terça-feira, maio 19, 2026

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o Fórum Nacional de Máxima Produtividade de Soja já começou!



O 17º Fórum Nacional de Máxima Produtividade de Soja já começou e está sendo transmitido ao vivo nesta quinta-feira (26) pelo Canal Rural. Promovido pelo Comitê Estratégico Soja Brasil (Cesb), o evento traz como destaque a revelação dos campeões do Desafio Nacional de Máxima Produtividade da Soja – Safra 24/25.

Além da premiação, o fórum conta com debates técnicos de alto nível, abordando os principais avanços e desafios da sojicultura no Brasil. Serão apresentados os campeões nas categorias sequeiro e irrigado, com premiação para os campeões regionais das regiões Centro-Oeste, Sul, Nordeste, Norte e Sudeste, além do anúncio do grande campeão nacional.

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Durante a abertura do evento, o presidente do Cesb, Daniel Glat, destacou a relevância do trabalho realizado pela entidade e pela equipe envolvida. “É uma honra estar presente. O comitê conta com uma equipe extremamente dedicada, formada por profissionais voluntários responsáveis por todas as etapas do processo, desde as inscrições até as auditorias e avaliações”, disse.

Segundo Glat, o comitê tem como missão estimular, desenvolver e difundir tecnologias e práticas de manejo voltadas ao aumento da produtividade da soja. Ele também ressaltou a importância de compreender a produtividade de acordo com duas óticas. “A primeira é o crescimento vertical, que representa o foco central do desafio, que é buscar a máxima produtividade em cada hectare. A segunda é a ampliação do número de produtores que conseguem alcançar altos rendimentos em suas lavouras”, comentou.

Para Glat, os campeões do desafio são pioneiros que abrem caminhos e inspiram outros a evoluírem. Ele disse ainda que o propósito do CESB é “promover conhecimento, incentivar práticas sustentáveis e transformar a agricultura brasileira com base em resultados concretos”.

Luiz Antônio da Silva, diretor executivo do Cesb, falou sobre a parceria com o Canal Rural. “Gostaria de agradecer ao Canal Rural. Em 17 edições, o Canal Rural esteve conosco, sendo a marca comercial dos nossos patrocinadores e também nos apoiando para levar informação sobre produtividade em nível nacional.”

Silva reforçou como o Cesb é criterioso e rigoroso na condução do Desafio de Máxima Produtividade. “Com 1.425 inscrições, fica evidente a necessidade de um protocolo robusto, que atenda às exigências de campo e garanta a legitimidade dos dados e a força das informações que compartilhamos. A gente pega pesado na auditoria”, explicou.



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Queda na oferta limita envio de bovinos do Mato Grosso



Abates caem 2,79% no início de 2025




Foto: Pixabay

Mato Grosso registrou forte retração nos embarques interestaduais de bovinos para abate no acumulado entre janeiro e maio de 2025. Segundo análise semanal divulgada pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) na segunda-feira (24), o volume enviado para Mato Grosso do Sul, Rondônia e São Paulo foi de 15,87 mil animais, o que representa queda de 59,17% em relação ao mesmo período de 2024.

O recuo mais expressivo ocorreu nos embarques para São Paulo, onde, entre abril e maio, foram destinadas 1,47 mil cabeças, número 87,79% inferior ao observado no mesmo intervalo do ano anterior.

Ainda conforme o levantamento, os abates realizados dentro do próprio estado também apresentaram redução. No mesmo período, foram abatidas 2,89 milhões de cabeças, queda de 2,79% em comparação ao ano passado.

De acordo com o Imea, o cenário é consequência da menor oferta de animais disponíveis, especialmente devido ao intenso abate de fêmeas observado em 2024, que reduziu o ritmo de engorda e reposição dos plantéis.

Com a diminuição na disponibilidade de animais, tanto internamente quanto para outros estados, o mercado passou a sinalizar um possível fortalecimento da arroba bovina dentro de Mato Grosso.





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NY opera em queda realizando lucros e seguindo refinado em Londres



O açúcar opera com preços mais baixos na sessão eletrônica da Bolsa de Mercadorias de Nova York (ICE) neste momento. O mercado cai mais de 1% nos contratos mais próximos com realização de lucros, acompanhando o movimento do refinado na Bolsa de Londres.

Operadores disseram que o aumento da produção da India e da Tailândia, o segundo maior produtor e o segundo maior exportador do mundo, respectivamente, poderia levar a um superávit global na próxima temporada 2025/26.

Os contratos com vencimento em outubro/2025 operam a 16,34 centavos de dólar por libra-peso, baixa de 0,27 centavo ou 1,62%. Na quarta-feira (25), o açúcar bruto/demerara encerrou o pregão eletrônico com cotações mais altas. Os contratos com entrega em Julho/2025 encerraram o dia a 15,98 centavos de dólar por libra-peso, alta de 0,21 centavo (+1,33%) em relação ao fechamento anterior. Outubro/2025 fechou a 16,61 centavos (+1,52%). Os contratos futuros atingiram o menor nível em mais de quatro anos, a 15,70 centavos na posição julho, com a perspectiva para as safras da India e da Tailândia impulsionada pelas fortes chuvas de monções deste ano. O mercado posteriormente se recuperou com correção técnica, mas ainda está cerca 17% abaixo



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Chicago tem leve alta, buscando recuperação técnica



Os contratos da soja em grão registram preços levemente mais altos nas negociações da sessão eletrônica na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) nesta quinta-feira (26).

O mercado busca um movimento de recuperação técnica após as sucessivas perdas da semana, mas ainda opera próximo das mínimas em 11 semanas.

O clima favorável no Meio-Oeste dos Estados Unidos e a pressão vendedora seguem limitando os avanços. A desvalorização do dólar frente a outras moedas e o bom desempenho do petróleo em Nova York ajudam a compor um cenário mais favorável à correção.

Os contratos com vencimento em novembro operam cotados a US$ 10,19 1/2 por bushel, alta de 1 centavo de dólar, ou 0,09%, em relação ao fechamento anterior.

Ontem (25), a soja fechou em baixa. O mercado seguiu sendo pressionado pelos impactos do cessar-fogo entre o Israel e o Irã, fator que reduz a possibilidade de interrupção no fornecimento de petróleo, que poderia elevar a procura por biocombustíveis.

A previsão de chuvas benéficas às lavouras norte-americanas também complementou o quadro negativo, ampliando as perdas na sessão.

Os contratos da soja em grão com entrega em agosto fecharam com baixa de 20,75 centavos, ou 1,97%, a US$ 10,29 1/2 por bushel. A posição novembro teve cotação de US$ 10,37 por bushel, perda de 18,50 centavos ou 1,78%.



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Senado segue Câmara e também derruba decreto do IOF



Cerca de duas horas após ter sido derrubado em votação na Câmara dos Deputados, o decreto do governo federal que aumentava alíquotas do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) também foi rejeitado em votação simbólica no plenário do Senado Federal, que aprovou um projeto de decreto legislativo (PDL) revogatório da medida até então em vigor.

As duas votações representam uma derrota política para o governo, que agora precisará definir outras formas de arrecadar ou economizar R$ 20,5 bilhões para cumprir a meta fiscal do orçamento de 2025. Isso porque o governo já bloqueou ou contingenciou outros R$ 31,3 bilhões em despesas deste ano.

A votação foi conduzida pelo presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), que pautou o decreto logo após a decisão dos deputados.

Segundo o líder do governo no Senado, Jacques Wagner (PT-BA), o decreto editado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva havia sido fruto de um acordo político envolvendo os líderes do governo com os presidentes da Câmara e do Senado, e já esvaziava o alcance de uma medida anterior que havia sido revogada pelo próprio governo para atender exigência dos parlamentares.

“Essa Casa vive de cumprir acordos. Foi feito um acordo que está sendo descumprido. Eu não acho isso bom para o Parlamento”, criticou Jacques Wagner.

No Senado, todos os nove senadores do PT registraram voto contrário à derrubada do decreto. O senador Weverton Rocha (PDT-MA) também manifestou voto contrário.

Inclusão na pauta

A decisão de pautar a derrubada do decreto do IOF foi anunciada mais cedo pelo presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), em postagem as redes sociais.

Segundo ele, a maioria da Câmara não concorda com elevação de alíquotas do IOF como saída para cumprir o arcabouço fiscal e tem cobrado o corte de despesas primárias.

Já o governo alega que a medida é necessária para evitar mais cortes em políticas sociais e maiores contingenciamentos que podem afetar o funcionamento da máquina pública.

Além disso, segundo o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, as regras do decreto corrigiam injustiças tributárias de setores que não pagam imposto sobre a renda.

Mudanças

Entre as medidas propostas no decreto, estavam o aumento na taxação das apostas eletrônicas, as chamadas bets, de 12% para 18%; das fintechs, de 9% para 15% a alíquota da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL), igualando-se aos bancos tradicionais; a taxação das Letras de Crédito Imobiliário (LCI) e Letras de Crédito do Agronegócio (LCA), títulos que atualmente são isentos de Imposto de Renda.

O decreto fazia parte de medidas elaboradas pelo Ministério da Fazenda, juntamente com uma Medida Provisória (MP) para reforçar as receitas do governo e atender às metas do arcabouço fiscal.

Debate
“O decreto do presidente da República visa fazer justiça tributária. Por mais que se fale, todos nós sabemos que muitos enviam, às vezes, dinheiro para o exterior, ou gastam dinheiro no exterior, fugindo do pagamento do IOF. E a ideia do governo era evitar essas fugas”, argumentou Jacques Wagner, líder do governo, durante a discussão da matéria no plenário do Senado.

Já o relator do PDL em plenário, senador Izalci Lucas (PL-DF), leu um parecer contrário ao aumento no IOF. Segundo o parlamentar, a medida afetaria micro e pequenas empresas, operações de câmbio, atividades de seguradoras e entidades de previdência complementar. Além disso, ele afirmou que a medida fere os princípios da legalidade tributária e da segurança jurídica.

“Por sua natureza constitucional, o IOF deve ser utilizado com finalidade regulatória e não como instrumento de arrecadação primária”, observou.

“O aumento do IOF sobre operações de crédito eleva sensivelmente o custo do capital para as empresas, especialmente as de menor porte, afetando também consumidores que dependem de crédito pessoal e imobiliário”, acrescentou.



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Leite adquirido do PAA é distribuído no Ceará


A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) iniciou, nesta quinta-feira (26), a distribuição de leite em pó a entidades assistenciais no estado do Ceará. Cerca de 8,8 toneladas do produto foram destinadas a cinco organizações que atuam no combate à insegurança alimentar, em cerimônia realizada na Unidade Armazenadora da Companhia em Maracanaú.

As instituições beneficiadas com esta primeira entrega são o Conselho Comunitário do Ceará, em Aquiraz; a Associação Missão Família, em Baturité; a Associação Comunitária do Capuan, em Caucaia; a Associação Maranata de Desenvolvimento Social do Amanari, em Maranguape; e o Instituto Social Cultural de Apoio à Vida Padre Alcides Três, em Monsenhor Tabosa.

O alimento foi adquirido pela Conab em 2023, por meio da modalidade Compra Direta do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), com recursos do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS). No total, foram adquiridas 33 toneladas de leite em pó, o que representou um investimento de aproximadamente R$ 1,05 milhão na agricultura familiar cearense.

A entrega marca o início da etapa de distribuição dos produtos comprados no estado. “Essa ação tem dois objetivos centrais: apoiar a produção da agricultura familiar e garantir alimentação a quem mais precisa”, destacou um representante da Conab presente no evento.

Ainda nesta quinta-feira, técnicos da estatal participam da Fêra da Agricultura Familiar, promovida pela Federação dos Trabalhadores na Agricultura Familiar (Fetraf). Durante o evento, os profissionais apresentarão políticas públicas e programas operados pela Conab, com ênfase no PAA.

A modalidade Compra Direta tem como meta adquirir alimentos produzidos por agricultores familiares e destiná-los a pessoas em situação de vulnerabilidade. O programa é coordenado pelo MDS, com participação dos ministérios do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar e da Fazenda, e conta com a execução da Conab em parceria com governos estaduais e municipais.





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IPCA-15 de hoje pode mexer com juros; entenda na análise do Diário Econômico


No morning call de hoje, a economista-chefe do PicPay, Ariane Benedito, comentou as reações dos mercados diante da perspectiva de corte de juros nos EUA e das incertezas geopolíticas. Já no Brasil, o real caiu frente ao dólar com aumento do risco fiscal. Para hoje, os destaques são o IPCA-15 e o Relatório de Política Monetária do BC, que podem mexer com juros e câmbio.

Ouça o Diário Econômico, o podcast do PicPay que traz tudo que você precisa saber sobre economia para começar o seu dia, com base nas principais notícias que impactam o mercado financeiro.

Para mais conteúdos de mercado financeiro, acesse: Bom Dia Mercado!

Ariane Benedito, apresentadora do podcast Diário Econômico
Foto: divulgação



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Algodão volta ao radar de produtores no Paraná


O algodão volta a ser cogitado como uma alternativa viável e rentável para os produtores do Paraná. A avaliação é da Secretaria da Agricultura e do Abastecimento do Estado, que destaca o potencial da cultura para se firmar novamente no território paranaense, aproveitando-se da instabilidade nos preços de outras commodities agrícolas e dos efeitos provocados pelas mudanças climáticas.

No início da década de 1990, o Paraná ocupava a liderança nacional na produção da fibra, com mais de 700 mil hectares cultivados. Hoje, a produção é reduzida, mas as características do cultivo — como a resistência à seca e a exigência por longos períodos de sol — voltam a atrair a atenção do setor. A cultura é considerada adaptável ao clima do Noroeste paranaense, semelhante ao do Cerrado brasileiro, onde se concentram atualmente as maiores áreas produtoras, sobretudo no Mato Grosso.

A vantagem paranaense está também na fertilidade do solo. De acordo com técnicos da Secretaria, esse fator pode permitir o uso de apenas metade da adubação empregada em regiões como o Cerrado. Além disso, o cultivo do algodão contribui para a conservação do solo e pode garantir renda suficiente ao produtor, reduzindo a necessidade de uma segunda safra, o que ameniza o desgaste do terreno.

Segundo a Associação dos Cotonicultores Paranaenses (Acopar), o Estado precisaria cultivar cerca de 50 mil hectares para atender à demanda interna do parque têxtil local. Hoje, essa matéria-prima chega ao Paraná vinda principalmente do Cerrado. Há, pelo menos, dez fiações e sete tecelagens no estado que dependem dessa fibra.

Levantamento realizado em 2014 já apontava um consumo de aproximadamente 60 mil toneladas de plumas no Paraná. A Acopar vê com otimismo a possibilidade de crescimento da cultura e projeta uma retomada gradual nos próximos anos.

Em 2024, três municípios apresentaram produção comercial registrada no Valor Bruto da Produção (VBP). Sertaneja, no Norte do Estado, se destacou como principal produtor. O município aumentou sua área cultivada de 124 hectares, em 2023, para 520 hectares em 2024, elevando a produção de 601 para 2.095 toneladas. Com isso, o VBP subiu de R$ 8,8 milhões para R$ 18,3 milhões, um crescimento de 107%. A expectativa da Acopar é que o cultivo atinja 1,5 mil hectares já em 2025, ampliando a presença do algodão no cenário agrícola estadual. 





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Frente fria e retorno da chuva afetam duas regiões; veja previsão de hoje



A chuva volta para os estados do Sul e chega com força ao Centro-Oeste por conta de uma frente fria. Confira a previsão do tempo para esta quinta:

Você quer entender como usar o clima a seu favor? Preparamos um e-book exclusivo para ajudar produtores rurais a se antecipar às mudanças do tempo e planejar melhor suas ações. Com base em previsões meteorológicas confiáveis, ele oferece orientações práticas para proteger sua lavoura e otimizar seus resultados.

Sul

A chuva retorna aos três estados do Sul nesta quinta-feira (26). Uma nova frente fria ingressa na região, favorecendo muita nebulosidade e precipitações ao longo do dia. As temperaturas seguem baixas devido à massa de ar frio.

Sudeste

O tempo segue firme na maior parte dos estados da Região. No sul de São Paulo, há previsão de pancadas à noite. Nas demais áreas, o clima permanece seco e sem chuva.

Centro-Oeste

Uma nova frente fria impulsiona chuva na faixa centro-sul de Mato Grosso do Sul, com alerta para temporais no sul do estado. No restante do estado, assim como em Mato Grosso, Goiás e no Distrito Federal, o tempo permanece firme, seco, com umidade abaixo de 30% à tarde, principalmente no nordeste sul-mato-grossense e norte goiano.

Nordeste

O interior segue seco, com umidade abaixo de 30% nos horários mais quentes no oeste da Bahia, sul do Piauí e sul do Maranhão. A circulação mar-continente mantém chuvas do litoral baiano ao litoral leste do Rio Grande do Norte. Na costa norte, destaque para pancadas no litoral do Maranhão.

Norte

O “verão amazônico” ganha força. Tempo firme em Rondônia, Acre, sul do Amazonas, sul do Pará e Tocantins. No restante, pancadas isoladas pela manhã e tarde, com destaque para o noroeste do Amazonas e norte de Roraima, onde há alerta para temporais.



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Mercado de carbono sofre com com falsas compensações


O mercado de compensação de carbono, considerado um dos pilares da transição climática global, ainda enfrenta desafios relacionados à credibilidade. O aumento na demanda por soluções para neutralizar as emissões de gases de efeito estufa tem exposto a existência de práticas que não garantem, na prática, a remoção de carbono da atmosfera.

Um dos problemas mais comuns, segundo especialistas, é a comercialização de créditos de carbono “fantasmas” ou inexistentes. Esses créditos não correspondem a reduções efetivas de emissões. Em muitos casos, os projetos que gerariam esses créditos não foram implementados, foram superdimensionados ou já não estão mais ativos. Entre os exemplos mais citados estão áreas de reflorestamento que nunca saíram do papel ou que acabaram desmatadas posteriormente, o que anula os benefícios ambientais alegados.

Outra preocupação é a dupla contagem de créditos. Essa prática ocorre quando a mesma tonelada de carbono reduzida é contabilizada por dois agentes, como um país e uma empresa. Essa distorção vai contra as regras do Acordo de Paris, que prevê um sistema transparente de contabilidade de emissões justamente para evitar a repetição de registros de impacto.

Há também situações em que os projetos são reais, mas o impacto climático é mínimo ou inexistente. Isso acontece, por exemplo, quando créditos são emitidos a partir de atividades que já estavam em funcionamento antes da criação dos mecanismos de compensação, como usinas hidrelétricas ou parques eólicos que continuam produzindo energia limpa, mas sem gerar reduções adicionais de emissões.

A falta de um sistema internacional padronizado e obrigatório de verificação e rastreabilidade agrava o cenário. Apesar da atuação de certificadoras reconhecidas, muitos créditos vendidos no mercado voluntário não passam por auditorias rigorosas. Essa lacuna tem aberto espaço para o chamado greenwashing, quando empresas compram créditos de baixo custo e qualidade apenas para declarar neutralidade de carbono, sem reduzir suas próprias emissões.

No Brasil, a RDG Eco Finance vem atuando junto a produtores rurais por meio da Lei de Pagamento por Serviços Ambientais (PSA), incentivando a monetização de áreas de preservação dentro das propriedades agrícolas. O objetivo é gerar renda adicional e promover práticas sustentáveis. Para Ivan Pinheiro, criador do aplicativo Carbono Neutro, o modelo permite que produtores comercializem o carbono de suas terras, promovendo benefícios ambientais e econômicos. “Com a implementação da Lei do PSA, os fazendeiros agora têm a oportunidade de remunerar suas áreas preservadas, incentivando a conservação, evitando o desmatamento e gerando receita adicional ao negócio”, afirma.

Sobre os riscos das falsas compensações, Pinheiro alerta para a necessidade de atenção por parte dos consumidores. Ele recomenda verificar a origem dos créditos, a certificação do projeto, a localização e o tipo de compensação envolvida. Ele também destaca que é importante desconfiar de promessas genéricas e simplificadas, como selos de “neutro em carbono” obtidos com facilidade. Com a expansão desse mercado, especialistas têm defendido a adoção de mais mecanismos de regulação, maior transparência e o uso de tecnologias como blockchain para garantir que as compensações sejam reais, mensuráveis e permanentes.





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