No mercado da soja, o Rio Grande do Sul enfrenta desafios na comercialização e na armazenagem, segundo informações da TF Agroeconômica. “A precificação mudou para o julho, e os preços foram R$ 137,00 para 30/07 (entregas de 15/07 a 30/07). Melhores preços estão para o agosto, que marcou R$ 140,00 entrega agosto cheio e pagamento em 29/08. No interior os preços de fábricas seguiram o balizamento de cada praça. R$ 130,00 Cruz Alta – Pgto. 15/08 – para fábrica R$ 130,00 Passo Fundo – Pgto. agosto R$ 130,00 Ijuí – Pgto. 15/08 – para fábrica R$ 130,00 Santa Rosa / São Luiz – Pgto. 15/08 Preços de pedra em Panambi caíram para R$ 119,00 a saca ao produtor”, comenta.
Enquanto isso, Santa Catarina projeta atenção à armazenagem e comercialização da soja. “O vazio sanitário da soja, organizado pela Cidasc, impõe restrições de plantio e exige coordenação para alinhar produção e armazenagem de modo eficiente. No porto de São Francisco, a saca de soja é cotada a R$ 135,04 (+0,36%)”, completa.
O Paraná mantém atenção ao mercado e à armazenagem da soja. “Em Paranaguá, o preço chegou R$ 135,57 (+0,60%). Em Cascavel, o preço foi 119,62 (-0,60%). Em Maringá, o preço foi de R$ 121,23 (+0,01%). Em Ponta Grossa o preço foi a R$ 123,55 (-0,24%) por saca FOB, Pato Branco o preço foi R$134,56. No balcão, os preços em Ponta Grossa ficaram em R$ 118,00”, indica.
Mato Grosso do Sul prioriza logística e armazenagem após a safra de soja. “A prioridade de muitos produtores neste momento recai sobre a colheita da segunda safra de milho, o que influencia o ritmo de negociação da soja no estado. Em Dourados, o spot da soja ficou em R$ 119,92 (+1,31%), Campo Grande em R$ 119,92 (+1,31%), Maracaju em R$ 119,92, Chapadão do Sul a R$ 108,69, Sidrolândia a em R$ 119,92”, informa.
Armazenagem e logística concentram atenções no Mato Grosso do Sul após colheita da
soja. “Campo Verde: R$ 113,90 (-1,15%). Lucas do Rio Verde: R$ 110,34, Nova Mutum: R$ 110,34 (+0,72%). Primavera do Leste: R$ 113,90 (-1,15%). Rondonópolis: R$ 113,90 (-1,15%). Sorriso: R$ 110,34 (+0,72%)”, conclui.

O mercado físico do boi gordo segue com preços predominantemente estáveis. Conforme registrado nesta quinta-feira (3), a oferta de animais terminados em confinamento deve seguir firme ao longo de julho, o que colabora para que as escalas de abate sigam confortáveis nas principais praças de comercialização. A presença de animais provenientes de parcerias e confinamentos próprios reforça esse cenário de abastecimento controlado.
A demanda, por outro lado, ainda encontra nas exportações sua principal variável. Segundo o analista da consultoria Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, o desempenho das vendas externas será determinante para definir o rumo do mercado no curto prazo.
No mercado atacadista, os preços da carne bovina registraram queda em alguns cortes. A entrada da primeira quinzena do mês, com o pagamento dos salários, pode favorecer alguma recuperação no curto prazo, estimulando a reposição entre atacado e varejo. Apesar disso, a carne de frango segue ganhando espaço no consumo das famílias brasileiras, impulsionada pela sua maior competitividade frente às demais proteínas.
O dólar comercial fechou em leve baixa de 0,26%, cotado a R$ 5,4040 para venda e R$ 5,4020 para compra. A moeda norte-americana oscilou entre R$ 5,4035 (mínima) e R$ 5,4473 (máxima) ao longo do dia.

O mercado de soja registrou pouca oscilação nas cotações nesta quinta-feira. Houve melhora na movimentação portuária, enquanto, no interior, alguns lotes chegaram a ser negociados, mas o spread ainda permanece elevado, segundo análise do consultor da Safras & Mercado, Rafael Silveira.
“O produtor segue conseguindo reter a soja, atuando mais fortemente com o milho, o que pressiona o basis local. Com isso, a soja na origem está acima da paridade, deixando a indústria bastante pressionada, tendo de pagar caro pela matéria-prima”, explica Silveira.
Confira o comportamento dos preços no mercado brasileiro de soja
Na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT), os contratos futuros da soja encerraram a quinta-feira em alta, registrando a quinta sessão consecutiva de valorização. A movimentação foi impulsionada por compras de barganha e pelo posicionamento dos investidores diante do feriado do Dia da Independência dos Estados Unidos nesta sexta-feira (4), quando o mercado estará fechado.
A demanda aquecida pelo produto norte-americano também deu suporte às cotações, apesar da valorização do dólar, que limitou os ganhos. Na semana, o contrato para agosto/25 acumulou alta de 2,15%.
As exportações líquidas de soja dos EUA para a temporada 2024/25, iniciada em 1º de setembro, totalizaram 462.400 toneladas na semana encerrada em 26 de junho. Destinos desconhecidos lideraram os embarques com 190.500 toneladas. Para a temporada 2025/26, foram 239.000 toneladas, dentro das expectativas dos analistas, que previam entre 400 mil e 900 mil toneladas somando as duas safras.
As exportações de soja dos EUA em maio de 2025 totalizaram 1,595 milhão de toneladas, queda em relação aos 2,179 milhões registrados em abril. Em maio de 2024, o volume foi de 1,410 milhão de toneladas.
Exportadores privados norte-americanos comunicaram ao USDA a venda de 226.000 toneladas de soja para destinos desconhecidos, com entrega na temporada 2024/25. Também foi relatada a venda de 195.000 toneladas de farelo de soja, sendo 45.000 para 2024/25 e 150.000 para 2025/26.
No fechamento em Chicago, os contratos da soja em grão com entrega em agosto subiram 2,00 centavos, ou 0,18%, para US$ 10,55 1/2 por bushel. A posição novembro avançou 1,25 centavo (0,11%) e fechou em US$ 10,49 1/4 por bushel.
Entre os derivados, o contrato de farelo para dezembro fechou com alta de US$ 1,40 (0,48%), cotado a US$ 292,20 por tonelada. Já o óleo com vencimento em dezembro encerrou a 54,67 centavos de dólar por libra-peso, com avanço de 0,40 centavo (0,72%).
O dólar comercial terminou o dia em baixa de 0,26%, cotado a R$ 5,4040 para venda e R$ 5,4020 para compra. A moeda oscilou entre R$ 5,4035 (mínima) e R$ 5,4473 (máxima) ao longo da sessão.
A palavra de ordem na pecuária moderna é resultado. E foi exatamente isso que o pecuarista José Irineu Antônio mostrou ao Brasil com uma boiada Nelore jovem, mas de desempenho de gente grande. Assista ao vídeo abaixo e confira essa história em detalhes.
Os animais chegaram a impressionantes 21,6 arrobas com apenas 0 e 2 dentes, revelando precocidade, ganho de peso e acabamento de dar orgulho.
Apresentada no quadro Giro pelo Brasil, do programa Giro do Boi, a história da Fazenda São Roque, em Porto Murtinho (MS), chamou a atenção de especialistas e produtores.
O gado, que parecia ainda novinho, alcançou média de 324 kg de carcaça em um sistema de terminação intensiva a pasto. Resultado? Qualidade na carne e produtividade no cocho!
A boiada foi finalizada com um manejo inteligente: pasto à vontade e grão inteiro como suplemento. Foram apenas 96 dias de trato após a desmama, o que demonstra a eficiência do modelo escolhido.
Segundo o consultor da Friboi em Bela Vista (MS), Valdir Donizete Peromingo, que levou a história ao quadro, “é um gado de carcaça muito boa, com acabamento de gordura no ponto certo e um padrão que impressiona”.
Essa é uma estratégia cada vez mais adotada por pecuaristas que querem reduzir o tempo de engorda sem abrir mão da qualidade, aproveitando o potencial genético dos animais e a oferta de pastagem.

A escolha de animais Nelore bem selecionados, com foco em precocidade, foi fundamental para esse resultado. A presença de bovinos com apenas 0 e 2 dentes, atingindo peso de abate expressivo, é sinal de um rebanho bem manejado desde a fase inicial.
O gerente da fazenda, seu Divino, também foi peça-chave no processo. Com acompanhamento de perto, manejo criterioso e nutrição balanceada, o time da Fazenda São Roque mostrou como é possível entregar resultado com responsabilidade e técnica.
Além de boa conversão alimentar, os animais apresentaram acabamento de gordura ideal para atender aos frigoríficos e ao consumidor exigente. Isso garante maior valor agregado e abre espaço para bonificações por qualidade.
Com carcaças padronizadas e bem acabadas, o lote se destaca em um mercado cada vez mais competitivo. E mais: o sistema de terminação no pasto reduz custos, melhora o bem-estar animal e aumenta a margem de lucro.
Casos como esse reforçam o que muitos já sabem, mas ainda poucos fazem: investir em genética, manejo e nutrição é o caminho mais curto para o sucesso. E isso não depende de megaestruturas – depende de organização, olho clínico e persistência.
Como bem mostrou o pecuarista José Irineu, dá pra produzir carne de qualidade, com eficiência e responsabilidade, aproveitando o que o campo tem de melhor. E no final das contas, é a boiada que conta a história.

#PROGRAMA #14
No episódio #14 do Porteira Aberta Empreender, você vai descobrir como o turismo rural pode gerar renda extra, valorizar tradições e fortalecer a comunidade.
Conheça histórias inspiradoras no Vale do Ribeira, interior de São Paulo, e veja dicas práticas sobre planejamento, legalização e marketing digital — tudo com o apoio do Sebrae, que há 53 anos impulsiona o empreendedorismo no Brasil.
Acesse aqui e assista ao programa Porteira Aberta Empreender e conte pra gente: você já pensou em investir no turismo rural?
#
#PROGRAMA #13
No episódio #13 do Porteira Aberta Empreender, vamos conhecer histórias inspiradoras de quem avançou graças à formalização.
Você vai descobrir o que são e para que servem o CAF (Cadastro da Agricultura Familiar), o MEI (Microempreendedor Individual) e o CNPJ Rural — e como cada um pode ser o ideal para seu negócio.
Com a formalização, o produtor rural conquista crédito, apoio e mercado. Porque no campo, formalizar é abrir as porteiras do crescimento com estrutura, segurança jurídica e novas oportunidades. Quer saber mais?
Acesse aqui e assista ao Porteira Aberta Empreender #13
#
#PROGRAMA #12
Neste episódio do Porteira Aberta Empreender, vamos falar sobre a importância de ter um portfólio, um cartão de visitas e uma apresentação estratégica.
Ao combinar esses três elementos, você constrói uma identidade profissional forte, transmite confiança e aumenta suas chances de conquistar novos clientes. Quer saber mais?
Assista agora ao Porteira Aberta Empreender!
#PROGRAMA #12
#
#PROGRAMA #11
Neste episódio do Porteira Aberta Empreender, vamos falar sobre a importância de participar de feiras e eventos, como a WTN e a Anuga, com exemplos de quem já esteve lá.
Vamos acompanhar dicas estratégicas de especialistas do Sebrae.
Entre os destaques estão:
Quer saber mais?
Assista agora ao Porteira Aberta Empreender e dê o primeiro passo para transformar seu negócio
#PROGRAMA #10
Neste episódio do Porteira Aberta Empreender, vamos explorar o tema gestão de negócios para os micro e pequenos produtores rurais.
Descubra estratégias para agregar valor à sua propriedade, otimizar suas finanças e aproveitar as melhores oportunidades do mercado com Victor Rodrigues Ferreira, analista de competitividade do Sebrae Nacional.
Entre os destaques estão:
Quer saber mais?
Assista agora ao Porteira Aberta Empreender e dê o primeiro passo para transformar seu negócio!
#
#PROGRAMA #9
Você sabia que ter um selo pode aumentar a rentabilidade da sua produção rural?
Os selos agregam valor ao produto, abrem portas para novos mercados e fortalecem a confiança do consumidor.
Quer saber como conquistar o seu certificado?
Então aperte o play e assista ao programa Porteira Aberta Empreender. A hora é de potencializar os resultados do seu negócio.
#
#PROGRAMA #8
Nesta edição do Porteira Aberta Empreender, você vai descobrir:
Quer saber mais?
Então aperte o play e assista ao programa.
#PROGRAMA #7
Neste episódio do Porteira Aberta Empreender, você vai acompanhar histórias de produtoras rurais que conquistaram novos mercados, mostrando a força e a determinação feminina no agro.
Juliana Almeida, diretora de Administração e Finanças do Sebrae Alagoas, compartilha orientações essenciais sobre gestão de negócios rurais liderados por mulheres.
Além disso, oferece dicas valiosas que podem ajudar pequenas produtoras a prosperarem em seus empreendimentos.
Então, aperte o play e assista ao programa.
#
#PROGRAMA #6
Nesta edição, você vai conhecer histórias de mulheres que com muita disciplina, planejamento e qualificação conseguiram inovar o negócio no campo e o Sebrae foi um alicerce para as conquistas.
Um dos assuntos abordados no programa Porteira Aberta Empreender, foi sobre o Sebrae/Delas com a participação de Renata Malheiros, que é gestora nacional do Sebrae/Delas e especialista em empreendedorismo feminino. Você também vai conhecer a história de uma produtora de uva no Paraná, que conquistou o primeiro lugar no prêmio nacional do ‘Sebrae Mulheres de Negócios’
Então, aperte o play e descubra! ▶️✨
#PROGRAMA #5
Que tal investir em conhecimento e expandir seu negócio no mercado? O nesta edição do Porteira Aberta Empreender, vamos falar sobre capacitação. A qualificação abre portas para novas oportunidades, melhora a gestão, ajuda no planejamento e, claro, na rentabilidade do seu empreendimento rural. No campo, isso se traduz em mais eficiência, inovação e produtividade. Então, aperte o play e descubra como dar o próximo passo rumo ao sucesso!
#PROGRAMA #4
Nesta edição do Porteira Aberta Empreender, você vai conhecer algumas formas de exportação para pequenos produtores rurais. A exemplo do Fairtrade (Comércio Justo, em português) e das Trading Companies (Empresas Comerciais Exportadoras, em português). Quer saber mais sobre como transformar o seu negócio? Então, aperte o play e descubra! ▶️✨
#PROGRAMA #3
Nesta edição do Porteira Aberta Empreender, vamos mostrar como solicitar financiamento de forma simples e eficiente, de acordo com a sua necessidade.
Você também vai conhecer o Fundo de Aval às Micro e Pequenas Empresas (FAMP), uma solução que pode destravar o crédito para quem aposta na agroindústria e quer expandir seus negócios.
O programa Porteira Aberta Empreender é uma produção do Canal Rural em parceria com o Sebrae, e é o lugar certo para você descobrir produtos, serviços e inovações que vão fortalecer seu o empreendedorismo no campo.
#3
Neste programa do Porteira Aberta Empreender, descubra como as Indicações Geográficas (IGs) podem contribuir para a valorização dos produtos e serviços rurais, destacar qualidades e fortalecer as tradições regionais.
Hulda Giesbrecht, coordenadora de Tecnologias Portadoras do Futuro do Sebrae, explica: “A IG protege os ativos de um território, como sua história, saberes e fatores naturais.”
Acompanhe histórias inspiradoras, exemplos de sucesso e dicas práticas para compreender o impacto desse reconhecimento no mercado. Acesse, AQUI
O programa Porteira Aberta Empreender é uma produção do Canal Rural em parceria com o Sebrae, e é o lugar certo para você descobrir produtos, serviços e inovações que vão fortalecer seu o empreendedorismo no campo.
#
No primeiro episódio do Porteira Aberta Empreender, descubra como acessar crédito de forma responsável e estratégica para transformar o seu negócio rural. Confira:
PROGRAMA #1 | Tema: Crédito Consciente

A sexta-feira (4) marca o fim da quarta onda de frio de 2025 no Brasil, mas as temperaturas seguem baixas no Centro-Sul. Enquanto isso, as condições de chuva aumentam no litoral da Bahia e na costa leste do Nordeste, com risco de temporais. A previsão do tempo também indica fortes chuvas previstas no Amazonas e em Roraima.
Confira a seguir como ficam as condições do tempo em todas as regiões do Brasil nesta sexta, de acordo com informações da Climatempo.
O amanhecer desta sexta ainda será gelado na região Sul, com temperaturas abaixo de 4 °C em áreas de serra no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina, além de pontos do planalto catarinense, onde há condição para geada.
Com o afastamento do sistema de alta pressão associado ao ar frio para alto-mar ao longo do fim de semana, as temperaturas tendem a subir gradualmente, principalmente durante a tarde.
No litoral do Paraná, a infiltração marítima provoca chuva moderada, enquanto o tempo firme predomina nas demais áreas do estado e nas capitais Curitiba, Florianópolis e Porto Alegre.
O transporte de umidade do oceano para o continente, aliado ao reforço de um cavado meteorológico, aumenta a frequência de chuvas desde o litoral de São Paulo até o Espírito Santo. Há previsão de acumulados significativos ao longo do dia, principalmente no Rio de Janeiro e no litoral capixaba.
Na cidade de São Paulo, o dia começa gelado e nublado, com possibilidade de garoa pela manhã. À tarde, o sol aparece entre nuvens e as condições de chuva diminuem. O mar segue agitado na costa do Sudeste, mas sem alerta de ressaca emitido pela Marinha do Brasil.
Na região Centro-Oeste, as temperaturas permanecem amenas pela manhã, mas o frio intenso perde força, especialmente no sul de Mato Grosso do Sul. A tarde será mais ensolarada, com elevação gradativa das máximas ao longo dos próximos dias.
Não há previsão de chuva em nenhuma área, e o tempo seco predomina. A umidade relativa do ar deve ficar abaixo de 30% entre Goiás, Distrito Federal e Mato Grosso, exigindo atenção para riscos à saúde e à produção agropecuária.
No Norte, o calor e a alta umidade mantêm as condições para temporais no norte do Amazonas, em Roraima e no noroeste do Pará. No Amapá, a Zona de Convergência Intertropical (ZCIT) continua provocando pancadas de chuva moderadas a fortes e temporais localizados.
No Nordeste, a infiltração marítima aumenta as chuvas no litoral da Bahia, com alerta para temporais entre Ilhéus e Salvador. De Sergipe até o Rio Grande do Norte, as pancadas podem variar de moderadas a fortes.
No interior nordestino, o tempo permanece seco e quente, com baixa umidade do ar ao longo do dia.

Os municípios de Lagoa da Confusão, Cristalândia, Pium, Formoso do Araguaia, Santa Rita do Tocantins e Dueré, no estado de Tocantins, estão entre as cidades autorizadas pelo governo federal a cultivar sementes de soja no período de entressafra, graças às condições diferenciadas das várzeas tropicais do Tocantins.
Essa janela de produção, fora do calendário habitual, é possível graças ao sistema de cultivo das várzeas tropicais do Tocantins, que proporciona infiltração adequada e favorece o desenvolvimento de sementes com alto vigor e germinação.
A liberação excepcional foi concedida pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), considerando o baixo desenvolvimento da Ferrugem Asiática na região, praga que afeta a cultura em outras partes do país.
Na safra de 2024, foram implantados 56.672 hectares destinados à produção de soja na região, com 111 cadastros registrados. Atualmente, as lavouras encontram-se na fase de manutenção, com colheita prevista para ocorrer entre julho e setembro.
O setor de sementes no Brasil gera mais de 600 mil empregos e arrecada cerca de 220 milhões de reais em impostos anualmente, reafirmando a importância econômica e social dessa cadeia produtiva.
Para a presidente da Aprosoja Tocantins, Caroline Barcellos, Lagoa da Confusão representa um exemplo de excelência técnica e inovação para a agricultura. ”A produção de sementes no período de entressafra é uma oportunidade única que o estado vem consolidando com maestria. Essa atividade fortalece a competitividade dos nossos produtores, gera empregos e movimenta a economia local”, destaca.
Já o presidente da Aprosoja Brasil, Maurício Buffon, ressalta a importância do alinhamento entre produtores, entidades de classe e o poder público para garantir a sanidade e a qualidade das sementes produzidas. ”A produção de soja para sementes fora do calendário tradicional é um diferencial competitivo para o país e reforça o potencial do Tocantins como fornecedor de sementes de altíssima qualidade para o mundo”, afirma.
A autorização para o cultivo de soja no período de entressafra contempla, além de Lagoa da Confusão, os municípios de Cristalândia, Pium, Formoso do Araguaia, Santa Rita do Tocantins e Dueré. A prática é voltada exclusivamente para fins de pesquisa, produção de sementes e a chamada “salva legal” para uso próprio.
Os contratos futuros de milho encerraram a terça-feira (1º) em baixa na B3, refletindo a pressão de uma possível supersafra nos Estados Unidos e o avanço da colheita da safrinha no Brasil. De acordo com a TF Agroeconômica, mesmo com a queda diária, os preços se mantêm acima dos registrados no mesmo período do ano passado, devido ao atraso na colheita da segunda safra brasileira.
Segundo a Conab, a colheita da safrinha atingiu 17% da área estimada, contra 10,3% na semana anterior. Em 2024, o índice já era de 47,9%, e a média dos últimos cinco anos é de 28,2%. O mercado segue atento às ondas de frio, que podem prejudicar lavouras ainda não colhidas. Na B3, o vencimento julho/25 fechou a R\$ 62,98 (queda de R\$ 0,46 no dia e R\$ 1,61 na semana), setembro/25 caiu para R\$ 61,57 (baixa de R\$ 0,39 no dia e R\$ 2,81 na semana), e novembro/25 encerrou a R\$ 66,03 (recuo de R\$ 0,22 no dia e R\$ 1,70 na semana).
Na bolsa de Chicago (CBOT), os contratos de milho também caíram, com o vencimento julho recuando 0,12%, a US\$ 4,20 por bushel, e setembro caindo 0,79%, a US\$ 4,06 por bushel. A queda foi puxada pela melhora inesperada na qualidade das lavouras americanas: o relatório do USDA elevou de 70% para 73% o índice de lavouras em condições boas a excelentes, o melhor nível para esta época desde 2018, segundo a Reuters.
Com previsão de clima favorável — calor e chuvas — nos próximos dias nos EUA, o cenário de maior safra da história se fortalece. Além disso, a proximidade do fim da carência das tarifas impostas pelos EUA para outros países pressiona o mercado, uma vez que as exportações seguem essenciais para sustentar os preços, mesmo com o consumo interno elevado.
Com o objetivo de esclarecer dúvidas sobre o controle desse vilão que é o carrapato bovino, o quadro “Giro do Boi Responde” ouviu o médico-veterinário e consultor Guilherme Vieira, que explicou detalhes sobre uma técnica clássica, mas cada vez mais rara: o banho de imersão. Quer saber se essa técnica ainda é viável? Clique no vídeo e acompanhe as valiosas dicas do especialista!
Na lida diária do campo, poucos problemas causam tanta dor de cabeça quanto o carrapato bovino, o Rhipicephalus microplus.
O parasita compromete a saúde do rebanho e o bolso do produtor, reduzindo o ganho de peso, a produção de leite e até a fertilidade dos animais.
O tema ganhou força após o pecuarista Gilberto Junior, de Juazeiro do Norte (CE), questionar a eficácia da prática. A resposta é direta: o banho de imersão funciona, mas está em desuso devido aos riscos e à evolução dos métodos disponíveis.


O banho de imersão consiste em um grande tanque ou fosso com calda carrapaticida. Os animais passam por dentro desse “piscinão”, se molham por completo e, assim, o produto entra em contato com todo o corpo do bovino.
Essa técnica já foi muito utilizada nas décadas de 1970 e 1980, especialmente no Sul do Brasil. Na época, ela se destacava pela eficiência no controle do carrapato, mas enfrentava vários desafios:
Por essas razões, a técnica perdeu espaço para métodos mais práticos e seguros.
Hoje, os produtos pour-on e os endectocidas são os queridinhos dos pecuaristas. Eles permitem um controle mais eficiente e com menor risco.
O pour-on, por exemplo, é aplicado no dorso do animal, com fácil absorção e boa eficácia. Já os endectocidas combatem parasitas internos e externos, com aplicação injetável ou oral.
Esses métodos exigem menos infraestrutura, evitam o estresse nos animais e são mais seguros para o manejo, tanto do ponto de vista sanitário quanto ambiental.


Mesmo com tantos avanços, o carrapato segue desafiador. Um dos principais problemas é a resistência aos produtos químicos, causada principalmente pelo uso incorreto. Para evitar isso, o veterinário Guilherme Vieira recomenda:
A mensagem final é clara: o banho de imersão já foi útil, mas não é mais a melhor opção.
Com o avanço das tecnologias e o conhecimento sobre o comportamento dos parasitas, hoje é possível montar planos de controle integrados, que protegem o rebanho e aumentam a produtividade.
Produtor atento é aquele que busca informação, como fez Gilberto Junior, e que adapta seu manejo com o apoio técnico certo. Assim, o carrapato pode até continuar sendo um desafio, mas nunca será um obstáculo intransponível.