segunda-feira, maio 25, 2026

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Guerra tarifária pode beneficiar agro brasileiro, mas futuro ainda é incerto, diz analista



A política de retaliações comerciais entre China e Estados Unidos tem provocado fortes turbulências nos mercados internacionais — e o Brasil não deve escapar dos impactos. Em participação no telejornal Mercado & Companhia, o comentarista Miguel Daoud avaliou as consequências da resposta chinesa ao aumento de tarifas imposto pelo então presidente norte-americano Donald Trump.

Segundo Daoud, o embate comercial adota uma lógica de “olho por olho, dente por dente”, que tende a prejudicar não apenas as duas maiores economias do mundo, mas também o equilíbrio econômico global.

Entre os efeitos mais imediatos, está a queda acentuada no preço das principais commodities, como petróleo, soja, milho e algodão — produtos que têm grande peso nas exportações brasileiras. A desvalorização desses itens no mercado internacional pode influenciar diretamente a inflação, o câmbio e o desempenho de setores-chave da economia nacional.

Guerra tarifária: consequências para o Brasil

Daoud ressalta que o fato dos Estados Unidos serem um grande exportador de commodities agrícolas aos chineses, com o embate entre os dois gigantes, o Brasil poderá ser beneficiado.

“Evidente que o Brasil pode, sem dúvida nenhuma, diretamente ser favorecido. Mas, indiretamente, o cenário ficará difícil. A gente não sabe as consequências indiretas na economia, com a bolsa desabando, com dólar subindo. Tudo isso não é bom para o mercado financeiro”, afirmou.

Nesta sexta-feira (4), após a China anunciar que vai retaliar os americanos com tarifas de 34%, no Brasil, até o fechamento deste texto, o dólar subia 3% em comparação ao dia anterior e estava sendo cotado a R$5,80. Pelo mundo, as bolsas de valores estavam em queda e os preços da soja, milho e algodão também apresentaram baixas.

Você pode assistir à análise completa de Miguel Daoud no Mercado & Companhia em nosso canal do Youtube.



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Épocas de aplicação dos principais herbicidas na soja



O manejo integrado dessas práticas contribui para o sucesso da safra



Na fase pré-emergente, logo após o plantio, o objetivo é evitar a germinação de novas invasoras
Na fase pré-emergente, logo após o plantio, o objetivo é evitar a germinação de novas invasoras – Foto: Pixabay

O controle eficaz de plantas daninhas na cultura da soja exige a escolha adequada dos herbicidas e a definição do momento ideal para aplicação. De acordo com a engenheira agrônoma Giovanna Martins, um manejo bem estruturado contribui para maior produtividade ao reduzir a competição das invasoras com a lavoura. A dessecação pré-plantio, realizada antes da semeadura para eliminar plantas daninhas já estabelecidas, pode ser feita com herbicidas como Diquat, 2,4-D, Glufosinato, Fluroxipir, Saflufenacil, Carfentrazone, Flumioxazina e Clethodim.  

Na fase pré-emergente, logo após o plantio, o objetivo é evitar a germinação de novas invasoras. Para isso, são utilizados produtos como S-Metolachlor, Trifluralina, Clomazone, Diclosulam, Flumioxazina e Sulfentrazone, que formam uma barreira química no solo. Já na fase pós-emergente, quando as plantas daninhas estão sendo desenvolvidas, o controle ocorre com Glifosato e Clethodim, especialmente em lavouras que possuem tecnologia tolerante a esses herbicidas, garantindo maior eficiência no combate às invasoras.  

Nesse contexto, a especialista afirma que a dessecação pré-colheita, realizada para reduzir a umidade dos grãos e facilitar a colheita, pode ser feita com Diquat, Glufosinato e Saflufenacil. Essa técnica melhora a eficiência operacional e favorece a uniformidade da lavoura, proporcionando um processo de colheita mais ágil e produtivo. O manejo integrado dessas práticas contribui para o sucesso da safra, evitando perdas e garantindo uma produção mais sustentável e rentável. As informações foram publicadas no LinkedIn.





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Episódio novo do Soja Brasil no ar: acompanhe o programa 33



O 33º episódio do programa Soja Brasil trouxe à tona uma pauta importante para o agro: o fortalecimento do seguro rural. A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) solicitou ao governo federal um reforço de R$ 1 bilhão no orçamento para subvenção ao prêmio do seguro.

Apesar do aumento dos eventos climáticos extremos, a cobertura do seguro rural tem diminuído, deixando produtores mais expostos a riscos financeiros. Foram apontadas a necessidade de políticas públicas estáveis e de um fundo de estabilidade para garantir a continuidade do programa no país.

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Também foi abordado o uso da cama de frango como adubo na cultura da soja, prática sustentável adotada por produtores em Cidrolândia (MS). Rico em matéria orgânica, o insumo melhora a estrutura do solo, estimula o desenvolvimento radicular das plantas e aumenta a resistência às estiagens, sendo uma alternativa eficiente para enfrentar veranicos e manter a produtividade no campo.

A previsão do tempo indicou o retorno das chuvas em importantes regiões produtoras, o que tem favorecido a colheita da soja e o avanço do plantio do milho safrinha. No entanto, há alertas para volumes excessivos de precipitação em áreas do Mato Grosso e do Pará, o que pode impactar as operações no campo.

O episódio ainda celebrou os 50 anos da Embrapa Soja, referência em inovação e pesquisa, com mais de 440 cultivares desenvolvidas. Também foram apresentadas atualizações sobre a ferrugem asiática, além da votação aberta para o Prêmio Personagem Soja Brasil.



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Senado aprova mudanças no ITR e na Política Ambiental


A Comissão de Agricultura e Reforma Agrária (CRA) do Senado aprovou, nesta quarta-feira (2), o Projeto de Lei 1648/2024, que altera normas do Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural (ITR) e da Política Nacional do Meio Ambiente. A proposta, de autoria dos senadores da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), busca tornar a tributação mais justa e segue agora para análise da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE).  

O relator, senador Fernando Farias (MDB-AL), defendeu a necessidade de ajustes no cálculo do ITR, alegando que o modelo atual é incoerente e prejudica a isonomia tributária. O projeto propõe a isenção de áreas ambientais da cobrança do imposto, além de incluir investimentos na propriedade, conhecidos como benfeitorias, como parte das deduções permitidas.  

“É fundamental a retirada da tributação das áreas ambientais, para que assim se promova a justiça no recolhimento dos impostos. Além disso, o projeto objetiva esclarecer a abrangência da dedução do valor do imóvel rural, pontuando que investimentos essenciais para a transformação e melhoramento da propriedade rural, denominados genericamente de benfeitorias, integram o rol de dedução”, comenta.

O senador Jayme Campos (União-MT), autor do projeto, destacou que a proposta protege os produtores rurais ao permitir a exclusão de áreas invadidas da base de cálculo do ITR, transferindo a cobrança para os ocupantes irregulares. Ele argumenta que, atualmente, a lei não considera essa situação, o que impacta os proprietários que não possuem controle sobre o imóvel invadido.  

“O tratamento desse ponto é necessário porque a lei tributária não trata do cenário de invasão do imóvel rural, que apesar da existência da propriedade, do domínio útil ou da posse de imóvel, o contribuinte não detém a disponibilidade econômica do imóvel”, explicou.

 





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Trump diz que China ‘jogou errado’ ao retaliar tarifaço e afirma que país ‘entrou em pânico’



O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta sexta-feira (4) que a “China jogou errado, eles entraram em pânico”.

Mais cedo, a China anunciou que vai impor tarifas de 34% a todos os bens importados dos Estados Unidos, em resposta ao tarifaço anunciado pelo republicano na quarta-feira (2).

Entrar em pânico e retaliar os EUA era “a única coisa que eles não podem se dar ao luxo de fazer”, completou Trump, em publicação em seu perfil na rede social Truth Social.



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Após frente fria, massa de ar polar fará termômetros de capitais chegarem a 10 °C



A frente fria que passa por parte do país vai derrubar as temperaturas em algumas regiões. O ar frio de origem polar que vem junto com este fenômeno deixará os termômetros, especialmente no Sul e Sudeste, com máximas alcançando a casa dos 20°C.

Temperaturas

No Rio Grande do Sul, Porto Alegre terá mínima de 11°C neste final de semana e Curitiba (PR) 10°C. Na cidade de São Paulo, a mínima será de 15°C no domingo. Outras áreas do estado de São Paulo também vão sentir uma redução da temperatura.

Chuva forte e volumosa

A passagem desta forte frente fria deve causar chuva forte e volumosa no litoral norte de São Paulo nas regiões próximas da divisa com Minas Gerais e Rio de Janeiro.

No Rio, o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu um alerta de chuva superior a 100 mm/dia. O órgão informa que há grande risco de alagamentos e transbordamentos de rios, deslizamentos de encostas, em cidades com tais áreas de risco.

Hoje, a capital fluminense terá céu nublado, com os termômetros chegando aos 28°C. Algumas regiões do Centro-Oeste, Nordeste e Norte do Brasil terão pancadas de chuva à tarde, com temperaturas médias acima dos 23°C.



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Safra 2024/25 de algodão na Bahia poderá ser 14% maior


A safra 2024/25 de algodão na Bahia poderá ser em torno de 14% maior do que a registrada no ciclo 2023/2024, que somou 691,3 mil toneladas. Se confirmada, o estado deve produzir cerca de 787,6 mil toneladas de algodão em pluma, em uma área total de 413 mil hectares.

De acordo com a Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa), a produtividade final da cultura na região Oeste da Bahia – responsável por quase 99% da produção – vai depender das condições climáticas nos próximos meses.

Na safra em curso, em algumas áreas do cerrado baiano, o estresse hídrico marcou o mês de março. A chuva voltou a cair apenas no final do mês, após episódios de veranico.

No cerrado baiano, cerca de um terço das lavouras foram implantadas sob sistema de irrigação, o que, segundo a associação, ajuda a diminuir o risco climático.

Vem, chuva!

Diante do atual cenário, os produtores aguardam a continuidade das chuvas em abril para confirmar os primeiros números divulgados no ano, pela Câmara Setorial da Cadeia Produtiva do Algodão e Derivados.

Safra 2024/25 de algodão na Bahia poderá ser 14% maiorSafra 2024/25 de algodão na Bahia poderá ser 14% maior
Foto: Divulgação/ Abapa

“As chuvas recentes estão ajudando a diminuir um pouco as nossas preocupações sobre o quanto os veranicos que tivemos poderão impactar a produção. Mas o algodão é uma cultura de ciclo mais longo, e é muito resiliente à estiagem. Mesmo assim é importante ressaltar que o Oeste é uma região muito vasta, com áreas de características muito distintas entre si, então é difícil generalizar”, pondera a presidente da Abapa, Alessandra Zanotto Costa.

Ainda de acordo com a presidente, do total de algodão a ser produzido na Bahia, cerca de 60% já foram comercializados.


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Brasil poderá aumentar em 30% a mistura de etanol à gasolina



O ministro da Agricultura e Pecuária (Mapa), Carlos Fávaro, disse, ontem (3) em Cuiabá (MT), que o Brasil poderá aumentar a mistura do etanol na gasolina no primeiro semestre de 2025. O assunto também foi tema de discussão no Cana Summit, evento que ocorreu em Brasília essa semana.

O CEO da Organização de Produtores de Cana do Brasil (Orplana), José Guilherme Nogueira, afirmou que o aumento na mistura de etanol anidro à gasolina no Brasil para uma faixa de 30%, ante o atual patamar de 27,5%, ajudaria a enxugar a oferta e melhorar os preços do açúcar no país

Atualmente, o mandato de adição é de 27,5% e passará para 30%. “No caso do etanol, já estamos com 27,5% e, ainda neste primeiro semestre, 30% de mistura de etanol na gasolina”, disse o ministro a jornalistas antes de participar da 2ª Conferência Internacional UNEM DATAGRO sobre Etanol de Milho.

O Ministério de Minas e Energia (MME) havia encomendado um estudo ao Instituto Mauá de Tecnologia (IMT) para verificar o impacto da ampliação da mistura. Segundo as análises e a pasta, “o estudo confirma que a nova mistura é viável do ponto de vista técnico e ambiental”.

O ministro também projetou o aumento do biodiesel no diesel. “Vamos a B15 e vamos chegar a B20”. Para ser aprovado o aumento da mistura, ainda é necessário o aval do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE).



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Manejo de mato no café: Estratégia sustentável



Um aspecto fundamental na escolha da tecnologia herbicida é a seletividade



Um aspecto fundamental na escolha da tecnologia herbicida é a seletividade
Um aspecto fundamental na escolha da tecnologia herbicida é a seletividade – Foto: Pixabay

O manejo adequado de plantas invasoras na cafeicultura é essencial para garantir o bom desenvolvimento da lavoura. Segundo Frederico Gianasi, Consultor de Desenvolvimento de Mercado na IHARABRAS S/A INDÚSTRIAS QUÍMICAS, o uso de herbicidas pré-emergentes é uma estratégia crucial, pois reduz a concorrência por nutrientes e favorece a manutenção da umidade no solo. Além disso, a presença controlada de cobertura vegetal auxilia no fornecimento de matéria orgânica, melhorando a qualidade do solo ao longo do tempo.  

Um aspecto fundamental na escolha da tecnologia herbicida é a seletividade, garantindo que o sistema radicular do cafeeiro permaneça intacto. As raízes superficiais desempenham um papel essencial na absorção de nutrientes, principalmente na camada de 10 cm de solo, onde há maior concentração de matéria orgânica. Esse manejo adequado contribui diretamente para a longevidade e produtividade dos cafezais, reforçando a importância de estratégias que respeitem a estrutura do solo. 

Sobre o efeito residual dos herbicidas, Gianasi destaca que o ideal é equilibrar um período de ação eficiente sem causar esterilização do solo. Plantas espontâneas desempenham um papel importante na aeração e infiltração da água, evitando compactação excessiva. Um período residual entre 90 e 120 dias é recomendado para um manejo sustentável, garantindo controle adequado sem comprometer a saúde do solo.  

Caso o solo apresente sinais de formação de lodo, é um indicativo de que o manejo precisa ser ajustado. Nesse cenário, o produtor deve alternar estratégias, como a roçada e a trincha, em conjunto com herbicidas pós-emergentes, promovendo um ciclo de controle mais equilibrado. Dessa forma, é possível garantir uma lavoura produtiva, preservando os recursos naturais e mantendo a sustentabilidade da cafeicultura.

 





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Preços dos ovos caem em março, e carne de frango volta a subir


As cotações dos ovos encerraram março em queda no mercado atacadista da maioria das regiões acompanhadas pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). Segundo o Centro de Pesquisas, a demanda enfraqueceu na segunda quinzena do mês, reduzindo o ritmo das vendas e pressionando os valores. Porém, os preços estão acima dos registrados em março de 2024. Já o frango voltou a subir na maioria das regiões acompanhadas pelo Cepea.

Valor dos ovos

Ontem (3), o preço da caixa com 30 dúzias de ovo branco, à vista, foi negociado a R$ 199,69 em São Paulo. O ovo vermelho custou R$ 227,20.

Ainda conforme levantamentos do Cepea, a desvalorização dos ovos brancos foi mais acentuada que a do produto vermelho no mês passado. Segundo agentes consultados pelo Cepea, a oferta do vermelho está reduzida em diversas praças, o que ajudou a limitar as baixas.

Carne de frango

Os preços da carne de frango voltaram a subir na maioria das regiões acompanhadas pela entidade. Segundo o Centro de Pesquisas, o impulso vem do típico aquecimento da demanda em início de mês, com o maior poder de compra da população (recebimento de salários).

carne de frangocarne de frango
Foto: Motion Array

De acordo com agentes do setor avícola consultados pelo Cepea, há expectativa de aumento no volume de vendas nos próximos dias. O cenário tende a ser mais favorável em comparação com as últimas duas semanas, que foram impactadas pela menor liquidez.

Cepea

O Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) é parte do Departamento de Economia, Administração e Sociologia da Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz” (Esalq), unidade da Universidade de São Paulo (USP).

A entidade realiza pesquisas sobre a dinâmica de cadeias produtivas e também sobre o funcionamento integrado do agronegócio, o que abrange questões (transversais) de defesa sanitária, políticas comerciais externas e influência de novas tecnologias



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