segunda-feira, março 23, 2026

Agro

News

Ex-ministro Aldo Rebelo diz que Brasil tem autonomia, mas precisa cobrar reciprocidade


Foto: Renato Medeiros

A inserção do Brasil no cenário internacional, sob a perspectiva do agronegócio, dominou os debates de um evento que reuniu autoridades e especialistas ao longo da manhã desta segunda-feira (23), em São Paulo.

Um dos painelistas do evento “A geopolítica do agronegócio”, o ex-ministro Aldo Rebelo afirmou, em entrevista ao Canal Rural, que o país reúne condições únicas para atuar com autonomia, mesmo em um ambiente globalizado.

Ao relacionar soberania e a inserção do Brasil no cenário internacional, Rebelo destacou três pilares principais: produção de alimentos, geração de energia e disponibilidade de recursos minerais estratégicos.

“O Brasil tem o mais importante, que é a capacidade de produzir alimentos e garantir sua própria segurança alimentar, além de contribuir com a segurança alimentar global”, afirmou. Ele também ressaltou a diversificação energética do país,

De acordo com o ex-ministro, o Brasil já possui autossuficiência em petróleo e uma matriz diversificada, mas ponderou que há potencial ainda não explorado. Para ele, áreas como a margem equatorial e novas fronteiras de exploração poderiam ampliar a oferta de energia.

“O Brasil tem, provavelmente, as fontes de energia mais diversificadas do mundo”, afirmou, ao citar também o avanço de fontes como eólica, solar e biomassa.

Além disso, ele apontou a relevância das reservas minerais. “Nenhum país tem a disponibilidade de minerais estratégicos que o Brasil possui”, declarou.

Dependência externa ainda é risco

Apesar das vantagens, Rebelo alertou para vulnerabilidades. Entre elas, a dependência de insumos importados e a falta de garantia sobre rotas comerciais seguras.

“O Brasil não tem garantia de insumos nem de rotas comerciais seguras”, afirmou, ao destacar a dependência externa, especialmente em fertilizantes, e a falta de estrutura para proteção das rotas de comércio.

Segundo ele, a ausência de estrutura de defesa compatível, especialmente no campo marítimo, limita a capacidade de proteção do comércio exterior brasileiro.

Relações internacionais e reciprocidade

Ao tratar das relações internacionais, Rebelo defendeu uma postura mais assertiva do Brasil, baseada na reciprocidade. Na prática, é a exigência de tratamento equivalente por parte dos parceiros comerciais.

“Parceiro estratégico não se alia a adversários dentro do próprio país”, disse, ao comentar a relação com a China, citando interlocuções com organizações que fazem críticas à agricultura brasileira.

Em relação aos Estados Unidos, ele apontou sinais de distanciamento diplomático. “Um país que quer ser parceiro não pode passar mais de um ano sem indicar embaixador”, afirmou, ao mencionar a ausência de um representante permanente no Brasil desde 2025.

Para Rebelo, situações como essas indicam desequilíbrios na relação e reforçam a necessidade de o país adotar uma postura mais firme. “O Brasil tem condições de cobrar reciprocidade nas relações internacionais”, concluiu.

Geopolítica na agenda do agronegócio

Outro ponto destacado no evento foi o papel da geopolítica no agronegócio, que ainda não é central na agenda do setor, mas que começa a aparecer aos poucos.

Segundo Marcelo Coutinho, professor da Fundação Getulio Vargas (FGV), há sinais de maior coesão entre as lideranças do agro, o que pode ampliar a capacidade de influência do setor. “Quanto mais coesa for a elite do agro, maior tende a ser sua influência no Estado”, afirmou.

O pesquisador também apontou uma tendência de alinhamento em torno de inovação, sustentabilidade e meio ambiente, temas que devem ganhar força nos próximos anos.

Já Plinio Nastari, fundador e presidente da consultoria Datagro, chamou atenção para entraves internos que ainda afetam a competitividade do agro brasileiro. “O setor é eficiente e estruturado, mas enfrenta uma burocracia que pesa e distorce a forma como o Brasil é avaliado lá fora”, disse.

Ele também ressaltou que parte das acusações externas, especialmente em temas trabalhistas e ambientais, precisa ser melhor enfrentada pelo país, com mais clareza na comunicação e defesa institucional.

Além disso, o painel indicou que assuntos estratégicos, como fertilizantes, ainda aparecem de forma intermitente no debate público, apesar da relevância para a segurança produtiva.

O post Ex-ministro Aldo Rebelo diz que Brasil tem autonomia, mas precisa cobrar reciprocidade apareceu primeiro em Canal Rural.



Source link

News

E se a madeira durasse muito mais? Cientistas brasileiros já estão trabalhando nisso


madeira
Foto: Freepik

A Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes) vem ampliando as pesquisas sobre modificação da madeira com foco em aumentar a resistência do material à biodeterioração, um dos principais desafios para o uso mais amplo da madeira na construção civil e na indústria.

Vinculado ao Programa de Pós-Graduação em Ciências Florestais (PPGCFL), no campus de Alegre, no sul capixaba, o grupo de pesquisa Modificação da Madeira concentra os estudos em espécies de grande relevância econômica, como o eucalipto, além de madeiras tropicais da Amazônia brasileira.

O principal alvo das investigações tem sido a madeira de eucalipto, oriunda de plantios de rápido crescimento e rotações curtas, característica que amplia seu potencial de uso em escala. O grupo também pesquisa a madeira de tauari, espécie amazônica indicada para pisos, móveis, portas e painéis, mas que ainda ocupa espaço reduzido no mercado nacional.

A proposta é gerar conhecimento científico sobre matérias-primas brasileiras e ampliar as possibilidades de aplicação de madeiras com maior valor agregado.

Novas frentes de pesquisa com madeira

A modificação da madeira, subárea da proteção da madeira, já é amplamente desenvolvida em termos científicos e industriais em países da Europa, mas ainda avança de forma mais tímida no Brasil. Nesse cenário, o trabalho desenvolvido pela Ufes busca fortalecer a produção de conhecimento técnico, orientar o setor produtivo e estimular novas frentes de pesquisa sobre um tema estratégico para a indústria florestal e para a construção civil.

As pesquisas conduzidas pelo grupo contam com uma rede de cooperação formada por
universidades e instituições do Brasil e do exterior. No país, estão entre as parceiras instituições como as universidades federais do Paraná, Lavras (MG), Mato Grosso, do Oeste do Pará e Rural do Rio de Janeiro, além do Laboratório de Produtos Florestais do Serviço Florestal Brasileiro e da Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Espírito Santo (Fapes).

No cenário internacional, a articulação inclui universidades da Alemanha e da Espanha, além de um centro francês de pesquisa agrícola, o que reforça o alcance técnico e científico das investigações.

Uma das frentes de estudo envolve a modificação térmica da madeira de Eucalyptus
grandis
em sistemas fechado e aberto. A linha de pesquisa busca compreender como diferentes condições de tratamento influenciam a composição química do material, sua resistência a fungos apodrecedores e sua capacidade de absorver umidade do ambiente.

A proposta é avaliar alternativas que aumentem a durabilidade da madeira sem recorrer ao uso de produtos tóxicos, o que amplia o interesse da técnica do ponto de vista ambiental e industrial.

Esse tipo de tecnologia pode contribuir para prolongar a vida útil da madeira, reduzir perdas por descarte precoce e tornar mais eficiente o aproveitamento de recursos florestais plantados. Ao mesmo tempo, os resultados ajudam a agregar valor ao eucalipto, hoje a principal essência florestal cultivada no Brasil, abrindo caminho para aplicações em produtos mais sofisticados e de maior retorno econômico.

Outra linha de investigação analisa a proteção da madeira contra fungos, cupins e problemas associados à umidade, com potencial de aplicação direta na construção civil. As pesquisas mostram que ampliar a durabilidade da madeira também pode reduzir custos com falhas, retrabalho e soluções corretivas, além de oferecer ao setor ferramentas mais precisas para tomada de decisão técnica.

Em um país onde a adoção da madeira na construção civil ainda encontra barreiras relacionadas à manutenção e à percepção de risco, esse avanço científico ganha relevância ainda maior.

O post E se a madeira durasse muito mais? Cientistas brasileiros já estão trabalhando nisso apareceu primeiro em Canal Rural.



Source link

News

Acordo Mercosul-União Europeia passa a valer provisoriamente a partir de 1º de maio


Foto criada por IA.
Foto criada por IA.

O acordo de livre comércio entre a União Europeia e o Mercosul passará a ser aplicado de forma provisória a partir de 1º de maio, informou a Comissão Europeia nesta segunda-feira (23).

Os principais pontos comerciais do tratado, que ainda enfrenta controvérsias dentro da Europa, entrarão em vigor nessa data entre os 27 países do bloco europeu e os membros do Mercosul que concluírem seus processos de ratificação até o fim de março.

Veja em primeira mão tudo sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no Google News!

Até o momento, Argentina, Brasil e Uruguai já finalizaram essa etapa. O Paraguai também ratificou o acordo e deve formalizar a notificação em breve.

A aplicação provisória permitirá que partes centrais do tratado comecem a funcionar antes da ratificação completa por todos os países envolvidos. A medida deve acelerar a integração comercial entre as duas regiões, mesmo diante das resistências políticas existentes dentro da União Europeia.

O post Acordo Mercosul-União Europeia passa a valer provisoriamente a partir de 1º de maio apareceu primeiro em Canal Rural.



Source link

News

‘Mudança global exige reposicionamento estratégico do agro’, diz Tereza Cristina


Foto: Renato Medeiros

Em um cenário de forte integração global, o agronegócio brasileiro amplia sua participação no abastecimento mundial de alimentos. Ao mesmo tempo, as transformações na ordem geopolítica elevam o nível de exigência sobre o setor, que passa a demandar ajustes estratégicos tanto no campo econômico quanto diplomático.

Diante desse contexto, São Paulo sediou, nesta segunda-feira (23), o evento “A geopolítica do agronegócio”. O encontro reuniu lideranças do setor, juristas, parlamentares e empresários para discutir os reflexos do cenário internacional sobre a produção e o comércio agrícola.

Na abertura, a senadora e ex-ministra da Agricultura Tereza Cristina (PP-MS) destacou que o mundo passa por uma reconfiguração dos referenciais políticos e econômicos, com perda de centralidade de polos tradicionais do Ocidente.

Segundo ela, esse movimento reposiciona o agronegócio no cenário global. “O agro assume uma nova centralidade. Energia e alimento deixam de ser apenas mercadorias e passam a ser fundamentos de poder”, afirmou.

A discussão ocorre em um momento sensível no mundo, com a guerra de Estados Unidos e Israel contra o Irã em curso. Desde o início do conflito, em 28 de fevereiro, o preço do petróleo disparou e trouxe incertezas quanto ao desdobramento e os impactos energéticos em nível global.

Agro no centro da disputa

Nesse ambiente mais incerto e competitivo, o agronegócio passa a ocupar posição estratégica. De acordo com a senadora, a mudança de cenário reposiciona alimentos e energia no sistema internacional.

“Quando as estruturas que organizavam o mundo entram em transformação, elementos como energia e alimento deixam de ser apenas mercadorias e passam a ser fundamentos de poder”, disse.

A avaliação, segundo ela, exige uma nova leitura do cenário global. Como resposta, propôs um conjunto de dez diretrizes interconectadas para orientar a atuação do setor na chamada nova geopolítica do agro.

“Não se trata de um exercício teórico, mas de vetores práticos para navegar um ambiente mais complexo, mais disputado e mais exigente”, afirmou.

Multilateralismo em xeque

Entre os pontos destacados está a crise do multilateralismo. Segundo Tereza Cristina, o sistema construído no pós-guerra perdeu efetividade, com destaque para a paralisia da Organização Mundial do Comércio (OMC).

Na prática, afirmou, países passaram a buscar alternativas fora desse modelo, ampliando acordos regionais e setoriais. O resultado é um ambiente mais fragmentado, com regras sobrepostas e, muitas vezes, contraditórias.

Comércio mais político

A senadora também destacou a mudança na natureza do protecionismo. Embora não seja um fenômeno novo, ela avalia que passou a assumir caráter político e estratégico.

“Tarifas, subsídios e barreiras sanitárias deixam de ser apenas instrumentos técnicos e passam a integrar estratégias de política externa”, disse.

Ela citou como exemplo a crescente utilização de exigências ambientais como mecanismo de reorganização de mercados, especialmente em grandes economias. Nesse cenário, o desafio é manter padrões elevados sem transformar regras em barreiras disfarçadas ao comércio.

Segurança alimentar e insumos

Outro ponto central é a revalorização da segurança alimentar como prioridade de Estado. A pandemia e a guerra na Ucrânia, segundo a parlamentar, evidenciaram a vulnerabilidade de cadeias globais concentradas.

“A interdependência pode rapidamente se transformar em ruptura em momentos de crise”, afirmou.

No caso brasileiro, a dependência de insumos estratégicos, como fertilizantes, amplia essa exposição. O país importa a maior parte desses produtos, muitos deles provenientes de regiões sujeitas a tensões geopolíticas.

“Quando um elo dessa cadeia é tensionado, os efeitos se propagam rapidamente”, disse.

Diante disso, defendeu a diversificação de fornecedores, o fortalecimento da produção doméstica e maior atenção à segurança das cadeias de suprimento.

Disputa entre potências

A senadora também destacou a rivalidade entre Estados Unidos e China como eixo estruturante da geopolítica atual. Segundo ela, a disputa vai além do comércio e envolve tecnologia, influência política e segurança estratégica.

No agro, esse movimento se reflete na estratégia chinesa de diversificar fornecedores, o que abre espaço para o Brasil, mas também exige cautela.

“O desafio não é apenas aproveitar oportunidades, mas fazê-lo sem comprometer relações e sem criar dependências excessivas”, afirmou.

Papel do Brasil

Para Tereza Cristina, o Brasil ocupa uma posição singular nesse cenário, com capacidade de ampliar a produção de forma sustentável.

No entanto, destacou que o país precisa avançar na sua inserção internacional. “Não basta produzir mais. É preciso participar da definição das regras do jogo”, disse.

A avaliação é de que, em um ambiente mais fragmentado, previsibilidade, articulação e estratégia de longo prazo serão determinantes para manter e ampliar mercados.

O post ‘Mudança global exige reposicionamento estratégico do agro’, diz Tereza Cristina apareceu primeiro em Canal Rural.



Source link

News

Preços do feijão caem com demanda fraca e avanço da colheita no Brasil, aponta Cepea


feijão-preto BRS Esteio, da Embrapa
Foto: Sebastião José de Araújo/Embrapa

O mercado de feijão segue enfrentando um cenário de demanda enfraquecida no Brasil, o que tem pressionado os preços do grão em diversas regiões. De acordo com levantamentos do Cepea, a menor necessidade de reposição por parte das indústrias, que já se encontram abastecidas, resultou em novas quedas nas cotações ao longo da última semana.

Mesmo com esse movimento de baixa recente, os preços médios de março — até o dia 19 — ainda se mantêm acima dos registrados em fevereiro, indicando que o mercado segue ajustando os valores após um período de maior sustentação.

Feijão carioca recua com colheita e pressão por caixa

No caso do feijão carioca de melhor qualidade, com notas 9 ou superiores, os preços também apresentaram recuo, influenciados principalmente pelo avanço da colheita na região Sul do país, que aumenta a oferta no mercado. Em outras praças, a necessidade de “fazer caixa” levou produtores a anteciparem vendas, o que reforçou a pressão baixista.

Já para os grãos de qualidade intermediária, com notas entre 8 e 8,5, o fator decisivo tem sido o escurecimento dos grãos. Diante do risco de perda de qualidade, muitos produtores optam por priorizar a liquidez e acelerar a comercialização antes de possíveis desvalorizações mais intensas.

Feijão preto também registra quedas

O mercado de feijão preto segue a mesma tendência. Segundo o Cepea, o desequilíbrio entre oferta e demanda resultou em quedas generalizadas nos preços ao longo da semana nas principais praças acompanhadas.

Colheita avança, mas ainda abaixo da média

No campo, dados da Conab indicam que a colheita da primeira safra de feijão já alcança 65% da área nacional. O índice supera os 61,8% registrados no mesmo período do ano passado, mas ainda está ligeiramente abaixo da média dos últimos cinco anos, de 67,7%.

O avanço da colheita, aliado à demanda enfraquecida, reforça o cenário de pressão sobre os preços no curto prazo, enquanto produtores ajustam suas estratégias diante das condições de mercado.

O post Preços do feijão caem com demanda fraca e avanço da colheita no Brasil, aponta Cepea apareceu primeiro em Canal Rural.



Source link

News

Demanda por biodiesel impulsiona soja e eleva margem da indústria


biodiesel
Foto: Abiove

A margem de esmagamento da soja, conhecida como crush margin, avançou na última semana no Brasil e nos Estados Unidos, impulsionada principalmente pela valorização dos derivados, segundo dados do Cepea. O movimento ocorre em um cenário de incertezas no abastecimento de combustíveis e de pressão sobre os preços do grão no mercado internacional.

No Brasil, o avanço da margem foi favorecido pela combinação entre a queda no custo da matéria-prima e a alta no preço do óleo de soja. De acordo com pesquisadores do Cepea, a demanda pelo derivado tem se intensificado, especialmente por parte das indústrias de biodiesel, diante das preocupações com o abastecimento e de rumores sobre possíveis paralisações no transporte rodoviário.

Nos Estados Unidos, o cenário também é de valorização da margem, mas com destaque para o farelo de soja. O produto voltou a operar nos maiores níveis desde 2024, sustentando a rentabilidade das indústrias de processamento no país.

Pressão sobre o preço do grão

Apesar do avanço da margem, os preços da soja em grão seguem pressionados no mercado doméstico brasileiro. Segundo o Cepea, a desvalorização do mercado externo e do câmbio tem reduzido a competitividade da oleaginosa nacional, limitando as oportunidades de exportação.

Além disso, fatores sazonais e internacionais reforçam o viés de baixa. O avanço da colheita no Brasil aumenta a oferta no curto prazo, enquanto as condições climáticas favoráveis na Argentina e as expectativas de expansão da área plantada nos Estados Unidos contribuem para um cenário global mais ofertado.

Produtor segura vendas e limita queda

Mesmo com a pressão negativa, a queda nos preços tem sido parcialmente contida pela postura cautelosa dos produtores brasileiros. Muitos optam por armazenar a soja recém-colhida, aguardando melhores condições de comercialização.

Essa estratégia está diretamente ligada às incertezas envolvendo o custo do frete rodoviário e ao cenário geopolítico internacional, que pode impactar tanto os custos quanto a dinâmica de exportação.

O resultado é um mercado mais equilibrado no curto prazo, com margens industriais em alta e produtores adotando uma postura mais estratégica diante das oscilações.

O post Demanda por biodiesel impulsiona soja e eleva margem da indústria apareceu primeiro em Canal Rural.



Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Brasil e China tratam regras fitossanitárias



Mudança busca agilizar certificados sanitários


Foto: USDA

O Ministério da Agricultura e Pecuária modificou os procedimentos de fiscalização aplicados às cargas de soja destinadas à exportação para a China. A decisão foi oficializada na última sexta-feira (13) pelo Serviço de Vigilância Agropecuária Internacional, após solicitações de empresas tradings do setor.

Com as novas regras, a coleta de amostras de soja para inspeção passa a ser realizada por empresas supervisoras contratadas pelas tradings, enquanto o ministério seguirá responsável pela análise de 10% de todo o carregamento. A medida tem como objetivo agilizar a emissão dos certificados sanitários, que anteriormente eram liberados quando os navios já estavam em alto-mar.

Clique para seguir o canal do Agrolink no WhatsApp

Além das mudanças operacionais, representantes do ministério devem viajar à China entre os dias 20 e 29 de março para reuniões bilaterais com autoridades do país asiático. A agenda inclui discussões sobre temas sanitários e fitossanitários ligados ao comércio agropecuário, com foco na fiscalização de produtos exportados pelo Brasil, como a soja.

A delegação brasileira participará da X Reunião da Subcomissão de Temas Sanitários e Fitossanitários e da VII Reunião da Subcomissão de Agricultura da Comissão Sino-Brasileira de Alto Nível de Concertação e Cooperação, que serão realizadas em Pequim.

Os encontros devem abordar protocolos sanitários, exigências fitossanitárias e procedimentos de inspeção que impactam as exportações brasileiras para o mercado chinês, principal destino da soja nacional. A expectativa é de alinhamento nas regras de fiscalização e ampliação da cooperação técnica entre os dois países no comércio agropecuário. Com informações da CNN.*





Source link

News

Trump fala em ‘conversas produtivas’ com Irã e preço do petróleo despenca


Foto: World Economic Forum/Benedikt von Loebell

Os preços dos contratos futuros do petróleo despencam na manhã desta segunda-feira, após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmar que teve “conversas produtivas” para encerrar o conflito no Oriente Médio.

Segundo Trump, diante do tom positivo das negociações, foi determinada a suspensão de ataques a usinas e infraestruturas energéticas por um período de cinco dias.

A sinalização reverte a forte alta registrada mais cedo, impulsionada pelo agravamento das tensões envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã. O país asiático chegou a alertar sobre a possibilidade de instalar minas marítimas em todo o Golfo Pérsico.

“Os eventos geopolíticos continuarão sendo o principal, senão o único, foco dos mercados nesta semana, como já vem ocorrendo há algum tempo”, afirmou Michael Brown, estrategista sênior da Pepperstone.

Por volta das 8h17 (horário de Brasília), o contrato do petróleo WTI para abril, negociado na Nymex, caía 9,59%, a US$ 88,86 por barril. Já o Brent para maio, negociado na ICE, recuava 9,75%, a US$ 101,42 por barril.

O post Trump fala em ‘conversas produtivas’ com Irã e preço do petróleo despenca apareceu primeiro em Canal Rural.



Source link

News

Frente fria avança e aumenta o risco de temporais pelo país


trovoadas - pixabay - trovões - temporais
Foto: Pixabay

A semana começa com mudanças importantes no tempo em boa parte do Brasil. A atuação de uma nova frente fria no Sul organiza áreas de instabilidade e provoca chuva forte, enquanto o calor e a alta umidade mantêm o padrão típico de verão nas demais regiões, com pancadas irregulares e risco de temporais localizados. O destaque do dia fica para o avanço das instabilidades pelo Rio Grande do Sul, além da intensificação da chuva no Nordeste e da manutenção do calor em áreas do Centro-Oeste e Sudeste.

Sul

O dia começa com tempo firme em parte da região, mas a instabilidade já atua no sul do Rio Grande do Sul, com chuva moderada a forte desde cedo. Ao longo da manhã, essas áreas avançam rapidamente pelo estado, alcançando o interior, o oeste e regiões mais ao norte, enquanto uma nova frente fria reforça o cenário de instabilidade. A tendência é de intensificação das pancadas ao longo do dia, com risco de temporais, rajadas de vento e acumulados elevados em diversas áreas.

Entre a tarde e a noite, a chuva se espalha também por Santa Catarina e pelo Paraná, com pancadas fortes, trovoadas e possibilidade de tempestades isoladas. Apesar da chuva, o calor ainda predomina na maior parte da região, com temperaturas mais amenas apenas no sul gaúcho, onde a nebulosidade é maior.

Sudeste

No Sudeste do Brasil, o dia começa com maior presença de nuvens e chuva em áreas do leste e nordeste de Minas Gerais e no litoral do Espírito Santo. Ao longo do dia, a combinação entre umidade e a atuação de um cavado em médios níveis da atmosfera favorece o aumento das instabilidades nessas áreas, com pancadas que podem variar de moderadas a fortes e risco de temporais isolados.

Também há previsão de chuva no oeste e noroeste de São Paulo e no norte do Rio de Janeiro. Já nas demais áreas paulistas e na metade oeste de Minas Gerais, o tempo segue mais firme, com predomínio de sol e elevação das temperaturas ao longo do dia.

Centro-Oeste

No Centro-Oeste do Brasil, a chuva perde intensidade em parte da região, mas ainda ocorre de forma pontual. Pela manhã, há registros no norte de Mato Grosso e de maneira isolada no nordeste de Goiás, enquanto nas demais áreas o tempo permanece mais aberto.

Durante a tarde, as instabilidades voltam a ganhar força, principalmente no centro-norte de Mato Grosso, além de áreas do norte e sul de Goiás. Em Mato Grosso do Sul, a atuação de uma baixa pressão sobre o Paraguai favorece pancadas de chuva no leste, sul e nordeste do estado, com intensidade moderada. Mesmo com a chuva, o calor segue predominando em toda a região.

Nordeste

No Nordeste do Brasil, as instabilidades atuam desde cedo no sul, oeste e noroeste da Bahia, com chuva moderada a forte e risco de temporais. Ao longo do dia, essas áreas de instabilidade ganham força e avançam pelo Maranhão, Piauí, além de áreas do Ceará, Paraíba e oeste de Pernambuco.

No sul da Bahia, há possibilidade de volumes mais elevados ao longo do dia. Já no litoral entre Rio Grande do Norte e Sergipe, a chuva ocorre de forma mais fraca. No interior baiano, o tempo permanece firme e as temperaturas sobem.

Norte

A região Norte do Brasil continua sob influência da alta umidade, o que favorece a formação de nuvens carregadas desde o início do dia. Há previsão de chuva em grande parte do Pará, Tocantins e do Amazonas, com intensidade moderada a forte.

A atuação da Zona de Convergência Intertropical mantém o tempo instável no Amapá e no litoral do Pará. Ao longo do dia, as pancadas se intensificam e se espalham também por Rondônia e Roraima. No Acre, a chuva ocorre de forma mais fraca, com períodos de abertura de sol.

O post Frente fria avança e aumenta o risco de temporais pelo país apareceu primeiro em Canal Rural.



Source link

News

Disparada do petróleo pressiona inflação e juros


PODCAST Diário Econômico

No morning call desta segunda-feira (23), a economista-chefe do PicPay, Ariane Benedito, comenta que a escalada do conflito no Oriente Médio elevou o petróleo acima de US$ 112, pressionando inflação, juros e ativos globais. Bancos centrais mantiveram juros, mas adotaram tom cauteloso, fortalecendo o dólar e abrindo curvas.

No Brasil, o Ibovespa caiu para 176 mil pontos, o dólar foi a R$ 5,30 e BC e Tesouro atuaram para conter volatilidade. A semana traz IPCA-15, Relatório de Política Monetária, PNAD e PMIs globais.

Ouça o Diário Econômico, o podcast do PicPay que traz tudo que você precisa saber sobre economia para começar o seu dia, com base nas principais notícias que impactam o mercado financeiro.

Para mais conteúdos de mercado financeiro, acesse: Bom Dia Mercado!

Ariane Benedito, apresentadora do podcast Diário Econômico
Foto: divulgação

O post Disparada do petróleo pressiona inflação e juros apareceu primeiro em Canal Rural.



Source link