segunda-feira, maio 25, 2026

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Safra 2024/25 encerra com preços do açúcar em baixa e etanol valorizado



A safra 2024/25 de açúcar terminou oficialmente em 31 de março, e as cotações do cristal estiveram enfraquecidas no final do mês. Segundo pesquisadores do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), na última semana de março, agentes de algumas usinas do estado de São Paulo estiveram mais flexíveis nos preços, negociando o tipo Icumsa 180 a valores menores, mas mantendo-se firmes para o tipo Icumsa 150.

De acordo com o Centro de Pesquisas, as médias do cristal praticadas no spot paulista oscilaram entre R$ 137,00 e R$ 139,00/saca de 50 kg. Já no balanço da temporada 2024/25 (de abril/24 a março/25), o Indicador Cepea/Esalq, cor Icumsa de 130 a 180, teve média de R$ 152,06/sc de 50 kg, fechando 4,73% abaixo da registrada no ciclo anterior (de R$ 159,62/sc – de abril/23 a março/24), em termos reais (os valores foram deflacionados pelo IGP-DI).

Etanol hidratado se valoriza 9,3% na safra 24/25

Levantamentos do Cepea mostram que os preços médios do etanol em São Paulo encerram a safra 2024/25 acima dos da temporada anterior. De abril de 2024 a março de 2025, o Indicador Cepea/Esalq do etanol hidratado teve média de R$ 2,6587/litro, forte alta de 9,3% em relação ao ciclo anterior, em termos reais (valores deflacionados pelo IGP-M de março).

Para o anidro (modalidade spot e contratos), a valorização foi de 7,8% em igual comparativo, à média de R$ 3,0007/l.

Segundo pesquisadores do Centro de Pesquisa, a demanda pelo hidratado cresceu nos últimos meses do ciclo atual, com a boa vantagem competitiva nas bombas, fator que deu sustentação aos preços entre dezembro/24 e fevereiro/25.

Em termos de volume vendido pelas usinas paulistas, o total de etanol hidratado negociado cresceu 23,7% na safra 2024/25 frente à temporada anterior, conforme pesquisas do Cepea.



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Melão potiguar se destaca no cenário global


A exportação de melão do Rio Grande do Norte (RN) tem potencial para triplicar a produção nos próximos três anos, graças à entrada no mercado chinês.

Atualmente, a Europa é o principal destino do melão produzido no estado, com um total de 17 mil contêineres exportados por ano. Com a entrada do mercado chinês, o Rio Grande do Norte pode saltar de 17 mil/ano para 51 mil/ano contêineres de melão enviados ao exterior.

A China é o maior produtor mundial de melão, com média de 10 milhões de toneladas anuais, mas enfrenta queda na produção entre os meses de outubro e abril, em virtude das condições climáticas severas. 

Com isso, os chineses ficam sem produzir a fruta, o que abre excelente janela de oportunidade ao melão brasileiro. No entanto, a logística e os requisitos fitossanitários são alguns desafios que precisam ser superados no Rio Grande do Norte. 

“O mercado chinês tem condição de absorver o melão potiguar, desde que consigamos vencer as limitações impostas pela logística, de modo que a fruta chegue ao mercado chinês num período não superior a 30 dias”, destacou Fábio Queiroga, presidente do Comitê Executivo de Fruticultura do RN (Coex), no ‘Workshop Melão Brasil China’, realizado em Mossoró.

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Missão na China fortalece parcerias

O melão produzido na área livre de Mossoró é a primeira fruta brasileira a ter autorização para comercializar com a China. Recentemente, a uva produzida no Vale do São Francisco também foi habilitada a exportar para o mercado chinês.

Anualmente, o Brasil produz 340 mil toneladas de melão, sendo o Rio Grande do Norte o maior produtor e exportador da fruta no país.

Para consolidar o comércio com os chineses, uma comitiva brasileira visitará Xangai entre os dias 12 e 20 de maio, buscando ampliar negócios e firmar novos contratos. Além disso, está prevista a participação de comitiva de compradores chineses à Feira Internacional da Fruticultura Tropical Irrigada (Expofruit). 

O evento ocorrerá entre os dias 20 a 22 de agosto, na Estação das Artes Elizeu Ventania, em Mossoró. João Hélio Cavalcanti Júnior, diretor técnico do Sebrae/RN, reforçou a importância da inovação e da tecnologia para o sucesso da exportação.

 “O segredo é buscar na inovação e na tecnologia mecanismos para conseguir estender e retardar o processo de amadurecimento das frutas para conseguir contemplar o mercado chinês, que é muito exigente. O Sebrae é parceiro deste projeto desde o início, e assim permaneceremos, oferecendo consultorias, conhecimento técnico e estimulando acesso a novos mercados, como a China. É um desafio, sim, mas sabemos que é possível”, afirma João Hélio.

Porteira Aberta Empreender: conectando o campo e o mundo

Três pessoas sentadas com o cenário de uma fazenda Três pessoas sentadas com o cenário de uma fazenda
João Hélio Cavalcanti Júnior, diretor técnico do Sebrae/RN, no estúdio do Porteira Aberta Empreender | Foto: Matheus Martins

João Hélio Cavalcanti Júnior, diretor técnico do Sebrae/RN, participou de uma prosa bem descontraída com os apresentadores do Porteira Aberta Empreender, em São Paulo, destacando a relevância das certificações dos produtos, especialmente para exportação. Em breve, a conversa será exibida no Canal Rural e também estará disponível no nosso canal no YouTube.

Além disso, no Porteira Aberta Empreender – uma produção do Canal Rural em parceria com o Sebrae -, você descobre soluções, produtos, serviços e inovações para fortalecer seu empreendimento rural.

E se você, micro e pequeno produtor rural deseja abrir as porteiras do seu negócio, encontrou o lugar certo para tirar dúvidas, enviar sugestões e compartilhar sua história de empreendedorismo. Acesse aqui o nosso WhatsApp.

Quer saber mais?

Então, acompanhe as novidades no site do Canal Rural/ Empreendedorismo e aprenda a empreender de forma segura e responsável.



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Dólar recua e bolsa cai em meio a tensão econômica nos EUA; ouça análise


Ouça o Diário Econômico, o podcast do PicPay que traz tudo que você precisa saber sobre economia para começar o seu dia, com base nas principais notícias que impactam o mercado financeiro.

No morning call de hoje, a economista-chefe do PicPay, Ariane Benedito, destaca a queda do Ibovespa para 130 mil pontos, diante da cautela global com as expectativas de novas tarifas dos Estados Unidos.

O dólar fechou em R$ 5,70, refletindo a busca por segurança, enquanto os juros futuros mostraram tendência de baixa.

Nos EUA, os dados reforçaram as incertezas sobre a política do Fed.

Hoje, o foco está nos PMIs globais, no relatório Jolts e em ajustes nos acordos comerciais no Brasil.

Para mais conteúdos de mercado financeiro, acesse: Bom Dia Mercado!

Ariane Benedito, apresentadora do podcast Diário Econômico
Foto: divulgação



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AgroNewsPolítica & Agro

Inmet emite alerta de perigo para acumulado de chuva



Aviso vale das 11h às 23h e prevê chuvas entre 30 a 60 mm/h ou 50 a 100 mm/dia




Foto: Pixabay

Segundo informações divulgadas pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), um alerta de acumulado de chuva com grau de severidade “Perigo” foi emitido para esta segunda-feira (31). O aviso vale das 11h às 23h e prevê chuvas entre 30 a 60 mm/h ou 50 a 100 mm/dia, podendo causar alagamentos, deslizamentos de encostas e transbordamento de rios em diversas regiões do país.

Regiões mais afetadas e impactos esperados

Embora o alerta do Inmet não especifique locais exatos, cidades com histórico de enchentes e áreas de encosta devem redobrar a atenção. A combinação do solo encharcado e o grande volume de água em um curto período pode gerar deslizamentos, afetando moradias, estradas e até interrompendo serviços essenciais, como fornecimento de energia elétrica.

Clique aqui e acesse AGROTEMPO

Moradores de regiões vulneráveis devem ficar atentos a sinais de instabilidade, como rachaduras em muros e terrenos, além de qualquer movimentação anormal no solo. Pequenos córregos podem transbordar rapidamente, criando situações de risco para pedestres e motoristas.





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AgroNewsPolítica & Agro

Estudo mostra como deslizamentos afetaram fertilidade do solo


Análises de solo funcionam como exames médicos que buscam identificar doenças. No caso da terra, a intenção é descobrir a qualidade e as necessidades do solo para o cultivo de plantas. O projeto de extensão dos Programas de Pós-Graduação em Ciências do Solo (PPGCS), em Agrobiologia (PPGAgroBio) e em Química (PPGQ) da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) realizou um trabalho de coleta e análise de solo na Serra Gaúcha, em cidades  atingidas pelas enchentes de maio de 2024. Nos municípios de Pinto Bandeira, Bento Gonçalves e Veranópolis, os pesquisadores coletaram amostras em áreas de deslizamento de propriedades rurais dedicadas à fruticultura.

Allan Kokkonen, doutorando do Programa de Pós-Graduação em Ciências do Solo (PPGCS) e integrante do projeto, explica que as análises comuns revelam dois padrões distintos: os solos de áreas nativas, que tendem a ser muito ácidos e apresentam baixa disponibilidade de nutrientes, tornando-se menos adequados para o cultivo; e os solos de áreas já cultivadas, nos quais geralmente se identifica a necessidade de reposição de adubação ou fertilização.

No caso da Serra Gaúcha pós enchente, os pesquisadores identificaram ainda um terceiro tipo de solo, que mistura características de áreas nativas e cultivadas. No deslizamento de terra, tanto as áreas que perderam quanto as que receberam sedimentos passam por uma grande transformação. O material deslocado pode conter solo, pedras e outros elementos, tornando o cenário imprevisível. “É uma completa surpresa, um tiro no escuro. A gente não sabe o que vai encontrar ali”, destaca Allan. Para o pesquisador, na comparação com exames de sangue, é como se a análise mostrasse uma doença nova, que ainda não tem padrão de tratamento.

Os resultados mostram que as áreas degradadas não perderam grandes quantidades de nutrientes, mas apresentaram um aumento na acidez. Esse problema, porém, pôde ser facilmente corrigido com aplicação de calcário, permitindo que muitas áreas já estejam aptas para o cultivo. “Esse foi um resultado que a gente não esperava: essas áreas de deposição têm fertilidade relativamente boa para a maioria dos nutrientes”, ressalta Allan.

No entanto, para o pesquisador, o maior problema diz respeito à qualidade ou saúde do solo, ou seja, não se trata apenas de analisar os nutrientes, mas também a estrutura. Os pesquisadores perceberam que os solos analisados tiveram perda de matéria orgânica. Allan explica: “É aquele material que tem origem orgânica, formado por microorganismos que vieram de plantas decompostas”. Allan ressalta que a matéria orgânica tem várias funções importantes. “Ela é responsável por dar estrutura e agregação ao solo, o que é crucial, pois é essa estrutura que facilita a retenção de água”, detalha. Essa característica auxilia em períodos de seca, em que a água é mais escassa – como o que o Rio Grande do Sul enfrenta agora.

Um segundo ponto é que a matéria orgânica oferece nutrientes para a planta, principalmente nitrogênio, um dos mais importantes para o fornecimento de energia. “Provavelmente esses solos que perderam muita matéria orgânica – e foi bastante a quantidade perdida – vão ter um volume de micróbios, de fungos e de bactérias muito pequenos. E eles são benéficos”, especifica Allan.

Além disso, de acordo com o pesquisador, a matéria orgânica também pode interagir com o ambiente. “Ela é feita basicamente de carbono”, afirma. Ou seja, quando está no solo, permite que ele funcione como dreno de carbono, que se converte em energia para o desenvolvimento das plantas. “Quando se perde ela, provavelmente foi liberada na forma de gás. Ou seja, toneladas e toneladas de carbono que estavam na matéria orgânica, estocadas no solo, foram para a atmosfera”, conclui. Para Allan, essa perda transforma os sistemas agrícolas de drenos em emissores. “Aquela área de deslizamento emitiu bastante carbono, o que a gente sabe que vai potencializar as mudanças climáticas e o efeito estufa”, destaca.

Prejuízos no setor da agricultura

Na Serra Gaúcha, cujas características são de encostas e morros, o relevo acidentado facilita o escoamento superficial das águas. De acordo com pesquisadores do Grupo de Estudos de Predição de Adubação e Potencial de Contaminação de Elementos em Solos (Gepaces) da UFSM, esses solos têm adaptações que favorecem a condução de águas em períodos de chuva normais. No entanto, em maio de 2024, em regiões como a da Serra, choveu mais de 500 milímetros em 48 horas, de acordo com estimativas do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). Nesses casos, há uma sobrecarga dos sistemas hídricos, o que resultou em deslizamentos de terra em encostas.

Estes eventos não causaram só consequências sociais, mas também prejuízos financeiros, especialmente na agricultura. De acordo com dados de estudo realizado em novembro pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), são pelo menos R$88,9 bilhões em prejuízos financeiros, entre o setor produtivo (69%), o social (21%), a infraestrutura (8%) e o meio ambiente (1,8%).

Já no setor da agricultura, a Federação da Agricultura do Estado do Rio Grande do Sul (Farsul) divulgou, em junho do ano passado, perdas que somam pelo menos R$ 467 milhões, em pequenas, médias e grandes propriedades. Segundo a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater), ocorreram danos diversos em setores produtivos de grãos, olericultura – cultivo de hortaliças, legumes e verduras -, floricultura, pastagens, produção leiteira e produção florestal, além de animais mortos e solos afetados. A fruticultura também foi impactada, afetando a produção de uva, pêssego, caqui, kiwi, bergamota, ameixa, nectarina e outras frutas.

Rubiane Rubo é engenheira agrônoma e presidente da Associação dos Produtores de Frutas de Pinto Bandeira. Depois de terminar a graduação na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), ela retornou à propriedade familiar para continuar o negócio iniciado pela avó. São cerca de cem hectares com plantações de frutas diversas em um terreno extenso em comprimento. Rubiane conta que, nas enchentes, três grandes deslizamentos atingiram a propriedade. “Um no início, um no meio e um no final. Isso comprometeu os tratamentos de inverno, porque a gente trabalha em patamares, então não tinha como um trator andar”, explica. Patamares são formas de organizar o terreno dos pomares, em uma espécie de escada. Maurício Bonafé, engenheiro agrônomo na Vinícola Aurora, esclarece que esses sistemas são feitos para evitar a perda de solo por escorrimento superficial de água, ou seja, em volumes normais de chuva. “Isso faz com que a água caia com menor velocidade no solo. A gota tem menos impacto e consequentemente a água consegue penetrar com mais facilidade”, detalha. Além disso, outra estratégia que tem esse intuito é a da cobertura verde, ou seja, o plantio de árvores e vegetações, o que também favorece a função do solo como reservatório de água.

Os deslizamentos atrasaram os tratamentos de inverno nos pomares, por conta do risco e da dificuldade de acesso à propriedade. “Comprometeu a floração depois, que não foi de tanta qualidade, e consequentemente impactou em menor quantidade de frutos”, relata Rubiane.

Análise de solo como técnica de avaliação de perdas

Na UFSM, um dos projetos que busca auxiliar na avaliação dos impactos das enchentes no solo é o ‘Diagnóstico da aptidão agrícola das terras e fertilidade do solo em áreas agrícolas atingidas por desastres climáticos’, dos Programas de Pós-Graduação em Ciências do Solo (PPGCS), em Agrobiologia (PPGAgroBio) e em Química (PPGQ). Foi contemplado no último edital do Programa de Extensão da Educação Superior na Pós-Graduação (PROEXT-PG). O objetivo é produzir conhecimento para facilitar o retorno das atividades agrícolas, com foco no fortalecimento das famílias de pequenos agricultores.

A técnica usada no projeto é a análise de solo. Gustavo Brunetto é coordenador do projeto e professor no Departamento de Solos e no Programa de Pós-Graduação em Ciências do Solo da UFSM. Ele explica que alguns solos não conseguem fornecer as quantidades de nutrientes que uma planta precisa para o crescimento. Para conhecer essas características, se faz uma análise. “Se recomenda ir até o campo e fazer a coleta de uma porção do solo, que depois é levado para o laboratório e analisado”, descreve Gustavo.

A análise de solos tem algumas etapas:

1 – Amostragem: definição das áreas a serem analisadas e coletadas. Em uma gleba (área de terra), se define de dez a 20 pontos de coleta, em locais variados do terreno, mas que tenham as mesmas características, de histórico de adubação e plantio. Em cada um desses pontos, a coleta é feita em uma profundidade de zero a dez ou de zero a 20 centímetros, a depender das características. Com uma pá de corte, um trado ou até um quadriciclo, coleta-se uma porção de solo de cada ponto. Com as coletas feitas, pega-se uma porção de solo de cada um dos pontos e se mistura em um balde, para ter uma representação homogênea da área. Depois, pega-se cerca de 500 gramas da amostra de solo para fazer uma pré-secagem, o que envolve desfazer os torrões de terra, espalhar em uma superfície limpa e deixar secar de dois a três dias, a depender das condições climáticas. Depois de seca, a terra é colocada em um saco plástico e identificada com a propriedade e produtor/a, nome da gleba e demais características.

2 –  Análise no laboratório: as amostras de solo são enviadas para um laboratório credenciado, que faz a análise. A credencial pode ser emitida pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) ou pelo Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (Inmetro)

3 – Interpretação da análise: feita por um técnico, que pode ser alguém formado em Engenharia Agronômica. Envolve entender os resultados de análise para indicar soluções.

4 – Recomendação: A partir dos resultados, a pessoa responsável pela interpretação elabora as recomendações de aplicação no solo analisado. Quantidade de adubação e calagem (aplicação de cal), qual a melhor fonte de nutrientes, melhor época de aplicação, entre outras questões, podem compor esse relatório.

Apesar de ser uma técnica simples e de baixo custo, Gustavo afirma que ela é fundamental. A etapa da amostragem precisa ser feita com cuidado e rigor para que o resultado seja qualitativo. “É mais ou menos você ter a preocupação de ir no médico e ele interpretar o teu resultado da análise de sangue, mas se não foi feito um procedimento adequado na amostragem, ele não vai ter validade”, compara.

As coletas na Serra Gaúcha

As coletas de porções de solo para análise do projeto da UFSM foram realizadas em dez áreas de pomares e vinhedos atingidos por deslizamentos nos municípios de Veranópolis, Bento Gonçalves e Pinto Bandeira. Para a escolha das áreas, o grupo do professor Gustavo Brunetto contou com o apoio do engenheiro agrônomo Maurício Bonafé, que é gerente agrícola da Cooperativa Vinícola Aurora, de Bento Gonçalves. Por conta do contato direto com as famílias, Maurício já tinha um mapeamento das áreas degradadas. “Fizemos alguns apontamentos sobre as áreas que podiam ser recuperadas e, com isso, se propôs as áreas para coleta das amostras”, explica Maurício.

A fase de mapeamento e escolha das propriedades levou em torno de dois meses, em meados de setembro de 2024. A coleta das amostras foi feita entre dezembro de 2024 e janeiro de 2025, concomitantemente com as análises.





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AgroNewsPolítica & Agro

Brasil exporta 10,25 milhões de toneladas de soja



Sojicultores demonstram maior interesse em vender parte da safra 2024/25




Foto: Ivan Bueno/APPA

A forte demanda externa pela soja brasileira impulsionou o ritmo de negócios no mercado spot na última semana. Segundo o boletim informativo do Cepea, a valorização do dólar frente ao Real tornou as commodities nacionais mais competitivas no cenário internacional, estimulando as exportações.

Além disso, sojicultores demonstram maior interesse em vender parte da safra 2024/25 para garantir recursos destinados ao custeio da próxima temporada. Dados preliminares da Secex, analisados pelo Cepea, indicam que o Brasil exportou 10,25 milhões de toneladas de soja até 21 de março, um aumento expressivo de 59,5% em relação ao total embarcado em fevereiro.

Enquanto isso, a colheita segue acelerada, beneficiada pelo clima favorável. De acordo com a Conab, até 23 de março, 76,4% da área total já havia sido colhida, superando os 66,3% registrados no mesmo período do ano passado e a média dos últimos cinco anos, de 66,2%.

O cenário positivo reforça a competitividade da soja brasileira no mercado global e mantém o setor atento às oscilações cambiais e à demanda internacional.





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Nova tecnologia da Embrapa fortalece produção de banana-da-terra no Amazonas



A Embrapa Amazônia Ocidental desenvolveu um protocolo de micropropagação para produção em larga escala de mudas de plátano pacovan, que é uma banana-da-terra amplamente cultivada no Amazonas. A nova tecnologia viabiliza o fornecimento local de mudas com alta qualidade genética e sanitária, atendendo à demanda de produtores da região, sobretudo da agricultura familiar.

Até então, os produtores amazonenses dependiam de mudas convencionais, muitas vezes provenientes de áreas comerciais ou de laboratórios localizados em outros estados. Essa logística apresentava diversos problemas, como atrasos no transporte, mistura de cultivares, falta de uniformidade nos lotes e até mesmo contaminação por patógenos e pragas, segundo o pesquisador Ricardo Lopes, da Embrapa.

“O protocolo representa uma alternativa segura e eficiente para multiplicação das plantas. A Embrapa poderá inclusive ceder material para reprodução em laboratório”, destaca o pesquisador.

Tecnologia para multiplicação segura

A micropropagação é uma técnica que permite a reprodução rápida de plantas a partir do cultivo in vitro de fragmentos vegetais, sob condições ambientais controladas. O método possibilita a produção de mudas geneticamente idênticas, com características superiores e livre de contaminantes, atendendo aos padrões sanitários exigidos.

A iniciativa faz parte de um conjunto de ações da Embrapa voltadas à transferência de tecnologia, à avaliação agronômica e à viabilidade econômica do cultivo do plátano no estado. O material de referência foi coletado em Iranduba (AM) e constitui um clone registrado no Registro Nacional de Cultivares (RNC/Mapa). As mudas produzidas foram cultivadas na Fazenda Amazônia, também em Iranduba.

Os tratos culturais e demais práticas seguiram as recomendações técnicas da Embrapa para o cultivo da bananeira no Amazonas, detalhadas no Comunicado Técnico 169 – BRS Amazonas: cultivar de plátano para o Amazonas.

Projeto de seleção genética

Apesar de sua ampla disseminação e uso na alimentação local, não há caracterização formal da variabilidade genética do plátano pacovan no Amazonas. Para preencher essa lacuna, Ricardo Lopes coordena um projeto que visa caracterizar e selecionar cultivares dessa banana de alto desempenho, com base na coleta de mudas em dez municípios do estado, com pelo menos cinco amostras por localidade.

O objetivo é selecionar plantas com alta produtividade e qualidade de frutos, contribuindo com o desenvolvimento sustentável da cadeia produtiva da banana no estado e o fortalecimento da agricultura familiar.

Importância nutricional e cultural

O plátano, conhecido por diferentes nomes em outras regiões do país, como banana-da-terra e banana comprida, é chamado no Amazonas de pacovan, sendo um dos alimentos tradicionais mais consumidos pela população. Seu alto teor de amido exige cocção antes do consumo e é usado em pratos típicos da culinária amazônica.

Cada 100 g de polpa dessa banana contêm 499 mg de potássio, 174 mg de fósforo e 2,33 mg de ferro, entre outros nutrientes. Os frutos são consumidos fritos, assados, cozidos, em farofas e mingaus, entre outras preparações.

As ações da Embrapa relacionadas ao plátano Pacovan estão alinhadas a diversos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Agenda 2030, incluindo os de combate à fome, produção sustentável e valorização da vida terrestre.



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Soja avança na semana com demanda da China e câmbio favorável


Segundo análise de mercado da Grão Direto, a soja registrou avanços ao longo da última semana, impulsionada por fatores internos e externos. No Paraná, a colheita da safra 2024/25 já atinge cerca de 90% da área, e o Departamento de Economia Rural (Deral) projeta um aumento de quase 15% na produção em relação ao ano passado. No cenário internacional, a trégua mediada pelos Estados Unidos entre Rússia e Ucrânia trouxe alguma estabilidade para o transporte de grãos pelo Mar Negro, embora ainda haja incertezas.

As exportações brasileiras seguem aquecidas, aproximando-se de um novo recorde de embarques para a China no primeiro trimestre de 2025. Em Chicago, o contrato da soja para maio de 2025 encerrou a US$ 10,22 por bushel, com alta de 1,19% na semana, enquanto o contrato para março de 2026 subiu para US$ 10,39 por bushel (+1,56%). O dólar também registrou valorização de 0,7%, fechando a R$ 5,76, o que impactou positivamente algumas praças do mercado físico.

Para os próximos dias, a expectativa é de que a demanda chinesa continue influenciando o mercado. Até 20 de março, a China já havia embarcado cerca de 15,3 milhões de toneladas de soja brasileira. No entanto, o ritmo de esmagamento no país ainda está abaixo do normal, o que mantém os prêmios elevados. A partir da segunda quinzena de abril, o aumento no volume de soja desembarcado pode começar a pressionar os preços para baixo.

Na Argentina, os produtores seguram a comercialização da oleaginosa devido à expectativa de possíveis isenções fiscais e variações cambiais, limitando a oferta do país, que tradicionalmente é o maior processador de soja do mundo. Esse movimento tem aumentado a demanda por soja brasileira.

O mercado cambial também deve seguir no radar. O dólar vem perdendo força globalmente, com a perspectiva de novas tarifas de importação nos Estados Unidos, que devem ser anunciadas por Donald Trump em 2 de abril. Caso o Brasil seja incluído na lista de países afetados, o impacto sobre o câmbio pode influenciar a precificação da soja.

Diante desse cenário, a tendência para a primeira semana de abril ainda é positiva, mantendo os ganhos da semana anterior. No entanto, as pressões de baixa podem se intensificar a partir da segunda quinzena do mês, conforme o aumento da oferta global da oleaginosa se concretize.





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Portos do Arco Norte lideram exportação de soja e milho



A necessidade de investimentos em infraestrutura segue como prioridade



A necessidade de investimentos em infraestrutura segue como prioridade
A necessidade de investimentos em infraestrutura segue como prioridade – Foto: Divulgação

Os portos privados do Arco Norte movimentaram 52,3 milhões de toneladas de soja e milho para exportação em 2024, segundo o Anuário Estatístico da ANTAQ. O volume representou 47,4% das exportações nacionais de milho, com 18,4 milhões de toneladas, e 35,3% das exportações de soja, totalizando 34,4 milhões de toneladas. O desempenho superou corredores tradicionais como Santos, que escoou 16,7 milhões de toneladas de milho (42% do total) e 27,9 milhões de toneladas de soja (28,3%).  

Mesmo com os desafios da seca extrema em 2024, os portos da região mantiveram operações eficientes, impulsionadas por investimentos contínuos em infraestrutura e medidas para garantir a competitividade. A modernização e a ampliação da capacidade de escoamento foram fatores determinantes para a superação das dificuldades climáticas.  

A necessidade de investimentos em infraestrutura segue como prioridade para minimizar os impactos das secas prolongadas. A dragagem de pontos críticos do Rio Tapajós, planejada pelo DNIT, é uma das ações consideradas essenciais para garantir a navegabilidade e evitar interrupções no transporte de cargas. Medidas como essa são vistas como fundamentais para o desenvolvimento sustentável do setor e da economia regional.  

Com uma capacidade atual de 52 milhões de toneladas, o setor já projeta um crescimento significativo. Investimentos em andamento devem dobrar essa capacidade nos próximos cinco anos, permitindo o embarque de até 100 milhões de toneladas de grãos. O cenário indica um futuro promissor para os portos do Arco Norte, que seguem se consolidando como peça-chave na logística de exportação brasileira.

 





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