segunda-feira, maio 25, 2026

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Tarifaço, PL da Reciprocidade e segurança rural são destaques do Cana Summit



Temas que impactam diretamente o agronegócio e os produtores de cana-de-açúcar dominaram as discussões, nesta quarta-feira (2), no primeiro dia do Cana Summit 2025, evento organizado pela Organização de Associações de Produtores de Cana do Brasil (Orplana). O encontro, que acontece até hoje (3), em Brasília (DF), e reúne mais de 600 canavicultores de diferentes regiões produtoras do país.

A cerimônia de abertura contou com a presença de representantes de entidades do setor, entre eles José Mário Schreiner, vice-presidente da Confederação Nacional da Agricultura (CNA), Tania Zanella, superintendente da Organização das Cooperativas Brasileiras (Sistema OCB).

Também estiveram presentes o deputado federal Pedro Lupion, presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), o governador de Minas Gerais, Romeu Zema e o ex-ministro da Agricultura, Roberto Rodrigues.

Discussões no Cana Summit

Dentre as pautas debatidas, destaque para o tarifaço imposto pelos Estados Unidos – Donald Trump anunciou taxação mínima de 10% sobre todos os produtos importados do Brasil – e o Projeto de Lei (PL) da Reciprocidade, aprovado pelo Senado e na Câmara dos Deputados. O projeto estabelece medidas de resposta a políticas unilaterais adotadas por outros países, o que tem gerado preocupação entre produtores, lideranças do setor e autoridades políticas. O texto vai à sanção presidencial.

Segurança jurídica no campo

Diferentes parlamentares e, também, o governador mineiro ressaltaram a necessidade de garantir a proteção das propriedades privadas e mencionaram um decreto recente que destinou recursos financeiros para áreas vulneráveis a invasões.

Segundo o CEO da Orplana, José Guilherme Nogueira, a FPA segue atenta a essas questões para assegurar um ambiente seguro e estável. “Ter os produtores junto com os políticos é fundamental. Eles sentem, medem a temperatura e entendem a importância dessa proximidade para fortalecer nossa representatividade”, afirmou.

Durante as discussões foram abordados os desafios e oportunidades do setor sucroenergético em um cenário global. Entre os pontos levantados, destacou-se a importância da reciprocidade comercial e o impacto das normas da ISO (Organização Internacional do Açúcar) sobre o mercado.

Nogueira ressaltou a competitividade do etanol brasileiro, especialmente em relação à
descarbonização, fator essencial para o setor. “A competitividade do etanol brasileiro é muito pujante. O norte-americano compra o etanol brasileiro principalmente pela intensidade de carbono. Produzir aqui no Brasil, através da cana, tem um poder de descarbonização maior do que o próprio etanol de milho dos Estados Unidos”, explicou o CEO da ORPLANA.

Agenda

O Cana Summit 2025 segue nesta quinta-feira, com painéis técnicos e debates que vão tratar das questões estratégicas para o setor, com o objetivo de fortalecer a cadeia produtiva da cana-de-açúcar no Brasil.

Na oportunidade, também será gerada uma atualização da Carta de Brasília, com reivindicações para os poderes Legislativo e Executivo em prol da sustentabilidade e o desenvolvimento da produção canavieira.



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Queijo artesanal de cabra conquista o primeiro ‘Selo Arte’ da Paraíba


O queijo artesanal de cabra da fazenda Coruja, que fica na cidade de Barra de São Miguel, no cariri, Paraíba (PB) ganhou o primeiro Selo Arte do estado em 2024, o certificação concedido pelo Ministério da Agricultura permite a venda de produtos artesanais em todo o território nacional.

Essa conquista reforça a qualidade e a tradição do queijo artesanal de cabra, impulsionando as vendas e consolidando a marca no mercado. O Sebrae foi um parceiro estratégico nesse processo, apoiando a regularização e estruturação da produção. 

Com isso, o Queijo da Coruja pode abrir porteiras e chegar a novos consumidores em diferentes estados do Brasil.

Para Pedro Pedrosa, produtor rural da fazenda Coruja, essa conquista representa um grande avanço.

“Antes do selo, o queijo era vendido no estado da Paraíba. A qualidade do produto não alterou em absolutamente nada. O que alterou com as consultorias do Sebrae/PB foi a possibilidade de nós comercializarmos de forma regular nosso produto em todo o território nacional. O que mudou efetivamente foi no que diz respeito à possibilidade de novas vendas. Hoje, nós estamos vendendo para todo o Brasil”, comentou Pedro Pedrosa”, destaca Pedrosa.

Tradição e inovação garantem selo inédito

O nome ‘Queijo da Coruja’ remete à Fazenda Coruja, onde essa tradição queijeira começou. Inspirado pelo avô materno, Pedro Pedrosa iniciou a produção artesanal com leite de cabra da raça Murciano Granadina, trazendo inovação e um sabor diferenciado ao mercado.

Desde 2018, a marca tem se destacado pela qualidade e pelo aprimoramento das técnicas de maturação. 

O Selo Arte reconhece essa excelência, permitindo que o queijo seja vendido além das fronteiras regionais, sem necessidade de registro em serviços de inspeção federal.

Isso facilita o acesso a novos mercados e aumenta a competitividade do produto. Além do reconhecimento oficial, a certificação garante que o queijo preserva características artesanais e segue boas práticas de produção.

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Expansão no mercado nacional

Coruja Família/ Foto: Arquivo Coruja

O crescimento do Queijo da Coruja também se deve às parcerias estratégicas. Além do Sebrae, o Senar, a Universidade Federal de Campina Grande (UFCG), a Secretaria de Agricultura do Estado e a prefeitura do município têm apoiado o fortalecimento da cadeia produtiva. A Fundação Banco do Brasil (FBB) também investe no aprimoramento da infraestrutura e capacitação dos produtores.

Com a certificação e o suporte técnico, a marca tem expandido sua presença em feiras agropecuárias e eventos gastronômicos. O queijo artesanal já é comercializado em diversos estados, ganhando destaque entre os produtos premium de origem sustentável.

Porteira Aberta Empreender: conectando o campo e o mundo

Se você quer conhecer mais histórias como a do Pedro Pedrosa, da Paraíba, acompanhe diariamente as novidades aqui no site do Canal Rural/ Empreendedorismo.

Você também pode ter a sua história contada no site, então envie suas dúvidas, sugestões e compartilhe sua história de empreendedorismo no agro pelo WhatsApp.

Além disso, no programa Porteira Aberta Empreender – uma produção do Canal Rural em parceria com o Sebrae -, você, micro e pequeno produtor rural, descobre soluções, produtos, serviços e inovações para fortalecer seu empreendimento rural. Acesse o nosso canal canal no YouTube e venha empreender com a gente!



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Câmara aprova Lei da Reciprocidade Comercial



A Câmara dos Deputados aprovou, na noite desta quarta-feira (2), o Projeto de Lei 2.088/2023, que cria a Lei da Reciprocidade Comercial, autorizando o governo brasileiro a adotar medidas comerciais contra países e blocos que imponham barreiras aos produtos brasileiros no mercado global. Agora, o texto segue para sanção presidencial.

O texto do PL já havia sido aprovado na terça-feira (1) na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) e no plenário do Senado, por unanimidade.

O tema se tornou prioridade no Congresso após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciar “tarifas recíprocas” contra parceiros comerciais. O anúncio do novo tarifaço, realizado mais cedo pelo líder norte-americano, incluiu uma nova sobretaxa de 10% sobre produtos brasileiros. A matéria foi aprovada por unanimidade, em votação simbólica.

“Nas horas mais importantes não existe um Brasil de esquerda ou um Brasil de direita. Existe apenas o povo brasileiro. E nós, representantes do povo, temos de ter a capacidade de defender o povo acima de nossas diferenças”, declarou o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), que presidiu toda a votação.

Reciprocidade

O Artigo 1º do Projeto de Lei da Reciprocidade comercial estabelece critérios para respostas a ações, políticas ou práticas unilaterais de país ou bloco econômico que “impactem negativamente a competitividade internacional brasileira”.

A lei valerá para países ou blocos que “interfiram nas escolhas legítimas e soberanas do Brasil”.

No Artigo 3º, fica autorizado o Conselho Estratégico da Câmara de Comércio Exterior (Camex), ligado ao Executivo, a “adotar contramedidas na forma de restrição às importações de bens e serviços”, prevendo ainda medidas de negociação entre as partes antes de qualquer decisão.

O prazo para que seja sancionada pelo presidente da República e entre definitivamente em vigor são 15 dias úteis após a aprovação.



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Mercado do milho segue travado no Sul e registra alta no MS


O mercado de milho no Sul do Brasil enfrenta dificuldades de comercialização devido à priorização da colheita da soja pelos produtores, segundo a TF Agroeconômica. No Rio Grande do Sul, a escassez de oferta obriga compradores a aceitar as condições dos vendedores. Com mais de 55% da safra já comercializada, os preços variam de R$ 75,00 a R$ 80,00 no interior, enquanto em Panambi a saca se manteve em R$ 69,00.  

Em Santa Catarina, o mercado está travado, com preços estáveis. No Planalto Norte, a oferta do milho é de R$ 82,00, mas compradores pagam apenas R$ 79,00. Em Campos Novos, vendedores pedem entre R$ 83,00 e R$ 85,00, enquanto compradores ofertam entre R$ 79,00 e R$ 80,00 CIF. Nos portos, os valores variam entre R$ 72,00 para entrega em agosto e R$ 73,00 para outubro. Já no Paraná, a situação é semelhante, com o milho sendo disputado. Os preços alcançam R$ 80,00 nos Campos Gerais para retirada imediata e R$ 82,00 para abril de 2025, com pagamento em maio.  

No Mato Grosso do Sul, os preços subiram 63,25% desde a colheita em julho. Em Dourados, compradores pagam R$ 76,00, e vendedores pedem R$ 78,00. Em São Gabriel do Oeste, a oferta dos compradores é de R$ 72,00, enquanto os vendedores querem R$ 76,00. Para o milho safrinha em Dourados, os preços variam entre R$ 62,00 para compradores e R$ 65,00 para vendedores. A perspectiva para os próximos dias é de mercado ainda travado no Sul, com possíveis ajustes apenas com a definição de preços mais competitivos ou a chegada do milho safrinha.

Em Goiás, a indústria segue ativa na busca por milho da primeira safra e safrinha, mas as negociações ocorrem de forma moderada. Com os produtores focados na colheita da soja e no plantio do milho safrinha, muitos negócios estão travados à espera de preços mais atrativos.

 





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Como o mercado reagirá após tarifaço de Trump? Ouça análise



Ouça o Diário Econômico, o podcast do PicPay que traz tudo que você precisa saber sobre economia para começar o seu dia, com base nas principais notícias que impactam o mercado financeiro.

No morning call de hoje, a economista-chefe do PicPay, Ariane Benedito, destaca o impacto das novas tarifas dos Estados Unidos. O Ibovespa ficou estável, enquanto bolsas globais reagiram com alívio. O dólar subiu levemente, e os juros no Brasil tiveram comportamento misto.

No cenário interno, a produção industrial avançou apenas 0,1% em fevereiro, reforçando sinais de desaceleração. O mercado segue atento aos desdobramentos das tarifas e à agenda econômica internacional.



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Três regiões brasileiras sofrerão temporais causados pela frente fria



A frente fria continua trazendo impactos ao Sul e Sudeste do país, impactando também áreas do Centro-Oeste. Norte e Nordeste têm risco de temporais em sete estados. Confira a previsão completa:

Sul

Ao longo do dia, a frente fria avança pelos estados de Santa Catarina e do Paraná, aumentando a chance de chuva forte. A quinta-feira já começa instável e chuvosa nos municípios do norte gaúcho e em todo o território catarinense e paranaense. À tarde, a chance de temporais aumenta com possibilidade de granizo. Florianópolis e Curitiba terão chuva forte. Na Campanha Gaúcha, um sistema de alta pressão influencia o tempo e afasta as nuvens carregadas. As temperaturas começam a cair na região de Bagé (RS).

Sudeste

Durante a quinta-feira, os volumes de chuva aumentam em São Paulo por conta da frente fria. O dia ainda será quente e com nebulosidade variável. À tarde, esquenta até os 30ºC e depois chove forte com ventos e raios em todo o estado paulista, trazendo alerta de atenção à capital. Entre Minas Gerais, Rio de Janeiro e Espírito Santo, a previsão é de pancadas rápidas de chuva com raios. Destaque para o calorão de 37ºC na capital fluminense.

Centro-Oeste

O avanço de uma frente fria pelas Regiões Sul e Sudeste aumenta a chance de chuva em Mato Grosso e em Mato Grosso do Sul. À tarde, pode chover forte com raios em todos os estados. Tem alerta de temporal em Campo Grande (MS).

Nordeste

Os maiores volumes continuam concentrados entre o Maranhão, Piauí, Ceará e Rio Grande do Norte. O dia terá bastante presença de nebulosidade e chuva a qualquer hora. Em Salvador (BA), dia abafado e com pancadas rápidas, sem alertas.

Norte

Chance alta de temporais em Manaus (AM), Boa Vista (RR) e no Amapá. À tarde, previsão de pancadas de chuva em pontos isolados em todos os estados.



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Colheita do algodão baiano começa em maio



“As chuvas recentes estão ajudando a diminuir um pouco as nossas preocupações”



“As chuvas recentes estão ajudando a diminuir um pouco as nossas preocupações"
“As chuvas recentes estão ajudando a diminuir um pouco as nossas preocupações” – Foto: Pixabay

Com o retorno das chuvas no final de março, após períodos de veranico no Oeste da Bahia, a Associação Baiana dos Produtores de algodão (Abapa) projeta o início da colheita da safra 2024/2025 para a segunda quinzena de maio. Segundo maior produtor nacional, a Bahia deve alcançar 787,6 mil toneladas de algodão em pluma, cultivadas em 413 mil hectares, sendo quase 99% dessa área localizada no Oeste do estado, com uma pequena parcela no Sudoeste.  

Caso a previsão se concretize, a produção superará em 14% o volume da safra 2023/2024, que totalizou 691,3 mil toneladas. O clima será um fator decisivo para garantir esse crescimento. De acordo com a Abapa, cerca de um terço das lavouras do cerrado baiano foi cultivado sob irrigação, uma estratégia que minimiza riscos climáticos e proporciona maior estabilidade na produtividade.  

Nesse contexto, segundo informações da Abapa, a atual safra enfrentou dificuldades em março devido ao estresse hídrico em algumas regiões do cerrado. Os produtores acompanham a regularidade das chuvas ao longo de abril para confirmar as projeções divulgadas pela Câmara Setorial da Cadeia Produtiva do Algodão e Derivados.

“As chuvas recentes estão ajudando a diminuir um pouco as nossas preocupações sobre o quanto os veranicos que tivemos poderão impactar a produção. Mas o algodão é uma cultura de ciclo mais longo, e é muito resiliente à estiagem. Mesmo assim é importante ressaltar que o Oeste é uma região muito vasta, com áreas de características muito distintas entre si, então é difícil generalizar”, pondera a presidente da Abapa, Alessandra Zanotto Costa





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Soja volta a subir em Chicago


A soja fechou em alta na Bolsa de Chicago (CBOT) nesta terça-feira, impulsionada pelo forte avanço do óleo de soja, conforme análise da TF Agroeconômica. O contrato de soja para maio, referência para a safra brasileira, subiu 1,92%, ou 19,50 cents/bushel, encerrando a sessão a US$ 1034,25. Já o contrato de julho teve alta de 2,04%, ou 21,00 cents/bushel, cotado a US$ 1049,25. Enquanto o farelo de soja caiu levemente 0,14%, o óleo de soja disparou 5,68%, fechando a US$ 47,44 por libra-peso.

O principal fator para a alta da soja foi a forte valorização do óleo de soja, motivada pela expectativa de aumento na demanda interna dos EUA. A Agência de Proteção Ambiental (EPA) está negociando com representantes das indústrias de petróleo e biocombustíveis para elevar a mistura de óleo de soja no diesel. Além disso, traders monitoram a possibilidade de imposição de tarifas sobre importações do Canadá, que poderiam limitar a entrada de óleo de canola no país, beneficiando o óleo de soja.

O mercado também reagiu ao cenário tarifário norte-americano, com a expectativa de que tarifas de 25% sobre produtos canadenses entrem em vigor nesta quarta-feira, 2 de abril. Atualmente, os EUA são os maiores importadores de óleo de canola do mundo, com previsão de compra de 3,54 milhões de toneladas na temporada 2024/2025, segundo o USDA. Caso as barreiras comerciais sejam confirmadas, a oferta do produto pode diminuir, elevando a competitividade do óleo de soja.

A valorização do petróleo também contribuiu para o avanço do óleo de soja, tornando os biocombustíveis mais atrativos. Esse movimento puxou as cotações da soja em Chicago, mesmo em meio a um cenário global de incertezas comerciais. O mercado seguirá atento às decisões da EPA e ao desdobramento das tarifas para avaliar os impactos sobre a demanda de derivados da soja.

 





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Soja tem preços estáveis no RS: Veja os demais estados


O mercado da soja do estado do Rio Grande do Sul tem preços da soja estáveis, mas os negócios seguem lentos, segundo informações divulgadas pela TF Agroeconômica. “Indicações no porto, para entrega abril e pagamento fim de abril na casa de R$ 135,50. No interior os preços de fábricas seguiram o balizamento de cada praça. R$ 132,00 Cruz Alta – Pagamento 30/04 – para fábrica, R$ 132,00 Passo Fundo – Pgto. 30/04, R$ 132,00 Ijuí – Pagamento 30/04 – para fábrica, R$ 133,00 Santa Rosa / São Luiz – Pagamento meados de maio. Preços de pedra, em Panambi, caiu para R$ 126,00 a saca, para o produtor”, comenta.

A estiagem prolongada em Santa Catarina desde janeiro de 2025 compromete a segunda safra de soja, afetando principalmente o Oeste e Meio-Oeste do estado. As chuvas de março foram insuficientes, e a previsão de abril indica precipitações abaixo da média, aumentando o risco de perdas. No porto de São Francisco, a saca de soja é cotada a R$ 132,47, refletindo as preocupações do mercado com o clima adverso.

Enquanto isso, a colheita de soja atinge 95% no Paraná, com produtividade em alta e lavouras em boas condições. “Em Paranaguá, o preço chegou a R$ 134,67. No interior, em Ponta Grossa foi de R$ 126,13 por saca CIF, Cascavel, o preço foi 123,69. Em Maringá, o preço foi de R$ 123,94 em Ponta Grossa o preço foi a R$ 126,13 por saca FOB, sem negócios reportados. No balcão, os preços em Ponta Grossa ficaram em R$ 125,00”, completa.

As chuvas em Mato Grosso do Sul dificultam a colheita da soja, com quase metade das lavouras em condição ruim, mas 86,6% da área já foi colhida até 21 de março. Apesar dos desafios, a safra 2024/25 deve crescer 6,8%, com produtividade 11,4% maior, resultando em 14,7 milhões de toneladas (+18,9%). Os preços variam entre R$ 103,44 em Chapadão do Sul e R$ 118,56 em Dourados e Campo Grande.

O Mato Grosso concluiu colheita da soja com produção recorde de 49,62 mi de toneladas. “Campo Verde: R$ 114,42, Lucas do Rio Verde: R$ 109,95 Nova Mutum: R$ 109,95. Primavera do Leste: R$ 114,95. Rondonópolis: R$ 114,94. Sorriso: R$ 109,95”, conclui.

 





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Milho fecha em alta na B3


Na Bolsa de Mercadorias de São Paulo (B3) o milho fechou em alta com mercado buscando correção entre físico e futuros, de acordo com a TF Agroeconômica. “As cotações voltaram a fechar em alta, com correções com boa valorização a partir de junho de 2025. O milho verão começou a aparecer, o que tranquiliza o comprador, mas por outro lado, o vendedor não está disposto a aceitar qualquer oferta, o que torna a queda dos preços no mercado físico lenta. A B3 ainda está com um preço muito descolado do físico, principalmente na base de São Paulo. O mercado deve buscar um ponto de equilíbrio nos próximos dias”, comenta.

“Diante deste quadro, as cotações futuras fecharam em alta no dia: o vencimento de maio/25 foi de R$ 78,53 apresentando alta de R$ 0,81 no dia, alta de R$ 0,60 na semana; julho/25 fechou a R$ 73,37, alta de R$ 1,08 no dia, alta de R$ 0,90 na semana; o vencimento setembro/25 fechou a R$ 72,60, alta de R$ 1,09 no dia e alta de R$ 0,96 na semana”, completa.

Na Bolsa de Chicago, o milho fechou em alta com mercado de olho na demanda do milho norte-americano. “A cotação de maio, referência para a nossa safra de verão, fechou em alta de 0,87 % ou $ 4,50 cents/bushel a $ 461,25. A cotação para maio, fechou em alta de 1,08 % ou $ 5,00 cents/bushel a $ 468,25”, indica.

“O mercado ainda está olhando para a demanda sólida que o milho norte-americano teve nessa temporada. Com isso, a redução nos atuais estoques do cereal americano deu suporte para a alta. O presidente Donald Trump declarou informalmente 2 de abril como o “Dia da Libertação”, no qual ele planeja implementar um amplo conjunto de tarifas contra diversos países. Com isso, existe uma expectativa de aumento na demanda interna, mas uma queda muito forte na exportação do grão. Nesta terça o mercado optou por olhar apenas para a demanda até o momento”, conclui.

 





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