domingo, maio 17, 2026

Agro

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confira a previsão de hoje



Massa de ar frio em parte do Sul, temperaturas ainda em baixa no Sudeste e forte pancadas de chuva em outras áreas: confira a previsão do tempo para esta terça-feira (8).

Você quer entender como usar o clima a seu favor? Preparamos um e-book exclusivo para ajudar produtores rurais a se antecipar às mudanças do tempo e planejar melhor suas ações. Com base em previsões meteorológicas confiáveis, ele oferece orientações práticas para proteger sua lavoura e otimizar seus resultados.

Sul

Uma nova frente fria vai avançar pela costa do Rio Grande do Sul provocando pancadas de chuva sobre a metade sul do estado, que pode vir com moderada intensidade. As temperaturas ficam mais baixas em todo o estado também pela presença de uma massa de ar frio. Já em Santa Catarina e no Paraná, o predomínio é de tempo firme e temperaturas em elevação, especialmente durante a tarde.

Sudeste

O sol volta a aparecer em boa parte dos estados da Região Sudeste. Somente no litoral do Espírito Santo, a infiltração marítima ainda favorece chuva isolada. Ainda assim, o dia vai começar com temperaturas baixas, especialmente em São Paulo, Rio de Janeiro e sul de Minas Gerais, com os termômetros subindo um pouco mais durante a tarde.

Centro-Oeste

Dia marcado por tempo firme e predomínio de sol nos três estados do Centro-Oeste. As temperaturas começam a se elevar um pouco mais pela Região, mas o dia ainda pode começar mais frio no sul e sudoeste de Mato Grosso do Sul. À tarde, a umidade relativa do ar tende a ficar em atenção, especialmente entre Goiás e Mato Grosso, além de áreas do norte do território sul-mato-grossense.

Nordeste

O transporte de umidade do oceano em direção ao continente deixa o tempo nublado e com chuva a qualquer momento entre o litoral norte da Bahia e Sergipe, onde não se descarta chuva forte em alguns períodos do dia. Pancadas moderadas também são previstas para o norte do Maranhão, enquanto o interior da Região tem predomínio de sol e temperaturas elevadas. A umidade do ar fica em atenção no oeste da Bahia e na metade sul do Piauí e do Maranhão.

Norte

Pancadas de chuva a qualquer hora do dia sobre a metade norte da Região, com risco para temporais localizados no norte do Amazonas e em Roraima. No norte do Pará e no Amapá, as precipitações ocorrem entre moderada a forte intensidade. Por outro lado, o tempo firme predomina no Acre, em Rondônia, no sul paraense e no Tocantins. Atenção para a baixa umidade do ar no estado do Tocantins e no sul do Pará.



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Tecnologia da Embrapa usa satélites para medir capim no pasto e ajudar a produzir mais


Uma nova metodologia desenvolvida pela Embrapa está transformando a forma de monitorar as pastagens brasileiras e estimar a quantidade de forragem disponível para o gado. A inovação alia modelagem agrometeorológica e sensoriamento remoto, utilizando dados climáticos e imagens de satélite para orientar o manejo e apoiar a intensificação sustentável da pecuária, indicando o capim disponível no pasto.

O método foi testado em três sistemas produtivos diferentes – extensivo, intensivo rotacionado e integração lavoura-pecuária (ILP) – na Fazenda Canchim, unidade da Embrapa Pecuária Sudeste, em São Carlos (SP). O modelo aplicado explicou mais de 67% da variação observada na massa de forragem disponível, com destaque para o sistema extensivo, onde a acurácia chegou a 86%, animando os pesquisadores.

“Os resultados são promissores e demonstram a eficácia da metodologia em diferentes contextos”, afirma Gustavo Bayma, analista da Embrapa Meio Ambiente.

O estudo utilizou o modelo Safer (Simple Algorithm for Evapotranspiration Retrieving, ou algoritmo simples para recuperação de evapotranspiração), tradicionalmente aplicado para estimar demanda hídrica, mas que teve pouca aplicação em pastagens até agora.

O modelo Safer integra dados climáticos como radiação solar, temperatura, umidade e vento com imagens do produto HLS (Harmonized Landsat Sentinel-2), que reúne registros dos satélites Landsat-8, da Nasa, e Sentinel-2, da Agência Espacial Europeia (ESA). Segundo Bayma, o grupo é pioneiro em usar essa abordagem para estimar forragem, com potencial de ampliar a eficiência produtiva da pecuária.

nova metodologia da Embrapa ajuda a medir capim no pastonova metodologia da Embrapa ajuda a medir capim no pasto
Foto: Sandra Furlan/Embrapa

Diferencial no monitoramento

Um dos diferenciais do estudo foi aplicar a metodologia simultaneamente nos três sistemas de produção, além de diferenciar matéria seca total (MST) e matéria verde (MV) da forragem. Essa distinção aumentou a precisão das estimativas.

“Enquanto a matéria seca total inclui material de baixa qualidade, a matéria verde está diretamente relacionada à produtividade e ao consumo pelos animais”, conta a pesquisadora Sandra Nogueira, coautora do estudo.

As medições de campo foram feitas durante dois anos, com amostragens destrutivas alinhadas aos pixels das imagens de satélite (30 x 30 metros), permitindo validar os resultados com dados reais. A maior eficácia foi observada no sistema extensivo, devido à estabilidade do manejo. No ILP, a alternância entre milho e pastagem trouxe maior complexidade, mas os resultados permaneceram satisfatórios. Já no intensivo rotacionado, a precisão foi ligeiramente menor, reflexo da dinâmica acelerada do manejo.

Sensoriamento remoto avança na agropecuária

Para Marcos Adami, pesquisador do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), a evolução de satélites, sensores hiperespectrais, drones e inteligência artificial tende a ampliar as possibilidades de monitoramento forrageiro. “Essas tecnologias poderão prever variações nas pastagens com maior antecipação e acurácia”, diz. Ele destaca que o avanço pode ser incorporado a programas estratégicos como o Programa Nacional de Conversão de Pastagens Degradadas (PNCPD).

Patrícia Santos, pesquisadora da Embrapa, ressalta que o sensoriamento remoto representa um avanço significativo na gestão pecuária. “Permite identificar variações na quantidade de forragem ao longo do tempo, favorecendo decisões assertivas no planejamento e manejo sustentável.”

Segundo ela, os dados podem orientar políticas públicas e iniciativas privadas para recuperação de áreas produtivas, contribuindo para a meta do PNCPD de reduzir pastagens degradadas.

Intensificação sustentável como meta

O Brasil possui hoje 113,2 milhões de hectares de pastagens com manejo, segundo o IBGE. Entre 2000 e 2020, essas áreas cresceram 27,9%, um aumento de 24,7 milhões de hectares. Apesar disso, ainda existem 28 milhões de hectares de pastagens degradadas com potencial para recuperação e expansão agrícola, conforme dados da Embrapa.

Os sistemas integrados de produção ocupavam 17,4 milhões de hectares em 2020 e a meta é alcançar 30 milhões até 2030. Para Bayma, o novo método de monitoramento contínuo em larga escala pode ser estratégico para atender à crescente demanda global por alimentos, sem comprometer os recursos naturais. “É uma contribuição concreta para a intensificação sustentável da pecuária brasileira”, conclui.



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Milho recua na B3 e em Chicago


O mercado futuro do milho registrou queda nesta segunda-feira (8), tanto na B3 quanto na Bolsa de Chicago, refletindo um cenário desfavorável para o cereal no curto prazo. Segundo informações da TF Agroeconômica, as cotações na B3 cederam em sintonia com a forte baixa registrada em Chicago, enquanto a leve melhora na paridade cambial entre real e dólar evitou perdas ainda maiores.

No mercado interno, o cenário segue pressionado. De acordo com o Cepea, os preços do milho estão nos menores patamares do ano em diversas regiões do país, influenciados principalmente pela maior oferta no mercado spot. Os vendedores estão mais flexíveis nas negociações, mesmo com o ritmo de colheita da segunda safra ainda abaixo dos níveis de 2023. A limitação na capacidade de armazenagem e a baixa paridade de exportação intensificam a pressão sobre os preços. Do lado da demanda, os compradores estão cautelosos, adquirindo apenas volumes pontuais para consumo imediato.

O programa de exportação segue lento: dados da Secex apontam que o Brasil embarcou apenas 120,7 mil toneladas de milho nos primeiros dias de julho. A escassez de grãos nos portos tem atrasado os embarques e comprometido o desempenho das exportações.

Na B3, o contrato julho/25 fechou a R\$ 61,61, com queda de R\$ 0,33 no dia e de R\$ 1,83 na semana. Setembro/25 recuou R\$ 0,28 no dia, cotado a R\$ 61,94, e novembro/25 caiu R\$ 0,30, encerrando a R\$ 66,22. Em Chicago, o milho para setembro caiu 3,99% ou US\$ 16,75 cents, fechando a US\$ 403,50/bushel. Dezembro recuou 3,72%, a US\$ 420,75/bushel. O mercado reagiu negativamente ao discurso de Donald Trump, que manteve a ameaça de tarifas de 25% sobre importações vindas do Japão e da Coreia do Sul a partir de 1º de agosto, dois dos maiores compradores do milho norte-americano.

 





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Superávit comercial do Brasil deve cair 32% em 2025



A estimativa caiu de US$ 70,2 bilhões para US$ 50,4 bilhões




Foto: Divulgação

O Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) revisou para baixo a projeção do superávit comercial brasileiro em 2025. A estimativa caiu de US$ 70,2 bilhões para US$ 50,4 bilhões, reflexo direto da queda nos preços das commodities e do aumento nas importações impulsionado pelo crescimento econômico interno.

A nova projeção representa uma redução de 32% em relação ao superávit registrado em 2024, que fechou em US$ 74,2 bilhões. A atualização ocorre a cada trimestre e desta vez considera o enfraquecimento da demanda global e os impactos das medidas tarifárias internacionais sobre o comércio.

Mesmo com leve crescimento nas exportações, o aumento mais acelerado das importações deverá reduzir o saldo comercial. O Brasil deve exportar US$ 341,9 bilhões em 2025, alta de 1,5% frente ao ano anterior. Por outro lado, as importações devem crescer 10,9%, alcançando US$ 291,5 bilhões.

Em relação às estimativas divulgadas em abril, as exportações foram revistas para baixo em US$ 11,2 bilhões, enquanto as importações foram elevadas em US$ 8,6 bilhões. O novo cenário reflete o impacto da desvalorização dos produtos primários e a intensificação da demanda por bens de capital e insumos para produção industrial no país.





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AgroNewsPolítica & Agro

Lagartas resistentes desafiam controle


O avanço das lagartas Spodoptera frugiperda e Helicoverpa zea nas lavouras brasileiras tem preocupado os produtores. Resistentes a Inseticidas convencionais e biotecnologias como o Bt, essas pragas atacam as estruturas reprodutivas de culturas como milho, soja, feijão e algodão, provocando prejuízos expressivos. 

“Além disso, sua presença facilita a entrada de patógenos secundários. As perdas estimadas podem variar de 10% a 50%, dependendo da intensidade da infestação e do controle que for adotado”, diz Jorge Silveira, engenheiro agrônomo e coordenador comercial da Sell Agro.

Além da resistência crescente, o cenário é agravado por fatores como monocultura contínua, falhas no manejo integrado de pragas (MIP) e clima favorável à reprodução dos insetos. A Spodoptera, por exemplo, tem presença constante em regiões tropicais e pode causar desde atraso no desenvolvimento até a morte das plantas, afetando severamente a produtividade.

“Ainda há falhas no manejo integrado de pragas (MIP) e o cultivo de monoculturas contínuas, que favorecem o ciclo das lagartas”, destaca Silveira.

Para lidar com essas “lagartas invencíveis”, produtores têm buscado soluções alternativas e complementares. Entre elas, o uso de desalojantes tem ganhado espaço no manejo. Produtos como o UPSIDE, da Sell Agro, atuam forçando as lagartas a saírem dos esconderijos, aumentando a exposição aos inseticidas. O produto, livre de enxofre, pode elevar a eficácia das aplicações em até 40%.

O sucesso do controle, no entanto, depende do monitoramento constante das lavouras e da adoção precoce das medidas de manejo. A eficiência é maior nas fases iniciais das infestações, quando ainda não há danos visíveis. A vigilância contínua e o uso combinado de tecnologias tornam-se, portanto, essenciais para proteger a produtividade e o bolso do produtor.

 





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Minério de ferro cai com demanda fraca da China


Logotipo Reuters

Por Lucas Liew

CINGAPURA (Reuters) – Os contratos futuros do minério de ferro caíram nesta terça-feira, já que os dados decepcionantes de atividade industrial na China e os persistentes problemas do setor imobiliário local pioraram o sentimento.

Alertas de preços mais baixos feitos por autoridades australianas e as expectativas de uma demanda sazonal mais branda também contribuíram para a perspectiva baixista.

O contrato de setembro do minério de ferro mais negociado na Bolsa de Mercadorias de Dalian (DCE) da China terminou as negociações do dia com queda de 1,32%, a 708,5 iuanes (US$98,92) a tonelada.

O minério de ferro de referência de agosto na Bolsa de Cingapura perdeu 0,98%, a US$93,1 a tonelada.

A atividade industrial da China encolheu pelo terceiro mês consecutivo em junho, embora em ritmo mais lento. No entanto, o sentimento dos negócios permanece moderado.

A fraqueza contínua no setor imobiliário da China e um relatório do governo australiano alertando sobre preços mais baixos devido às fracas perspectivas pesaram ainda mais sobre o sentimento, disse o ANZ.

Além disso, o sentimento dos investidores também foi afetado depois que Jiang Wei, secretário geral da Associação de Ferro e Aço da China, foi citado pelo China Metallurgical News na semana passada aconselhando as autoridades a restringir as exportações de tarugos.

O pedido foi feito após o aumento das remessas de produtos de aço semiacabados no acumulado do ano.

O volume total de minério de ferro despachado para destinos globais pelos principais produtores, Austrália e Brasil, caiu 7,4% de 23 a 29 de junho, revertendo o salto da semana anterior, informou a consultoria chinesa Mysteel.

(Reportagem de Lucas Liew)

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Armazenagem estratégica mantém feijão firme



O Ibrafe destaca que uma campanha nacional para estimular o consumo




Foto: Canva

Apesar da recorrente percepção de queda no consumo durante períodos de safra elevada ou colheita concentrada, o mercado brasileiro de feijão continua ativo. Segundo o Instituto Brasileiro de feijão e Pulses (Ibrafe), a demanda segue dentro da realidade atual, impulsionada principalmente pelos preços atrativos nas gôndolas do varejo.

O Ibrafe destaca que uma campanha nacional para estimular o consumo — já em articulação com apoio parlamentar e entidades do setor — poderá ampliar ainda mais a demanda no médio prazo. Enquanto isso, os negócios continuam ocorrendo em diferentes regiões, como no Vale do Araguaia (GO), onde houve vendas pontuais a R\$ 190,00/saca. No entanto, muitos produtores optam por armazenar o produto abaixo de R\$ 220,00/saca, evitando uma possível queda brusca nos preços.

Essa prática de armazenagem é apontada como uma lição aprendida com países como os Estados Unidos, onde toda a safra é colhida em um único mês, mas o consumo se mantém estável durante o ano graças à gestão de estoques. Caso o mercado brasileiro despejasse todo o volume colhido de uma só vez, os preços poderiam cair para menos de R\$ 100,00/saca, alerta o Instituto.

A consolidação de uma mentalidade mais estratégica é essencial: armazenar com qualidade, vender no momento certo e trabalhar coletivamente para incentivar o consumo interno, expandir as exportações e garantir rentabilidade ao produtor. Segundo o Ibrafe, o Clube Premier seguirá acompanhando essas movimentações, contribuindo com análises e orientações para os protagonistas do setor. As informações são do encerramento da semana.

 





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Cotonicultores mineiros debatem produtividade e sementes



Cada encontro foi adaptado ao perfil do público-alvo



Cada encontro foi adaptado ao perfil do público-alvo
Cada encontro foi adaptado ao perfil do público-alvo – Foto: Canva

A última etapa do Circuito Técnico Amipa (CTA) 2025 foi realizada no dia 26 de junho na Fazenda Experimental da Amipa, em Patos de Minas (MG), reunindo mais de 150 participantes. O evento marcou o encerramento de um ciclo que percorreu as principais regiões produtoras de algodão de Minas Gerais, com foco na troca de conhecimento técnico, inovação e boas práticas na produção.

Segundo José Lusimar Eugênio, engenheiro agrônomo da Amipa, a programação apresentou dados atualizados do setor algodoeiro no estado, o andamento do Projeto Fitossanitário da Associação, os avanços em biotecnologias da Biofábrica Amipa e os resultados de experimentos realizados na fazenda. Em seguida, Rodrigo de Oliveira Lima, do Grupo de Estudos do Algodão (GEAM), discutiu temas como qualidade de sementes, acúmulo de biomassa e resposta produtiva em diferentes níveis de adubação.

A edição 2025 do CTA contou com cinco etapas, realizadas entre abril e junho, com passagens por Varjão de Minas, Catuti, Ibiaí, Brasilândia de Minas e Patos de Minas. Cada encontro foi adaptado ao perfil do público-alvo – da agricultura familiar à empresarial – com visitas técnicas e discussões práticas sobre os desafios da cotonicultura mineira.

Durante o encerramento, o presidente da Amipa, Daniel Bruxel, destacou a importância do evento como ferramenta de desenvolvimento regional e valorizou o engajamento dos produtores, parceiros e patrocinadores. A expectativa é que os aprendizados promovidos ao longo do circuito contribuam diretamente para a produtividade e sustentabilidade do algodão em Minas Gerais.

 





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Rotação de culturas: prática essencial



Outro princípio essencial é evitar repetir espécies da mesma família botânica



Outro princípio essencial é evitar repetir espécies da mesma família botânica
Outro princípio essencial é evitar repetir espécies da mesma família botânica – Foto: Divulgação

A rotação de culturas é uma das estratégias mais eficazes para manter a fertilidade do solo, reduzir o uso de insumos químicos e aumentar a resiliência dos sistemas agrícolas. Ao alternar diferentes espécies vegetais ao longo do tempo e do espaço, é possível romper ciclos de pragas e doenças, melhorar a estrutura do solo e otimizar o uso da água e dos nutrientes disponíveis.

Segundo a empresa Vetika, especializada em soluções sustentáveis para o agro, essa prática só gera resultados positivos quando bem planejada, seguindo princípios agronômicos básicos. Entre os benefícios diretos estão a redução de plantas daninhas, o melhor aproveitamento do efeito fertilizante das leguminosas — como o trevo, a alfafa ou o ervilhaca — e a prevenção da exaustão do solo. Após o cultivo de leguminosas, recomenda-se, por exemplo, a semeadura de espécies exigentes em nitrogênio, como milho, trigo ou girassol.

Outro princípio essencial é evitar repetir espécies da mesma família botânica na mesma área em anos consecutivos — como tomate e pimentão, ambos solanáceas —, o que reduz riscos sanitários e desequilíbrios nutricionais. Além disso, a alternância entre cultivos de raízes profundas e com alto volume de resíduos orgânicos contribui para uma estrutura de solo mais estável e rica em vida microbiana.

A Vetika também destaca a importância de adaptar as rotações às condições locais. Em áreas inclinadas, por exemplo, é indicado o uso de culturas perenes para evitar erosão. Já em sistemas de policultivo, a organização das espécies por semelhanças de ciclo e exigências facilita o manejo. Exemplos práticos incluem desde rotações simples, como trigo → girassol → pousio, até modelos mais complexos com alternância sazonal entre culturas de verão e inverno.





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Exportação de soja em junho cai 3,9% em volume e 12,5% em receita



O Brasil exportou 13,42 milhões de toneladas de soja em grão em junho, queda de 3,9% em relação ao volume do mesmo mês de 2024, quando os embarques somaram 13,96 milhões de toneladas. Os dados foram divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex) com base em 20 dias úteis de movimentação em ambos os anos.

A receita com os embarques de junho foi de US$ 5,37 bilhões, recuo de 12,5% frente aos US$ 6,14 bilhões registrados em igual mês do ano passado. Em maio, a receita havia sido de US$ 6,13 bilhões. O preço médio pago pela tonelada de soja no mês passado foi de US$ 400,10, abaixo dos US$ 439,70 praticados em junho de 2024, o que representa retração de 9% no comparativo anual.

No acumulado de janeiro a junho de 2025, o país exportou 64,95 milhões de toneladas de soja em grão, com receita de US$ 25,45 bilhões. O volume representa queda de 13,4% ante os 74,99 milhões de toneladas embarcadas no primeiro semestre de 2024.

Em valor, a retração foi ainda mais acentuada, de 21,8% em relação aos US$ 32,54 bilhões obtidos no mesmo período do ano passado, segundo dados consolidados do Agrostat e da Secex.

A média diária de exportações em junho foi de 671 mil toneladas, abaixo das 698 mil toneladas embarcadas por dia útil no mesmo mês de 2024. A redução acompanha a desaceleração sazonal dos embarques, que costumam atingir o pico entre abril e maio, com recuo natural a partir de junho.



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