O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) informou há pouco que áreas da região Sul e do centro-norte do Brasil podem ter chuvas entre 30 a 60 mm/h ou acumulados de 50 a 100 mm nesta quinta-feira (27).
Ventos intensos, com rajadas entre 40 e 60 km/h, atingem algumas partes do país. Segundo o órgão, há risco de alagamentos, deslizamentos de encostas e transbordamentos de rios em áreas de risco.
Segundo o Inmet, as áreas mais afetadas estão no Rio Grande do Sul, incluindo a região metropolitana de Porto Alegre. Além disso, o mar ficará agitado na costa gaúcha e no litoral dos estados de Santa Catarina e Rio de Janeiro.
O instituto solicita que as pessoas evitem enfrentar o mau tempo e observem alterações nas encostas. Em caso de situação de emergência, a Defesa Civil (telefone 199) e o Corpo de Bombeiros (telefone 193) podem auxiliar.
Técnicos japoneses deverão visitar o Brasil dentro dos próximos 60 dias para realizar uma inspeção sanitária nas condições de produção da carne bovina brasileira. A informação foi confirmada pela assessoria de imprensa da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec).
Na manhã de ontem (26), o primeiro-ministro do Japão, Shigeru Ishiba, anunciou que o país enviaria especialistas sanitários ao Brasil, como parte de um processo crucial para uma possível abertura do mercado japonês à carne bovina brasileira.
Esforço para abertura de mercado da carne
O governo brasileiro, acompanhado de representantes do setor privado, realizou visita ao Japão, tendo como um dos objetivos avançar nas negociações para viabilizar a exportação de carne bovina para o país asiático. O presidente da Abiec, Roberto Perosa, integra a comitiva.
Durante a visita, o ministro da Agricultura e Pecuária (Mapa), Carlos Fávaro, também participou de uma reunião com a Japan Meat Trade Association, em Tóquio, que representa importadores de carne.
Além disso, Fávaro se encontrou com o ministro da Agricultura, Silvicultura e Pesca do Japão, Taku Eto, para discutir questões sanitárias e técnicas relacionadas ao tema.
Recuperação de pastagens
Brasil e Japão firmaram cerca de 80 memorandos de cooperação em áreas como energia, meio ambiente, agricultura, ciência e tecnologia. Um dos acordos prevê investimentos japoneses na recuperação de pastagens degradadas no Cerrado brasileiro, dentro de uma agenda ambiental conjunta entre os dois países.
Houve também um acordo de cooperação entre os países que inclui avanços em tecnologias limpas e energia renovável.
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As condições climáticas na Argentina registraram chuvas leves na maior parte do território, com exceção do norte e de algumas áreas da província de Buenos Aires, segundo o boletim Weekly Weather and Crop Bulletin, divulgado nesta terça-feira (25) pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).
O clima seco favoreceu a maturação e colheita das culturas de verão, com destaque para o girassol, que já teve 39% da área colhida, e o milho, com 9% da colheita concluída. Já na região sul de Buenos Aires e em áreas próximas de La Pampa, a precipitação acumulada entre 10 e 50 mm auxiliou no desenvolvimento de grande parte do milho ainda imaturo.
No norte do país, chuvas mais intensas, variando entre 25 e 75 mm, beneficiaram a cultura do algodão. No entanto, segundo o boletim, um período mais seco será necessário nos próximos dias para que as cápsulas comecem a abrir e a colheita possa avançar sem dificuldades.
A maior parte da Argentina registrou temperaturas acima da média, variando de 1 a 4°C acima do esperado para o período. Durante o dia, os termômetros oscilaram na faixa dos 30°C, chegando a superar essa marca em algumas áreas do norte. O calor favoreceu o desenvolvimento das lavouras, mas também intensificou a perda de umidade do solo, fator que pode impactar as próximas fases do ciclo produtivo.
Desde o início de março, os preços do boi gordo operam dentro de um pequeno intervalo, com preço médio da arroba entre R$ 309,20 e R$ 312,95 no estado de São Paulo. Segundo pesquisadores do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), as negociações vêm sendo marcadas pela cautela de compradores que têm, aos poucos, concedido reajustes aos preços da arroba, mas estes agentes estão atentos à estabilidade dos valores da carne no mercado atacadista.
Muitos frigoríficos estão com escalas de abate entre 5 e 7 dias. Pecuaristas, por sua vez, estão bastante resistentes, pedindo cotações maiores e mantendo baixa a oferta do boi.
De acordo com a análise do Cepea, esse posicionamento tem resultado em escalas curtas de abate e em menor oferta de carne no atacado. Com isso, os preços tiveram pequena reação nesta quarta (26).
Ao longo de março, a carcaça casada no atacado da Grande SP tem aumento de 1,15% em São Paulo, segundo o Indicador Cepea/Esalq, de 0,64%.
No front externo, as exportações nesta parcial de março estão aquecidas. De acordo com dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), a média diária de embarques até a terceira semana do mês superava em 51% a de março/24; e os preços em Reais estavam 24% maiores.
O Cepea realiza pesquisas sobre a dinâmica de cadeias produtivas e também sobre o funcionamento integrado do agronegócio, o que abrange questões (transversais) de defesa sanitária, políticas comerciais externas e influência de novas tecnologias, por exemplo.
O desempenho macroeconômico do setor é também acompanhado de perto. A equipe do Centro calcula periodicamente o PIB do Agronegócio (nacional e de estados), o PIB de cadeias produtivas e, também, índices de exportação do setor.
O governo federal abriu um crédito extraordinário para a compra direta de arroz cultivado pelos agricultores e agricultoras familiares. O ministro do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA), Paulo Teixeira, afirmou que 500 mil toneladas de alimentos serão compradas no Brasil ainda neste semestre.
Além do arroz, o país também fará estoque de milho e feijão, como forma de manter os preços dos alimentos em níveis acessíveis à população.
Os agricultores poderão vender o produto negociado em contrato a partir do final de abril, uma vez que a Conab poderá antecipar a compra do grão adquirido por Contratos de Opção de Venda (COV) de agosto para o final do próximo mês, com pagamento de 20% acima do preço mínimo, carregado pelos custos logísticos e financeiros da colheita até a entrega do produto.
Neste modelo de contrato não há a obrigação de venda. No entanto, o modelo garante renda ao produtor, estimula a produção para atender o consumo interno e forma estoques públicos.
“Vamos comprar arroz, milho, e outros produtos na medida que baixem os preços. Nós não vamos comprar na alta, vamos comprar com o preço mais baixo, favorecendo o povo brasileiro, para quando esses alimentos subirem de preços, nós possamos vende-los, favorecendo também o agricultor para que o preço não fique mais baixo do que o custo de produção”, disse o ministro em entrevista ao programa A Voz do Brasil.
Programa de aquisição de alimentos
Os agricultores e agricultoras que tiveram interesse em se inscrever nos projetos de Compra com Doação Simultânea (CDS) e no Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) têm até a próxima segunda-feira, 31 de março enviar os dados. O mesmo é feito por meio do aplicativo PAANet, da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).
Segundo o governo, a intenção é dar a oportunidade para que as organizações da agricultura familiar consigam entregar sua produção à população em situação de insegurança alimentar e nutricional.
A CDS tem o objetivo de apoiar a produção da agricultura familiar por meio da compra direta de alimentos de cooperativas e associações. Os produtos adquiridos são destinados ao abastecimento da rede socioassistencial e a Equipamentos Públicos de Segurança Alimentar e Nutricional, como restaurantes populares e cozinhas solidárias.
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O Dia do Cacau é comemorado nesta terça-feira (26), reforçando a importância do fruto para a economia e a cultura brasileira. Originário da Amazônia e utilizado desde os tempos dos incas e astecas, o cacau se consolidou como a base do chocolate e como um dos principais produtos agrícolas do país.
No Brasil, a cadeia produtiva do cacau conta com o apoio do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), por meio da Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira (Ceplac). A instituição possui uma das coleções mais ricas do mundo, reunindo dez grupos genéticos do fruto, com destaque para a diversidade da Amazônia. O principal tipo cultivado no país é o Amelonado, caracterizado por casca amarela e aroma mais sutil.
Os estudos conduzidos pela Ceplac têm foco no melhoramento genético do cacau, com objetivo de desenvolver variedades mais produtivas e resistentes a doenças e mudanças climáticas. As pesquisas também buscam inovações para o setor, incluindo novas formulações para o chocolate.
O Brasil ocupa atualmente a sexta posição entre os maiores produtores de cacau do mundo. O cacaueiro começa a produzir, em média, aos três anos e pode seguir em produção por até um século. O cultivo nacional tem avançado com a adoção de práticas sustentáveis, impulsionadas pela Lei nº 14.877/24, sancionada no ano passado. A nova legislação criou os selos verdes Cacau Cabruca e Cacau Amazônia, que serão concedidos a produtores que seguirem boas práticas ambientais na lavoura.
Ouça o Diário Econômico, o podcast do PicPay que traz tudo que você precisa saber sobre economia para começar o seu dia, com base nas principais notícias que impactam o mercado financeiro.
No morning call de hoje, a economista-chefe do PicPay, Ariane Benedito, destaca a cautela nos mercados diante da política comercial dos Estados Unidos. As tarifas impulsionaram o dólar e os juros dos Treasuries, enquanto o Ibovespa subiu levemente.
No Brasil, o Investimento Direto no País (IDP) superou expectativas, atingindo US$ 9,3 bilhões em fevereiro.
A agenda do dia traz o IPCA-15 e o Relatório de Política Monetária.
O mês de abril começa com mudanças importantes no clima em grande parte do Brasil. Segundo o meteorologista do Canal Rural, Arthur Müller, os próximos 15 dias marcam o início da transição do período úmido para o seco em áreas centrais do país, além do avanço de uma nova massa de ar frio, especialmente sobre as regiões Sul e Sudeste.
De acordo com Müller, áreas do interior da região Nordeste, nordeste de Minas Gerais, interior de São Paulo e Rio Grande do Sul apresentam níveis críticos de umidade no solo, com índices abaixo de 40%. “Essas regiões já enfrentam escassez hídrica e precisam de mais chuva para manter a produtividade no campo”, disse.
No entanto, o cenário é diferente para os estados da região Norte, onde a chuva não dá trégua. No Pará, por exemplo, o excesso de precipitações segue afetando a logística. “A região norte seguirá com acumulados acima de 100 mm em apenas cinco dias”, alertou.
Últimos volumes significativos no Centro-Sul
A primeira semana de abril ainda reserva volumes razoáveis de chuva para Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Centro-Oeste e parte do Sudeste, com destaque para acumulados de até 80 mm em áreas de Mato Grosso do Sul, próximas à fronteira com Bolívia e Paraguai. “Será o último pulso significativo de chuva para o estado antes do início da estação seca”, afirmou o meteorologista.
Em contraste, a previsão entre os dias 6 e 10 de abril já indica um cenário mais seco no Centro-Sul, com destaque para o corte das chuvas no interior do Nordeste, onde a umidade também começa a cair. Segundo Müller, áreas do centro-norte da Bahia, interior de Pernambuco e sudeste do Piauí podem registrar entre 40 e 80 mm, o que representa boa notícia para os produtores locais, mas sem expectativa de continuidade no mês.
Risco de granizo e ventos fortes
Entre os alertas para os próximos dias, Müller destacou a atuação de um cavado atmosférico sobre o Brasil central, o que pode provocar temporais com queda de granizo e rajadas de vento intensas.
“O risco vale para o Sul do Mato Grosso do Sul, interior de São Paulo, Triângulo Mineiro e Goiás”, disse, orientando os produtores a redobrarem a atenção durante as atividades em campo.
Massa de ar frio avança
A primeira frente fria de abril começa a se formar a partir da primeira semana do mês, com avanço mais perceptível sobre o Sul e Sudeste do país. A previsão indica mínimas entre 8 °C e 12 °C nas áreas serranas da região Sul, com possibilidade de geada pontual.
“Por enquanto, não há risco de geada para as baixadas, mas o frio será perceptível e tende a ganhar força ao longo do mês”, afirmou Müller.
O Centro-Oeste não deve ser fortemente impactado neste primeiro momento, mas o sul de Minas, sul do Rio de Janeiro e o centro-leste de São Paulo já podem registrar mínimas entre 13 °C e 14 °C nos próximos dias.
Amplitude térmica será uma marca do outono
Müller ressaltou que, apesar da presença do frio, o outono de 2024 tende a ser quente, com grande amplitude térmica.
“A gente pode ter máximas de 30 °C e mínimas que caem para 15 °C de um dia para o outro. Isso exige atenção com os rebanhos, lavouras e até com a saúde”, concluiu.
O mercado físico do boi gordo voltou a apresentar alguma recuperação de seus preços nesta quarta-feira (26), puxada com escalas de abate ainda apertadas, posicionadas entre cinco e seis dias úteis na média nacional.
De acordo com análise da consultoria Safras & Mercado, a oferta de fêmeas segue declinante, o que ajuda na compreensão desse movimento.
A demanda doméstica durante a primeira quinzena do mês é outro elemento que gera otimismo, com perspectiva de boa reposição entre atacado e varejo durante a primeira quinzena de abril.
Ao mesmo tempo, as exportações seguem em alto nível, com grande quantidade de produto vendido ao exterior ao longo do primeiro trimestre, lembra o analista Fernando Henrique Iglesias.
Preços médios da arroba de boi gordo hoje
São Paulo: R$ 318,42
Goiás: R$ 308,75
Minas Gerais: R$ 304,41
Mato Grosso do Sul: R$ 307,73
Mato Grosso: R$ 303,23
Atacado
O mercado atacadista segue com preços firmes para a carne bovina. Ainda há otimismo em torno da primeira quinzena que deve possibilitar elevação dos preços, mesmo que isso ocorra de forma comedida.
O feriado de Páscoa é um ponto de consumo importante a ser considerado, aumentando a propensão a reajustes no decorrer de abril. Importante destacar que o encurtamento das escalas de abate sugere para estoques apertados, o que pode aumentar a agressividade das indústrias na compra de gado, disse Iglesias.
O quarto traseiro ainda é precificado a R$ 25,50 o quilo.
Quarto dianteiro ainda é cotado a R$ 18,50 o quilo.
Ponta de agulha permanece no patamar de R$ 17,00, por quilo.
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Foto: Divulgação
O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, reuniu-se na segunda-feira (24) com lideranças do agronegócio no Palácio Piratini para discutir medidas emergenciais e estratégias de longo prazo para o setor. O encontro abordou os impactos de eventos climáticos extremos e a necessidade de apoio federal para a renegociação das dívidas dos produtores.
Leite destacou que a irrigação é essencial para aumentar a resiliência do setor, mas enfrenta barreiras financeiras. “Não conseguimos avançar com a irrigação se o produtor está endividado. É preciso resolver essa questão”, afirmou. O presidente da Farsul, Gedeão Pereira, reforçou a importância da renegociação para viabilizar investimentos em ações estruturantes.
A securitização das dívidas foi debatida, com consenso sobre a necessidade de buscar alternativas para garantir maior sustentação ao setor. “A securitização pode ser um caminho, mas precisamos também trabalhar com outras possibilidades para encontrar uma solução que dê mais sustentação ao setor”, ponderou Leite.
No dia seguinte, o governador esteve em Brasília para buscar apoio da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA). “Deixamos muito claro a necessidade do Rio Grande do Sul relacionada à renegociação das dívidas dos nossos produtores. Precisamos de todo o apoio possível, e a CNA é fundamental para construirmos um entendimento nacional sobre a situação do Estado”, disse.
Antes, Leite já havia se reunido com o presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), deputado Pedro Lupion, apresentando as propostas do governo estadual para o setor. “Sabemos que não é sobre resolver simplesmente o passado dessas dívidas constituídas, mas é sobre dar capacidade aos nossos produtores para tomarem crédito e obterem financiamento para investirem no futuro”, ressaltou.
No próximo dia 31, está prevista uma nova reunião no Palácio Piratini com integrantes do governo estadual, deputados estaduais e federais e entidades do setor para dar continuidade às negociações.