Banco Central aponta alta da incerteza externa com conflito no Oriente Médio

O Banco Central informou nesta segunda-feira (25), no Relatório de Estabilidade Financeira (REF) referente ao segundo semestre de 2025, que a incerteza sobre o ambiente externo aumentou no período. Segundo a autoridade monetária, o conflito entre Estados Unidos, Israel e Irã ampliou o risco no cenário global, com efeitos sobre a região e sobre o fluxo de commodities pelo Estreito de Ormuz.
De acordo com o Banco Central, a piora da percepção externa ocorreu em meio ao avanço do conflito no Oriente Médio e ao ambiente de incerteza sobre políticas econômicas ao longo de 2025. O relatório também menciona o aumento de tarifas pelos Estados Unidos, embora destaque que o crescimento global encerrou 2025 acima do esperado no início do ano.
No documento, o BC afirma que os impactos do conflito vêm se estendendo na região e atingindo o fluxo de commodities pelo Estreito de Ormuz, rota estratégica para o comércio internacional. O relatório não detalha, no trecho informado, quais produtos foram mais afetados nem apresenta números sobre volume ou preço dessas mercadorias.
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Para o agronegócio, o tema é acompanhado porque mudanças no transporte internacional de commodities e de energia podem alterar custos logísticos, formação de preços e condições de comércio exterior. Além disso, oscilações no cenário internacional costumam influenciar câmbio, fretes e acesso a financiamento, pontos relevantes para produtores, cooperativas, tradings e agroindústrias.
Apesar do aumento da incerteza, o Banco Central registrou que a oferta de linhas de funding externo ao Sistema Financeiro Nacional segue abundante e acima da demanda, sem indícios de pressão de preços no curto prazo. Essa avaliação indica, segundo o documento, que não há sinal imediato de restrição nas condições externas de financiamento.
O REF é um dos relatórios usados pelo Banco Central para monitorar riscos ao sistema financeiro e às condições de crédito, em um ambiente que combina eventos geopolíticos, comércio internacional e liquidez global.
A sinalização do Banco Central sugere atenção ao ambiente internacional, especialmente em rotas de commodities e no custo de capital externo. No entanto, o relatório indica que, até o momento, não há evidência de pressão imediata sobre o funding externo no curto prazo. A extensão dos efeitos sobre preços, logística e cadeias produtivas dependerá da evolução do conflito e de novos dados de mercado.
Fonte: Estadão Conteúdo
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