Durante o mês dedicado à saúde feminina, o Instituto Ovos Brasil (IOB) destaca os benefícios do ovo como um aliado essencial na nutrição da mulher. Rico em proteínas, vitaminas e minerais, o alimento contribui para o equilíbrio hormonal, fortalecimento ósseo e a saúde da pele, cabelos e unhas. Além disso, sua versatilidade permite um consumo fácil em diversas refeições do dia.
Segundo Lúcia Endriukaite, nutricionista do IOB, a presença de vitaminas A, D, E e K, além de minerais como ferro, zinco e selênio, faz do ovo um alimento completo e acessível. Ele auxilia na produção de serotonina, ajudando no bem-estar durante a TPM, e é fundamental na gestação, devido à colina e ao ácido fólico, essenciais para o desenvolvimento fetal. Já na menopausa, a vitamina D do ovo favorece a absorção de cálcio, prevenindo a osteoporose e preservando a massa muscular.
“A combinação de proteínas, vitaminas lipossolúveis (A, D, E e K) e minerais como ferro, zinco e selênio torna o ovo um alimento completo e acessível, ideal para apoiar as necessidades nutricionais da mulher ao longo da vida”, explica.
Além dos benefícios para a saúde, o ovo também contribui para a estética feminina. Sua alta concentração de biotina e aminoácidos fortalece unhas e cabelos, além de promover a regeneração celular da pele. E apesar dos mitos, pesquisas já comprovaram que o consumo regular de ovos não eleva o risco de doenças cardiovasculares quando inserido em uma dieta equilibrada.
“A vitamina D presente no ovo é essencial para a absorção de cálcio, ajudando a prevenir a osteoporose. Além disso, suas proteínas contribuem para a manutenção da força muscular, reduzindo o risco de quedas”, destaca a nutricionista. “No café da manhã, ele auxilia na manutenção dos níveis de energia e controle da glicemia. No lanche da tarde, promove saciedade e contribui para uma alimentação equilibrada”, recomenda Lúcia.
A produção de azeite de oliva no Rio Grande do Sul tem mais uma safra em baixa. O clima impactou os olivais que estão com poucos frutos. Cerca de 100 municípios gaúchos cultivam oliveiras. No ano passado, a enchente histórica que devastou grande parte do estado e chuvas na época da floração do fruto, com episódios de granizo, vão influenciar os números, reduzindo o resultado da produção neste ano.
Para se ter uma ideia do prejuízo, em 2023, a produção no estado atingiu 580 mil litros de azeite, no ano seguinte o número desabou e alcançou 192 mil litros. Em 2025, a expectativa é chegar a 300 mil litros do produto.
A olivicultora Paula Becker disse à repórter do Canal Rural, Eliza Maliszewski, que o solo da propriedade onde cultiva oliveiras foi prejudicado pelo clima.
A jornalista do Canal Rural viajou até a cidade de Encruzilhada do Sul, município com a maior área de cultivo de oliva no Rio Grande do Sul e conversou com produtores e representantes das indústrias.
Azeite importado
O setor também está preocupado com a isenção de taxa para importação de azeites anunciada pelo governo federal, o que pode provocar uma enxurrada de produtos importados. Para o presidente do Instituto Brasileiro de Olivicultura (Ibraoliva), Renato Fernandes, destaca que a medida (isenção aos importados) poderia ser investida no azeite brasileiro.
Alternativas para os produtores
Produtores buscam alternativas para não perder o mercado conquistado, como restringir vendas para mercados menores, além disso, alguns apostam o Olivi Turismo para agregar valor à safra, apesar dos desafios.
Uma nova metodologia desenvolvida por cientistas brasileiros e italianos está revolucionando a forma de identificar milho transgênico. Combinando espectroscopia de plasma induzida por laser (Libs) e algoritmos de aprendizado de máquina (machine learning), pesquisadores da Embrapa e de quatro universidades brasileiras, junto a um instituto da Itália, criaram um sistema rápido, acessível e preciso para diferenciar grãos modificados geneticamente de variedades convencionais.
Atualmente, a detecção de alimentos transgênicos é feita com a técnica de PCR (reação em cadeia da polimerase), um método preciso, mas caro e demorado. O novo sistema busca ser uma alternativa eficiente, sobretudo em contextos onde agilidade e baixo custo são cruciais, como nos processos de fiscalização, exportação e certificação.
Como funciona a técnica
A técnica Libs analisa a composição elementar dos grãos, identificando elementos como carbono, nitrogênio, ferro e potássio. O grande desafio foi encontrar marcadores específicos entre amostras com composições similares. Para isso, os pesquisadores recorreram à inteligência artificial, com algoritmos capazes de diferenciar as amostras por meio de análises multivariadas.
“Conseguimos classificar amostras de milho com base em diferenças sutis em sua composição química, algo praticamente impossível sem o uso de machine learning”, afirma Matheus Cicero Ribeiro, autor do estudo. A pesquisa foi realizada no programa de pós-graduação em Ciência dos Materiais da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), com orientação do professor Bruno Marangoni e apoio da Embrapa Instrumentação.
Professor Bruno Marangoni | Foto: Matheus Ribeiro
Foram analisadas 160 amostras de milho — quatro variedades transgênicas e duas convencionais. Essa foi a primeira vez que se testou um protocolo de validação externa com a técnica Libs para esse fim, o que aumentou a confiabilidade dos resultados. O carbono foi o elemento que mais contribuiu para a diferenciação entre os tipos de milho.
Para Débora Milori, coordenadora do Laboratório Nacional de Agrofotônica da Embrapa, a inovação representa um salto na rastreabilidade e controle de qualidade dos alimentos. “Essa tecnologia permite identificar a origem do produto de forma rápida, barata e segura, beneficiando produtores, consumidores e órgãos de controle”, afirma.
Além de laboratórios de alimentos e órgãos reguladores, empresas de biotecnologia e a indústria agroalimentar podem se beneficiar com o método. “Ele aumenta a segurança na cadeia alimentar, além de permitir ao consumidor fazer escolhas mais conscientes sobre o que consome”, reforça Marangoni.
O próximo passo será ampliar a base de dados com amostras de outras regiões do Brasil, para treinar ainda mais os algoritmos. A equipe também planeja desenvolver versões portáteis do equipamento, viabilizando testes em campo e facilitando o uso em larga escala.
Se padronizada, a metodologia poderá ser aceita por agências reguladoras, integrando os processos de controle de qualidade e certificação de transgênicos. Para os pesquisadores, a tecnologia representa uma nova fronteira para a segurança alimentar e a rastreabilidade no agronegócio brasileiro.
Há quase 24 horas um incêndio em um galpão que armazena amendoim às margens da Rodovia Comandante João Ribeiro de Barros (SP-294) em Tupã (SP) consome o local. O fogo já destruiu quatro carretas que estavam no armazém.
Segundo informações da TV TEM (emissora afiliada à TV Globo em Bauru), o incêndio teve início por volta das 21h desta sexta-feira (21) e permanece neste sábado (22). Por causa da alta temperatura provocada pelo incêndio, o amendoim acaba produzindo um óleo inflamável que alimenta as chamas.
Informações preliminares apontam que o fogo tenha começado por uma fagulha originada em um dos fornos utilizados para a secagem do amendoim. Equipes do Corpo de Bombeiros trabalham para controlar as chamas. Não há registro de feridos.
No local funciona uma beneficiadora de amendoim, onde são realizados os processos de classificação e secagem do produto que chega das lavouras para, posteriormente, ser enviado à indústria.
A emissora de televisão informou que a empresa tem seguro e mobilizou os seus colaboradores para ajudar no trabalho de contenção do fogo, dando apoio aos bombeiros.
O Corpo de Bombeiros esclareceu que uma perícia deve identificar as causas do incêndio.
O Brasil perdeu 400 mil hectares de superfície de água em 2024, uma extensão que equivale a mais de duas vezes a cidade de São Paulo, aponta a atualização da série histórica do MapBiomas Água, divulgada nesta sexta-feira (21).
No ano passado, o território do país coberto por corpos hídricos e reservatórios ficou em 17,9 milhões de hectares, o que representa uma diminuição de 2% em relação 18,3 milhões registrados em 2023.
De acordo com a nova coleção de mapas e dados de cobertura do território nacional por superfície de água, há uma acentuação na trajetória de diminuição dessa área na última década, quando foram registrados oito dos anos mais secos da série histórica iniciada em 1985. No período, apenas em 2022 houve recuperação da superfície de água, quando atingiu 18,8 milhões de hectares.
Segundo o pesquisador Juliano Schirmbeck, coordenador técnico do MapBiomas Água, o Brasil o brasil está mais seco por causa da dinâmica de ocupação e uso da terra associada aos eventos climáticos extremos.
“Esses dados servem como um alerta sobre a necessidade de estratégias adaptativas de gestão hídrica e políticas públicas que revertam essa tendência”, diz.
Em 2024, a Amazônia registrou 10,9 milhões de hectares de superfície de água, representando 61% do total no Brasil. A Mata Atlântica registrou 2,2 milhões de hectares ou 13% do total, o Pampa 1,8 milhão de hectares, ou 10% do total, o Cerrado tem 1,6 milhão de hectares ou 9% do total e a Caatinga tem 981 mil hectares ou 5% do total.
Pantanal
O Pantanal registrou, em 2024, 366 mil hectares de superfície de água, representando apenas 2% do total no país. O bioma teve uma redução de 4,1% em relação ao ano anterior, e foi o mais afetado pela redução desde 1985, com uma perda de 61% da extensão ao longo desses anos.
Pantanal Mato-grossense. Foto: Marcos Vergueiro Governo de Mato Grosso
“Desde a última cheia em 2018, o bioma tem enfrentado o aumento de períodos de seca e, em 2024, a seca extrema aumentou a incidência e propagação de incêndios”, explica o pesquisador Eduardo Rosa, da equipe do MapBiomas Água.
Amazônia
A seca extrema vivida na Amazônia em 2024 também impactou as superfícies de água no bioma, promovendo uma redução de 1,1 milhão de hectares em relação a 2023 e de 4,5 milhões de hectares em relação a 2022.
Foto: Divulgação/Governo do AM
No ano passado, quase dois terços (63%) das 47 sub-bacias hidrográficas registraram perda de superfície de água em relação à média histórica. Sub-bacias do Rio Negro já perderam mais de 50 mil hectares na média histórica.
“Foram dois anos consecutivos de secas extremas na Amazônia, sendo que, em 2024, a seca chegou mais cedo e afetou bacias que não foram fortemente atingidas em 2023, como a do Tapajós”, destaca o pesquisador da MapBiomas Carlos Souza Jr.
Pampa
Em relação a 2023, o bioma Pampa permaneceu praticamente estável, com um ganho de cerca de 100 mil hectares de área coberta por água, ficando ainda 0,3% abaixo de sua média histórica.
Segundo Juliano Schirmbeck, isso ocorre devido aos extremos climáticos, que são apontados como a principal consequência das mudanças causadas pelo aquecimento do planeta.
“O Pampa teve um início de ano com estiagens, sendo o mês de março o mês mais seco do ano. No mês seguinte, em maio, ocorreu a cheia extrema, atingindo a maior superfície mensal dos 40 anos da série histórica”, explica.
Caatinga
Ao longo do ano passado, Caatinga, Cerrado e Mata Atlântica se mantiveram acima da média histórica, com destaque para a Caatinga, que terminou o ano com seis mil hectares a mais que em 2023 e a maior área coberta por água nos últimos 10 anos.
Caatinga | Foto: Coopercuc
Segundo o pesquisador Diêgo Costa, da equipe Caatinga do MapBiomas, esse resultado indica a consolidação de um ciclo de cheias para o bioma iniciado em 2018, mas é preciso ficar alerta. “Apesar desse cenário favorável, persistem áreas com secas recorrentes, especialmente ao longo da bacia do São Francisco e na região do Seridó Nordestino — territórios particularmente vulneráveis à desertificação.”, ressalta.
Cerrado
Um fenômeno foi observado no bioma Cerrado, que passou por uma substituição de corpos hídricos naturais, como rios e lagos, por superfícies de água artificiais como represas e reservatórios. Ao longo dos 40 anos de série histórica, as regiões onde o bioma ocorre tiveram as superfícies de água naturais reduzidas de 62% para 40% em 2024.
Foto: Marcelo Camargo/ Agência Brasil
Já as superfícies artificiais subiram de 37% para 60% no ano passado. Com isso, as áreas ocupadas por água no bioma permaneceram inalteradas no último ano.
De forma geral, no Brasil, houve um crescimento histórico de superfície de água artificial, com um acréscimo de 1,5 milhão de hectares ao longo da série histórica. Entre os biomas que mais concentram reservatórios e represas estão a Mata Atlântica (33%) e Cerrado (24%).
Embora ainda respondam por 77% da área coberta por água no país, os corpos de água naturais foram reduzidos em 15% nesses 40 anos.
Na avaliação de Schirmbeck, o aumento da superfície de água no Cerrado, Caatinga e Mata Atlântica derivam do crescimento da água armazenada em hidrelétricas e outros tipos de reservatórios.
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“O consumidor final quer ter certeza de que está comprando produtos sustentáveis” – Foto: Canva
A Microgeo, empresa brasileira de biotecnologia agrícola, renovou a certificação QIMA IBD, reforçando seu compromisso com a sustentabilidade e a qualidade de seus insumos. O selo, mantido desde 2010, garante que seus produtos atendam aos mais altos padrões ambientais e sociais, alinhando-se às exigências do mercado global.
Com a incorporação do IBD ao QIMA Group em 2021, a certificação expandiu seu alcance, abrangendo não apenas a produção orgânica, mas também critérios de sustentabilidade reconhecidos internacionalmente. Esse reconhecimento fortalece a competitividade da Microgeo, permitindo maior acesso a mercados que valorizam práticas agrícolas responsáveis.
“A certificação é fundamental para garantir que a sustentabilidade e a responsabilidade social sejam mais do que apenas discursos no agronegócio global. O consumidor final quer ter certeza de que está comprando produtos sustentáveis de verdade, por isso é importante buscarmos o reconhecimento através de um selo realmente confiável”, afirma Paulo D’Andrea, Diretor de P&D da Microgeo.
A empresa segue investindo em tecnologias voltadas para a regeneração do solo e a eficiência produtiva, contribuindo para um agronegócio mais equilibrado e sustentável. A renovação do selo reforça seu compromisso com inovação e governança, impulsionando novas oportunidades no Brasil e no exterior.
“O mercado focado na sustentabilidade agrícola e regenerativa, tem crescido exponencialmente, e isso só reforça a necessidade de certificações que realmente garantam a qualidade e a segurança desses produtos. Essa chancela nos ajuda a reforçar esse compromisso e abrir novas oportunidades tanto no Brasil quanto no exterior”, finaliza D’Andrea.
O aumento da taxa Selic foi anunciado pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC), na última quarta-feira (19). A elevação de um ponto percentual levou a taxa básica de juros da economia de 13,25% para 14,25% ao ano.
De acordo com o BC, a Selic influencia outras taxas de juros do país, como taxas de empréstimos, financiamentos e aplicações financeiras. A taxa também é instrumento para o controle da inflação oficial que é medida por meio do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).
Com o aumento da taxa, o planejamento financeiro dos pequenos negócios se torna fundamental. Isso porque a decisão tem influência direta nos custos de empréstimos e financiamentos.
Evolução da taxa Selic ao longo dos anos. Arte: Jessé Mariano
De acordo com o Sebrae, revisar planos financeiros é o primeiro passo a ser dado neste momento. Giovanni Beviláqua, coordenador de Acesso a Crédito e Investimentos do Sebrae, complementa afirmando que a diversificação de produtos e serviços pode ajudar a diminuir os efeitos do aumento das taxas.
“Pelo lado comercial, uma possibilidade a ser seriamente considerada pelos empreendedores seria oferecer uma variedade de produtos ou serviços, uma vez que isso pode ajudar a mitigar os efeitos de uma desaceleração econômica”, completa.
Beviláqua ressalta ainda a importância de planejamento financeiro sólido, diversificação de financiamento e gestão eficaz de riscos.
“Empreendedores devem estar atualizados sobre as tendências econômicas para tomar decisões com embasamento técnico”. O profissional também diz que a educação financeira pode ajudar o pequeno empresário a se beneficiar de um ambiente econômico mais favorável no futuro.
Alternativa
De acordo com levantamento do Sebrae, com base em dados do Banco Central, a taxa de juros em empréstimo para um microempreendedor individual (MEI) fica, na média nacional, quatro vezes maior que a Selic. No caso dos MEIs da região Nordeste, esse número supera 51% ao ano.
Por isso, o Sebrae tem atuado junto ao governo federal, no Programa Acredita, para ampliar o acesso dos pequenos negócios ao crédito. Por meio do Fundo de Aval para Micro e Pequena Empresa (Fampe), cerca de 30 instituições bancárias estão aptas a ofertar os recursos. Nos próximos três anos, está previsto o aval de R$ 30 bilhões em operações de crédito.
O Itaú BBA previu, em relatório, déficit de 4,1 milhões de toneladas de açúcar na safra 2024/25. No entanto, as estimativas iniciais para a safra 2025/26 sugerem um superávit de 4,4 milhões de toneladas.
O relatório, porém, alerta para as incertezas em 2025/26. “As previsões atuais para a produção estão otimistas, assim tem um risco relevante de não se concretizar (como já ocorreu na safra atual, por exemplo)”, disseram os analistas.
No Brasil, as condições climáticas têm gerado incertezas: enquanto as chuvas nos últimos meses de 2024 foram bem acima da média histórica, as precipitações de início de 2025 ficaram abaixo.
“Existe uma incerteza sobre a área disponível para colheita, pois as usinas ainda estão reformando as áreas as quais estão apresentando falhas na rebrota (devido aos incêndios do ano passado)”, afirmaram os analistas.
Diante disso, o Itaú BBA manteve sua estimativa de 601 milhões de toneladas de cana colhida na safra 2025/26 no Centro-Sul do Brasil, mas alertou que esse valor pode ser reduzido, dependendo das chuvas de março e abril.
Além disso, o relatório destaca que, caso os preços do açúcar no mercado internacional percam os níveis atuais, “as usinas do Centro-Sul do Brasil entrarão em uma faixa de preços que já começa a reduzir o mix de alocação de cana para o açúcar”.
Se os preços do açúcar demerara em Nova York ficarem abaixo dos 18,50 centavos de dólar por libra-peso, uma maior parte da cana será direcionada para a produção de etanol, afetando a previsão de produção de açúcar.
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A colheita do milho ganhou ritmo nas últimas semanas – Foto: USDA
A Bolsa de Cereais de Buenos Aires (BCBA) revisou suas projeções para a safra de grãos na Argentina, destacando impactos climáticos contrastantes. No caso da soja, o calor intenso e a falta de chuvas prolongada afetaram severamente as lavouras no NEA, além de causar danos menores no NOA e no centro-norte de Córdoba. A redução no potencial produtivo chega a 22%. No entanto, chuvas entre fevereiro e março beneficiaram lavouras na região central, evitando quedas mais acentuadas. Assim, a projeção total de produção foi reduzida em 1 milhão de toneladas, para 48,6 milhões de toneladas (MTn).
A colheita do milho ganhou ritmo nas últimas semanas, com 13,6% da área nacional já colhida e rendimento médio de 82,7 sacas por hectare. A seca intensa no norte da área agrícola provocou uma queda de 40% na produtividade esperada, enquanto no centro e norte de Córdoba, norte de Santa Fé e sul da região agrícola, as perdas variaram entre 6% e 15%. Apesar disso, o ajuste na área plantada da safra anterior elevou a produção para 51,6 MTn, e a projeção para a safra atual foi mantida em 49 MTn.
No caso do girassol, a colheita acelerou no sul da região agrícola após a melhora nas condições climáticas, permitindo avanço semanal de 17,7 pontos percentuais. No entanto, a safra segue atrasada em relação ao ciclo anterior. Mesmo com problemas de tombamento e brotamento causados por chuvas recentes, os rendimentos permanecem altos, com média nacional de 23,8 sacas por hectare. Com isso, a projeção de produção foi ajustada para cima, de 4,1 para 4,3 MTn, com possíveis novas revisões nas próximas semanas.
Além da produção de etanol, a FS diversifica suas operações com foco em sustentabilidade e inovação. A empresa produz óleo de milho e energia elétrica a partir de biomassa, utilizando tecnologia avançada para fabricação de produtos destinados à nutrição animal.
Victor Trenti, diretor comercial da FS, destacou recentemente diversas inovações implementadas pela empresa. Uma delas é a produção do HPDDG (DDG com alta proteína), um coproduto do etanol de milho destinado à nutrição animal, que possui 53,7% de Profat — combinação de proteína bruta e gordura. Este produto oferece uma redução de custos de 15% em relação ao farelo de soja e atende tanto ao mercado interno quanto ao externo, com exportações já iniciadas para a Indonésia.
Além disso, a FS obteve a Certificação Internacional de Sustentabilidade e Carbono (ISCC), permitindo a produção de combustível sustentável para aviação (SAF) a partir do etanol de milho. Essa certificação posiciona a empresa no mercado internacional de biocombustíveis, contribuindo para a redução das emissões de gases de efeito estufa na aviação civil.
A empresa também investiu em tecnologias como a FST (Fiber Separation Technology), que permite a separação das fibras do milho para a produção de ingredientes destinados à nutrição animal, como o FS Essencial, FS Ouro e FS Úmido. Esses produtos possuem alto teor de proteínas, fibras e boa digestibilidade, sendo alternativas econômicas e eficientes na alimentação de bovinos, suínos, aves, peixes e pets.
Essas iniciativas refletem o compromisso da FS em agregar valor ao milho e ampliar as possibilidades da agroindústria brasileira, promovendo um ciclo sustentável e inovador no setor.
Para saber sobre as vagas temporárias, entre em contato pelo WhatsApp:
Primavera do Leste: 65 9953-8654
Sorriso: 66 9239-7590
Nova Ubiratã: 65 99252-6294
Para as demais vagas acesse o site: https://www.fs.agr.br/gente/nossa-gente/