segunda-feira, maio 25, 2026

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Manhã de sábado tem recorde de frio em 2025, com termômetros abaixo de zero



O município de Urupema, localizado na Serra Catarinense, amanheceu com frio intenso neste sábado (5). Os termômetros registraram temperaturas abaixo de zero, marcando -0,2°C, segundo dados do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) e da Epagri/Ciram.

Outras localidades de Santa Catarina também registraram temperaturas bastante baixas. Em São Joaquim, os termômetros marcaram 3,1°C; em Urubici, 3,8°C; e em Campo Belo do Sul, 4,4°C.

No Rio Grande do Sul e no Paraná, o frio também foi intenso. Em Quaraí (RS), a mínima foi de 4,2°C, enquanto em General Carneiro (PR) os termômetros marcaram 7,2°C.

Capitais do Sul, Sudeste e Centro-Oeste batem recorde de frio em 2025

O frio se espalhou também pelas capitais. São Paulo amanheceu com 15,8°C. Em Porto Alegre, a mínima foi de 12,5°C; em Curitiba, 12,4°C; em Florianópolis, 16,6°C; e até Campo Grande, capital sul-mato-grossense, registrou frio, com 18,1°C.

As baixas temperaturas são consequência de uma massa de ar polar que se espalhou pelo Brasil após a chegada de uma frente fria. A previsão indica que o frio deve continuar no domingo (6) e na segunda-feira (7), com manhãs e noites geladas nas mesmas regiões.

Todos os dias, o site do Canal Rural divulga a previsão do tempo e alertas meteorológicos em todo o Brasil, com informações da Climatempo.



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8 milhões já declararam o IR 2025; veja formas seguras de enviar a sua declaração



A Receita Federal e o Serpro informam que até às 17 horas desta sexta-feira (4) foram entregues 8.202.141 declarações do Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF), ano-calendário 2024. Todas as formas de envio da declaração do IR 2025 estão funcionando normalmente sem registros de instabilidade.

Os contribuintes têm três opções para fazer a declaração do Imposto de Renda 2025: pelo programa para computadores, pelo aplicativo para celular e pelo portal e-CAC na plataforma Gov.br.

O coordenador do curso de Ciências Contábeis da Faculdade Anhanguera, Amarildo José Rodrigues, explica como funciona cada opção.

Programa gerador do IR 2025

O contribuinte precisa baixar o programa gerador de declaração, disponível no site da Receita Federal do Brasil.

“Essa opção é recomendada para os contribuintes que possuem declarações mais complexas, com muitas informações a serem declaradas”, destaca o professor.

O programa para computadores, chamado IRPF 2025, tem versões para Windows, macOS, Linux e multiplataforma.

Aplicativo para celular

O aplicativo da Receita Federal está disponível para os sistemas Android e iOS.

“Essa é uma opção ideal para quem busca praticidade e agilidade no preenchimento da declaração”.

Em 2025, o nome do aplicativo para fazer a declaração mudou. Antes chamado de “Meu Imposto de Renda”, agora recebeu o nome de Receita Federal.

e-CAC

A terceira e última opção é realizar a declaração diretamente no portal e-CAC. É necessário ter acesso e senha na plataforma Gov.br.

Cuidados na hora de baixar programa

O professor Alessandro Pereira Alves, da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ), alerta que o único órgão responsável por disponibilizar o programa é a Receita Federal.

“Não se deve baixar o programa de outros sites. Então, tem que ser o programa da Receita Federal”.

Uma forma de garantir que o aplicativo ou programa é autêntico é verificar o endereço do site. Se ele não estiver no domínio Gov.br, há risco de ser um software falso criado para roubar dados do contribuinte.

Isenção do IR para quem ganha até R$ 5 mil já está valendo?

No ano passado, a regulamentação da reforma tributária foi aprovada no Congresso e sancionada pelo presidente Lula. Em 2025, o governo já enviou para o Congresso um projeto de lei que prevê a isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil por mês.

Como as duas notícias tiveram grande repercussão, algumas pessoas têm se perguntado se a reforma tributária e a isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil estão valendo para a declaração deste ano. Objetivamente, podemos afirmar que não.

“Sobre a reforma tributária, ela não influenciará no Imposto de Renda. Isso porque a reforma ainda está em andamento e, até agora, apenas a primeira fase foi aprovada, que trata da criação do IBS (Imposto sobre Bens e Serviços) e da CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços). Essas mudanças afetam apenas o consumo, não o Imposto de Renda. A segunda fase da reforma, que poderia alterar o Imposto de Renda para as Pessoas Físicas, ainda não foi aprovada”, explica Márcia Ferreira de Godoi, professora do curso de ciências contábeis da Faculdade Anhanguera.

Entre as medidas que podem ser aprovadas nesta segunda fase está a prometida isenção para quem ganha até R$ 5 mil. As regras do projeto já estão definidas, mas ainda vão passar por muito debate.

O vice-presidente de controle interno do Conselho Regional de Contabilidade do Estado do Rio de Janeiro (CRC-RJ), Paulo Pêgas, alerta que a novidade ainda deve demorar um pouquinho.

“A pessoa que tenha renda bruta de até R$ 5 mil não pagará mais qualquer valor de Imposto de Renda a partir de janeiro de 2026, caso o projeto seja realmente aprovado na Câmara e no Senado. Agora, isso só valerá na declaração de 2026, que será enviada à Receita Federal entre março e maio de 2027. Entre março e maio do ano que vem, enviaremos a declaração referente a este ano, 2025. Vai demorar um pouco para que haja reflexo na hora da declaração do Imposto de Renda”.

Por enquanto, a faixa de isenção do IRPF é para quem ganhou até dois salários mínimos mensais em 2024. Lembrando que o prazo para declaração do Imposto de Renda vai até a última sexta-feira de maio, dia 30.



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Combustíveis ficam mais caros no trimestre


Os preços médios dos combustíveis apresentaram variações discretas em março de 2025, segundo o Panorama Veloe de Indicadores de Mobilidade, desenvolvido em parceria com a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe). A gasolina comum recuou 0,2% no mês, sendo vendida a R$ 6,422 por litro. O etanol também caiu 0,2%, com valor médio de R$ 4,427. Já o diesel, tanto na versão comum quanto na S-10, teve queda de 0,4%. O único combustível a subir foi o GNV, com alta de 0,5%.

Apesar da estabilidade recente, o cenário inflacionário ainda pressiona o bolso do consumidor. No acumulado do primeiro trimestre, todos os combustíveis ficaram mais caros, com destaque para o etanol, que subiu 6,3%, seguido pelo diesel comum (+4,8%) e S-10 (+4,7%). A situação é ainda mais preocupante na comparação anual: o etanol disparou 21,6% em 12 meses, enquanto a gasolina comum subiu 10,3%, a aditivada 10,1%, o diesel comum 8,5% e o S-10, 8,4%.

A gasolina comum atingiu os maiores valores no Norte (R$ 6,860) e Nordeste (R$ 6,479), enquanto os menores preços foram registrados no Sudeste (R$ 6,260) e Centro-Oeste (R$ 6,468). O etanol seguiu padrão semelhante, com os preços mais altos no Norte (R$ 5,282) e Nordeste (R$ 4,924), e os mais baixos no Sudeste (R$ 4,314) e Centro-Oeste (R$ 4,427).

 





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JBS destaca soluções sustentáveis e convergência para o agronegócio brasileiro na COP30



Em meio aos debates sobre mudanças climáticas e preservação ambiental, a JBS, uma das maiores empresas de alimentos do mundo, reafirmou seu compromisso com práticas sustentáveis e o papel do Brasil como protagonista na agenda climática global. Durante o seminário COP30 Amazônia, realizado na última quinta-feira (3), em Belém (PA), a diretora de Sustentabilidade da companhia, Liège Vergili Correia, defendeu a importância de parcerias e da inovação para o desenvolvimento sustentável da região.

“É importante buscarmos os pontos de convergência que temos enquanto empresas e pessoas que vivem e tiram o seu sustento do bioma. Precisamos mostrar o que país tem a oferecer: o Brasil faz parte da solução climática de forma afirmativa e definitiva”, afirmou Liège.

No painel “O papel da iniciativa privada para fomentar a inovação na Amazônia”, Correia destacou o potencial da bioeconomia como vetor de transformação, além de citar exemplos concretos de boas práticas no campo. “Temos pastagens extremamente produtivas, agroflorestas e modelos de bioeconomia que geram resultados concretos e escaláveis. A COP30 será uma vitrine para esses cases de sucesso”, acrescentou.

Três caminhos para a pecuária na Amazônia

Sobre os desafios da pecuária na região, a diretora falou sobre os três cenários possíveis para as empresas: abandonar o bioma Amazônia – para fugir do risco de comprar animais provenientes do desmatamento ilegal, mas prejudicando o desenvolvimento da economia local -, atuar na ilegalidade ou buscar parcerias com outras empresas, poder público e sociedade civil para a regularização das propriedades e requalificação comercial dos produtores.

A JBS optou pela terceira via. “Estamos investindo na inclusão produtiva e ambiental dos pecuaristas por meio dos Escritórios Verdes, presentes em 20 unidades físicas. O atendimento é gratuito e inclui apoio técnico, orientação para práticas sustentáveis e auxílio na regularização ambiental das propriedades”, explicou.

Fundo JBS pela Amazônia: inclusão e conservação

Outro destaque da participação da JBS no evento foi o Fundo JBS pela Amazônia, criado para financiar iniciativas inovadoras voltadas ao desenvolvimento sustentável da região. Segundo a executiva, o fundo já apoiou mais de 20 projetos, beneficiando mais de 6.500 famílias e ajudando a conservar 1,9 milhão de hectares de floresta.

Além disso, contribuiu para desbloquear R$ 2,2 milhões em crédito voltado a negócios de bioeconomia. “Trabalhamos em parceria com cooperativas e comunidades locais para criar modelos de negócio viáveis, promovendo o fortalecimento das cadeias produtivas e da bioeconomia amazônica”, concluiu.



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Embrapa terá espaço na COP30 para mostrar sustentabilidade do agro brasileiro



Em novembro, o Brasil, mais especificamente Belém (PA), será palco da 30° Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas, a COP30. Várias entidades se preparam para mostrar como o agro brasileiro é sustentável. A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) é um exemplo.

Recentemente, durante um evento no Pará, o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, propôs transformar a Embrapa Amazônia Oriental em casa da agropecuária brasileira.

Criada em 1973 para desenvolver a base tecnológica de um modelo de agricultura e pecuária genuinamente tropical, a Embrapa tem o desafio constante de garantir ao Brasil segurança alimentar e posição de destaque no mercado internacional de alimentos, fibras e energia.

A presidente da entidade, Sílvia Maisruá, participou da edição desta quinta-feira (3) do telejornal Mercado & Companhia e falou sobre o trabalho da Embrapa no campo da inovação e sustentabilidade. Durante a entrevista ela afirmou que a Embrapa terá um espaço, a um 1,5 quilômetro de distância da COP30, onde os participantes terão a oportunidade de conhecer o trabalho desenvolvido pela empresa.

“Temos trabalhado com o Ministério da Agricultura e discutindo a jornada pelo clima para agropecuária brasileira. Nós desenvolvemos um projeto na Embrapa Amazônia Oriental com alguns parceiros, como a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar) para criar um espaço – ao lado daCOP30 – e apresentar o que desenvolvemos nos últimos 50 anos mostrando que a agropecuária brasileira é sustentável”, disse durante a entrevista.

O espaço terá 3 mil hectares onde os participantes terão experiências imersivas, com painéis, auditório para discussão sobre a agropecuária nacional. “Vamos ter vitrines vivas, Sistemas Agroflorestais, com açaí, cacau, integração lavoura-pecuária-floresta, consórcio leguminosas e gramíneas com pecuária de corte e leite – este último, desenvolvido na Amazônia”, explicou Maisruá.

A presidente da Embrapa também informou que a entidade está promovendo eventos que antecedem a COP30, relacionando o trabalho do agro com os biomas brasileiros. Confira a entrevista completa em nosso canal do Youtube.



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Embrapa conta trajetória da soja no Brasil Central


Tornar o Brasil o maior produtor mundial de soja – 147,35 milhões de toneladas, na safra 2023/2024 – só foi possível com investimento em ciência para adaptar essa espécie para o cultivo em região tropical. Para demonstrar a evolução das cultivares de soja no Brasil, com foco no Centro-Oeste, a Embrapa estará demonstrando uma linha do tempo com diferentes cultivares de soja na sua Vitrine de Tecnologias no Tecnoshow Comigo, que será realizado de 08 a 12 de abril, em Rio Verde (GO). A iniciativa pretende demonstrar a evolução deste grão, cujo início do plantio comercial no Brasil foi há 100 anos e também celebrar os 50 anos da Embrapa soja, em 2025. Desde a introdução experimental da soja no Brasil, foram desenvolvidas diversas cultivares, sempre buscando incremento de produtividade, adaptabilidade e resistência a doenças. 

A Embrapa Soja teve participação ativa nessa evolução, tanto que em 50 anos a instituição desenvolveu cerca de 440 cultivares de soja.  “A soja é a alavanca do agronegócio e da economia brasileira e isso foi possível, graças aos diversos atores que compõem a cadeia produtiva da soja – cientistas, técnicos e produtores –  e que fizeram um trabalho de excelência”, destaca Nepomuceno. Alexandre Nepomuceno, chefe-geral da Embrapa Soja.

Para compor a Vitrine da Embrapa, foram selecionadas 15 cultivares de soja, que fazem parte do Banco Ativo de Germoplasma (BAG), uma coleção de aproximadamente 65 mil acessos (tipos de soja) introduzidos da coleção dos Estados Unidos e de outros países da África, Europa, Ásia, Oriente Médio e Oceania. “O BAG, mantido pela Embrapa, é responsável por guardar a variabilidade genética da soja. Quanto mais acessos diferentes e caracterizados, melhor é a utilização nos programas de melhoramento para desenvolvimento de novas variedades,” esclarece o pesquisador e curador do BAG-Soja, Marcelo Fernandes. Marcelo Fernandes de Oliveira, curador do BAG-Soja.

Linha do tempo da soja – Logo na entrada da Vitrine da Embrapa, o visitante poderá ver a soja selvagem (que é perene), e a ancestral “mais próxima” da soja (Glycine soja), cujo ciclo é anual. Além destas, também estarão em exposição algumas cultivares de Glycine max (soja cultivada). A cultivar Pelicano, introduzida dos Estados Unidos na década de 1950, se adaptou no Brasil e foi semeada até meados de 1960. Ainda na década de 1960, a pesquisadora Mônica Zavaglia, da Embrapa Soja, cita a cultivar Davis, que devido à resistência às doenças mancha-olho-de-rã e podridão parda da haste perdurou por vários anos e deu origem a outras cultivares. “Finalmente, em 1966, temos o lançamento da primeira cultivar de soja genuinamente brasileira de importância comercial, que é a cultivar Santa Rosa. Ela é considerada uma das cultivares mais importantes de todos os tempos, destacando-se em várias décadas”, relata a pesquisadora.

Nas duas décadas seguintes, a soja passa por um processo de expansão no Centro-Norte do Brasil, graças ao desempenho das primeiras cultivares genuinamente brasileiras com adaptação para as baixas latitudes brasileiras. Na década de 1970, o destaque são as cultivares UFV-1, desenvolvida pela Universidade Federal de Viçosa, e a FT Cristalina, desenvolvida pela FT Sementes. Em seguida, foi lançada a primeira cultivar desenvolvida pela Embrapa para o Brasil Central, a cultivar Doko, lançada em 1980. Ainda na década de 1980, destaca-se também a cultivar BR 9 (Savana), com adaptação para BA, TO, MA e PI.

Na década de 1990, o foco dos programas de melhoramento foi direcionado para o aprimoramento da sanidade de raiz, com cultivares resistentes aos nematoides de galha e de cisto. Como destaque desta década, estarão em exposição as cultivares MG/BR 46 – Conquista (com resistência aos dois nematoides formadores de galhas, Meloidogyne incognita e M. javanica), BRSMG 68 [Vencedora] (com resistência à Meloidogyne incognita e moderada resistência à M. javanica) e BRSMT Pintado (com resistência às raças 1 e 3 e moderada resistência às raças 4, 10 e 14 do nematoide de cisto da soja). “É importante mencionar que o nematoide de cisto da soja foi identificado pela primeira vez no Brasil na safra 1991/92, progredindo rapidamente. Devido à sua resistência, a cultivar BRSMT Pintado foi uma das cultivares mais importantes no Brasil Central desde seu lançamento, sendo semeada até início dos anos 2020, explica Mônica.

A partir dos anos 2000, teve início uma nova geração de cultivares, com a introdução dos transgênicos (soja com resistência ao herbicida glifosato). De acordo com o pesquisador Roberto Zito, da Embrapa Soja, destaca-se a cultivar BRS Valiosa RR, grande contribuição para os sojicultores do Brasil Central. Segundo ele, a busca por cultivares de ciclo e porte de planta que viabilizassem a semeadura do milho 2ª safra, foi o cenário para o sucesso da cultivar BRS 284, registrada em 2007: “grande destaque e continua sendo cultivada até os dias atuais”, ressalta Zito.

Na década de 2010, depois da entrada dos transgênicos, houve grande redução das áreas com soja convencional, principalmente devido à falta de opções de cultivares. “Neste cenário, a cultivar convencional BRS 8381, de tipo de crescimento indeterminado (novidade para a época), arquitetura diferenciada de plantas, ampla adaptação (recomendada para os estados de GO, DF, MT, BA, TO e MG), ocupou grande espaço e é semeada até os dias atuais”, conta Zito. Outro destaque, nesta década, foi a cultivar transgênica BRS 7380 RR, que deu grande contribuição aos agricultores nas áreas com problemas de nematoides de cisto e formadores de galhas.

Nos anos 2020, com a chegada da plataforma de soja transgênica com a tecnologia BT para o manejo das lagartas, o pesquisador destaca duas cultivares. A primeira é a BRS 5980 IPRO, cultivar precoce e que tem ampla resistência a nematoides de cisto e formadores de galhas. A outra é a cultivar BRS 7881IPRO, o mais recente lançamento, com alta produtividade e resistente aos nematoides de cisto e galha Meloidogyne javanica.

Histórico da soja -Há quatro mil anos, a soja era uma planta selvagem, que crescia na costa leste da Ásia. Nesse período, a leguminosa foi domesticada pelos chineses, o que a torna uma das culturas agrícolas mais antigas do mundo. “A soja semeada atualmente tem a constituição genética da ancestral chinesa, mas ela é diferente tanto em aparência quanto em características morfológicas e de produção”, explica Nepomuceno.

De acordo com a publicação “A saga da soja: de 1050 a.C. a 2050 d.C”, editada pela Embrapa Soja, a soja chegou ao Brasil pela Bahia, em 1882, quando foram realizados os primeiros testes com cultivares introduzidas dos Estados Unidos, mas não houve sucesso. Somente após chegar ao RS, em 1914, para testes, e a partir de 1924, em plantios comerciais, é que a soja apresentou adaptação. Porém, a soja obteve importância econômica somente na década de 1960. Até o final da década de 1970, os plantios comerciais de soja no mundo restringiam-se a regiões de climas temperados e sub-tropicais, cujas latitudes estavam próximas ou superiores aos 30º. “O produtor brasileiro tinha que usar as cultivares importadas dos Estados Unidos que eram adaptadas apenas para a região Sul do Brasil”, explica o pesquisador Carlos Arias.

No quadro abaixo, estão as cultivares da Embrapa que fizeram e fazem a história da soja na região Centro-Norte do Brasil.





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Suco de laranja, carne bovina e etanol tendem a ser mais afetados por tarifaço, diz CNA



A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) avalia que os setores de suco de laranja, carne bovina e etanol serão os mais afetados pelas sobretaxas que serão adotadas pelos Estados Unidos sobre produtos importados. A análise da CNA considera a alta representatividade do Brasil nas importações americanas nestes mercados. O tarifaço adotado pelo governo Donald Trump está provocando reações em toda cadeia global de produção.

“Nestes casos, o Brasil não teria ‘espaço’ para ganhar de um eventual concorrente, sendo o único ou principal País afetado. É o caso dos sucos de laranja resfriados e congelados, onde o Brasil representa 90% e 51% das compras americanas, respectivamente; da carne bovina termoprocessada, com 63%; e do etanol, com 75%”, observou a confederação em nota técnica.

Para a CNA, há também potencial de perda de mercado para o agronegócio brasileiro em itens produzidos pelos Estados Unidos, nos quais o Brasil complementa o abastecimento norte-americano com as exportações.

“É o caso da carne bovina, na qual a produção local (nos EUA) alcança 12,3 milhões de toneladas, mas o consumo atinge 13 milhões de toneladas, e do óleo de soja, entre outros produtos, nos quais o consumo fica próximo da produção”, apontou a entidade.

A confederação avaliou também os impactos para os produtos do agronegócio brasileiro com base na “sensibilidade” das importações americanas em relação às variações de preços dos bens importados, considerando que haverá sobretaxa de 10% sobre os produtos brasileiros, o qual tende a ser repassado para os preços no mercado americano.

“O resultado mostra que os principais produtos afetados seriam justamente aqueles em que o Brasil é dominante no mercado dos EUA, como por exemplo os sucos de laranja e outras frutas, o etanol e o açúcar que concorrem em parte com a produção interna dos EUA”, pontuou a CNA, ponderando que pode haver desvios de comércio em casos em que os concorrentes brasileiros enfrentem maiores tarifas.

De acordo com a análise preliminar da entidade, para o suco de laranja brasileiro, a importação dos Estados Unidos com tarifa adicional de 10% em relação à alíquota atual de importação cairia de 1,004 bilhão de litros (base 2023) para cerca de 261 milhões de litros. Ou seja, uma perda de exportação para o Brasil de 743 milhões de litros de suco de laranja exportados em cenário de tarifas elevadas. A alíquota atual de importação de suco de laranja sairia de 5,9% para 15,9%.

No etanol, a CNA projeta uma queda de demanda americana pelo produto brasileiro de até 41 milhões de litros, saindo de 337 milhões de litros (base embarques 2023) para 296 milhões de litros com a elevação da tarifa de 2,5% para 12,5%.

Para o açúcar, o impacto pode chegar a 28 mil toneladas, estima a CNA, passando de exportações brasileiras de 73 mil toneladas (base 2023) para 45 mil toneladas, com o aumento da tarifa de 33% para 43%.

Em carne bovina congelada, o recuo dos embarques pode chegar até 17 mil toneladas ante as 20 mil toneladas exportadas em 2023, em virtude da alta das tarifas de importação de 26,4% para 36,4%.

O tarifaço de Trump

As sobretaxas de produtos importados que chegam aos EUA atingiram diversos países, incluindo a União Europeia, aliada dos americanos nas últimas oito décadas. Na sexta-feira (4), a China reagiu ao tarifaço e informou que vai taxar os produtos americanos em 34%.



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Matheus & Kauan estão entre novas atrações confirmadas para a Festa do Peão de Barretos



A Festa do Peão de Barretos, que está em sua 70ª edição, anuncia novas atrações para a programação musical dos dias 24 e 25 de agosto.

Os novos nomes confirmados para o domingo, dia 24 de agosto, são Felipe & Rodrigo, Matheus & Kauan e Léo Foguete.

Já a segunda-feira, dia 25 de agosto, que é a data do aniversário da cidade de Barretos, terá a apresentação de Frei Gilson, que se apresenta no Palco Estádio, com entrada solidária mediante a doação de 1 kg de alimento (arroz, feijão, açúcar, óleo, macarrão ou leite). 

Atrações já anunciadas

A Festa do Peão começa em 21 de agosto e vai até dia 31. O dia de abertura contará com shows das duplas Fernando & Sorocaba, Guilherme & Santiago e João Bosco & Vinícius.

Na sexta-feira, dia 22, a programação musical fica a cargo de Bruno & Marrone, Hugo & Guilherme e Murilo Huff se apresentando no Palco Estádio, enquanto o Palco Amanhecer será ocupado por Munhoz & Mariano, VH & Alexandre e Us Agroboy. 

No primeiro fim de semana da festa, no dia 23 de agosto, o Palco Estádio receberá Ana Castela, embaixadora dos 70 anos do evento; Zé Neto & Cristiano, com participação de Diego & Arnaldo; e Nattan, que faz sua estreia no Barretão.

Já no Palco Amanhecer, os shows serão de Guilherme & Benuto, Maria Cecília & Rodolfo, Léo & Raphael, Jiraya Uai e Diego & Arnaldo, que retornam para um show completo.

A última atração confirmada para o dia 30 de agosto é o projeto especial “Barretão 70tão”, que consiste em um show com mais de três horas de duração. As apresentações serão das duplas Edson & Hudson, Rionegro & Solimões e César Menotti & Fabiano. 

Ao longo de 11 dias, a Festa do Peão de Barretos contará com cinco palcos distribuídos pelo Parque do Peão, além de uma programação diversificada que inclui cultura, gastronomia, feira comercial, museu, monumentos e o Rancho do Peãozinho, com atividades voltadas para as crianças. O rodeio, uma das principais atrações do evento, receberá as finais dos maiores campeonatos nacionais e o tradicional Barretos International Rodeo.

Os ingressos já estão à venda exclusivamente no site barretos.totalacesso.com, com mais de dez opções de setores disponíveis.

70ª Festa do Peão de Barretos

Data: 21 a 31 de agosto

Local: Parque do Peão | Rod. Brigadeiro Faria Lima km 426

Ingressos: disponíveis no site da Total Acesso

*Com supervisão de Luis Roberto Toledo



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AgroNewsPolítica & Agro

A evolução dos bioinsumos: qualidade faz a diferença


Por Álefe Borges*

Os insumos biológicos voltados para a produção agrícola estão em ampla expansão, com um crescimento significativo no Brasil. A área tratada com bioinsumos no Brasil deve chegar a 155,4 milhões de hectares na safra 2024/2025, o que representa um aumento de 13% em relação à safra 2023/2024, nos principais cultivos do país, refletindo o reconhecimento de sua importância na agricultura sustentável. O mercado de bioinsumos inclui inoculantes fixadores de nitrogênio, promotores de crescimento e solubilizadores de nutrientes além de produtos de controle biológico de pragas e doenças, divididos em acaricidas, fungicidas, inseticidas e nematicidas microbiológicos. Esse mercado cresceu 15% na safra 2023/2024, em comparação à safra anterior. Nesse período foram comercializados cerca de R$ 5 bilhões, considerando o preço final ao consumidor (CropLife Brasil 2024). De acordo com o FGVAgro, a área cultivada com bioinsumos no Brasil cresceu 50% entre as safras 2021/22 e 2023/24, evidenciando sua crescente relevância na agricultura.

Com a Lei de Bioinsumos (Lei 15.070/2-24), espera-se um impulso ainda maior para o desenvolvimento e a inovação em bioinsumos. O Brasil já se destaca no mercado global, mas ainda enfrenta desafios para expandir sua participação, especialmente no que se refere ao investimento em pesquisa e desenvolvimento de novas tecnologias. Portanto, empresas inovadoras que investem em P&D e lançamento de novas tecnologias nesse mercado, tendem a continuar crescendo, enquanto que empresas com ativos comuns no mercado podem enfrentar mais dificuldades no cenário de patamares mais baixos de preços dos grãos.

Embora a adoção dos bioinsumos seja uma tendência crescente, é fundamental que os produtores estejam atentos à qualidade dos produtos disponíveis no mercado. A eficácia dos bioinsumos depende de processos rigorosos de produção, pesquisa científica avançada e aplicação adequada no campo. Nem todos os produtos disponíveis apresentam os mesmos padrões de qualidade e inovação, tornando essencial a escolha criteriosa para garantir os melhores resultados na lavoura. Vale destacar que os microrganismos possuem “CPF”, ditos como cepas ou isolados nos rótulos e/ou bulas, o que significa que o código indicado após o nome da espécie diz muito sobre o que aquele microrganismo realmente pode trazer de benefícios com base nas suas características e foco do desenvolvimento da tecnologia. Ou seja, não devemos nos prender ao nome da espécie, mas considerar, além disso, a cepa ou isolado e objetivo do produto.

O desenvolvimento de biofungicidas, bioinseticidas, bionematicidas e promotores de crescimento envolve anos de pesquisas e testes, para garantir eficiência e segurança, junto a diversas instituições públicas, como ESALQ, EMBRAPA e UFV, em parceria com o setor privado. Tecnologias avançadas têm permitido o aprimoramento dessas soluções, proporcionando maior controle de pragas e doenças, graças ao desenvolvimento em acordo com os princípios de controle biológico que devem ser obedecidos, levando em consideração concentração e doses dos produtos para cada objetivo.

Além da qualidade dos produtos, a capacitação dos agricultores também desempenha um papel crucial no sucesso dos bioinsumos. Programas de educação e treinamento são fundamentais para garantir que os produtores compreendam o funcionamento dessas soluções e escolham tecnologias que estejam de acordo com os princípios para alta performance, utilizando de maneira estratégica e eficaz os bioinsumos a partir de uma escolha correta da tecnologia.

Diante da crescente demanda por alternativas sustentáveis, a escolha consciente e informada de bioinsumos pode fazer a diferença na produtividade agrícola, na preservação ambiental e na segurança alimentar global. O mercado continua evoluindo, e o compromisso com a inovação e a sustentabilidade deve guiar o futuro da agricultura biológica.

*Álefe Borges, Gestor de Produtos da Bionat

 





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Podridão de ramos tem atingido pomares de laranja



A podridão de ramo, também chamada podridão peduncular


Foto: Fundecitrus

A podridão de ramo, também chamada podridão peduncular, gomose de ramo ou Bot gummosis (em inglês), é uma doença que tem preocupado citricultores devido ao aumento de sua ocorrência nos últimos meses no parque citrícola. O principal motivo para que apareça é o estresse causado sobre a planta de citros, como altas temperaturas, períodos de seca acentuados e ataque de outras doenças, como o greening. 

A doença é causada por fungos da família Botryosphaeriaceae, conhecidos como “fungos Bot”, que incluem Lasiodiplodia e Dothiorella. Eles podem permanecer na planta sem causar danos, mas se tornam patogênicos quando a árvore entra em situação de estresse. Esses fungos não afetam apenas citros, eles têm ocorrido também em outras plantas, como videiras e amendoeiras em diferentes regiões do mundo. 

Os fungos Bot provocam podridões de ramo, pedúnculos e frutos, rachaduras na casca dos ramos e, em casos severos, o secamento de parte da copa ou toda ela. Em meio a esses sintomas de podridões nos ramos, observa-se a exsudação de goma, especialmente em tecidos mais jovens. Essa goma, de aspecto pegajoso e viscoso, é uma substância açucarada liberada pela planta como resposta de defesa ao estresse causado pela infecção dos fungos. “O fungo pode ficar, grosso modo, em dois estágios: endofítico, dentro dos tecidos sem prejudicar a planta, ou patogênico, quando começa a degradar as células para absorver nutrientes e se reproduzir”, explica o pós-doutorando do Fundecitrus Thiago Carraro.





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