segunda-feira, maio 25, 2026

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Dia Nacional da Conservação do Solo reforça importância de práticas agrícolas sustentáveis


No dia 15 de abril, o Brasil celebra o Dia Nacional da Conservação do Solo, uma data que vai muito além da agricultura: trata-se da preservação da vida. Instituída pelo Decreto de Lei nº 7.876, de 1989, a data é uma iniciativa do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) e homenageia o pesquisador norte-americano Hugh Hammond Bennett, considerado o pai da conservação dos solos nos Estados Unidos.

Segundo o pesquisador da Embrapa Pecuária Sudeste, Alberto Bernardi, essa é uma oportunidade de reflexão sobre a importância do solo como recurso natural essencial à produção de alimentos, à manutenção dos ecossistemas e à sobrevivência humana. “O solo é mais do que o suporte físico das plantas. É um sistema vivo, complexo, e um componente essencial dos ecossistemas terrestres”, destaca Bernardi.

Degradação do solo é ameaça global

A Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO) estima que cerca de um terço dos solos do mundo já esteja degradado pelo uso inadequado. Entre os principais problemas estão a erosão, compactação, acidificação, salinização e contaminação. No Brasil, a erosão hídrica é apontada como a principal causa de degradação dos solos agrícolas, agravada pela ausência de cobertura vegetal e pelo impacto direto da chuva.

Bernardi explica que a vegetação atua como proteção natural do solo, reduzindo os efeitos da erosão e aumentando a infiltração de água. “A perda das camadas superficiais transforma áreas produtivas em terras inférteis, com prejuízos para a agricultura, o meio ambiente e a qualidade da água”, alerta.

Solo saudável é pilar da sustentabilidade

Um solo conservado armazena mais carbono, contribui para a mitigação das mudanças climáticas, melhora a retenção hídrica, estimula a atividade biológica e fortalece a ciclagem de nutrientes. Já a degradação impacta diretamente a produção agrícola, gerando custos adicionais aos produtores com insumos, replantio e manutenção de estruturas de conservação.

De acordo com Bernardi, “a agricultura moderna passou a enxergar a conservação do solo não como obstáculo à produção, mas como aliada da produtividade e da sustentabilidade.” O pesquisador lembra ainda que a conservação do solo contribui diretamente para os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU, especialmente os ODS 2 (Fome Zero e Agricultura Sustentável), ODS 13 (Ação contra a Mudança Global do Clima) e ODS 15 (Vida Terrestre).

Um compromisso com o futuro

Preservar o solo é garantir o futuro da produção de alimentos, da biodiversidade e da vida no planeta. O Dia Nacional da Conservação do Solo é um chamado à ação: o solo é um patrimônio natural e social que precisa ser cuidado hoje para continuar sustentando as gerações de amanhã.





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Decisão de Trump influencia juros, câmbio e expectativa de crescimento; ouça análise


No morning call de hoje, a economista-chefe do PicPay, Ariane Benedito, comenta o alívio nos mercados após Trump suspender tarifas sobre eletrônicos, o que favoreceu o apetite por risco. O dólar fechou estável, a R$ 5,84, e o Ibovespa subiu 1,39%.

No Brasil, os juros recuaram com expectativas inflacionárias estáveis no Focus. Destaque para dados da China, como PIB e produção industrial.

Ouça o Diário Econômico, o podcast do PicPay que traz tudo que você precisa saber sobre economia para começar o seu dia, com base nas principais notícias que impactam o mercado financeiro.

Para mais conteúdos de mercado financeiro, acesse: Bom Dia Mercado!

Ariane Benedito, apresentadora do podcast Diário Econômico
Foto: divulgação



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Exportações de café batem recorde e somam US$ 11,09 bilhões


As exportações dos cafés do Brasil atingiram um novo recorde de receita cambial nos primeiros nove meses do ano cafeeiro 2024/2025, com arrecadação de US$ 11,09 bilhões. O valor representa um aumento de 58,2% em relação ao mesmo período do ciclo anterior, de acordo com o Relatório sobre o mercado de Café – março de 2024, divulgado pela Organização Internacional do Café (OIC) e complementado com dados do Cecafé.

Entre julho de 2024 e março de 2025, o volume total exportado cresceu 5%, passando de 35,12 milhões para 36,88 milhões de sacas de 60 kg. “Este é o maior valor arrecadado em divisas pela cafeicultura brasileira em um único período de nove meses do ano cafeeiro”, informou o Cecafé em relatório.

No mês de março de 2025, as exportações brasileiras somaram 3,28 milhões de sacas, o que representa uma queda de 24,9% em comparação com o mesmo mês do ano anterior. Apesar da retração no volume, a receita cambial subiu 41,8% no período, alcançando US$ 1,3 bilhão. O preço médio da saca exportada foi de US$ 401,85, aumento de 88,77% em relação ao preço médio registrado em março de 2024, que foi de US$ 212,87.

A espécie Coffea arabica respondeu por 2,81 milhões de sacas exportadas, o equivalente a 85,6% do volume total, com queda de 10,7% em relação a março do ano anterior. O café solúvel alcançou 330,13 mil sacas, enquanto o Coffea canephora (robusta e conilon) registrou 138,58 mil sacas, o que representa uma redução de 83,9%. O café torrado e moído totalizou 4,8 mil sacas.

No primeiro trimestre de 2025, as exportações de cafés diferenciados, que incluem produtos com certificações ou atributos de qualidade superior, somaram 2,82 milhões de sacas, crescimento de 31% em relação ao mesmo período de 2024. A receita cambial obtida com esse tipo de café foi de US$ 1,17 bilhão, aumento de 134,3% na comparação com o primeiro trimestre do ano anterior. O preço médio da saca de cafés diferenciados foi de US$ 415,09.

Segundo o Cecafé, os principais destinos das exportações de cafés diferenciados brasileiros entre janeiro e março de 2025 foram os Estados Unidos, Alemanha, Bélgica, Países Baixos e Japão. Juntos, esses países responderam por mais da metade do volume comercializado nesse segmento.

Os dados completos estão disponíveis no Relatório Mensal de março de 2025 do Cecafé, publicado pelo Observatório do Café, coordenado pela Embrapa Café.





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Previsão do tempo para hoje indica chuva forte pelo país; confira



Saiba como ficam as condições do tempo em todo o Brasil nesta terça-feira (15), de acordo com a análise da Climatempo.

Sul

Uma área de baixa pressão atmosférica sobre o Paraguai mantém o tempo instável do norte do Rio Grande do Sul ao Paraná.

As pancadas de chuva ocorrem principalmente entre o fim da manhã e a tarde, com potencial para moderada a forte intensidade no território paranaense, inclusive acompanhadas de raios.

Já na metade sul do Rio Grande do Sul, o tempo permanece firme.

Sudeste

Uma frente fria atua em alto-mar, na altura do litoral de São Paulo, e, em conjunto com a circulação dos ventos em níveis médios da atmosfera, organiza áreas de instabilidade na região.

Há previsão de chuva forte, especialmente no interior paulista, centro-sul de Minas Gerais e Triângulo Mineiro, com possibilidade de temporais com raios.

Entre o Rio de Janeiro e o sul do Espírito Santo, a chuva também pode ocorrer com moderada a forte intensidade.

Centro-Oeste

Uma área de baixa pressão, somada aos ventos em níveis médios, aumenta a nebulosidade e favorece pancadas de chuva em Mato Grosso e Goiás, com risco de chuva forte a qualquer hora do dia.

Em Mato Grosso do Sul, a chuva se intensifica à tarde, acompanhada de raios. O tempo segue abafado em toda a região.

Nordeste

O sol predomina durante o dia, mas há previsão de pancadas fortes no oeste da Bahia, entre a tarde e a noite.

Também são esperadas pancadas isoladas com trovoadas na metade sul do Piauí e do Maranhão, no sul do Ceará e no interior de Pernambuco e da Paraíba.

Na faixa leste da região, de Salvador (BA) até Natal (RN), a chuva ocorre de forma isolada. As temperaturas continuam elevadas no interior nordestino.

Norte

A Zona de Convergência Intertropical (ZCIT) mantém o tempo instável, com chuva forte no norte do Pará, centro-norte do Amapá e Roraima.

No Amazonas, sul do Pará e Tocantins, o calor e a umidade elevada favorecem pancadas de moderada a forte intensidade, alternadas com períodos de sol.

Em Rondônia, o sol aparece e pode chover a qualquer momento do dia; no Acre, o tempo fica mais fechado, com predomínio de nebulosidade.



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Produtores de fumo buscam solo para retomar safra


Após um ciclo marcado por chuvas intensas e prejuízos à produtividade, os produtores de fumo do Sul do Brasil esperam uma recuperação na safra 2024/2025. Segundo a Associação dos Fumicultores do Brasil (Afubra), a expectativa é de que a produção supere 600 mil toneladas, com o retorno das condições climáticas consideradas normais para a região.

Para atingir esse volume, muitos fumicultores têm investido na qualidade do solo. A adoção de novas tecnologias e insumos vem sendo usada como estratégia para garantir uma lavoura mais resistente e produtiva. “Na cultura do tabaco, uma folha com maior peso é resultado de uma boa nutrição, um boa estrutura foliar e radicular e de maior quantidade”, explica Isabelle Vilarino, engenheira agrônoma e desenvolvedora de mercado da MaxiSolo.

No município de Prudentópolis, interior do Paraná, os irmãos Juliano e Joari Parolim apostaram em fertilizantes minerais granulados para melhorar o desempenho da lavoura. Juliano relata que, após o uso do produto SKBMaxi, a produtividade passou de 2.753 para 2.814 quilos por hectare. “Foi excelente, nossa produtividade de fumo saltou de 2.753kg para 2.814kg de fumo por hectare”, afirmou.

Em Rio Azul, também no Paraná, outra propriedade registrou aumento de 463 quilos por hectare, saltando de 3.305 para 3.768 quilos após a aplicação do fertilizante 20 dias depois do transplantio das mudas.

O SKBMaxi, da MaxiSolo, é um fertilizante mineral misto indicado para culturas sensíveis ao cloro, como o fumo. A fórmula combina sulfato de potássio, cálcio e duas fontes de boro. De acordo com Vilarino, o produto melhora o enraizamento e potencializa a absorção de nutrientes. “Além de sensível ao cloro, a cultura do tabaco é muito exigente em potássio, pois influencia diretamente a qualidade das folhas e a resistência da planta”, destaca.

A agrônoma ressalta ainda os benefícios do fertilizante no fortalecimento das estruturas da planta. “Livre de cloro e sódio, quando usamos SKBMaxi na cultura do tabaco podemos observar além da qualidade das folhas, uma planta bem mais estruturada, devido ao cálcio que vai contribuir diretamente no fortalecimento das paredes celulares, e que junto com boro vai melhorar o sistema radicular garantindo uma maior tolerância da planta em épocas de estresse hídrico. Outro benefício do boro são plantas mais uniformes, pois evita rachaduras nas folhas, resultando em mais peso, mais rendimento e mais qualidade”, acrescenta.





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Feijão carioca mantém preços altos no Paraná


A colheita da segunda safra de feijão já começou no Paraná, segundo o Boletim de Conjuntura Agropecuária divulgado pelo Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab). A área colhida passou de 1% para 3% dos 332 mil hectares semeados, volume ainda distante da conclusão, mas que já revela impactos climáticos sobre a produtividade.

Apesar da retração de 24% na área plantada em comparação à segunda safra de 2024, que foi de 435 mil hectares, o cultivo permanece significativamente maior do que o da primeira safra, encerrada em março, com 166 mil hectares. Com isso, a expectativa segue sendo de uma produção superior à registrada no primeiro trimestre do ano, quando foram colhidas 339,2 mil toneladas. Até o fim de março, a projeção era de 610,6 mil toneladas.

No entanto, as condições climáticas adversas já afetam as estimativas. As chuvas irregulares e de baixa intensidade têm limitado o desenvolvimento das lavouras. Conforme o Deral, as áreas classificadas como em boas condições passaram de 81% em março para 71% no levantamento atual. As lavouras em situação mediana aumentaram de 18% para 23%, enquanto aquelas em condições ruins subiram de 1% para 6%.

Esse cenário climático tende a afetar diretamente os preços no mercado. Em janeiro, o avanço da colheita da primeira safra pressionou os valores para baixo, especialmente para o feijão preto, que vem ganhando espaço frente ao carioca no estado. No dia 9 de abril, a saca do feijão preto era comercializada a R$ 151, valor inferior aos R$ 202 praticados no mesmo mês de 2024.

Por outro lado, o feijão carioca, ainda com oferta restrita, tem mantido preços mais elevados. “Nos próximos dias a entrada deste feijão será precificada pelo mercado, mas por hora ele apresenta um descolamento importante do feijão preto”, apontam os analistas do Deral. Em 8 de abril, as intenções de compra do feijão carioca chegaram a R$ 267,39 por saca, superando os R$ 223 registrados no mesmo período do ano anterior, mesmo com os descontos de qualidade.

Além das variações internas, o boletim chama atenção para os efeitos possíveis da guerra comercial entre China e Estados Unidos. O Brasil exportou recentemente volumes significativos de feijão para México e Venezuela. “Especialmente no caso do México, principal parceiro comercial dos Estados Unidos, podem ocorrer desdobramentos importantes de deslocamento de produção, além, claro, das oscilações cambiais”, alertam os técnicos do Deral.





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Pastagens de inverno sofrem com chuvas irregulares


A Emater/RS-Ascar divulgou nesta quinta-feira (10) o Informativo Conjuntural apontando que, apesar das chuvas recentes terem favorecido o crescimento das pastagens de verão no Rio Grande do Sul, o desenvolvimento das pastagens de inverno tem sido limitado pela irregularidade das precipitações.

Segundo o levantamento, o plantio das forrageiras de inverno segue em andamento, mas o clima instável tem exigido ações de controle contra a incidência de plantas invasoras. No campo nativo, inicia-se o período de dormência natural de várias espécies, o que também interfere na oferta de forragem.

Na região de Bagé, na Campanha gaúcha, os produtores seguem com a implantação de aveia e azevém. Em Maçambará, há uso expressivo de áreas de soja para o plantio direto de pastagens. Em Caxias do Sul, a queda nas temperaturas e o retorno das chuvas favoreceram o desenvolvimento das forrageiras, o que reduziu a necessidade de uso de silagem e feno.

Em Erechim, embora a integração lavoura-pecuária ainda não seja uma prática difundida, ela tem apresentado bons resultados graças à correção e à adubação dos solos. Já em Frederico Westphalen, a dificuldade de acesso às sementes de cereais de inverno tem afetado a implantação das pastagens, tanto para pastejo quanto para silagem.

Em Ijuí, com o encerramento do ciclo das pastagens de verão, os produtores iniciaram a implantação de anuais de inverno como centeio, trigo para pastoreio e aveia branca. A semeadura de aveia preta e azevém deve ocorrer na sequência.

A baixa oferta de forragem também motivou a ampliação de piquetes na região de Passo Fundo. Em Pinheiro Machado, na região de Pelotas, as pastagens nativas ainda garantem alimentação ao rebanho, embora a qualidade nutricional tenha sido reduzida pela falta de umidade. A situação é semelhante em municípios como Piratini, Pedras Altas, Herval, Jaguarão e Arroio Grande, onde o atraso no plantio das pastagens de inverno pode resultar em um vazio forrageiro no final do outono.

Na região de Porto Alegre, os campos nativos apresentam rebrote após o pastejo. Em Santa Maria, as chuvas favoreceram a recuperação de áreas secas, embora o crescimento das forrageiras siga lento. Já em Santa Rosa, o clima ameno e a umidade do solo permitiram o manejo adequado das gramíneas anuais, com roçadas em capim-sudão e milheto para estimular o rebrote, além da dessecação de áreas destinadas ao plantio de aveia e azevém.





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Peixe terá preço justo para produtor e consumidor na Semana Santa, garante setor


O feriado da Páscoa é considerado o Natal do setor de peixes no Brasil. A demanda por pescados costuma ser, em média, 30% superior nesta época do ano em todo o país.

De acordo com o presidente-executivo da Associação Brasileira da Piscicultura (Peixe BR), Francisco Medeiros, há motivos para se comemorar em 2025. Isso porque, desde o começo do ano, as vendas estão em volume considerado satisfatório.

“Por uma série de condições econômicas e até questões políticas do Brasil, tínhamos uma preocupação, mas a oferta de pescado é bastante satisfatória e o fator mais importante é que, diferentemente da Páscoa de 2024, principalmente em relação aos peixes de cultivo, como tilápia e tambaqui, teremos uma manutenção de preços ao produtor”, ressalta.

Segundo ele, isso se deve, principalmente, em função das grandes produções de 2024 e deste ano, o que se reflete, também, no bolso do consumidor, que deve encontrar promoções mesmo em um período de demanda tão alto, como na Semana Santa.

Tilápia: rainha da água doce

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Tilápias | Imagem: Reprodução/ Canal Rural

A ampla oferta do produto deve levar a uma maior quantidade de pontos de venda de pescados neste ano. A tilápia, por exemplo, é a principal espécie cultivada no Brasil, com 68% de participação no mercado de cultivados e teve a sua produção elevada em mais de 14% ao longo de 2024.

“A tilápia acabou conseguindo chegar aos mais diversos pontos de venda. No interior do Pará, do Maranhão e em atacarejos de grandes supermercados se encontra filé de tilápia. Praticamente 100% dos grandes supermercados brasileiros têm o produto e ele acabou se encaixando na cadeia de proteína porque é um produto suave, sem espinhas e de fácil preparo”, contextualiza Medeiros.

O presidente da Peixes BR lembra que por conta de o Brasil ser um país ainda majoritariamente católico, o costume de comer peixe na Semana Santa impulsiona o setor. “Uma curiosidade é que a tilápia é um peixe santo. O milagre que é relatado nos Evangelhos, o milagre de Cristo, da multiplicação dos peixes, foi feito com tilápia porque no Rio Jordão tem uma tilápia típica daquela região e por lá, inclusive, se chama de San Peter em homenagem a essa questão da multiplicação.”

Além disso, Medeiros lembra que a tilápia é o único pescado considerado uma commodity dentro do setor de pescados, visto que é produzida em 90 países e comercializada em 140 nações. “Então em 140 países do mundo se encontra exatamente o mesmo filé, do mesmo jeito, o mesmo produto”.

De acordo com ele, atualmente o Brasil exporta tilápias para 42 países. O peixe é, inclusive, a proteína animal cujo consumo tem mais aumentado no país, com crescimento anual de 10% nos últimos 11 anos.

Segundo Medeiros, a demanda por tilápia é tamanha que a projeção da entidade é que até o final desta década, 80% de todos os peixes cultivados sejam da espécie.



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Minas Gerais tem recorde histórico nas exportações do agro


As exportações do agronegócio de Minas Gerais alcançaram, no primeiro trimestre de 2025, o maior valor desde o início da série histórica em 1997. Segundo dados divulgados pela Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), a receita gerada pelas vendas do setor somou US$ 4,5 bilhões, com volume de 3 milhões de toneladas. O desempenho colocou o agronegócio à frente da mineração, com 45,3% do total das exportações mineiras.

De acordo com a Seapa, o mês de março também foi o melhor da série histórica para as exportações do setor, superando todos os registros anteriores. Em relação ao primeiro trimestre de 2024, houve um crescimento de 26% na receita, mesmo com uma redução de 14,2% no volume embarcado. O levantamento aponta valorização de 47% no preço médio das commodities agropecuárias por tonelada. Em outros setores da economia mineira, a valorização média foi de aproximadamente 13%.

O café manteve a liderança entre os produtos exportados pelo estado. Foram comercializadas 7,8 milhões de sacas, o que resultou em uma receita de US$ 2,9 bilhões. “A participação do café na receita total do agronegócio mineiro foi de 64%, o que demonstra sua relevância contínua para a economia estadual”, informou a Seapa. Em comparação com o mesmo período do ano passado, houve crescimento de 77% em valor e 3% em volume.

Minas Gerais permanece como o terceiro maior estado exportador de produtos agropecuários do país, atrás apenas de Mato Grosso e São Paulo. As exportações mineiras alcançaram 150 mercados internacionais, com destaque para China (19%), Estados Unidos (13%), Alemanha (10%), Itália (5%) e Japão (5%).

Entre os produtos com crescimento mais expressivo está o ovo. Impulsionadas pelo surto de influenza aviária nos Estados Unidos, as exportações aumentaram 266% em valor e 153% em volume. Foram 2 mil toneladas embarcadas e receita de US$ 4 milhões. No mesmo período do ano passado, o estado havia exportado 809 toneladas, com faturamento de aproximadamente US$ 1 milhão. “A alta demanda, especialmente dos Estados Unidos e do Chile, reforça a presença do produto mineiro no cenário internacional”, diz o relatório.

As carnes também registraram crescimento. O setor exportou 115 mil toneladas e obteve receita de US$ 385,4 milhões, um aumento de 23%. As exportações de carne bovina somaram US$ 269 milhões, com 57 mil toneladas, impulsionadas pelo crescimento de 148% nas vendas para os Estados Unidos. A carne de frango gerou US$ 94,8 milhões, com 49 mil toneladas embarcadas, e os suínos totalizaram US$ 18 milhões em vendas, com 8 mil toneladas.

Por outro lado, alguns segmentos apresentaram retração. O complexo sucroalcooleiro, composto por açúcar e etanol, registrou queda de 50% na receita e de 46% no volume, com faturamento de US$ 255 milhões. A Seapa atribui o resultado à baixa nos preços internacionais. O complexo soja também apresentou retração de 18,3% em valor e 8,8% em volume, totalizando US$ 546 milhões e 1,4 milhão de toneladas. Apesar disso, houve melhora nos embarques em março com a entrada da nova safra.

O grupo de produtos florestais, formado por celulose, papel e madeira, teve receita de US$ 243 milhões, com queda de 15%. A redução foi atribuída à desaceleração de economias importadoras e à persistência de gargalos logísticos no transporte marítimo.





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Preços mistos na abertura da semana; saiba onde as cotações da soja caíram



O mercado brasileiro de soja começou a semana com poucos movimentos. As cotações ficaram mistas, com a Bolsa de Chicago e o dólar em queda, mas Chicago seguiu volátil, com alguns momentos de alta. Os prêmios também recuaram, mas as indicações atuais ainda são boas oportunidades, conforme aponta o consultor de Safras & Mercado, Rafael Silveira.

O produtor, que vendeu bastante nas últimas semanas, agora está um pouco mais tranquilo, esperando por chances ainda melhores, mesmo com os preços atuais sendo bastante atrativos, comenta.

A soja no Brasil

  • Passo Fundo (RS): caiu de 135,00 para 134,00
  • Santa Rosa (RS): caiu de 136,00 para 135,00
  • Porto de Rio Grande (RS): caiu de 142,00 para 141,00
  • Cascavel (PR): caiu de 133,00 para 132,00
  • Porto de Paranaguá (PR): manteve em 138,00
  • Rondonópolis (MT): caiu de 120,00 para 118,00
  • Dourados (MS): manteve em 123,00
  • Rio Verde (GO): subiu de 120,00 para 128,00

Soja em Chicago

Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a segunda-feira com comportamento misto. Após alcançar na semana passada os melhores patamares desde o fim de fevereiro, o dia foi marcado por uma consolidação técnica. O mercado continua atento à evolução da guerra comercial entre China e Estados Unidos.

As importações chinesas de soja em grão somaram 3,5 milhões de toneladas em março, uma queda de 36,8% em comparação com o mesmo mês de 2024. Foi o menor volume para o mês desde 2008, refletindo tanto os atrasos na colheita brasileira quanto a cautela dos processadores chineses frente às tarifas sobre os grãos norte-americanos.

No acumulado de 2025, as compras da China totalizam 17,11 milhões de toneladas, retração de 7,9% em relação ao mesmo período do ano passado, ficando abaixo das expectativas de mercado.

A Associação Norte-Americana dos Processadores de Óleos Vegetais (NOPA) divulga nesta terça-feira (15) o volume de esmagamento de soja nos EUA referente a março. A previsão do mercado é de 197,602 milhões de bushels, ante 177,870 milhões em fevereiro e 196,406 milhões em março de 2024.

As inspeções de exportação de soja nos EUA somaram 546.348 toneladas na semana encerrada em 10 de abril, segundo o USDA. Na semana anterior, o volume havia sido de 814.309 toneladas.

Contratos futuros da soja

Os contratos de soja em grão com entrega em maio fecharam com baixa de 1,00 centavo de dólar (0,09%), a US$ 10,41 3/4 por bushel. A posição julho recuou 2,75 centavos (0,26%), cotada a US$ 10,50 1/4 por bushel.

Nos subprodutos, o farelo julho caiu US$ 2,50 (0,81%) para US$ 303,40 por tonelada. O óleo com vencimento em julho fechou a 46,85 centavos de dólar, queda de 0,99 centavo (2,06%).

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão em baixa de 0,29%, cotado a R$ 5,8513 para venda e R$ 5,8493 para compra. A moeda oscilou entre R$ 5,8276 e R$ 5,8741 ao longo do dia.



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