segunda-feira, maio 25, 2026

Agro

News

Moagem da cana registra queda de 17,81% na primeira quinzena de março



Na primeira quinzena de março, as unidades produtoras da região Centro-Sul processaram 1,83 milhão de toneladas de cana-de-açúcar, ante 2,22 milhões no mesmo período da safra 2023/2024, uma queda de 17,81%, segundo dados da União da Indústria da Cana-de-Açúcar (Unica). No acumulado da safra 2024/2025 até 16 de março, a moagem atingiu 617,28 milhões de toneladas, ante 649,35 milhões de toneladas registradas no mesmo período no ciclo anterior, queda de 4,94%.

Nos primeiros quinze dias de março, 19 unidades deram início à safra 2025/2026. Ao término da quinzena, estavam em operação 37 unidades produtoras na região Centro-Sul, sendo 22 unidades com processamento de cana, dez empresas que fabricam etanol a partir do milho e cinco usinas flex. No mesmo período, na safra 2023/2024, operaram 41 unidades produtoras.

Análise da moagem da cana

“Estamos observando o início da retomada da moagem das usinas agora em março. Na segunda quinzena do mês, pelo menos outras 19 unidades produtoras pretendem reiniciar as atividades, mas esse cronograma pode sofrer alterações a depender das condições climáticas e operacionais em cada região canavieira”, afirmou o diretor de inteligência setorial da Unica, Luciano Rodrigues.

Em relação à qualidade da matéria-prima, o nível de Açúcares Totais Recuperáveis (ATR) registrado na primeira quinzena de março atingiu 99,17 kg de ATR por tonelada de cana-de-açúcar, contra 109,96 kg por tonelada na safra 2023/2024, variação negativa de 9,82%.

No acumulado da safra, o indicador marca 141,35 kg de ATR por tonelada, índice levemente superior (1,38%) ao do último ciclo na mesma posição.

A produção de açúcar nos primeiros quinze dias de março totalizou apenas 52,0 mil toneladas, registrando queda de 19,10% na comparação com a quantidade registrada em igual período na safra 2023/2024 (64,3 mil toneladas).

No acumulado desde o início da safra até 16 de março, a fabricação do adoçante alcançou 39,98 milhões de toneladas, contra 42,24 milhões de toneladas do ciclo anterior (-5,34%).

Etanol

Na primeira metade de março, a fabricação de etanol pelas unidades do Centro-Sul atingiu 441,5 milhões de litros, sendo 367,0 milhões de litros de etanol hidratado (+9,18%) e 74,6 milhões de litros de etanol anidro (+144,20%). No acumulado do atual ciclo agrícola, a fabricação do biocombustível totalizou 34,42 bilhões de litros (+4,11%), sendo 22,09 bilhões de etanol hidratado (+10,14%) e 12,33 bilhões de anidro (-5,19%).

Do total de etanol obtido na primeira quinzena de março, 82,77% foram fabricados a partir do milho, registrando produção de 365,47 milhões de litros neste ano, contra 259,04 milhões de litros no mesmo período do ciclo 2023/2024 aumento de 41,08%. No acumulado desde o início da safra, a produção de etanol de milho atingiu 7,83 bilhões de litros, avanço de 31,22% na comparação com igual período do ano passado.



Source link

News

Embrapa Soja comemora 50 anos em evento



Em 2025, a Embrapa Soja comemora seus 50 anos de pesquisa e inovação. A instituição estará presente na ExpoLondrina 2025, de 04 a 13 de abril, no Parque de Exposições Ney Braga, em Londrina (PR), antecipando as comemorações do seu aniversário.

  • Fique por dentro das novidades e notícias recentes sobre a soja! Participe da nossa comunidade através do link! 🌱

A data oficial de celebração será no dia 16 de abril, mas os visitantes da ExpoLondrina poderão conhecer a trajetória da commodity brasileira no estande institucional, por meio de plantas representativas de diferentes épocas da história.

Criada com o objetivo de desenvolver tecnologias para a produção adaptada às condições brasileiras, a Embrapa se tornou referência mundial em pesquisa sobre a oleaginosa, especialmente para as regiões tropicais.

A contribuição da instituição foi fundamental para o Brasil se tornar o maior produtor mundial de soja, com 147,35 milhões de toneladas na safra 2023/2024, segundo dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

Estande da Embrapa Soja

Durante a ExpoLondrina, os visitantes poderão conhecer as inovações no uso da soja no cotidiano e acompanhar debates sobre biotecnologia, com um painel técnico programado para o dia 10 de abril, no Pavilhão SmartAgro.

O painel abordará novas tecnologias na agricultura, com ênfase na genética e nos desafios enfrentados pela sojicultura, como manejo do solo, conservação e coinoculação em soja.

O desenvolvimento da soja no Brasil

A soja foi introduzida no Brasil em 1882, quando as primeiras sementes chegaram à Bahia. No entanto, foi a partir da década de 1960 que a soja começou a ganhar relevância econômica no país. Com o desenvolvimento de cultivares adaptadas ao clima tropical a partir de 1970, o grão se consolidou, especialmente nas regiões do Cerrado.

A Embrapa Soja desempenhou um papel importante no sucesso dessa cultura no Brasil, desenvolvendo mais de 440 cultivares e criando um sistema de produção sustentável, que envolve desde o manejo do solo até o controle de pragas e doenças.

Além disso, a instituição também mantém o Banco Ativo de Germoplasma (BAG), responsável por preservar a variabilidade genética, essencial para o aprimoramento de novas variedades.

Cultivares históricas

A apresentação das 16 cultivares de soja na ExpoLondrina é uma oportunidade única para os visitantes conhecerem a evolução da soja no Brasil, destacando o trabalho da Embrapa Soja no aprimoramento genético da cultura.

O Banco Ativo de Germoplasma (BAG), com sua vasta coleção de aproximadamente 65 mil acessos, é um dos principais pilares desse desenvolvimento, permitindo o aprimoramento constante para diferentes condições de solo e clima. Essa diversidade genética é essencial para garantir a sustentabilidade e a continuidade da liderança do Brasil na produção mundial.



Source link

News

Bahia Farm Show terá novo nome em 2026, diz secretário de agricultura


Durante apresentação da Bahia Farm Show 2025, nesta quarta-feira (27), em Salvador (BA), o secretário da Agricultura, Pecuária, Irrigação, Pesca e Aquicultura (Seagri), Wallison Tum, anunciou que a feira ganhará um novo nome em 2026: Brasil Farm Show.

A informação foi recebida com surpresa pelo setor. Em uma publicação no Instagram, o secretário disse que a feira agrícola -confirmada entre os dias 9 e 14 de junho-, promete ser a maior de todos os tempos e destacou a mudança de nome do evento no próximo ano.

“Este será um marco para o agro, pois a partir de 2026, a feira ganhará um novo nome: Brasil Farm Show, refletindo sua relevância nacional e internacional. Mesmo com essa evolução, a Bahia seguirá como protagonista, mostrando sua força e inovação no setor agropecuário. Vamos juntos construir mais um grande capítulo para o agro baiano e brasileiro!”, escreveu o secretário Wallison Oliveira Torres (Tum).

Durante o evento de apresentação, Tum disse que o novo nome funcionará como uma vitrine para o que a Bahia e o Matopiba produzem, considerando a expectativa para 19ª edição da feira em junho e o crescimento nos últimos anos.

Realizadora da feira, a Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba), não comentou sobre a mudança em nota divulgada à imprensa e nem nos materiais de divulgação nas redes sociais.

No entanto, deve se pronunciar nos próximos dias. A agenda de apresentação segue conforme previsto, com uma coletiva de imprensa agendada na próxima semana, em Barreiras (BA), na sede da entidade.

Além disso, a Aiba também pretende apresentar a Bahia Farm Show em São Paulo.

Apresentação em Salvador

O evento de apresentação na capital baiana também contou com a presença do governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues, além de lideranças políticas e empresariais do agronegócio baiano.

Durante o encontro, foram destacadas as expectativas e novidades da 19ª edição da maior feira de tecnologia agrícola do Norte e Nordeste, que tem como tema “Agro Inteligente, Futuro Responsável”.

Bahia Farm Show 2025 foi apresentada em Salvador
Jerônimo Rodrigues, governador da Bahia e Moisés Schmidt, presidente da Aiba

O presidente da Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (AIBA), Moisés Schmidt, ressaltou a ampliação de parcerias para trazer as mais avançadas tecnologias do mundo ao setor agrícola baiano.

“Durante a feira, será montada uma verdadeira cidade de 246 mil metros quadrados, reunindo empresas com mais de mil marcas. Além do tradicional maquinário agrícola, teremos startups com soluções inovadoras em inteligência artificial, energia renovável e agricultura de precisão, que integram a sustentabilidade ao agronegócio”, destacou Schmidt.

O governador Jerônimo Rodrigues, reforçou a importância da feira para o desenvolvimento socioeconômico do estado e garantiu o apoio do Governo, por meio da Secretaria de Agricultura (Seagri) e demais secretarias que incentivam a produção agrícola.

“A Bahia Farm Show é um espaço estratégico para inovação e desenvolvimento sustentável. Todos os anos, movimenta diferentes setores, gerando empregos e fortalecendo tanto o agronegócio quanto a agricultura familiar”, afirmou o governador.


Siga o Canal Rural Bahia no Instagram! Você também pode participar deixando uma sugestão de pauta. Clique aqui e envie uma mensagem para o nosso WhatsApp!





Source link

News

Previsão do PIB cai de 2,1% para 1,9% em 2025



O Banco Central (BC) reduziu a estimativa de crescimento do país de 2,1% para 1,9% em 2025. Dado sobre a projeção do Produto Interno Bruto (PIB – a soma dos bens e serviços produzidos no país) consta do relatório de política monetária do primeiro trimestre, divulgado pela autoridade monetária nesta quinta-feira (27). Segundo o BC, a projeção de inflação para o ano cai para 5,01%, ainda fora do intervalo da meta.

“O PIB cresceu fortemente em 2024, 3,4%, mas desacelerou mais que o esperado no quarto trimestre, ao crescer 0,2%. A desaceleração foi mais nítida nos setores mais sensíveis ao ciclo econômico, no consumo das famílias e na formação bruta de capital fixo. Nesse contexto, a projeção para o crescimento do PIB em 2025 foi revisada para baixo, de 2,1% para 1,9%, com maior redução na expectativa dos componentes mais cíclicos”, diz o relatório.

Na avaliação do BC, a economia aquecida favorece a alta da inflação, dificultando a convergência para a meta. A inflação acumulada em doze meses, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), aumentou de 4,87% em novembro para 5,06% em fevereiro.

A meta definida pelo Comitê de política Monetária (Copom) do BC é de 3%, podendo varia 1,5% para mais ou menos. O documento diz que as projeções de inflação se mantiveram acima da meta, tornando a “convergência para a meta desafiadora”.

“Nas projeções do cenário de referência, a inflação continua acima do limite do intervalo de tolerância ao longo de 2025, começando a cair a partir do quarto trimestre, mas ainda permanecendo acima da meta. Nesse cenário, a inflação acumulada em quatro trimestres fica na faixa de 5,5%-5,6% nos três primeiros trimestres de 2025, cai para 5,1% no final do ano, 3,7% em 2026 e 3,1% no último período considerado, referente ao terceiro trimestre de 2027”, afirma o BC.

O documento diz ainda que a projeção de inflação para 2025 aumentou 0,6 ponto percentual (p.p.) em relação ao relatório anterior, especialmente nas projeções relacionadas aos preços livres. Em relação aos preços administrados, a projeção é de redução.

“Os efeitos dos aumentos das expectativas de inflação e da inércia decorrente das surpresas inflacionárias e da revisão das projeções de curto prazo pressionaram as projeções para cima, enquanto a subida da taxa de juros real, a apreciação cambial e a queda do preço do petróleo contribuíram para baixo”, diz o relatório.

O documento aponta ainda que o cenário externo permanece desafiador e segue exigindo cautela por parte de países emergentes.

Na avaliação da autoridade monetária, a conjuntura e a política econômica nos Estados Unidos, em particular a incerteza acerca da sua política comercial, colocam mais dúvidas sobre os ritmos de desaceleração da atividade econômica e da desinflação, com impactos na postura do Banco Central norte-americano, o Fed, e no ritmo de crescimento dos demais países.



Source link

News

IPCA-15 sobe 0,64% em março ante fevereiro; projeção era de +0,68%, aponta IBGE



O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15) subiu 0,64% em março na comparação com fevereiro, 0,59 ponto percentual (p.p.) abaixo da taxa registrada em fevereiro de 2025 (1,23%). As informações foram divulgadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Em 12 meses, até março, o IPCA-15 acumula alta de 5,26%, acima dos 4,96% observados nos 12 meses imediatamente anteriores. Em março de 2024, o índice foi de 0,36%. Tanto o resultado mensal quanto o acumulado de 12 meses ficaram abaixo das projeções de +0,68% e +5,30%, respectivamente, medidas pelo Termômetro Safras.

Todos os nove grupos de produtos e serviços pesquisados registraram variação positiva em março, com destaque para o grupo Alimentação e bebidas, com a maior variação (1,09%) e impacto (0,24 p.p.), seguido dos Transportes (0,92% e 0,19 p.p.). Juntos os dois grupos respondem por cerca de 2/3 do índice. As demais variações ficaram entre o 0,03% de Artigos de residência e o 0,81% de despesas pessoais.

No grupo alimentação e bebidas, o IPCA-15 alcançou 1,09%, a alimentação no domicílio acelerou de 0,63% em fevereiro para 1,25% em março. Contribuíram para esse resultado as altas do ovo de galinha (19,44%), do tomate (12,57%), do café moído (8,53%) e das frutas (1,96%).

A alimentação fora do domicílio (0,66%) também acelerou em relação ao mês de fevereiro (0,56%), em virtude da alta da refeição (0,43% em fevereiro para 0,62% em março). O lanche (0,68%) registrou variação inferior à registrada no mês anterior (0,77%).

No grupo transportes, o IPCA-15 atingiu 0,92%, o destaque são os combustíveis (1,88%), com alta nos preços do óleo diesel (2,77%), do etanol (2,17%) e da gasolina (1,83%) e do gás veicular (0,08%). O subitem trem apresentou alta de 1,90% devido ao reajuste de 7,04% nas tarifas no Rio de Janeiro (4,25%), a partir de 2 de fevereiro.



Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Como combater as pragas do trigo durante o armazenamento



Pragas ameaçam qualidade do trigo durante o armazenamento


Foto: Canva

O armazenamento do trigo após a colheita é um processo crucial, mas frequentemente problemático. Segundo a engenheira agrônoma Thaís Fagundes Matioli, em artigo publicado no Blog Aegro, pragas primárias e secundárias podem atacar os grãos durante esse período. Enquanto os insetos primários atacam os grãos sadios, os secundários se alimentam dos grãos já danificados. Além dos danos diretos causados pela alimentação das pragas, elas ainda favorecem a contaminação fúngica e a presença de micotoxinas, comprometendo a qualidade do produto.

Entre as principais pragas identificadas no armazenamento do trigo estão o gorgulho-do-milho (Sitophilus zeamais), o gorgulho-do-arroz (Sitophilus oryzae) e o besourinho-dos-cereais (Rhyzopertha dominica). Esses insetos pertencem a diferentes famílias da ordem Lepidoptera e podem causar prejuízos significativos à produção.

Para combater essas pragas, a especialista orienta que o controle deve ser realizado com base em três abordagens: preventiva, monitoramento e curativa. O primeiro passo é garantir que o trigo seja armazenado em locais com teor de umidade abaixo de 13%, além de realizar a higienização dos silos, eliminar focos de infestação e aplicar pulverizações de inseticidas nas instalações. O monitoramento constante das condições do armazenamento, como temperatura e umidade, também é essencial. Já no caso de infestação, deve-se recorrer ao expurgo dos grãos com produtos à base de fosfina, seguindo as orientações do Ministério da Agricultura.





Source link

News

Governo tem déficit de R$ 31,673 bilhões em fevereiro



As contas do Governo Federal registraram déficit primário em fevereiro. Neste mês, a diferença entre as receitas e as despesas ficou negativa em R$ 31,673 bilhões. O resultado sucedeu o superávit de R$ 84,882 bilhões em janeiro.

O saldo em fevereiro – que reúne as contas do Tesouro Nacional, Previdência Social e Banco Central – foi o melhor desempenho em termos reais para o mês desde 2022 – a série histórica do Tesouro foi iniciada em 1997. Em fevereiro de 2024, o resultado havia sido negativo em R$ 58,3 bilhões, em valores nominais.

O déficit em fevereiro foi maior que o apontado pela mediana das estimativas das instituições consultadas pelo Estadão, de R$ 30,925 bilhões. O intervalo das estimativas variava de déficit de R$ 56,87 bilhões a superávit de R$ 10,05 bilhões.

No acumulado do ano até fevereiro, o governo registrou superávit de R$ 53,184 bilhões, o melhor resultado desde 2022. Em igual período do ano passado, esse mesmo resultado era positivo em R$ 21,195 bilhões, em termos nominais.

Em fevereiro, as receitas tiveram alta de 2,3% em relação a igual mês do ano passado. No acumulado, houve alta real de 3,1%. Já as despesas caíram 12,6% em fevereiro, já descontada a inflação, em comparação com o mesmo período do ano passado. No acumulado destes dois meses, a variação foi negativa em 4,8%.

Em 12 meses até fevereiro, as contas do governo apresentam um déficit de R$ 13,2 bilhões, equivalente a 0,09% do Produto Interno Bruto (PIB). Desde janeiro de 2024, o Tesouro passou a informar a relação entre o volume de despesas sobre o PIB, uma vez que o arcabouço fiscal busca a estabilização dos gastos públicos.

No acumulado dos últimos 12 meses até fevereiro, as despesas obrigatórias somaram 17% em relação ao PIB, enquanto as discricionárias do Executivo alcançaram 1,56% em relação ao PIB no mesmo período.

Para 2025, o governo almeja um resultado primário neutro (0% do PIB), permitindo uma variação de 0,25 ponto porcentual para mais ou menos, conforme estabelecido no arcabouço. O limite seria um déficit de até R$ 31 bilhões. O limite de despesas para 2025 é fixo em R$ 2,249 trilhões neste ano.



Source link

News

Pequenos fruticultores expandem seus negócios em feira internacional 


Pequenos produtores rurais ganharam a oportunidade de expandir a comercialização dos seus produtos, na Fruit Attraction São Paulo. A feira que abrange a América Latina e tem como objetivo fortalecer a fruticultura brasileira nos mercados internacionais vai até hoje, 27/3.

O Sebrae está no centro dessa oportunidade, com estande expositivo exclusivo para os produtores de pequeno porte e da agricultura familiar. Para a Fruit Attraction, a instituição investiu no incentivo às cooperativas formadas, em sua maioria, por pequenos fruticultores. A instituição com foco em pequenos negócios afirma que o arranjo associativo permite escalar a produção e atender às demandas internas e externas.

Ao mercado externo, a aposta é promissora. De acordo com a Abrafrutas (Associação Brasileira dos Produtores e Exportadores de Frutas e Derivados), somente em 2024, as exportações de frutas ultrapassaram um milhão de toneladas, com faturamento de U$S 1,38 bilhão, um incremento de 2% em relação a 2023. Dentre os principais itens exportados estão mangas, melões, limas, limões, uva, mamão e melancia.

Victor Ferreira, coordenador de Projetos de Fruticultura do Sebrae, afirma que o Brasil tem potencial para crescer mais e se tornar um grande centro de exportação de frutas.

“Precisamos fomentar o acesso a mercados dos pequenos produtores ao lado de parceiros como a Abrafrutas para enfrentar os desafios da fruticultura”, diz Ferreira.

O coordenador do Sebrae ainda acrescenta que, para tal, os requisitos do mercado internacional devem ser atendidos. “Hoje exige selos certificadores de produção orgânica e sustentável, com desmatamento zero, além da adequação de embalagens e uma gestão logística e financeira eficiente”, conta.

Reprodução ASN. Amiraldo Piganço produz açaí liofilizado e pretende triplicar a produção em 2025. Foto: Túlio Vidal.

Cooperativas e acesso aos mercados

A Cooapinc-04 investe, desde 2007, na produção de acerola e atualmente exporta o concentrado da fruta, rica em vitamina C, para o México, Estados Unidos e Europa. “O Sebrae ajudou a montar nosso estatuto e regimento interno e trouxe a gente em uma feira tão importante como essa”, afirma Danila Ferreira, gerente da cooperativa que reúne 26 cooperados e 300 produtores dos estados de Pernambuco, Bahia e Piauí.

“Atualmente, produzimos 900 toneladas de açaí liofilizado. A partir do próximo ano, com 1.000 cooperados, vamos triplicar a produção”, conta Amiraldo Picanço, presidente da Amazonbai  –  cooperativa dos produtores extrativistas de açaí sediada em Macapá (AP).

A Coopexvale, sediada em Petrolina (PE) produz 12 variedades de uvas com e sem sementes, dos tipos verde, vermelha e preta. Para o mercado externo, Álvaro Solano, presidente da Cooperativa, conta que 100% da uva exportada é sem semente e com certificação global de boas práticas agrícolas. As demais são comercializadas no mercado interno.

“É importante diluir nos mercados interno e externo a produção”, conta Solano. O presidente da cooperativa também afirma que o apoio do Sebrae no processo para receber a certificação de boas práticas agrícolas foi fundamental, assim como a participação na Fruit Attraction. Iniciativas que abrem oportunidades de contato com potenciais clientes.



Source link

News

escolha seu candidato favorito ao Prêmio Soja Brasil!



Já fez a sua parte e deu seu voto no seu produtor e pesquisador favorito? A votação para o Prêmio Personagem Soja Brasil segue aberta até o dia 7 de abril. O prêmio tem como objetivo reconhecer produtores e pesquisadores que contribuem para o desenvolvimento e a sustentabilidade da soja no Brasil.

  • Fique por dentro das novidades e notícias recentes sobre a soja! Participe da nossa comunidade através do link! 🌱

O processo de votação é simples e pode ser feito por meio deste formulário online. Os votos definem os profissionais que se destacam pelo protagonismo e pela inovação no setor. Mas, se você ainda tem dúvidas, saiba mais sobre cada participante:



Source link

News

Temporais ganham força ao longo do dia, alerta Inmet


trovoadas - pixabay - trovões - temporais
Foto: Pixabay

O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) informou há pouco que áreas da região Sul e do centro-norte do Brasil podem ter chuvas entre 30 a 60 mm/h ou acumulados de 50 a 100 mm nesta quinta-feira (27).

Ventos intensos, com rajadas entre 40 e 60 km/h, atingem algumas partes do país. Segundo o órgão, há risco de alagamentos, deslizamentos de encostas e transbordamentos de rios em áreas de risco.

Segundo o Inmet, as áreas mais afetadas estão no Rio Grande do Sul, incluindo a região metropolitana de Porto Alegre. Além disso, o mar ficará agitado na costa gaúcha e no litoral dos estados de Santa Catarina e Rio de Janeiro.

O instituto solicita que as pessoas evitem enfrentar o mau tempo e observem alterações nas encostas. Em caso de situação de emergência, a Defesa Civil (telefone 199) e o Corpo de Bombeiros (telefone 193) podem auxiliar.

O post Temporais ganham força ao longo do dia, alerta Inmet apareceu primeiro em Canal Rural.



Source link