terça-feira, maio 19, 2026

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Agronegócio brasileiro emprega 28,5 milhões de pessoas no 1º trimestre


O agronegócio brasileiro foi responsável por empregar 28,5 milhões de pessoas no primeiro trimestre de 2025, aumento de 0,6% (ou de aproximadamente 171 mil pessoas) frente ao mesmo período do ano anterior, conforme indicam pesquisas realizadas pelo Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), da Esalq/USP, em parceria com a CNA (Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil). Trata-se de um novo recorde da série histórica do Cepea/CNA, iniciada em 2012. Diante disso, a participação do setor no total de ocupações do Brasil atingiu 26,23% nos primeiros três meses deste ano.

Segundo pesquisadores do Cepea/CNA, o avanço no número de pessoas trabalhando no agronegócio brasileiro se deve ao maior contingente ocupado nos segmentos de insumos (que cresceu 10,2%, ou aproximadamente 30,2 mil pessoas, no primeiro trimestre de 2025 frente ao mesmo período de 2024), da agroindústria (4,8% ou 222,9 mil pessoas) e, principalmente, de agrosserviços (2,4% ou 252,3 mil pessoas).

O aumento acima de 10% observado para insumos, por sua vez, está relacionado à indústria de rações. No caso das agroindústrias, destacaram-se as contribuições das indústrias de vestuário e acessórios, etanol, moagem e produtos amiláceos e abate de animais. Para os agrosserviços, o resultado pode ser interpretado como um desdobramento do desempenho do agronegócio como um todo, visto que se constitui como o elo direto entre a produção agropecuária e agroindustrial e o consumidor final.

PERFIL – Pesquisadores do Cepea/CNA indicam que o aumento da população ocupada no agronegócio no primeiro trimestre de 2025 foi puxado por empregadores e empregados com carteira (logo, cresceu a formalização do emprego), por trabalhadores com maior nível de instrução (tendência verificada no setor desde o início da série histórica) e por mulheres (houve incremento da participação feminina no período).

Os rendimentos mensais do agronegócio avançaram no primeiro trimestre de 2025 em relação a igual intervalo de 2024: em média, os empregados registraram aumento de 2,2%, os empregadores tiveram acréscimo de 2,9%, e os trabalhadores autônomos apresentaram incremento de 9,1%.





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Frio se intensifica no Centro-Sul do país; veja a previsão de hoje



O frio tende a aumentar em intensidade e abrangência no Centro-Sul do país neste quinto dia de inverno. Confira a previsão para as cinco regiões:

Você quer entender como usar o clima a seu favor? Preparamos um e-book exclusivo para ajudar produtores rurais a se antecipar às mudanças do tempo e planejar melhor suas ações. Com base em previsões meteorológicas confiáveis, ele oferece orientações práticas para proteger sua lavoura e otimizar seus resultados.

Sul

O tempo permanece firme nos três estados da Região Sul. Destaque para as temperaturas que ficarão reduzidas ao longo do dia por conta da presença da massa de ar polar.

Sudeste

Há previsão de pancadas de chuva no litoral norte do Rio de Janeiro e do Espírito Santo provocadas pela circulação mar–continente. Nas demais áreas, a massa polar deixa o tempo firme, com temperaturas mais baixas no sul de Minas e em São Paulo.

Centro-Oeste

Tempo firme nos quatro estados da Região. Destaque para temperaturas baixas em Mato Grosso do Sul, sul de Mato Grosso e sul de Goiás. Nas demais áreas, predomina o tempo seco. No nordeste mato-grossense e norte goiano, a umidade relativa cai abaixo de 30% nos horários mais quentes.

Nordeste

Pancadas continuam do litoral da Bahia ao litoral do Rio Grande do Norte pela circulação mar–continente. Na costa norte e no interior, o tempo fica firme; no interior baiano, sul do Piauí e sul do Maranhão, a umidade relativa pode ficar abaixo de 30%.

Norte

Previsão de pancadas no oeste do Acre, Amazonas, oeste do Pará, Roraima e Amapá, com moderada a forte intensidade. Nas demais áreas, tempo firme e sem chuva.



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Frio favorece produção de frutas de clima temperado na Serra Gaúcha


As recentes ondas de frio registradas na Serra Gaúcha têm papel fundamental para o bom desenvolvimento de diversas frutíferas cultivadas na região. De acordo com o extensionista rural da Emater/RS-Ascar, Thompsson Didoné, o frio, nesta época do ano, é essencial para que culturas como uva, maçã, pera, pêssego e ameixa completem um importante ciclo fisiológico: o da dormência.

“As frutíferas caducifólias, que são aquelas que perdem suas folhas no inverno, entram em um estado de dormência com o frio. Esse processo é indispensável para que, na primavera, haja uma boa brotação e, consequentemente, uma frutificação adequada”, explica Didoné. Ele ressalta que cada variedade dessas plantas exige uma quantidade específica de horas de frio, geralmente com temperaturas abaixo de 7,2°C – limite técnico considerado pela maioria das pesquisas para efeito real sobre o metabolismo das plantas.

Na Serra Gaúcha, uma das maiores regiões produtoras de uva e maçã do país, esse fator climático é determinante para garantir a produtividade. Variedades precoces de uva, como Chardonnay e Pinot Noir, necessitam de menos horas de frio, enquanto cultivares mais tardias, como Cabernet Sauvignon, requerem uma exposição maior a baixas temperaturas. O mesmo ocorre com variedades de maçã, algumas das quais exigem até mais 500 horas de frio no chamado período hibernal.

Além de estimular a brotação e a frutificação, o frio contribui para o controle natural de doenças e insetos que afetam os pomares, e também reduz a incidência de plantas daninhas. “Esse frio que ocorre agora, entre junho e início de agosto, é o ideal. Estamos no momento certo para esse frio. Ele vem favorecendo as frutíferas caducifólias e, por enquanto, não representa ameaça. Depois, quando começa a brotação, o frio pode se tornar prejudicial”, destaca o técnico.

Com relação à citricultura, que também tem presença expressiva na Serra, Didoné tranquiliza: “Os citros, como a laranja e a bergamota, são sensíveis ao frio, mas geralmente são plantados em áreas de microclima mais ameno, como a costa do Rio das Antas, onde o risco de prejuízos é bem menor”, conclui.





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Imposto zero não segurou preços dos alimentos


Um levantamento realizado pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), com dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), confirmou o alerta feito pelo Sistema FAEP no início do ano: a decisão do governo federal de zerar o imposto de importação sobre alimentos não surtiu efeito no controle da inflação. A medida, adotada sob o argumento de aliviar os preços ao consumidor, se mostrou paliativa e ineficaz.

Ainda em janeiro, o Sistema FAEP se posicionou contra essa política, destacando que os preços praticados internamente são resultado dos altos custos de produção e do chamado “Custo Brasil”.

“A tentativa de transferir o ônus da inflação para o setor produtivo, além de um equívoco, se mostrou ineficaz. O produtor rural nunca foi e não é o culpado pela inflação dos alimentos”, aponta o presidente interino do Sistema FAEP, Ágide Eduardo Meneguette. “O governo federal precisa adotar medidas realmente eficazes, que façam a diferença no dia a dia da população”, ressalta.

De acordo com o estudo da CNC, desde que a isenção foi implementada, não houve impacto relevante nos preços para o consumidor. Apesar da facilitação para entrada de produtos estrangeiros, os custos seguem elevados, reforçando que o problema está ligado a outros fatores da cadeia econômica.

Desde o início, o Sistema FAEP defendeu que combater a inflação exige medidas estruturantes, que vão além de isenções pontuais com efeitos de curto prazo, passando por investimentos na produção nacional, melhoria da infraestrutura, redução da carga tributária interna e apoio à cadeia produtiva.

“O produtor rural é quem garante alimento na mesa da população, gera empregos, movimenta a economia e sustenta a balança comercial do país há mais de uma década. Enfraquecer quem produz é colocar em risco a segurança alimentar e o desenvolvimento econômico. Se o governo quer, de fato, combater a inflação, precisa olhar para dentro, atacar os gargalos que encarecem a produção e investir em quem faz o Brasil acontecer no campo”, afirma Meneguette.

Impacto limitado da isenção

A lista de produtos com alíquota zerada incluía carnes, sardinha, café (em grão e torrado), azeite de oliva, óleo de girassol, milho, massas, biscoitos e alguns tipos de açúcar não provenientes da cana. Antes, as tarifas variavam de 7,2% a 32%, conforme o item. Entre esses, apenas azeite e açúcares (como refinado e cristal) tiveram aumento nas importações em abril e maio, acompanhado de leve queda nos preços.

Ainda assim, os dados mostram um comportamento instável. As importações desses itens cresceram 4,2% em abril, mas recuaram 22,8% em maio. No acumulado de abril e maio, houve queda de 7,7% nas importações em relação ao mesmo período de 2024. Ao mesmo tempo, o dólar teve valorização de cerca de 11% nesses 12 meses, o que manteve pressão sobre os preços.

Apesar de uma desaceleração pontual da inflação dos alimentos – de 0,83% em abril para 0,02% em maio, segundo o IPCA –, o próprio estudo aponta que isso se deveu a itens fora da lista beneficiada pela isenção, o que reforça a ineficácia da medida como estratégia de contenção dos preços.

O episódio reforça, mais uma vez, a importância de ouvir as entidades representativas do agronegócio na formulação de políticas públicas eficazes. “Decisões desconectadas da realidade do campo não apenas falham em seus objetivos, como geram insegurança para quem produz no Brasil”, conclui o presidente interino do Sistema FAEP.





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Governo libera R$ 360 milões para seguro rural



Nova liberação de recursos é anunciada




Foto: Canva

O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) publicou, nesta terça-feira (24), a Resolução nº 106 do Comitê Gestor Interministerial do Seguro Rural. O documento aprova a distribuição do orçamento do Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR) até agosto de 2025. Do total de R$ 1 bilhão previsto na Lei Orçamentária Anual (LOA), já haviam sido liberados R$ 179 milhões em maio.

Com a nova etapa de distribuição, o Mapa destinará mais R$ 280 milhões para coberturas de culturas de inverno, R$ 36 milhões para frutas, R$ 7,5 milhões para a modalidade de pecuária, R$ 1,5 milhão para florestas e R$ 35,5 milhões para demais culturas.

“Com esses recursos, estimamos que conseguiremos atender praticamente toda a demanda dos produtores para as culturas de inverno e sinalizamos mais valores para as demais atividades”, afirmou o secretário de Política Agrícola, Guilherme Campos.

No entanto, cerca de R$ 445 milhões dos recursos previstos para o programa foram bloqueados como parte do esforço do governo federal para cumprimento das metas fiscais. O secretário indicou que a situação é transitória. “Vamos trabalhar para reverter esse bloqueio o mais rápido possível, para não prejudicar as contratações da safra de verão. Por se tratar de uma despesa discricionária, o orçamento do PSR está sempre sujeito a esse tipo de situação”, declarou.

Atualmente, 17 seguradoras estão habilitadas a operar no PSR. A contratação do seguro pode ser feita por produtores, pessoas físicas ou jurídicas, que cultivem ou produzam espécies contempladas pelo programa, independentemente do acesso ao crédito rural.

O percentual de subvenção ao prêmio é de 40% para todas as culturas e atividades, com exceção da soja, que tem subvenção fixada em 20%. A regra se aplica a todos os tipos de produtos e coberturas previstos pelas normas do PSR.





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Mapa divulga as regras do projeto-piloto voltado para o Zoneamento Agrícola de Risco Climático


O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) publicou nesta terça-feira (24) a Resolução nº 107, do Comitê Gestor Interministerial do Seguro Rural, que aprovou as regras do projeto-piloto de Zoneamento Agrícola de Risco Climático (ZARC) – Níveis de Manejo (NMs), no âmbito do Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR).

O ZARC tem por finalidade melhorar a qualidade e a disponibilidade de dados e informações sobre riscos agroclimáticos no Brasil, com ênfase no apoio à formulação, ao aperfeiçoamento e à operacionalização de programas e políticas públicas. O estudo é elaborado com o objetivo de minimizar os riscos relacionados aos fenômenos climáticos adversos e permite a cada município identificar a melhor época de plantio das culturas, nos diferentes tipos de solo e ciclos de cultivares. A técnica é de fácil entendimento e adoção pelos produtores rurais, agentes financeiros e demais usuários.

Na realização dos estudos do ZARC, são analisados os parâmetros de clima, solo e ciclos de cultivares, a partir de uma metodologia validada pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e adotada pelo Mapa. Dessa forma, são quantificados os riscos climáticos envolvidos na condução das lavouras, que podem ocasionar perdas na produção. O resultado do estudo é publicado por meio de portarias da Secretaria de Política Agrícola do Mapa, por cultura e Unidade da Federação, contendo a relação de municípios indicados ao plantio e seus respectivos calendários de plantio ou semeadura.

Nesse contexto de constante evolução, a Embrapa desenvolveu uma nova metodologia que visa avaliar o impacto da adoção de boas práticas de manejo do solo, que aumentam o volume de água disponível para as plantas, contribuindo assim para a mitigação dos riscos climáticos enfrentados pelas culturas. Essa abordagem é especialmente crucial em períodos de escassez hídrica, que atualmente representam a principal causa de perdas na produção de grãos de soja no Brasil.

Baseada em informações e dados provenientes de publicações técnicas e científicas, assim como em sólidas redes de experimentação agrícola estabelecidas em diversos sistemas de produção de grãos no país, a metodologia propõe critérios e indicadores que estão diretamente ligados à qualidade do manejo e à fertilidade do solo. Esses parâmetros permitirão classificar as lavouras em diferentes níveis de manejo (NM), promovendo uma gestão eficaz e sustentável das práticas agrícolas.

Serão considerados quatro níveis de manejo do solo (NM). O NM2 representa a parametrização atualmente utilizada no ZARC, com os mesmos riscos climáticos por déficit hídrico. Os NMs 3 e 4 pressupõem melhorias na fertilidade química, física e biológica do solo via aprimoramento das práticas de manejo utilizadas, de forma a aumentar a disponibilidade hídrica e, assim, reduzir os riscos hídricos às culturas. Por sua vez, o NM1 é aplicável às áreas manejadas de forma inadequada, apresentando degradação dos atributos físicos, químicos e biológicos do solo e, consequentemente, maiores riscos de perdas por déficit hídrico.

Em relação ao projeto-piloto, o principal objetivo é fomentar a adoção desse novo modelo pelos produtores. Para isso, serão aplicados, no âmbito do PSR, incentivos financeiros por meio do percentual de subvenção, conforme segue:

· 20% para a área classificada como Nível de Manejo 1 (NM1)

· 25% para a área classificada como Nível de Manejo 2 (NM2)

· 30% para a área classificada como Nível de Manejo 3 (NM3)

· 35% para a área classificada como Nível de Manejo 4 (NM4)

Além do percentual de subvenção diferenciado, será destinado um orçamento de R$ 8 milhões exclusivo para essa iniciativa. Dessa forma, mesmo a área classificada como Nível de Manejo 1, cujo percentual de subvenção ao prêmio não difere da regra regular, poderá ter a vantagem de acessar esse recurso específico.

“Estamos dando o pontapé inicial para atender a uma demanda antiga dos produtores. Vamos conseguir traçar o perfil de cada área agrícola e identificar o histórico do manejo adotado. Com isso, as seguradoras poderão ofertar coberturas mais aderentes à realidade de cada lavoura e cobrar preços mais justos pelas apólices”, ressaltou o secretário de Política Agrícola do Mapa, Guilherme Campos.

“Nesse primeiro momento, o modelo será testado para a cultura da soja, no estado do Paraná, local onde a metodologia foi desenvolvida e validada (Embrapa soja/Londrina). Posteriormente, pretendemos expandir para outros estados e culturas. O mais importante agora é atrair os produtores e demais agentes para participar do projeto-piloto, que servirá para testar o protocolo desenvolvido e identificar eventuais gargalos operacionais”, pontuou Campos.

ZARC – Nível de Manejo

Trata-se de uma nova metodologia do Zoneamento Agrícola de Risco Climático (ZARC), desenvolvida pela Embrapa.

O objetivo é classificar cada área agrícola com base em dados de solo e no histórico de práticas agrícolas aplicadas, permitindo uma precificação de riscos mais precisa por parte dos agentes de mercado e incentivando a adoção de boas práticas pelos produtores rurais.

Com essa abordagem, espera-se promover a conservação do solo, a preservação dos recursos hídricos, o aumento do teor de carbono no solo, a redução de riscos e a elevação da produtividade.

A nova metodologia será implementada inicialmente em caráter experimental, por meio de um projeto-piloto inserido no Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR), especificamente para a cultura da soja no estado do Paraná, onde a validação técnica foi realizada, com base em experiências na região de Londrina.

O funcionamento do piloto exige que o agente operador – que pode ser uma empresa, cooperativa, instituição financeira, seguradora, corretor, técnico agrícola ou o próprio produtor – envie à Embrapa, via sistema eletrônico, um conjunto de informações previsto em protocolo. Entre os dados solicitados estão: Cadastro Ambiental Rural (CAR), CPF, polígono da gleba, cultivos realizados nos últimos três anos, resultados da análise de solo e indicadores derivados de sensoriamento remoto, como, por exemplo, índices vegetativos.

É importante ressaltar que os dados de solo e sensoriamento remoto devem ser previamente processados por empresas ou instituições especializadas, contratadas pelo operador ou pelo produtor rural. Essas entidades são responsáveis por consolidar os indicadores que serão inseridos no sistema da Embrapa.

A partir dessas informações, a Embrapa classificará a área em uma das quatro categorias de Nível de Manejo: NM1, NM2, NM3 ou NM4. De posse dessa classificação, o produtor interessado em aderir ao projeto-piloto deverá procurar uma seguradora de sua preferência – por meio de um corretor ou instituição financeira – e apresentar os dados fornecidos pela Embrapa no momento da contratação da apólice.

A seguradora, então, encaminhará as informações ao Mapa, aplicando o percentual de subvenção ao prêmio correspondente ao nível de manejo da área. O Mapa será responsável por verificar e validar as informações recebidas.

As regras gerais a serem observadas pelo agente operador estarão dispostas em Instrução Normativa que será publicada em breve pelo Ministério.





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Linhas de crédito para tratores e de apoio à bovinocultura são anunciadas em SP



A Secretaria de Agricultura e Abastecimento de São Paulo anunciou a expansão do programa Pró-Trator e Implementos por meio de convênios com cooperativas de crédito.

As parcerias foram oficializadas com o Banco Cooperativo Sicredi, o Banco Cooperativo Sicoob e a Cooperativa Central de Crédito Cresol Baser.

O Pró-Trator é uma linha de crédito rural criada para facilitar a aquisição de tratores e implementos por pequenos e médios produtores paulistas. A principal vantagem do programa é o subsídio de 50% da taxa de juros pelo estado — ou seja, metade da taxa Selic em vigor é custeada pelo Fundo de Expansão do Agronegócio Paulista (Feap).

De acordo com a Secretaria, outro diferencial é o limite de financiamento de até R$ 50 mil por produtor, o que garante maior capilaridade e permite atender um número maior de beneficiários em todas as regiões do estado.

Os recursos podem ser utilizados para a compra de tratores novos, de fabricação nacional, com potência de até 125 cavalos.

Linha de crédito para a pecuária de corte

Já na próxima semana será lançada a nova linha de crédito Feap SP – Projeto Pecuária de Corte, voltada ao fortalecimento da bovinocultura paulista.

Com investimento de R$ 10 milhões, a iniciativa tem como objetivo ampliar a produtividade, reduzir custos e melhorar a qualidade da carne, promovendo maior competitividade, sustentabilidade e eficiência à cadeia produtiva.

O secretário da Agricultura do estado, Guilherme Piai, destaca que o teto de financiamento é de até R$ 150 mil por beneficiário e a linha é destinada à aquisição e/ou construção das seguintes estruturas: currais; troncos de contenção; bretes, balanças, bebedouros, cochos, sombreadores e sistemas de captação de água.

Segundo ele, também estão contemplados investimentos em genética animal, com a compra de reprodutores Puros de Origem (P.O.) de alto valor genético, alinhados ao programa Pró-Genética.



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Regras do projeto-piloto de Zarc para o programa do seguro rural são divulgadas pelo Mapa


O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) publicou a Resolução nº 107, do Comitê Gestor Interministerial do Seguro Rural na última terça-feira (20). O documento aprovou as regras do projeto-piloto de Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc) – Níveis de Manejo (NMs), no âmbito do Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR).

O Zarc tem como função disponibilizar dados mais precisos sobre riscos agroclimáticos à plantações nas diferentes regiões do Brasil. Assim, o Zoneamento apoia a formulação, aperfeiçoamento e a operacionalização de programas e políticas públicas.

O projeto-piloto tem como objetivo identificar a melhor época para o plantio das culturas nos diferentes tipos de solo e ciclos de cultivares. Dessa forma, o estudo visa minimizar os riscos relacionados a fenômenos climáticos adversos. A técnica é de fácil entendimento e adoção pelos produtores rurais, agentes financeiros e demais usuários.

Os estudos do Zarc analizam os parâmetros de clima, solo e ciclos de cultivares a partir de uma metodologia validada pela Embrapa. Dessa forma, qualifica os riscos climáticos envolvidos na condução das lavouras, que podem ocasionar perdas na produção. 

Por fim, os portarias da Secretaria de Política Agrícola do Mapa, por Cultura e Unidade da Federação publicam os resultados do estudo. Nos resultados são relacionados os municípios indicando seus respectivos calendários de plantio ou semeadura.

A Embrapa desenvolveu uma nova metodologia que tem como objetivo avaliar o impacto da adoção de boas práticas de manejo do solo, que aumentam o volume de água disponível para as plantas e mitiga os riscos climáticos enfrentados pelas culturas. Esta abordagem é crucial em cenários de escassez hídrica, que atualmente é a principal causa de perdas na produção brasileira de soja.

Essa metodologia, baseada em dados científicos e experimentações agrícolas, propõe critérios e indicadores diretamente ligados à qualidade do manejo e à fertilidade do solo. 

Esses parâmetros permitirão classificar as lavouras em diferentes níveis de manejo (NM), promovendo uma gestão eficaz e sustentável das práticas agrícolas.

Se considerarão quatro níveis de manejo do solo (NM). O NM2 representa a parametrização atualmente utilizada no ZARC, com os mesmos riscos climáticos por déficit hídrico. Os NMs 3 e 4 pressupõem melhorias na fertilidade química, física e biológica do solo. Para tanto, aprimorando as técnicas de manejo utilizadas, de forma a aumentar a disponibilidade hídrica e, assim, reduzir os riscos hídricos às culturas.

Agora, o NM1 se aplica às áreas manejadas de forma inadequada, apresentando degradação dos atributos físicos, químicos e biológicos do solo. Áreas em que, consequentemente, haverá maiores riscos de perdas por déficit hídrico.

Percentual de subvenção

Em relação ao projeto-piloto, o principal objetivo é fomentar a adoção desse novo modelo pelos produtores. Para isso, se aplicarão, no âmbito do Prêmio do Seguro Rural, incentivos financeiros por meio do percentual de subvenção, nas seguintes proporções: 

  • · 20% para a área classificada como Nível de Manejo 1 (NM1)
  • · 25% para a área classificada como Nível de Manejo 2 (NM2)
  • · 30% para a área classificada como Nível de Manejo 3 (NM3)
  • · 35% para a área classificada como Nível de Manejo 4 (NM4)

Além do percentual de subvenção diferenciado, se destinará um orçamento de R$ 8 milhões exclusivo para essa iniciativa. Assim, mesmo a área classificada como Nível de Manejo 1, cujo percentual de subvenção ao prêmio não difere da regra regular, poderá acessar esse recurso.

“Estamos dando o pontapé inicial para atender a uma demanda antiga dos produtores. Vamos conseguir traçar o perfil de cada área agrícola e identificar o histórico do manejo adotado. Com isso, as seguradoras poderão ofertar coberturas mais aderentes à realidade de cada lavoura e cobrar preços mais justos pelas apólices”, ressaltou o secretário de Política Agrícola do Mapa, Guilherme Campos.

“Nesse primeiro momento, o modelo será testado para a cultura da soja, no estado do Paraná, local onde a metodologia foi desenvolvida e validada (Embrapa Soja/Londrina). Posteriormente, pretendemos expandir para outros estados e culturas. O mais importante agora é atrair os produtores e demais agentes para participar do projeto-piloto, que servirá para testar o protocolo desenvolvido e identificar eventuais gargalos operacionais”, pontuou Campos.

Zarc – Nível de Manejo

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Foto: Joseani Antunes/ Embrapa Trigo

A nova metodologia do Zoneamento Agrícola de Risco Climático (ZARC), desenvolvida pela Embrapa, tem o objetivo de classificar cada área agrícola com base em dados de solo e no histórico de práticas agrícolas aplicadas. Assim, permitindo uma precificação de riscos mais precisa por parte dos agentes de mercado e incentivando a adoção de boas práticas pelos produtores rurais.

Dessa forma, espera-se promover a conservação do solo, preservação dos recursos hídricos, aumento do teor de carbono no solo, a redução de riscos e a elevação da produtividade. 

A nova metodologia terá inicialmente em caráter experimental, por meio de um projeto-piloto inserido no Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural. Em primeira instância será exclusivo para a cultura da soja no Paraná, onde já houve a validação técnica.

O funcionamento do piloto exige que o agente operador – que pode ser uma empresa, cooperativa, instituição financeira ou o próprio produtor – envie à Embrapa, via sistema eletrônico, um conjunto de informações previsto em protocolo.

Entre os dados solicitados estão: Cadastro Ambiental Rural (CAR), CPF, polígono da gleba, cultivos realizados nos últimos três anos, resultados da análise de solo e indicadores derivados de sensoriamento remoto, como, por exemplo, índices vegetativos.

É importante ressaltar que os dados de solo e sensoriamento remoto devem ser previamente processados por empresas ou instituições especializadas, contratadas pelo operador ou pelo produtor rural. Essas entidades são responsáveis por consolidar os indicadores que serão inseridos no sistema da Embrapa.

A partir dessas informações, a Embrapa classificará a área em uma das quatro categorias de Nível de Manejo. Assim, o produtor interessado em aderir ao projeto-piloto deverá procurar uma seguradora de sua preferência e apresentar os dados fornecidos pela Embrapa no momento da contratação da apólice.

A seguradora, então, encaminhará as informações ao Mapa, aplicando o percentual de subvenção ao prêmio correspondente ao nível de manejo da área. O Mapa será responsável por verificar e validar as informações recebidas.

Por fim, o produtor poderá encontrar as regras gerais a serem observadas pelo agente operador em Instrução Normativa que o Ministério da agricultura publicará em breve.

*Sob supervisão de Luis Roberto Toledo



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veja os preços da arroba e do atacado



O mercado físico do boi gordo se depara com predominante acomodação em seus preços. De acordo com o analista da consultoria Safras & Mercado Fernando Henrique Iglesias, os frigoríficos seguem controlando o movimento de alta, em um perfil mais lateralizado.

Segundo ele, a partir de julho haverá maior incidência de gado terminado em confinamento, com animais a termo oferecendo uma perspectiva de maior conforto nas escalas de abate.

“Sob o prisma da demanda, exportações seguem como um grande destaque. Mantidos os números atuais a expectativa é de recorde de exportação, em volume e principalmente em receita”, disse.

  • São Paulo: R$ 322,08 — ontem: R$ 322,83
  • Goiás: R$ 304,11 — na segunda: R$ 307,86
  • Minas Gerais: R$ 307,94 — anteriomente: R$ 305,29
  • Mato Grosso do Sul: R$ 321,14 — ontem: R$ 321,36 
  • Mato Grosso: R$ 323,85 — na segunda: R$ 322,09

Mercado atacadista

O mercado atacadista volta a se deparar com acomodação em seus preços no decorrer desta terça-feira. Segundo Iglesias, o ambiente de negócios sugere por pouco espaço para reajustes no curto prazo, em linha com a reposição mais lenta entre atacado e varejo durante a segunda quinzena do mês.

“Destacando que a população prioriza o consumo de proteínas mais acessíveis, a exemplo da carne de frango, embutidos e ovos”, disse Iglesias.

O quarto traseiro segue no patamar de R$ 23 por quilo, o dianteiro ainda é cotado a R$ 20 por quilo e a ponta de agulha segue a R$ 19 por quilo.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão em alta de 0,26%, sendo negociado a R$ 5,5189 para venda e a R$ 5,5169 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,4753 e a máxima de R$ 5,5233.



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