segunda-feira, maio 25, 2026

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Preços do boi gordo se recuperam



Esse cenário reforça a competitividade da carne brasileira



A demanda externa continua forte, mesmo com as incertezas trazidas pelas investigações da China
A demanda externa continua forte, mesmo com as incertezas trazidas pelas investigações da China – Foto: Divulgação

Os preços do boi gordo voltaram a subir, afastando momentaneamente o risco de queda abaixo de R$ 300/@. Segundo a StoneX, o índice contínuo na B3, que começou março pouco acima de R$ 301/@, encerrou a semana acima de R$ 310/@. Os contratos futuros também avançaram, com destaque para outubro/25, que voltou a operar na faixa de R$ 340/@. A oferta reduzida na segunda metade do ano segue como fator de suporte, já que estimativas da consultoria, baseadas nas estatísticas do SIF, indicam possível recuo nos abates totais em fevereiro, justamente no momento de virada de ciclo da pecuária.  

A demanda externa continua forte, mesmo com as incertezas trazidas pelas investigações da China sobre importações de carne bovina e pela guerra comercial dos EUA com seus principais parceiros. Após registrar o melhor fevereiro da história, as exportações seguem aceleradas, com dados semanais da Secretaria de Comércio Exterior apontando que os embarques de março já superam os volumes registrados no mesmo período de 2023.  

Esse cenário reforça a competitividade da carne brasileira no mercado global, sustentando os preços internos mesmo após um 2024 marcado pelo maior nível de abates da história. A valorização do boi gordo e a alta nos contratos futuros refletem tanto a expectativa de menor oferta nos próximos meses quanto o forte apetite do mercado internacional pelo produto brasileiro. “Após o melhor fevereiro da história, os dados semanais da Secretaria de Comércio exterior estão mostrando como março vem realizando envios superiores ao realizado no mesmo período do ano passado”, conclui.

 





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Portugal inaugura primeira fábrica de tratamento de cânhamo



Produto é usado para produção de ECOblocos



Os ECOblocos de cânhamo, produzidos a partir de materiais 100% naturais, reduzem significativamente a pegada de carbono na construção de edifícios
Os ECOblocos de cânhamo, produzidos a partir de materiais 100% naturais, reduzem significativamente a pegada de carbono na construção de edifícios – Foto: Pixabay

A dte, empresa do dstgroup especializada em instalações especiais, anunciou sua participação na construção da primeira fábrica do mundo dedicada ao tratamento do cânhamo e à produção de blocos sustentáveis. A unidade, localizada em Ourique, no Alentejo, representa um investimento de quase 800 mil euros e promete revolucionar o setor da construção civil com materiais inovadores e ecologicamente responsáveis.  

Os ECOblocos de cânhamo, produzidos a partir de materiais 100% naturais, reduzem significativamente a pegada de carbono na construção de edifícios. Além disso, o cultivo do cânhamo absorve grandes quantidades de CO2, tornando os blocos uma solução sustentável para eficiência energética e conforto térmico. Outro diferencial do material é sua capacidade de unir alvenaria e isolamento térmico em um único produto, minimizando o desperdício nas obras.  

A dte será responsável pelo fornecimento, transporte e montagem de materiais e equipamentos elétricos e de AVAC, essenciais para a infraestrutura moderna e sustentável da fábrica. Ricardo Carvalho, CEO da dte, destacou que a iniciativa reforça o compromisso da empresa com a inovação e a sustentabilidade, impulsionando a indústria do futuro e promovendo o desenvolvimento econômico e tecnológico da região.  

Com início das operações previsto para este verão, a fábrica está instalada em um terreno de 57.476 m² cedido pela Câmara Municipal de Ourique. Além dos avanços ambientais e tecnológicos, a unidade também terá um impacto social positivo, gerando dezenas de empregos locais e fortalecendo a economia regional.

 





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Exportação de carne bovina enfrentará desafios


O setor de carne bovina brasileira encerrou 2024 com recorde histórico, consolidando o país como líder global em exportações. Segundo dados do MDIC e da Abiec, foram embarcadas 2,89 milhões de toneladas, um crescimento de 26% em relação a 2023. A China permaneceu como principal destino, seguida pelos Estados Unidos e Emirados Árabes Unidos. No entanto, para manter esse desempenho em 2025, o Brasil precisará enfrentar desafios como a disparidade do preço do boi e os altos custos logísticos.  

De acordo com Vanessa Silva, da Ramax Group, a diferença entre os preços internos e internacionais tem pressionado as margens da indústria. Além disso, o custo elevado do frete, pedágios e combustíveis impacta a competitividade do setor. Apesar disso, o apetite chinês segue forte: enquanto o Brasil consome cerca de 25 kg de carne bovina per capita ao ano, na China esse número é de apenas 6 kg, com potencial de crescimento impulsionado pelo aumento da renda e da demanda por proteínas.  

“O mercado não está acompanhando essa relação de valorização, desta forma, a compra está muito apertada e muitas vezes essa conta não fecha. Por isso precisamos focar na eficiência operacional”, destaca.

A produção de carne bovina na China cresceu 3,59% em 2024, reduzindo a dependência de importações e pressionando os frigoríficos brasileiros. Com essa mudança, torna-se essencial diversificar mercados. Os Estados Unidos e os Emirados Árabes aparecem como alternativas estratégicas, assim como mercados emergentes na Ásia. O Japão, por exemplo, está em negociações com o Brasil para ampliar a importação de carne bovina, reforçando laços comerciais que completam 130 anos em 2025.  

“Essa aproximação será excelente para o Brasil, pois sempre é bom ter mais opções de compradores para não ficarmos dependentes apenas de um país.  E como a Ásia não cria boi em larga escala, naturalmente vão pagar um preço melhor”, finalizou Mariana.

 





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arroba teve altas de até 5% na semana; veja preços



O mercado físico do boi gordo registrou novos aumentos de preço no Brasil ao longo da última semana.

De acordo com o analista de Safras & Mercado Fernando Iglesias, o encurtamento das escalas de abate pode ser entendido como um dos fatores responsáveis por esse movimento, diante da retenção de oferta por parte dos pecuaristas em meio às boas condições das pastagens.

Iglesias também menciona as exportações de carne bovina em ótimo nível pelo Brasil como um elemento que vem garantindo suporte às cotações do boi gordo.

Os preços da arroba do boi gordo na modalidade a prazo nas principais praças de comercialização do Brasil estavam assim no dia 20 de março:

  • São Paulo (SP): R$ 315, avanço de 1,61% frente ao fechamento da última semana, de R$ 310.
  • Goiânia (GO): R$ 305, alta de 3,39% perante os R$ 295 registrados na semana passada.
  • Uberaba (MG): R$ 310, aumento de 5,08% frente ao fechamento da semana anterior, de R$ 295
  • Dourados (MS): R$ 310, acréscimo de 5,08% frente aos R$ 295 da última semana
  • Cuiabá (MT): R$ 300, estável frente a semana passada.
  • Vilhena (RO): R$ 270, valor 1,89% superior aos R$ 265 da semana anterior

Atacado

O mercado atacadista fugiu à regra e apresentou elevação em seus preços, segundo a Safras & Mercado, mesmo diante da segunda metade do mês, período de menor propensão a reajustes.

Apesar do aumento, Iglesias entende que a população segue em busca de proteínas mais acessíveis, a exemplo da carne de frango, cortes de suínos e embutidos.

O quarto do traseiro do boi foi cotado a R$ 25,50 o quilo, alta de 2% frente ao valor praticado no fechamento da semana passada (R$ 25).

O quarto do dianteiro do boi foi vendido por R$ 18,50 o quilo, sem mudanças frente a semana amterior.

Exportações

As exportações de carne bovina fresca, congelada ou refrigerada do Brasil renderam US$ 572,021 milhões em março (8 dias úteis), com média diária de US$ 71,502 milhões. A quantidade total exportada pelo país chegou a 117,480 mil toneladas, com média diária de 14,685 mil toneladas.

O preço médio da tonelada ficou em US$ 4.869,10. Em relação a março de 2024, houve alta de 89,9% no valor médio diário da exportação, ganho de 76,6% na quantidade média diária exportada e avanço de 7,5% no preço médio.



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União Europeia investe € 155 mil euros para implantação do CAR 2.0


O governo do Tocantins irá receber o suporte de 155 mil euros da União Europeia, por meio do programa AL-INVEST Verde, para implantação do CAR 2.0, ferramenta fundamental para implementar a plataforma Selo Verde no Tocantins.

O projeto, desenvolvido em co-parceria entre o governo do estado, por meio da Secretaria do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Semarh) e o Centro de Inteligência Territorial (CIT) da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) foi submetido à União Europeia no final do ano passado.

Segundo o gestor da pasta, Marcello Lelis, um dos maiores desafios de todas as secretarias do meio ambiente do País é a validação do CAR e no Tocantins esta é prioridade da agenda ambiental do Estado, e uma das principais demandas do setor produtivo. “Este suporte financeiro chega para nos ajudar muito nesta tarefa de implantar o CAR 2.0 no Tocantins”, afirmou.

secretário de Meio Ambiente Tocantins, Marcello Lelis - adesão ao CAR 2.0secretário de Meio Ambiente Tocantins, Marcello Lelis - adesão ao CAR 2.0
Para o secretário Marcello Lelis , a adesão ao CAR 2.0 permitirá que os produtores tocantinenses atendam às exigências ambientais do mercado internacional Foto: Marcel de Paula/Governo do Tocantins

Segundo a gerente Senior do Programa AL-INVEST Verde, fortalecer o CAR 2.0 e integrar o Selo Verde é crucial para aprimorar a governança ambiental e a transparência da cadeia de suprimentos.

“A adoção do CAR.2.0 e do Selo Verde pelo Tocantins reforça o crescente comprometimento dos estados brasileiros com os padrões de sustentabilidade, contribuindo para um maior alinhamento com as exigências do mercado internacional”, destacou.

Segundo o diretor-presidente do CIT, Felipe Nunes, a proposta de customizar e lançar o CAR 2.0 e o Selo Verde para o estado do Tocantins visa consolidar estas ferramentas como sistemas públicos, fazendo com que o produtor rural tenha acesso gratuito a um diagnóstico detalhado de sua propriedade.

CAR 2.0

O CAR 2.0 é uma ferramenta de inteligência geoespacial desenvolvida para analisar automaticamente todos os imóveis rurais inscritos no Cadastro Ambiental Rural (CAR) e verificar o cumprimento da legislação ambiental vigente, identificando eventuais pendências ou irregularidades ambientais a serem sanadas pelos proprietários ou posseiros.

É uma análise robotizada, executada a partir de algoritmos, bases de dados temáticas de referência, imagens de satélite, modelagem computacional e informações ambientais para monitoramento e avaliação do cumprimento da Lei 12.651/2012 com indicação da situação de regularidade ambiental do imóvel rural inscrito no CAR.

O professor da UFMG, Raoni Rajão reforçou que quando os sistemas estiverem em operação “o estado vai ter a possibilidade de demonstrar, de maneira automática, com a integração de dados, aplicando algoritmos de inteligência artificial para emitir uma certidão de nada consta ambiental para o produtor rural”.



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Com oferta limitada, preço do leite ao produtor volta a subir



Depois de registrar quedas ao longo do último trimestre de 2024, o preço do leite ao produtor voltou a subir neste começo de 2025. Pesquisa do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Esalq/USP, mostra que a cotação do leite captado em janeiro foi de R$ 2,6492/litro (“Média Brasil”), altas de 2,5% em relação ao mês anterior e de 18,7% frente a janeiro/24, em termos reais (os valores foram deflacionados pelo IPCA de janeiro).

Aumento da demanda e de custo eleva preços do leite UHT e da muçarela

Pesquisa realizada pelo Cepea em parceria com a OCB (Organização das Cooperativas Brasileiras) aponta que, em fevereiro, o preço médio do leite UHT subiu 1,93% e o da muçarela, 0,33%, em relação ao mês anterior, passando para R$ 4,35/litro e R$ 33,20/kg, respectivamente.

De acordo com agentes consultados pelo Cepea, o impulso veio sobretudo do fortalecimento da demanda durante a primeira quinzena do mês. Além disso, o aumento nos custos, dada a elevação nos preços do leite cru, reforçou o movimento de alta destes derivados.

Importações de leite têm ligeiro aumento; exportações voltam a recuar

Em fevereiro, as exportações brasileiras de lácteos cresceram expressivos 26,92% em relação ao mês anterior, mas caíram 63,89% frente ao mesmo período do ano passado (fevereiro/24). As importações, por sua vez, subiram 3,76% no comparativo mensal e 16,7% no anual. Com isso, o déficit da balança comercial (em volume) avançou 3,2% de janeiro/25 para fevereiro/25, a 210,1 milhões de litros em equivalente leite, gerando saldo negativo de US$ 92,6 milhões.

Custos seguem em alta pelo sexto mês consecutivo

Os custos de produção da pecuária leiteira mantiveram-se em alta em fevereiro. Cálculos do Cepea mostram que o Custo Operacional Efetivo (COE) teve avanço de 0,49% em relação a janeiro/25, considerando-se a “média Brasil” (BA, GO, MG, SC, SP, PR e RS). Apesar da aparente estabilidade nos preços da ração, o encarecimento de outros insumos reforçou o movimento de alta.



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Bolívia autoriza uso de criptos na importação de combustível



A crise decorre da redução das exportações de gás natural



A crise decorre da redução das exportações de gás natural
A crise decorre da redução das exportações de gás natural – Foto: Pixabay

O governo da Bolívia autorizou a estatal Yacimientos Petrolíferos Fiscales Bolivianos (YPFB) a utilizar criptomoedas para importação de combustível, em resposta à escassez crescente de dólares e à crise de abastecimento. Com reservas de moeda estrangeira em queda, a medida busca garantir o fornecimento essencial de energia sem comprometer os subsídios. A falta de dólares tem dificultado pagamentos a fornecedores estrangeiros, resultando em filas nos postos e protestos em várias regiões.  

A crise decorre da redução das exportações de gás natural, antes a principal fonte de divisas do país. Brasil e Argentina, grandes compradores, diminuíram sua dependência do suprimento boliviano, enquanto a falta de investimentos e novas descobertas agravou o problema. Para contornar as restrições cambiais, o governo flexibilizou sua posição sobre criptomoedas, suspendendo a proibição imposta pelo banco central em 2020. Essa mudança segue a tendência de países como Venezuela e Argentina, que também recorreram a ativos digitais para transações internacionais.  

A YPFB confirmou que o sistema de transações em criptomoedas já está operacional, embora ainda não tenha realizado pagamentos. Não foi especificado quais ativos digitais serão utilizados nem se os valores serão convertidos para moeda fiduciária antes da liquidação. Também há incertezas sobre a aceitação por parte dos fornecedores e os riscos de volatilidade.  

A adoção de criptomoedas reflete a urgência da Bolívia em buscar soluções para sua crise cambial e energética. Se bem-sucedida, a estratégia pode remodelar o setor energético e abrir caminho para uma maior integração dos ativos digitais na economia do país.

 





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Primeiro domingo do outono será de temporais e aproximação de uma nova frente fria



O avanço de um cavado meteorológico – sistema que favorece a formação de instabilidades – em níveis médios da atmosfera deve estimular a manutenção e reforço da condição para chuva em partes do interior de São Paulo, Minas Gerais, Goiás e Mato Grosso do Sul. Já no Rio Grande do Sul, há expectativa para chegada de uma nova frente fria.

No centro-sul do país, o período da manhã segue marcado pela presença de sol entre nuvens e as temperaturas voltam a se elevar no decorrer das horas. À tarde, o tempo fica abafado e os núcleos de chuva se espalham, principalmente no interior dos estados.

Na Região Metropolitana de São Paulo, por exemplo, o período da madrugada segue apresentando céu parcialmente encoberto e as mínimas marcam 19ºC nas primeiras horas da manhã. Entre o período da tarde e noite, as máximas serão de 31ºC e haverá condições favoráveis à ocorrência de pancadas de chuva com raios e ventos. Episódios de granizo também não estão descartados.

Confira abaixo a previsão em todas as regiões do Brasil:

Região Sul

A chuva se espalha por mais áreas do extremo sul, noroeste e oeste do RS, com risco para pancadas fortes. Não chove na grande Porto Alegre e no leste e sul de SC. Dia de sol, nebulosidade variável e chuva a qualquer momento no PR, risco de temporal em Foz e em Cascavel.

Na segunda-feira (22), o tempo fica instável com chance de pancadas de chuva forte nos três estados da Região com alerta para temporais localizados.

Região Sudeste

A circulação de ventos nos diferentes níveis da atmosfera, aumenta a condição de pancada de chuva em SP, durante a tarde. Chove forte no Triângulo e centro-sul de Minas e pode chover entre ES e RJ com risco para raios e trovoadas.

Região Centro-Oeste

Áreas de instabilidades do Paraguai, provocam chuva forte no sudoeste, sul e oeste de MS, com risco de temporais. A previsão é de pancadas mais isoladas no centro-sul e sudoeste de MT, enquanto a chuva continua em forma de pancadas em GO e no DF.

Região Nordeste

Pancadas de chuva no sul do MA, PI e no leste e sul da BA. Dia de sol, calor em todo o Nordeste e com pancadas moderadas em São Luís e Fortaleza. Pouca chuva no centro-sul do CE e no interior do RN e PB.

Região Norte

No domingo, a Zona de Convergência Intertropical (ZCIT) ainda provoca muita chuva no AP e há risco para temporais. A chuva diminui em RR e continua ocorrendo em forma de pancadas entre AM, AC, PA e TO.



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compartilhamento de embalagens ajuda produtores a reduzir perdas


O Brasil está entre os dez países que mais jogam alimentos no lixo, com cerca de 35% da produção sendo desperdiçada todos os anos, segundo dados da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO).

Um fato alarmante é que enquanto no mundo todo 14% dos alimentos produzidos são perdidos entre a colheita e o momento em que chegam às lojas, por aqui esse número chega a impressionantes 50%, segundo a ONG Banco de Alimentos.

desperdicio de alimentosdesperdicio de alimentos
Foto: Agência Brasil

A perda de alimentos ocorre quando há uma redução da quantidade ou qualidade dos alimentos antes de chegar a ser comercializado nos mercados e outros estabelecimentos. Ela ocorre por vários motivos. No Brasil, o principal deles refere-se ao transporte e manuseio.

Além desse dado remeter a discussões sobre a fome e a segurança alimentar, todo esse alimento que vai para o lixo também causa danos ambientais e auxilia na intensificação das mudanças climáticas.

Centenas de produtores e alguns dos maiores varejistas de alimentos frescos no Brasil estão reduzindo os danos e as perdas dos alimentos no transporte e o consequente descarte de resíduos no solo.

Tudo isso por meio da adoção e do compartilhamento de caixas retornáveis mais resistentes para o transporte de perecíveis. As embalagens são reutilizadas por toda a cadeia de abastecimento (produtor, transportador e varejista).

O serviço de aluguel e gestão de caixas reutilizáveis é feito pela empresa HB Pooling.

Como funciona?

Varejistas e produtores solicitam a quantidade de caixas desejadas para o transporte de alimentos perecíveis por meio de um sistema gerenciado pela própria HB. As caixas são entregues e, após serem utilizadas retornam à instituição, onde são higienizadas e redistribuídas para novos usuários, criando, assim, um ciclo contínuo de compartilhamento.

A empresa já impediu que 25 milhões de toneladas de resíduos da produção de celulose e papelão (caixas de uso único) fossem parar em aterros sanitários ou descartados de forma prejudicial à natureza.

Menos perdas de alimentos no transporte

No Brasil, a distribuição de alimentos frescos enfrenta desafios críticos relacionados a perdas e desperdícios que impactam desde a rentabilidade dos produtores e varejistas até a qualidade final dos produtos na gôndola e o meio ambiente como um todo.

Dentre as principais causas de perdas de alimentos estão o acondicionamento inadequado dos produtos nos recipientes (caixas, papelão ou madeira) e o excesso de manuseio, tanto no momento de acomodá-los no caminhão quanto no processo de descarga.

“O uso de embalagens apropriadas que minimizam o manuseio da carga e possíveis danos físicos é um fator relevante para a preservação da qualidade do produto e mitigação de perdas”, avalia Ana Miranda, CEO da HB Pooling.

Do lado dos produtores, um melhor controle de perdas é fundamental porque, geralmente, eles participam do risco de desperdício com outros atores da cadeia e só recebem pelo que foi vendido na ponta. Soma-se a isso que mercados mais maduros em questões de sustentabilidade, como o europeu, exigem que produtores sigam e comprovem o uso de melhores práticas para reduzir a pegada de carbono.

Pooling

O serviço oferecido pela HB é baseado no conceito de “pooling”, ainda pouco conhecido no Brasil, mas já bastante utilizado na Europa.

Trata-se do compartilhamento de embalagens para o transporte, que permite que várias empresas de toda a cadeia de abastecimento utilizem um mesmo ativo ao invés de cada uma comprar e manter as suas próprias caixas para o transporte de alimentos.

“O pooling é uma forma de diminuir o impacto ambiental. Ao incentivar a reutilização e reciclagem de embalagens, contribui com a redução do consumo de recursos naturais e a diminuição da geração de resíduos”, explica Ana.

A prática sustentável de pooling tem atraído a atenção da cadeia de perecíveis. Alguns dos maiores produtores e varejistas do país como AlfaCitrus, Trebeschi, Kuará e Brasnica (produtores); e GPA, Carrefour, Dia e Natural da Terra (varejistas) já fazem uso do pooling.

O potencial de mercado para soluções de embalagens retornáveis é significativo. Segundo Ana, no Brasil, são movimentados, aproximadamente, 7,3 bilhões de quilos de frutas, legumes e verduras (FLV) por ano. Desses, a empresa estima que apenas 12% são acondicionados em embalagens retornáveis.

“Ao utilizar o sistema de pooling, todos ganham: produtores e varejistas diminuem seus custos e aumentam sua eficiência; o consumidor final tem acesso a alimentos frescos com máxima qualidade; e o meio ambiente sofre menos impactos”, resume Ana.

Uso de caixas retornáveis

Quatro vezes mais resistentes que as caixas de papelão – ainda muito utilizadas no transporte de FLV -, as caixas dobráveis são feitas de plástico 100% virgem e reciclável. Por serem leves, mas, ao mesmo tempo, firmes, facilitam o manuseio, carga e descarga dos produtos, garantindo que os itens cheguem frescos e intactos até o seu destino. As caixas plásticas também não absorvem umidade como as de madeira ou papelão.

Principais benefícios:

  • Economia Circular: as caixas reutilizáveis são projetadas para uso contínuo na cadeia de abastecimento, minimizando a necessidade de materiais descartáveis. Ao final de sua vida útil, são recicladas para criar novos ativos, fechando o ciclo e evitando o desperdício.
  • Redução de Desperdício de Alimentos: segundo um estudo feito pela HB, quando comparadas com outras embalagens, como papelão, as caixas plásticas garantem até 96% menos danos nos produtos durante o transporte. Além disso, foi constatado que reduzem em 35% o desperdício no transporte devido à ventilação adequada para o conteúdo, permitindo um melhor “respiro” dos alimentos.
  • Menos manuseio e possíveis danos no PDV: os produtos já chegam ao ponto de venda prontos para exposição, não exigindo a necessidade de tombamentos de uma caixa para outra. Isso tudo diminui as chances de danos no manuseio dos alimentos.



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um superalimento para a saúde da mulher


Durante o mês dedicado à saúde feminina, o Instituto Ovos Brasil (IOB) destaca os benefícios do ovo como um aliado essencial na nutrição da mulher. Rico em proteínas, vitaminas e minerais, o alimento contribui para o equilíbrio hormonal, fortalecimento ósseo e a saúde da pele, cabelos e unhas. Além disso, sua versatilidade permite um consumo fácil em diversas refeições do dia.  

Segundo Lúcia Endriukaite, nutricionista do IOB, a presença de vitaminas A, D, E e K, além de minerais como ferro, zinco e selênio, faz do ovo um alimento completo e acessível. Ele auxilia na produção de serotonina, ajudando no bem-estar durante a TPM, e é fundamental na gestação, devido à colina e ao ácido fólico, essenciais para o desenvolvimento fetal. Já na menopausa, a vitamina D do ovo favorece a absorção de cálcio, prevenindo a osteoporose e preservando a massa muscular. 

“A combinação de proteínas, vitaminas lipossolúveis (A, D, E e K) e minerais como ferro, zinco e selênio torna o ovo um alimento completo e acessível, ideal para apoiar as necessidades nutricionais da mulher ao longo da vida”, explica.

Além dos benefícios para a saúde, o ovo também contribui para a estética feminina. Sua alta concentração de biotina e aminoácidos fortalece unhas e cabelos, além de promover a regeneração celular da pele. E apesar dos mitos, pesquisas já comprovaram que o consumo regular de ovos não eleva o risco de doenças cardiovasculares quando inserido em uma dieta equilibrada.  

“A vitamina D presente no ovo é essencial para a absorção de cálcio, ajudando a prevenir a osteoporose. Além disso, suas proteínas contribuem para a manutenção da força muscular, reduzindo o risco de quedas”, destaca a nutricionista. “No café da manhã, ele auxilia na manutenção dos níveis de energia e controle da glicemia. No lanche da tarde, promove saciedade e contribui para uma alimentação equilibrada”, recomenda Lúcia.

 





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