domingo, maio 17, 2026

Agro

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Panicum resistente para cavalos: qual a melhor opção além do tifton?


Escolher o pasto certo para cavalos pode fazer toda a diferença, principalmente quando o clima aperta. Quer otimizar a pastagem para seus cavalos e encarar a seca com mais preparo? Assista ao vídeo e confira as orientações.

E foi justamente essa a dúvida do criador Juarez Teixeira, de Jataí (GO), que perguntou ao quadro Giro do Boi Responde qual capim do gênero Panicum seria mais indicado para cavalos que pastam na seca, excluindo o tradicional Tifton.

A resposta veio de Josmar Almeida, zootecnista, mestre em Produção Animal e sócio da consultoria Gerente de Pasto. Segundo ele, algumas cultivares do gênero Panicum podem entregar ótimos resultados no manejo de equinos.

As melhores variedades de Panicum para cavalos

Dossel foliar de capim-Tamani (Panicum maximum cv. BRS Tamani) em pequenas parcelas. Foto: Allan Kardec Braga Ramos/Embrapa Cerrados
Dossel foliar de capim-Tamani (Panicum maximum cv. BRS Tamani) em pequenas parcelas. Foto: Allan Kardec Braga Ramos/Embrapa Cerrados

Segundo Almeida, as cultivares mais indicadas de Panicum para tropa são:

Essas três opções oferecem boa palatabilidade, qualidade nutricional e são adaptadas ao pastejo de cavalos. Elas também têm bom desempenho em diferentes regiões do país, inclusive no Centro-Oeste.

No entanto, é importante entender que mesmo essas cultivares enfrentam limitações durante a seca.

Capim milagroso para a seca? Não existe!

Cultivar Brasilisk, capim brachiaria ou braquiarinha, espécie de gramínea forrageira. Foto: Juliana Sussai/Embrapa Pecuária Sudeste
Cultivar Brasilisk, capim brachiaria ou braquiarinha, espécie de gramínea forrageira. Foto: Juliana Sussai/Embrapa Pecuária Sudeste

Josmar foi direto: não há capim milagroso que sustente bem a pastagem em pleno período de estiagem. E os motivos são conhecidos dos pecuaristas:

  • Menos chuva no período seco;
  • Temperaturas mais baixas, que reduzem o crescimento das plantas;
  • Menos luz solar (fotoperíodo), limitando a fotossíntese.

Esses três fatores reduzem drasticamente a produção de forragem. Uma área que sustenta de 2 a 3 unidades animal por hectare na época das águas pode cair para 1 ou até menos durante a seca.

Como encarar a seca sem prejudicar a tropa?

A solução, segundo o especialista, não está apenas em escolher a cultivar correta, mas em planejar o sistema de produção. Para isso, o criador deve:

  1. Reconhecer a queda na oferta de pasto no período seco;
  2. Avaliar a necessidade de suplementação, com feno ou silagem;
  3. Reduzir a lotação animal temporariamente, vendendo parte da tropa, se necessário.

Esse tipo de planejamento evita perda de escore corporal, mantém a saúde dos cavalos e garante desempenho zootécnico adequado, mesmo nos meses mais secos.

Manejo inteligente garante resultado o ano todo

Ter boas cultivares de Panicum é importante, mas o sucesso do sistema está no conjunto do manejo. Isso inclui planejamento forrageiro, suplementação adequada e controle de lotação. E quando se trata de equinos, o cuidado deve ser ainda mais apurado.

Com as orientações corretas, como as que Josmar Almeida trouxe ao Giro do Boi Responde, é possível garantir desempenho, bem-estar e produtividade da tropa — mesmo nos meses mais difíceis do ano.



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AgroNewsPolítica & Agro

Fertilizantes: mitos e verdades



Também é verdade que o excesso de fertilizantes pode ser prejudicial



Também é verdade que o excesso de fertilizantes pode ser prejudicial
Também é verdade que o excesso de fertilizantes pode ser prejudicial – Foto: Canva

Os fertilizantes são essenciais para garantir a produtividade agrícola, fornecendo ao solo os nutrientes necessários para o desenvolvimento saudável das culturas. No entanto, persistem dúvidas e equívocos sobre seu uso. De acordo com Luís Schiavo, CEO da Naval Fertilizantes, empresa especializada em produtos biológicos, nutrição e tecnologia de aplicação, sem fertilizantes não seria possível produzir alimentos em escala suficiente para abastecer a população mundial.

Um dos mitos mais comuns é a confusão entre fertilizantes e agroquímicos. Enquanto os primeiros nutrem as plantas, os segundos protegem as lavouras contra pragas e doenças. Outro equívoco frequente é a ideia de que fertilizantes orgânicos são sempre melhores. Segundo Schiavo, o ideal é escolher o produto que melhor atende às necessidades da lavoura — ambos os tipos têm vantagens e podem ser usados de forma complementar.

Também é verdade que o excesso de fertilizantes pode ser prejudicial, pois o acúmulo de certos nutrientes pode inibir a absorção de outros, impactando negativamente a lavoura. Já a noção de que os fertilizantes são nocivos ao meio ambiente ou à saúde humana é incorreta. O uso adequado, seguindo os princípios dos 4Cs (fonte certa, dose certa, hora certa e local certo), evita impactos ambientais e garante segurança alimentar.

Por fim, Schiavo lembra que os nutrientes fornecidos às plantas são, em grande parte, os mesmos necessários ao corpo humano, como o nitrogênio nas proteínas e o fósforo nos ossos. Por isso, o uso racional e bem orientado dos fertilizantes é uma ferramenta fundamental para a sustentabilidade da produção de alimentos.

“Por exemplo: Para sintetizar proteínas, as plantas utilizam nitrogênio, que é a mesma classe de moléculas que constitui nossos músculos. O fósforo fornecido às plantas é o mesmo que compõe nossos ossos e dentes”, finaliza Schiavo.





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Preços de soja em véspera de feriado: caíram ou subiram?



O mercado brasileiro de soja apresentou preços mistos nesta terça-feira (8), com ritmo lento de negócios. De acordo com o consultor da Safras & Mercado, Rafael Silveira, houve algumas negociações pontuais nos portos, mas voltadas para entrega futura. Os melhores preços foram verificados para agosto e setembro, mas sem grande volume reportado.

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No mercado interno, as negociações seguiram travadas, com os preços no interior ainda muito acima da paridade de exportação, o que, segundo Silveira, reflete uma postura mais firme do produtor rural em relação ao basis local.

Soja no Brasil

  • Passo Fundo (RS): caiu de R$ 130,00 para R$ 129,00
  • Santa Rosa (RS): caiu de R$ 131,00 para R$ 130,00
  • Rio Grande (RS): manteve em R$ 135,00
  • Cascavel (PR): subiu de R$ 130,00 para R$ 131,00
  • Paranaguá (PR): manteve em R$ 134,00
  • Rondonópolis (MT): manteve em R$ 117,00
  • Dourados (MS): subiu de R$ 118,00 para R$ 119,00
  • Rio Verde (GO): caiu de R$ 118,00 para R$ 117,00

Soja em Chicago

Em Chicago, os contratos futuros da soja encerraram o dia em baixa, pressionados pelo clima favorável ao desenvolvimento das lavouras nos Estados Unidos e pelas incertezas sobre a política tarifária do país.

A boa perspectiva de safra nos EUA adiciona oferta a um mercado já abastecido pelo Brasil, enquanto a possibilidade de retaliações comerciais por parte de importadores gera cautela nos negócios.

USDA

O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) deve divulgar nesta sexta-feira (11) seu novo relatório mensal, com expectativas de leve corte na produção de soja dos EUA em 2025/26. No entanto, os estoques devem ser revisados para cima.

A estimativa para a safra norte-americana deve cair de 4,340 bilhões para 4,331 bilhões de bushels. Para os estoques de passagem, o número para 2025/26 deve subir de 295 para 304 milhões de bushels, enquanto o número de 2024/25 pode avançar de 350 para 358 milhões.

No cenário global, o mercado aposta em estoques finais de 124,3 milhões de toneladas em 2024/25 e 125,5 milhões para 2025/26. A estimativa para a safra brasileira deve subir de 169 para 169,4 milhões de toneladas, e a da Argentina de 49 para 49,2 milhões.

Contratos futuros

Os contratos da soja em grão com entrega em agosto fecharam com baixa de 10,25 centavos (0,99%) a US$ 10,21 1/4 por bushel. A posição novembro caiu 3,25 centavos (0,31%), a US$ 10,17 1/2. No farelo, a posição agosto caiu US$ 1,50 (0,55%), a US$ 270,70 por tonelada. O óleo com vencimento em agosto subiu 0,17 centavo (0,31%), a 54,11 centavos de dólar por libra-peso.

Câmbio

No câmbio, o dólar comercial fechou em baixa de 0,61%, cotado a R$ 5,4449 na venda e R$ 5,4429 na compra. A moeda oscilou entre R$ 5,4354 e R$ 5,4784 ao longo do dia.



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Preço da cesta básica diminui em junho, mas acumulado do ano mostra alta



A Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos, feita pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), revelou que o custo da cesta básica diminuiu em 11 localidades e aumentou em seis capitais. O levantamento foi feito entre os meses de maio e junho.

O estudo apontou que as maiores baixas foram em:

  • Aracaju (-3,84%);
  • Belém (-2,39%);
  • Goiânia (-1,90%);
  • São Paulo (-1,49%); e
  • Natal (-1,25%)

Já as maiores altas foram registradas em Porto Alegre (1,50%) e Florianópolis (1,04%).

Apesar de ter caído o custo, a cesta básica em São Paulo continua sendo a mais cara do país, com o valor de R$ 831,37. Na sequência estão Florianópolis (R$ 867,83), Rio de Janeiro (R$ 843,27) e Porto Alegre (R$ 831,37).

As capitais com os valores da cesta básica mais baixos, porém com a composição diferente de produtos e com menores valores médios, foram Aracaju (R$ 557,28), Salvador (R$ 623,85), Joao Pessoa (R$ 636,16) e Natal (R$ 636,95).

Aumento de preços

Na comparação dos valores da cesta entre junho do ano passado e junho de 2025, quase todas as capitais tiveram aumentos de preço. Nesse caso, as variações foram de 1,73% em Salvador e 9,39% no Recife. A redução ocorreu apenas em Aracaju, com -0,83%.

No acumulado do ano, entre dezembro de 2024 e junho de 2025, todas as capitais incluídas na pesquisa mostraram alta nos preços da cesta, com índices que oscilaram, por exemplo, em mais 0,58% em Aracaju e 9,10% em Fortaleza.

Preços dos produtos

Entre os produtos que tiveram baixas está a batata, que diminuiu nas capitais do centro-sul nos meses de maio e junho. Em Belo Horizonte e Porto Alegre, por exemplo, as quedas ficaram em em -12,62% e -0,51%, respectivamente.

O açúcar, por sua vez, diminuiu em 12 cidades no período, ficando estável no Recife e aumentando em quatro capitais, sendo o mais alto em Campo Grande (1,75%). As maiores reduções no preço do açúcar ocorreram em Brasília (-5,43%), Vitória (-3,61%), Goiânia (-3,27%) e Belém (-3,15%).

No mesmo período aferido pela pesquisa do Dieese, o preço do leite integral diminuiu em 11 capitais, casos de Brasília (-2,31%) e Curitiba (-0,65%). Já em cinco cidades, os valores se elevaram, como aconteceu em Aracaju (2,11%). A maior alta foi no Recife (8,93%), sendo que em outras 12 houve retração no preço médio do produto, com variações, por exemplo, em Campo Grande (-7,99%) e São Paulo (-0,71%).

O tomate aumentou em dez capitais entre maio e junho, sendo registradas variações no Rio de Janeiro (0,29%) e Porto Alegre (16,90%). Em outras sete, o preço caiu, com a maior variação em Aracaju (-21,43%).

No período de 12 meses, o tomate baixou de preço em 16 capitais, sendo que o valor médio diminuiu, por exemplo, em Aracaju (-25,29%), Salvador (-19,72%) e no Rio de Janeiro (-14,48).



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Agro baiano bate recorde de empregos com alta de 509% em maio



O setor agropecuário da Bahia alcançou em maio de 2025 o maior número de empregos formais ativos desde o início de 2024. Foram gerados 2.558 novos postos de trabalho com carteira assinada, resultado de 8.756 admissões e 6.198 desligamentos.

Os dados divulgados nesta terça-feira (8), foram extraídos do mais recente Relatório de Empregos no Agro do Sistema Faeb/Senar. De acordo com documento, a alta de 35,1% nas contratações em relação a abril e a queda de 10,9% nas demissões explicam o saldo positivo do mês.

Comparando com maio de 2024, o crescimento do saldo foi ainda mais expressivo: 509% de aumento. Com isso, os postos totais de empregos formais na agropecuária baiana chegaram a 132.414 vínculos ativos, uma alta de 3,4% em doze meses.

Crescimento de vagas em 2025

De acordo com a Faeb, os dados confirmam a tendência de recuperação e expansão no mercado de trabalho do agro baiano observada desde o início do ano.

Após fechar 2024 com queda no número de vínculos, atingindo 126,9 mil em dezembro, o setor iniciou 2025 em ritmo de alta, ultrapassando o patamar de 132 mil vínculos formais em maio, o maior da série recente.

Segundo a assessoria econômica do Sistema Faeb/Senar, o comportamento segue padrão sazonal, com picos nos meses de colheita e atividades intensificadas no campo.

A expectativa é de que os próximos meses mantenham níveis elevados de contratações, especialmente com a finalização da colheita da soja e o avanço de culturas como frutas, algodão e café – que vive momento de alta nas exportações.

Geração de empregos por cadeia produtiva

As atividades com maior saldo de emprego formal em maio foram:

  • Cultivo do café: 636 novos postos;
  • Fruticultura (exceto laranja e uva): 507 novos postos;
  • Cultivo do algodão: 345 novos postos;
  • Cana-de-açúcar: 342 novos postos;
  • Atividades de apoio à agricultura (como preparo de solo e irrigação): 314 novos postos.

Segundo o Sistema Faeb/Senar, os dados apresentados integram o relatório mensal da assessoria econômica da entidade, elaborado com base nas informações do Novo Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados).

O levantamento acompanha de forma sistemática o comportamento do mercado de trabalho formal no setor agropecuário baiano, com recortes por município, segmento produtivo e variação histórica.


Você também pode participar deixando uma sugestão de pauta. Siga o Canal Rural Bahia no Instagram e nos envie uma mensagem.





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Mercado global de seguros agrícolas deve atingir US$ 61 bilhões até 2030



O mercado global de seguros agrícolas e pecuários, avaliado US$ 36,7 bilhões em 2021, deve atingir US$ 61,3 bilhões em 2030, de acordo com a consultora Spherical Insights & Consulting.

Por mais que o setor seja fundamental ao campo, a modernização da atividade agrícola não se reflete, ainda, nos modelos predominantes de seguro rural, que seguem operando com metodologias analógicas e pouco responsivas à realidade do campo. Essa é a avaliação de Rodrigo Zuini, CTO da Picsel, primeira empresa brasileira 100% especializada em seguro agrícola.

Para ele, processos lentos, avaliações imprecisas e precificação genérica comprometem tanto a experiência do produtor quanto a sustentabilidade das operações seguradoras.

O especialista usa exemplos de acontecimentos recentes que levaram a crises no setor, como as enchentes no Rio Grande do Sul e o caso de gripe aviária em granja comercial brasileira, além de costumeiras oscilações de mercado para ressaltar que seguradoras que mantenham modelos inflexíveis acabam por perder relevância e competitividade.

“Nesse contexto, a tecnologia surge como um vetor de transformação essencial”, diz. “Soluções baseadas em inteligência artificial, sensoriamento remoto, internet das coisas e análise de big data já permitem uma leitura mais precisa do risco, monitoramento contínuo das propriedades e personalização das apólices conforme a realidade de cada produtor”, completa.

Segundo ele, com essas ferramentas, é possível reduzir perdas, evitar fraudes, agilizar indenizações e aumentar a confiança no sistema. Assim, também é possível democratizar o acesso ao seguro para pequenos e médios produtores.

Zuini arremata que o seguro rural precisa deixar de ser encarado como uma obrigação contratual e passar a ser visto como parte estratégica da gestão no agronegócio.

“Ao se integrar de forma inteligente aos demais processos produtivos, o seguro pode atuar como ferramenta de competitividade, previsibilidade financeira e proteção patrimonial. Afinal, se o agro é cada vez mais tecnológico, é imperativo que sua proteção evolua na mesma velocidade”, conclui.



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Guzerá na carne premium: raças além do angus surpreendem nos cruzamentos


A procura por carne premium está transformando a estratégia de muitos pecuaristas brasileiros, inclusive com a raça zebuína Guzerá. Quer diversificar seus cruzamentos e otimizar a produção de carne premium com Guzerá? Assista ao vídeo e confira as dicas.

No quadro “Giro do Boi Responde”, o zootecnista Alexandre Zadra, especialista em genética e cruzamento industrial, respondeu à dúvida de Valdeir Ferreira, produtor de Patrocínio (MG), sobre como usar suas matrizes Guzerá para produzir carne de qualidade superior sem depender apenas do tradicional cruzamento com Angus.

Zadra destacou que o Angus ainda é a principal referência quando se fala em marmoreio e maciez, mas há outras raças taurinas — inclusive asiáticas — que podem elevar ainda mais a qualidade da carcaça.

A chave está em combinar boa genética com manejo nutricional adequado, principalmente quando se busca mercado gourmet ou programas certificados.

Bovinos da raça Wagyu da fazenda. Foto: Divulgação
Bovinos da raça Wagyu da fazenda. Foto: Divulgação

Se o objetivo é elevar o grau de marmoreio, duas raças ganham destaque:

  • Wagyu: raça japonesa com fama internacional por sua carne extremamente marmorizada. Ideal para cruzamentos direcionados ao mercado premium.
  • Akaushi: também japonesa, é uma linhagem do Wagyu que imprime ainda mais marmoreio, além de excelente maciez.

Essas raças podem ser usadas em cruzamentos com matrizes meio-sangue Angus, resultantes da primeira geração entre Guzerá e Angus.

Essa estratégia potencializa os ganhos de qualidade sem comprometer a adaptabilidade e a rusticidade do rebanho.

Fêmeas F1: base para produção de carne super precoce

Vacas Guzerá. Foto: Divulgação
Vacas Guzerá. Foto: Divulgação

Zadra chama atenção para o valor da fêmea meio-sangue Angus, considerada por ele a “rainha da pecuária”.

Além de boa precocidade sexual e fertilidade, essa matriz pode produzir bezerros de alto valor genético e, em seguida, ser abatida com qualidade, atingindo os padrões exigidos por programas de carne de alta performance.

Com isso, o pecuarista consegue:

  • Otimizar o uso da vacada Guzerá, preservando rusticidade e leite.
  • Produzir bezerros de cruzamento industrial com bom desempenho em confinamento.
  • Abater fêmeas com idade avançada e, mesmo assim, entregar carne macia e marmorizada.

Tricross para carne gourmet e ganho de valor

Para atingir o chamado “marmoreio grill”, com gordura entremeada visível e sabor diferenciado, a recomendação de Zadra é clara:

  1. Cruzar matrizes Guzerá com touros Angus, gerando fêmeas F1.
  2. Cobrir essas fêmeas F1 com touros Wagyu ou Akaushi, formando um tricross com alta chance de qualidade premium.
  3. Desmamar os bezerros e confiná-los por mais de 200 dias, garantindo ganho de peso e formação do marmoreio ideal para o mercado gourmet.

Esse planejamento exige dedicação à nutrição, já que o marmoreio depende diretamente da oferta energética prolongada no cocho.

Nutrição, adaptação e resultado garantido

Além do fator genético, a alimentação de precisão e o tempo de confinamento adequado são cruciais para expressar o potencial do marmoreio.

As raças Wagyu e Akaushi também oferecem boa adaptação ao frio, e, mesmo sem conforto térmico adicional, respondem bem ao manejo nutricional no cocho, ganhando peso com eficiência.

Com essa estratégia, o pecuarista consegue:

  • Ampliar os ganhos com carne diferenciada;
  • Manter um rebanho rústico, produtivo e adaptado ao Brasil tropical;
  • Participar de programas de carne certificada com valores agregados por animal.

Para quem busca inovação na pecuária de corte, o cruzamento do Guzerá com taurinos de alto marmoreio representa uma oportunidade rentável e sustentável.



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AgroNewsPolítica & Agro

Sul fecha 1º semestre com diesel mais barato do País



O IPTL é considerado uma referência no setor



O IPTL é considerado uma referência no setor
O IPTL é considerado uma referência no setor – Foto: Pixabay

O Sul do Brasil encerrou o primeiro semestre de 2025 com os preços médios mais baixos do País para o diesel, segundo dados do Índice de Preços Edenred Ticket Log (IPTL). Em junho, o diesel comum foi comercializado a R\$ 5,94 e o S-10 a R\$ 5,97, após quedas de 1% e 1,32%, respectivamente. Esses foram os menores valores médios registrados entre todas as regiões brasileiras.

De acordo com o levantamento, que considera transações em 21 mil postos credenciados da Edenred Ticket Log, os preços de todos os combustíveis caíram na Região Sul na comparação com maio. A gasolina teve redução de 1,25%, sendo vendida, em média, a R\$ 6,34 — a maior retração nacional no período. Já o etanol teve queda de 1,28% e foi encontrado a R\$ 4,61.

Renato Mascarenhas, diretor da Edenred Mobilidade, alerta que a escolha do combustível mais vantajoso depende do estado. “Apesar da tendência de queda nos preços em toda a Região Sul, o motorista precisa estar atento, pois a escolha do combustível mais econômico varia de um estado para o outro. Os dados do IPTL mostram que, enquanto o etanol foi a opção mais vantajosa no Paraná, a gasolina se mostrou mais competitiva para os consumidores de Santa Catarina e do Rio Grande do Sul. É importante ressaltar, porém, que o etanol traz menor impacto ambiental em comparação à gasolina”, destaca.

O IPTL é considerado uma referência no setor por sua precisão e abrangência, apoiado na gestão de 1 milhão de veículos e média de oito transações por segundo. A Edenred Ticket Log, com mais de 30 anos de atuação, oferece soluções inteligentes e sustentáveis para mobilidade corporativa.





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Curto-circuito mata 32 vacas no interior do Paraná



O produtor Edenir Zeahrsfass, de Marechal Cândido Rondon, oeste do Paraná, levou um susto na noite desta segunda-feira (7). Um curto-circuito no canzil — estrutura de ferro para confinamento individual de animais durante a alimentação e manejo — eletrocutou e matou 32 vacas de sua propriedade.

O prejuízo é estimado entre R$ 500 mil e R$ 600 mil. No vídeo abaixo, em imagens registradas nesta terça-feira (8), o pecuarista lamenta a perda, que causou grande comoção na comunidade local e o emocionou profundamente.

De acordo com ele, uma das vacas teria mordido a tomada que aciona o canzil, causando o curto-circuito que eletrocutou o rebanho.



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como o marketing pode transformar o Brasil rural em potência global de alimentos nativos


O sucesso do pistache nos Estados Unidos mostra que marketing e estratégia transformam commodities em desejo global. O Brasil, com frutas únicas como a jabuticaba, açaí e outras, pode seguir o mesmo caminho, gerando renda, marca e sustentabilidade a partir da floresta.

A Califórnia, com seus verões quentes e secos, possui condições ideais para o cultivo da oleaginosa. Mas o que realmente alavancou o negócio foi o investimento pesado em pesquisa agrícola e em posicionamento de mercado. O setor americano criou campanhas de consumo, ampliou a presença em feiras internacionais, investiu em embalagem, branding e associou o produto aos benefícios da alimentação saudável. Resultado: aumentou a demanda global e consolidou um mercado multimilionário.

E o Brasil nisso tudo? Nós não produzimos pistache, mas somos grandes consumidores — importamos quase tudo dos EUA. Essa realidade nos leva a uma pergunta: por que não fazemos o mesmo com o que só nós temos?

Frutas nativas e o potencial da floresta

Na Amazônia, quase 1 milhão de brasileiros vivem em situação de pobreza, mesmo rodeados por um verdadeiro tesouro: frutas como açaí, cupuaçu, bacaba, camu-camu, buriti, entre muitas outras. Todas com alto valor nutricional e potencial de mercado, ainda pouco exploradas.

Veja as qualidades de algumas frutas nativas e as possíveis utilizações

  • açaí: rico em antioxidantes | alimentos, bebidas energéticas, cosméticos
  • cupuaçu: polpa cremosa e aromática | sorvetes, sucos, chocolates “nacionais”
  • camu-camu: altíssimo teor de vitamina C | suplementos naturais, cosméticos
  • buriti: fonte de betacaroteno e vitamina A | óleos vegetais, cosméticos, alimentos funcionais
  • castanha-do-pará: rica em selênio | snacks saudáveis, óleos e farinhas
  • bacaba: similar ao açaí, mas menos conhecido | sucos, vinhos naturais
  • jabuticaba: exclusiva do Brasil | vinhos artesanais, geleias, licores e gourmetização

Com investimento técnico, acesso ao crédito e estratégias de marketing bem definidas, essas frutas podem sair da floresta direto para o mercado internacional com selo de origem, apelo sustentável e identidade cultural.

O desafio: transformar natureza em produto

Para que isso aconteça, precisamos de um esforço coordenado entre governos, cooperativas, Sebrae, universidades e setor privado. A receita já está testada:

  • tecnologia para agregar valor e conservar os produtos;
  • capacitação para produtores e comunidades;
  • marketing para posicionar essas frutas como exclusivas, sustentáveis e desejáveis.

Não basta ter o melhor produto: é preciso vender a história, a origem e o propósito. E nisso, o Brasil tem um diferencial competitivo que nenhum outro país possui — a maior biodiversidade do planeta e a cultura que a acompanha.

Outro exemplo é a jabuticaba, fruta 100% brasileira, com sabor, cor e aroma únicos. Ela não existe em outro lugar do mundo. Com posicionamento de marca correto, pode se tornar um símbolo gourmet da brasilidade, assim como o pistache se tornou símbolo de sofisticação saudável nos EUA.

Não é exagero imaginar um produto brasileiro com preço de luxo. Em Dubai, uma caixa de chocolates artesanais com frutas brasileiras pode ultrapassar R$ 500, graças ao apelo de exclusividade e sofisticação. O que falta ao Brasil é transformar jabuticaba, camu-camu ou cupuaçu em marcas com propósito, identidade e desejo no mercado global.

Nesse sentido, empresas brasileiras com atuação global poderiam liderar esse movimento. A JBS, maior empresa de alimentos do mundo, com presença em mais de 100 países e uma estrutura consolidada de marketing internacional, está fortemente empenhada em práticas de sustentação ambiental. Ao adotar um projeto de valorização de frutas nativas da Amazônia, a empresa teria a oportunidade de não apenas diversificar seu portfólio, mas também contribuir para mudar a realidade de milhões de brasileiros que vivem em situação de pobreza na floresta — integrando sustentabilidade com geração de renda.

Essa iniciativa poderia contar ainda com uma parceria estratégica com o Sebrae, que já atua fortemente na capacitação de pequenos produtores da agricultura familiar. Com apoio técnico, orientação em gestão e acesso a canais de comercialização, o Sebrae ajudaria a estruturar essas cadeias produtivas e promover o empreendedorismo rural sustentável com base na biodiversidade brasileira.

O que falta? Integração entre ciência, mercado e imagem

Se o pistache conquistou o mundo, por que a jabuticaba não pode? bem como os frutos da floresta podem gerar renda, desenvolvimento e protagonismo global — desde que saiba comunicar isso.

Miguel Daoud

*Miguel Daoud é comentarista de Economia e Política do Canal Rural


Canal Rural não se responsabiliza pelas opiniões e conceitos emitidos nos textos desta sessão, sendo os conteúdos de inteira responsabilidade de seus autores. A empresa se reserva o direito de fazer ajustes no texto para adequação às normas de publicação.



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