segunda-feira, maio 18, 2026

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Onda de frio: saiba quando ela termina



A quarta onda de frio de 2025 trouxe temperaturas de até -10 °C na Serra Catarinense nesta semana, marcando o auge do inverno brasileiro. Apesar da intensidade do frio, a área de alta pressão que provocou geadas em grande parte da região Sul começa a se deslocar para o oceano, reduzindo gradativamente os impactos sobre as lavouras e propriedades rurais.

Você quer entender como usar o clima a seu favor? Preparamos um e-book exclusivo para ajudar produtores rurais a se antecipar às mudanças do tempo e planejar melhor suas ações. Com base em previsões meteorológicas confiáveis, ele oferece orientações práticas para proteger sua lavoura e otimizar seus resultados.

Nesta quinta-feira (3), no entanto, várias cidades gaúchas ainda amanheceram com temperaturas abaixo de zero. Em Dom Pedrito, os termômetros marcaram -1,5°C; em Jaguarão, -1,3°C; e em Bagé, -0,4°C. Para esta sexta-feira, a previsão indica mínimas de 5°C no sul do Rio Grande do Sul, 11°C na cidade de São Paulo e 16°C em Mato Grosso, mantendo o desconforto térmico, especialmente para a pecuária, mas sem previsão de temperaturas negativas.

No Sudeste, o tempo gelado dá lugar a uma leve elevação de temperaturas. Em São Paulo, a sexta-feira (4) deve ter máxima de 21°C, após uma tarde gelada nesta quinta. Em Dourados (MS), a previsão indica mínima de 12°C e máxima de 22°C na sexta-feira, subindo gradualmente para máximas de 24°C no sábado (5) e 25°C no domingo (6).

Na região Norte, as chuvas continuam intensas. Em Belém (PA), são esperados acumulados de até 126 mm nos próximos dias. Mesmo sem El Niño ou La Niña, a neutralidade climática favorece incursões de massas de ar polar, trazendo um inverno com características típicas, diferente dos últimos dois anos, que registraram temperaturas acima da média histórica.

O tempo seco predomina em grande parte do Brasil central, incluindo Centro-Oeste, interior do Sudeste e Sul, o que deve beneficiar regiões que sofreram com excesso de chuvas e solos encharcados no primeiro semestre. Na Serra Catarinense, que registrou os -10 °C nesta semana, a previsão para os próximos dias indica mínimas entre 3 °C e 4 °C e máximas que podem chegar a 14 °C, reduzindo o risco de geadas generalizadas.

Para o litoral do Nordeste, há previsão de chuvas fracas e passageiras, enquanto no restante do país o tempo aberto deve predominar. Segundo a Climatempo, julho tende a registrar volumes de chuva abaixo da média no Sul do Brasil, consolidando um cenário mais seco nos próximos dias.



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SLC Agrícola abre vagas de estágio com imersão em fazendas pelo Brasil



A SLC Agrícola, uma das maiores produtoras de commodities agrícolas do Brasil, está com inscrições abertas para seu programa de estágio. A empresa oferece experiência prática em fazendas localizadas em sete estados brasileiros. As inscrições vão até 21 de julho.

Voltado a estudantes do penúltimo ou último semestre dos cursos de Agronomia, Zootecnia, Medicina Veterinária e Engenharias (Agrícola, Agronômica, de Biossistemas, de Produção, Mecânica e Têxtil), o estágio tem duração de seis meses, com início no segundo semestre de 2025.

Durante o estágio, os participantes atuarão diretamente nas operações da empresa, aplicando conhecimentos adquiridos na universidade em atividades de produção agrícola, manejo de gado, beneficiamento de grãos e fibras, entre outras frentes. O programa inclui ainda uma Trilha de Desenvolvimento exclusiva, vivências práticas e acompanhamento voltado ao crescimento profissional dos estagiários.

Segundo a gerente de Gestão de Pessoas e Comunicação Corporativa da SLC Agrícola, Juliana Vencato, a empresa busca estudantes que desejam aprender na prática.

“Temos vagas para fazendas de vários estados. A SLC Agrícola busca talentos com perfil analítico, pensamento crítico, proatividade, resiliência e boa comunicação. São características que valorizamos na nossa cultura organizacional”, afirma.

Para participar, é necessário estar matriculado regularmente na instituição de ensino e sem pendências para a realização do estágio obrigatório no segundo semestre de 2025. Também é preciso ter disponibilidade para estagiar por seis meses em uma das unidades da empresa e interesse em construir carreira na companhia.

Programa de Estágio SLC Agrícola 2025

  • Inscrições: até 21 de julho
  • Duração: 6 meses (início no segundo semestre de 2025)
  • Local: Fazendas da SLC Agrícola em diferentes estados brasileiros
  • Cursos: Agronomia, Zootecnia, Medicina Veterinária e Engenharias (Agrícola, Agronômica, de Biossistemas, de Produção, Mecânica e Têxtil)
  • Dia 1 dos candidatos: 22 de setembro
  • Inscrição: aqui



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Vendas de tratores sobem 63,2% em um ano, revela Fenabrave



As vendas de tratores tiveram crescimento de 63,2% em maio, frente ao mesmo mês de 2024, somando 4,5 mil unidades. Frente a abril, o número corresponde a um crescimento mais modesto, de 3,5%, segundo levantamento divulgado nesta quinta-feira (3) pela Fenabrave, associação que, além das concessionárias de carros, representa revendedores de equipamentos usados no campo.

No acumulado de janeiro a maio, as vendas de tratores tiveram crescimento de 22,6%, totalizando 18,9 mil unidades.

Segundo o presidente da Fenabrave, Arcelio Junior, o desempenho está sendo puxado por máquinas de menor potência, compradas por produtores de café e arroz, culturas onde os preços favoreceram as margens e, consequentemente, os investimentos.

Nas máquinas de maior cilindrada – usadas, em especial, em lavouras de soja -, o crescimento foi menor, refletindo as taxas de financiamento elevadas e a queda dos preços, explicou o executivo em entrevista coletiva à imprensa.

O balanço da Fenabrave mostra também que 224 colheitadeiras de grãos foram vendidas em maio, o dobro (alta de 109,3%) do número de um ano antes. Em relação a abril, a alta no segmento foi de 143,5%. Nos cinco primeiros meses do ano, as vendas de colheitadeiras, de 1,1 mil unidades, recuaram 1,2% frente ao mesmo período de 2024.

Enquanto as vendas de carros podem ser atualizadas diariamente com base nos licenciamentos de veículos, os números de máquinas agrícolas precisam ser levantados com os fabricantes. Por isso, as estatísticas têm defasagem de um mês em relação ao balanço das vendas de automóveis, divulgado nesta quinta pela Fenabrave com dados já relativos a junho.



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AgroNewsPolítica & Agro

Milho segue parado: Confira


O mercado de milho segue travado no Rio Grande do Sul, com pouca liquidez e expectativa contida, segundo informações da TF Agroeconômica. “As cotações continuam estáveis: R$ 66,00 em Santa Rosa e Ijuí, R$ 67,00 em Não-Me-Toque, R$ 68,00 em Marau e Gaurama, R$ 69,00 em Seberi e R$ 70,00 em Arroio do Meio, Lajeado e Montenegro. As pedidas dos vendedores para agosto variam entre R$ 66,00 e R$ 70,00, enquanto os compradores seguem ausentes, sem estímulos para atuar”, comenta.

Em Santa Catarina, segue o mercado parado e com descompasso nos preços. “No Planalto Norte, as pedidas seguem firmes em R$ 82,00/saca, enquanto as ofertas não passam de R$ 79,00. Em Campos Novos, o descompasso é ainda mais acentuado, com pedidos entre R$ 83,00 e R$ 85,00, frente a ofertas CIF de até R$ 80,00. A média estadual segue em R$ 71,00, mas há grande variação: R$ 72,70 em Joaçaba, R$ 77,13 em Chapecó, R$ 62,00 em Palma Sola (Coopertradição) e R$ 66,00 em Rio do Sul (Cravil)”, completa.

O mercado paranaense continua travado. “A firmeza dos produtores nas pedidas e a postura cautelosa dos compradores seguem dificultando os avanços. Nos Campos Gerais, o milho disponível é ofertado a R$ 76,00/saca FOB, com registros pontuais a R$ 80,00, enquanto as ofertas CIF para junho seguem em R$ 73,00, voltadas à indústria de rações”, indica a consultoria.

Movimento lento e pressão de custos no Mato Grosso do Sul. “O mercado de milho em Mato Grosso do Sul continua com baixa liquidez, marcado por negociações esporádicas e pouca disposição entre as partes. As referências mais recentes indicam quedas, com preços em torno de R$ 48,00 em Dourados, R$ 49,00 em Campo Grande, R$ 48,00 em Maracaju, R$ 50,00 em Sidrolândia e R$ 47,00 em Chapadão do Sul, que tenta se reerguer após perdas mais severas nas semanas anteriores”, conclui.

 





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Bahia acelera na pecuária: gado jovem já é 60% dos abates


A pecuária baiana está passando por uma transformação que chama atenção de todo o Brasil. O estado já é o sétimo maior rebanho bovino do país e viu a presença de animais jovens nos frigoríficos saltar para 60% dos abates. Um reflexo direto de investimentos em nutrição, genética, bem-estar animal e estratégias de engorda intensiva. Assista ao vídeo abaixo e confira.

Durante o programa Giro do Boi, os entrevistados José Roberto Bischofe Filho, diretor executivo da Captar Agrobusiness, e Ivon de Almeida, gerente de negócios da Friboi na Bahia, explicaram como o estado está se tornando um novo polo da pecuária de precisão no Nordeste.

O número impressiona: entre 50% e 60% do gado abatido na Friboi de Itapetinga já é composto por animais jovens, reflexo da evolução do rebanho baiano.

O gado jovem entrega carne de melhor qualidade, com mais maciez e melhor acabamento de carcaça, características fundamentais para atender mercados exigentes, inclusive o internacional.

Confinamento cresce e movimenta economia

Bovinos meio-sangue Angus em área de curral. Foto: Divulgação/Friboi Itapetinga (BA)
Bovinos meio-sangue Angus em área de curral. Foto: Divulgação/Friboi Itapetinga (BA)
Bovinos meio-sangue Angus em área de curral. Foto: Divulgação/Friboi Itapetinga (BA)

A Captar Agrobusiness, localizada em Luís Eduardo Magalhães, é o maior confinamento do Nordeste. A empresa tem capacidade estática para 65 mil animais, realizando até dois giros e meio por ano.

A expectativa de abate em 2024 é de 130 mil cabeças, com planos de chegar a 200 mil em breve. A produção atende dois mercados:

  • Mercado interno: gado jovem para a unidade da Friboi em Itapetinga;
  • Exportação: parte dos animais vai para outras plantas, como em Itaberaí (MG).

Com cerca de 95% da carne voltada para exportação, a Captar já é referência em rastreabilidade total, rastreando 100% dos seus animais — algo que será obrigatório em todo o país até 2032.

Pequenos produtores no radar da pecuária moderna

Bovinos meio-sangue Angus em área de curral. Foto: Divulgação/Friboi Itapetinga (BA)Bovinos meio-sangue Angus em área de curral. Foto: Divulgação/Friboi Itapetinga (BA)
Bovinos meio-sangue Angus em área de curral. Foto: Divulgação/Friboi Itapetinga (BA)

Mesmo com o crescimento das grandes estruturas, a Bahia ainda é formada por pequenos pecuaristas. Dados da Secretaria de Defesa Agropecuária mostram que mais de 90% das fazendas têm até 100 cabeças de gado.

Esses produtores enfrentam desafios para atingir o padrão de qualidade exigido pelo mercado. É nesse ponto que entra a parceria com confinamentos, como a Captar. O modelo permite ao pequeno pecuarista engordar melhor seus animais e acessar mercados mais valorizados.

Além disso, programas de rastreabilidade e plataformas como o Pecuarista Transparente (PPT), da JBS, vêm ajudando esses produtores a se adequarem às exigências ambientais e comerciais.

A rastreabilidade não é apenas uma exigência de mercado, mas também uma ferramenta de transparência e sustentabilidade.

Oeste baiano: integração e tecnologia no campo

Vista aréa do confinamento de bovinos de corte da Captar Agrobusiness em Luis Eduardo Magalhães (BA). Foto: Divulgação/Captar AgrobusinessVista aréa do confinamento de bovinos de corte da Captar Agrobusiness em Luis Eduardo Magalhães (BA). Foto: Divulgação/Captar Agrobusiness
Vista aréa do confinamento de bovinos de corte da Captar Agrobusiness em Luis Eduardo Magalhães (BA). Foto: Divulgação/Captar Agrobusiness

O Oeste da Bahia é hoje um dos maiores exemplos da força do agro nacional. A região aposta na integração lavoura-pecuária, que acelera o ganho de peso e reduz o tempo de abate, resultando em animais mais jovens, produtivos e bem acabados.

Segundo José Roberto, grandes indústrias estão se instalando na região para processar grãos e produzir insumos como o DDG, subproduto essencial na nutrição de confinamento. A irrigação em 330 mil hectares também contribui para a estabilidade e expansão da pecuária local.

Essa estrutura tem despertado o interesse de grandes empresas e investidores, consolidando a Bahia como um estado estratégico para o futuro da produção de carne bovina no Brasil.

Vista aréa do confinamento de bovinos de corte da Captar Agrobusiness em Luis Eduardo Magalhães (BA). Foto: Divulgação/Captar AgrobusinessVista aréa do confinamento de bovinos de corte da Captar Agrobusiness em Luis Eduardo Magalhães (BA). Foto: Divulgação/Captar Agrobusiness
Vista aréa do confinamento de bovinos de corte da Captar Agrobusiness em Luis Eduardo Magalhães (BA). Foto: Divulgação/Captar Agrobusiness

O plano da Captar para os próximos anos é ambicioso: dobrar sua capacidade estática para 130 mil animais até 2030. O objetivo é operar com um modelo integrado ao estilo americano, conectando produção, transporte e abate de forma coordenada.

Essa expansão vai gerar empregos, impulsionar a economia regional e colocar a Bahia como referência em confinamento sustentável, rastreável e competitivo.

Para Ivon de Almeida, da Friboi, e José Roberto, da Captar, o caminho está claro: colaboração entre indústria e campo, apoio ao pequeno pecuarista e foco na qualidade. É assim que a carne baiana vai continuar conquistando espaço no Brasil e no exterior.



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Brasil assume Mercosul com proposta de mais integração regional


Ampliação comercial, promoção da transição energética, desenvolvimento tecnológico, combate ao crime organizado e enfrentamento das desigualdades sociais. Essas são as cinco prioridades para a próxima presidência do Mercosul, que será exercida pelo Brasil no segundo semestre deste ano.

As pautas foram apresentadas pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, nesta quinta-feira (3), durante a 66ª Cúpula do Mercosul, em Buenos Aires, na Argentina, quando recebeu a coordenação do bloco sul-americano do presidente argentino, Javier Milei.

O encontro reúne os líderes dos países-membros Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai, além da Bolívia, que está em processo de adesão, e países associados, para discutir temas prioritários do bloco.

A presidência brasileira também buscará o fortalecimento da Tarifa Externa Comum (TEC), a incorporação dos setores automotivo e açucareiro ao regime comercial do bloco, além do fortalecimento dos mecanismos de financiamento de infraestrutura e desenvolvimento regional.

presidentes do Mercosul. Ricardo Stuckert/PRpresidentes do Mercosul. Ricardo Stuckert/PR
Ricardo Stuckert/PR

Em seu discurso, o presidente brasileiro defendeu a modernização do sistema de pagamento em moedas locais para facilitar as transações digitais.

Para Lula, o Mercosul é um refúgio para os países da região, diante de um mundo “instável e ameaçador”.

“Ao longo de mais de três décadas, erguemos uma casa com bases sólidas, capaz de resistir à força das intempéries. Conseguimos criar uma rede de acordos que se estendeu aos Estados associados. Toda a América do Sul se tornou uma área de livre comércio, baseada em regras claras e equilibradas”, afirmou.

“Estar no Mercosul nos protege. Nossa Tarifa Externa Comum nos blinda contra guerras comerciais alheias. Nossa robustez institucional nos credencia perante o mundo como parceiros confiáveis. Enfrentaremos o desafio de resguardar nosso espaço de autonomia em um contexto cada vez mais polarizado”, acrescentou.

Entre os acordos firmados durante a presidência da Argentina no Mercosul, entretanto, está a flexibilização dos produtos que podem ficar fora da tarifa comum do bloco. A nova exceção amplia em 50 o número de códigos tarifários de produtos que poderão ter a cobrança de TEC flexibilizada, de acordo com a conveniência de cada país.

A TEC é uma tarifa unificada adotada pelo Mercosul sobre produtos importados de outros mercados, uma forma de estimular e promover o comércio entre os países do bloco. Está em vigor desde os primeiros anos de criação do bloco, em meados dos anos 1990. A aprovação representa uma concessão do governo brasileiro a um pedido da Argentina e melhora a capacidade de reação do Mercosul a distorções comerciais criadas por barreiras ou por práticas não autorizadas pela Organização Mundial do Comércio (OMC).



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‘Plano Safra está longe de atender às necessidades do setor’, afirma presidente da Aprosoja Brasil



O Plano Safra 2025/2026, anunciado pelo governo federal na terça-feira (1º), será lembrado como o mais caro da história para o setor do agro. A avaliação é da Associação Brasileira dos Produtores de Soja (Aprosoja Brasil), que, por meio de seu presidente, criticou duramente o aumento das taxas de juros e o corte de recursos estratégicos, como os destinados à equalização de taxas e à subvenção do Seguro Rural.

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As taxas de juros subiram. No custeio para produtores médios (Pronamp), os juros passaram de 8% para 10% ao ano. Para os grandes produtores, a taxa subiu de 12% para 14%. Já nos financiamentos para investimentos, os produtores médios enfrentarão taxas entre 8,5% e 12,5%, enquanto os demais terão juros de até 13,5% ao ano.

Outro ponto sensível, segundo a Aprosoja, foi a redução no apoio do governo para equalizar os juros – recurso que cobre a diferença entre os juros de mercado e as taxas subsidiadas pelo plano. O valor destinado caiu 32%, de R$ 5,6 bilhões no ciclo anterior para R$ 3,9 bilhões. Com a taxa Selic em 15%, o Brasil passa a ter um dos financiamentos agrícolas mais caros do mundo.

Além disso, o Seguro Rural, que protege produtores de perdas causadas por eventos climáticos e outros fatores imprevisíveis, também foi alvo de cortes. Do orçamento de R$ 1,06 bilhão aprovado para 2025, o governo bloqueou R$ 445 milhões, uma redução de 42%.

Para Maurício Buffon, presidente da Aprosoja Brasil, o novo Plano Safra está longe de atender às necessidades do setor. “Nunca se viu um Plano Safra tão aquém do que o setor esperava”, afirmou. “Parte dos produtores está endividada, outros no limite. E uma das ferramentas que poderia socorrer o setor, o Seguro Rural, teve seus recursos drasticamente reduzidos.”

Buffon alerta ainda que os cortes nos recursos para investimento terão efeitos em cadeia. “Menos investimentos significam menor produtividade e, consequentemente, menos alimentos nos supermercados. A conta que hoje está com o produtor, amanhã será paga pela população, com inflação nos alimentos.”

Segundo ele, o atual cenário é reflexo direto da política econômica do governo. “Com a falta de uma política fiscal ajustada à realidade do país, chegamos a esta Selic de 15%, o que compromete os recursos e sua aplicação eficiente para apoiar a agropecuária. Infelizmente, o agricultor está colhendo o que o governo plantou.”



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AgroNewsPolítica & Agro

Trigo segue pressionado no Sul: mercado lateralizado


O mercado de trigo no Sul do Brasil continua apresentando pouca movimentação, com queda nos preços e retração nas compras. Segundo informações da TF Agroeconômica, os registros do CEPEA apontam recuo nos valores da safra velha tanto no Rio Grande do Sul quanto no Paraná — algo incomum para esta época do ano. A pressão vem da baixa demanda, da valorização do real frente ao dólar, da queda nos preços do trigo argentino e do aumento dos estoques, o que reduz a margem dos moinhos.

No Rio Grande do Sul, o plantio da safra 2025 segue lento, estagnado em aproximadamente 40% da área estimada, que não deve ultrapassar 1 milhão de hectares. As chuvas frequentes continuam dificultando o avanço dos trabalhos. No mercado internacional, o preço de exportação do trigo tipo BRL 12% recuou para US\$ 226, equivalendo a R\$ 1.277,00 com o câmbio atual, mas os moinhos seguem fora das negociações. Já no mercado interno, o preço da saca em Panambi se manteve em R\$ 70,00.

Em Santa Catarina, o ritmo de moagem e compras segue fraco, apesar da boa oferta, especialmente de trigo gaúcho. Os preços da safra velha variaram entre R\$ 1.330 e R\$ 1.500 por tonelada, conforme o tipo e a origem do produto. Segundo um moinho local, há cautela na reposição dos estoques. Para a safra nova, não há ofertas no momento, e os sementeiros relatam uma queda de 20% nas vendas de sementes em relação ao ano anterior. A Conab projeta uma redução de 6,3% na produção estadual, apesar de uma ligeira expansão da área plantada.

Os preços pagos ao produtor catarinense seguem praticamente estáveis, com valores oscilando entre R\$ 76,00 e R\$ 79,00 por saca nas principais praças. Canoinhas registrou R\$ 78,00, Joaçaba manteve-se em R\$ 76,00, e Xanxerê teve recuo de R\$ 1,00, fechando em R\$ 79,00. O cenário é de cautela, com expectativa por melhoria nas condições climáticas e por uma retomada da demanda nas próximas semanas.

 





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Bebedouro vira bloco de gelo e preocupa criadores no Sul



Um registro impactante foi enviado à nossa produção por um telespectador do Canal Rural e mostra como a geada tem afetado a rotina no campo. O vídeo exibe um bebedouro completamente congelado, impedindo que os bezerros tenham acesso à água.

A gravação foi feita no interior do Rio Grande do Sul, estado que tem enfrentado temperaturas negativas nos últimos dias. O episódio serve como alerta para pecuaristas redobrarem os cuidados com os bebedouros e fontes de água durante o inverno rigoroso.





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governo prepara novo modelo e pode torná-lo obrigatório para crédito subsidiado, diz Fávaro



O ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, afirmou que o governo prepara mudanças no seguro rural brasileiro, que podem incluir a obrigatoriedade de contratação para produtores que acessarem crédito subsidiado. A declaração foi feita durante entrevista a emissoras de rádio no programa Bom Dia, Ministro, nesta quinta-feira (3).

Fávaro disse que o seguro rural atual precisa de adaptações para funcionar de forma mais eficiente e evitar o endividamento de produtores afetados por problemas climáticos, como secas e enchentes que afetaram a severamente os produtores do Rio Grande do Sul.

“Se o seguro rural funcionasse direito, não teria esse endividamento. O seguro cobriria os prejuízos”, disse.

Atualmente, o governo federal destina cerca de R$ 1 bilhão por ano para subsidiar apólices, valor semelhante ao destinado em anos anteriores. No entanto, o ministro defendeu que não basta ampliar recursos, mas discutir a universalização do seguro, nos moldes de outros setores. “Quem acessa crédito subsidiado pelo governo tem que fazer seguro. É como um carro financiado, que sai com seguro para cobrir eventual sinistro ou roubo”, afirmou.

Entre as mudanças previstas está a implementação do chamado seguro paramétrico, que cobre riscos específicos em períodos determinados, como secas ou geadas que atinjam culturas em datas críticas do ciclo produtivo. Segundo Fávaro, esse modelo torna o seguro mais barato e eficaz para os produtores.

Os estudos técnicos para viabilizar o novo modelo devem ser concluídos pelo Ministério da Agricultura em até 20 dias. A expectativa é que as propostas estejam prontas para implementação antes do plantio da safra de verão, entre agosto e setembro. “Queremos um seguro mais eficiente e tranquilizador para o produtor”, destacou.

Fávaro ressaltou ainda que o tema está em discussão no Congresso Nacional. Um projeto de lei que muda a legislação do seguro rural já foi aprovado no Senado e aguarda votação na Câmara dos Deputados. O objetivo é permitir a exigência de seguro junto com o crédito, sem configurar venda casada, mas como ações complementares para a segurança da produção agrícola.


Opções de título

  1. Governo prepara novo modelo de seguro rural e quer torná-lo obrigatório para crédito agrícola
  2. Seguro rural deve mudar e pode ser exigido junto a financiamentos, diz Fávaro
  3. Fávaro anuncia mudanças no seguro rural para reduzir endividamento no agro

Opções de linha fina

  1. Ministério planeja seguro paramétrico e estuda obrigatoriedade para produtores que acessarem crédito subsidiado
  2. Ideia é criar modelo mais eficiente e ampliar a cobertura contra riscos climáticos no campo
  3. Proposta depende de aprovação no Congresso e deve ser implementada antes da safra de verão

Caso deseje, posso adaptar o texto para notícia para rádio, reels ou legenda para Instagram em sua próxima etapa de produção hoje.



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