segunda-feira, maio 25, 2026

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Cotação do trigo sobe em Chicago e no Brasil


As cotações do trigo registraram alta nesta semana, tanto no mercado internacional quanto no Brasil. De acordo com dados da Central Internacional de Análises Econômicas e de Estudos de Mercado Agropecuário (CEEMA) referente a semana de (14/03 a 20/03), o bushel encerrou o pregão de quinta-feira (20) cotado a US$ 5,57 em Chicago, acima dos US$ 5,47 da semana anterior. Desde o início de março, o preço subiu de US$ 5,18 para US$ 5,68.

No mercado interno, a escassez de produto de qualidade impulsionou os preços. No Rio Grande do Sul, as médias de balcão variaram entre R$ 71,00 e R$ 73,00 por saca, enquanto no Paraná, os valores oscilaram entre R$ 77,00 e R$ 78,00. Com a valorização do real nas últimas semanas, compradores têm aumentado as importações.

A Conab projeta um crescimento de 15,6% na produção de trigo em 2025, alcançando 9,1 milhões de toneladas, desde que as condições climáticas sejam favoráveis. A produtividade deve aumentar 18%, chegando a 3.040 quilos por hectare, enquanto a área plantada pode recuar 2,1%, refletindo incertezas climáticas e de mercado. No Rio Grande do Sul, a área pode cair 3,8%, e no Paraná, 2,3%. Caso o clima não favoreça a cultura, a produção pode permanecer no nível do ano passado, 7,9 milhões de toneladas.

Dados preliminares da balança comercial indicam que, em fevereiro de 2025, o Brasil importou 336,6 mil toneladas de trigo em 15 dias úteis, enquanto as exportações somaram 567,1 mil toneladas no mesmo período. Para a safra 2025/26, a projeção de importação caiu de 5,8 milhões para 5,6 milhões de toneladas, desde que a produção nacional atinja a estimativa de 9,1 milhões de toneladas. Os estoques finais podem encerrar o período em 1,73 milhão de toneladas, conforme o divulgado pela Ceema.


 





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produtividade média do feijão é reestimada



As lavouras seguem com alto potencial produtivo no Rio Grande do Sul




Foto: Pixabay

A colheita do feijão 1ª safra no Rio Grande do Sul alcançou 65% da área cultivada, segundo o Informativo Conjuntural da Emater/RS-Ascar, divulgado nesta quinta-feira (20). As lavouras de semeadura tardia, localizadas nos Campos de Cima da Serra, ainda estão em fase inicial de colheita. Para otimizar o processo, a dessecação tem sido intensificada, garantindo maior uniformidade na maturação.

As lavouras seguem com alto potencial produtivo, com estimativas de rendimento médio em 2.400 kg/ha, podendo ultrapassar 3.000 kg/ha em algumas áreas. Para a safra 2024/2025, a Emater/RS-Ascar reestimou a área cultivada para 27.149 hectares, enquanto a produtividade média no Estado foi ajustada para 1.838 kg/ha.

No mercado, o preço do feijão registrou alta de 14,01% na última semana. Conforme o levantamento da Emater/RS-Ascar, a saca de 60 quilos passou de R$ 230,00 para R$ 262,22.





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Fim de semana começa com sol, mas há chance de temporal; veja a previsão do tempo



O fim de semana marca o início do outono com condições de tempo variadas pelo Brasil. Segundo o meteorologista Arthur Müller, do Canal Rural, o sábado (22) será de tempo firme em grande parte do país, especialmente no Sul, Mato Grosso do Sul, São Paulo e Bahia.

No entanto, o domingo (23) deve trazer de volta os temporais em áreas do Centro-Sul, incluindo São Paulo, Paraná e Mato Grosso do Sul, devido à atuação de um cavado — sistema que favorece a formação de nuvens carregadas.

A previsão para o sábado é positiva para quem precisa finalizar a colheita ou iniciar o plantio do milho segunda safra. As temperaturas máximas devem oscilar entre 27 °C e 30 °C, cenário considerado ideal para os trabalhos em campo.

Apesar disso, em Goiás e no Triângulo Mineiro há previsão de temporais localizados, com potencial para ventos intensos, com possível queda de granizo em áreas de Minas Gerais.

Já no domingo, a mudança no padrão do tempo exige cautela. O avanço de instabilidades no interior do Brasil pode provocar temporais em áreas que no sábado ainda estavam com céu limpo.

“Apesar de não ser uma chuva volumosa, é uma condição de risco, especialmente para quem trabalha no campo”, alerta Müller.

O litoral brasileiro segue com temperaturas elevadas e sol entre nuvens, com termômetros chegando aos 30 °C.



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Cursos de capacitação abrem portas do agro para mulheres


Uma iniciativa da Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa) em parceria com o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar), ofereceu neste mês de março, em que se comemora o Dia Internacional da Mulher, um curso de capacitação com duas turmas compostas apenas por mulheres.

As aulas do curso de empilhadeira aconteceram em Luís Eduardo Magalhães, no Oeste da Bahia e abriu portas para mulheres nunca tiveram contato com o agro ou sempre quiseram, mas só faltava a oportunidade.

A auxiliar administrativo, Eliane Barbosa, contou que sempre quis operar máquinas e gostou da sensação. “É a primeira vez e a sensação é muito boa, viu? Senti frio no pé da barriga, mas foi bom”, disse.

São mulheres simples, trabalhadoras, mães de família. A Shirley Costa, é uma delas e há quatro anos, divulga as oportunidades em comunidades com o projeto social “Mulheres Protagonistas” em Luís Eduardo Magalhães.

“É um projeto focado na mulher da comunidade, porque há também essa dificuldade dessa comunicação, dessa divulgação de projetos voltados a capacitação profissional dessas mulheres. e o projeto? ele tem sido uma ponte entre a comunidade e o setor privado, né?”, disse a idealizadora do projeto social, Shirley Costa.

Centro de treinamento da Abapa, ao lado do Complexo da Bahia Farm ShowCentro de treinamento da Abapa, ao lado do Complexo da Bahia Farm Show
Centro de treinamento da Abapa em Luís Eduardo Magalhães (BA) | Imagem: Guilherme Soares/ Canal Rural Bahia

No Centro de Treinamento da Abapa, mais de 3 mil mulheres foram capacitadas em cursos agroindustriais nos últimos 15 anos.

De acordo com um estudo do Cepea e CNA, no primeiro trimestre de 2023, as mulheres do agronegócio representavam 23,41% do total de mulheres trabalhando no Brasil, um crescimento de 1,3% em relação ao mesmo período do ano anterior, número que com a qualificação profissional, pode crescer ainda mais.

Cleuma Francisca é auxiliar de serviços gerais e está se especializando no terceiro curso profissional. E ela quer mais: “É o meu terceiro curso. Estou fazendo de empilhadeira, já fiz o de trator e também fiz o de pá carregadeira e ainda quero fazer de pulverização e colheitadeira”, conta.

Capacitação

Segundo o gerente do centro de treinamento, Douglas Fernandes, desde que o local foi inaugurado em 2010, mais de 115 mil pessoas foram alcançadas, seja por intermédio de cursos de capacitação, qualificação profissional, aperfeiçoamento, dentre outras áreas.

Além disso, ele ressaltou a importância de enfatizar o curso com turmas compostas apenas por mulheres.

“A ente percebeu que era importante dar uma ênfase, principalmente no mês da mulher, sobre essas oportunidades, para que elas pudessem perceber o quanto elas, sim, têm oportunidade de trabalho dentro das unidades de produção.”, disse Fernandes.

No curso de empilhadeira exclusivo para as elas, a expectativa é de um futuro de novas oportunidades, como para a manicure, Rute França, que mora em Barreiras (BA) e viajou mais de 80 quilômetros para se especializar em algo novo.

“Eu acredito que a profissão hoje não tem gênero e graças a Deus estamos conseguindo ver isso de forma mais seletiva, por mais que alguns lugares ainda tenham muito impedimento. Mas o mercado está abrindo as portas para as mulheres e a gente tem que começar a agregar isso.“, disse.

Independente das histórias de vida, um coisa é certa: elas são suaves como uma pluma, valiosas, como o ouro branco da bahia e sobretudo fortes, como o agro brasileiro.  

Determinada, Cleuma Francisca deixou um recado para todas as mulheres, que muitas vezes são inferiorizadas e reprimidas ao tentarem algo que comumente é executado apenas por homens.

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Cleuma Francisca durante aula do curso de empilhadeira | Imagem: Guilherme Soares/ Canal Rural Bahia

Não desistam, procurem seu lugar na sociedade, se integrar… Por que nós somos capazes, nós podemos também. Se o homem pode, porque a mulher não pode? Nós temos que ocupar nosso lugar também”, disse.

Outros cursos de capacitação gratuitos também estão disponíveis para todos os públicos. Para saber mais informações, clique aqui.


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Confira os preços de soja, trigo e milho


A TF Agroeconômica informa que a soja opera com leve alta nesta manhã em Chicago, cotada a US$ 1.013,75 por bushel para maio (+0,75), refletindo a safra recorde do Brasil e incertezas sobre tarifas comerciais nos EUA. No mercado interno, o preço subiu 0,41% no dia, para R$ 133,32 por saca, mas acumula queda de 0,82% no mês, pressionado pela colheita. No Paraguai, a saca vale US$ 363,50 para março e US$ 369,75 para julho.  

“A soja está sendo negociada com leves flutuações nesta manhã em Chicago. No Brasil, os preços estão em leve alta no curto prazo (aproveite todas as altas para fixar preço), mas em queda no mês, pressionados pela entrada da safra”, comenta.

O milho segue a tendência da soja, com negociações cautelosas diante da escalada tarifária nos EUA. O contrato para maio na CBOT caiu US$ 2,0, para US$ 467,0 por bushel. No Brasil, o milho na B3 caiu 3,31%, para R$ 80,33 por saca, enquanto o indicador Cepea registra leve recuo diário de 0,11%, mas alta de 2,96% no mês, cotado a R$ 90,08. A previsão de chuvas leves no Centro-Oeste aumenta a pressão sobre os preços.  

“Assim como a soja, o milho está sendo negociado com leves flutuações em Chicago, com os traders permanecendo cautelosos devido aos riscos representados pela escalada tarifária, que, dependendo do resultado, pode mudar radicalmente o comércio como o conhecíamos há alguns meses”, completa.

O trigo apresenta recuperação nos EUA após quedas anteriores, com ajustes de posição dos fundos e expectativas para o dia D das tarifas recíprocas em 2 de abril. O contrato de maio na CBOT caiu US$ 1,25, para US$ 556,0 por bushel. No Brasil, os preços seguem em alta, com o Paraná registrando R$ 1.526,50 por tonelada (+0,44% no dia) e o Rio Grande do Sul R$ 1.423,46 (+1,11% no dia, +6,46% no mês).

“No entanto, a desaceleração nos embarques de trigo da Rússia é um fator positivo, devido a uma combinação de margens negativas para exportadores e estoques em queda. No Brasil os preços estão subindo mais no RS do que no PR devido à maior disponibilidade de matéria-prima”, conclui.

 





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adoção do E30 deve aumentar demanda pelo anidro em 16,2%, estima Bioind MT



A possível elevação da mistura de etanol anidro na gasolina para 30% (E30) pode impulsionar em 16,2% a produção do biocombustível no Brasil a partir da safra 2025/26, segundo relatório das Indústrias de Bionergia de Mato Grosso (Bioind MT).

A mudança, que já passa por testes na indústria automotiva, poderá elevar a demanda do etanol anidro para 14,76 bilhões de litros no período, acréscimo de 2,06 bilhões de litros em relação ao volume atual.

Atualmente, a mistura obrigatória de etanol anidro na gasolina é de 27%, o que gera uma demanda de 12,7 bilhões de litros do biocombustível. Com a possível mudança, Mato Grosso – maior produtor de etanol de milho do país – deve ter um impacto significativo, com um aumento estimado de 445,95 milhões de litros na demanda.

A implementação do E30 depende da conclusão dos testes técnicos, prevista para março, e da avaliação do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE).

“A previsibilidade regulatória e o avanço de políticas públicas como o Combustível do Futuro são fundamentais para garantir segurança aos investidores e estimular a competitividade do setor”, disse, na nota, o diretor executivo do Bioind MT, Giuseppe Lobo.



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Conab antecipa prazo de exercício de Contrato de Opção de Venda de arroz



A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) antecipou para o fim de abril o prazo de exercício de contrato de venda de arroz adquirido por agricultores.

“A companhia poderá antecipar a compra do grão adquirido por Contratos de Opção de Venda (COV) de agosto para o final do próximo mês, com pagamento de 20% acima do preço mínimo, carregado pelos custos logísticos e financeiros da colheita até a entrega do produto”, informou em nota.

O governo federal abriu um crédito extraordinário para a realização da medida que tem como objetivo garantir renda ao produtor, estimular a produção para atender o consumo interno e formar estoques públicos.

Os contratos foram negociados em três leilões públicos realizados em dezembro passado. Ao todo foram firmados 3.396 contratos, com negociação de cerca de 91,7 mil toneladas de arroz. A maior parte da negociação foi realizada no Rio Grande do Sul.

As produtoras e os produtores gaúchos são responsáveis pela contratação de 58.455 toneladas do cereal, o que corresponde a 63,75% do total negociado. Os produtores gaúchos que optarem pela venda antecipada no início de maio receberão R$ 82,85 por saca.

A oferta inicial foi de R$ 87,62, mas há um desconto pela diferença no período de carregamento logístico e financeiro do produto, explica a estatal. Mato Grosso é responsável por 31,54% dos lotes arrematados nos leilões. Foram 1.071 contratos negociados, o que representa um volume de aproximadamente 28,92 mil toneladas do grão.

Os agricultores e agricultoras mato-grossenses que decidirem vender no início de junho o produto negociado com a Conab irão receber R$ 99,98. Se a venda for realizada no prazo final do contrato firmado, o valor a ser pago pela Conab pela saca será de R$ 107,84.



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semana termina com preços firmes; veja cotações



O mercado físico do boi gordo encerrou a semana apresentando algumas negociações acima da referência média. O fato é que a menor disponibilidade de fêmeas no decorrer da segunda quinzena de março resultou no encurtamento das escalas de abate.

De acordo com a consultoria Safras & Mercado, é importante mencionar que no mercado mineiro o rápido avanço dos preços promoveu a evolução das escalas de abate, o que resultou em mudança de comportamento da indústria que atua no estado, reduzindo os preços na compra de gado.

Por outro lado, segue muito bom o desempenho das exportações de carne bovina, com um recorde de embarques previsto para a atual temporada ajudando a enxugar a oferta doméstica, disse o analista da Consultoria Safras & Mercado Fernando Henrique Iglesias.

Preços médios da arroba de boi gordo hoje

  • São Paulo: R$ 314,33
  • Goiás: R$ 303,57
  • Minas Gerais: R$ 303,24
  • Mato Grosso do Sul: R$ 303,98
  • Mato Grosso: R$ 300,03.

Atacado

O mercado atacadista se depara com preços firmes. Durante o restante do mês, há menor espaço para novos reajustes, considerando o desaquecimento da demanda no período em questão. Soma-se a isso a preferência da população por proteínas de menor valor agregado, a exemplo da carne de frango, ovos e embutidos em geral, pontuou Iglesias.

O quarto traseiro ainda é precificado a R$ 25,50 o quilo. O quarto dianteiro ainda é cotado a R$ 18,50 o quilo. A ponta de agulha permanece no patamar de R$ 17 o quilo.



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Soja tem cotações variadas no Brasil; veja onde o preço subiu



O mercado brasileiro de soja teve preços mistos nesta sexta-feira (21). O dólar subiu enquanto a Bolsa de Chicago operou no campo negativo, com baixa liquidez. Apesar de algumas oportunidades para negócios, não foram reportados grandes volumes, com a comercialização se mantendo moderada. Segundo a consultoria Safras & Mercado, ao longo da semana, volumes foram negociados no Brasil, com os prêmios sustentando o quadro do mercado físico.

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Preços da soja

  • Em Passo Fundo (RS), subiu de R$ 127,00 para R$ 129,00
  • Em Santa Rosa (RS), aumentou de R$ 128,00 para R$ 130,00
  • No Porto de Rio Grande, avançou de R$ 133,00 para R$ 135,00
  • Em Cascavel (PR), caiu de R$ 128,00 para R$ 127,00
  • No Porto de Paranaguá (PR), manteve em R$ 134,00
  • Em Rondonópolis (MT), seguiu em R$ 115,50.
  • Em Dourados (MS), subiu de R$ 117,50 para R$ 118,00
  • Em Rio Verde (GO), permaneceu em R$ 113,00

Soja em Chicago

Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a quinta-feira com preços mistos. Em dia volátil e após quatro sessões consecutivas de perdas, o mercado tentou uma recuperação técnica, mas o movimento não encontrou força.

A indefinição sobre as tarifas do governo Trump, o fraco resultado das exportações semanais e a ampla oferta da América do Sul limitaram a reação. Os agentes seguem posicionando carteiras, aguardando o relatório de intenção de plantio nos Estados Unidos, que será divulgado no dia 31.

Importações e exportações

As importações de soja dos Estados Unidos pela China subiram forte nos dois primeiros meses de 2025, na comparação com o mesmo período do ano anterior. O aumento se deve, principalmente, ao efeito Donald Trump, onde as preocupações com tarifas mais altas levaram a uma corrida às compras.

A China, maior compradora mundial de soja, trouxe 9,13 milhões de toneladas da oleaginosa dos Estados Unidos em janeiro e fevereiro, avanço de 84,1% em relação ao mesmo período do ano anterior, quando somou 4,96 milhões de toneladas, segundo a Administração Geral da Alfândega.

Do Brasil, foram importadas 3,59 milhões de toneladas no acumulado de 2025, ante 6,79 milhões de toneladas no mesmo momento do ano passado, queda de 48,4%. A retração refletiu o atraso no plantio e a consequente colheita mais tardia no país, abrindo mais espaço para o produto norte-americano.

As exportações líquidas norte-americanas de soja, referentes à temporada 2024/25, com início em 1º de setembro, ficaram em 352.600 toneladas na semana encerrada em 13 de março. A China liderou as importações, com 269.900 toneladas.

Para a temporada 2025/26, foram mais 100 toneladas. Analistas esperavam exportações entre 400 mil e 950 mil toneladas, somando-se as duas temporadas.

Contratos futuros da soja

Os contratos da soja em grão com entrega em maio fecharam com alta de 4,75 centavos de dólar ou 0,47% a US$ 10,13 por bushel. A posição julho teve cotação de US$ 10,25 1/4 por bushel, ganho de 3,75 centavos ou 0,36%.

Nos subprodutos, a posição maio do farelo fechou com baixa de US$ 0,60 ou 0,20% a US$ 297,10 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em maio fecharam a 42,71 centavos de dólar, com alta de 0,35 centavo ou 0,82%.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão em alta de 0,69%, negociado a R$ 5,7157 para venda e a R$ 5,7137 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,6813 e a máxima de R$ 5,7338. Na semana, a moeda teve valorização de 0,33%.



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Governo e BNDES destinam R$ 150 milhões para reflorestar assentamentos


O segundo edital do Restaura Amazônia foi lançado nesta sexta-feira (21), Dia Mundial das Florestas. Ele irá contemplar projetos de recomposição da vegetação nativa em assentamentos no chamado Arco do Desmatamento, região que se estende do leste do Maranhão ao Acre. Nessa etapa, serão destinados R$ 150 milhões para 27 projetos de até R$ 5 milhões.

As inscrições podem ser feitas até o dia 21 de junho. As propostas poderão ser apresentadas por entidades sem fins lucrativos, como institutos, fundações associações e cooperativas, constituídas há, pelo menos, dois anos. Os projetos podem ser desenvolvidos por instituições consorciadas, com o apoio de parceiras públicas como universidades, órgãos municipais e estaduais.

O programa dos ministérios do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) e do Desenvolvimento Agrário (MDA), com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), pretende restaurar seis milhões de hectares de floresta nativa, retirando 1,65 bilhão de toneladas de CO² da atmosfera até 2030.

Segundo a ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, o objetivo principal é restaurar as florestas de uma forma produtiva e sustentável, não apenas do ponto de vista ambiental, mas também do social.

“As florestas na América do Sul são responsáveis por mais de 70% do nosso PIB [Produto Interno Bruto], porque elas são um grande abrigo de biodiversidade. A biodiversidade é responsável por 70% do nosso PIB”, disse.

Os recursos para investimento nos projetos do segundo edital serão integralmente do Fundo Amazônia e não reembolsáveis. Ao todo serão investidos R$ 450 milhões em quatro editais destinados às unidades de conservações, terras indígenas e quilombolas, áreas públicas não destinadas e propriedades da agricultura familiar.

O BNDES é gestor do Fundo Amazônia. “Com esse novo edital, estamos direcionando R$ 150 milhões para projetos que vão promover prioritariamente a restauração ecológica e produtiva de áreas degradadas dos assentamentos e fortalecer a agricultura familiar. Esse é um modelo que mostra que desenvolvimento sustentável não é só possível, mas essencial para a Amazônia”, afirmou o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante.

De acordo com o ministro do Desenvolvimento Agrário, Paulo Teixeira, durante o processo de inscrição, serão realizados encontros virtuais e capacitações dos atores sociais de toda a região para que possam inscrever seus projetos.

“Serve para os assentados, mas o entorno desses assentamentos também tem agricultura familiar, quilombolas e indígenas que podem pleitear de maneira consorciada”, reforça o ministro.

Para esse edital, os recursos serão destinados a três macrorregiões, sendo a primeira constituível pelos estados do Amazonas, Acre e de Rondônia, a segunda por Mato Grosso e Tocantins e a terceira formada por Pará e Maranhão. Cada uma terá disponível R$ 46 milhões.

As propostas deverão incluir áreas com mais de 1 mil hectares de área degradada e que sejam constituídas de 50% a 80% por vegetação nativa. Também serão considerados o potencial de regeneração natural e a presença de microbacias prioritárias para recomposição da água.

Áreas de pastagens degradadas com baixa aptidão agrícola e com vulnerabilidade de serviços ecossistêmicos e espécies ameaçadas também serão priorizadas no processo de seleção dos projetos.

Os contemplados terão o prazo de 48 meses para a execução dos projetos, sendo metade para implantação e a outra metade para acompanhamento.



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