segunda-feira, março 23, 2026

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‘Mudança global exige reposicionamento estratégico do agro’, diz Tereza Cristina


Foto: Renato Medeiros

Em um cenário de forte integração global, o agronegócio brasileiro amplia sua participação no abastecimento mundial de alimentos. Ao mesmo tempo, as transformações na ordem geopolítica elevam o nível de exigência sobre o setor, que passa a demandar ajustes estratégicos tanto no campo econômico quanto diplomático.

Diante desse contexto, São Paulo sediou, nesta segunda-feira (23), o evento “A geopolítica do agronegócio”. O encontro reuniu lideranças do setor, juristas, parlamentares e empresários para discutir os reflexos do cenário internacional sobre a produção e o comércio agrícola.

Na abertura, a senadora e ex-ministra da Agricultura Tereza Cristina (PP-MS) destacou que o mundo passa por uma reconfiguração dos referenciais políticos e econômicos, com perda de centralidade de polos tradicionais do Ocidente.

Segundo ela, esse movimento reposiciona o agronegócio no cenário global. “O agro assume uma nova centralidade. Energia e alimento deixam de ser apenas mercadorias e passam a ser fundamentos de poder”, afirmou.

A discussão ocorre em um momento sensível no mundo, com a guerra de Estados Unidos e Israel contra o Irã em curso. Desde o início do conflito, em 28 de fevereiro, o preço do petróleo disparou e trouxe incertezas quanto ao desdobramento e os impactos energéticos em nível global.

Agro no centro da disputa

Nesse ambiente mais incerto e competitivo, o agronegócio passa a ocupar posição estratégica. De acordo com a senadora, a mudança de cenário reposiciona alimentos e energia no sistema internacional.

“Quando as estruturas que organizavam o mundo entram em transformação, elementos como energia e alimento deixam de ser apenas mercadorias e passam a ser fundamentos de poder”, disse.

A avaliação, segundo ela, exige uma nova leitura do cenário global. Como resposta, propôs um conjunto de dez diretrizes interconectadas para orientar a atuação do setor na chamada nova geopolítica do agro.

“Não se trata de um exercício teórico, mas de vetores práticos para navegar um ambiente mais complexo, mais disputado e mais exigente”, afirmou.

Multilateralismo em xeque

Entre os pontos destacados está a crise do multilateralismo. Segundo Tereza Cristina, o sistema construído no pós-guerra perdeu efetividade, com destaque para a paralisia da Organização Mundial do Comércio (OMC).

Na prática, afirmou, países passaram a buscar alternativas fora desse modelo, ampliando acordos regionais e setoriais. O resultado é um ambiente mais fragmentado, com regras sobrepostas e, muitas vezes, contraditórias.

Comércio mais político

A senadora também destacou a mudança na natureza do protecionismo. Embora não seja um fenômeno novo, ela avalia que passou a assumir caráter político e estratégico.

“Tarifas, subsídios e barreiras sanitárias deixam de ser apenas instrumentos técnicos e passam a integrar estratégias de política externa”, disse.

Ela citou como exemplo a crescente utilização de exigências ambientais como mecanismo de reorganização de mercados, especialmente em grandes economias. Nesse cenário, o desafio é manter padrões elevados sem transformar regras em barreiras disfarçadas ao comércio.

Segurança alimentar e insumos

Outro ponto central é a revalorização da segurança alimentar como prioridade de Estado. A pandemia e a guerra na Ucrânia, segundo a parlamentar, evidenciaram a vulnerabilidade de cadeias globais concentradas.

“A interdependência pode rapidamente se transformar em ruptura em momentos de crise”, afirmou.

No caso brasileiro, a dependência de insumos estratégicos, como fertilizantes, amplia essa exposição. O país importa a maior parte desses produtos, muitos deles provenientes de regiões sujeitas a tensões geopolíticas.

“Quando um elo dessa cadeia é tensionado, os efeitos se propagam rapidamente”, disse.

Diante disso, defendeu a diversificação de fornecedores, o fortalecimento da produção doméstica e maior atenção à segurança das cadeias de suprimento.

Disputa entre potências

A senadora também destacou a rivalidade entre Estados Unidos e China como eixo estruturante da geopolítica atual. Segundo ela, a disputa vai além do comércio e envolve tecnologia, influência política e segurança estratégica.

No agro, esse movimento se reflete na estratégia chinesa de diversificar fornecedores, o que abre espaço para o Brasil, mas também exige cautela.

“O desafio não é apenas aproveitar oportunidades, mas fazê-lo sem comprometer relações e sem criar dependências excessivas”, afirmou.

Papel do Brasil

Para Tereza Cristina, o Brasil ocupa uma posição singular nesse cenário, com capacidade de ampliar a produção de forma sustentável.

No entanto, destacou que o país precisa avançar na sua inserção internacional. “Não basta produzir mais. É preciso participar da definição das regras do jogo”, disse.

A avaliação é de que, em um ambiente mais fragmentado, previsibilidade, articulação e estratégia de longo prazo serão determinantes para manter e ampliar mercados.

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Preços do feijão caem com demanda fraca e avanço da colheita no Brasil, aponta Cepea


feijão-preto BRS Esteio, da Embrapa
Foto: Sebastião José de Araújo/Embrapa

O mercado de feijão segue enfrentando um cenário de demanda enfraquecida no Brasil, o que tem pressionado os preços do grão em diversas regiões. De acordo com levantamentos do Cepea, a menor necessidade de reposição por parte das indústrias, que já se encontram abastecidas, resultou em novas quedas nas cotações ao longo da última semana.

Mesmo com esse movimento de baixa recente, os preços médios de março — até o dia 19 — ainda se mantêm acima dos registrados em fevereiro, indicando que o mercado segue ajustando os valores após um período de maior sustentação.

Feijão carioca recua com colheita e pressão por caixa

No caso do feijão carioca de melhor qualidade, com notas 9 ou superiores, os preços também apresentaram recuo, influenciados principalmente pelo avanço da colheita na região Sul do país, que aumenta a oferta no mercado. Em outras praças, a necessidade de “fazer caixa” levou produtores a anteciparem vendas, o que reforçou a pressão baixista.

Já para os grãos de qualidade intermediária, com notas entre 8 e 8,5, o fator decisivo tem sido o escurecimento dos grãos. Diante do risco de perda de qualidade, muitos produtores optam por priorizar a liquidez e acelerar a comercialização antes de possíveis desvalorizações mais intensas.

Feijão preto também registra quedas

O mercado de feijão preto segue a mesma tendência. Segundo o Cepea, o desequilíbrio entre oferta e demanda resultou em quedas generalizadas nos preços ao longo da semana nas principais praças acompanhadas.

Colheita avança, mas ainda abaixo da média

No campo, dados da Conab indicam que a colheita da primeira safra de feijão já alcança 65% da área nacional. O índice supera os 61,8% registrados no mesmo período do ano passado, mas ainda está ligeiramente abaixo da média dos últimos cinco anos, de 67,7%.

O avanço da colheita, aliado à demanda enfraquecida, reforça o cenário de pressão sobre os preços no curto prazo, enquanto produtores ajustam suas estratégias diante das condições de mercado.

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Demanda por biodiesel impulsiona soja e eleva margem da indústria


biodiesel
Foto: Abiove

A margem de esmagamento da soja, conhecida como crush margin, avançou na última semana no Brasil e nos Estados Unidos, impulsionada principalmente pela valorização dos derivados, segundo dados do Cepea. O movimento ocorre em um cenário de incertezas no abastecimento de combustíveis e de pressão sobre os preços do grão no mercado internacional.

No Brasil, o avanço da margem foi favorecido pela combinação entre a queda no custo da matéria-prima e a alta no preço do óleo de soja. De acordo com pesquisadores do Cepea, a demanda pelo derivado tem se intensificado, especialmente por parte das indústrias de biodiesel, diante das preocupações com o abastecimento e de rumores sobre possíveis paralisações no transporte rodoviário.

Nos Estados Unidos, o cenário também é de valorização da margem, mas com destaque para o farelo de soja. O produto voltou a operar nos maiores níveis desde 2024, sustentando a rentabilidade das indústrias de processamento no país.

Pressão sobre o preço do grão

Apesar do avanço da margem, os preços da soja em grão seguem pressionados no mercado doméstico brasileiro. Segundo o Cepea, a desvalorização do mercado externo e do câmbio tem reduzido a competitividade da oleaginosa nacional, limitando as oportunidades de exportação.

Além disso, fatores sazonais e internacionais reforçam o viés de baixa. O avanço da colheita no Brasil aumenta a oferta no curto prazo, enquanto as condições climáticas favoráveis na Argentina e as expectativas de expansão da área plantada nos Estados Unidos contribuem para um cenário global mais ofertado.

Produtor segura vendas e limita queda

Mesmo com a pressão negativa, a queda nos preços tem sido parcialmente contida pela postura cautelosa dos produtores brasileiros. Muitos optam por armazenar a soja recém-colhida, aguardando melhores condições de comercialização.

Essa estratégia está diretamente ligada às incertezas envolvendo o custo do frete rodoviário e ao cenário geopolítico internacional, que pode impactar tanto os custos quanto a dinâmica de exportação.

O resultado é um mercado mais equilibrado no curto prazo, com margens industriais em alta e produtores adotando uma postura mais estratégica diante das oscilações.

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AgroNewsPolítica & Agro

Brasil e China tratam regras fitossanitárias



Mudança busca agilizar certificados sanitários


Foto: USDA

O Ministério da Agricultura e Pecuária modificou os procedimentos de fiscalização aplicados às cargas de soja destinadas à exportação para a China. A decisão foi oficializada na última sexta-feira (13) pelo Serviço de Vigilância Agropecuária Internacional, após solicitações de empresas tradings do setor.

Com as novas regras, a coleta de amostras de soja para inspeção passa a ser realizada por empresas supervisoras contratadas pelas tradings, enquanto o ministério seguirá responsável pela análise de 10% de todo o carregamento. A medida tem como objetivo agilizar a emissão dos certificados sanitários, que anteriormente eram liberados quando os navios já estavam em alto-mar.

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Além das mudanças operacionais, representantes do ministério devem viajar à China entre os dias 20 e 29 de março para reuniões bilaterais com autoridades do país asiático. A agenda inclui discussões sobre temas sanitários e fitossanitários ligados ao comércio agropecuário, com foco na fiscalização de produtos exportados pelo Brasil, como a soja.

A delegação brasileira participará da X Reunião da Subcomissão de Temas Sanitários e Fitossanitários e da VII Reunião da Subcomissão de Agricultura da Comissão Sino-Brasileira de Alto Nível de Concertação e Cooperação, que serão realizadas em Pequim.

Os encontros devem abordar protocolos sanitários, exigências fitossanitárias e procedimentos de inspeção que impactam as exportações brasileiras para o mercado chinês, principal destino da soja nacional. A expectativa é de alinhamento nas regras de fiscalização e ampliação da cooperação técnica entre os dois países no comércio agropecuário. Com informações da CNN.*





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Trump fala em ‘conversas produtivas’ com Irã e preço do petróleo despenca


Foto: World Economic Forum/Benedikt von Loebell

Os preços dos contratos futuros do petróleo despencam na manhã desta segunda-feira, após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmar que teve “conversas produtivas” para encerrar o conflito no Oriente Médio.

Segundo Trump, diante do tom positivo das negociações, foi determinada a suspensão de ataques a usinas e infraestruturas energéticas por um período de cinco dias.

A sinalização reverte a forte alta registrada mais cedo, impulsionada pelo agravamento das tensões envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã. O país asiático chegou a alertar sobre a possibilidade de instalar minas marítimas em todo o Golfo Pérsico.

“Os eventos geopolíticos continuarão sendo o principal, senão o único, foco dos mercados nesta semana, como já vem ocorrendo há algum tempo”, afirmou Michael Brown, estrategista sênior da Pepperstone.

Por volta das 8h17 (horário de Brasília), o contrato do petróleo WTI para abril, negociado na Nymex, caía 9,59%, a US$ 88,86 por barril. Já o Brent para maio, negociado na ICE, recuava 9,75%, a US$ 101,42 por barril.

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Frente fria avança e aumenta o risco de temporais pelo país


trovoadas - pixabay - trovões - temporais
Foto: Pixabay

A semana começa com mudanças importantes no tempo em boa parte do Brasil. A atuação de uma nova frente fria no Sul organiza áreas de instabilidade e provoca chuva forte, enquanto o calor e a alta umidade mantêm o padrão típico de verão nas demais regiões, com pancadas irregulares e risco de temporais localizados. O destaque do dia fica para o avanço das instabilidades pelo Rio Grande do Sul, além da intensificação da chuva no Nordeste e da manutenção do calor em áreas do Centro-Oeste e Sudeste.

Sul

O dia começa com tempo firme em parte da região, mas a instabilidade já atua no sul do Rio Grande do Sul, com chuva moderada a forte desde cedo. Ao longo da manhã, essas áreas avançam rapidamente pelo estado, alcançando o interior, o oeste e regiões mais ao norte, enquanto uma nova frente fria reforça o cenário de instabilidade. A tendência é de intensificação das pancadas ao longo do dia, com risco de temporais, rajadas de vento e acumulados elevados em diversas áreas.

Entre a tarde e a noite, a chuva se espalha também por Santa Catarina e pelo Paraná, com pancadas fortes, trovoadas e possibilidade de tempestades isoladas. Apesar da chuva, o calor ainda predomina na maior parte da região, com temperaturas mais amenas apenas no sul gaúcho, onde a nebulosidade é maior.

Sudeste

No Sudeste do Brasil, o dia começa com maior presença de nuvens e chuva em áreas do leste e nordeste de Minas Gerais e no litoral do Espírito Santo. Ao longo do dia, a combinação entre umidade e a atuação de um cavado em médios níveis da atmosfera favorece o aumento das instabilidades nessas áreas, com pancadas que podem variar de moderadas a fortes e risco de temporais isolados.

Também há previsão de chuva no oeste e noroeste de São Paulo e no norte do Rio de Janeiro. Já nas demais áreas paulistas e na metade oeste de Minas Gerais, o tempo segue mais firme, com predomínio de sol e elevação das temperaturas ao longo do dia.

Centro-Oeste

No Centro-Oeste do Brasil, a chuva perde intensidade em parte da região, mas ainda ocorre de forma pontual. Pela manhã, há registros no norte de Mato Grosso e de maneira isolada no nordeste de Goiás, enquanto nas demais áreas o tempo permanece mais aberto.

Durante a tarde, as instabilidades voltam a ganhar força, principalmente no centro-norte de Mato Grosso, além de áreas do norte e sul de Goiás. Em Mato Grosso do Sul, a atuação de uma baixa pressão sobre o Paraguai favorece pancadas de chuva no leste, sul e nordeste do estado, com intensidade moderada. Mesmo com a chuva, o calor segue predominando em toda a região.

Nordeste

No Nordeste do Brasil, as instabilidades atuam desde cedo no sul, oeste e noroeste da Bahia, com chuva moderada a forte e risco de temporais. Ao longo do dia, essas áreas de instabilidade ganham força e avançam pelo Maranhão, Piauí, além de áreas do Ceará, Paraíba e oeste de Pernambuco.

No sul da Bahia, há possibilidade de volumes mais elevados ao longo do dia. Já no litoral entre Rio Grande do Norte e Sergipe, a chuva ocorre de forma mais fraca. No interior baiano, o tempo permanece firme e as temperaturas sobem.

Norte

A região Norte do Brasil continua sob influência da alta umidade, o que favorece a formação de nuvens carregadas desde o início do dia. Há previsão de chuva em grande parte do Pará, Tocantins e do Amazonas, com intensidade moderada a forte.

A atuação da Zona de Convergência Intertropical mantém o tempo instável no Amapá e no litoral do Pará. Ao longo do dia, as pancadas se intensificam e se espalham também por Rondônia e Roraima. No Acre, a chuva ocorre de forma mais fraca, com períodos de abertura de sol.

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Disparada do petróleo pressiona inflação e juros


PODCAST Diário Econômico

No morning call desta segunda-feira (23), a economista-chefe do PicPay, Ariane Benedito, comenta que a escalada do conflito no Oriente Médio elevou o petróleo acima de US$ 112, pressionando inflação, juros e ativos globais. Bancos centrais mantiveram juros, mas adotaram tom cauteloso, fortalecendo o dólar e abrindo curvas.

No Brasil, o Ibovespa caiu para 176 mil pontos, o dólar foi a R$ 5,30 e BC e Tesouro atuaram para conter volatilidade. A semana traz IPCA-15, Relatório de Política Monetária, PNAD e PMIs globais.

Ouça o Diário Econômico, o podcast do PicPay que traz tudo que você precisa saber sobre economia para começar o seu dia, com base nas principais notícias que impactam o mercado financeiro.

Para mais conteúdos de mercado financeiro, acesse: Bom Dia Mercado!

Ariane Benedito, apresentadora do podcast Diário Econômico
Foto: divulgação

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AgroNewsPolítica & Agro

Sul passará por período de mais umidade



As projeções indicam aumento da umidade no Sul


As projeções indicam aumento da umidade no Sul
As projeções indicam aumento da umidade no Sul – Foto: Pixabay

A transição entre outono e inverno de 2026 deve trazer mudanças relevantes no padrão climático do país, com tendência de maior irregularidade nas chuvas e temperaturas acima da média em parte do território. O cenário ocorre após uma estação chuvosa abaixo do esperado e sob influência de uma La Niña fraca.

As projeções indicam aumento da umidade no Sul, enquanto áreas do extremo Norte devem enfrentar condições mais secas. No Centro-Sul, a previsão aponta para períodos de calor mais persistentes e menor frequência de ondas de frio, o que favorece a ocorrência de veranicos ao longo da estação.

De acordo com a Ampere, os sinais de aquecimento no Pacífico Equatorial já são consistentes, com anomalias positivas de temperatura na superfície do mar próximas à costa oeste da América do Sul. Modelos como o ECMWF indicam que esse aquecimento deve se intensificar nos próximos meses, com possibilidade de configuração de El Niño a partir de maio. “Desde o inverno de 2025, a Ampere vem indicando a possibilidade de desenvolvimento de um evento de El Niño em 2026 e, até o momento, os prognósticos vêm corroborando essa sinalização”, completa o meteorologista sênior da consultoria, Bruno César Capucin.

A influência do fenômeno deve ganhar força no trimestre entre maio e julho, período em que são esperadas chuvas acima da média no Sul e em áreas do sul do Sudeste e do Centro-Oeste. Em contrapartida, o extremo Norte tende a permanecer mais seco.

O padrão também favorece temperaturas mais elevadas, especialmente pela maior atuação de ventos de norte, reduzindo a entrada de massas de ar frio. Esse contexto aumenta o risco de eventos extremos, como temporais no Sul e períodos prolongados de calor no Centro-Sul.





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AgroNewsPolítica & Agro

Explosão nos preços da ureia acende alerta máximo



O cenário atual é descrito como incerto e com baixa visibilidade


O cenário atual é descrito como incerto e com baixa visibilidade
O cenário atual é descrito como incerto e com baixa visibilidade – Foto: Canva

A recente movimentação dos preços da Ureia chama atenção pela intensidade e pela velocidade das altas observadas no mercado. As informações são de Jeferson Souza, analista de inteligência de mercado.

De acordo com o comportamento mais recente do indicador, o gráfico da ureia passou a desenhar um formato semelhante ao de um prédio, refletindo um avanço abrupto nas cotações. Esse movimento elevou os preços a patamares considerados elevados, gerando preocupação direta sobre a capacidade de absorção por parte da demanda.

O cenário atual é descrito como incerto e com baixa visibilidade, o que amplia a cautela entre agentes do setor. Mesmo antes dos acontecimentos no Oriente Médio, já havia um sentimento de retração na área destinada ao trigo, motivado por custos e margens mais apertadas.

No final do mês de fevereiro, durante passagem pelo Rio Grande do Sul, o analista observou discussões sobre a redução da área de trigo no estado. No Paraná, a percepção era semelhante, indicando um movimento mais amplo entre produtores da região Sul.

Nesse cenário, com a ureia em níveis elevados, a tendência é de pressão adicional sobre a cultura do trigo, que depende fortemente do insumo. Esse encarecimento pode levar produtores a reavaliar o planejamento da próxima safra.

Diante desse contexto, outras culturas podem ganhar espaço nas áreas antes destinadas ao cereal, alterando a dinâmica de plantio. Esse possível redirecionamento exige acompanhamento atento do mercado, já que pode impactar tanto a oferta quanto os preços agrícolas nos próximos ciclos.

 





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