terça-feira, maio 19, 2026

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Governo ainda avalia se vai recorrer ao Supremo por IOF



A Advocacia-Geral da União (AGU) divulgou nota nesta quinta-feira (26) em que nega haver uma determinação do governo de recorrer ao Supremo Tribunal Federal (STF) para manter o aumento em alíquotas do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF).

O decreto presidencial sobre a medida foi derrubado nessa quarta-feira (25) pelo Congresso.

A nota da AGU foi divulgada após ter repercutido na imprensa a fala do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, na manhã desta quinta-feira (26), que as alternativas para manter o equilíbrio fiscal seriam recorrer ao Supremo ou fazer cortes no orçamento.

Segundo a AGU, não há qualquer decisão tomada sobre a eventual judicialização do tema.

“Todas as questões jurídicas serão abordadas tecnicamente pela AGU, após oitiva da equipe econômica. A comunicação sobre os eventuais desdobramentos jurídicos do caso será feita exclusivamente pelo próprio advogado-geral [Jorge Messias], no momento apropriado”, conclui o texto.

Mais cedo, Haddad afirmou que “na opinião dos juristas do governo, que tiveram muitas vitórias nos tribunais, é flagrantemente inconstitucional” a derrubada do decreto presidencial. Acrescentou que uma decisão final sobre a judicialização cabe ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Direito do governo

Haddad defendeu ainda que recorrer ao Supremo é um direito do governo. “Nem nós devemos nos ofender quando um veto é derrubado e nem o Congresso pode se ofender quando uma medida é considerada pelo Executivo incoerente com o texto constitucional”, disse em entrevista ao jornal Folha de S. Paulo.

O decreto sobre o IOF foi o primeiro decreto presidencial a ser derrubado pelo Congresso em 30 anos. O próprio Haddad reconheceu que o governo foi pego de surpresa com a votação, que fora anunciada pelo presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB) pelas redes sociais na noite do dia anterior.

Após a derrota do governo na Câmara, com placar de 383 votos a 98, o decreto foi também derrubado no Senado momentos depois, após uma votação relâmpago pautada pelo presidente da Casa, senador Davi Alcolumbre (União-AP), numa demonstração de articulação próxima entre as lideranças do Congresso.

Desentendimento entre governo e Congresso

Desde a publicação do decreto, o governo vinha negociando medidas compensatórias para evitar a derrubada do aumento do IOF, afirmando que a medida seria fundamental para manter o equilíbrio fiscal.

A maioria do Congresso não concorda com elevação de alíquotas do IOF como saída para cumprir o arcabouço fiscal e tem cobrado o corte de despesas primárias.

Os parlamentares também estão insatisfeitos com o ritmo de liberação de emendas parlamentares e acusam o governo de fazer dobradinha com o Supremo para impedir os repasses. Desagrada também a narrativa de governistas de que o Congresso trabalha em prol dos mais ricos.

Já o governo alega que o aumento do IOF atinge sobretudo o andar de cima, sendo necessário para evitar mais cortes em políticas sociais e maiores contingenciamentos que podem afetar o funcionamento da máquina pública.

Petróleo ou dividendos

Nesta quinta, Hadad afirmou que se a derrubada do decreto for mantida, o governo terá que buscar receitas na taxação de dividendos [lucros pagos a acionistas de empresas] ou “na questão do petróleo”.

Caso contrário, a única opção seriam os cortes no orçamento. “Vai pesar para todo mundo. Vai faltar recurso para a saúde, para a educação, para o Minha Casa, Minha Vida. Não sei se o Congresso quer isso”, disse Haddad.

Especialistas consultadas pela Agência Brasil destacaram que a disputa em torno do IOF define de onde sairá o dinheiro – em outras palavras, quem pagará a conta – para cobrir os R$ 20,5 bilhões necessários para cumprir a meta fiscal do orçamento de 2025. Isso porque o governo já bloqueou ou contingenciou R$ 31,3 bilhões em despesas deste ano.

Mudanças propostas pelo governo

Entre as medidas propostas no decreto, estavam o aumento na taxação das apostas eletrônicas, as chamadas bets, de 12% para 18%; das fintechs, de 9% para 15% a alíquota da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL), igualando-se aos bancos tradicionais; a taxação das Letras de Crédito Imobiliário (LCI) e Letras de Crédito do Agronegócio (LCA), títulos que atualmente são isentos de Imposto de Renda.

O decreto fazia parte de medidas elaboradas pelo Ministério da Fazenda, juntamente com uma medida provisória para reforçar as receitas do governo e atender às metas do arcabouço fiscal.



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Filme da Fórmula 1 acelera com Apple e traz experiência imersiva no iPhone


O universo da Fórmula 1 ganha as telonas em 2025 com o lançamento de um dos filmes mais aguardados do ano. Produzido pela Apple Studios em parceria com a Fórmula 1 e estrelado por Brad Pitt, o longa chega com uma proposta ousada: combinar ficção e realidade, com cenas gravadas durante as corridas oficiais da temporada e participação de pilotos verdadeiros como Lewis Hamilton, Max Verstappen e uma emocionante homenagem ao eterno Ayrton Senna.

F1 – O filme acompanha a história de um ex-piloto (vivido por Pitt) que retorna às pistas para guiar um jovem talento e resgatar sua própria paixão pelo automobilismo. O enredo serve como pano de fundo para uma produção cinematográfica sem precedentes no esporte.

Apple aposta na imersão: veja e sinta a corrida no iPhone

Mais do que um filme, o projeto da Apple mira no futuro da experiência imersiva em dispositivos móveis. A empresa está testando uma tecnologia inovadora que promete transformar a forma como consumimos esportes: assistir à Fórmula 1 no iPhone e sentir cada curva, vibração e aceleração como se estivesse no cockpit de um carro de corrida.

Essa tecnologia, embutida nos novos modelos do iPhone 16 Pro e integrada com o sistema de som tátil do iOS, faz o aparelho vibrar e reagir conforme o ritmo da corrida. Durante a exibição do filme, por exemplo, o espectador poderá sentir a vibração do carro ao ultrapassar os 300 km/h ou o impacto de uma freada brusca.

Segundo rumores, essa funcionalidade faz parte de uma negociação estratégica entre a Apple e a Fórmula 1, visando transformar o iPhone em uma segunda tela oficial das corridas — com estatísticas em tempo real, replays interativos e até áudio direto dos boxes.

Investimento bilionário e impacto no mercado de mídia esportiva

O filme da Fórmula 1 não é apenas uma superprodução cinematográfica — é também um marco nos investimentos da Apple no esporte. Estima-se que a empresa tenha investido mais de US$ 200 milhões no longa, incluindo gravações em pistas reais, desenvolvimento de tecnologia imersiva e direitos de imagem de equipes e pilotos.

Essa é mais uma jogada dentro de uma estratégia maior: a Apple quer os direitos globais de transmissão da Fórmula 1 a partir de 2029, quando termina o contrato atual com a Liberty Media. A empresa já possui acordos com a MLS (Major League Soccer) e quer fazer o mesmo com a F1, mas com um diferencial — transformar a experiência de ver corrida em algo tão pessoal e tecnológico quanto ouvir música no Apple Music.

Ayrton Senna: presença simbólica e tributo emocionante

Um dos momentos mais aguardados do filme é o tributo ao tricampeão mundial Ayrton Senna, que terá imagens resgatadas com tecnologia de deepfake autorizada pela família, além de trechos originais de rádio, entrevistas e cenas de corridas históricas. A homenagem promete emocionar fãs do mundo todo, especialmente os brasileiros, e reforçar o legado de Senna como símbolo de garra e paixão.

O uso de inteligência artificial para recriar momentos de Senna também abre discussões sobre o futuro da memória esportiva no cinema e na mídia.

À primeira vista, parece que esse lançamento nada tem a ver com o agro. Mas pare para pensar: a tecnologia usada nesse filme e nas transmissões da F1 — sensores, feedback tátil, inteligência artificial — já está presente nas máquinas agrícolas mais modernas.

Colheitadeiras que vibram conforme o solo, tratores com simulação de performance, painéis com estatísticas em tempo real e até sistemas de realidade aumentada para auxiliar o produtor rural são frutos da mesma revolução digital que a Apple está levando às corridas.

Assim como o filme da Fórmula 1 quer colocar o espectador dentro do carro, o agro moderno quer colocar o produtor dentro da lavoura, mesmo à distância. A conexão entre inovação, precisão e emoção é o que une esses dois mundos — o da pista e o do campo.

O futuro da emoção está na palma da mão

O filme da Fórmula 1 produzido pela Apple é mais do que entretenimento: é uma vitrine do que está por vir em termos de mídia esportiva, interatividade e conexão emocional com o público. Com investimentos massivos, tecnologia de ponta e uma narrativa que mistura ficção, nostalgia e realidade, o projeto promete acelerar corações no cinema — e nos iPhones.

E para os apaixonados por velocidade, seja na estrada ou na colheita, a mensagem é clara: o futuro é imersivo, conectado e vibrante. É hora de acelerar.

F1 – O filme

Onde assistir: nos cinemas a partir de 26 de junho.



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o exemplo perfeito de economia circular


A indústria da reciclagem animal assume um papel estratégico dentro do setor de carnes. A ideia é muito simples: durante o processo de abate não há desperdício; o despojo (subprodutos não comestíveis derivados do abate) se torna outros produtos que terão papel determinante em diversos segmentos industriais.

As aplicações são variadas, passando por indústrias como automobilística, de higiene e limpeza, de biocombustíveis, de nutrição animal, entre tantas outras…

As farinhas de origem animal têm aplicação variada na indústria, que produz rações para animais, incluindo pet food. As gorduras se tornam biodiesel, e são utilizadas na produção de saponáceos, em especial o sebo bovino. Nos últimos meses, o sebo bovino tem sido um dos insumos preferidos da indústria de biocombustíveis dos Estados Unidos, com exportações de sebo bovino crescendo em ritmo alucinante ano após ano (veja tabela abaixo).

O fato é que não há sobras após o abate. A prática reduz o desperdício, minimiza eventuais impactos ambientais, além de estar alinhado ao conceito de sustentabilidade. A indústria frigorífica brasileira enxergou no setor um imenso potencial e realmente não há equívocos na estratégia. As graxarias independentes também ocupam um papel importante na produção desses derivados do abate.

O Brasil é um dos grandes produtores de carne do mundo, os demais produtos que derivam do abate tendem a ganhar cada vez mais espaço no mercado local e internacional. A expectativa é que o trabalho capitaneado pela Associação Brasileira de Reciclagem Animal (Abra) resulte na abertura de novos mercados, oferecendo a tendência de exportações cada vez mais representativas.

O setor tem avançado rapidamente nas questões organizacionais, entendendo que uma gestão profissional é imprescindível para se ter longevidade dentro da atividade. As conquistas são múltiplas, em um setor que promove os conceitos mais modernos de ESG.

Não há dúvidas em relação ao potencial da indústria de reciclagem animal em termos de geração de riqueza, ajudando na criação de novos postos de trabalho e na ampliação da renda.

O futuro do setor de reciclagem animal no Brasil será brilhante. A expectativa é de crescimento da produtividade média na pecuária brasileira, com expectativa de avanço dos abates de aves e suínos. O abate de bovinos ainda respeita as flutuações do ciclo pecuário. Mesmo assim, o aumento da produtividade média é gritante. Com uma maior produtividade há um natural aumento da produção de derivados do abate.

A demanda também é expansiva, observando justamente a ampliação da produção de biocombustíveis e da ampliação da produção de rações, tanto para animais comerciais, quanto para pet food.

Dessa forma, o país vai ser um dos atores principais em um segmento que representa tudo que é mais moderno em termos de economia circular.

*Fernando Henrique Iglesias é coordenador do departamento de Análise de Safras & Mercado, com especialidade no setor de carnes (boi, frango e suíno)


Canal Rural não se responsabiliza pelas opiniões e conceitos emitidos nos textos desta sessão, sendo os conteúdos de inteira responsabilidade de seus autores. A empresa se reserva o direito de fazer ajustes no texto para adequação às normas de publicação.



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Grande área do Rio Grande do Sul pode receber até 200 mm de chuva em apenas 24h


A formação de uma nova frente fria associada a um ciclone extratropical em alto mar deve trazer mais um episódio de intensa chuva para o Rio Grande do Sul.

Você quer entender como usar o clima a seu favor? Preparamos um e-book exclusivo para ajudar produtores rurais a se antecipar às mudanças do tempo e planejar melhor suas ações. Com base em previsões meteorológicas confiáveis, ele oferece orientações práticas para proteger sua lavoura e otimizar seus resultados.

De acordo com a Climatempo, o volume mais expressivo deve se concentrar entre a noite de sábado (28) e a madrugada de domingo (29). Veja os detalhes no mapa abaixo:

mapa de chuva RS
Foto: Climatempo

Conforme a imagem, todas as regiões do centro-norte, nordeste e Serra e Vales do Rio Grande do Sul permanecem com risco alto para problemas com acumulados em torno de 100 mm a 200 mm, o que inclui a capital Porto Alegre, onde a situação é especialmente preocupante devido à cota de inundação do Rio Guaíba.

Os episódios de chuva dos últimos dias em território gaúcho mantiveram várias regiões em estado de alerta e até de calamidade pública. Até o momento, 155 municípios foram afetados.

De acordo com a Climatempo, a condição meteorológica neste fim de semana no estado não deve formar grandes tempestades ou temporais clássicos, mas sim a persistência e frequência da chuva, o que pode gerar grandes acumulados em poucas horas.

A Climatempo alerta para alto potencial de deslizamentos de terra, enchentes, inundações e transbordamento entre sábado e dimingo.



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Em Goiás, vazio sanitário de soja começa nesta sexta-feira



A Agência Goiana de Defesa Agropecuária (Agrodefesa) alerta os produtores rurais que o vazio sanitário da soja terá início nesta sexta-feira (27) em todo o estado de Goiás. A medida, que segue até 24 de setembro, proíbe o cultivo e a manutenção de plantas vivas de soja, inclusive as chamadas tigueras, aquelas que nascem espontaneamente após a colheita. Você pode acessar o calendário completo, de todas as regiões do Brasil, por meio deste link.

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O objetivo é conter o avanço da ferrugem asiática, considerada uma das doenças mais severas que atingem a cultura da soja. Causada pelo fungo Phakopsora pachyrhizi, a ferrugem se espalha facilmente pelo vento e, se não for controlada, pode provocar perdas superiores a 70% da produção em áreas gravemente afetadas.

De acordo com o presidente da Agrodefesa, José Ricardo Caixeta Ramos, os 90 dias sem plantas vivas no campo são uma medida fitossanitária essencial para reduzir a presença do fungo nas lavouras e proteger a próxima safra. “O produtor rural goiano sabe que é necessário seguir o calendário fitossanitário e sempre busca cumprir os prazos. É um grande parceiro da defesa agropecuária. Mas é papel da Agrodefesa orientar e reforçar a importância dessas medidas para assegurar a sanidade vegetal no estado”, afirmou.

A importância do vazio sanitário também foi destacada pelo gerente de Sanidade Vegetal da Agrodefesa, Leonardo Macedo, que classifica a medida como consolidada e respaldada pela ciência e pela prática no campo. “O vazio sanitário é uma etapa estratégica no manejo da ferrugem asiática, e seu cumprimento é decisivo para garantir produtividade e competitividade aos produtores goianos”, ressaltou.

O coordenador da Gerência de Sanidade Vegetal da Agrodefesa, Mário Sérgio de Oliveira, reforçou o papel da Agência na educação sanitária. Segundo ele, além da fiscalização, o órgão tem como missão orientar produtores, técnicos e entidades do setor. “Nosso compromisso não é apenas de fiscalização, mas também de apoio técnico ao produtor. A participação ativa do setor produtivo é fundamental para o sucesso das políticas fitossanitárias e para mantermos Goiás como referência nacional na produção de grãos”, declarou.

A soja em Goiás

Goiás ocupa atualmente o posto de terceiro maior produtor de soja do Brasil, atrás apenas de Mato Grosso e Paraná. Segundo o 11º levantamento da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), divulgado em 12 de junho, a estimativa para a safra 2024/2025 no estado é de mais de 20,4 milhões de toneladas, cultivadas em uma área de 4,95 milhões de hectares, com produtividade média de 4,12 toneladas por hectare.

Conforme a Instrução Normativa nº 06/2024 da Agrodefesa, a partir de 25 de setembro já será permitida a presença de plântulas de soja emergidas no campo. A data final para a semeadura é 2 de janeiro de 2026. O cadastro das lavouras no Sistema de Defesa Agropecuária (Sidago) deve ser feito em até 15 dias após o término do calendário de semeadura, ou seja, até 17 de janeiro de 2026.



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BoiTeca integra pecuária com teca e rende R$ 4,70 por real investido


Integrar pecuária com plantio de teca pode ser o caminho para unir rentabilidade e sustentabilidade no campo. Esse é o objetivo do Sistema BoiTeca, lançado pela Embrapa Agrossilvipastoril, em Mato Grosso. Assista ao vídeo abaixo e confira os detalhes deste sistema.

A tecnologia combina a criação de gado com árvores de teca de alto valor comercial, proporcionando retorno de até R$ 4,70 para cada R$ 1 investido, com recuperação do capital em apenas oito anos.

A proposta é plantar linhas de teca no meio do pasto, mantendo a produção de carne enquanto as árvores crescem por cerca de 20 anos até o corte.

Assim, o pecuarista diversifica sua renda sem interromper a atividade principal. A teca, originária da Ásia, tem excelente adaptação ao clima quente do Brasil e mercado garantido, sendo uma aposta segura para o longo prazo.

Produção de carne e madeira na mesma área

O uso da teca em sistemas ILPF foi descrito e detalhado em um capítulo do livro Teca (Tectona grandis) no Brasil. Foto: Maurel Behling/Embrapa AgrossilvipastorilO uso da teca em sistemas ILPF foi descrito e detalhado em um capítulo do livro Teca (Tectona grandis) no Brasil. Foto: Maurel Behling/Embrapa Agrossilvipastoril
O uso da teca em sistemas ILPF foi descrito e detalhado em um capítulo do livro Teca (Tectona grandis) no Brasil. Foto: Maurel Behling/Embrapa Agrossilvipastoril

O sistema começa com o plantio das mudas de teca. Durante os primeiros meses, o gado é retirado da área, permitindo o uso para agricultura, silagem ou feno. Com as árvores firmes, o rebanho retorna ao pasto.

As podas frequentes direcionam o crescimento das árvores, que formam troncos retos e liberam luz para a pastagem.

O sombreamento das árvores aumenta o conforto térmico, favorecendo o ganho de peso, o bem-estar animal e até mesmo a reprodução, conforme estudos da Embrapa. Além disso, o chamado efeito bordadura acelera o crescimento da teca em sistemas integrados.

A tecnologia já atraiu parceiros. A Teak Resources Company (TRC) firmou acordo com a Embrapa e, em um ano, implantou 350 hectares com quatro pecuaristas em Mato Grosso e Pará. A meta é alcançar 12.500 hectares em cinco anos, podendo ultrapassar 15 mil.

O perfil dos produtores que adotam o sistema varia: há desde os mais inovadores até os tradicionais, todos motivados pela chance de intensificar a produção e agregar valor ao negócio.

O sucesso, porém, depende do cumprimento de boas práticas, como espaçamento adequado, podas, controle de formigas, ervas daninhas e prevenção contra incêndios.

Histórico, cuidados e sustentabilidade

O uso da teca em sistemas ILPF foi descrito e detalhado em um capítulo do livro Teca (Tectona grandis) no Brasil. Foto: Maurel Behling/Embrapa Agrossilvipastoril

O modelo BoiTeca tem raízes no início dos anos 2000, com testes de produtores como Arno Schneider e Antônio Passos, este último batizando o sistema com o nome de sua fazenda, Bacaeri.

Hoje, Mato Grosso lidera a produção nacional, com 4 mil hectares em sistema silvipastoril com teca e outros 68 mil hectares em monocultivo, representando 80% da área do país.

No entanto, o pesquisador Maurel Behling alerta que o sucesso depende de tecnologia, manejo e atenção constante à saúde das árvores e dos animais.

Além do retorno financeiro, o BoiTeca contribui para a redução de emissões de gases de efeito estufa, melhora o uso da terra e aumenta a produtividade por hectare.

O sistema favorece a captura de carbono e pode permitir acesso a certificações sustentáveis, como Carne Baixo Carbono (CBC) e Carne Carbono Neutro (CCN).

O BoiTeca também se encaixa nas diretrizes do Programa Nacional de Conversão de Pastagens Degradadas, sendo uma estratégia viável para quem busca sustentabilidade com lucro.

Com apoio técnico e visão de longo prazo, o pecuarista pode transformar seu pasto em floresta de alto valor — sem deixar a boiada de lado.



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maior feira mundial de máquinas agrícolas tem lotação de expositores esgotada



Considerada a maior feira mundial de máquinas agrícolas, a Agritechnica 2025 está com lotação completa, com mais de 2.700 expositores ocupando 23 pavilhões. Com expectativa de receber 430 mil visitantes internacionais, o evento será realizado de 9 a 15 de novembro em Hanover, Alemanha, e estreará o formato “7 Dias, 7 Temas”, com cada dia voltado para um público específico.

Todos os principais fabricantes globais de equipamentos agrícolas já confirmaram presença no evento, ao lado de uma ampla gama de empresas especializadas, fornecedores e uma forte presença de startups. Juntos, esses expositores de mais de 50 países apresentarão soluções para todas as etapas do processo agrícola – desde tratores, preparo do solo e distribuidores até pulverizadores e colheitadeiras.

Sistemas autônomos, robôs de campo e tecnologias digitais avançadas – principais motores da inovação na agricultura de grãos – também estarão em destaque. De acordo com a organização da feira, 65% dos expositores vêm de fora da Alemanha. Ainda assim, o país representa o maior grupo nacional de expositores, seguido por Itália, China, Turquia, Holanda, França e Índia.

O Brasil, como um dos líderes na produção de alimentos no mundo, também estará no evento com uma delegação de mais de 400 visitantes profissionais. Opaís ainda terá dois pavilhões nacionais com apoio da ApexBrasil – do (Sindicato Nacional da Indústria de Componentes para Veículos Automotores (Sindipeças) e da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq) – com aproximadamente 30 empresas exportadoras participantes.

“Os números falam por si, e o retorno confirma isso. A indústria continua alinhando o lançamento de suas inovações com a Agritechnica. Diversas empresas manifestaram forte apoio ao nosso novo conceito ‘7 dias, 7 temas’, que alinha tecnologias e temas específicos a públicos-alvo definidos em cada dia. Isso garante um engajamento mais focado e maior eficiência para todos os envolvidos”, afirma Timo Zipf, gerente de projeto da Agritechnica.  

Agritechnica premia novidades mundiais do setor 

A Agritechnica 2025 apresenta três prêmios com o objetivo de destacar as inovações pioneiras na tecnologia agrícola internacional: o Prêmio de Inovação Agritechnica em ouro e prata; o Troféu Systems & Components – Engineers’ Choice; e o prêmio DLG Agrifuture Concept Winner.

“Os prêmios de Inovação da DLG ressaltam o potencial de visões técnicas e inovações para conciliar produtividade com conservação dos recursos. Todos os anos a competição é bastante acirrada e estar entre os vencedores é realmente um reconhecimento enorme”, ressalta Brena Bäumle, diretora da Bäumle Organização de Feiras, representante oficial da DLG para o Brasil.

Quem deseja concorrer pode se inscrever até o dia 18 de julho pelo site da Agritechnica. Todos os vencedores são escolhidos por um júri independente, divulgados no final de setembro e homenageados durante a Agritechnica 2025.

O “Prêmio de Inovação Agritechnica” da DLG é um dos principais da indústria internacional de máquinas agrícolas. Ele reconhece inovações que transformam fundamentalmente a função de um produto, possibilitam processos totalmente novos ou melhoram significativamente os processos existentes. Assim, o prêmio destaca a importância das máquinas agrícolas modernas para a agricultura e premia um inscrito com a medalha de ouro e outros com medalhas de prata.

Em 2023, a New Holland foi a vencedora da medalha de ouro com a inovadora colheitadeira CR de rotor axial duplo, que promete inaugurar uma era de desempenho superior em colheitadeiras com sistema de fluxo longitudinal.

Já na medalha de prata, em 2023, houve inovações como: o trator Hybrid CVT, da Steyr, que com uma propulsão diesel-elétrica conseguiu incorporar uma série de funções adicionais à tecnologia de tratores; os novos carregadores frontais da Stoll que com a extensão da função telescópica trouxe grandes benefícios para o uso prático; e ainda o sistema 3A da AgXeed que representa um avanço importante na digitalização da agricultura rumo à utilização de robôs de campo autônomos.

Outro prêmio da Agritechnica é o “DLG-Agrifuture Concept Winner”, que traz destaque para conceitos pioneiros e visões para o futuro da tecnologia agrícola.

“A tecnologia agrícola visionária desempenha um papel fundamental para garantir o futuro da produção agrícola no mundo todo. No entanto, nem todas as ideias e conceitos se transformam em um produto finalizado. Condições técnicas ou legais podem limitar seu desenvolvimento até a maturidade de mercado. Mesmo assim, muitos desses conceitos têm potencial para inspirar e incentivar agricultores, engenheiros e pesquisadores a pensar de novas formas. O prêmio ressalta a relevância desse trabalho pioneiro na engenharia agrícola para o futuro da agricultura em cinco a dez anos”, afirma Brena.

Por fim, com o Troféu Systems & Components – Engineers’ Choice, engenheiros de desenvolvimento do setor fornecedor de máquinas agrícolas e tecnologia premiam sistemas e componentes inovadores com conceitos novos ou significativamente melhorados, que podem contribuir de forma relevante para o desenvolvimento e a realização de produtos ou processos novos ou aprimorados.

Agritechnica Hanover 2025 

Data: 9 a 15 de novembro de 2025  

Local: Pavilhão de exposições de Hanover, Messegelände (Alemanha)  

Informações: https://www.agritechnica.com/en/



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AgroNewsPolítica & Agro

Minas Gerais projeta colheita de 238 mil toneladas de ponkan


A safra de tangerina ponkan em Minas Gerais deve atingir 238,6 mil toneladas, segundo estimativa da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado (Emater-MG). A previsão representa um aumento de 3,1% em relação à safra do ano anterior. O pico da colheita ocorre entre os meses de maio e julho.

Minas Gerais é o segundo maior produtor da fruta no país, ficando atrás apenas de São Paulo. A variedade ponkan, a mais cultivada no estado, ocupa uma área de 12,4 mil hectares e é produzida, em sua maioria, por agricultores familiares. Conforme dados da Emater-MG, 6.175 pequenos produtores estão envolvidos na cultura da fruta.

Os municípios de Belo Vale, Campanha e Brumadinho lideram a produção da variedade no estado. Em Belo Vale, principal polo produtor, a expectativa é colher 34,6 mil toneladas em uma área de 2,1 mil hectares. As condições climáticas da região, com temperaturas médias entre 20 °C e 30 °C, favorecem o desenvolvimento da cultura.

Apesar do cenário positivo, a Emater-MG tem reforçado orientações aos produtores sobre a necessidade de prevenção contra o greening, considerada a doença mais severa da citricultura. Causada por uma bactéria, a enfermidade compromete o formato dos frutos, provoca maturação irregular, reduz a produtividade e pode levar à morte das plantas.

“O recomendado é a eliminação imediata dos pés de tangerina diagnosticados com a doença”, alerta a Emater. A contaminação ocorre por meio do psilídeo, inseto vetor que transmite a bactéria ao se alimentar da seiva das plantas. Entre as ações preventivas estão o uso de mudas sadias, viveiros certificados e o controle do inseto transmissor. Também é indicada a erradicação de pomares antigos, que já não produzem, mas podem servir como focos da doença.

Nas áreas onde o greening é identificado, a legislação determina a erradicação das plantas infectadas. O procedimento deve ser acompanhado por técnicos do Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA), órgão estadual responsável pela defesa vegetal.





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PagCorp integra tecnologia à gestão financeira de empresas do agro


Com a crescente demanda por ferramentas que unam agilidade, segurança, transparência e controle, a fintech ACG | PagCorp se destaca como referência ao transformar a maneira como empresas lidam com despesas corporativas, benefícios para colaboradores e campanhas de incentivos. E faz isso tanto na cidade quanto no campo, para negócios de todos os portes.

O PagCorp leva às empresas o controle centralizado das despesas, o monitoramento instantâneo de transações e análise com base nas políticas da empresa, além de eficiência nos processos administrativos e financeiros. Para os colaboradores, elimina a necessidade de uso de dinheiro próprio, oferece agilidade na prestação de contas via aplicativo e WhatsApp, maior autonomia para realizar despesas e a eliminação de burocracias, como elaboração de relatórios de prestação de contas ou armazenamento físico de recibos/notas fiscais.

Recentemente, a fintech passou a oferecer uma ferramenta inteligência artificial (IA) batizada de “Bob”. E com o lançamento de produtos como Benefícios e Premiações, ampliou sua atuação e entrega soluções inovadoras para o agro, um setor exigente, dinâmico e tecnológico.

Inteligência artificial aplicada à governança no agronegócio

Um dos grandes diferenciais da ACG | PagCorp está na aplicação de IA ao sistema. O nome foi escolhido em homenagem ao fundador da empresa, Roberto Josua, e a ferramenta realiza análises detalhadas dos comprovantes de despesas com alto grau de precisão. Consegue interpretar o conteúdo das notas fiscais, identificar itens adquiridos, classificar os gastos por categoria e alertar sobre violações das políticas internas, como a compra de bebidas alcoólicas com o cartão corporativo.

Liliane Josua Czarny (esq.) e Adriana Katalan, da ACG / PagCorp. Foto: divulgação 

Esse recurso representa um salto em governança e eficiência inclusive em empresas do agro, nas quais há grande circulação de valores para o custeio de insumos, transporte, viagens, eventos e operações diversas.

Segundo Liliane Josua Czarny, sócia e co-CEO da ACG | PagCorp, empresas que antes levavam dias para analisar comprovantes hoje concluem o processo em minutos, o que libera os times financeiros para focar em atividades mais estratégicas.

O sistema também evolui com os dados processados e, em breve, trará novos insights automatizados, como indicar oportunidades de economia entre fazendas ou unidades produtivas que adquirem os mesmos insumos com preços diferentes. “Queremos transformar dados brutos em inteligência de negócios”, afirma Dan Josua, diretor de Inovação da empresa.

O cartão corporativo, aliado ao sistema de gestão e app, oferece uma alternativa moderna e de baixo custo para organizar as finanças da operação agropecuária. Permite controlar despesas em tempo real, definir limites por colaborador, aumentar a transparência e identificar oportunidades de economia. Ao eliminar o uso de planilhas, recibos soltos e adiantamentos em dinheiro vivo, o PagCorp reduz o risco de fraudes e traz mais segurança aos produtores rurais, agricultores, pecuaristas, indústrias e empresas do setor agro.

Um bom exemplo vem da ICL, líder global em soluções e produtos inovadores para a agricultura, que utiliza o PagCorp tanto para despesas rotineiras quanto para ações de marketing e eventos, com 600 cartões em operação.

“Com o uso da inteligência artificial Bob, aceleramos a análise das despesas, reforçamos a governança e tornamos a prestação de contas mais ágil e eficiente. Sem o PagCorp, seria necessário um time oito vezes maior para acompanhar o volume de ações e eventos realizados”, afirma Mario Silva Oshiro, gerente de Marketing para a América do Sul.

Uma das funcionalidades do PagCorp mais valorizada pela ICL é a capacidade de personalizar os limites dos cartões com base em um planejamento de ações de marketing. Cada profissional recebe valores provisionados conforme as atividades previstas para seu mês de atuação. A configuração dos cartões é realizada pelo próprio time da ICL dentro do sistema.

Benefícios flexíveis para atrair e reter talentos no agro

Em abril de 2025, a ACG | PagCorp lançou o seu produto de benefícios flexíveis, um cartão com até 12 categorias de uso – como alimentação, mobilidade, cultura, saúde e educação – totalmente em conformidade com o Programa de Alimentação do Trabalhador (PAT).

A solução atende empresas que operam no campo e precisam oferecer pacotes de benefícios competitivos, inclusive em regiões mais afastadas. O cartão funciona em mais de 18 milhões de estabelecimentos Mastercard e pode ser usado fisicamente ou online, com total autonomia para os RHs definirem saldos e categorias.

“As empresas do agro se preocupam em contratar profissionais qualificados e oferecer bons benefícios é uma importante maneira de atração e retenção de talentos. O PagCorp Benefícios atende muito bem a essa demanda”, afirma Liliane Josua.

Premiações para equipes e parceiros

O PagCorp Premiações, outra novidade da ACG | PagCorp, facilita campanhas de incentivo, premiações e gratificações. É um cartão-presente virtual, que pode ser personalizado com a marca da empresa, para premiar o empenho de colaboradores, reconhecer o trabalho eficiente de fornecedores e presentear parceiros. Pode ser enviado por e-mail e usado em qualquer loja, física ou digital.

A solução atende desde cooperativas e fornecedores até grandes grupos agrícolas, que conseguem premiar times e parceiros, com poucos cliques. A personalização dos cartões digitais com a identidade visual da empresa fortalece a marca e profissionaliza a entrega dos prêmios.

Ecossistema digital para empresas do agro

Com essas inovações, a ACG | PagCorp amplia sua atuação no setor e está construindo um ecossistema completo de gestão financeira, com foco em inteligência de dados, segurança e flexibilidade. Com mais de 5 mil organizações na base de clientes, é um dos principais players de gestão de gastos corporativos do país. Atua nesse mercado há 10 anos e tem sua trajetória pautada no pioneirismo de levar ao mercado corporativo as melhores soluções para despesas, premiações e benefícios.

“O PagCorp entrega controle, reduz fraudes e aumenta a produtividade em todo o ciclo de gestão financeira”, finaliza Liliane Josua Czarny.



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AgroNewsPolítica & Agro

Mercado do açúcar fecha com cotações mistas após queda do petróleo


Os contratos futuros de açúcar encerraram a terça-feira (24) com variações mistas nas bolsas internacionais, influenciados pela queda acentuada nos preços do petróleo e da gasolina. A informação é da Agência UDOP de Notícias, especializada no setor de bioenergia.

A retração nos valores do petróleo, que atingiram os menores patamares em uma semana e meia, reduziu a competitividade do etanol no mercado, elevando a expectativa de que mais cana-de-açúcar seja destinada à produção de açúcar. Esse cenário pode aumentar a oferta global do adoçante e intensificar a pressão sobre os preços internacionais.

A queda da commodity se intensificou após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciar um cessar-fogo entre Israel e Irã, o que diminuiu os riscos de interrupções no fornecimento de petróleo no Oriente Médio. A redução das tensões geopolíticas contribuiu para o enfraquecimento dos preços do combustível.

Na bolsa ICE Futures, em Nova York, os contratos de açúcar bruto operaram majoritariamente em baixa. O vencimento para julho de 2025 caiu 27 pontos, sendo negociado a 15,77 centavos de dólar por libra-peso. Já o contrato de outubro de 2025 recuou 21 pontos, cotado a 16,36 centavos. Os demais contratos apresentaram valorização.

Na ICE Europe, em Londres, o movimento também foi misto. O contrato de agosto de 2025 subiu US$ 0,50, encerrando o dia em US$ 468,00 por tonelada. Em contrapartida, o contrato de outubro de 2025 teve queda de US$ 0,90, cotado a US$ 461,80 por tonelada.

No mercado interno, o açúcar cristal apresentou desvalorização. De acordo com o Indicador Cepea/Esalq, da Universidade de São Paulo, a saca de 50 quilos foi negociada a R$ 120,73, com queda de 2,80%.

Já o etanol hidratado teve leve valorização, segundo o Indicador Diário Paulínia, sendo cotado a R$ 2.704,50 por metro cúbico, o que representa alta de 0,07%.





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