sábado, maio 23, 2026

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Ervas daninhas agravam perdas na colheita de soja


A colheita da soja está praticamente concluída em grande parte das regiões administrativas do Rio Grande do Sul. Segundo o Informativo Conjuntural divulgado nesta quinta-feira (22) pela Emater/RS-Ascar, o avanço das operações, no entanto, ocorre sob forte impacto de perdas de produtividade e dificuldades econômicas enfrentadas por produtores rurais, especialmente na Fronteira Oeste e na Campanha.

Na regional de Bagé, que abrange a Fronteira Oeste, dos 697.310 hectares cultivados restam cerca de 23 mil hectares a serem colhidos, o equivalente a 3,3% da área. A colheita já foi finalizada em municípios como Barra do Quaraí, Maçambará, Rosário do Sul, Santa Margarida do Sul, São Gabriel e Uruguaiana. Em São Gabriel, a quebra de safra chegou a 50% em relação à estimativa inicial de 2.880 quilos por hectare.

Em Alegrete, o excesso de chuvas nas últimas duas semanas dificultou o avanço das máquinas, sendo possível o acesso apenas às áreas mais altas e com solo arenoso. Já em São Borja, restam apenas 2% da área total de 105 mil hectares. As produtividades na região variam significativamente, com médias de 1.080 kg/ha em lavouras de sequeiro e 3.000 kg/ha em áreas irrigadas.

Na Campanha, dos 374.500 hectares plantados, cerca de 11 mil ainda aguardam colheita. Segundo a Emater, a ausência de chuvas e as temperaturas amenas favoreceram as operações, mas o encurtamento dos dias e o acúmulo de orvalho têm limitado o tempo disponível para trabalho no campo. A colheita já foi encerrada em Caçapava do Sul e Candiota, enquanto áreas de semeadura tardia em Aceguá, Bagé, Dom Pedrito, Hulha Negra e Lavras do Sul devem ser finalizadas até o fim de maio.

Em Hulha Negra, a produtividade média gira em torno de 1.800 kg/ha. Segundo a Emater, esse desempenho, somado aos preços pouco atrativos, tem levado produtores a considerar medidas drásticas. “Há relatos de produtores avaliando a entrega de maquinários como forma de amortizar dívidas. Isso pode indicar uma retração na área plantada para a próxima safra”, informou a entidade.

Do ponto de vista técnico, o principal desafio da temporada foi o controle de plantas daninhas. Mesmo com elevado investimento em herbicidas, foram registradas perdas de até cinco sacas por hectare em áreas com alta infestação. Espécies como a vassourinha-de-botão (Spermacoce verticillata) foram identificadas pela primeira vez na região, ampliando os custos de manejo.

Apesar das dificuldades, algumas áreas obtiveram bom desempenho, principalmente no sul de Aceguá, com produtividades médias de 2.280 kg/ha e registros superiores a 2.700 kg/ha em 20 municípios da região atendida pela Emater.

A colheita já foi encerrada nas regiões de Caxias do Sul, Frederico Westphalen, Passo Fundo e Soledade. Em Erechim, Ijuí e Santa Maria, restam áreas residuais, sem impacto estatístico. Na regional de Pelotas, 95% da colheita está concluída e 5% das lavouras estão prontas para serem colhidas. Os municípios com mais áreas remanescentes são Jaguarão (25%), Rio Grande (20%) e Santa Vitória do Palmar (17%). Em Santa Rosa, 98% da soja já foi colhida, restando apenas lavouras semeadas em março.





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Frente fria pega em cheio 11 estados e leva temporais generalizados



A tão aguardada – e temida – frente fria começa para valer nesta quarta-feira. Com isso, estados do Sul, Sudeste, Centro-Oeste e do Norte serão fortemente afetados com chuva forte, ventania e queda de temperaturas. Confira a previsão de hoje:

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Sul

A frente fria ainda se desloca sobre parte da Região Sul e as instabilidades atuam durante a madrugada nos três estados. Destaque para a condição de chuva mais forte entre o oeste paranaense e catarinense. Risco elevado para temporais, seguidos de fortes ventos e raios, ainda nas primeiras horas do dia. No Rio Grande do Sul, a chuva se concentra principalmente na manhã e, ao longo do dia, vai gradativamente perdendo força.

Sudeste

O dia marca a chegada da frente fria sobre São Paulo. Ainda pela manhã, as instabilidades associadas ao sistema alcançam para o oeste paulista e se espalham para as demais regiões do estado ao longo do dia. São esperadas rajadas de vento mais fortes entre São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro, que podem ultrapassar os 70 km/h. Entre os territórios mineiro e fluminense, ainda não há previsão de chuva. Já no Espírito Santo, a entrada de ventos marítimos ainda favorece pancadas isoladas.

Centro-Oeste

A frente fria se desloca sobre a região e muda o tempo em Mato Grosso do Sul, Mato Grosso e parte de Goiás. Ainda durante a noite, são esperadas pancadas de chuva mais fortes, com possibilidade de temporais generalizados com raios, ventos fortes e possível queda de granizo. No Distrito Federal não chove e o calor ganha força.

Nordeste

O reforço dos ventos úmidos vindos do oceano aumenta a chuva na costa leste. Espera-se chuva mais forte entre o litoral da Bahia e do Rio Grande do Norte. Pode chover de forma isolada também no litoral do Maranhão. Sertão e agreste seguem com tempo firme.

Norte

O avanço da frente fria, com característica mais continental, reforça as instabilidades entre o Acre e Rondônia. Risco de temporais com raios nas primeiras horas do dia. Após o avanço do sistema, há possibilidade de friagem em parte da região. Amazonas, Roraima e Amapá seguem com tempo bastante instável, com temporais mais fortes à tarde.



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Balança comercial registra alta nas exportações


A Secretaria de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Secex/MDIC) divulgou nesta segunda-feira (26) o balanço parcial do comércio exterior referente à quarta semana de maio. 

De acordo com os dados, a agropecuária registrou crescimento de 4,1% nas exportações, somando US$ 5,94 bilhões. A indústria extrativa teve alta de 2,0%, alcançando US$ 6,02 bilhões. Já a indústria de transformação apresentou avanço de 6,5%, com US$ 12,02 bilhões exportados. Segundo a Secex, “o desempenho combinado dos setores impulsionou o aumento do total das exportações no mês”.

Entre os produtos agropecuários, destacaram-se as exportações de animais vivos, com crescimento de 113,9%, café não torrado (40,2%) e especiarias (170,1%). No setor extrativo, os principais aumentos ocorreram nas vendas de minérios de cobre (26,9%) e alumínio (101,7%), além dos óleos brutos de petróleo (1,7%). Na indústria de transformação, os destaques foram carne bovina (23,7%), celulose (20,3%) e veículos automóveis de passageiros (89,4%).

Por outro lado, alguns produtos registraram queda nas exportações. Na agropecuária, houve recuos significativos em arroz com casca (-99,9%), milho não moído (-78,2%) e algodão em bruto (-25,7%). No setor extrativo, caíram as exportações de fertilizantes brutos (-90,3%) e minérios de metais preciosos (-87,0%). Na indústria de transformação, tiveram retração os embarques de açúcar e melaço (-33,6%), óleos combustíveis (-32,1%) e aeronaves e partes (-36,1%).

Em relação às importações, o relatório mostra desempenho desigual entre os setores. A agropecuária teve queda de 5,4%, somando US$ 360 milhões. A indústria extrativa recuou 40,7%, totalizando US$ 810 milhões. Já a indústria de transformação registrou aumento de 10,1%, com US$ 16,32 bilhões em compras externas. “A elevação das importações foi puxada, principalmente, pela indústria de transformação”, destacou a Secex.

Entre os produtos mais importados, a agropecuária teve alta nas compras de cevada (113,3%), milho (61,5%) e borracha natural (61,7%). A indústria extrativa registrou aumento em minérios de alumínio (20,1%) e outros minerais brutos (3,8%). Na indústria de transformação, cresceram as importações de compostos químicos (30,9%), fertilizantes (26,4%) e peças automotivas (23,3%).

No entanto, também foram registradas quedas nas importações de produtos como soja (-45,1%), pescado (-13,3%) e hortaliças (-28,5%) na agropecuária. No setor extrativo, recuaram as compras de gás natural (-66,7%), carvão (-32,6%) e petróleo bruto (-34,0%). Já na indústria de transformação, houve redução nas importações de óleos combustíveis (-11,3%) e equipamentos industriais (-98,6%).





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Milho silagem sofre com umidade e rende menos



Colheita do milho silagem atinge 98% no Rio Grande do Sul




Foto: Pixabay

A colheita do milho destinado à produção de silagem no Rio Grande do Sul avançou lentamente na última semana, atingindo 98% da área cultivada. A informação consta no Informativo Conjuntural da Emater/RS-Ascar, divulgado na quinta-feira (22). O ritmo mais lento foi atribuído ao excesso de umidade nas lavouras.

Segundo o levantamento, 1% das lavouras ainda se encontra em estágio de maturação fisiológica, enquanto outro 1% está na fase de enchimento de grãos. A Emater também observou um redirecionamento de parte das áreas de milho safrinha inicialmente destinadas à produção de grãos para a silagem, como forma de aproveitar a massa vegetal disponível.

A produtividade média estimada ficou em 35.934 quilos por hectare, o que representa uma redução de 6,52% em relação à expectativa inicial de 38.440 quilos por hectare no momento do plantio. A área total plantada no Estado é de 339.555 hectares.

“A alta umidade prejudicou o avanço da colheita em diversas regiões, o que também impactou no rendimento final esperado”, informou a Emater/RS-Ascar no boletim.





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Aveia branca deve ocupar mais área em 2025


O Informativo Conjuntural da Emater/RS-Ascar, divulgado na quinta-feira (22), aponta avanço na colheita da noz-pecã na região administrativa de Santa Maria, especialmente no município de Cachoeira do Sul. Até o momento, 46% da área cultivada foi colhida. Segundo o levantamento, há uma redução no rendimento médio à medida que a colheita avança, com grande variação entre os pomares.

“A produtividade varia de menos de 0,1 tonelada por hectare até mais de 3 toneladas em alguns talhões”, informou a Emater. A média regional está em torno de 1,3 t/ha, conforme relatos de produtores. Apesar da queda na produtividade, empresas de beneficiamento avaliam que a qualidade dos frutos é elevada, o que deve facilitar as exportações da safra atual.

Na região de Soledade, a colheita segue em andamento. Relatórios preliminares indicam perdas de cerca de 30% em relação a uma safra considerada normal, reflexo das adversidades climáticas enfrentadas desde 2024. Ainda assim, o rendimento e a qualidade das nozes estão sendo considerados satisfatórios. “O maior tamanho das nozes compensou parte da queda no número de frutos”, informou a Emater. O preço ao produtor gira em torno de R$ 20,00 por quilo, valor superior ao registrado em anos anteriores, o que reflete uma demanda firme tanto no mercado interno quanto externo.

Semeadura da aveia branca é retomada com melhora da umidade

A semeadura da aveia branca foi retomada no Estado após as chuvas ocorridas nos dias 8 e 9 de maio, que proporcionaram melhores condições de umidade do solo. Segundo a Emater/RS-Ascar, lavouras implantadas anteriormente apresentaram dificuldades de emergência e desenvolvimento devido à deficiência hídrica. Entre os problemas observados estão a mortalidade de plântulas, desidratação das folhas e menor emissão de novas estruturas vegetativas.

Em 2024, a área cultivada com aveia branca no Rio Grande do Sul foi de 368.450 hectares, com produtividade média de 2.196 kg/ha, segundo o IBGE. A Emater está realizando o levantamento da intenção de plantio para 2025 e, de acordo com informações preliminares, há expectativa de aumento da área semeada. Esse crescimento seria impulsionado pela redução na área destinada ao trigo e pela demanda por cobertura vegetal no inverno.

Na região de Erechim, a semeadura está em curso e deve se expandir. Em Ijuí, os agricultores intensificaram os trabalhos, aproveitando previsões de continuidade das chuvas. As lavouras se encontram em diferentes estádios de desenvolvimento. Já em Santa Rosa, o bom nível de umidade favoreceu o crescimento inicial das plantas, mas as temperaturas mais altas preocupam os produtores pela possibilidade de surgimento de doenças foliares e ataques de pragas.





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Adiamento de dívidas de produtores gaúchos será aprovada até sexta, diz Fávaro



Em audiência no Senado nesta terça-feira (27), o ministro da Agricultura e Pecuária (Mapa), Carlos Fávaro, ressaltou que o governo entende a necessidade de prorrogar as dívidas de produtores rurais do Rio Grande do Sul.

Segundo ele, o voto da resolução – que precisa passar por aprovação do Conselho Monetário Nacional (CMN) – já está pronto e a expectativa é que o aval ocorra ainda nesta semana, no mais tardar na sexta-feira (30). Fávaro ressaltou, inclusive, que o processo contemplará débitos já vencidos.

De acordo com Fávaro, a estimativa do governo é que sejam necessários R$ 136 milhões do orçamento de 2025 para que o adiamento das dívidas seja contemplado.

Ainda assim, o ministro reconheceu que não há definição a respeito de quais programas a verba será remanejada. Para isso, afirmou manter conversas com Fernando Haddad, da Fazenda, e Simone Tebet, do Planejamento e Orçamento.

Para o chefe da Agricultura, é pertinente que parte do dinheiro para a absorção das dívidas seja proveniente do Fundo Clima. “A crise no Rio Grande do Sul é basicamente gerada por mudança climática, então por que não recurso do Fundo Clima para que possa fazer a recuperação das áreas com caucário, com fosfato, com matéria orgânica, com irrigação.”



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Manejo no corte de soqueira: estratégia para canaviais



O manejo biológico tem ganhado espaço como uma alternativa eficiente



Diante desse cenário, o manejo biológico tem ganhado espaço como uma alternativa eficiente
Diante desse cenário, o manejo biológico tem ganhado espaço como uma alternativa eficiente – Foto: Canva

Segundo Tiago Zucchi, fundador da MAVEZ Assessoria, o corte de soqueira é um dos momentos mais críticos para o canavial. As feridas deixadas na planta tornam-na mais suscetível à entrada de patógenos e ao estresse, fatores que podem comprometer tanto a brotação quanto o vigor da lavoura.

Diante desse cenário, o manejo biológico tem ganhado espaço como uma alternativa eficiente. Essa prática visa estimular a brotação, reduzir o estresse pós-corte e controlar pragas e doenças, promovendo mais sustentabilidade e longevidade ao canavial. Entre os principais agentes biológicos utilizados estão Bacillus spp., que produz antibióticos naturais e biofilmes protetores; Trichoderma spp., com ação antagônica a fungos fitopatogênicos; Pseudomonas spp., que solubiliza fósforo e libera compostos voláteis; além de microrganismos que atuam como indutores de resistência, fortalecendo as defesas da planta.

No entanto, Zucchi alerta para os desafios desse manejo. O ambiente do corte é extremamente hostil aos bioinsumos, devido à alta radiação ultravioleta, baixa umidade e à liberação de exsudatos vegetais, que podem favorecer microrganismos oportunistas. Além disso, é fundamental garantir a sincronia entre a aplicação dos bioinsumos e a retomada da atividade metabólica da planta, bem como verificar a compatibilidade dos biológicos com outros defensivos utilizados na lavoura.

“Lembre-se: manejar biologicamente o corte de soqueira é manejar um sistema vivo, interconectado e responsivo – deve ser feito com parcimônia e inteligência. Afinal, o manejo biológico da soqueira não começa no corte… Começa na busca pela produtividade sustentável de quem aplica!”, conclui.

 





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Veja as cotações do boi gordo e os preços do atacado hoje



O mercado físico do boi gordo teve preços acomodados na maioria das regiões nesta terça-feira (27).

Segundo o analista da consultoria Safras & Mercado Fernando Henrique Iglesias, os frigoríficos já não estão mais com tanto espaço para pressionar os preços junto aos pecuaristas.

Preços médios da arroba do boi

  • São Paulo: R$ 304
  • Goiás: R$ 286,07
  • Minas Gerais: R$ 289,29
  • Mato Grosso do Sul: R$ 301,02
  • Mato Grosso: R$ 298,78

Mercado atacadista

O mercado atacadista voltou a registrar preços estáveis para a carne bovina. O ambiente de negócios sugere por recuo das cotações, em linha com a reposição mais lenta entre atacado e varejo durante a segunda quinzena do mês.

O quarto traseiro ainda é precificado a R$ 23,90 por quilo, o dianteiro segue no patamar de R$ 19,00 por quilo e ponta de agulha ainda é precificada a R$ 17,80, por quilo.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão em queda de 0,52%, sendo negociado a R$ 5,6457 para venda e a R$ 5,6437 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,6413 e a máxima de R$ 5,6718.



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Ministro da Agricultura anuncia que foco de gripe aviária está contido



O ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Carlos Fávaro, anunciou que o foco da gripe aviária, identificado no município de Montenegro, no Rio Grande do Sul, está contido.

A fala foi feita durante audiência pública, nesta terça-feira (27), na Comissão de Agricultura e Reforma Agrária do Senado.

“Apesar de estarmos no quinto dia útil depois da desinfecção total da granja e 15 dias do aparecimento do foco, eu posso assegurar com muita tranquilidade que o foco de Montenegro está contido”, afirmou.

O ministro ressaltou que o episódio mostrou a eficácia do sistema sanitário do país. Segundo a pasta, no raio de 10 quilômetros da granja afetada, foram identificados 540 estabelecimentos rurais, e todos já foram vistoriados, sendo que além da granja do foco, mais dois atuam com avicultura comercial.

“O principal ponto que temos que ressaltar foi a capacidade do bloqueio desse foco. Imediatamente se instalou sete barreiras sanitárias e medidas de proteção aos trabalhadores. Ontem (segunda-feira), 21 casos estavam em investigação e dez já descartados hoje. Tínhamos duas granjas e, agora, só uma em investigação”, informou.

O ministro disse que em pouco mais de 20 dias o Brasil deverá anunciar que o país está livre da doença. O prazo se deve a questões sanitárias.

“Passados 28 dias desse período [de identificação do caso mais recente], que é incubatório do vírus, nós vamos de novo anunciar o Brasil livre de gripe aviária, e a tendência, muito forte, de que isso vai acontecer nos próximos 23 dias”, anunciou.

Após o aparecimento do foco, 24 países decidiram suspender a importação de carne e ovos do Brasil por questões sanitárias. Desses, 13 restringiram a compra apenas das aves e dos ovos produzidos no Rio Grande do Sul.

Fávaro disse que com o anúncio de que o país ficou livre da doença, deve ser retomada a normalidade das exportações. “Vamos avançar na repactuação com todos os países que restringiram a compra.”

O ministro comparou o caso do Brasil, que abateu 17 mil aves, após a descoberta do foco, com casos de gripe aviária nos Estados Unidos. Lá, dois dias antes da confirmação da gripe no Brasil, um foco da doença provocou o abate de 700 mil aves.

“Se tivesse escapado esse foco em Montenegro para outras regiões do país, teríamos outros casos de mortalidade. Novos casos letais poderiam surgir em 4 ou 5 dias, mas isso não foi registrado. Ao não ter [ocorridos novos casos], passados 15 dias, isso mostra a capacidade do sistema de controle sanitário brasileiro e de como ele funcionou”, disse.

“O vírus da gripe aviária circula no mundo há pelo menos 30 anos. Há 19 anos já tem registros em granjas comerciais, e o Brasil, nesse período, se tornou o único grande produtor mundial de carne e ovos não tendo o vírus dentro dos seus plantéis comerciais, e isso não é coincidência”, afirmou.

Segundo o Ministério da Agricultura, carnes e ovos podem ser consumidos com segurança, desde que preparados adequadamente.



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Soja perde a força ao longo do dia com dólar firme e EUA acelerados; saiba as cotações de hoje



O mercado brasileiro de soja teve um dia de preços mistos e fraca movimentação nesta terça-feira (27). De acordo com o consultor da Safras & Mercado, Rafael Silveira, o cenário refletiu a estabilidade observada tanto na Bolsa de Chicago quanto na cotação do dólar, que apresentaram variações pouco expressivas. A ausência de grandes players, como tradings e produtores, também contribuiu para o baixo volume de negócios.

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Soja no Brasil

  • Passo Fundo (RS): manteve em R$ 128,00
  • Santa Rosa (RS): manteve em R$ 129,00
  • Porto de Rio Grande (RS): manteve em R$ 135,00
  • Cascavel (PR): caiu de R$ 129,50 para R$ 128,00
  • Porto de Paranaguá (PR): manteve em R$ 135,00
  • Rondonópolis (MT): subiu de R$ 115,00 para R$ 116,00
  • Dourados (MS): subiu de R$ 119,00 para R$ 119,50
  • Rio Verde (GO): caiu de R$ 118,00 para R$ 117,50

Soja em Chicago

Os contratos futuros da soja na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a sessão de ontem com leve alta, refletindo um mercado ainda cauteloso após o feriado nos Estados Unidos. O anúncio sobre o adiamento de tarifas referente aos produtos da União Europeia deu sustentação inicial às cotações.

Com o passar do dia, porém, o mercado perdeu força diante da valorização do dólar frente a outras moedas e da retração dos preços do petróleo. Investidores seguem atentos à evolução das lavouras americanas, com plantio avançando em ritmo superior à média dos últimos anos.

O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) divulgará às 17h o novo relatório de condições das lavouras, com dados atualizados sobre a semeadura nos principais estados produtores.

Contratos futuros

Os contratos da soja em grão com entrega em julho encerraram com alta de 2,25 centavos de dólar (0,21%), cotados a US$ 10,62 1/2 por bushel. A posição novembro subiu 0,25 centavo (0,02%), fechando em US$ 10,50 3/4 por bushel.

Nos subprodutos, o farelo para julho teve leve alta de US$ 0,10 (0,03%), para US$ 296,30 por tonelada. O óleo com vencimento em julho avançou 0,22 centavo (0,44%), para 49,57 centavos de dólar por libra-peso.

Dólar

O dólar comercial encerrou o dia em queda de 0,52%, cotado a R$ 5,6457 na venda e R$ 5,6437 na compra. A moeda americana oscilou entre R$ 5,6413 (mínima) e R$ 5,6718 (máxima) ao longo do pregão.



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