segunda-feira, maio 25, 2026

Agro

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Bahia conquista novo mercado e exportará citros para o Chile


Unidades de produção de lima ácida tahiti da Bahia poderão exportar seus frutos para o Chile. O processo de negociação iniciado há dois meses, foi concluído durante a Fruit Attraction São Paulo, principal feira internacional para o mercado de frutas e hortaliças no hemisfério Sul.

Esse importante passo na comercialização internacional de citros e intermediação com o Chile, foi feito entre Agência Estadual de Defesa Agropecuária (Adab) e o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa).

Para o diretor geral da Adab e engenheiro agrônomo, Paulo Sérgio Luz, que participou do evento e das negociações, essa conquista é resultado de uma política pública estadual que valoriza o setor como um todo, da produção à comercialização.

Laranja, produção em grande escala na Bahia, citriculturaLaranja, produção em grande escala na Bahia, citricultura
Foto: Vinicius Ramos/Canal Rural Bahia

“O Governo do Estado, por meio das secretarias da Agricultura (Seagri) e de Desenvolvimento Rural (SDR), tem atuado conjuntamente com ações de fomento, organização, inovação e conquista de mercados consumidores”, avalia, ressaltando também o trabalho dos órgãos reguladores, das esferas estadual e federal, responsáveis pela execução defesa agropecuária.

A Adab e o Mapa atuam no trânsito interestadual de vegetais; prevenção e monitoramento de pragas; certificação fitossanitária; emissão de documentos intra e interestadual; fiscalização do uso e comércio de agrotóxicos; elaboração de instrumentos legais; campanhas de educação sanitária.

Oportunidade

Para a especialista em citros, da Adab, Suely Brito, a Fruit Attraction foi uma grande oportunidade não só para a realização de negócios, mas para ratificar o protagonismo do Programa Fitossanitário do Citros, no atendimento às demandas de um território grande em extensão e diverso na sua produção, como a Bahia.

O estado da Bahia é quarto maior produtor de laranja do país, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

De acordo com a última Pesquisa Agrícola Municipal (PAM 2023), a produção da citricultura no estado cresceu 6,95%.


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veja previsão do tempo do Inmet



Entre os dias 31 de março e 7 de abril, a previsão do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) indica mudanças no padrão climático em várias regiões do país. Os destaques da semana no informativo do órgão para o período são as chuvas, que se concentram no Norte e no Sudeste, e a chegada da primeira massa de ar frio do outono no Sul, que poderá provocar geada nas áreas serranas.

A região Norte deve registrar os maiores volumes de chuva da semana. No oeste do Amazonas, Pará, Amapá, norte do Tocantins e oeste de Rondônia, os acumulados podem ultrapassar 80 mm. Já o Acre, parte de Rondônia, sul do Pará e sul de Tocantins devem ter volumes inferiores a 40 mm.

No Nordeste, a atuação da Zona de Convergência Intertropical (ZCIT) continua favorecendo as chuvas no norte do Maranhão, Piauí e litoral do Ceará, com acumulados acima de 60 mm. Em contrapartida, áreas do interior da Bahia, Alagoas, Sergipe, Pernambuco, Paraíba e Rio Grande do Norte, além do norte de Minas Gerais e leste de Goiás, devem enfrentar tempo mais seco, com menos de 20 mm de chuva e umidade relativa do ar abaixo de 50%.

No Centro-Oeste, as chuvas mais significativas se concentram em Mato Grosso, oeste de Goiás e Mato Grosso do Sul, podendo ultrapassar os 50 mm. No restante da região, os volumes serão menores, mas há previsão de pancadas no final da semana, especialmente no nordeste de Goiás e no Distrito Federal.

A região Sudeste terá chuvas intensas no sul de Minas Gerais, leste de São Paulo, Rio de Janeiro e Espírito Santo, com previsão de mais de 100 mm no Vale do Paraíba, litoral norte paulista, região serrana e na capital fluminense, a partir de sábado (5). Por outro lado, o centro-norte de Minas e o centro-oeste paulista devem registrar volumes inferiores a 20 mm.

No Sul do Brasil, a semana começa com o avanço de uma frente fria, que deve provocar temporais isolados no Rio Grande do Sul até o dia 3 de abril, com possibilidade de granizo e descargas elétricas. Os maiores acumulados ocorrerão no leste e oeste do Rio Grande do Sul, oeste de Santa Catarina e sudoeste e leste do Paraná, com mais de 40 mm. A partir do sábado, o tempo deve se estabilizar.

Primeira massa de ar frio do outono e geada

Ao longo da semana, as temperaturas máximas permanecem elevadas, especialmente no interior do Nordeste, norte de Minas Gerais e leste do Centro-Oeste, onde os termômetros podem superar 34 °C. Na quinata-feria (3), esse calor se intensifica no oeste de Goiás, Bahia, norte de Minas, sul do Ceará, Piauí e Rio Grande do Norte.

As temperaturas mínimas devem ficar acima de 26 °C no Norte, Centro-Oeste e parte do Nordeste e Sudeste até sexta (4). Porém, a partir do sábado, a entrada da primeira massa de ar frio do outono provocará queda acentuada de temperatura no Sul e no sul de Mato Grosso do Sul. Há previsão de geada nas serras gaúcha e catarinense, com mínimas abaixo de 10 °C.

No domingo (7), a temperatura se eleva no Sul, mas cai no Sudeste, com mínimas em torno de 12 °C na Serra da Mantiqueira, entre São Paulo e Minas Gerais.



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inflação e juros altos dificultam crédito ao produtor



Os juros no Brasil continuam elevados, e a inflação segue impactando o setor agropecuário. Segundo o Banco Central (BC), o cenário econômico deve dificultar ainda mais o novo ciclo produtivo, tornando essencial que o Plano Safra traga medidas diferenciadas para viabilizar investimentos.

No telejornal Mercado & Companhia desta segunda-feira (31), o comentarista do Canal Rural, Miguel Daoud, falou sobre o assunto. Na avalição dele, o cenário atual limita a capacidade dos produtores de expandirem a produção. Confira a análise completa no vídeo abaixo.

“A nossa agricultura, principalmente os pequenos produtores, aqueles que colocam alimento na mesa do brasileiro, estão com dificuldade de reduzir o seus custos para que os alimentos cheguem mais barato. Então ficamos num cenário muito difícil! Quando você tem uma alta de juros com inflação e com PIB em queda, você não tem como aumentar a oferta porque o produtor já está com aumento de custo”, disse.

Segundo Daoud os produtores dependem do Plano Safra para obter capital, entretanto, na atual conjuntura de juros altos, o plano necessita de inovações. “Nós temos que ter a garantia de preço, e o governo tem que ter um fundo que seria um amortecedor para equalizar os preços de forma que o produtor não tenha prejuízo e consiga com o seu capital
aumentar a produção”, explicou.



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Mesmo com restrição hídrica, colheita de soja avança no RS



O andamento da safra 2024/25 de soja segue em ritmo variado pelas regiões produtoras do Brasil. No RS, os produtores ainda enfrentam os efeitos da falta de chuva, o que já impacta diretamente a produtividade média das lavouras.

De acordo com o levantamento semanal da Emater, a colheita no estado avançou para 24% da área. No entanto, a escassez hídrica tem prejudicado a cultura, que, em sua maioria, encontra-se nas fases de enchimento de grãos e maturação.

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A produtividade média no estado está estimada em 2.240 kg por hectare, mas os resultados variam consideravelmente conforme a região. No oeste do estado, algumas áreas registraram perdas severas, inviabilizando economicamente a colheita.

Em contrapartida, em Planalto e em Campos de Cima da Serra, a produtividade está mais próxima do potencial das cultivares, superando os 4.000 kg por hectare. Nas regiões das Missões e Central, a média de colheita realizada até o momento é de apenas oito sacas por hectare, enquanto o mínimo necessário para cobrir os custos de produção seria de 30 sacas por hectare.

Além do RS: a soja no Brasil

Em Mato Grosso, as máquinas avançaram nas lavouras, e a colheita de soja está praticamente finalizada. Segundo o Instituto Matogrossense de Economia Agropecuária (Imea), mais de 99% dos grãos já foram colhidos, um ritmo 9,95 pontos percentuais acima da média das últimas cinco safras para este período. As regiões Centro-Sul, Médio Norte, Noroeste e Norte do estado já concluíram os trabalhos no campo.

No Paraná, o Departamento de Economia Rural (Deral) reduziu novamente a projeção para a produção de soja, que agora é de 21 milhões de toneladas, representando uma queda de 0,6% em relação ao relatório anterior.

Na Bahia, a colheita de soja entra na reta final em todas as regiões produtoras, com aproximadamente 1,8 milhão de hectares colhidos. Comparada à safra anterior, as operações estão adiantadas, reflexo do clima favorável no início da janela de cultivo, que favoreceu uma boa implantação das lavouras.

Por fim, no Maranhão, de acordo com a Associação dos Produtores de Soja do Estado (Prosoja-MA), 58% da área plantada já foi colhida. Além disso, melhorias em trechos da BR-135 devem facilitar o escoamento da safra na região.



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AgroNewsPolítica & Agro

Sul e Sudeste do Brasil em alerta para tempestades nesta segunda-feira (31.03)



Há risco de temporais acompanhados de queda de granizo




Foto: Freepik

Segundo informações divulgadas pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), a segunda-feira (31) será marcada por tempestades em diversas regiões do Sul e Sudeste do Brasil. Já para outras áreas do país, a previsão é de chuvas intensas, exigindo atenção da população.

O Inmet emitiu aviso laranja (perigo) para os estados de Rondônia, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, válido entre hoje (31) e amanhã (1º). Nessas localidades, a previsão indica acumulados de chuva de até 100 mm em 24 horas e ventos que podem alcançar 100 km/h.

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No Sul e no Sudeste, há risco de temporais acompanhados de queda de granizo. Quatro avisos amarelos (perigo potencial) estão em vigor, sendo três válidos até a noite desta segunda-feira (31). O quarto, que abrange o Paraná, Santa Catarina e a Serra Gaúcha, se estende até as 6h de terça-feira (1º). A previsão para essas áreas indica chuvas de até 50 mm por dia e rajadas de vento de até 60 km/h, reflexo da passagem de uma frente fria pelo Rio Grande do Sul.

A região metropolitana de Porto Alegre e cidades como Pelotas estão sob aviso laranja para acumulado de chuva de até 100 mm, com vigência até as 23h de hoje.

O Centro-Norte do país também está em alerta. Estados como Acre, Amazonas, Amapá, Roraima, Pará, Tocantins, Rondônia, Maranhão, Mato Grosso, Goiás e até o Triângulo Mineiro enfrentam chuvas intensas sob aviso amarelo, com volumes previstos entre 20 mm e 50 mm em 24 horas, acompanhados de ventos de até 60 km/h.





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Luís Eduardo Magalhães se destaca como potência do agro brasileiro



O último domingo (30), foi dia de celebrar os 25 anos de emancipação político-administrativa de Luís Eduardo Magalhães, município do Oeste da Bahia, que se tornou uma das potências do agronegócio brasileiro.

Localizada no extremo oeste baiano, cercada por campos produtivos e pelo Cerrado, o que antes foi apenas ponto de apoio da BR-242 e entroncamento com a BR-020, era chamada de “Mimoso do Oeste”, hoje a cidade é considerada a capital do agro do Matopiba.

Há 25 anos o distrito era renomeado de Luís Eduardo Magalhães, em homenagem ao filho do ex-governador da Bahia, Antônio Carlos Magalhães. E junto com o novo nome e emancipação, outras histórias começaram a serem cultivadas na cidade, como a do produtor Odacil Ranzi, que veio de Passo Fundo no Rio Grande do Sul e acompanhou todas as transformações do lugar ao longo de mais de quatro décadas.

“Eu cheguei na bahia no dia 3 de julho de 1980, e aqui em Luís Eduardo Magalhães tinha apenas um morador, o senhor Enedino Alves da Paixão. Aqui praticamente não tinha nada, porque nós éramos no máximo 25, 30 pioneiros naquele momento. Então foi um desbravamento com muita dificuldade, porque não tínhamos estrada, não tínhamos energia elétrica, água para beber, lavar roupa, tomar banho. Era 20, 30 quilômetros de distância da onde a gente estava.”, conta Ranzi.

Assim como Odacil, os primeiros moradores do então distrito de Barreiras não imaginavam, que o lugar se tornaria umas das maiores potências econômicas e agrícolas da Bahia e do Brasil.

Morador da região há 45 anos, o produtor rural e atual secretário de agricultura ressalta a importância do município para a produção agrícola do estado e também relembra como tudo começou nessas terras. 

Nós não imaginávamos. A gente tinha dúvida com a questão da agricultura aqui porque não tinha nada. Existia um campo ali pertinho do negão, ali atrás daquelas casas pra cá do rio, à direita, um campo experimental. Tinha café, tinha soja, tinha arroz, milho, mas um campo muito pequeno, minúsculo, e que aquilo serviu pra incentivar a gente comprar. Hoje Luís Eduardo representa muito, principalmente para a agricultura, não só aqui, mas como toda a região. É o centro das atenções do agro!”, conta Cappellesso.

Capital do Matopiba

Lem como é carinhosamente chamada pelos moradores da região é conhecida pela resiliência de quem mora por lá.

Atualmente com mais de 116 mil habitantes, foi uma das cidades que mais cresceram no Brasil, nos últimos anos e uma das 100 cidades mais ricas do agronegócio, conta com uma produção de 2,7 bilhões de reais em 2024.

De acordo com a Secretaria de Comércio Exterior, no ano passado, o município foi o terceiro maior exportador do nordeste, comercializando US$ 2,126 bilhões.

Dados do IBGE apontam que em 2023, a cidade produziu quase um milhão de tonelada de soja. (946.721).

No lugar que mescla tradições, do Nordeste e do Sul, há esperança de um futuro ainda mais promissor.

“O que nós estamos vendo hoje é uma transformação do setor primário para o secundário, com a industrialização, e tudo isso é um novo passo, um novo caminho, mas isso realmente é a pujança que nós temos do oeste da bahia, vindo do agronegócio. Realmente é uma cidade que vibra todos os dias”, finaliza Odacil Ranzi, que também foi presidente da Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba).

“A nossa cidade está de parabéns e muito parabéns. e vai continuar crescendo, hein?”, ressaltou Jaime Cappellesso.


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Projeto permite motorista conduzir trator em via pública com certificado de curso profissional



A Comissão de Viação e Transportes da Câmara dos Deputados aprovou projeto de lei que permite aos motoristas de tratores com roda e de equipamentos automotores agrícolas utilizarem apenas o certificado de curso de formação profissional em substituição à carteira de habilitação para pilotar em vias públicas.

A medida está prevista no Projeto de Lei 4678/23, de autoria do deputado Valdir Vital Cobalchini (MDB-SC), e alterado pelo relator, deputado Ricardo Ayres (Republicanos-TO).

Mudança

Ayres restringiu a medida aos tratores de roda e aos equipamentos automotores destinados a executar trabalhos agrícolas, conforme já disposto no Código de Trânsito Brasileiro (Lei 9.503/97), que hoje permite a condução em via pública desses dois modelos por condutor habilitado na categoria B (veículos leves).

O relator incluiu no projeto a previsão de regulamentação do processo de formação técnica específica de condutores de tratores e máquinas agrícolas pelo Conselho Nacional de Trânsito (Contran).

“Os condutores de tratores possuem amplo conhecimento de seus veículos e das regras básicas de trânsito. No entanto, a maioria tem formação educacional e recursos financeiros limitados, o que torna inviável a obtenção da habilitação pelo processo atual de formação de condutores”, argumentou Ayres.

Próximos passos

O projeto ainda será analisado pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania, em caráter conclusivo. Para virar lei, a medida precisa ser aprovada pelos deputados e pelos senadores.



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Petrobras anuncia redução no preço do diesel a partir de amanhã



A partir desta terça-feira (1°), a Petrobras reduzirá seus preços de venda de diesel A para as distribuidoras. O novo valor passará a ser, em média, de R$ 3,55 por litro, uma redução de R$ 0,17 por litro.

Considerando a mistura obrigatória de 86% de diesel A e 14% de biodiesel para composição do diesel B vendido nos postos, a parcela da Petrobras no preço ao consumidor passará a ser de R$ 3,05 /litro, uma redução de R$ 0,15 a cada litro de diesel B.

Com o reajuste anunciado, a Petrobras reduziu, desde dezembro de 2022, os preços de diesel para as distribuidoras em R$ 0,94/litro, uma redução de 20,9%. Considerando a inflação do período, a redução é de R$ 1,45/litro ou 29%, de acordo com a companhia.

O anúncio da redução do preço foi feito pela presidente da estatal, Magda Chambriard, durante lançamento de um programa para aquisição de crédito de carbono, na sede da companhia, no Rio de Janeiro.

Chambriard reforçou a defesa da política de preços da Petrobras, alterada em 2023. A atual política é considerada como “abrasileiramento” dos valores, pois leva em conta fatores como o custo da produção de petróleo no Brasil e a participação da empresa no mercado consumidor.

A intenção é não trazer para o consumidor brasileiro as flutuações bruscas dos preços internacionais e manter a estatal competitiva, para não perder mercado para concorrentes. “A gente olha preço a cada 15 dias”, afirmou a presidente.

“Se precisar subir [o preço], a gente sobe, se precisar descer, a gente desce. Neste momento, o que a gente está dizendo é: o abrasileiramento de preços de combustível no Brasil gerou uma economia relevante para a sociedade brasileira.”

* Com informações da Agência Brasil



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Como está a colheita de milho no Brasil? Confira as perspectivas para o mercado



A colheita de milho no Brasil segue em avanço no Brasil, com destaque para o milho verão, enquanto o plantio da segunda safra (safrinha) ocorre com boas perspectivas climáticas. Segundo a plataforma Grão Direito, o cenário atual tem impactado o mercado, tanto no Brasil quanto no exterior, refletindo nas cotações da commodity.

Favorecida por boas previsões de chuva, a colheita de verão e o plantio do milho safrinha têm impulsionado o desenvolvimento da safra. Esse cenário trouxe otimismo ao mercado na última semana, refletindo em pressão sobre as cotações na bolsa. No mercado físico, a forte demanda, especialmente dos granjeiros, manteve os preços mais firmes e menos vulneráveis às oscilações da B3.

A semana do milho

A semana foi marcada por algumas indecisões no aguardo pelo relatório de intenção de plantio do USDA, programado para esta semana. Em Chicago, o milho encerrou a semana cotado a US$4,53 por bushel, com queda de 2,16%.

No Brasil, na B3, o contrato de milho para maio de 2025 também recuou, encerrando a R$77,19 por saca (-3,09%). No mercado físico, os preços do milho seguem em baixa, pressionados pela desvalorização nos mercados futuros, porém com recuos menos expressivos. Algumas praças mostraram valorização em função da demanda.

O mercado interno segue aquecido, com os preços no físico sustentados por uma demanda firme. Na última semana, o Ministro de Minas e Energia afirmou durante a E30 que a mistura de etanol na gasolina, atualmente em 27%, será elevada para 30%. Essa mudança deve intensificar a demanda por milho no curto prazo, especialmente para a produção de etanol, o que pode acentuar o aperto na oferta disponível e manter os preços sustentados nas próximas semanas.

O fator clima

Os principais modelos climáticos apontam para uma condição de neutralidade entre os fenômenos El Niño e La Niña. Esse cenário, nas condições atuais, tende a favorecer o desenvolvimento do milho segunda safra, com previsão de temperaturas mais amenas no Centro-Oeste e chuvas bem distribuídas nas principais regiões produtoras. A continuidade desse padrão climático será essencial para garantir produtividade e evitar perdas na safra.

USDA

O relatório de intenção de plantio do USDA, previsto para 31 de março, deve indicar aumento na área de milho nos EUA, com estimativas de 4% acima do ano passado. Essa expectativa já gera pressão baixista nos preços. Se confirmada, pode manter o mercado pressionado nesta semana. Por outro lado, uma área abaixo do esperado pode reverter o movimento e sustentar as cotações no curto prazo. O relatório é um importante indicativo para decisões comerciais de produtores e compradores.

Confira a análise do mercado da soja aqui.



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AgroNewsPolítica & Agro

Safra de soja deve alcançar recordes de produção


As projeções para a safra 2024/25 de soja continuam otimistas, apesar do atraso inicial na colheita. Dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) indicam um aumento de 13,3% na produção em comparação à safra anterior. Até a segunda quinzena de março, a colheita já havia atingido 76,4% da área total cultivada, um avanço de 10,1 pontos percentuais em relação ao mesmo período de 2024. O clima favorável em estados como Mato Grosso e Goiás contribuiu para a aceleração dos trabalhos no campo, garantindo um ritmo mais ágil do que o esperado.

Segundo boletim divulgado pelo Sistema TEMPOCAMPO, em Mato Grosso, a colheita já ultrapassou 99% da área plantada, segundo o Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (IMEA). O bom desempenho foi impulsionado pelas condições climáticas adequadas durante a maior parte do ciclo da cultura. Apesar disso, algumas regiões registraram grãos avariados devido ao excesso de chuvas no final da safra, o que pode impactar a qualidade final da produção.

No Mato Grosso do Sul, a colheita atingiu 85% da área cultivada, mas apresenta um atraso de cinco pontos percentuais em relação ao ciclo anterior. Esse atraso se deve à estiagem prolongada no início do plantio, que encurtou o ciclo da safra passada. A expectativa, no entanto, é de um crescimento de 6,8% na produção, impulsionado pela regularização das chuvas entre fevereiro e março.

Em Goiás, a colheita chegou a 90% da área total, beneficiada pela redução das chuvas. Apesar do avanço nas operações, algumas lavouras sofreram perdas de produtividade devido ao veranico registrado em fevereiro, que comprometeu o enchimento de grãos. Já no Paraná, 81% da colheita foi concluída, com destaque para as lavouras do sul do estado, que se beneficiaram das chuvas de março.

O cenário se mostra mais desafiador no Rio Grande do Sul e Santa Catarina. No território gaúcho, apenas 19% da área foi colhida, devido à irregularidade das chuvas e ao déficit hídrico. Já em Santa Catarina, onde a colheita alcançou 45% da área, a estiagem impactou as lavouras da região Oeste, reduzindo o potencial produtivo. A tendência para os próximos meses é de ajustes nas estimativas de produção desses estados.





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