segunda-feira, maio 18, 2026

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Pomares de pêssego seguem em manejo de inverno



Alta nos fertilizantes preocupa fruticultores




Foto: Pixabay

Segundo o Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar na quinta-feira (3), as condições climáticas frias e úmidas têm favorecido a manutenção da dormência das cultivares de pêssego na região administrativa de Caxias do Sul. De acordo com a entidade, esse cenário tem evitado floradas e frutificações antecipadas, o que reduz o risco de perdas causadas por geadas.

Nas áreas com variedades precoces, como Pêssego do Cedo, BRS Rubimel e BRS Kampai, os produtores deram início à poda seca e ao arqueamento de ramos em plantas jovens. A orientação técnica segue sendo pela condução adequada das práticas de manejo, com atenção à previsão climática.

Na região de Pelotas, foi registrado acúmulo superior a 200 horas de frio abaixo de 7,2 °C. Segundo a Emater/RS-Ascar, esse volume é suficiente para manter a dormência das plantas e contribuir com a redução da incidência de pragas e doenças. Continuam em andamento os trabalhos de poda, roçada e aplicação de caldas fungicidas e produtos à base de cobre. Em algumas propriedades, a poda das cultivares Granada e Santa Áurea está sendo adiada.

Ainda na região sul, os produtores avançam na implantação de novos pomares, realizando correção do solo, plantio de cobertura verde e aquisição de mudas. O aumento no preço dos fertilizantes tem gerado apreensão no setor, embora parte dos agricultores conte com estoque prévio nas propriedades.





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área plantada do algodão cai 10% em 2025



51% da lavoura de algodão está em boa condição




Foto: Canva

O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) divulgou nesta terça-feira (1º), por meio do boletim Weekly Weather and Crop Bulletin, que a área total plantada com algodão para a safra de 2025 está estimada em 10,1 milhões de acres. O número representa uma redução de 10% em comparação com a área registrada no ano anterior.

Segundo o USDA, a área destinada ao algodão de terras altas deve alcançar 9,95 milhões de acres, o que configura uma queda de 9% em relação a 2024. Para o algodão Pima Americano, a estimativa é de 171 mil acres plantados, 17% abaixo da área registrada no ano anterior.

Até 29 de junho, os produtores haviam completado o plantio de 95% da safra, dois pontos percentuais abaixo do mesmo período de 2024 e três pontos abaixo da média dos últimos cinco anos. Ainda conforme o relatório, 40% do algodão havia atingido o estágio de quadratura, um ponto atrás do ano passado, mas três pontos acima da média histórica. Nove por cento da área já apresentava formação de cápsulas, dois pontos atrás de 2024, mas em linha com a média de cinco anos.

Em relação às condições da lavoura, 51% da área plantada foi classificada como boa a excelente, o que representa um avanço de quatro pontos percentuais em comparação com a semana anterior.





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Mercados batem recordes, mas o que isso significa? Ouça análise de especialista


No morning call de hoje, a economista-chefe do PicPay, Ariane Benedito, destaca o Ibovespa, que renovou máxima histórica aos 140 mil pontos, impulsionado por bancos e Petrobras. O dólar caiu 0,28%, a R$ 5,40, mesmo com alta global da moeda americana.

Nos EUA, a criação de 147 mil vagas e o desemprego em 4,1% reduziram as apostas de corte de juros em julho. Commodities operaram mistas, com petróleo pressionado antes da reunião da Opep+.

Hoje, a agenda é fraca, com atenção ao IPP e à balança comercial.

Ouça o Diário Econômico, o podcast do PicPay que traz tudo que você precisa saber sobre economia para começar o seu dia, com base nas principais notícias que impactam o mercado financeiro.

Para mais conteúdos de mercado financeiro, acesse: Bom Dia Mercado!

Ariane Benedito, apresentadora do podcast Diário Econômico
Foto: divulgação



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Frio permanece no Centro-Sul e chuva marca o dia no Norte/Nordeste; veja a previsão do tempo para hoje



A sexta-feira (4) será marcada por variações climáticas em todo o Brasil, com frio persistente no Sul, chuvas no litoral do Sudeste e Nordeste, além de temporais previstos para o Norte. As temperaturas continuam baixas no Rio Grande do Sul, enquanto o calor predomina em parte do Centro-Oeste e interior do Nordeste, acompanhado de baixa umidade do ar.

Você quer entender como usar o clima a seu favor? Preparamos um e-book exclusivo para ajudar produtores rurais a se antecipar às mudanças do tempo e planejar melhor suas ações. Com base em previsões meteorológicas confiáveis, ele oferece orientações práticas para proteger sua lavoura e otimizar seus resultados.

Confira a previsão do tempo para hoje em todas as regiões do país, com análise da Climatempo.

Como vai ficar o tempo na região Sul nesta sexta

Os ventos úmidos que sopram do mar contra o continente favorecem chuva fraca e garoa no leste de Santa Catarina no litoral do Paraná. Não chove no Rio Grande do Sul, onde as temperaturas continuam baixas no decorrer do dia.

Como vai ficar o tempo na região Sudeste nesta sexta

A infiltração marítima mantém a condição de chuva para áreas do litoral e do leste de São Paulo, assim como no litoral do Rio de Janeiro e do Espírito Santo.

As temperaturas continuam amenas nas capitais de São Paulo e do Rio, assim como o calor permanece na Grande Belo Horizonte. O ar se mantém mais seco no interior de Minas Gerais, com calor à tarde.

Como vai ficar o tempo na região Centro-Oeste nesta sexta

Amanhecer ainda gelado no sul de Mato Grosso do Sul e em áreas do sul de Mato Grosso. As temperaturas continuam mais altas no Distrito Federal e no norte de Goiás e de Mato Grosso, com destaque para a baixa umidade do ar.

Como vai ficar o tempo na região Nordeste nesta sexta

O tempo segue instável no litoral e no sul da Bahia, com risco de pancadas mais fortes. Há chance de chuva moderada no leste de Alagoas em Sergipe, com pancadas mais irregulares no norte do Maranhão.

O tempo continua aberto, ensolarado e seco no interior da região, com umidade abaixo de 30% no sul do Maranhão, Piauí e oeste da Bahia.

Como vai ficar o tempo na região Norte nesta sexta

As pancadas continuam com forte intensidade no Amazonas e em Roraima; o dia fica mais encoberto e deve haver pancadas a qualquer momento em Manaus e Boa Vista.

A faixa sul da região continua ensolarada, sem previsão de chuva e com o ar mais seco no sul do Pará e no Tocantins.



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Mandioca sofre com apodrecimento de raízes



Chuvas afetam qualidade da mandioca no RS




Foto: Canva

O Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar nesta quinta-feira (3) aponta impactos climáticos na produção de mandioca em diversas regiões do Rio Grande do Sul. Segundo o relatório, em Itaqui, na região administrativa de Bagé, 73% dos 23 hectares cultivados já foram colhidos. A Emater informa que os altos volumes de chuva provocaram apodrecimento das raízes e queda na qualidade do produto. Os preços variam entre R$ 3,00 e R$ 5,00 por quilo da mandioca com casca, enquanto a versão descascada e embalada a vácuo alcança até R$ 12,00 por quilo.

Em Alegrete, os agricultores intensificaram a colheita em áreas baixas como medida preventiva para evitar perdas maiores, movimento também observado em São Gabriel. As variedades mais utilizadas nessas regiões são Vassourinha e BRS Gema de Ovo, comercializadas entre R$ 3,50 e R$ 4,00 por quilo com casca e entre R$ 6,50 e R$ 8,00 descascadas.

Na região de Lajeado, em Cruzeiro do Sul, a colheita está em curso e atinge 70% da área. A produtividade média registrada é de 14 toneladas por hectare, valor considerado dentro da normalidade para o município. A Emater destaca que a sanidade da cultura está preservada, e o preço médio pago ao produtor é de R$ 18,00 por caixa de 22 quilos.

Na região de Santa Rosa, duas geadas recentes encerraram o ciclo vegetativo das plantas, que ainda apresentavam folhagem. No entanto, os danos causados ainda não foram totalmente avaliados.

Já em Soledade, a colheita prossegue, mas há risco de apodrecimento das raízes em função do encharcamento do solo. Segundo o levantamento, os preços seguem em baixa. Em Mato Leitão, a caixa de 22 quilos da raiz varia entre R$ 20,00 e R$ 25,00.





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Frio intenso impacta preços de hortaliças


O Boletim de Conjuntura Agropecuária divulgado nesta quinta-feira (3) pelo Departamento de Economia Rural (Deral), vinculado à Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento do Paraná (Seab), registrou variações expressivas nos preços de hortaliças comercializadas na Ceasa de Curitiba. A análise compara os valores praticados na segunda-feira (30) com os observados no dia 23 de junho.

Segundo o levantamento, as geadas ocorridas nas manhãs dos dias 24 e 25 de junho, somadas às chuvas registradas antes e depois do fenômeno, foram determinantes para a oscilação nos preços. “As baixas temperaturas afetaram a produção e influenciaram diretamente na oferta de algumas culturas”, informaram os analistas do Deral.

O chuchu extra AA apresentou o maior aumento, subindo de R$ 25,00 para R$ 60,00 por caixa de 20 quilos, alta de 140%. A oferta do produto foi concentrada nos municípios de Colombo, Morretes e Cerro Azul, com complemento vindo do Espírito Santo. A couve-flor gigante também registrou forte valorização, com elevação de 55,6% no preço da dúzia, passando de R$ 45,00 para R$ 70,00. O produto chegou à Ceasa a partir de áreas de São José dos Pinhais, Colombo e Araucária.

A alface crespa grande apresentou aumento de 40%, com a caixa de 18 unidades passando de R$ 25,00 para R$ 35,00. A produção foi oriunda de Curitiba e municípios vizinhos, como Colombo e Araucária.

Por outro lado, a cebola pera nacional e a batata salsa registraram queda nos preços. A cebola teve recuo de 10%, com a saca de 20 quilos caindo de R$ 50,00 para R$ 45,00. A batata salsa de primeira caiu 6,3%, com a caixa de 20 quilos passando de R$ 80,00 para R$ 75,00. Os produtos foram fornecidos por municípios da Região Metropolitana de Curitiba e por lavouras de Minas Gerais e São Paulo.

De acordo com o Deral, sete dos 17 produtos analisados apresentaram alta, dois registraram queda e oito permaneceram estáveis. A ocorrência de uma nova onda de frio nesta semana pode seguir influenciando a dinâmica de oferta e preços nos próximos dias. “A amplitude dos danos e os reflexos no mercado ainda serão mais bem compreendidos nas próximas semanas”, conclui o boletim.





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Mel brasileiro cresce nas exportações em 2025


As exportações brasileiras de mel “in natura” apresentaram forte crescimento em 2024 e mantêm ritmo acelerado em 2025, conforme aponta o Boletim de Conjuntura Agropecuária desta quinta-feira (3), elaborado pelo Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento do Paraná (Seab). O desempenho é impulsionado, sobretudo, pela demanda dos Estados Unidos, principal destino do produto.

Em 2024, o Brasil exportou 37.931 toneladas de mel natural, volume 32,8% superior ao registrado em 2023. A receita alcançou US$ 100,56 milhões, alta de 17,9% em relação ao ano anterior. No ranking dos estados exportadores, o Paraná ocupou a quarta posição, com 3.969 toneladas embarcadas e receita de US$ 10,395 milhões, a um preço médio de US$ 2,62 por quilo.

O crescimento se manteve nos cinco primeiros meses de 2025. De janeiro a maio, foram exportadas 15.316 toneladas, o que representa aumento de 10,7% na comparação com o mesmo período de 2024. A receita cambial somou US$ 48,996 milhões, avanço de 39,7% em relação ao ano anterior. O preço médio nacional subiu 26%, passando de US$ 2.534,81 para US$ 3.199,01 por tonelada.

O Paraná também se destacou em 2025, ocupando a terceira posição entre os estados exportadores. O estado embarcou 2.870 toneladas e obteve receita de US$ 9,313 milhões, com preço médio de US$ 3,24 por quilo. Esses números representam crescimento de 148,7% em volume e 229,3% em receita na comparação com o mesmo período de 2024.

Minas Gerais liderou as exportações entre os estados, com receita de US$ 12,238 milhões e 3.760 toneladas exportadas, a um preço médio de US$ 3,25 por quilo. O Piauí ficou na segunda posição, com US$ 9,511 milhões e 3.035 toneladas embarcadas. Santa Catarina e São Paulo completam o grupo dos cinco maiores exportadores.

Os Estados Unidos seguem como principal destino do mel brasileiro. De janeiro a maio de 2025, o país norte-americano importou 12.592 toneladas, o equivalente a 82,2% do volume total exportado pelo Brasil no período. A receita foi de US$ 40,153 milhões, com preço médio de US$ 3,19 por quilo. No mesmo período do ano anterior, os EUA haviam importado 11.329 toneladas, com gasto de US$ 28,397 milhões.

Além dos EUA, outros mercados relevantes foram Canadá (1.312 t), Alemanha (585 t), Reino Unido (432 t), Países Baixos (220 t), Israel (60 t), Austrália (40,6 t) e Bélgica (40,1 t). Entre os países com maior crescimento em volume estão Israel (+203%) e Bélgica (+166,7%). A única retração significativa foi da Austrália (-65,8%).





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Cevada tem bom início de desenvolvimento



Preço da cevada para malte atinge R$ 85 no RS




Foto: Canva

A semeadura da cevada no Rio Grande do Sul avançou nas últimas semanas, favorecida por uma breve janela de tempo seco que permitiu condições mais adequadas de umidade do solo para a operação. As informações constam no Informativo Conjuntural da Emater/RS-Ascar, divulgado na quinta-feira (3).

No Extremo Norte do Estado, os trabalhos de plantio estão próximos da conclusão e seguem o calendário indicado pelo Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc). Segundo a Emater/RS-Ascar, as lavouras implantadas apresentam estande e desenvolvimento inicial adequados, sem registros relevantes de danos causados pelas precipitações recentes.

Para a safra 2025, a estimativa da Emater/RS-Ascar aponta uma área total cultivada de 27.337 hectares, com produtividade média de 3.198 quilos por hectare. Na região administrativa de Erechim, cerca de 95% dos 7.630 hectares previstos já foram semeados, com expectativa de produtividade de 3.600 quilos por hectare.

Na região de Ijuí, as lavouras também apresentam bom desenvolvimento. Algumas áreas foram implantadas com cultivares de ciclo curto, com o objetivo de preencher o chamado vazio outonal e fornecer insumos para alimentação animal.

Em relação à comercialização, o preço médio da saca de 60 quilos de cevada destinada à indústria de malte, na região de Erechim, foi cotado a R$ 85,00.





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uma nova ferramenta contra eventos climáticos


Com eventos extremos mais frequentes, o seguro paramétrico surge como solução moderna, ágil e transparente — mas no Brasil, sua aplicação exigirá rigor técnico na definição dos parâmetros, do custo do prêmio e da capacidade de formação de reservas para enfrentar os riscos cobertos.

Com a intensificação das mudanças climáticas e o aumento dos prejuízos associados a secas, enchentes e outros eventos extremos, o seguro paramétrico vem se consolidando como uma alternativa inovadora no mercado de gestão de riscos. Diferente dos modelos tradicionais — que exigem vistorias e perícias para liberar indenizações — o seguro paramétrico funciona com base em indicadores objetivos e previamente definidos, como volume de chuvas, velocidade do vento ou intensidade de terremotos.

Na prática, se o indicador ultrapassa o gatilho acordado, a indenização é liberada automaticamente, sem necessidade de comprovação direta de danos.

Imagine um produtor rural que contrata um seguro parametrizado contra estiagem. O contrato prevê pagamento se o índice pluviométrico for inferior a 100 mm em 30 dias. Se a chuva realmente ficar abaixo desse patamar, o produtor recebe o valor contratado, mesmo que a lavoura ainda esteja de pé. A lógica é simples: se a condição climática extrema ocorreu, presume-se o prejuízo.

Esse modelo reduz custos operacionais, elimina burocracia e permite respostas rápidas — algo essencial em momentos de crise.

Viabilidade desse seguro depende de custo e estrutura técnica

Apesar do avanço global, no Brasil a viabilidade real do seguro paramétrico ainda depende de dois pilares fundamentais:

  1. Custo do prêmio: Ele precisa ser proporcional à capacidade de pagamento do produtor e competitivo frente ao seguro tradicional.
  2. Fórmula atuarial sólida: A estruturação do produto precisa considerar dados históricos de eventos extremos, modelagens climáticas regionais e projeção de reservas técnicas suficientes para garantir a solvência do sistema frente aos riscos assumidos.

A ausência de uma base atuarial robusta pode comprometer a sustentabilidade do produto e a confiança do mercado.

Segundo a Swiss Re, o número de contratos paramétricos saltou de 32 em 2017 para mais de 330 em 2023 no mundo, com forte presença nos setores de agronegócio, turismo, energia e infraestrutura. Governos também vêm adotando esse modelo como ferramenta de proteção fiscal.

No Brasil, o mercado ainda está em fase inicial, mas cresce com o avanço da tecnologia. Empresas usam dados de satélites, sensores climáticos e inteligência artificial para construir produtos personalizados e modelar riscos com precisão.

Como funciona o seguro paramétrico

  • Definição do gatilho: por exemplo, “chuva inferior a 100 mm em 30 dias”.
  • Monitoramento automático: por satélites, estações meteorológicas e sensores confiáveis.
  • Pagamento automático: sem perícia, se o gatilho for atingido.
  • Previsibilidade: o segurado sabe exatamente quando será indenizado.

Vantagens

  • Pagamento rápido e automático
  • Redução de fraudes e custos administrativos
  • Pode ser aplicado em áreas sem histórico de seguro tradicional
  • Complementar ao seguro rural convencional
  • Ideal para catástrofes com alto impacto e rápida propagação

Limitações e cuidados

A eficácia depende da definição correta dos parâmetros. Se o gatilho não refletir bem o risco real, pode haver distorções — como pagamento sem perda ou ausência de indenização em situações críticas. Por isso, é essencial contar com dados confiáveis, consultoria técnica e modelagem atuarial bem calibrada, principalmente no Brasil, onde a volatilidade climática e as desigualdades regionais exigem produtos altamente customizados.

O seguro paramétrico pode ser peça-chave na proteção de produtores frente à crescente instabilidade climática. Regiões como o Sul do Brasil, frequentemente atingidas por enchentes e estiagens, podem se beneficiar de modelos de proteção mais ágeis, alinhados às novas tecnologias e à realidade do campo.

Além disso, esse tipo de seguro pode ser incorporado a fundos de catástrofe agropecuária, como o proposto Fundagro, ampliando a capacidade de resposta rápida a crises e promovendo a resiliência financeira no setor.

O seguro paramétrico é mais do que uma inovação — é uma necessidade estratégica em um mundo onde o risco climático se tornou constante. Mas no Brasil, sua viabilidade dependerá da capacidade de precificação justa, da confiança nos dados e da formulação de reservas técnicas compatíveis com os riscos cobertos.

Com apoio da tecnologia, do setor financeiro e de políticas públicas inteligentes, o Brasil pode transformar o seguro paramétrico em uma ferramenta de proteção eficaz para lavouras, cadeias produtivas e a segurança alimentar do país.

Miguel DaoudMiguel Daoud

*Miguel Daoud é comentarista de Economia e Política do Canal Rural


Canal Rural não se responsabiliza pelas opiniões e conceitos emitidos nos textos desta sessão, sendo os conteúdos de inteira responsabilidade de seus autores. A empresa se reserva o direito de fazer ajustes no texto para adequação às normas de publicação.



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Fávaro rebate acusações de que Plano Safra não está sendo liberado: ‘Fake news’



O ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, voltou a classificar como fake news as acusações da oposição de que o governo anuncia, mas não libera os recursos do Plano Safra. “O debate é essencial na democracia. Divergência e contraponto são relevantes e devem ser respeitados. Mas fake news, não!”, rebateu o ministro nas redes sociais.
“Está circulando por aí que o governo anuncia um Plano Safra recorde e não libera os recursos. Isso não é verdade”, refutou Fávaro.

O ministro afirmou que, no Plano Safra 2024/2025, dos R$ 92 bilhões de recursos equalizados anunciados, R$ 84 bilhões tinham sido operacionalizados até junho. “O total final deve ficar muito próximo do valor previsto. Nos recursos controlados, foram anunciados R$ 96 bilhões e, até meados de junho, mais de R$ 80 bilhões já tinham sido contratados. E a execução também deve se aproximar do teto”, projetou o ministro.

“Como o produtor sabe, quando o limite dos recursos equalizados se aproxima do fim, os bancos naturalmente reduzem as contratações para evitar prejuízo aos agricultores – já que a subvenção pode não ser garantida. Essa dinâmica sempre existiu, com todos os ministros da Agricultura”, justificou Favaro.

Sobre o crédito de Cédulas de Produto Rural (CPRs) originados de Letras de Crédito do Agronegócio (LCAs), com isenção do imposto, Fávaro destacou que o resultado superou as expectativas, com R$ 185 bilhões liberados ante R$ 108 bilhões projetados inicialmente. “Com governo Lula, o Plano Safra segue forte, responsável e transparente. A verdade está nos números. E quem vive do agro sente: o campo está em movimento, com crédito chegando e o Brasil colhendo os frutos”, defendeu o ministro.

A manifestação ocorre após declarações recentes da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) de que o governo anuncia valores recordes, mas o crédito não é efetivado.





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