segunda-feira, maio 25, 2026

Agro

AgroNewsPolítica & Agro

Preço do leite tem leve alta em março



Estudo aponta variação no preço do leite no RS




Foto: Pixabay

Segundo estudo divulgado pelo Conseleite nesta quarta-feira (26), durante reunião em Santa Cruz do Sul, o preço projetado do leite no Rio Grande do Sul para março foi fixado em R$ 2,5214 por litro. O levantamento aponta uma elevação de 0,62% em relação ao valor projetado para fevereiro, que foi de R$ 2,5058. Os cálculos consideram os primeiros 20 dias do mês e seguem os novos parâmetros implementados em janeiro deste ano.

O valor consolidado de fevereiro ficou em R$ 2,4972, registrando um aumento de 1,03% em relação ao consolidado de janeiro, que foi de R$ 2,4718.

O encontro que reuniu lideranças de produtores, indústrias e cooperativas do setor lácteo ocorreu durante a Expoagro Afubra e faz parte do projeto de interiorização das reuniões mensais do colegiado. O coordenador do Conseleite, Darlan Palharini, destacou a importância da iniciativa. “Essas agendas nos permitem levar o trabalho do Conseleite e de sua Câmara Técnica a diferentes bacias leiteiras, debater a questão preço com produtores nas regionais e explicar a metodologia de trabalho implementada”, afirmou.

Durante a reunião, também foram divulgados os dados calculados com base nos parâmetros de 2021, estratégia adotada para garantir uma transição segura entre os dois modelos. Nessa metodologia, o preço de referência do leite projetado para março ficou em R$ 2,5303, enquanto o de fevereiro foi de R$ 2,5247. O valor consolidado de fevereiro fechou em R$ 2,5145.





Source link

News

veja o que indica o Inmet sobre chuva e temperatura



O mês de abril de 2025 deve apresentar comportamento climático variado em diferentes regiões do Brasil, segundo previsão do tempo realizada pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).

De acordo com o órgão, a previsão indica chuvas entre a média e acima da média em grande parte da região Norte, o que deve beneficiar os cultivos de primeira e segunda safras. No entanto, áreas como o leste do Acre, a divisa do Amazonas com Roraima, o Amapá e o sul do Tocantins podem enfrentar volumes de chuva abaixo da média, o que pode afetar a umidade do solo.

No Nordeste, a expectativa é de chuvas acima da média no centro-norte da região. Por outro lado, na Bahia, os volumes devem se manter próximos da média histórica, o que pode comprometer o plantio do milho segunda safra em algumas áreas. Apesar disso, a redução da umidade pode favorecer o avanço da colheita da soja na região.

Para as regiões Centro-Oeste e Sudeste, a previsão aponta para chuvas próximas ou abaixo da média histórica, com acumulados inferiores a 200 mm. A exceção será o leste da região Sudeste, onde os volumes devem superar os 140 mm, favorecendo o desenvolvimento da cana-de-açúcar, do café e de cultivos da segunda safra. No entanto, a irregularidade das chuvas pode dificultar o avanço do plantio em outras áreas, especialmente no Centro-Oeste.

Na região Sul, o panorama é de menor regularidade. O extremo-sul do Rio Grande do Sul e parte central de Santa Catarina devem registrar chuvas abaixo da média. Já nas demais áreas da região, os volumes tendem a ficar próximos ou acima da média, ultrapassando 100 mm. Essa condição deve ajudar na recuperação da umidade do solo e beneficiar o desenvolvimento das lavouras.

Temperaturas acima da média

Além das variações nas chuvas, a previsão indica temperaturas acima da média em grande parte do Brasil, especialmente nas regiões Centro-Oeste, Sudeste, Sul e no interior do Nordeste. Nessas áreas, os termômetros devem registrar valores acima de 24 °C.

Em contrapartida, nas regiões Norte e parte norte do Nordeste — onde o volume de chuvas será maior — as temperaturas devem se manter próximas da média histórica, variando entre 26 °C e 28 °C.

O cenário climático de abril, portanto, exigirá atenção redobrada dos produtores rurais, especialmente na gestão hídrica.

Confira a previsão do tempo para o mês de abril na análise do meteorologista Arthur Müller:



Source link

News

Porto no Sul do Brasil terá mais de R$ 1,4 bi para escoamento da safra agrícola



O Ministério de Portos e Aeroportos (MPor) anunciou para o final de abril o primeiro leilão de arrendamentos portuários do ano. A licitação contará com três unidades destinadas a granel sólido vegetal no Porto de Paranaguá, com valores de investimentos que chegam a R$ 1,38 bilhão. Além dos terminais PAR14, PAR15 e PAR25, o governo irá leiloar mais um terminal no Rio de Janeiro (RDJ11) e um em Porto Alegre (POA26).

Segundo o ministro Sílvio Costa Filho, de Portos e Aeroportos, os novos arrendamentos já avaliam a projeção do crescimento de carga agrícola que deverá passar por Paranaguá nas próximas décadas.

“A estimativa é que os investimentos dobrem a capacidade do escoamento da safra agrícola pelo porto paranaense, abrindo oportunidades para exportação de mais 20 milhões de toneladas por ano”.

Ao longo deste ano, o MPor deve realizar o leilão de pelo menos 20 unidades portuárias, em quatro regiões do país. Segundo o governo, o primeiro leilão portuário do ano está previsto para ser realizado na B3, em São Paulo, no próximo 30 de abril. O Mpor reforça que , além de ampliar a atividade logística para o escoamento da produção agrícola, as concessões devem garantir uma infraestrutura de transporte mais eficiente e segura.

“A política de arrendamentos, com investimentos em portos de todo o país, orienta o crescimento da economia e promove o desenvolvimento socioeconômico”, destacou o secretário Nacional de Portos, Alex Ávila.

Entre 2013, quando ocorreu a mudança na Lei de Portos, e 2022, o Governo Federal realizou 40 leilões de unidades portuárias. O MPor já realizou 11 arrendamentos desde 2023 e planeja outros 40 até o final de 2026.



Source link

News

produtores de SP recebem apoio para vender ao governo



A Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo iniciou um mutirão para emissão da Declaração de Conformidade (DCOMP), documento necessário para que produtores possam participar das Chamadas Públicas do Programa Paulista da Agricultura de Interesse Social (PPAIS). O objetivo é fortalecer a cadeia produtiva do leite por meio do plano de reestruturação do setor no estado.

A primeira ação ocorreu em Taubaté, na região do Vale do Paraíba, em parceria com a Cooperativa de Laticínios do Médio Vale do Paraíba (Comevap). Com apoio técnico do Instituto de Terras do Estado de São Paulo (Itesp), foram emitidas 91 declarações para produtores locais. Segundo Clóvis Etto, analista de desenvolvimento agrário e gestor do PPAIS, mais de 15 unidades da região devem comercializar leite pasteurizado e queijo pelo programa após a regularização.

A emissão da DCOMP permite que os produtores tenham acesso às chamadas públicas para venda de produtos in natura e manufaturados, com teto de até R$ 104 mil por família a cada ano. A ampliação do teto foi estabelecida por decreto estadual publicado em 2024, que dobrou o valor anterior de R$ 52 mil. Com isso, o estado registrou aumento de 130% nas compras públicas.

Segundo a secretaria, o PPAIS movimentou mais de R$ 21 milhões em aquisições de produtos da agricultura familiar em 2024, posicionando São Paulo como o principal comprador público desse setor.

Os preços praticados no programa costumam ser superiores aos do mercado convencional, o que, segundo o secretário de Agricultura do estado, Guilherme Piai, ajuda a garantir renda e dignidade aos agricultores familiares. “O PPAIS fomenta a comercialização e contribui para a melhora da qualidade de vida dos que trabalham no campo, trazendo alimentos de qualidade às crianças das escolas do estado”, afirmou.

Um novo mutirão está previsto para ocorrer em São José dos Campos, com data a ser definida.



Source link

News

Fruit Atraction promove negócios e gera oportunidades em SP



Organizada pela Ifema Madrid e Fiera Milano Brasil, a Fruit Attraction São Paulo 2025 – principal feira internacional de frutas e hortaliças da América Latina – reuniu toda a comunidade de frutas e hortaliças na maior cidade do Brasil. Quem esteve na feira pôde acompanhar a apresentação de produtos, tecnologias e serviços voltados ao setor.

O evento também promoveu debates com foco nos desafios e oportunidades para a expansão da fruticultura brasileira no comércio internacional.

Para se ter uma ideia da força do setor, em 2024, o Brasil exportou mais de 1 milhão de toneladas de frutas (1,08), gerando receita de US$ 1,2 bilhões, crescimento de 3,9% em relação a 2023.

Para o ano de 2025, a expectativa da Associação Brasileira dos Produtores e Exportadores de Frutas e Derivados (Abrafrutas) é que o clima favorável e a abertura de novos mercados, impulsione o faturamento entre 5% e 8%. Secretarias de Agricultura de diversos estados participaram do evento, expondo produtos e formalizando parcerias.

Parcerias na Fruit Atraction

Na oportunidade, a Secretaria de Agricultura de SP assinou um termo de cooperação técnica com a Secretaria da Agricultura, Abastecimento e Desenvolvimento Rural do Distrito Federal (Seagri) com foco na produção de frutas vermelhas. A parceria abrange a formação de pessoal em áreas estratégicas, o auxílio técnico mútuo e o compartilhamento de dados, visando o desenvolvimento de projetos de agricultura familiar.

O governo do Maranhão montou um estande diverso, cheio de cores e sabores que mostra toda a relevância da fruticultura do estado. O repórter do Canal Rural, João Nogueira, esteve no espaço e provou a famosa graviola maranhense.

A Fruit Attraction São Paulo contou com o apoio de entidades como Abrafrutas, Ceagesp, Apex e Sebrae, além de 8 estados (Bahia, Espírito Santo, Maranhão, Pará, Paraná, Pernambuco, Rio Grande do Norte e São Paulo). O evento termina hoje (27).



Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Evento debaterá normatização de EPIs



Os EPIs agrícolas são essenciais para proteger os trabalhadores



Os EPIs agrícolas são essenciais para proteger os trabalhadores
Os EPIs agrícolas são essenciais para proteger os trabalhadores – Foto: Divulgação

Na próxima quinta-feira, 27 de março, Hamilton Ramos, coordenador do programa IAC-Quepia de Qualidade de Equipamentos de Proteção Individual (EPI) na Agricultura, abordará o tema “EPI agrícola e a importância da normatização”. O evento, transmitido online, contará com a participação dos empresários Marcelo Macedo, da AZR EPI, e Rafael Franco, da Tecmater EPI, fabricantes referenciados de EPIs para a agricultura. A iniciativa é organizada pela ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas).

Com mediação de Raul Casanova Júnior, diretor da Animaseg e superintendente do ABNT/CB32, o evento discutirá aspectos cruciais do setor de EPI agrícola, como legislação, fiscalização, inovações tecnológicas e a importância da pesquisa oficial para aprimorar a segurança no campo. O foco será a normatização para garantir a qualidade e eficiência dos EPIs, protegendo os trabalhadores rurais durante a aplicação de agroquímicos.

Os EPIs agrícolas são essenciais para proteger os trabalhadores no uso de defensivos, além de garantir a eficácia na aplicação de produtos para o controle de pragas e doenças. O programa IAC-Quepia, coordenado por Hamilton Ramos há 18 anos, se tornou referência global em estudos sobre segurança no uso desses equipamentos. Desde 2010, as pesquisas resultaram na redução das reprovações de qualidade de EPIs no Brasil, de 80% para menos de 20%.

Hamilton Ramos também é diretor do Centro de Engenharia e Automação (CEA) do Instituto Agronômico de Campinas (IAC), que abriga o mais moderno laboratório da América Latina dedicado a EPIs para a agricultura, contribuindo para a segurança e a qualidade no setor.

 





Source link

News

Preços da maçã, cenoura e banana têm queda no mês de março



Os preços da maçã nos principais mercados atacadistas caíram 11,84% no último mês, impulsionados pela colheita da variedade Gala, que aumentou a oferta da fruta nas Centrais de Abastecimento (Ceasas) analisadas pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). No entanto, a comercialização não foi ainda maior porque as companhias classificadoras optaram por estocar parte da produção para evitar quedas mais acentuadas nos preços.

A tendência de redução também foi observada para a cenoura (-8,01%) e a banana (-3,59%), influenciada pela maior produção da variedade nanica em São Paulo e Santa Catarina. Já a laranja teve uma leve queda de 1,52%, devido à menor demanda da indústria de sucos, enquanto a batata registrou estabilidade, com uma leve alta de 0,95%.

Preços em alta!

Por outro lado, os preços da cebola, alface e tomate subiram no último mês. A cebola, com oferta concentrada na região Sul, ainda não recuperou totalmente as quedas do segundo semestre de 2024, mas apresentou elevação. Já a alface registrou alta expressiva de 24,94%, impactada por condições climáticas adversas, como ondas de calor e chuvas intensas em áreas produtoras de São Paulo. O tomate subiu 19,69%, embora os preços ainda estejam abaixo dos praticados em fevereiro de 2024.

Dentre as frutas, melancia e mamão ficaram mais caros devido à redução da oferta em importantes regiões produtoras, como Goiás, Espírito Santo e Bahia.

Exportações em alta

No cenário internacional, o início de 2025 foi promissor para o setor de frutas, com volume e faturamento recordes no primeiro bimestre. Foram exportadas 215 mil toneladas, um crescimento de 38% em relação ao mesmo período de 2024. O faturamento atingiu US$ 206,6 milhões (FOB), superando os números de 2024 e 2023. O desempenho foi impulsionado por produtos como melões, minimelancias, limões, limas e mangas, beneficiados por problemas climáticos na América Central, que abriram espaço para as frutas brasileiras no mercado externo.

Digitalização das Ceasas avança

O setor hortigranjeiro segue em transformação, com as Ceasas adotando e-commerce para otimizar a comercialização de frutas e hortaliças. A digitalização e a melhoria da logística estão acelerando as vendas online, garantindo reposição mais eficiente dos estoques e maior integração entre produtores e mercados consumidores.

O levantamento completo está disponível no 3º Boletim Hortigranjeiro 2025, publicado pela Conab.



Source link

News

BNDES capta R$ 1,077 bi no Japão para transmissão de energia e biocombustíveis



O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) contratou nesta semana, em Tóquio, no Japão, empréstimo no valor de R$ 1,077 bilhão (US$ 190 milhões) com instituições japonesas para o financiamento de projetos de transmissão de energia e biocombustíveis que busquem reduzir as emissões de gases de efeito estufa (GEE).

A assinatura foi realizada com o Japan Bank for International Cooperation (JBIC), o Citibank N.A. Tokyo Branch e o The Nishi-Nippon City Bank Ltd., durante a visita da comitiva do governo brasileiro ao país asiático.

Os recursos captados serão aplicados em financiamentos de projetos no Brasil que integram a carteira do BNDES. Serão elegíveis aqueles que envolvam transmissão de energia, biocombustíveis e o uso de energia renovável (incluindo energia hidrelétrica de pequeno porte, energia solar, energia eólica ou energia de biomassa) e outros relacionados.

Os projetos devem ter impacto favorável na preservação do meio ambiente global, no âmbito da iniciativa Global Action for Reconciling Economic Growth and Environmental Preservation (Green). O BNDES já realizou cinco captações com o JBIC no âmbito da linha Green desde 2011, que totalizaram US$ 950 milhões (R$ 5,3 bilhões).

Os recursos deste sexto financiamento da linha Green serão alocados em projetos verdes, que compreendem iniciativas que mitiguem as alterações climáticas, que favoreçam a preservação do meio ambiente global e que promovam a redução da emissão dos gases do efeito estufa, a partir do aumento da eficiência energética e da utilização de fontes renováveis de geração de energia.

“O BNDES tem fortalecido sua atuação junto a instituições financeiras internacionais com o objetivo de diversificar o seu funding e ampliar os investimentos no Brasil, principalmente em áreas estratégicas, como a geração de energia renovável. O JBIC é um dos principais parceiros do BNDES. Desde a década de 60, foram assinados 18 contratos de empréstimo no valor de, aproximadamente, R$ 18 bilhões (US$ 3,2 bilhões)”, disse o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante.

Segundo o diretor de Desenvolvimento Produtivo, Inovação e Comércio Exterior do BNDES, José Luís Gordon, que representou o banco durante a assinatura em Tóquio, a parceria entre as instituições é fundamental para a relação entre Brasil e Japão, um compromisso do presidente Lula.

“E essa parceria trata de uma área importante, que é a economia verde, na qual os dois países têm muito para atuar em conjunto, como no desenvolvimento de combustíveis sustentáveis, como o SAF [combustível sustentável de aviação], minerais críticos, mobilidade sustentável e energia renovável”, disse Gordon.

Memorando de entendimento sobre setores estratégicos

Também em Tóquio, o BNDES e o JBIC firmaram memorando de entendimento (MoU) para formalizar a intenção de cooperação mútua entre as duas instituições visando a apoiar projetos em setores estratégicos, como recursos minerais e energia sustentável.

Os segmentos com potencial para projetos a serem apoiados incluem hidrogênio de baixo carbono e derivados como amônia verde, SAF, bioetanol e outras formas de energia renovável, eficiência energética, transmissão e distribuição de energia, mobilidade verde e a conservação da Floresta Amazônica.

“Além de manter aberto um canal permanente de cooperação técnica, o BNDES e o JBIC vêm mantendo diálogos para aprimorar o relacionamento estratégico entre as duas instituições e identificar possíveis oportunidades de cooperação mútua, cada vez mais frequentes diante da necessidade de mitigar os efeitos da emergência climática”, ressaltou Mercadante.



Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Lagarta-da-soja ameaça produtividade e exige controle rigoroso



A praga pode gerar até quatro gerações durante a safra


Foto: Pixabay

A lagarta-da-soja (anticarsia gemmatalis) é uma praga que representa uma ameaça significativa para a cultura da soja, especialmente durante as fases iniciais do ciclo da planta. Segundo um artigo publicado no Blog Aegro, escrito pela engenheira agrônoma, Ana Lígia Giraldeli, a lagarta inicia seu ataque no topo das plantas, podendo persistir até a fase de enchimento dos grãos. A praga pode gerar até quatro gerações durante a safra, com seu ciclo biológico durando cerca de 30 dias.

A lagarta se alimenta principalmente das folhas, flores e até das vagens da soja. Quando o ataque é intenso, as lagartas podem apresentar uma coloração preta com listras brancas, um sinal de competição por alimento. A desfolha causada por essa praga pode comprometer significativamente a produtividade da cultura.

O controle da lagarta-da-soja deve ser feito de acordo com o Manejo Integrado de Pragas (MIP), adotando medidas específicas nas seguintes situações: quando forem encontradas, em média, 20 lagartas grandes (com 1,5 cm ou mais) por metro de fileira, quando a desfolha atingir 30% antes da floração, ou quando atingir 15% após o início da floração. Para o controle, os inseticidas reguladores de crescimento são uma boa opção, especialmente após ou durante o fechamento das entrelinhas da soja.

Outro aspecto importante no manejo dessa praga é o uso de refúgios. A adoção de refúgios é fundamental para evitar o desenvolvimento de resistência, prolongando a eficácia dos inseticidas e garantindo um controle mais eficiente ao longo da safra.





Source link

News

Moagem da cana registra queda de 17,81% na primeira quinzena de março



Na primeira quinzena de março, as unidades produtoras da região Centro-Sul processaram 1,83 milhão de toneladas de cana-de-açúcar, ante 2,22 milhões no mesmo período da safra 2023/2024, uma queda de 17,81%, segundo dados da União da Indústria da Cana-de-Açúcar (Unica). No acumulado da safra 2024/2025 até 16 de março, a moagem atingiu 617,28 milhões de toneladas, ante 649,35 milhões de toneladas registradas no mesmo período no ciclo anterior, queda de 4,94%.

Nos primeiros quinze dias de março, 19 unidades deram início à safra 2025/2026. Ao término da quinzena, estavam em operação 37 unidades produtoras na região Centro-Sul, sendo 22 unidades com processamento de cana, dez empresas que fabricam etanol a partir do milho e cinco usinas flex. No mesmo período, na safra 2023/2024, operaram 41 unidades produtoras.

Análise da moagem da cana

“Estamos observando o início da retomada da moagem das usinas agora em março. Na segunda quinzena do mês, pelo menos outras 19 unidades produtoras pretendem reiniciar as atividades, mas esse cronograma pode sofrer alterações a depender das condições climáticas e operacionais em cada região canavieira”, afirmou o diretor de inteligência setorial da Unica, Luciano Rodrigues.

Em relação à qualidade da matéria-prima, o nível de Açúcares Totais Recuperáveis (ATR) registrado na primeira quinzena de março atingiu 99,17 kg de ATR por tonelada de cana-de-açúcar, contra 109,96 kg por tonelada na safra 2023/2024, variação negativa de 9,82%.

No acumulado da safra, o indicador marca 141,35 kg de ATR por tonelada, índice levemente superior (1,38%) ao do último ciclo na mesma posição.

A produção de açúcar nos primeiros quinze dias de março totalizou apenas 52,0 mil toneladas, registrando queda de 19,10% na comparação com a quantidade registrada em igual período na safra 2023/2024 (64,3 mil toneladas).

No acumulado desde o início da safra até 16 de março, a fabricação do adoçante alcançou 39,98 milhões de toneladas, contra 42,24 milhões de toneladas do ciclo anterior (-5,34%).

Etanol

Na primeira metade de março, a fabricação de etanol pelas unidades do Centro-Sul atingiu 441,5 milhões de litros, sendo 367,0 milhões de litros de etanol hidratado (+9,18%) e 74,6 milhões de litros de etanol anidro (+144,20%). No acumulado do atual ciclo agrícola, a fabricação do biocombustível totalizou 34,42 bilhões de litros (+4,11%), sendo 22,09 bilhões de etanol hidratado (+10,14%) e 12,33 bilhões de anidro (-5,19%).

Do total de etanol obtido na primeira quinzena de março, 82,77% foram fabricados a partir do milho, registrando produção de 365,47 milhões de litros neste ano, contra 259,04 milhões de litros no mesmo período do ciclo 2023/2024 aumento de 41,08%. No acumulado desde o início da safra, a produção de etanol de milho atingiu 7,83 bilhões de litros, avanço de 31,22% na comparação com igual período do ano passado.



Source link