segunda-feira, maio 25, 2026

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Áreas marinhas protegidas no Brasil estão contaminadas por microplásticos


As áreas marinhas protegidas (AMPs) do Brasil, mesmo aquelas de proteção integral, não estão imunes à contaminação por microplásticos. Um estudo realizado por pesquisadores da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) em parceria com cientistas australianos revelou a presença desses poluentes em dez das mais restritivas AMPs do país.

A pesquisa, publicada na revista Environmental Research, utilizou moluscos bivalves, como ostras e mexilhões, como organismos-sentinelas para detectar a contaminação.

Mapa da presença de microplástico na costa brasileiraMapa da presença de microplástico na costa brasileira
As dez áreas de proteção integral estudadas / Imagem: Ítalo Braga

Microplásticos no oceano

Os microplásticos são partículas com tamanho inferior a 5 milímetros, originadas da fragmentação de plásticos maiores ou fabricadas diretamente nesse formato para aplicações industriais e cosméticas. No estudo, os principais tipos encontrados foram polímeros usados em tintas e vernizes, plásticos comuns em embalagens e fibras sintéticas de tecidos.

A pesquisa identificou a presença desses contaminantes até mesmo em locais como o Atol das Rocas, onde não há atividades econômicas nem turismo permitido. “Os microplásticos podem chegar a esses locais transportados pelo vento ou pelas correntes oceânicas”, explica Ítalo Braga, professor do Instituto do Mar da Unifesp e coordenador do estudo.

Entre as áreas analisadas, a maior contaminação foi registrada no Refúgio de Vida Silvestre do Arquipélago de Alcatrazes, enquanto a menor ocorreu no Atol das Rocas. Apesar disso, os pesquisadores destacam que os níveis detectados estão abaixo da média global para áreas marinhas protegidas.

Impactos e soluções

A presença de microplásticos nos oceanos representa uma ameaça à fauna marinha e pode afetar a cadeia alimentar. Segundo os cientistas, o simples estabelecimento de áreas protegidas não é suficiente para barrar a poluição. “É necessário um controle ambiental rigoroso e medidas globais, como o Tratado Global dos Plásticos da ONU, atualmente em fase de negociação”, conclui Braga.

O estudo reforça a importância de ações coordenadas para reduzir a poluição plástica e garantir a preservação dos ecossistemas marinhos, essenciais para a biodiversidade e para diversas atividades econômicas, incluindo a pesca e o turismo sustentável.



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Soja Brasil visita as lavouras de soja do MS; confira



O Soja Brasil foi até o Mato Grosso do Sul para acompanhar de perto a implementação do consórcio milho-braquiária, uma prática agrícola que tem conquistado produtores pela sua capacidade de aumentar a produtividade e promover a sustentabilidade do solo. Você pode conferir a matéria completa no mais recente episódio:

O consórcio milho-braquiária, que combina o cultivo simultâneo de milho e braquiária, proporciona uma série de benefícios para a produção agrícola. A braquiária, além de gerar palhada para a soja, contribui para a reciclagem de nutrientes, retenção de umidade no solo e melhoria das condições físicas e biológicas da terra. Tudo isso resulta em uma maior produtividade e na sustentabilidade do sistema agrícola.

Em uma propriedade na região de Maracaju, o produtor tem observado uma média de 75 sacas de soja por hectare, com a capacidade de manter 65 sacas, mesmo em condições de seca severa. O segredo desse alto desempenho está na integração do milho com a braquiária, adotada desde o primeiro ano de cultivo. A combinação das duas espécies tem mostrado resultados impressionantes, tanto para a produção de grãos quanto para a saúde do solo.

O consórcio milho-braquiária tem demonstrado que pode proporcionar um aumento de 10 a 15% na produtividade, o que equivale a um incremento de 5 a 10 sacas por hectare. Esse aumento é possível devido à melhoria das condições do solo, com a utilização de técnicas de correção de pH, fertilização e a retenção de água, garantindo maior estabilidade nos resultados, mesmo em anos de estiagem.

A técnica foi inicialmente desenvolvida na década de 1990 e consolidada em 2001 sob o nome de Sistema Santa Fé, com o objetivo de recuperar pastagens degradadas em Goiás. Desde então, o modelo se expandiu para várias regiões do Brasil e tem se tornado uma ferramenta essencial para produtores que buscam maior produtividade e sustentabilidade em suas lavouras.



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semana começa com chuva forte em várias regiões do Brasil



A nova semana começa com condições meteorológicas instáveis em diversas regiões do Brasil, impactando diretamente o setor agropecuário. Confira a previsão detalhada para todo o país:

Região Sul

O tempo seguirá instável nos três estados da região, com possibilidade de pancadas de chuva forte. No noroeste e norte do Paraná, sudoeste de Santa Catarina, bem como no sul e na Serra Gaúcha, o dia terá sol entre nebulosidade variável, com chance de chuva a qualquer hora. Nas demais áreas, os temporais se intensificam no período da tarde.

Região Sudeste

As pancadas de chuva continuam intensas em São Paulo, principalmente no centro-leste e noroeste paulista, onde o risco de temporais é alto. No Triângulo Mineiro, a chuva ocorre a qualquer momento do dia. No Rio de Janeiro e Espírito Santo, o sol predomina, mas pancadas são esperadas no período da tarde.

Região Centro-Oeste

A instabilidade aumenta sobre Mato Grosso do Sul, sul, oeste e norte de Mato Grosso, com risco elevado de temporais. No Distrito Federal, o dia será de sol e calor, com pancadas de chuva moderadas a fortes durante a tarde e noite.

Região Nordeste

A semana começa com sol e temperaturas elevadas. No Maranhão, Piauí e Ceará, as pancadas de chuva podem ser intensas. No oeste e sul da Bahia, assim como no litoral de Alagoas e Sergipe, a chuva ocorre de forma moderada. Já em Natal, João Pessoa e Recife, o tempo permanecerá firme.

Região Norte

O norte de Roraima terá tempo seco, mas o restante da região segue instável. O risco de temporais é alto no Amapá, Manaus, sul do Pará e centro-norte do Tocantins. Em Belém, Porto Velho e Rio Branco, são esperadas pancadas moderadas a fortes ao longo do dia.

O monitoramento das condições climáticas é essencial para o planejamento das atividades agrícolas. Acompanhe as atualizações para garantir a melhor tomada de decisão no campo.



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Novo Fiagro vai financiar pequenos agricultores de cacau



Um fundo de investimento blended finance – que mistura recursos de filantropia, de investidores do mercado financeiro e capital público – está sendo lançado com a meta de chegar a R$ 1 bilhão até 2030. O propósito é financiar a agricultura familiar da cadeia do cacau.

O Fundo de Investimento nas Cadeias Produtivas Agroindustriais (Fiagro) Kawá é um projeto do Instituto Arapyaú, da Violet, da ONG Tabôa Fortalecimento Comunitário e da MOV Investimentos.

“Com o Kawá, queremos ampliar a escala de impactos econômicos, sociais e ambientais positivos, atraindo investidores de maior porte para destravar modelos produtivos que façam uso sustentável do solo e gerem renda para quem mais precisa e quem conserva a floresta”, afirma Vinicius Ahmar, gerente de bioeconomia do Instituto Arapyaú.

O fundo nasce com R$ 30 milhões e, segundo comunicado do instituto, o objetivo é beneficiar, na primeira fase, 1200 agricultores na Bahia e no Pará. “Esse valor é quase três vezes superior ao financiamento público – via Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) – destinado à cultura do cacau no ano de 2023”, diz o comunicado.

Além das quatro organizações que desenvolveram o fundo, também participam a VERT, que será a administradora do fundo, e a Associação Nacional das Indústrias Processadoras de Cacau (AIPC), que agrega as empresas que compram o cacau dos produtores beneficiados.

A iniciativa inclui também uma estrutura, designada na expressão em inglês Enabling Conditions Facility (ECF), que fará o financiamento da assistência técnica aos agricultores. Essa frente será coordenada pela Violet, plataforma para investimento em soluções baseadas na natureza e que conecta investidores, empresas, produtores e comunidades.

A Fundação Solidaridad, do Consórcio Intermunicipal do Mosaico das Apas do Baixo Sul da Bahia (Ciapra) e a Polímatas Soluções Agrícolas e Ambientais, cujo custeio é da Suzano, serão os responsáveis pela assistência técnica. Na Bahia, a Tabôa também fará assistência técnica, além da originação do crédito.

Metodologia

O Fiagro vai usar uma metodologia de concessão de crédito desenvolvida e implementada pela Tabôa desde 2017. Por esse método, a instituição já firmou mais de mil financiamentos num total de R$ 16 milhões.

Essa metodologia foi adotada na estruturação de um Certificado de Recebíveis do Agronegócio (CRA) Sustentável para cacau, que foi um projeto do Instituto Arapyaú com uma rede de parceiros. Entre 2020 e 2023, o CRA Sustentável impactou diretamente 271 agricultores, promovendo aumento de produtividade (52%) e de renda (60%) com inadimplência perto e zero.

“É uma metodologia já bastante testada. Serviu como um laboratório”, afirmou Ahmar, do Arapyaú.

“Nossas experiências de concessão de crédito aliado à assistência técnica rural se mostraram bem sucedidas. Tais condições contribuíram para o aumento da produtividade, além da baixa inadimplência”, afirmou Roberto Vilela, diretor-executivo da Tabôa no comunicado.

De cada cem produtores de cacau no Brasil, 85 estão à margem do sistema financeiro, com difícil acesso a políticas públicas. De acordo com o Ministério da Agricultura e Pecuária, 75 nunca receberam assistência técnica. “Ao mesmo tempo, cerca de 80% da produção de cacau no Brasil depende dos agricultores de pequenas propriedades”, diz a nota.

Após receber o crédito do Fiagro, o produtor terá até 45 dias para realizar o investimento. Após esse período, são 36 meses de prazo para pagar o empréstimo com seis meses de carência, na média. A taxa de juros é de 12% ao ano.

Crédito de carbono

Como o financiamento pelo fundo Kawá será destinado a pequenos produtores de sistemas agroflorestais (SAFs), a equipe de gestão planeja o comércio de créditos de carbono gerados pelo incremento na produção. Segundo o Arapyaú, a produção no SAF – ou cabruca, como é conhecido esse manejo no Sul da Bahia – é capaz de estocar 66 toneladas de carbono por hectare, o dobro da quantidade encontrada no cacau plantado a pleno sol, segundo estimativas.

A venda dos créditos de carbono que venham ser emitidos será operacionalizada pela ReSeed. Segundo comunicado, a plataforma já possui negociação com um investidor para a compra dos primeiros créditos gerados por cerca de cem agricultores, e entra como responsável por facilitar a comercialização dos próximos créditos.



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Semana de instabilidade climática com fortes chuvas no Brasil; confira a previsão do tempo



A semana entre os dias 24 e 28 de março será marcada por condições climáticas variadas em todo o Brasil, com previsão de pancadas de chuva intensas, risco de temporais e oscilações térmicas. A influência de um cavado em médios níveis da atmosfera favorece a formação de chuvas, especialmente nas regiões Sul, Sudeste e Norte. Confira a previsão detalhada por região:

O tempo no Sul

O tempo segue instável nos três estados, com pancadas de chuva forte e risco de temporais localizados. Há previsão de sol entre nebulosidade variável no noroeste e norte do Paraná, sudoeste de Santa Catarina e na Serra Gaúcha, mas com possibilidade de chuvas a qualquer momento.

Os acumulados da semana podem chegar a 70 mm no centro-norte do Rio Grande do Sul, em Santa Catarina e no sul do Paraná, elevando a umidade do solo, mas com risco de alagamentos pontuais. No extremo sul do Rio Grande do Sul e no norte do Paraná, a precipitação será menor, variando entre 20 e 30 mm.

Pancadas de chuvas no Sudeste

As pancadas de chuva persistem no estado de São Paulo, especialmente no centro-leste e noroeste paulista, onde o risco de temporais é alto. No Triângulo Mineiro, há chance de chuva ao longo do dia. No Rio de Janeiro e Espírito Santo, o sol predomina, mas com pancadas de chuva à tarde.

Os acumulados de precipitação podem chegar a 50 mm no Rio de Janeiro, centro-sul de Minas Gerais e centro-sul do Espírito Santo, mantendo a umidade do solo em boas condições para a agricultura. No restante do Sudeste, as chuvas serão escassas, variando entre 10 e 20 mm.

Como fica o clima no Centro-Oeste?

O Mato Grosso do Sul, o sul e oeste de Mato Grosso terão chuvas frequentes e risco de temporais. No Distrito Federal, o tempo será quente, com pancadas de chuva no fim da tarde. O volume de chuva deve atingir cerca de 50 mm na região, favorecendo o desenvolvimento da safrinha de milho. No leste do Mato Grosso do Sul e no sul de Goiás, o tempo será mais seco, com acumulados de até 15 mm, permitindo o manejo adequado das lavouras.

Calor no Nordeste

A semana começa com sol e calor, mas com pancadas fortes de chuva entre Maranhão, Piauí e Ceará. Chove de forma moderada no oeste e sul da Bahia, assim como no litoral de Alagoas e Sergipe. Natal, João Pessoa e Recife terão tempo firme. Os volumes de chuva mais expressivos serão observados no Maranhão, oeste do Piauí e oeste da Bahia, com acumulados de até 50 mm. No restante da região, a chuva será escassa, variando entre 0 e 15 mm.

Chuvas previstas no Norte

O tempo segue instável na maior parte da região, com risco de temporais no Amapá, Manaus, sul do Pará e centro-norte do Tocantins. Belém, Porto Velho e Rio Branco terão pancadas de chuva moderadas a fortes.

O volume de chuva previsto para a semana é de 50 mm no Acre, Rondônia, Amazonas, Amapá e Tocantins, beneficiando lavouras e pastagens. No entanto, o Pará deve registrar volumes acima de 150 mm, podendo ultrapassar 350 mm ao longo dos próximos 10 a 15 dias, o que pode resultar em alagamentos e transtornos para a agricultura.



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Biocombustível de coco avança no país e fortalece economia circular



A produção de biocombustível a partir do coco verde surge como uma alternativa inovadora e sustentável para a transição energética no Brasil. Em Aracaju (SE), pesquisadores do Instituto de Tecnologia e Pesquisa (ITP) desenvolvem um projeto que converte a fibra do coco em combustível renovável, promovendo a economia circular e reduzindo a sobrecarga ambiental causada pelo descarte inadequado do resíduo.

O Núcleo de Estudos em Sistemas Coloidais (NUESC), vinculado ao ITP e ao Grupo Tiradentes, vem aplicando tecnologias avançadas para transformar as 190 toneladas de resíduos de coco descartadas semanalmente na cidade em energia limpa.

“Essa iniciativa não só reduz o impacto ambiental, como também aproveita um material abundante que, de outra forma, geraria altos custos para a gestão de resíduos urbanos”, explica o pesquisador Cláudio Dariva, coordenador do NUESC.

Tecnologia no aproveitamento do coco

O coco verde é amplamente consumido em regiões tropicais, e seu resíduo, especialmente a fibra, representa um grande desafio ambiental em razão do seu alto volume e baixa taxa de decomposição.

O processo de conversão do coco verde em biocombustível envolve etapas como secagem, trituração e conversão térmica, utilizando técnicas como pirólise e gaseificação. A pesquisa também explora a integração de processos sustentáveis para maximizar o aproveitamento dos resíduos e reduzir a dependência de combustíveis fósseis.

Além de contribuir para a redução na emissão de carbono, o projeto fomenta o desenvolvimento local, gera empregos e impulsiona o setor de biocombustíveis, consolidando-se como um modelo promissor para outras regiões do país.

Com o avanço dessa tecnologia, o Brasil se posiciona como referência na valorização de resíduos agroindustriais, promovendo soluções inovadoras para o agronegócio e para a sustentabilidade ambiental.



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AgroNewsPolítica & Agro

Parceria busca integrar dados no agronegócio


A Hexagon, empresa global de tecnologia, firmou uma parceria com a Analítica, especializada em soluções agrícolas, para centralizar e integrar dados no setor. O objetivo é resolver um dos principais desafios do agronegócio: o excesso de informações não utilizadas devido à falta de integração entre diferentes fontes.  

A nova solução unifica dados de drones, satélites, estações meteorológicas e softwares de gestão em uma única plataforma, permitindo uma análise automatizada e mais eficiente. Com isso, a tomada de decisão se torna mais ágil, reduzindo desperdícios e otimizando recursos como água, combustível e insumos.  

“Além de evoluir constantemente em nossas soluções de geoposicionamento, agricultura de precisão e planejamento e monitoramento de operações, ouvimos o mercado sobre a demanda por integração com dados vindos de outras fontes como drones, sistemas de abastecimento, imagens de satélites, estações meteorológicas, softwares de gestão, entre outros e decidimos agregar na nossa entrega o compilador de dados Metrics, da Analítica, integrando todas as informações de desempenho que o cliente precisa. Com isso, oferecemos um serviço ainda mais completo, inclusive ampliando nossos serviços de suporte e pós-vendas,” explica Fabio Perna, diretor Comercial e Serviços agrícola da divisão de Autonomy & Positioning da Hexagon.

A tecnologia utiliza inteligência artificial para identificar padrões e gerar recomendações, eliminando a necessidade de análises manuais complexas. Além de aumentar a eficiência operacional, a iniciativa busca democratizar o acesso à inovação, garantindo que pequenos produtores também possam usufruir dos mesmos benefícios oferecidos a grandes empresas do setor.  

A expectativa é expandir a solução para novos clientes, oferecendo integração com sistemas já utilizados no campo. Com a automação do gerenciamento de dados, o agronegócio ganha mais precisão e rentabilidade, reduzindo custos e aumentando a produtividade de forma sustentável.

 





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AgroNewsPolítica & AgroSafra

Comissão de suinocultura da FAEP debate bioinsumos e prepara ações para o setor


Pesquisadores apresentaram como dejetos podem ser utilizados como biofertilizantes e na geração de energia nas propriedades rurais

Em sua primeira reunião deste ano – realizada nesta segunda-feira (17) –, a Comissão Técnica de Suinocultura da Federação da Agricultura do Estado do Paraná (FAEP) deu ênfase à utilização de bioinsumos na atividade. Esses produtos de origem biológica podem ser usados como fertilizantes e na geração de energia, tornando a produção mais sustentável e reduzindo custos de produção. O encontro também serviu para que os membros estruturassem ações para 2025.

Em sua apresentação, os pesquisadores da Embrapa Suínos e Aves, Juliano Correa e Estela Nunes, definiram bioinsumos como “produtos total ou parcialmente derivado de materiais de origem biológica”. Eles podem se subdividir produtos de controle biológico, insumos para uso animal e biofertilizantes, em diversas etapas dos processos produtivos. No caso da suinocultura, os dejetos dos animais tem sido utilizados, principalmente, como biofertilizantes e como matéria-prima para a geração de energia – através de biodigestores.

Os pesquisadores da Embrapa apresentaram uma projeção, que aponta que um produtor que mantenha 500 animais em sua propriedade pode obter R$ 12,7 mil com a utilização dos dejetos gerados pelos animais como biofertilizantes. Os dejetos de suínos são ricos em nitrogênio, fósforo e potássio, além de conterem matéria orgânica e microrganismos benéficos ao solo. Os especialistas também exibiram fotos de lavouras e pastagens desenvolvidas a partir do uso de biofertilizantes da suinocultura.

A discussão sobre o aproveitamento dos dejetos tem relação direta com o avanço da atividade no país. A produção nacional de suínos saltou de 500 mil toneladas, em 1970, para 4,5 milhões de toneladas no ano passado. No memo período, as exportações saltaram de 2 mil para 1 milhão de toneladas. Só em 2023, os embarques internacionais de carne suína tiveram um aumento de 38% em relação ao ano anterior.

Outros temas

A comissão técnica também começou a estruturar ações para 2025. Ao longo da reunião, o regimento interno do colegiado foi apresentado aos novos membros. Os participantes também apontaram temas de interesse, que devem ser abordados durante este ano. Na sequência, o grupo deve definir o calendário de reuniões, com os temas técnicos e administrativos a serem debatidos.

“Sabemos o quanto é difícil cada um de nós dispor de um tempo na nossa propriedade, mas essas reuniões são importantes para estruturarmos nossas ações. A participação é muito importante para seguirmos mais fortes”, definiu a presidente da comissão, Deborah de Geus.

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AgroNewsPolítica & Agro

Mercado de aveia dos EUA enfrenta desafios tarifários



O produto está bastante voltado para a alimentação humana



Nos últimos anos, a aveia deixou de ser uma cultura voltada para ração
Nos últimos anos, a aveia deixou de ser uma cultura voltada para ração – Foto: Canva

O mercado de aveia nos Estados Unidos em 2025 enfrenta desafios significativos devido a complicações tarifárias e à escassez de estoques no Canadá, seu principal fornecedor. A forte interdependência entre os dois países torna as negociações comerciais um fator crucial para a estabilidade do setor. Restrições tarifárias e eventuais disputas comerciais podem limitar as opções de importação e elevar os custos para toda a cadeia produtiva.  

Nos últimos anos, a aveia deixou de ser uma cultura voltada para ração e passou a atender principalmente ao mercado de alimentação humana, impulsionada por tendências de saúde e sustentabilidade. Os Estados Unidos representam 30% da moagem global e 22% da produção mundial de aveia, com Canadá e EUA liderando as exportações e importações do cereal. No Canadá, aproximadamente 72% da aveia consumida comercialmente é destinada ao consumo humano, enquanto o restante ainda atende ao setor de ração animal.  

As tarifas aplicadas pelos Estados Unidos sobre produtos canadenses desde março adicionam incertezas ao mercado. Enquanto algumas taxas foram temporariamente suspensas, outras continuam em vigor, e novas medidas retaliatórias podem ser adotadas. O impacto já afeta setores como frutas, laticínios e carnes, além de commodities como aço e veículos elétricos. Ao mesmo tempo, restrições impostas pela China ao óleo e ao farelo de canola canadenses, bem como a outras exportações agrícolas, aumentam a pressão sobre os produtores.  

A volatilidade tarifária e os baixos estoques de aveia criam desafios para toda a cadeia de suprimentos, elevando os custos para importadores e consumidores. O repasse desses custos pode afetar o preço final do produto, impactando diretamente as decisões de compra. 

 





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AgroNewsPolítica & Agro

Preços do boi gordo se recuperam



Esse cenário reforça a competitividade da carne brasileira



A demanda externa continua forte, mesmo com as incertezas trazidas pelas investigações da China
A demanda externa continua forte, mesmo com as incertezas trazidas pelas investigações da China – Foto: Divulgação

Os preços do boi gordo voltaram a subir, afastando momentaneamente o risco de queda abaixo de R$ 300/@. Segundo a StoneX, o índice contínuo na B3, que começou março pouco acima de R$ 301/@, encerrou a semana acima de R$ 310/@. Os contratos futuros também avançaram, com destaque para outubro/25, que voltou a operar na faixa de R$ 340/@. A oferta reduzida na segunda metade do ano segue como fator de suporte, já que estimativas da consultoria, baseadas nas estatísticas do SIF, indicam possível recuo nos abates totais em fevereiro, justamente no momento de virada de ciclo da pecuária.  

A demanda externa continua forte, mesmo com as incertezas trazidas pelas investigações da China sobre importações de carne bovina e pela guerra comercial dos EUA com seus principais parceiros. Após registrar o melhor fevereiro da história, as exportações seguem aceleradas, com dados semanais da Secretaria de Comércio Exterior apontando que os embarques de março já superam os volumes registrados no mesmo período de 2023.  

Esse cenário reforça a competitividade da carne brasileira no mercado global, sustentando os preços internos mesmo após um 2024 marcado pelo maior nível de abates da história. A valorização do boi gordo e a alta nos contratos futuros refletem tanto a expectativa de menor oferta nos próximos meses quanto o forte apetite do mercado internacional pelo produto brasileiro. “Após o melhor fevereiro da história, os dados semanais da Secretaria de Comércio exterior estão mostrando como março vem realizando envios superiores ao realizado no mesmo período do ano passado”, conclui.

 





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