Um aumento na mistura de etanol anidro à gasolina no Brasil para uma faixa de 30%, ante o atual patamar de 27,5%, ajudaria a enxugar a oferta e melhorar os preços do açúcar no país. A afirmação foi feita pelo CEO da Organização de Produtores de Cana do Brasil (Orplana), José Guilherme Nogueira, durante entrevista coletiva no Cana Summit, evento que está sendo realizado em Brasília entre hoje (2) e amanhã (3).
Nogueira disse que a medida, ainda em fase de estudos técnicos de viabilidade, se efetivamente adotada, diminuiria um pouco a oferta e poderia melhorar os preços do adoçante para as usinas.
Por outro lado, a produção de etanol de milho está aumentando, compensando parcialmente uma eventual diminuição na oferta de etanol de cana-de-açúcar. O CEO da Orplana também falou que o mercado de açúcar nacional é muito dependente do comércio internacional.
“Dependemos muito da posição, da conjuntura, da Índia e da Tailândia, grandes exportadores e produtores mundiais. Mesmo assim, nós acreditamos que o Brasil pode aumentar sua fatia no mercado mundial este ano, principalmente porque nossas usinas estão preparadas operacionalmente para fazer mais açúcar (se necessário), disse Nogueira.
Os preços globais do açúcar reagiram em fevereiro e março depois de atingirem mínimas de cinco meses em janeiro, respondendo a notícias de menor produção na Índia e à valorização do real ante o dólar, um fator que potencialmente inibe as exportações do Brasil.
Preços do açúcar
Na Bolsa de Nova York (ICE Futures US), os contratos futuros do açúcar bruto estão oscilando ao redor de 19,40 centavos de dólar por libra-peso nesta quarta-feira, bem mais firmes alguns meses depois de caírem para o pior patamar em cinco meses, em 21 de janeiro, a 17,57 centavos.
Em reunião com o Ministério da Agricultura, no Distrito Federal, representantes da Associação Brasileira da indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq) sugeriram a destinação de R$ 21 bilhões no Plano Safra para o programa Moderfrota, que visa a modernização de tratores agrícolas, colheitadeiras e equipamentos implementados. O valor é 70% maior do que o destinado no ciclo passado.
A Câmara Setorial de Máquinas e Implementos Agrícolas (CSMIA) ainda sugeriu um valor adicional de R$ 7 bilhões a serem destinados para o Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf).
Apesar dos valores sugeridos para a medida serem ideais para um plano bem desenvolvido, como avaliado pela CSMIA, a elevada taxa de juros dificulta para o governo compensar a diferença no valor do orçamento, que no último ciclo foi de R$ 12,3 bilhões.
Entre os principais fatores que dificultam o financiamento está a elevação da taxa Selic, que atualmente é de 14,5% ao ano. Existe incerteza quanto ao governo ter condições de destinar recursos próprios para amenizar a diferença em comparação com a taxa de juros aplicada pelo plano safra que encerra neste ano, que varia entre 7% e 12%.
O cenário abre espaço para a utilização de outros instrumentos além do financiamento. Ainda assim, a Abimaq prevê que no ano de 2025, a venda de máquinas somará R$ 65 bilhões, uma grande queda em comparação com o valor registrado no ano de 2022 que foi de R$ 91 bilhões.
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Foto: Inmet
Segundo informações divulgadas pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), o Rio Grande do Sul enfrenta um cenário climático preocupante nesta quarta-feira (2). Dois alertas de perigo foram emitidos para o estado, indicando o risco de chuvas intensas, tempestades e fortes rajadas de vento.
O primeiro aviso, válido entre 9h30 e 15h, prevê acumulados de chuva entre 30 e 60 mm/h ou de 50 a 100 mm/dia. O volume expressivo pode causar alagamentos, deslizamentos de terra e transbordamento de rios, especialmente em áreas mais vulneráveis. Já o segundo alerta, em vigor das 11h até as 22h, indica a possibilidade de tempestades com queda de granizo, ventos intensos de até 100 km/h e impactos como danos em plantações, queda de árvores e cortes no fornecimento de energia elétrica.
A instabilidade climática é consequência da passagem de uma nova frente fria, que avança pelo estado e deve atingir, com maior intensidade, a Metade Norte do RS. A chuva começa na Fronteira Sul durante a manhã e se espalha pelo restante do estado ao longo do dia, podendo vir acompanhada de raios e ventos fortes, especialmente nas regiões Leste e Sul.
Na quinta-feira (3), a instabilidade persiste, ainda que com menor intensidade, mantendo a previsão de pancadas de chuva. Já a partir de sexta-feira (4), uma forte massa de ar polar avança sobre o território gaúcho, provocando um declínio acentuado nas temperaturas. O frio será mais intenso na Metade Sul e Oeste, onde as mínimas podem ficar abaixo dos 10°C, enquanto as máximas devem permanecer abaixo dos 20°C em várias localidades.
A partir da noite de sexta-feira (4), a chegada de uma massa de ar frio causará um declínio de temperatura na região Sul, no sul de Mato Grosso do Sul e em parte da região Sudeste.
De acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), as temperaturas podem ficar abaixo de 10° C em algumas áreas da região Sul. É o cas das serras gaúcha e catarinense, onde, inclusive, há previsão de geada no amanhecer de sábado (5) e domingo (6), o que exige atenção para as lavouras.
Além disso, entre sexta-feira (4) e domingo (6) – principalmente no sábado (5) –, ventos intensos, de quadrante sul, favorecerão a baixa sensação térmica em Santa Catarina, Paraná, São Paulo e Rio de Janeiro.
No domingo (7), a temperatura começará a subir na região Sul. Por outro lado, os termômetros começarão a marcar menores índices na região Sudeste.
Na Serra da Mantiqueira, em São Paulo e Minas Gerais, as temperaturas mínimas deverão ficar em torno de 12 °C.
Alerta laranja para tempestades
Além do frio que está por vir, o Inmet também alerta para temporais a partir desta quarta-feira (2). Alerta laranja emitido pelo instituto indica chuvas com volumes acima de 100 mm, acompanhadas de rajadas de vento que podem chegar a 100 km/h e possibilidade de queda de granizo em alguns estados.
As chuvas devem atingir, principalmente, a região Sul até a quinta-feira (3). Os eventos são causados por áreas de instabilidade associadas à formação de uma frente fria que passa pela pela região.
O deslocamento dessa frente fria em direção ao Sudeste também ocasionará temporais isolados. Nesta quinta, São Paulo estará em alerta para a ocorrência de temporais, que podem ser acompanhados de rajadas de vento significativas. O litoral do estado será a área mais atingida pela mudança no tempo.
Essa condição se estenderá para o centro-sul do Rio de Janeiro entre a noite de quinta-feira e a madrugada de sexta-feira (4). A Climatempo classificou esse cenário, tanto na costa paulista, como na fluminense, de “chuva excepcional”.
O contrato das obras do trecho 1 da Ferrovia de Integração Oeste Leste (Fiol I), entre Uruçuca e Ilhéus, no Sul da Bahia, foi finalizado, de acordo com informação divulgada pela Bahia Mineração (Bamin), empresa subsidiária do Grupo ERG, responsável pela construção.
Segundo a Bamin, o contrato de obras da ferrovia foi desmobilizado no última segunda-feira, 31 de março. A empresa informou também, que desde o início da concessão em 2021 investiu R$ 784 milhões.
Segundo o G1, a finalização de contrato teria sido com a empresa Prumo Engenharia.
A Bamin disse ainda que mesmo com a finalização do contrato, os serviços de manutenção serão mantidos e todas as obrigações socioambientais relacionadas ao Projeto Integrado Pedra de Ferro, continuarão a serem executadas. Leia a nota na íntegra:
“A BAMIN, empresa subsidiária do Grupo ERG, informa que o contrato de obras da Ferrovia de Integração Oeste Leste (FIOL I), no trecho entre os municípios entre Uruçuca e Ilhéus, será desmobilizado a partir do dia 31 de Março de 2025, concluindo a fase inicial da construção da ferrovia, iniciada em 2023. Até o momento, a ERG investiu R$ 784 milhões na ferrovia, desde o início da concessão em 2021. É importante informar que, mesmo com a finalização deste contrato, os serviços de manutenção serão mantidos e todas as obrigações socioambientais relacionadas ao Projeto Integrado Pedra de Ferro continuarão a serem executadas. A ERG permanece em busca de investidores que possam apoiar a implantação do projeto”.
O motivo da finalização do contrato não foi divulgado. Até o fechamento desta reportagem, o escritório da Prumo Engenharia, em Minas Gerais, não tinha conhecimento do assunto.
O Ministério dos Transportes e Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), também foram procurados, e aguardamos o retorno.
Trabalhadores impactados
O Sintepav-BA (Sindicato dos Trabalhadores da Construção Pesada e Montagem Industrial do Estado da Bahia) disse por meio de nota que foi surpreendido pela informação veículada pela imprensa.
O sindicato afirma que teme uma demissão em massa de cerca de 300 trabalhadores, fato que considera inaceitável, diante da ausência de diálogo prévio com a categoria.
Foto: Divulgação/Sintepav-Ba
A entidade convocou uma assembleia com os trabalhadores na manhã desta quarta-feira (2), no canteiro de obras da Fiol em Uruçuca, com o objetivo de esclarecer os fatos, ouvir a categoria e deliberar sobre os próximos passos.
A Fiol
Com 75% concluída e R$ 3,355 bilhões em contratos, de acordo com a Infra S.A., empresa pública federal, o trecho da Fiol entre Ilhéus e Caetité tem 537,2 km de extensão. Denominado Fiol I, é constituído pelos lotes 01F, 02F, 02FA Túnel de Jequié), 03F e 04F.
A Ferrovia de Integração Oeste-Leste se constituirá em um corredor de escoamento de minério do sul do Estado (Caetité/BA e Tanhaçu/BA) e de grãos do oeste baiano.
Na segunda etapa, será expandida até a Ferrovia Norte Sul, possibilitando a agregação de carga do centro-oeste brasileiro.
O escoamento da carga ocorrerá pelo Porto Sul, importante complexo portuário a ser construído pelo Governo do Estado da Bahia, nas imediações da cidade de Ilhéus (BA).
A Ferrovia de Integração Oeste-leste tem um total de 1.022,6 km em construção e investimento previsto de R$ 8,9 bilhões (Fiol 1 e Fiol 2).
A colheita de soja em Minas Gerais está na reta final, com desafios climáticos impactando a produtividade. A fim de entender melhor a situação no estado, o Soja Brasil conversou com Fábio Meirelles, presidente da Aprosoja MG. Meirelles explica que as regiões do Sudeste sofreram com um período prolongado de estiagem, variando entre 20 e 30 dias de sol intenso. Isso dificultou a fase final da cultura, especialmente nas lavouras plantadas mais tarde. No entanto, a volta das chuvas permitiu a recuperação parcial de algumas áreas.
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Apesar da retomada das chuvas, Meirelles destaca que a produtividade foi afetada, já que a granulação da soja na fase final foi prejudicada, o que pode resultar em um peso menor dos grãos. Ainda assim, ele estima que a redução não ultrapasse um quinto da produção total na região Sudeste. A expectativa é de que a colheita seja finalizada até o fim de abril, com uma média de produtividade entre 60 e 65 sacas por hectare.
Além da soja: o impacto no milho
O milho safrinha, que também depende das chuvas, pode sofrer perdas mais expressivas. Regiões que ficaram 30 dias sem precipitação viram suas lavouras comprometidas, e a ausência de previsão de chuvas regulares levanta preocupações sobre a produtividade do cereal. Estima-se que as perdas possam variar entre 20% e 40% em algumas localidades.
Outro fator que preocupa os produtores é o alto custo de produção. Segundo Meirelles, o setor enfrenta aumentos no preço do óleo diesel e dos insumos agrícolas, agravados pela variação cambial e pela escassez de produtos essenciais. Além disso, a dificuldade de acesso ao crédito tem sido um entrave para os agricultores, que em sua maioria tiveram que recorrer a trocas de insumos para viabilizar o plantio.
“A taxa de juros está insuportável para o setor, e grande parte da safra foi negociada por meio de trocas, já que poucos produtores tinham capital para investir. Além disso, a taxa Selic continua em alta, tornando o cenário ainda mais desafiador”, afirmou Meirelles.
Ele também criticou a falta de incentivos para o setor agropecuário e alertou sobre os desafios enfrentados pelos produtores diante das restrições impostas e da ausência de apoio governamental.
Perspectivas para o setor
Apesar dos desafios, a expectativa é de que a soja feche a safra dentro da média histórica. No entanto, o futuro da produção de milho ainda depende das condições climáticas nas próximas semanas. Meirelles reforça a importância de políticas que fortaleçam o setor, garantindo segurança alimentar e competitividade para os produtores brasileiros no mercado internacional.
São Paulo em reta final
Além de Minas Gerais, São Paulo também apresenta avanços nos trabalhos. Segundo dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), o estado já colheu 97% da área prevista, evidenciando o progresso da safra. Os números destacam o bom ritmo da colheita e a eficiência do setor agrícola na região.
A Eldorado Brasil Celulose divulgou na segunda-feira (31), os principais avanços na agenda ESG da companhia em 2024 por meio da nova edição do Relatório de Sustentabilidade. No documento, a companhia reforçou seu posicionamento com inovações em eficiência energética, impacto socioeconômico das suas operações e crescimento da área de florestas plantadas.
Segundo a empresa, um dos principais avanços na área florestal em 2024 foi a inauguração do Centro de Tecnologia Florestal ELDTECH, em Andradina (SP). No local funcionam sete laboratórios que realizam pesquisas no manejo de pragas, solo e nutrição, meteorologia, melhoramento genético e biotecnologia.
O relatório também informa que a empresa ampliou o compromisso com energia limpa ao inovar na geração elétrica sustentável. Além da Usina Termelétrica Onça Pintada (UTOP), que transforma em energia renovável a biomassa da madeira que não foi destinada à produção de celulose, a empresa implementou um sistema inédito que utiliza a força do descarte de efluentes tratados para gerar eletricidade limpa. Essa solução sustentável agora abastece os prédios administrativos do complexo industrial da empresa em Três Lagoas.
Ainda na UTOP, a recente substituição de combustíveis fósseis por energia elétrica renovável nos picadores que produzem biomassa para a usina reforça a estratégia sustentável da Eldorado.
A Eldorado registrou ainda recorde de produção de celulose considerando anos com parada geral de manutenção, fruto da eficiência de sua operação industrial. Foram 1,786 milhão de toneladas de celulose produzidas, servindo ao mercado doméstico e de outros 40 países em todos os continentes.
“A alta produtividade industrial e as inovações em energia renovável colocam a Eldorado em uma posição de destaque no setor globalmente. Toda a nossa cadeia produtiva é rastreada e segue princípios rigorosos de sustentabilidade, atendendo às exigências dos mercados mais criteriosos do mundo. O Relatório de Sustentabilidade que divulgamos agora atesta esses compromissos da companhia com o meio ambiente e todos os seus stakeholders”, diz Elcio Trajano Jr., diretor de RH, Sustentabilidade e Comunicação da Eldorado Brasil.
Mais florestas, mais CO2 sequestrado
Em 2024, a Eldorado ampliou de 283 mil para 296 mil hectares de florestas plantadas em Mato Grosso do Sul. Além disso, a companhia mantém 101 mil hectares destinados exclusivamente à conservação. Isso faz com que a empresa seja superavitária no cálculo de emissões e retenção de gases de efeito estufa (GEE). Em 12 anos de operação, a Eldorado removeu 12 vezes mais GEE do que suas operações emitiram nos escopos 1 e 2.
Ainda na produção florestal, a empresa começou a usar telemetria nas máquinas agrícolas para reduzir riscos de acidentes, melhorando a segurança nas florestas e a eficiência operacional.
“A empresa já nasceu, em 2012, com o DNA da inovação e nossos times são incentivados a pensarem sempre no que podemos melhorar, em novos processos e práticas, e não temos medo de testar, de pensar fora da caixa. Gostamos muito da ideia de adotarmos tecnologias que depois são disseminadas no mercado”, complementa Trajano.
O impacto socioeconômico da atuação da Eldorado também é expressivo: “apoiando a Economia Local, contratamos 690 Fornecedores dos quais 92% são de Mato Grosso do Sul”. Atualmente, dos 5,2 mil colaboradores da empresa, 4,5 mil estão em MS.
Logística
A eficiência operacional do transporte da madeira está atrelada à sustentabilidade. A frota de 236 caminhões com menos de dois anos de uso, alta tecnologia embarcada e modelagem euro 5 e euro 6 são o mais alto padrão em desempenho para reduzir a emissão de gases. Além disso, o escoamento da produção de celulose para o exterior é facilitado pelo terminal EBLog, no Porto de Santos (SP), que em um ano de operação promoveu aumento de 30% na produtividade média de embarque.
Terminal EBLog, no Porto de Santos, opera desde julho de 2023 Foto: divulgação Eldorado Brasil
Governança
Nas pautas de governança, a Eldorado renovou seu apoio ao Pacto Global da ONU, mantendo a aderência aos Dez Princípios Universais pelo quarto ano consecutivo. Em 2024, mais de 4 mil profissionais receberam treinamentos sobre ferramentas de compliance. Além disso, a empresa realizou o primeiro encontro dos “Multiplicadores da Ética”, um grupo de 66 profissionais dedicados a disseminar boas práticas corporativas.
Sobre a Eldorado Brasil
A Eldorado Brasil Celulose é reconhecida globalmente por sua excelência operacional e seu compromisso com a sustentabilidade, resultado do trabalho de uma equipe qualificada de mais de 5 mil colaboradores. Inovadora no manejo florestal e na fabricação de celulose, produz, em média, 1,8 milhão de toneladas de celulose de alta qualidade por ano, atendendo aos mais exigentes padrões e certificações do mercado internacional. Seu complexo industrial em Três Lagoas (MS) também tem capacidade para gerar energia renovável para abastecer uma cidade de 2,1 milhões de habitantes. Em Santos (SP), opera a EBLog, um dos mais modernos terminais portuários da América Latina, exportando o produto para mais de 40 países. A companhia mantém um forte compromisso com a sustentabilidade, inovação, competitividade e valorização das pessoas.
Chuvas com volumes acima de 100 mm, acompanhadas de rajadas de vento que podem chegar a 100 km/h e possibilidade de queda de granizo! Esse é o alerta emitido, na manhã desta quarta-feira (2), pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) para alguns estados do Brasil.
As chuvas devem atingir, principalmente, o Sul do país hoje até a quinta-feira (3). Os eventos são causados por áreas de instabilidade associadas à formação de uma frente fria que passa pela pela região.
O deslocamento dessa frente fria em direção à região Sudeste também ocasionará temporais isolados e amanhã, o estado de São Paulo estará em alerta para a ocorrência de temporais, que podem ser acompanhados de rajadas de vento significativas. O litoral paulista será a área mais atingida pela mudança no tempo.
Essa condição se estenderá para o centro-sul do Rio de Janeiro entre a noite de quinta-feira e a madrugada de sexta-feira (4). A Climatempo classificou o episódio, tanto na costa paulista, como na fluminense, de “chuva excepcional” para as regiões.
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Foto: Divulgação
Os preços do café registraram queda em março após uma sequência de quatro meses de valorização, de acordo com o boletim informativo do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada). O recuo foi observado tanto para o café arábica quanto para o robusta, refletindo uma combinação de fatores climáticos e expectativas do mercado em relação à próxima safra brasileira.
Para o arábica, a média mensal do Indicador CEPEA/ESALQ do tipo 6, bebida dura para melhor, posto na capital paulista, foi de R$ 2.547,71 por saca de 60 kg, representando uma queda de 3,16% em relação a fevereiro. Já o robusta, negociado no Espírito Santo, registrou uma média de R$ 2.003,02 por saca, retração de 2,3% no mesmo período.
Segundo pesquisadores do Cepea, a recente desvalorização está atrelada à melhoria das condições climáticas nas principais regiões produtoras. O retorno das chuvas e a redução do calor intenso ajudaram a amenizar os impactos da seca prolongada, que vinha comprometendo o enchimento e a maturação dos grãos, principalmente nas áreas de arábica.
O mercado também segue atento às projeções para a safra 2025/26, aguardando sinais mais concretos sobre o volume da produção. A interrupção da sequência de altas nos preços indica que os investidores e produtores adotam maior cautela diante das incertezas climáticas e de oferta.
Mesmo com a recente queda, os preços do café seguem em patamares historicamente elevados, refletindo o cenário global de oferta e demanda. Nos próximos meses, o comportamento do mercado dependerá das condições climáticas e da evolução da colheita no Brasil, maior produtor mundial da commodity.
A exportação mundial de café alcançou 12,23 milhões de sacas de 60 kg em fevereiro, o quinto mês da safra 2024/25. O volume corresponde a um aumento de 7,85% na comparação com igual mês de 2024 (11,34 milhões de sacas). Os números fazem parte de relatório mensal da Organização Internacional do Café (OIC).
No acumulado dos cinco primeiros meses do ano comercial, os embarques somaram 54,86 milhões de sacas, recuo de 2,7% ante igual período do ciclo 2023/24, quando totalizaram 56,36 milhões de sacas.
Nos 12 meses encerrados em fevereiro de 2025, a exportação de arábica totalizou 85,91 milhões de sacas, ante 77,29 milhões de sacas em igual período do ano anterior, aumento de 11,15%. Já o embarque de robusta diminuiu 1,50% na mesma comparação, de 51,46 milhões para 50,69 milhões de sacas.
Preço do café em queda no Brasil
Depois de subirem por praticamente quatro meses seguidos e renovarem os recordes reais, os preços do café encerraram março enfraquecidos, conforme apontam pesquisas do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).
Para o arábica, a média mensal do Indicador Cepea/Esalq do tipo 6, bebida dura para melhor, posto na capital paulista, foi de R$ 2.547,71/saca de 60 kg, queda de 3,16% (ou de aproximadamente 80 Reais/sc) frente à de fevereiro.
Quanto ao robusta, o Indicador Cepea/Esalq do tipo 6, peneira 13 acima, a retirar no Espírito Santo, teve média de R$ 2.003,02/sc de 60 kg em março, 2,3% abaixo da do mês anterior (ou recuo de 47,07 Reais/sc).