segunda-feira, maio 25, 2026

Agro

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Tarifaço dos EUA pode trazer impactos ‘críticos’ e ‘altos’ para 19 produtos do agro, diz CNA


A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) divulgou nesta quinta-feira (3) uma nota técnica com análise sobre os efeitos do tarifaço do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre as exportações do agronegócio brasileiro.

A entidade classifica impactos “críticos” ou “altos” para 19 produtos, como carne bovina industrializada, outras substâncias proteicas e madeira perfilada, por exemplo (veja lista completa abaixo).

Atualmente, os Estados Unidos são o terceiro principal destino dos produtos do agro nacional, atrás apenas de China e União Europeia. Em 2024, os norte-americanos responderam por 7,4% da pauta brasileira no setor, atingindo a marca de US$ 12,1 bilhões.

“Ao longo dos últimos dez anos, a participação dos EUA na pauta exportadora do agronegócio brasileiro sempre figurou entre 6% e 7,5%. Isso evidencia um mercado consolidado para os produtos brasileiros, que apresenta relativa previsibilidade do ponto de vista geral”, diz o texto.

Impactos aos produtos brasileiros

impactos em produtos do agro brasileiroimpactos em produtos do agro brasileiro
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Perdas mais críticas

A entidade informa que produtos com classificação crítica se referem aqueles em que o desvio é praticamente impossível dado o alto grau de dependência do mercado norte-americano, enquanto aqueles classificados como de alta exposição encontrarão dificuldades para a absorção por outros mercados.

“Já os de exposição leve e moderada podem encontrar algumas oportunidades em outros
mercados, mas ainda sentindo os impactos do tarifaço nos EUA”.

De acordo com a nota da CNA, para alguns setores, o mercado norte-americano é de grande importância. “É o caso do café verde – principal produto do agro brasileiro destinado aos EUA – cuja participação dos EUA foi de 17% em valor no ano de 2024, e dos sucos de laranja, que atingiu 31%. A elevação das alíquotas de importação sobre estes produtos pode minar a competitividade do Brasil neste mercado, impactando os rendimentos do produtor”, diz trecho da nota.

Para a CNA, os produtos mais afetados serão os que o Brasil já é altamente representativo no total das importações dos EUA, isso porque, nestes casos, o Brasil não teria “espaço” para ganhar de um eventual concorrente, sendo o único ou principal país afetado.

“É o caso dos sucos de laranja resfriados e congelados, onde o Brasil responde por 90% e 51% das compras americanas, respectivamente; da carne bovina termo processada, com 63%; e do etanol, com 75%”.

CNA: ‘retaliação em último caso’

A nota da CNA reconhece, contudo, que ainda é precipitado avaliar eventuais perdas ou ganhos para o Brasil com o anúncio das tarifas recíprocas pelos EUA, visto que a alteração tarifária afeta todos os países do mundo, inclusive grandes exportadores de produtos agropecuários.

Por fim, o texto considera que instrumentos de proteção para medidas retaliatórias e barreiras unilaterais, como o que será alcançado por meio do PL nº 2088/2023 (PL da Reciprocidade), aprovado pelo Congresso e que seguirá para sanção presidencial, devem ser utilizados apenas após o esgotamento dos canais diplomáticos, para defender os interesses brasileiros.



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Trump diz estar aberto a negociações se outros países oferecerem ‘algo fenomenal’



O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse nesta quinta-feira (3), que está aberto a negociações tarifárias se outros países oferecerem “algo fenomenal” em troca.

Sobre a reação dos mercados hoje, Trump declarou que isso já era esperado e que, com as operações fechadas agora, tudo deve se acomodar. Perguntado sobre o Reino Unido por repórteres a bordo com Air Force One, o republicano comentou que eles “estão satisfeitos com o tratamento tarifário”.

Apesar de ser apenas uma possibilidade, o presidente norte-americano afirmou que consideraria um acordo em que China aprovasse a venda do TikTok em troca de alívio tarifário e que múltiplos investidores estão envolvidos nas negociação da rede social chinesa.

Trump reiterou que Elon Musk pode ficar o tempo que quiser no Departamento de Eficiência Governamental (Doge, na sigla em inglês), mas que ele deve sair em breve, pois tem suas empresas para administrar. O trabalho do Doge continuará mesmo após a saída do dono da Tesla, acrescentou ele.

Sobre questões geopolíticas, o presidente acredita que o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, “pode visitar Washington na próxima semana” e que o Irã quer conversas diretas com os EUA, sem intermediários. “Creio também que Zelensky e Putin estão prontos para assinar um acordo de paz”.

Trump voltou a dizer que gostaria de redução nas taxas de juros pelo Federal Reserve (Fed, o BC americano).



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AgroNewsPolítica & Agro

Como fica o mercado de café?



Os preços do café arábica na bolsa de Nova York avançaram de USD 3,78/lp



Os preços do café arábica na bolsa de Nova York avançaram de USD 3,78/lp
Os preços do café arábica na bolsa de Nova York avançaram de USD 3,78/lp – Foto: Pixabay

De acordo com informações do Itaú BBA, o fortalecimento do real frente ao dólar e o clima seco e quente no Brasil impulsionaram os preços do café arábica em Nova York, embora os valores em reais tenham se mantido relativamente estáveis. A falta de chuvas entre fevereiro e a primeira quinzena de março impactou negativamente a granação dos grãos de arábica e robusta, dificultando a adubação das lavouras. Apesar da previsão de retorno das precipitações nos próximos dias, há risco de nova frustração na produtividade, com grãos menores e maior necessidade de cerejas para beneficiar uma saca, realidade que só será confirmada no segundo semestre.  

Os preços do café arábica na bolsa de Nova York avançaram de USD 3,78/lp no início de fevereiro para USD 3,95/lp em 19 de março, uma alta de 4,4%. No entanto, com a desvalorização de 4,4% do dólar no período, cotado a R$ 5,65/USD, os preços em reais subiram apenas 0,8%. Já o robusta em Londres recuou 2,6%, reduzindo o preço do conilon no Brasil em 2,7%, com negociações próximas de R$ 2.000/saca, enquanto o arábica opera ao redor de R$ 2.500/sc. Mesmo com os preços firmes, os fundos não comerciais reduziram suas posições líquidas compradas em 20% desde o fim de janeiro, totalizando 52 mil contratos em 11 de março.  

No mercado de exportação, o fluxo desacelerou conforme esperado, passando de 4 milhões de sacas em janeiro para 3,3 milhões em fevereiro. Na comparação com fevereiro de 2024, as exportações de robusta caíram 60%, enquanto as de arábica recuaram 2%. Apesar disso, o total exportado na safra 2024/25 (julho a fevereiro) ainda registra alta de 8,9% frente ao ciclo anterior. No entanto, os últimos três meses apresentaram retrações nas exportações em relação ao mesmo período do ano anterior, indicando uma possível desaceleração no comércio internacional de café brasileiro.

 





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Décimo terceiro antecipado injetará R$ 73,3 bi na economia; veja calendário



A antecipação do décimo terceiro para aposentados, pensionistas e beneficiários de auxílios do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) injetará R$ 73,3 bilhões na economia, divulgou nesta quinta-feira (3) o Ministério da Previdência Social. O pagamento beneficiará 34,2 milhões de pessoas.

A primeira parcela será paga de 24 de abril a 8 de maio. A segunda parcela vai de 26 de maio a 6 de junho. As datas são definidas com base no dígito final do Número de Inscrição Social (NIS) e com base na renda do beneficiário. Quem ganha apenas o salário mínimo começa a receber antes de quem recebe mais que o mínimo.

O decreto com a antecipação do décimo terceiro do INSS foi assinado nesta quinta pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, durante evento que apresentou o balanço do governo até agora.

Sexto ano de antecipação

Este será o sexto ano seguido em que os segurados do INSS receberão o décimo terceiro antes das datas tradicionais, em agosto e em dezembro.

Em 2020 e 2021, o pagamento ocorreu mais cedo por causa da pandemia de covid-19. Em 2022 e 2023, as parcelas foram pagas em maio e junho. No ano passado, o pagamento ocorreu em abril e maio, como neste ano.

O extrato com os valores e as datas de pagamento do décimo terceiro estarão em breve disponíveis no aplicativo Meu INSS, disponível para celulares e tablets. A consulta também pode ser feita pelo site do Instituto.

Quem não tiver acesso à internet pode consultar a liberação do décimo terceiro pelo telefone 135. Nesse caso, é necessário informar o número do Cadastro de Pessoas Físicas (CPF) e confirmar alguns dados ao atendente antes de fazer a consulta. O atendimento telefônico está disponível de segunda a sábado, das 7h às 22h.

Datas de pagamentos

Para quem ganha até um salário-mínimo:

Final do benefício — Dia do crédito

  • 1 — 24/abril
  • 2 — 25/abril
  • 3 — 28/abril
  • 4 — 29/abril
  • 5 — 30/abril
  • 6 — 02/maio
  • 7 — 05/maio
  • 8 — 06/maio
  • 9 — 07/maio
  • 0 — 08/maio

Para quem ganha acima do piso nacional:

Final do benefício — Dia do crédito

  • 1 e 6 — 02/maio
  • 2 e 7 — 05/maio
  • 3 e 8 — 06/maio
  • 4 e 9 — 07/maio
  • 5 e 0 — 08/maio

Perfil de quem recebe

Conforme os dados mais recentes do INSS, de fevereiro, 28,68 milhões de pessoas, cerca de 70,5% do total dos segurados do INSS, ganham até um salário-mínimo por mês (R$ 1.518).

Outros 11,98 milhões de beneficiários recebem acima do piso nacional. Desse total, 10,6 mil ganham o teto da Previdência Social, de R$ 8.157,41.

A maioria dos aposentados e pensionistas receberá 50% do décimo terceiro na primeira parcela. A exceção é para quem passou a receber o benefício depois de janeiro e terá o valor calculado proporcionalmente.

O Ministério da Previdência esclarece que os segurados que recebem benefício por incapacidade temporária (antigo auxílio-doença) também têm direito a uma parcela menor do décimo terceiro, calculada de acordo com a duração do benefício.

Por lei, os segurados que recebem benefícios assistenciais, como o Benefício de Prestação Continuada (BPC) e o Renda Mensal Vitalícia, não têm direito a décimo terceiro salário.



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Arroba do boi segue em recuperação e deve ter novas altas em abril; veja cotações



O mercado físico do boi gordo segue em sua trajetória de recuperação, ainda impulsionado pelas escalas de abate cada vez mais encurtadas em nível nacional.

De acordo com o analista da consultoria Safras & Mercado, a expectativa é que esse movimento ganhe corpo durante o mês de abril.

“Mesmo assim, o pecuarista precisa estar preparado para o maior desgaste das pastagens. Com índices pluviométricos mais tímidos para o Centro-Norte brasileiro, os atuais preços da B3 oferecem boas perspectivas de travamento de preço. Trabalhar de maneira cautelosa parece ser o ideal pensando no auge da safra de boi gordo que se aproxima”, destaca.

  • São Paulo: R$ 324,92, ante R$ 325 ontem
  • Goiás: R$ 318,75, contra R$ 315 anteriormente
  • Minas Gerais: R$ 305,88, ante R$ 303 na quarta
  • Mato Grosso do Sul: R$ 317,95, contra R$ 320 ontem
  • Mato Grosso: R$ 312,70, ante R$ 313 

Mercado atacadista

O mercado atacadista teve preços firmes para a carne bovina. Conforme Iglesias, a expectativa ainda é de elevação dos preços no curto prazo, em linha com a expectativa de bom escoamento da carne no decorrer da primeira quinzena de abril, somado ao maior potencial de consumo durante o Domingo de Páscoa.

“Ao mesmo tempo, as exportações seguem em alto nível, com expectativa de recorde de embarques na atual temporada”, pontuou.

O quarto traseiro ainda é precificado a R$ 25,50 por quilo, o dianteiro segue a R$ 18,50 por quilo e a ponta de agulha ainda é cotada a R$ 17,50 por quilo.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão em baixa de 1,17%, sendo negociado a R$ 5,6295 para venda e a R$ 5,6275 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,5925 e a máxima de R$ 5,6440.



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MT lidera queda nos preços da soja; confira as cotações do dia pelo país



Os preços da soja caíram no Brasil nesta quinta-feira (3) e apenas lotes pontuais foram negociados no dia. Tanto a Bolsa de Chicago quanto o dólar tiveram quedas relevantes. Segundo informações da Safras & Mercado, os prêmios subiram, mas não evitaram os efeitos negativos sobre as cotações.

  • Passo Fundo (RS): caiu de R$ 130,00 para R$ 128,00
  • Santa Rosa (RS): caiu de R$ 131,00 para R$ 129,00
  • Porto de Rio Grande (RS): caiu de R$ 134,50 para R$ 133,00
  • Cascavel (PR): caiu de R$ 126,00 para R$ 126,00
  • Porto de Paranaguá (PR): caiu de R$ 133,00 para R$ 131,00
  • Rondonópolis (MT): caiu de R$ 117,00 para R$ 112,00
  • Dourados (MS): caiu de R$ 119,00 para R$ 117,00
  • Rio Verde (GO): caiu de R$ 115,00 para R$ 112,00

Chicago

Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a quarta-feira com preços mais baixos para grão e farelo, e cotações bem mais altas para óleo. Durante todo o dia, o mercado foi pressionado pelas incertezas trazidas pelas tarifas a serem impostas pelos Estados Unidos, cujas retaliações de outros países devem afetar a demanda por produtos agrícolas norte-americanos.

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O anúncio detalhado deve ser feito ainda nesta tarde por Donald Trump, por volta das 17 horas (horário de Brasília). Já o óleo voltou a subir forte pela discussão de aumento na mistura de biodiesel no diesel.

Os exportadores privados norte-americanos reportaram ao Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) a venda de 135.000 toneladas de farelo e torta de soja para Filipinas, a serem entregues na temporada 2024/25. Toda operação envolvendo a venda de volume igual ou superior a 100 mil toneladas do grão, feita para o mesmo destino e no mesmo dia, tem que ser reportada ao USDA.

Contratos futuros da soja

Os contratos da soja em grão com entrega em maio de 2025 fecharam com baixa de 4,75 centavos de dólar por bushel ou 0,45%, a US$ 10,29 1/2 por bushel. A posição julho de 2025 teve cotação de US$ 10,45 por bushel, recuo de 4,25 centavos de dólar por bushel ou 0,40%.

Nos subprodutos, a posição maio de 2024 do farelo fechou com perda de US$ 5,10 ou 1,74%, a US$ 287,20 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em maio de 2025 fecharam a 48,50 centavos de dólar por libra-peso, elevação de 1,06 centavo ou 2,23%.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão em baixa de 1,17%, negociado a R$ 5,6295 para venda e a R$ 5,6275 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,5925 e a máxima de R$ 5,6440.



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Produtores catarinentes receberão R$ 4 milhões para produção de cereais de inverno



Com o objetivo de diminuir o déficit no abastecimento de milho em Santa Catarina, estado que se destaca nacionalmente pela produção de aves e suínos e, portanto, necessita do grão para ração, a edição 2025 do Projeto Cultivo de Cereais de Inverno receberá investimento de R$ 4,1 milhões da Secretaria de Estado da Agricultura e Pecuária (SAR).

Assim, a previsão é que a iniciaiva alcance até 10 mil hectares cultivados com as culturas típicas da estação, como trigo, triticale e cevada, representando aumento de 6,1% no valor por hectare apoiado.

De acordo com o Programa Terra Boa, idealizador do projeto, cada agricultor participante poderá receber um incentivo financeiro de até R$ 410,00 por hectare, com um limite de 10 hectares por produtor, desde que o cereal colhido tenha como destino a produção de ração para alimentação animal.

Segundo o secretário de Estado da Agricultura e Pecuária, Carlos Chiodini, o cultivo de cereais de inverno também é uma alternativa para diversificação das propriedades e agregação de valor.

“Por meio desse projeto temos o propósito de contribuir com o setor produtivo, na busca de diminuir o déficit de milho para produção de ração animal. Também é uma alternativa para o produtor rural diminuir os custos e melhorar a competitividade, com aproveitamento das áreas de plantio, rotação de culturas e proteção do solo”, destaca.

Produção de milho

Estudo da Epagri/Cepea mostra que para atender a cadeia produtiva de proteína animal catarinense são necesssários, atualmente, 8,5 milhões de toneladas de milho.

Na safra 2023/24, o estado colheu aproximadamente 2,5 milhões de toneladas, conforme o Observatório Agro Catarinense. Desta forma, o déficit na relação de produção e consumo gira em torno de 6 milhões de toneladas, volume que precisa ser importado de outros estados e países vizinhos.

Na atual safra, apesar da redução da área de cultivo de 12% em relação à temporada passada, a produção total deve se manter nos 2,5 milhões de toneladas, em função do aumento de 32% na produtividade, o equivalente a nove toneladas por hectare, recorde para o estado.



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AgroNewsPolítica & Agro

O que os pecuaristas podem aprender com os agricultores?



Além dos ganhos produtivos, um manejo mais eficiente do pasto também reduz custos



Além dos ganhos produtivos, um manejo mais eficiente do pasto também reduz custos
Além dos ganhos produtivos, um manejo mais eficiente do pasto também reduz custos – Foto: Canva

De acordo com Lázaro Paz, Coordenador em Produção Agropecuária na AGROZOOTEC, muitos pecuaristas ainda não percebem a importância de um manejo adequado das pastagens para garantir maior produtividade e sustentabilidade. Em uma viagem ao Pará no ano passado, ele visitou uma propriedade onde os pastos estavam bastante degradados. Ao sugerir ao produtor a necessidade de cuidados com a pastagem, recebeu uma resposta surpreendente: o proprietário afirmou que seus pastos tinham 37 anos e nunca precisaram de “frescuras”, pois sempre suportaram a criação de gado sem grandes problemas.  

Essa mentalidade, segundo Paz, contrasta com a dos produtores de grãos, que tratam o solo como um ativo valioso. Agricultores de soja e milho investem em adubação, rotação de culturas, irrigação e controle de pragas para maximizar sua produtividade. O mesmo raciocínio poderia ser aplicado à pecuária, onde o pasto deve ser encarado como o principal produto. Estratégias como adubação do solo, rotação de pastagens, irrigação e controle de pragas podem resultar em uma alimentação mais nutritiva para o gado, melhorando o ganho de peso e a qualidade da carne.  

Além dos ganhos produtivos, um manejo mais eficiente do pasto também reduz custos a longo prazo e torna a pecuária mais resiliente a variações climáticas. Essa abordagem agrícola na criação de gado pode elevar a competitividade do setor, tornando-o mais sustentável e rentável. Ao adotar técnicas já consolidadas na agricultura, os pecuaristas podem transformar suas propriedades, garantindo um futuro mais promissor para a atividade.

“Em última instância, essa visão mais “agrícola” do manejo da pecuária pode elevar o patamar de competitividade e sustentabilidade do pecuarista. Assim, a produção de gado e a de grãos podem compartilhar mais semelhanças do que se imagina, cada uma tirando lições valiosas da outra”, conclui.

 





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Escassez de caminhões para escoamento de soja é um dos problemas em MT



A classificação da soja tem sido um dos grandes desafios para os produtores do grão de Mato Grosso. Muitos sojicultores dizem que há discrepâncias entre a avaliação realizada na fazenda e a feita no destino final, o que pode resultar em prejuízos. Estima-se que as perdas cheguem a 20% da produção devido a mudanças nos critérios de avaliação, especialmente em relação a fatores como umidade e avarias dos grãos.

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Além disso, a falta de infraestrutura logística agrava a situação. A demora na colheita por conta das chuvas e a escassez de caminhões para escoamento aumentam os custos e a incerteza sobre a qualidade do grão no momento da entrega. Quando a soja chega ao armazém ou ao porto, a classificação pode resultar em descontos elevados, o que impacta na a rentabilidade dos agricultores.

Critérios e impactos financeiros

O sistema de classificação deveria ser um mecanismo de transparência entre produtores e compradores, mas, na prática, nem sempre funciona dessa forma. Algumas cargas são recusadas por apresentarem índices de avaria superiores ao permitido, e caso o contrato não seja cumprido, há penalizações financeiras. O problema, segundo os produtores, é que os parâmetros nem sempre são aplicados corretamente.

Um dos principais pontos de conflito ocorre quando a mesma carga de soja recebe avaliações diferentes em cada etapa do processo. Um lote classificado com 10% de avaria na fazenda pode chegar ao destino final com um índice superior a 20%, o que compromete o valor negociado e causa prejuízos expressivos.

Além disso, existem relatos de empresas que utilizam equipamentos inadequados ou realizam amostragens manuais, interferindo no resultado final. Em alguns casos, mesmo empresas que possuem tecnologia para uma análise mais precisa acabam adotando critérios próprios, em desacordo com as normas estabelecidas.

Para evitar prejuízos aos produtores, a Aprosoja Mato Grosso criou o projeto Classificador Legal. O programa conta com profissionais credenciados pelo Ministério da Agricultura e tem como objetivo garantir que as regras de classificação sejam aplicadas de forma justa.

Nos últimos quatro anos, o Classificador Legal evitou perdas superiores a R$ 25 milhões para os agricultores mato-grossenses. Segundo dados da entidade, isso representa uma economia média de R$ 3.664,41 por carga, considerando laudos emitidos e arbitragens realizadas para corrigir descontos indevidos.

A fiscalização da soja

Diante desse cenário, especialistas recomendam que os produtores acompanhem de perto o processo de classificação e, sempre que necessário, acionem o Classificador Legal. Em casos de divergências, o recurso à Justiça também pode ser uma alternativa para garantir o cumprimento dos contratos.



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Venda de tratores atinge 3,2 mil unidades e sobe 15,9% em fevereiro



As vendas de tratores subiram 15,9% em fevereiro, na comparação o mesmo mês do ano passado, informou nesta quinta-feira (3), a Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), associação que representa revendedores de equipamentos usados no campo. No total, 3,2 mil tratores de rodas foram vendidos em fevereiro. Na comparação com janeiro, a alta foi de 0,7%.

No acumulado dos dois primeiros meses do ano, houve crescimento de 14,2% das vendas de tratores. Enquanto as vendas de carros podem ser atualizadas diariamente com base nos licenciamentos de veículos, os números de máquinas agrícolas precisam ser levantados com os fabricantes. Por isso, as estatísticas têm defasagem de um mês em relação ao balanço das vendas de automóveis, divulgado hoje pela Fenabrave com dados já relativos a março.

O balanço da Fenabrave mostra ainda que as vendas de colheitadeiras, de 384 unidades, caíram 4,5% em fevereiro ante o mesmo mês do ano passado. Na passagem de janeiro para fevereiro, houve queda de 26,9% no segmento.

Com isso, as vendas de colheitadeiras acumularam crescimento modesto, de 0,6%, no primeiro bimestre, com 892 unidades comercializadas no Brasil nos dois meses.

“Apesar dos resultados positivos, tanto para colheitadeiras como para tratores, os produtores rurais estão na expectativa da liberação dos recursos do Plano Safra, que só devem retornar no segundo semestre”, comentou o presidente da Fenabrave, Arcelio Junior.

Ontem (2), a Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq) informou que a receita de vendas da indústria de máquinas e equipamentos atingiu R$ 43,3 bilhões nos dois primeiros meses do ano, 16,9% acima do registrado no mesmo período de 2024.



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