segunda-feira, maio 18, 2026

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Caminhão carregado de leite tomba em curva no RS


Um caminhão carregado com leite tombou por volta das 11h desta quinta-feira (3), em uma curva da RS-129, na localidade de Linha Debastiani, entre os municípios de Vanini e David Canabarro, no norte do Rio Grande do Sul. O veículo atingiu dois carros que trafegavam no sentido contrário.

Imagens de uma câmera de monitoramento registraram o momento do acidente, que mostra o caminhão perdendo o controle e tombando sobre a pista.

De acordo com o Comando Rodoviário da Brigada Militar (CRBM) de Casca, o motorista do caminhão e o condutor de um Celta saíram ilesos. Já o motorista de uma caminhonete, de 42 anos, e sua filha, de 6, ficaram feridos e foram encaminhados ao Hospital Beneficente São José, em David Canabarro.

Imagem: reprodução

A menina sofreu um corte na cabeça e fraturou a mandíbula. Ela foi transferida para um hospital em Passo Fundo. O pai permanece em observação e deve passar por exames. Ambos estão em estado estável.

A pista chegou a ficar parcialmente bloqueada, mas já foi liberada. Todos os condutores realizaram o teste do bafômetro, e não foram registradas alterações nas testagens.





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riscos e prevenção para seu rebanho



A doença da vaca louca, conhecida tecnicamente como encefalopatia espongiforme bovina (EEB), é um problema sério que ataca o cérebro do gado e de outros ruminantes, como ovelhas e cabras. É uma doença fatal, sem tratamento, que causa problemas neurológicos graves nos animais.

O que causa a doença da vaca louca são os príons. Eles são proteínas com uma forma “errada” que, ao entrarem no corpo do animal, começam a estragar o cérebro de forma progressiva e sem volta. Diferente de vírus e bactérias, os príons não têm material genético.

Como o animal pode pegar a doença?

Geralmente, o contágio acontece de três formas:

  • Pelo alimento: É a maneira mais comum, quando o animal come algo contaminado com os príons.
  • Por genética: Transmissão de mãe para bezerro.
  • De forma espontânea: Quando a doença aparece sem uma causa clara.

Fique atento aos sintomas que o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) destaca: o animal pode começar a ter paralisia, mudar seu comportamento (ficar mais agressivo ou assustado), andar de forma estranha (cambaleando) e ter dificuldade para se levantar. Se notar algo parecido, procure um veterinário imediatamente.

LEIA MAIS: Banho de imersão contra o carrapato bovino: entenda como técnica funciona

Como evitar a contaminação: práticas seguras na fazenda

Para proteger seu rebanho e evitar a doença da vaca louca, o Mapa proíbe o uso de alguns produtos na alimentação dos bovinos. É fundamental seguir essas regras.

Nunca use na alimentação de bovinos:

  • Farinhas de origem animal: Isso inclui farinhas de carne e ossos, de vísceras, de sangue, de pena, entre outras.
  • Ração de animais monogástricos: São rações feitas para animais como porcos, galinhas, cães, gatos, cavalos, peixes e coelhos.
  • Restos e sujeiras de fábricas de ração de monogástricos: Aquela “varredura” que sobra da produção dessas rações.
  • Dejetos de porcos.
  • Cama de aviário: É o material que fica no chão dos galinheiros (também conhecido como cama de frango ou fundo de granja).
  • Esterco de galinhas poedeiras.

Outras dicas importantes do Map para evitar a contaminação cruzada:

  • Armazenamento: Evite guardar a ração de monogástricos no mesmo lugar da ração dos bovinos.
  • Embalagens: Não reutilize embalagens que tiveram rações diferentes.
  • Equipamentos: Não use o mesmo equipamento (como máquinas de transporte ou misturadores) para rações de bovinos e de outros animais.
  • Acesso: Nunca permita que o gado, as ovelhas ou as cabras tenham acesso ou comam a cama de frango.

Seguir essas práticas ajuda a garantir que os alimentos do seu rebanho estejam livres de contaminação.

Impactos da doença da vaca louca na pecuária brasileira

Desde 2013, o Brasil é reconhecido pela Organização Mundial da Saúde Animal (OMSA) como um país com risco muito baixo para a doença da vaca louca. No entanto, os órgãos de fiscalização estão sempre alerta e trabalhando na prevenção. Um único caso da doença pode trazer grandes prejuízos para o setor. 

Por exemplo, países que registram casos de doença da vaca louca podem ter a venda de carne bovina proibida para outros mercados, gerando perdas enormes nas exportações. Além disso, o medo de consumir carne contaminada pode fazer com que a própria população brasileira compre menos carne, afetando diretamente os criadores. Lidar com um surto da doença, o abate de animais infectados e todas as medidas de controle custam muito caro tanto para o governo quanto para os pecuaristas. 

Por isso, seguir as orientações do Mapa para evitar a doença da vaca louca não é só uma questão econômica, mas também de saúde pública, já que a doença pode, em alguns casos, ser transmitida para humanos e ser fatal. Cuidar do seu rebanho é cuidar do futuro da sua produção e da saúde de todos.



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AgroNewsPolítica & Agro

Mercado do boi sente impacto da geada no Paraná



Mercado do boi tem pouca variação em três regiões




Foto: Divulgação

A cotação do boi gordo seguiu estável em São Paulo, segundo análise da Scot Consultoria divulgada no boletim Tem Boi na Linha. A consultoria observou que a oferta de bovinos era suficiente para atender à demanda dos frigoríficos, e não havia sinais de escassez no mercado.

Apesar disso, a venda de carne no mercado interno ficou abaixo do esperado para o período, o que levou alguns compradores a se afastarem temporariamente das negociações. “Parte dos compradores deixou o mercado e aguarda o desempenho das vendas do fim de semana para retomar as compras”, apontou a Scot. Segundo o levantamento, as escalas de abate no estado atendiam, em média, a nove dias.

No Noroeste do Paraná, a geada registrada entre os dias 24 e 25 de junho contribuiu para a queda nas cotações de todas as categorias. A maior oferta de animais permitiu aos compradores alongar as escalas de abate, que chegaram a 15 dias. O preço do boi gordo recuou R$ 4,00 por arroba, enquanto a vaca e a novilha caíram R$ 2,00 e R$ 3,00 por arroba, respectivamente.

Já no Sul da Bahia, houve uma redução pontual na oferta de bovinos em comparação ao dia anterior. No entanto, a oferta geral ainda era considerada elevada, o que manteve as escalas de abate alongadas. As cotações permaneceram estáveis em todas as categorias.





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Do manejo à genética: práticas que tornam a pecuária mais sustentável



Na contagem regressiva para a transmissão do próximo leilão da EAO no Lance Rural, destacamos um trecho da entrevista em que o produtor fala sobre a relação direta entre pecuária e sustentabilidade. Do reaproveitamento da água no tatersal à geração de energia suficiente para mais de 2 mil residências, a EAO mostra que é possível produzir com responsabilidade. Além disso, o melhoramento genético entra como peça-chave para reduzir o tempo de abate e o uso de recursos naturais. Assista ao vídeo abaixo e entenda como o agro pode ser, sim, um aliado do meio ambiente.



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A força do real e a fraqueza do dólar: contexto atual


O dólar vem perdendo força em relação a diversas moedas, inclusive o real, e isso tem desencadeado uma série de efeitos em cadeia na economia global. A moeda norte-americana, que ainda é o principal referencial de preços das commodities e representa a maior parte das reservas internacionais dos países, está sob pressão em razão de fatores fiscais, políticos e estruturais.

Essa movimentação mexe com os mercados de câmbio, com os títulos da dívida pública dos Estados Unidos e com a competitividade comercial de países como o Brasil.

Ainda mais, que o congresso dos EUA aprovou o pacote de ampla reforma fiscal que estende cortes de impostos, reduz benefícios sociais e aumenta o teto da dívida, com impacto estimado de US$ 3,3 a 3,8 trilhões de déficit adicional nos próximos.

Por que isso enfraquece o dólar?

  1. Maior desconfiança dos investidores em relação à sustentabilidade da dívida americana
  2. Desvalorização dos títulos do Tesouro, que são considerados a âncora de segurança do sistema financeiro global

Com maior risco fiscal, o dólar perde atratividade como reserva internacional, intensificando a busca por alternativas como o ouro, o euro, o yuan e, em menor grau, ativos digitais.

Por um lado, o dólar mais fraco pode estimular as exportações norte-americanas, tornando seus produtos mais baratos no exterior. Isso ajuda a equilibrar a balança comercial.

Impactos globais e nos EUA

  • Pressão inflacionária com insumos e bens importados mais caros
  • Custo maior da dívida pública, pois o Tesouro terá de pagar mais para financiar seu déficit
  • Risco à hegemonia global do dólar, com impactos geopolíticos e estratégicos a médio prazo

Desdobramentos para o Brasil

Lado positivo:

  • Importações mais baratas: fertilizantes, defensivos, combustíveis e máquinas agrícolas chegam ao país com menor custo, o que pode aliviar a inflação.
  • Redução de custos na produção agropecuária: especialmente relevante para um setor altamente dependente de insumos dolarizados.
  • Atração de capital financeiro: a combinação de juros altos no Brasil com menor risco percebido estimula a entrada de dólares.

Lado negativo:

  • Exportações prejudicadas: commodities como soja, milho e carne ficam mais caras no mercado internacional, afetando a competitividade do agro brasileiro.
  • Risco à balança comercial: com importações em alta e exportações desacelerando, o superávit comercial pode cair.
  • Redução da arrecadação em reais para estados e empresas exportadoras que faturam em dólar.

A teoria por trás dos movimentos

  • Triffin Dilemma: conflito de interesses para um país cuja moeda é usada como moeda de reserva global. A ampliação do déficit americano reforça esse dilema, ameaçando a sustentabilidade da moeda como referência mundial.
  • Paridade do Poder de Compra (PPC): com inflação mais baixa no Brasil e inflação interna crescente nos EUA, o real tende a se fortalecer.
  • Fluxo de capitais e diferencial de juros: o juro real brasileiro, um dos mais altos do mundo, atrai especuladores e investidores, fortalecendo o real.

Conclusão: o mundo em transição cambial

A aprovação de cortes de impostos nos Estados Unidos, em meio a um cenário de dívida elevada, acelera um processo de perda de confiança na economia norte-americana. A fragilidade fiscal do país, combinada com mudanças geopolíticas, está redesenhando o papel do dólar no mundo.

Para o Brasil, o real valorizado exige equilíbrio: se por um lado alivia custos e segura a inflação, por outro ameaça a competitividade externa e a renda dos exportadores. É um momento que exige cautela, estratégia comercial e política monetária firme.

O mundo assiste, talvez pela primeira vez em décadas, ao início de uma nova era monetária global, e o Brasil, como grande player do agro e do comércio internacional, precisa estar atento a cada movimento.

Miguel DaoudMiguel Daoud

*Miguel Daoud é comentarista de Economia e Política do Canal Rural


Canal Rural não se responsabiliza pelas opiniões e conceitos emitidos nos textos desta sessão, sendo os conteúdos de inteira responsabilidade de seus autores. A empresa se reserva o direito de fazer ajustes no texto para adequação às normas de publicação.



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AgroNewsPolítica & Agro

Geadas afetam safra de milho no Paraná



Paraná reduz área de milho em boa condição




Foto: Divulgação

O Boletim de Conjuntura Agropecuária divulgado nesta quinta-feira (3) pelo Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento do Paraná (Seab), apontou uma piora nas condições de campo da segunda safra de milho 2024/25. A proporção de lavouras em condição considerada boa caiu de 71% na semana anterior para 68%. As áreas em condição mediana permaneceram em 18%, enquanto as lavouras avaliadas como ruins aumentaram de 11% para 14%.

De acordo com os técnicos do Deral, a piora nas condições está relacionada às geadas registradas na semana anterior. Apesar da deterioração, os danos devem ser limitados, uma vez que 76% das lavouras já se encontram em fase de maturação, etapa menos vulnerável a impactos climáticos. Atualmente, 26% da área está na fase de frutificação, ainda suscetível a novas geadas. No entanto, não há previsão de geadas significativas nas próximas 72 horas.

As chuvas recorrentes ao longo da semana também dificultaram o avanço da colheita. Até o momento, 16% da área plantada, estimada em 2,76 milhões de hectares, foi colhida, contra 12% na semana anterior.

No Rio Grande do Sul, segundo o Informativo Conjuntural da Emater/RS-Ascar, a colheita do milho foi concluída após sucessivas geadas e um período de tempo seco. Algumas famílias agricultoras mantêm espigas armazenadas a campo, destinadas ao consumo próprio. A produtividade média estadual foi estimada em 6.857 quilos por hectare, com área cultivada de 706.909 hectares.





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Inverno rigoroso nas lavouras de soja do RS: saiba como está o vazio sanitário na região



Começou, nesta quinta-feira (3), o período de vazio sanitário de soja no Rio Grande do Sul. A medida, que se estende até 30 de setembro, proíbe a presença de plantas vivas de soja em qualquer fase de desenvolvimento nas lavouras do estado ao longo desses 90 dias. O objetivo é interromper o ciclo da ferrugem-asiática e de outras doenças, ao eliminar plantas voluntárias que possam servir de hospedeiras ao fungo durante o entressafra.

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Segundo o presidente da Aprosoja-RS, em anos com inverno rigoroso, como é o caso de 2025, o vazio sanitário no Sul do Brasil ocorre de forma praticamente natural. “Quando temos geadas fortes, como agora, as plantas voluntárias de soja são eliminadas pelo frio intenso, e praticamente não há necessidade de intervenção com produtos químicos”, explica.

Em situações em que o inverno é mais ameno, a fiscalização e o uso de herbicidas se tornam necessários para eliminar plantas voluntárias, também chamadas de “guaxas”, que nascem espontaneamente sem o uso de sementes ou defensivos. Essas plantas podem manter pragas e doenças ativas no campo, mesmo fora do período de cultivo.

Ainda de acordo com o dirigente, este ano, com as geadas generalizadas no estado, a tendência é de que a fiscalização tenha papel mais simbólico, já que as condições climáticas extremas devem eliminar naturalmente qualquer planta remanescente.

Orth destaca que a realidade no Sul é diferente da observada no Centro-Oeste, especialmente em regiões como o Matopiba, onde não há incidência de geadas. Nessas áreas, o controle químico é indispensável, inclusive com aplicação de produtos específicos para o controle de soja transgênica resistente. Nesses estados, a fiscalização costuma ser rigorosa, com participação ativa dos próprios produtores, que denunciam vizinhos que descumprem as regras, para evitar prejuízos coletivos.



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Governo de SP anuncia novas regras para queima da palha da cana



O governo do estado de São Paulo anunciou novas regras para a queima da palha da cana-de-açúcar durante o período de estiagem, que vai até 30 de novembro. A atividade ficará proibida entre 6 horas e 20 horas em todo o estado e será completamente suspensa pela Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) sempre que a umidade relativa do ar estiver abaixo de 20%.

As medidas foram publicadas pela Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística (Semil) e se aplicam inclusive às empresas que já possuem autorização vigente.

Mesmo fora do período seco, entre dezembro e junho, a resolução prevê restrições temporárias: se a umidade ficar entre 20% e 30% por dois dias seguidos, a queima será permitida apenas no período noturno.

A prática já caiu drasticamente no estado. Segundo a Cetesb, a área autorizada para queima na safra 2023/24 foi inferior a mil hectares, uma redução de mais de 99,9% em relação a 2010.

A meta é extinguir totalmente o uso do fogo até 2030, mesmo nas chamadas áreas de exceção – regiões íngremes ou pequenas propriedades onde a mecanização ainda é limitada.



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riscos e prevenção para seu rebanho



A doença da vaca louca, conhecida tecnicamente como Encefalopatia Espongiforme Bovina (EEB), é um problema sério que ataca o cérebro do gado e de outros ruminantes, como ovelhas e cabras. É uma doença fatal, sem tratamento, que causa problemas neurológicos graves nos animais.

O que causa a doença da vaca louca são os príons. Eles são proteínas com uma forma “errada” que, ao entrarem no corpo do animal, começam a estragar o cérebro de forma progressiva e sem volta. Diferente de vírus e bactérias, os príons não têm material genético.

Como o animal pode pegar a doença?

Geralmente, o contágio acontece de três formas:

  • Pelo alimento: É a maneira mais comum, quando o animal come algo contaminado com os príons.
  • Por genética: Transmissão de mãe para bezerro.
  • De forma espontânea: Quando a doença aparece sem uma causa clara.

Fique atento aos sintomas que o Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) destaca: o animal pode começar a ter paralisia, mudar seu comportamento (ficar mais agressivo ou assustado), andar de forma estranha (cambaleando) e ter dificuldade para se levantar. Se notar algo parecido, procure um veterinário imediatamente.

LEIA MAIS: Banho de imersão contra o carrapato bovino: entenda como técnica funciona

Como evitar a contaminação: práticas seguras na fazenda

Para proteger seu rebanho e evitar a doença da vaca louca, o MAPA proíbe o uso de alguns produtos na alimentação dos bovinos. É fundamental seguir essas regras.

Nunca use na alimentação de bovinos:

  • Farinhas de origem animal: Isso inclui farinhas de carne e ossos, de vísceras, de sangue, de pena, entre outras.
  • Ração de animais monogástricos: São rações feitas para animais como porcos, galinhas, cães, gatos, cavalos, peixes e coelhos.
  • Restos e sujeiras de fábricas de ração de monogástricos: Aquela “varredura” que sobra da produção dessas rações.
  • Dejetos de porcos.
  • Cama de aviário: É o material que fica no chão dos galinheiros (também conhecido como cama de frango ou fundo de granja).
  • Esterco de galinhas poedeiras.

Outras dicas importantes do MAPA para evitar a contaminação cruzada:

  • Armazenamento: Evite guardar a ração de monogástricos no mesmo lugar da ração dos bovinos.
  • Embalagens: Não reutilize embalagens que tiveram rações diferentes.
  • Equipamentos: Não use o mesmo equipamento (como máquinas de transporte ou misturadores) para rações de bovinos e de outros animais.
  • Acesso: Nunca permita que o gado, as ovelhas ou as cabras tenham acesso ou comam a cama de frango.

Seguir essas práticas ajuda a garantir que os alimentos do seu rebanho estejam livres de contaminação.

Impactos da doença da vaca louca na pecuária brasileira

Desde 2013, o Brasil é reconhecido pela Organização Mundial da Saúde Animal (OIE) como um país com risco muito baixo para a doença da vaca louca. No entanto, os órgãos de fiscalização estão sempre alerta e trabalhando na prevenção. Um único caso da doença pode trazer grandes prejuízos para o setor. 

Por exemplo, países que registram casos de doença da vaca louca podem ter a venda de carne bovina proibida para outros mercados, gerando perdas enormes nas exportações. Além disso, o medo de consumir carne contaminada pode fazer com que a própria população brasileira compre menos carne, afetando diretamente os criadores. Lidar com um surto da doença, o abate de animais infectados e todas as medidas de controle custam muito caro tanto para o governo quanto para os pecuaristas. 

Por isso, seguir as orientações do MAPA para evitar a doença da vaca louca não é só uma questão econômica, mas também de saúde pública, já que a doença pode, em alguns casos, ser transmitida para humanos e ser fatal. Cuidar do seu rebanho é cuidar do futuro da sua produção e da saúde de todos.



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mais 7 países retomam importação de frango brasileiro



Mais sete países importadores retomaram a compra do frango brasileiro, informou o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), em nota. Argentina, Cuba, Emirados Árabes Unidos, Filipinas, Índia, Mauritânia e Uruguai comunicaram ao governo brasileiro o fim das restrições ao frango nacional.

Ao todo, após a Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA) reconhecer o encerramento do caso de gripe aviária de alta patogenicidade (H5N1) registrado em uma granja comercial em Montenegro, no Rio Grande do Sul, 23 países importadores já retomaram a compra do frango brasileiro.

As exportações foram retomadas sem qualquer tipo de embargo para Argélia, Argentina, Bolívia, Bósnia e Herzegovina, Cuba, Egito, El Salvador, Emirados Árabes Unidos, Filipinas, Índia, Iraque, Lesoto, Líbia, Marrocos, Mauritânia, Mianmar, Montenegro, Paraguai, República Dominicana, Sri Lanka, Uruguai, Vanuatu e Vietnã.

Em contrapartida, as exportações de carne de frango de todo o território brasileiro continuam suspensas para 10 destinos. Estão pausados temporariamente os embarques de produtos avícolas brasileiros para Albânia, Canadá, Chile, China, Macedônia do Norte, Malásia, Paquistão, Peru, Timor-Leste e União Europeia.

A China, principal destino do frango nacional, solicitou por meio da Administração Geral de Alfândega da China (GACC) informações adicionais ao governo brasileiro para avaliar o pedido do Brasil de retirada dos embargos.

A lista de mercados para os quais ainda estão suspensas as exportações do frango brasileiro inclui as nações que suspenderam as importações de produtos avícolas do Brasil e para os quais o Brasil interrompeu a certificação das exportações conforme prevê o acordo sanitário estabelecido com cada país.

As suspensões temporárias e cautelares de compras de frango brasileiro de todo o território brasileiro, do estado do Rio Grande do Sul, do município de Montenegro ou do raio de 10 km de onde o foco foi detectado estão previstas no protocolo sanitário acordado com o Brasil e os países importadores.

Há ainda 18 mercados para os quais estão impedidas as exportações de frango proveniente do Rio Grande do Sul. É o caso da África do Sul, Angola, Arábia Saudita, Armênia, Bahrein, Belarus, Casaquistão, Coreia do Sul, Kuwait, México, Namíbia, Omã, Quirguistão, Reino Unido, Rússia, Tajiquistão, Turquia e Ucrânia.

Catar e Jordânia suspenderam as compras de carne de frango e derivados do município de Montenegro (RS), onde o foco da doença foi detectado, conforme prevê o protocolo acordado pelos países com o Brasil.

Já o Japão interrompeu a importação de frango dos municípios de Montenegro (RS), Campinápolis (MT) e Santo Antônio da Barra (GO), onde foram notificados casos de gripe aviária em produção de subsistência.

Outros sete mercados limitaram a suspensão dos embarques para um raio de 10 quilômetros do foco de influenza aviária de alta patogenicidade (IAAP): Hong Kong, Maurício, Nova Caledônia, São Cristóvão e Nevis, Singapura, Suriname e Uzbequistão.

A expectativa do governo é de que após o encerramento do foco da doença em plantel comercial e do reconhecimento da OMSA do Brasil como novamente livre de gripe aviária no plantel comercial, mais países importadores flexibilizem as restrições ao frango nacional.



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