segunda-feira, maio 25, 2026

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Tarifaço de Trump não condiz com a realidade comercial de Brasil e EUA, diz governo



Em nota conjunta entre o Ministério de Relações Exteriores (MRE) e o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), o governo brasileiro lamentou a decisão tomada pelo governo norte-americano, nesta quarta-feira (2), de impor tarifas adicionais no valor de 10% a todas as exportações do Brasil para aquele país.

“A nova medida, como as demais tarifas já impostas aos setores de aço, alumínio e automóveis, viola os compromissos dos EUA perante a Organização Mundial do Comércio e impactará todas as exportações brasileiras de bens para os EUA”, diz o texto.

Segundo dados do governo norte-americano, o superávit comercial dos EUA com o Brasil em 2024 foi da ordem de US$ 7 bilhões, somente em bens. Somados bens e serviços, o superávit chegou a US$ 28,6 bilhões no ano passado. Trata-se do terceiro maior superávit comercial daquele país em todo o mundo, reforça a nota.

‘Medida não reflete a realidade’

A nota dos ministérios enfatiza que uma vez que os EUA registram recorrentes e expressivos superávits comerciais em bens e serviços com o Brasil ao longo dos últimos 15 anos, totalizando US$ 410 bilhões, a imposição unilateral de tarifa linear adicional de 10% ao Brasil com a alegação da necessidade de se restabelecer o equilíbrio e a “reciprocidade comercial” não reflete a realidade.

O texto do MRE e do MDIC continua: “Em defesa dos trabalhadores e das empresas brasileiros, à luz do impacto efetivo das medidas sobre as exportações brasileiras e em linha com seu tradicional apoio ao sistema multilateral de comércio, o governo do Brasil buscará, em consulta com o setor privado, defender os interesses dos produtores nacionais junto ao governo dos Estados Unidos.

‘Brasil vai assegurar reciprocidade’

“Ao mesmo tempo em que se mantém aberto ao aprofundamento do diálogo estabelecido ao longo das últimas semanas com o governo norte-americano para reverter as medidas anunciadas e contrarrestar seus efeitos nocivos o quanto antes, o governo brasileiro avalia todas as possibilidades de ação para assegurar a reciprocidade no comércio bilateral, inclusive recurso à Organização Mundial do Comércio, em defesa dos legítimos interesses nacionais”.

Nesse sentido, o governo brasileiro destaca a aprovação pelo Senado Federal do Projeto de Lei da Reciprocidade Econômica, já em apreciação pela Câmara dos Deputados.



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Rebanho de cabras que viveu 200 anos sem água será estudado pela Embrapa



O Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) concluiu em março a retirada de cabras da Ilha Santa Bárbara, no arquipélago de Abrolhos, extremo sul da Bahia. Elas serão estudadas pela Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (Uesb) e Embrapa devido à capacidade de adaptação à escassez hídrica.

Segundo o ICMBio, a remoção foi necessária pelo impacto ambiental causado pelos animais exóticos, que habitavam a ilha havia mais de 200 anos. Elas viviam isoladas e conseguiram sobreviver mesmo com a ausência de fontes de água doce no local.

As primeiras cabras teriam sido levadas para Abrolhos por navegadores como garantia de subsistência durante expedições, ainda no período da colonização, conforme uma publicação na página da Uesb. O arquipélago foi visitado pelo naturalista Charles Darwin em 1832.

A operação seguiu o plano de manejo elaborado pelo ICMBio em 2023, retirando 27 caprinos em três expedições realizadas desde janeiro. Além do órgão federal, contou com a participação da Marinha, da Embrapa, da Uesb e da Adab (Agência de Defesa Agropecuária da Bahia).

De acordo com o instituto, as cabras tinham um impacto sobre a vegetação e o solo da ilha e também interferiam na reprodução das aves marinhas, que utilizam o arquipélago como “berçário”.

Proteção da vegetação e animais

Erradicar as espécies exóticas foi considerado fundamental para regenerar a vegetação da Ilha Santa Bárbara e proteger as sete espécies de aves marinhas que se reproduzem em Abrolhos, incluindo a grazina-do-bico-vermelho, espécie ameaçada que tem sua maior colônia no arquipélago.

“No passado, os caprinos serviam como fonte de proteína animal. Atualmente, com os recursos da vida moderna e o apoio logístico prestado bimestralmente pela Marinha aos militares que guarnecem a Ilha de Santa Bárbara, a presença dos animais tornou-se desnecessária”, afirma o Capitão de Fragata Douglas Luiz da Silva Pereira, da Marinha, que geriu a operação.

Segundo a publicação de 2024 do governo federal Monitoramento da Biodiversidade para Conservação dos Ambientes Marinhos e Costeiros, o órgão já vinha trabalhando pela erradicação de roedores em Abrolhos, também invasores, por arranharem e comerem ovos das aves.

O Parque Nacional Marinho dos Abrolhos foi o primeiro parque marinho estabelecido no Brasil, em 1983, e abriga a formação de recifes de corais rasos (a menos de 20 metros de profundidade) mais diversa e extensa do País. Além de Santa Bárbara, a única habitável e localizada a cerca de 65 km de Caravelas (BA), Abrolhos é composto pelas ilhas Redonda, Siriba, Sueste e Guarita.

Tesouro genético

O campus da Uesb em Itapetinga, no interior da Bahia, recebeu 21 cabras de Abrolhos. Elas foram colocadas em quarentena e estão sendo monitoradas para garantir a adaptação ao continente e o isolamento de outros rebanhos, já que são sensíveis a doenças e parasitas. As cabras são consideradas um “tesouro genético” pelos pesquisadores da universidade.

Para Ronaldo Vasconcelos, professor do curso de zootecnia da universidade, a adaptação pode ter relação com características específicas do DNA da espécie. O objetivo dos cientistas é confirmar a singularidade genética dessas cabras e entender os genes responsáveis pela resistência à falta de água potável.

Ampliação do rebanho

Confirmada essa singularidade, Uesb e Embrapa devem dar início a um plano de conservação para ampliar o rebanho, armazenar material genético (sêmen e embriões) e distribuí-lo para produtores rurais.

Os estudos podem beneficiar a criação desses animais em um semiárido cada vez mais seco devido à mudança do clima. A criação de cabras é uma das principais atividades econômicas e de subsistência da população que habita a Caatinga, sendo muitas vezes a única fonte de proteína para famílias de baixa renda.

“Esses genes podem melhorar o desempenho de animais do continente, tornando-os mais resistentes em áreas com escassez de água. Além disso, esse material genético pode ser valioso para pequenas propriedades rurais”, disse o professor de zootecnia ao portal da Uesb.



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Preços da arroba do boi gordo têm disparada; veja cotações



O mercado físico do boi gordo apresentou preços mais altos nesta quarta-feira (2). Segundo o consultor de Safras & Mercado Fernando Henrique Iglesias, as escalas encurtaram e a oferta de fêmeas está diminuindo em muitas regiões do país.

“Há um bom escoamento de carne nesta primeira quinzena de abril, também com vistas ao feriado de Páscoa, o que garante suporte às cotações”, destacou.

  • São Paulo: R$ 325, estável em relação a ontem
  • Goiás: R$ 315 – R$ 310 anteriormente
  • Minas Gerais: R$ 303 – R$ 295 na terça
  • Mato Grosso do Sul: R$ 320 – R$ 315 ontem
  • Mato Grosso: R$ 313 – R$ 305 anteriomente

Mercado atacadista

O quarto traseiro ainda é precificado a R$ 25,50, por quilo, o quarto dianteiro ainda é cotado a R$ 18,50 por quilo e a ponta de agulha segue a R$ 17,50, por quilo.
O dólar comercial encerrou a sessão em alta de 0,24%, sendo negociado a R$ 5,6962 para venda e a R$ 5,6942 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,6610 e a máxima de R$ 5,7145.



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AgroNewsPolítica & Agro

Confira como estão os preços do milho


No mercado de milho do Rio Grande do Sul, as indústrias compram o que podem no estado, para minimizar importações, de acordo com informações da TF Agroeconômica. “As dificuldades de compra de milho, já presentes em outros estados, começam a aparecer no RS também. Com produtores e armazenadores focados na safra da soja, mercado se ressente de ofertas de milho disponível e, com isso, o comprador sujeita-se à vontade do vendedor, pois não tem opção de onde originar milho. Pedidas variam de R$ 75,00 a R$ 80,00 interior, abril cheio”, comenta.

Mercado com preços estáveis e travado em Santa Catarina. “No porto, foram vistos valores entre R$ 72,00 para entrega em agosto e pagamento em 30/09 até R$ 73,00 para entrega em outubro e pagamento em 28/11. Cooperativas locais estão pagando R$70,00 em Campo Alegre, R$ 69,00 em Papanduva, R$71,00 para o oeste do estado e R$ 71,00 para a região serrana”, completa.

Os preços continuam altos e a mercadoria é disputada no Paraná. “O mercado de milho no PR segue na mesma situação de SC, a colheita da soja tem mantido os produtores ocupados, o que limita a comercialização do cereal neste momento. Preços e Ofertas: Para retirada imediata, em março de 2025, o valor é de R$ 80,00 por saca (FOB) nos Campos Gerais. Para entregas em abril de 2025, o preço é de R$ 82,00 por saca, com pagamento previsto para o início de maio de 2025 (CIF fábrica na região dos Campos Gerais)”. indica.

No Mato Grosso do Sul os preços subiram 63,25% desde a colheita, em julho. “O mercado de milho em Mato Grosso do Sul registrou as seguintes cotações: Em Dourados, o preço para os compradores é de R$ 75,00 por saca, enquanto para os vendedores é de R$ 78,00 por saca. Em São Gabriel do Oeste, os compradores pagam R$ 72,00 por saca, e os vendedores pedem R$ 76,00. A diferença de preços nessa região é influenciada pela oferta local e pelas negociações entre compradores e vendedores”, conclui.

 





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Vendas de máquinas e equipamentos sobem 17% no 1º bimestre



A receita de vendas da indústria de máquinas e equipamentos atingiu R$ 43,3 bilhões nos dois primeiros meses do ano, 16,9% acima do registrado no mesmo período de 2024, conforme dados divulgados nesta quarta-feira (2) pela Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq).

O resultado das vendas do acumulado de janeiro e fevereiro é o primeiro positivo após três anos consecutivos de queda nas receitas nos primeiros bimestres, de 2024, 2023 e 2022.

Entre os mercados compradores, o destaque foi a melhora na demanda de máquinas para fabricação de bens de consumo, das agrícolas e para construção civil.

Exportações de máquinas

As exportações do setor totalizaram US$ 1,6 bilhão no primeiro bimestre, uma queda de 10% na comparação com o mesmo período de 2024.

Os setores fabricantes de máquinas para construção (-25,4%), indústria de transformação (-12,3%) e componentes (-10,5%) registraram os principais recuos.

Por destino, a principal queda nas exportações ocorreu nas vendas para a América do Norte (-26,8%): nos Estados Unidos, o recuo foi de 26,8%; no México, de 30,6%; e no Canadá; de 13,1%.

Houve crescimento apenas nas exportações para a América do Sul (+12,4%) com destaque para a Argentina que ampliou as aquisições em 73,4%, principalmente em máquinas agrícolas e para construção civil.

“Com esses resultados, a América do Sul voltou a ser o principal destino das máquinas nacionais, adquirindo 35,5% de todos máquinas e equipamentos exportados pelo Brasil”, destacou a Abimaq em nota.



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Alta ou queda? Confira as cotações da soja em dia de poucos movimentos



O mercado brasileiro da soja teve negócios moderados nesta quarta-feira (2). Segundo a consultoria Safras & Mercado, os preços não variaram, com a Bolsa de Chicago e o dólar operando em direções opostas. Os prêmios também não tiveram variação relevante.

Cotações no Brasil:

  • Passo Fundo (RS): manteve em R$ 130,00
  • Santa Rosa (RS): manteve em R$ 131,00
  • Porto de Rio Grande (RS): manteve em R$ 134,50
  • Cascavel (PR): manteve em R$ 126,00
  • Porto de Paranaguá (PR): manteve em R$ 133,00
  • Rondonópolis (MT): manteve em R$ 117,00
  • Dourados (MS): manteve em R$ 119,00
  • Rio Verde (GO): manteve em R$ 115,00

Soja em Chicago

Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a quarta-feira com preços mais baixos para grão e farelo, e cotações bem mais altas para óleo. Durante todo o dia, o mercado foi pressionado pelas incertezas trazidas pelas tarifas a serem impostas pelos Estados Unidos, cujas retaliações de outros países devem afetar a demanda por produtos agrícolas norte-americanos.

O anúncio detalhado deve ser feito ainda nesta tarde por Donald Trump, por volta das 17 horas (horário de Brasília). Já o óleo voltou a subir forte pela discussão de aumento na mistura de biodiesel no diesel.

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USDA

Os exportadores privados norte-americanos reportaram ao Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) a venda de 135.000 toneladas de farelo e torta de soja para Filipinas, a serem entregues na temporada 2024/25. Toda operação envolvendo a venda de volume igual ou superior a 100 mil toneladas do grão, feita para o mesmo destino e no mesmo dia, tem que ser reportada ao USDA.

Contratos futuros da soja

Já os contratos da soja em grão com entrega em maio de 2025 fecharam com baixa de 4,75 centavos de dólar por bushel ou 0,45%, a US$ 10,29 1/2 por bushel. A posição julho de 2025 teve cotação de US$ 10,45 por bushel, recuo de 4,25 centavos de dólar por bushel ou 0,40%.

Nos subprodutos, a posição maio de 2024 do farelo fechou com perda de US$ 5,10 ou 1,74%, a US$ 287,20 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em maio de 2025 fecharam a 48,50 centavos de dólar por libra-peso, elevação de 1,06 centavo ou 2,23%.

Câmbio

Por fim, o dólar comercial encerrou a sessão em alta de 0,24%, negociado a R$ 5,6962 para venda e a R$ 5,6942 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,6610 e a máxima de R$ 5,7145.



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Trump anuncia taxa de 10% para produtos brasileiros


O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou hoje (2) um “tarifaço” global sobre impostos de importação. A data foi nomeada pelo republicano como o “Dia de Libertação”. Ele confirmou uma taxa de 10% para os produtos brasileiros.

Trump prometeu implementar tarifas recíprocas a países que cobram taxa de importação de produtos americanos. No evento, ele anunciou tarifa de 20% sobre a União Europeia, 34% sobre a China e 46% sobre o Vietnã.

O presidente confirmou ainda uma taxa de 25% sobre todos os veículos importados

Durante evento na Casa Branca, ele disse que a aplicação das tarifas aos outros países “é uma medida gentil” que tornará os “Estados Unidos grande novamente”.

No anúncio, ele fez críticas aos governos passados, em especial a administração de Joe Biden, por terem deixado outros países aplicarem elevadas taxas aos produtos norte-americanos, impactando a indústria nacional. Segundo ele, esses países “estão roubando” e “levando vantagem” dos EUA.

Tarifas aplicadas pelos EUA a outros países

  • Brasil aplica 10%, vai receber em troca 10%
  • China aplica 67%, vai receber em troca 34%
  • União Europeia aplica 39%, vai receber em troca 20%
  • África do Sul aplica 60%, vai receber em troca 30%
  • Austrália aplica 10%, vai receber em troca 10%
  • Bangladesh aplica 74%, vai receber em troca 37%
  • Camboja aplica 97%, vai receber em troca 49%
  • Chile aplica 10%, vai receber em troca 10%
  • Colômbia aplica 10%, vai receber em troca 10%
  • Coreia do Sul aplica 50%, vai receber em troca 25%
  • Filipinas aplica 10%, vai receber em troca 10%
  • Índia aplica 52%, vai receber em troca 26%
  • Indonésia aplica 64%, vai receber em troca 32%
  • Israel aplica 33%, vai receber em troca 17%
  • Japão aplica 46%, vai receber em troca 24%
  • Malásia aplica 47%, vai receber em troca 24%
  • Paquistão aplica 58%, vai receber em troca 29%
  • Reino Unido aplica 10%, vai receber em troca 10%
  • Singapura aplica 10%, vai receber em troca 10%
  • Sri Lanka aplica 88%, vai receber em troca 44%
  • Suíça aplica 61%, vai receber em troca 31%
  • Tailândia aplica 72%, vai receber em troca 36%
  • Taiwan aplica 64%, vai receber em troca 32%
  • Turquia aplica 10%, vai receber em troca 10%
  • Vietnã aplica 90%, vai receber em troca 46%

*Com informações da Agência Brasil



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Pirataria de sementes gera prejuízos de R$ 10 bilhões ao ano no Brasil



A pirataria de sementes traz prejuízos anuais de R$ 10 bilhões ao agronegócio nacional, conforme estudo divulgado nesta quarta-feira (2) pela Croplife Brasil e Céleres Consultoria. Além disso, com a prática, o país tende a perder cerca de R$ 1 bilhão em arrecadação de impostos nos próximos dez anos.

O documento mostrou, também, que 11% de toda a soja plantada no país tem sementes sem registro no Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) como origem. A área é equivalente às lavouras de todo o Mato Grosso do Sul, o quinto estado brasileiro em produção.

Segundo a pesquisa, o fim da pirataria de sementes de soja geraria receitas anuais de R$ 2,5 bilhões aos agricultores, R$ 4 bilhões ao setor de produção de sementes, bem como R$ 1,2 bilhão para a agroindústria de farelo e óleo de soja e R$ 1,5 bilhão nas exportações do setor.

De acordo com o CEO da Céleres, Anderson Galvão, as estimativas da pesquisa tiveram como base a demanda teórica do insumo necessário para a semeadura dos 46 milhões de hectares de soja no país (safra 2023/24), ou seja, levantou-se a quantidade que as empresas credenciadas efetivamente comercializam somadas às projeções de salvamento declaradas e constatou-se o montante fruto de pirataria.

Perdas de produtividade

Variedades ilegais não passam por etapas de controle técnico e não têm garantia de qualidade, conforme apontam estudos de vigor e germinação conduzidos pela Embrapa.

“No médio e longo prazos, o agricultor está abrindo mão de potencial de produtividade [se usar sementes piratas]. Nos últimos 25 anos, a produtividade da soja cresceu cerca de 1 hectare ao ano, crescimento que vem, principalmente, de melhorias e desenvolvimento genético. Então o agricultor que usa sementes salvas ou piratas de menor qualidade está perdendo produtividade ao longo dos anos”, contextualiza Galvão.

Os responsáveis pela pesquisa enfatizam que a Lei de Proteção de Cultivares incentiva investimentos no melhoramento genético, um processo complexo que pode levar até 10 anos para ser concluído.

“Quanto mais segurança jurídica nós temos, maior a possibilidade de novas variedades vindas continuamente ao mercado e, no final das contas, quem se beneficia é o produtor, porque tem produtos cada vez mais produtivos, pensados para as suas regiões e que, no final das contas, vão trazer benefícios à nossa agricultura e ao nosso país”, destaca o diretor-presidente da CropLife Brasil, Eduardo Leão.



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AgroNewsPolítica & Agro

Mercado do trigo segue em alta no Sul do Brasil


Segundo a TF Agroeconômica, os preços do trigo continuam subindo no Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná, impulsionados pela escassez do cereal e pelo alto custo das importações. No Rio Grande do Sul, os moinhos locais elevaram suas indicações para R$ 1.450,00 por tonelada, mas os vendedores exigem pelo menos R$ 1.500,00. Em Santa Catarina, moinhos próximos à divisa estão oferecendo até R$ 1.530,00 FOB para trigo gaúcho. Além disso, o preço no balcão em Panambi subiu para R$ 74,00 por saca.  

Em Santa Catarina, a busca pelo trigo do Rio Grande do Sul se intensificou, uma vez que os trigos importados apresentam preços mais elevados. Os preços pagos aos produtores catarinenses registraram aumento em diversas regiões: R$ 2,00 por saca em Canoinhas, alcançando R$ 76,00; R$ 2,50 em São Miguel do Oeste, para R$ 76,50; e R$ 3,00 em Xanxerê, chegando a R$ 80,00. Em outras cidades, os valores permaneceram estáveis, como em Chapecó (R$ 71,00), Joaçaba (R$ 79,00) e Rio do Sul (R$ 80,00).  

No Paraná, a pouca oferta e o alto custo do trigo importado mantêm os preços elevados. Na última sexta-feira, houve negócios fechados a R$ 1.730,00 CIF Ponta Grossa para entrega em abril de 2025 e pagamento previsto para maio de 2025. A valorização do trigo refletiu no aumento da margem de lucro dos produtores, com o Deral apontando uma alta semanal de 1,30% no preço médio da saca, que passou de R$ 76,88 para R$ 77,88, resultando em uma lucratividade de 13,39%. O cenário indica uma continuidade na valorização do trigo nos estados do Sul, refletindo a demanda constante dos moinhos e a escassez do produto no mercado interno.

 





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Aiba quebra silêncio e fala sobre mudança de nome da Bahia Farm Show


A Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba) falou pela primeira vez, na manhã desta terça-feira (1º), sobre a mudança de nome da Bahia Farm Show em 2026, durante lançamento do evento deste ano, na sede da entidade, em Barreiras (BA).

Conhecida como uma das maiores feiras agrícolas do Brasil, a edição de 2025 quer aproximar as lideranças políticas dos estados do Matopiba.

Dentre as novidades tecnológicas e na segurança, a feira contará com monitoramento por meio de câmeras, parceria com a Polícia Militar e melhorias na qualidade de internet dentro do complexo da Bahia Farm Show em Luís Eduardo Magalhães, no Oeste do estado.

“Promover a Bahia, o Oeste da Bahia, promover o agronegócio que está sendo construído na região e o Matopiba de uma forma geral. Por isso que a gente vai buscar apoio também dos governadores do Matopiba, porque a partir do momento que a feira é destacada como uma das maiores do Norte e Nordeste, é importante que eles estejam juntos”, disse Alan Malinski, coordenador da feira.

Malinski também destacou a criação de espaços de entretenimento para as famílias que visitarão o evento.

“Disponibilizar áreas de aproveitamento de entretenimento para quem vem à feira também, porque a gente sabe que em certos momentos vem a família, não vem só o produtor”, disse.

Brasil Farm Show?

Moisés Schmidt, presidente da Aiba, esclareceu sobre a mudança de nome da feira, que seria Brasil Farm Show em 2026, confirmada anteriormente pelo ex-secretário de Agricultura do Estado, Wallison Tum.

O anúncio de Tum surpreendeu a população e o setor do agronegócio do Oeste baiano. Fontes do Canal Rural Bahia, afirmam que o novo nome não foi bem recebido pelos associados da entidade.

Publicação de Wallison Tum sobre mudança de nome da Bahia Farm ShowPublicação de Wallison Tum sobre mudança de nome da Bahia Farm Show
Além de falar em entrevista, ex-secretário publicou sobre o título “Brasil Farm Show” numa rede social | Foto: Reprodução/ Instagram

“Olha, nada oficial ainda. Uma feira do tamanho da Bahia Farm Show, é normal que isso aconteça e não só esse tema, mas outros temas que aparecem também”, disse Schmidt que também ressaltou que o novo nome foi colocado em discussão por conta da relevância e crescimento que a feira obteve nos últimos anos.

“Esse foi um tema muito colocado por nós, dentro do conselho da Bahia Farm Show e dos diretores, pela conotação que a feira está se colocando. A feira não é mais uma feira regional, a feira é uma feira internacional, já reconhecida em toda parte do mundo. Nós temos aqui japoneses, nós temos aqui russos, chineses, europeus, americanos nos prestigiando e nos visitando. Então, é cogitar como que nós podemos atender da melhor forma possível, mas, como eu disse, isso não é oficial”, ressaltou Moisés Schmidt.

Também estiveram no evento de apresentação, autoridades regionais. Júnior Marabá, prefeito de Luís Eduardo Magalhães, cidade sede da feira, falou sobre os preparativos nesse ano. Durante entrevista, disse que o município está preparado e que foram feitas alterações no calendário de eventos da cidade.

“Na edição passada tivemos mais de 111 mil visitantes, um número bem expressivo. Nós organizamos o calendário do município para a Bahia Farm Show. Tanto é que nós tínhamos o São João que conflitava quanto a essa questão da agenda, mas nós não tínhamos como de atender os dois eventos no mesmo momento. Então levamos o São João para se tornar o São Pedro, ficou para o final do mês”, disse o prefeito.

A Bahia Farm Show 2025 será realizada entre os dias 9 e 14 de junho e a expectativa é que a feira supere a marca de 11 bilhões em negócios.


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