divulgado em 10 de março, houve uma melhora na classificação das lavouras: na época, 82% estavam boas, 16% em condição média e 2% eram consideradas ruins.

Fases de desenvolvimento da soja

Atualmente, 15% das lavouras ainda estão na fase de frutificação, enquanto 85% encontram-se em maturação. No levantamento anterior, esses percentuais eram de 24% e 76%, respectivamente.

Produtividade e produção

A produtividade média da safra 2024/25 foi estimada em 3.673 quilos por hectare, superando os 3.200 quilos registrados na safra passada. Com isso, a produção total de soja no Paraná deve atingir 21,189 milhões de toneladas, representando um aumento de 14% em relação à safra 2023/24, que teve uma produção de 18,509 milhões de toneladas.



Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Milho dispara e se aproxima de R$ 90/saca em meio a preocupações com a safrinha


Os preços do milho seguem em alta na maioria das regiões acompanhadas pelo Cepea, impulsionados por estoques reduzidos e demanda aquecida pelo cereal. De acordo com o boletim informativo do Cepea, na semana passada, o Indicador ESALQ/BM&FBovespa (Campinas – SP) atingiu níveis próximos de R$ 90 por saca de 60 kg, patamar nominal registrado pela última vez em abril de 2022.

A oferta restrita tem sido um fator determinante para a valorização do milho. Segundo dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), os estoques iniciais da temporada 2024/25 foram revisados para baixo, totalizando apenas 2,04 milhões de toneladas, inferior às 2,1 milhões de toneladas projetadas em fevereiro e muito abaixo das 7,2 milhões de toneladas registradas no ciclo 2023/24. Isso significa que o estoque atual representa apenas 2,4% do consumo anual estimado para o mercado interno, que deve alcançar 86,97 milhões de toneladas neste ciclo.

Fatores de alta no mercado

A combinação de baixos estoques com a firme demanda industrial e de exportação tem elevado as cotações do cereal. A indústria de ração animal, principal consumidora do milho, segue pressionando o mercado, enquanto os embarques ao exterior mantêm um ritmo forte, sustentando os preços.

Além disso, as incertezas climáticas sobre a safrinha — responsável por grande parte da produção anual do país — geram especulação no mercado, o que também contribui para a alta nos preços. Investidores e compradores monitoram de perto as condições climáticas no Centro-Oeste e no Sul, principais polos produtores do milho segunda safra.

Perspectivas para os próximos meses

O cenário para os próximos meses dependerá do avanço da colheita da safrinha e da reposição dos estoques internos. Caso a oferta não aumente, a tendência de alta nos preços pode se manter, impactando tanto os custos da cadeia produtiva de proteínas animais quanto os preços ao consumidor final.

A expectativa do mercado agora recai sobre a definição da produção da segunda safra, que deve ganhar ritmo nas próximas semanas. Enquanto isso, compradores seguem atentos aos movimentos do mercado, avaliando o melhor momento para novas aquisições.





Source link