No morning call desta segunda-feira (23), a economista-chefe do PicPay, Ariane Benedito, comenta que a escalada do conflito no Oriente Médio elevou o petróleo acima de US$ 112, pressionando inflação, juros e ativos globais. Bancos centrais mantiveram juros, mas adotaram tom cauteloso, fortalecendo o dólar e abrindo curvas.
No Brasil, o Ibovespa caiu para 176 mil pontos, o dólar foi a R$ 5,30 e BC e Tesouro atuaram para conter volatilidade. A semana traz IPCA-15, Relatório de Política Monetária, PNAD e PMIs globais.
Ouça o Diário Econômico, o podcast do PicPay que traz tudo que você precisa saber sobre economia para começar o seu dia, com base nas principais notícias que impactam o mercado financeiro.
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As projeções indicam aumento da umidade no Sul – Foto: Pixabay
A transição entre outono e inverno de 2026 deve trazer mudanças relevantes no padrão climático do país, com tendência de maior irregularidade nas chuvas e temperaturas acima da média em parte do território. O cenário ocorre após uma estação chuvosa abaixo do esperado e sob influência de uma La Niña fraca.
As projeções indicam aumento da umidade no Sul, enquanto áreas do extremo Norte devem enfrentar condições mais secas. No Centro-Sul, a previsão aponta para períodos de calor mais persistentes e menor frequência de ondas de frio, o que favorece a ocorrência de veranicos ao longo da estação.
De acordo com a Ampere, os sinais de aquecimento no Pacífico Equatorial já são consistentes, com anomalias positivas de temperatura na superfície do mar próximas à costa oeste da América do Sul. Modelos como o ECMWF indicam que esse aquecimento deve se intensificar nos próximos meses, com possibilidade de configuração de El Niño a partir de maio. “Desde o inverno de 2025, a Ampere vem indicando a possibilidade de desenvolvimento de um evento de El Niño em 2026 e, até o momento, os prognósticos vêm corroborando essa sinalização”, completa o meteorologista sênior da consultoria, Bruno César Capucin.
A influência do fenômeno deve ganhar força no trimestre entre maio e julho, período em que são esperadas chuvas acima da média no Sul e em áreas do sul do Sudeste e do Centro-Oeste. Em contrapartida, o extremo Norte tende a permanecer mais seco.
O padrão também favorece temperaturas mais elevadas, especialmente pela maior atuação de ventos de norte, reduzindo a entrada de massas de ar frio. Esse contexto aumenta o risco de eventos extremos, como temporais no Sul e períodos prolongados de calor no Centro-Sul.
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O cenário atual é descrito como incerto e com baixa visibilidade – Foto: Canva
A recente movimentação dos preços da Ureia chama atenção pela intensidade e pela velocidade das altas observadas no mercado. As informações são de Jeferson Souza, analista de inteligência de mercado.
De acordo com o comportamento mais recente do indicador, o gráfico da ureia passou a desenhar um formato semelhante ao de um prédio, refletindo um avanço abrupto nas cotações. Esse movimento elevou os preços a patamares considerados elevados, gerando preocupação direta sobre a capacidade de absorção por parte da demanda.
O cenário atual é descrito como incerto e com baixa visibilidade, o que amplia a cautela entre agentes do setor. Mesmo antes dos acontecimentos no Oriente Médio, já havia um sentimento de retração na área destinada ao trigo, motivado por custos e margens mais apertadas.
No final do mês de fevereiro, durante passagem pelo Rio Grande do Sul, o analista observou discussões sobre a redução da área de trigo no estado. No Paraná, a percepção era semelhante, indicando um movimento mais amplo entre produtores da região Sul.
Nesse cenário, com a ureia em níveis elevados, a tendência é de pressão adicional sobre a cultura do trigo, que depende fortemente do insumo. Esse encarecimento pode levar produtores a reavaliar o planejamento da próxima safra.
Diante desse contexto, outras culturas podem ganhar espaço nas áreas antes destinadas ao cereal, alterando a dinâmica de plantio. Esse possível redirecionamento exige acompanhamento atento do mercado, já que pode impactar tanto a oferta quanto os preços agrícolas nos próximos ciclos.
O mercado físico do boi gordo registrou negociações acima da referência média em diversas praças do país ao longo da semana. O movimento foi sustentado, principalmente, pela restrição na oferta de animais terminados, que segue como o principal fator de sustentação dos preços em março.
Segundo o analista da Safras & Mercado, Fernando Iglesias, os frigoríficos ainda enfrentam dificuldades para alongar suas escalas de abate, que permanecem entre cinco e sete dias úteis na média nacional. Esse cenário mantém a necessidade de compras mais agressivas por parte da indústria.
Apesar da firmeza nos preços, o mercado segue volátil. Entre os fatores de pressão estão o conflito no Oriente Médio, a alta dos combustíveis e o avanço da cota chinesa, que tornam o comportamento dos contratos futuros do boi gordo na B3 bastante instável.
Nas principais praças, os preços da arroba apresentaram movimentos mistos na semana:
São Paulo (SP): R$ 355,00, alta de 2,90% frente aos R$ 345,00 da semana anterior
Goiânia (GO): R$ 340,00, avanço de 3,03% ante R$ 330,00
Uberaba (MG): R$ 345,00, estável
Dourados (MS): R$ 340,00, queda de 1,45% frente aos R$ 345,00
Cuiabá (MT): R$ 340,00, estável
Vilhena (RO): R$ 310,00, sem alterações
Atacado
No mercado atacadista, os preços permaneceram estáveis ao longo da semana, sinalizando limitações para novos avanços. De acordo com Iglesias, esse comportamento reflete a maior competitividade de proteínas concorrentes.
O quarto do dianteiro seguiu cotado a R$ 20,50 por quilo, enquanto o traseiro bovino permaneceu em R$ 27,00 por quilo.
Exportações
No comércio exterior, as exportações brasileiras de carne bovina seguem aquecidas em março. Até o momento, o país já embarcou 115,678 mil toneladas, com receita de US$ 666,888 milhões. A média diária ficou em 11,567 mil toneladas, com faturamento médio de US$ 66,688 milhões.
Na comparação com março do ano passado, houve crescimento de 20,1% na receita média diária, avanço de 2,1% no volume e alta de 17,6% no preço médio da tonelada, que ficou em US$ 5.765,00.
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A recomendação também aponta quebra de isonomia regulatória – Foto: Canva
A emissão de receituários agronômicos sem vistoria presencial entrou em debate após questionamentos sobre riscos à segurança ambiental e à saúde pública. O tema envolve a necessidade de diagnósticos técnicos precisos para orientar o uso adequado de insumos nas lavouras.
O Ministério Público Federal recomendou ao Conselho Federal dos Técnicos Agrícolas a revogação imediata de normas que autorizam a emissão remota desses documentos. O entendimento é de que a Resolução nº 64/2025 contraria a Lei nº 14.785/2023 e o Decreto nº 4.074/2002, que exigem visita técnica no local. Para o órgão, a legislação determina que o diagnóstico seja feito com base em inspeção direta, considerada essencial para avaliar condições reais do solo, do ambiente e das culturas.
A recomendação também aponta quebra de isonomia regulatória, já que normas aplicáveis a engenheiros agrônomos mantêm a exigência de presença física para emissão de laudos. O procurador responsável pelo documento alertou que a ausência de verificação in loco pode caracterizar negligência técnica, com possíveis implicações legais.
Dados analisados por órgão estadual indicaram irregularidades relevantes. Foram identificados casos de emissão em volume incompatível com a prática técnica, incluindo um profissional com mais de 15 mil receituários em um ano. Também houve registros de prescrições para culturas sem expressão ou inexistentes no estado, o que levanta dúvidas sobre a consistência dos diagnósticos.
O MPF orienta a adequação da norma para tornar explícita a obrigatoriedade da vistoria presencial e propõe fiscalização retroativa dos últimos dois anos. O conselho tem prazo de 10 dias para se manifestar e, em caso de concordância, deverá implementar as mudanças em até 30 dias.
A pesquisa agropecuária alcançou um resultado de destaque com o desenvolvimento da banana ambrosia, nova cultivar recomendada pelo Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper) para fortalecer a bananicultura no Espírito Santo. Resultado de mais de 20 anos de estudos, a variedade do tipo nanica foi desenvolvida para atender às demandas do setor produtivo e ampliar as alternativas disponíveis aos produtores rurais.
A cultivar surge como resposta a um desafio importante da atividade: a busca por uma variedade do subgrupo cavendish com resistência a doenças que afetam a produção em todo o país, como sigatoka-amarela e negra e mal do Panamá (raça 1). Com isso, a nova variedade passa a representar uma alternativa tecnológica construída a partir da ciência pública e voltada diretamente às necessidades do campo.
Entre as características apontadas pelo Incaper estão plantas mais robustas, cachos com peso médio superior a 30 quilos, alta produtividade e frutos com qualidade destacada. Outro diferencial é o potencial de aproveitamento na agroindústria, já que a cultivar apresenta características que ampliam suas possibilidades de uso além do consumo in natura.
Neste mês, cerca de 1.200 mudas da nova variedade já foram entregues a produtores rurais, incentivando a adoção inicial da cultivar em propriedades capixabas. A iniciativa reforça a integração entre pesquisa, assistência técnica e setor produtivo na difusão de novas tecnologias para a agricultura do Espírito Santo.
Além da recomendação da cultivar, o Incaper também apresentou a cartilha Ambrosia, uma banana tipo nanica para o Espírito Santo. A publicação reúne o histórico da pesquisa, a descrição da variedade e suas principais características, servindo como material de apoio para produtores, técnicos e demais profissionais ligados à cadeia da banana.
Com a nova cultivar, o Espírito Santo passa a contar com uma tecnologia desenvolvida ao longo de décadas e direcionada ao fortalecimento de uma atividade tradicional em municípios como Alfredo Chaves, onde a produção de banana tem peso importante na economia rural. A ambrosia se consolida, assim, como mais um resultado do trabalho científico voltado à competitividade e à sustentabilidade do agro capixaba.
A decisão do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) de classificar o pirarucu, também conhecido como o gigante da Amazônia, como espécie invasora fora de sua área natural acendeu um alerta no setor de piscicultura.
Produtores e entidades afirmam que a nova regra traz risco de insegurança jurídica e impacto nos investimentos, especialmente porque o tema ainda estava em discussão na Comissão Nacional da Biodiversidade (Conabio). A publicação da norma, segundo o setor, ocorreu sem alinhamento institucional prévio.
Considerado uma das espécies mais promissoras da aquicultura brasileira, o pirarucu já é criado em diversos estados e possui alto potencial de crescimento comercial. A nova classificação, porém, pode restringir sua produção fora da região amazônica, afetando o planejamento produtivo e o ambiente de negócios.
O presidente da Associação Brasileira da Piscicultura (Peixe Br), Francisco Medeiros, afirma que a decisão gera preocupação pela falta de diálogo com o setor. Segundo ele, o pirarucu é estratégico para a geração de renda e o desenvolvimento regional.
Medeiros também aponta um paradoxo regulatório: nos últimos anos, governos federal e estaduais incentivaram a produção da espécie, reconhecendo seu potencial econômico. A mudança de entendimento, diz, cria incertezas e pode estabelecer um precedente negativo para outros segmentos da aquicultura.
Diante do cenário, a Peixe BR defende a revisão da normativa e cobra maior atuação do Ministério da Pesca e Aquicultura para garantir previsibilidade e estabilidade ao setor produtivo. A entidade também pede a construção conjunta de políticas públicas que conciliem conservação ambiental e desenvolvimento econômico.
O que é uma espécie invasora?
Espécies invasoras são organismos introduzidos fora de sua área de distribuição natural que ameaçam a biodiversidade e os serviços ecossistêmicos. Eles se estabelecem e proliferam rapidamente, sendo a segunda maior causa de extinção de espécies, afetando também a economia e saúde.
O Brasil vive hoje um paradoxo perigoso. Somos celebrados como o “celeiro do mundo”, batendo recordes de safra e sustentando nossa balança comercial graças ao apetite chinês. Mas, por trás dos números grandiosos, escondem-se pés de barro. A verdade é incômoda: nossa “potência” é terceirizada. Dependemos de fertilizantes estrangeiros, tecnologia importada e da benevolência de mercados que, ao contrário de nós, têm um plano de longo prazo.
A estratégia chinesa vs. o improviso brasileiro
A China não é apenas uma cliente; é uma estrategista implacável. Eles entenderam que a dependência alimentar é uma vulnerabilidade inaceitável. Por isso, investem bilhões em biotecnologia e produtividade interna.
A China quer comprar menos do Brasil no futuro e vender mais. Enquanto eles planejam o domínio da tecnologia que nós ainda engatinhamos para entender, o Brasil aposta no improviso. Nossa “vantagem competitiva” baseada apenas no clima e na terra bruta não resistirá ao avanço de uma nação que trata a produtividade como arma de Estado.
O paradoxo do petróleo: riqueza que não refinamos
A falta de um projeto de nação não se limita ao campo; ela transborda para o subsolo. Somos um dos maiores produtores de petróleo do mundo, mas continuamos reféns da importação de combustíveis. É o retrato do atraso: exportamos o óleo bruto e importamos o diesel e a gasolina.
Pior ainda é a resposta política a esse problema. Em vez de investirmos em refinarias para garantir nossa autossuficiência real, assistimos a tentativas de tabelamento disfarçado de preços para fins eleitorais. O resultado é previsível: o risco de desabastecimento de diesel bate à porta porque ninguém quer importar um produto para vender com prejuízo. Sem investimento em infraestrutura de refino, o petróleo brasileiro serve ao mundo, mas não serve ao brasileiro.
A paralisia dos três poderes e a armadilha econômica
Há uma mediocridade latente que atravessa o Executivo, o Legislativo e o Judiciário. O Estado brasileiro tornou-se uma máquina que gasta demais e investe menos. Como não há poupança pública, não sobra espaço para os investimentos estruturantes.
Vivemos reféns de ciclos onde o governo e o congresso se pautam apenas no próximo calendário eleitoral. Essa miopia tem um preço alto: taxas de juros elevadas para conter a inflação e um câmbio totalmente volátil, que castiga quem tenta produzir. Um país que não gera recursos reais para sua população e se contenta em ser um mero exportador de commodities é, na prática, um país inútil para os desafios do novo século.
O alerta final
Esta não é uma previsão para a semana que vem, mas é a tendência clara de uma evolução natural. Se o Brasil não sair do transe da polarização para investir na nossa educação e em sua própria autonomia tecnológica, energética e produtiva, seremos engolidos pela história.
Um país sem projeto não é uma nação; é apenas um território à disposição de quem tem um plano. É hora de decidir: seremos os protagonistas da nossa riqueza ou apenas o almoxarifado de quem realmente manda no mundo? O relógio de Pequim corre mais rápido que o de Brasília.
Devíamos ter vergonha de não entendermos nosso papel como nação.
*Miguel Daoud é comentarista de Economia e Política do Canal Rural
O Canal Rural não se responsabiliza pelas opiniões e conceitos emitidos nos textos desta sessão, sendo os conteúdos de inteira responsabilidade de seus autores. A empresa se reserva o direito de fazer ajustes no texto para adequação às normas de publicação.
O evento Receituário Agronômico: boas práticas, segurança alimentar e responsabilidade técnica iniciou na manhã desta sexta-feira (20), em Porto Alegre, reunindo especialistas e autoridades no plenário do CREA-RS para discutir o uso responsável de agrotóxicos e a responsabilidade técnica na produção agrícola.
Um dos principais destaques da programação foi a palestra do promotor de Justiça Giovani Ferri, que trouxe um panorama detalhado sobre o combate ao uso ilegal de agrotóxicos no Brasil, especialmente em regiões de fronteira. Com mais de 30 anos de atuação no Ministério Público e cerca de duas décadas dedicadas ao tema, ele compartilhou a experiência no oeste do Paraná, na tríplice fronteira entre Brasil, Argentina e Paraguai.
Segundo o promotor, o cenário é preocupante. “Temos um mercado paralelo muito grande de agrotóxicos ilegais, principalmente oriundos do Paraguai, que gera prejuízos significativos para toda a sociedade”, afirmou. Ele explicou que o enfrentamento desse problema ocorre de forma integrada, com a atuação conjunta de órgãos de fiscalização, segurança pública e instituições técnicas.
Desde 2016, o Ministério Público do Paraná desenvolve um plano estruturado de combate a essas irregularidades. Ferri destacou que esse trabalho é sustentado por três pilares fundamentais: “a proteção ambiental, a proteção da saúde humana e do trabalhador e a proteção da cadeia produtiva”.
Ao longo da apresentação, ele reforçou que o uso inadequado de agrotóxicos ultrapassa o campo e impacta diretamente toda a sociedade. “A aplicação incorreta pode colocar em risco o consumidor, contaminar o meio ambiente e comprometer a própria sustentabilidade da produção agrícola”, disse.
As operações realizadas nos últimos anos mostram a dimensão do problema. Em uma das ações, foram apreendidas 46 toneladas de agrotóxicos ilegais e aplicadas multas que chegaram a R$ 2,8 milhões. Em outro caso, foi descoberta uma fábrica clandestina. “Identificamos um laboratório ilegal que produzia e distribuía agrotóxicos sem qualquer autorização, atingindo toda a região”, relatou.
As investigações também revelaram crimes associados, como contrabando, falsificação e sonegação fiscal. Em uma operação recente, realizada entre 2024 e 2025, foram identificados cerca de R$ 24 milhões em irregularidades tributárias, com ações em seis estados e interdição de estabelecimentos.
Outro ponto que chamou atenção foi a entrada de substâncias proibidas no país. “Mesmo produtos banidos no Brasil continuam entrando ilegalmente pelas fronteiras e sendo utilizados no campo”, alertou, ao citar o caso do paraquate.
No campo jurídico, o promotor destacou que a legislação brasileira trata o risco dos agrotóxicos como presumido. “Não é necessário haver dano comprovado. O simples armazenamento irregular ou a comercialização ilegal já geram responsabilização”, explicou.
Nesse contexto, o receituário agronômico ganha ainda mais relevância. “A emissão indevida de um receituário pode gerar responsabilidade civil, administrativa e até criminal”, afirmou. Ele ressaltou que essa responsabilidade não se restringe ao produtor rural, mas envolve toda a cadeia. “Revendas, profissionais e distribuidores também respondem pelas irregularidades”. Apesar dos desafios, Ferri destacou um avanço importante dentro do setor. “Temos recebido denúncias de engenheiros agrônomos, de forma sigilosa, o que demonstra uma preocupação crescente com os impactos dessas práticas”, disse.