terça-feira, março 24, 2026

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Açúcar fecha com forte queda diante de estimativa de maior produção pela Conab


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Os preços do açúcar voltaram a cair fortemente nesta terça-feira (04), pressionados pela revisão para cima das estimativas de produção no Brasil divulgadas pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). O aumento na projeção reforça o cenário de oferta abundante, levando as cotações a operarem pouco acima das mínimas registradas na semana passada.

Em Nova Iorque, o contrato março/26 caiu 0,43 cent (-3,0%), encerrando o pregão a 14,22 cents/lbp. O vencimento maio/26 perdeu 0,38 cent (-2,7%), para 13,85 cents/lbp, enquanto o julho/26 recuou 0,31 cent (-2,2%), a 13,82 cents/lbp. O contrato outubro/26 também fechou em baixa, com queda de 0,27 cent (-1,9%), cotado a 14,09 cents/lbp.

Na Bolsa de Londres, o movimento foi semelhante. O contrato dezembro/25 registrou baixa de 990 pontos (-2,3%), a US$ 413,40/tonelada. O vencimento março/26 perdeu 850 pontos (-2,0%), para US$ 406,70/tonelada, enquanto o maio/26 cedeu 780 pontos (-1,9%), negociado a US$ 402,80/tonelada. Já o agosto/26 encerrou o dia em US$ 399,80/tonelada, com queda de 640 pontos (-1,6%).

Segundo análise do Barchart, “os preços do açúcar estão em forte queda hoje, pouco acima das mínimas significativas da semana passada. A pressão vem após a Conab elevar sua estimativa de produção de açúcar no Brasil para a safra 2025/26, de 44,5 milhões de toneladas para 45 milhões de toneladas”.

No relatório divulgado nesta terça-feira, a Conab elevou a projeção de produção de açúcar do Centro-Sul para 41,34 milhões de toneladas, e a do Brasil para 45,02 milhões de toneladas, o que representa um aumento anual de 2%.

De acordo com a companhia, o crescimento reflete o cenário de mercado favorável ao adoçante observado até julho, quando as usinas priorizaram o açúcar diante da rentabilidade superior em relação ao etanol. No entanto, nas últimas quinzenas, o setor tem destinado uma parcela maior da cana ao biocombustível, o que limitou um avanço ainda maior na oferta.

A Conab ressaltou ainda que a menor disponibilidade de cana-de-açúcar na safra atual impede um crescimento mais robusto da produção, apesar do bom desempenho industrial das usinas. Mesmo assim, o aumento estimado reforça a tendência de superávit global e mantém os preços internacionais sob pressão.





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Safra de soja tem avanço e alerta hídrico



Chuvas irregulares afetam semeadura



Foto: USDA

Segundo a análise semanal do Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea), divulgada na segunda-feira (24), a semeadura da soja da safra 2025/26 atingiu 98,84% das áreas previstas em Mato Grosso até sexta-feira (21/11), avanço de 2,48 pontos percentuais em relação ao período anterior. O instituto informou que, no comparativo com a safra passada, o percentual está 1,01 ponto abaixo e 0,26 ponto menor que a média dos últimos cinco anos.

Em relação às regiões, o Imea destacou que a Noroeste e a Norte “finalizaram os trabalhos a campo nesta semana”, enquanto as regiões Sudeste e Nordeste permanecem como as mais atrasadas. A análise registrou ainda que as chuvas têm sido “irregulares e mal distribuídas em algumas regiões do estado”, o que tem gerado atenção para o desenvolvimento das lavouras. Nessas áreas, grande parte dos talhões já se encontram nos estádios R1 e R2, fases consideradas “altamente sensíveis ao estresse hídrico”, condição que pode comprometer o potencial produtivo.

O instituto acrescentou que, segundo o NOAA, o volume de chuva acumulado tende a aumentar nas próximas semanas, variando entre 35 e 45 milímetros na maior parte do estado.





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Retirada da tarifa de 40% pelos EUA traz alívio principalmente para o setor de carnes em Goiás


A decisão do governo dos Estados Unidos de retirar a tarifa de 40% sobre produtos como carne, café e frutas foi recebida com otimismo pelo setor agropecuário goiano. É o que afirma o gerente técnico do Instituto para o Fortalecimento da Agropecuária de Goiás (IFAG), Leonardo Machado, ao avaliar o impacto direto da medida no mercado exportador, especialmente para a carne bovina, um dos pilares da economia do estado. Segundo ele, a retirada da tarifa representa um importante respiro para os produtores.

“Principalmente para Goiás o mercado de carnes é um dos mais sensíveis. Os Estados Unidos são um parceiro importante de compra desse produto. Então a federação recebe com bastante felicidade, porque essa situação pode levar o Estado a aumentar o volume de carne exportada”, afirma.

Entre todos os setores, a pecuária goiana deve sentir o impacto mais direto e imediato.

“Quando a gente fala de Goiás, o mercado mais impactado é o da pecuária, uma vez que os americanos são grandes compradores de carne, e Goiás tem nos Estados Unidos um importante destino”, destaca, Leonardo.

No cenário nacional, outros produtos também são favorecidos pela medida como café e suco de laranja, mas esses segmentos não possuem grande peso na economia goiana.

“De forma geral no Brasil, a gente tem o suco de laranja e o café, que são produtos em que Goiás não tem grande participação. Então, quando falamos de impacto, com certeza é o da carne bovina”, reforça.

De acordo com o Ifag a adoção das tarifas pelos EUA havia provocado incertezas entre produtores e exportadores brasileiros.

“Quando entrou em vigor, o primeiro impacto foi a apreensão, apreensão do que poderia ocorrer, dos impactos dessas tarifas não só no mercado americano, mas para outros países. O setor teve de se adaptar, abrir novos mercados. Houve um certo alívio, mas o alívio maior veio agora com essa queda nas tarifas”, comenta.

Apesar da boa notícia, o comportamento do mercado daqui para frente será determinante. “Será que vamos conseguir retomar as relações com os americanos como sempre foi, ou ainda haverá resquícios? Estamos com bastante positividade e efeitos favoráveis, mas é bom observar os próximos passos”, conclui.





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Governo federal anuncia mais R$ 3,3 bi para reconstrução do RS



O governo federal anunciou nesta quarta-feira (26) a liberação de mais R$ 3,3 bilhões para a realização de obras de reconstrução do Rio Grande do Sul, afetado por enchentes ocorridas em maio de 2024.

Desse montante, R$ 726 milhões serão destinados para a construção de 3949 novas moradias, em 62 municípios gaúchos, com menos de 50 mil habitantes. Na ocasião, também foi realizada a entrega simbólica de 8 mil moradias, adquiridas por meio do Programa Compra Assistida, no âmbito do Minha Casa, Minha Vida – Reconstrução.

A modalidade permite que as famílias gaúchas habilitadas sejam atendidas por meio da compra de imóveis novos ou usados, com financiamento do governo federal.

Durante a cerimônia com o anúncio dos investimentos, no Palácio do Planalto, a prefeita do município de Estrela, no Vale do Taquari, Carine Schwingel, disse que aguardava com grande expectativa a entrega das moradias.

“Não tem como ter o desenvolvimento de uma família se ela não tiver uma base sólida, uma casa construída. É isso o que vemos aqui”, afirmou.

A prefeita disse ainda ser importante o apoio do governo federal para a realização de obras para as pequenas cidades, cujo orçamento é pequeno para a realização de grandes obras.

“A enchente ensinou que a gente precisa ter investimentos na área ambiental para que a gente possa transformar nossos centros urbanos em espaços com soluções baseadas na natureza como base, como pilar e não como luxo”, disse.

“A força do governo federal é transformadora nos municípios e a esperança que temos é de vocês continuarem apoiando a gente”, agradeceu.

Com cerca de 35 mil habitantes, Estrela teve três bairros destruídos pelas enchentes e 1,5 mil famílias tiveram suas casas destruídas. A dona de casa Elga Gomes de Lima foi uma delas. Depois de perder a moradia, Elga teve que morar com sua família na casa do sogro. Ela agradeceu ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva pela iniciativa.

“A nossa história revela a dura realidade enfrentada por muitas famílias, mas também tem mostrado o seu compromisso [de Lula] com as pessoas do Rio Grande do Sul, nos dando a possibilidade de termos novamente o nosso próprio lar”, disse.

Novas unidades a serem entregues

O ministro das Cidades, Jader Filho, afirmou que o Compra Assistido foi voltado para as famílias com necessidades mais emergenciais e que as famílias atendidas pelas estratégias de médio prazo, serão beneficiadas com as 3949 novas unidades contratadas que serão entregues a partir de 2026.

“Não tivemos compra assistida em todas os municípios porque tem cidades no Rio Grande do Sul em que não existem imóveis prontos e acabados que podem ser comprados. Então tivemos a necessidade de construí-los”, apontou.

Obras de prevenção

O governo anunciou que mais R$ 571 milhões foram destinados para as cidades de Porto Alegre e São Leopoldo para obras de infraestrutura de adaptação e prevenção de eventos climáticos extremos.

Para Porto Alegre foram destinados R$ 502 milhões que serão usados para a construção de galerias e canais. Já em São Leopoldo são R$ 69,3 milhões para a aquisição de casas de bombas e contrução de redes de galeria no município.

Serão investidos ainda R$ 197,6 milhões para obras de drenagem no estado e outros R$ 13,4 para a realização de obras de contenção de encostas.

O ministro da Integração e Desenvolvimento Nacional, Waldez Góes, disse que a realização das obras mostra que o governo entende a necessidade de levar investimentos para que as cidades enfrentem eventos climáticos extremos.

“A memória da tragédia ainda é viva, mas é maior a coragem do povo gaúcho que vivenciei, durante o ano de 2024, junto com os colegas do governo federal”, disse. “Estes novos investimentos são a renovação do nosso pacto. É a certeza que a solidariedade do primeiro dia se transformou numa ação permanente para um futuro seguro”, conclui Góes.

Segundo o ministro, o governo também está investindo mais de R$ 40 milhões para realizar o mapeamento topográfico e aerofotogramétrico de 186 municípios na região do Rio Guaíba e da Lagoa dos Patos, “para ter informações suficientes para prevenir e mitigar efeitos de novas cheias que possam vir”, disse.

O ministro da Casa Civil, Rui Costa disse que até o momento, dos R$ 111 bilhões anunciados pelo governo federal para socorrer o estado, já foram aplicados R$ 90 bilhões. O ministro destacou a agilidade do governo no socorro ao estado, após as enchentes. Segundo o ministro, a ação do governo federal virou uma referência para o país de como o governo federal acolhe e trata os desastres ocorridos o território nacional.



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Brasil estava preparado para enfrentar turbulências comerciais do tarifaço, diz Fávaro



O ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, avalia que o Brasil estava preparado para as turbulências comerciais decorrentes da escalada tarifária dos Estados Unidos. Segundo ele, o restabelecimento das boas relações diplomáticas garantiu com que o país abrisse novos mercados e “superasse esse momento”.

“Não podemos ficar de costas a um grande parceiro comercial como os Estados Unidos, mas estávamos preparados. Abrimos muitos mercados, ampliamos os mercados que já eram abertos e isso nos deu uma condição melhor, inclusive, de negociar”, disse Fávaro a jornalistas nos bastidores do Encontro Nacional do Agro e dos Adidos Agrícolas.

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“Estávamos bem posicionados, queremos fortalecer as relações comerciais com os Estados Unidos, mas não estávamos totalmente vulneráveis”, afirmou o ministro.

Para o ministro, o governo brasileiro conduziu a negociação tarifária com os Estados Unidos com “sabedoria”, a qual classificou como “feito histórico”.

“O Congresso aprovou a lei da reciprocidade, colocou mais uma arma na caneta do presidente da República, mas ele não precisou usar. Com sabedoria, ele não usou, mas tinha a arma na mão”, observou Fávaro.

De acordo com o ministro, o desafio do agronegócio brasileiro é continuar crescendo, encontrar mercados para os produtos agropecuários em momento de preços baixos de commodities e endividamento elevado no campo.



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Comissão aprova Projeto de Lei para isentar produtor de imposto de renda



Na esteira do Projeto de Lei 1.087/2025, que estabelece descontos para quem ganha entre R$ 5.000,01 e R$ 7.350, sancionada nesta quarta-feira (26) pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a Comissão de Agricultura (CAPADR) da Câmara dos Deputados aprovou, nesta quarta-feira (26), o parecer favorável ao Projeto de Lei 1.196/2025.

O texto da bancada amplia de forma significativa a faixa de isenção do Imposto de Renda para pessoas físicas produtoras rurais. A ideia é que produtores que obtenham resultado anual de até R$ 508.320,00 fiquem livres da tributação.

A Comissão avalia que a medida é considerada estratégica para aliviar custos, estimular investimentos e fortalecer a atividade no campo.

O projeto, de autoria do deputado Evair Vieira de Melo (PP-ES), altera a Lei nº 7.713/1988 e estabelece que o valor da isenção seja atualizado anualmente pelo IPCA, evitando a perda do benefício com o avanço da inflação.

A iniciativa também determina que os montantes isentos não serão enquadrados nas faixas de alta renda previstas na Lei nº 9.250/1995.

Para Vieira de Melo, o objetivo é garantir melhores condições para quem produz. “O produtor rural enfrenta riscos que nenhum outro setor enfrenta: oscilações de preços, clima, pragas e custos elevados. Ampliar a isenção é uma maneira de reconhecer esse cenário e permitir que pequenos e médios produtores invistam em sua atividade e mantenham o Brasil como potência agrícola”, afirmou.

“Não é privilégio, é justiça”

O relator da matéria, deputado Rodolfo Nogueira (PL-MS), destacou que a proposta coloca em prática um princípio fundamental da tributação: adequar o imposto à capacidade contributiva real.

“Estamos falando de um setor que carrega o Brasil nas costas. Reduzir o peso tributário não é privilégio, é justiça. Esta medida dá fôlego ao produtor, estimula a competitividade e garante que o campo continue gerando emprego, renda e alimento para o país”, defendeu.

Nogueira também ressaltou o impacto da atualização anual pelo IPCA. “Sem atualização automática, qualquer benefício perde valor rapidamente. Com esse mecanismo, garantimos um incentivo permanente e eficiente”, acrescentou.

Outro ponto destacado pelo relator é a simplificação tributária prevista para quem se enquadrar na faixa isenta. “A desobrigação da declaração de ajuste anual para esses produtores é uma vitória importante. É menos burocracia e mais tempo para o produtor fazer o que sabe: produzir”, afirmou.

O projeto tramita em caráter conclusivo e seguirá agora para as Comissões de Finanças e Tributação e de Constituição e Justiça e de Cidadania da Casa.



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Preço da arroba do boi gordo hoje: acompanhe as cotações do dia


pecuária, gado , boi
Foto: Gilson Abreu/AEN

O mercado físico do boi gordo volta a se deparar com algumas tentativas de compra em patamares mais baixos nesta quarta-feira (26), com algumas indústrias, em especial as de maior porte, ainda indicando para uma posição mais confortável em suas escalas de abate.

Segundo o analista da consultoria Safras & Mercado Fernando Henrique Iglesias, com o adiamento da decisão chinesa sobre as investigações a respeito do impacto das importações de carne bovina aos seus produtores, o mercado centra suas atenções no potencial expansão das vendas para os Estados Unidos, mercado em que a necessidade de compra é bastante evidente.

“Além disso, o consumo doméstico será variável importante no restante da temporada”, disse.

Média de preço da arroba do boi

  • São Paulo: R$ 321,83 — ontem: R$ 321,25
  • Goiás: R$ 315,00 — R$ 315,18
  • Minas Gerais: R$ 312,94 — R$ 312,65
  • Mato Grosso do Sul: R$ 317,27 — R$ 317,39
  • Mato Grosso: R$ 299,78 — R$ 300,05

Mercado atacadista

O mercado atacadista se depara com queda dos preços no decorrer da semana para os cortes com osso.

“Os cortes desossados, em especial cortes mais consumidos nessa época do ano, como picanha e filé mignon, apresentam consistente movimento de alta. De qualquer forma a expectativa é de recuperação dos preços da carne com osso em meio ao bom nível de consumo registrado durante o último bimestre”, assinalou Iglesias.

  • Quarto traseiro: R$ 25,50 por quilo, queda de R$ 0,25
  • Quarto dianteiro: R$ 19,00 por quilo, baixa de R$ 0,25
  • Ponta de agulha: R$ 18,50 por quilo, redução de R$ 0,25

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão em queda de 0,79%, sendo negociado a R$ 5,3330 para venda e a R$ 5,3310 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,3320 e a máxima de R$ 5,3893.

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Anvisa proíbe venda de vinagre de maçã Castelo; saiba o que motivou a decisão



A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou, nesta quarta-feira (26), o recolhimento do vinagre de maçã da marca Castelo, lote 12M2, produzido pela Castelo Alimentos S/A, além de suspender de imediato a comercialização, distribuição e consumo do produto.

A decisão foi tomada após o Laudo de Análise Fiscal Definitivo, emitido pelo Laboratório Central de Saúde Pública (Lacen) do Distrito Federal, reprovar o lote analisado no teste de pesquisa quantitativa de dióxido de enxofre. O exame identificou a presença da substância em quantidade que não está informada no rótulo.

Segundo a Anvisa, a presença de dióxido de enxofre em alimentos, principalmente se não estiver identificada, pode provocar reações alérgicas em pessoas sensíveis a esse composto químico, o que representa risco à saúde do consumidor.



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Comissão debate crise do setor leiteiro e prática de concorrência desleal



A reunião será realizada no plenário 6, às 14 horas.


Foto: Divulgação

A Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural da Câmara dos Deputados realiza nesta quarta-feira (26) audiência pública para discutir a crise enfrentada pelo setor leiteiro e a possível prática de dumping nas importações de leite em pó.

O dumping consiste na venda de produtos a preços abaixo do valor de mercado com o objetivo de eliminar a concorrência.

A reunião será realizada no plenário 6, às 14 horas.

O debate atende a pedido do deputado Domingos Sávio (PL-MG). Ele afirma que o objetivo é ouvir autoridades e representantes do setor para avaliar os impactos econômicos e sociais da queda nos preços pagos ao produtor, do aumento dos custos de produção e do crescimento das importações de leite em pó, especialmente de países do Mercosul.

Domingos Sávio aponta que produtos estrangeiros têm chegado ao mercado nacional com preços inferiores aos praticados internamente, o que pode caracterizar dumping e gerar concorrência desleal contra a produção brasileira.

“A queda acentuada nos preços pagos ao produtor, aliada ao aumento dos custos de produção, tem comprometido a sustentabilidade econômica do setor”, afirma.

O parlamentar observa ainda que o indeferimento, pelo governo federal, do pedido da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) para abertura de investigação sobre dumping tem sido criticado por representantes do setor, que defendem medidas de defesa comercial.





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Setores de café e carne divergem sobre modelo de licitação de terminal do Porto de Santos



O novo modelo de licitação do terminal de contêineres Tecon Santos 10, no Porto de Santos, segue em análise no Tribunal de Contas da União (TCU) após divergências entre os ministros votantes.

Enquanto uns seguem o texto da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), que limita a participação de empresas que já operam terminais no porto na primeira fase do leilão com o objetivo de estimular a entrada de novos players, outros seguem o entendimento da Subsecretaria de Acompanhamento Econômico e Regulação (Seae), do Ministério da Fazenda, que defende o processo em fase única com cláusula de desinvestimento caso uma das que já atuam no cais vença, proposta que, em teoria, favoreceria Maersk, MSC, CMA CGM e DP World.

Em nota, o Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé) lastimou a divergência aberta e afirmou que o adiamento da votação retarda uma solução logística ao maior porto da América Latina.

Para o diretor técnico da entidade, Eduardo Heron, restringir às incumbentes o acesso à primeira etapa do certame “causa fragilidade ao processo e uma iminente judicialização do leilão, o que, infelizmente, aumentará os desafios e os prejuízos que o comércio exterior brasileiro vem acumulando nos últimos anos.”

Segundo ele, os gargalos logísticos e o aumento do “custo Brasil” se devem a diversos fatores e não à concentração de empresas no terminal, mas em especial à falta de infraestrutura adequada no país.

“Além disso, disseram [os ministros] ter conversado com diversos especialistas e que ‘dezenas’ de instituições apoiavam a proposição da Antaq. Alguém conversou com os representantes da carga, que são os que arcam os milionários prejuízos? O café, por exemplo, não foi ouvido! Pior: o café foi ouvido pela Antaq, quando destacamos a urgente necessidade de oferta de capacidade de pátio/berço e manifestamos a defesa da realização do leilão amplo e irrestrito, em uma única fase, cenário que é desconsiderado nos moldes atuais, visando evitar judicializações. Não basta ouvir apenas os especialistas, precisam ouvir aqueles que estão pagando a conta”, crítica.

Por outro lado, seis instituições, como a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) e a Frente Parlamentar Agropecuária (FPA), defendem que o leilão do Tecon Santos 10 seja feito em duas fases.

De acordo com o presidente da ABPA, Ricardo Santin, a entidade acredita que tal modelo dê a oportunidade para que novos players entrem no mercado. “Trata-se de um mercado bastante concentrado e, no caso do Brasil, que é o maior exportador de aves, o quarto maior de suínos e também um importante vendedor de ovos e peixes, além de carne bovina e outras proteínas, entendemos que o modelo em duas etapas é muito positivo para oxigenar esse mercado e ter mais concorrentes novos para esse certame”, destaca.

Segundo ele, a Associação contratou um parecer da Malan & Associados que fez uma análise e confirmou a viabilidade, legitimidade e legalidade desse processo do leilão. “Assim apoiamos para que possamos ter novos concorrentes, novos players desse mercado que é muito importante para o futuro das proteínas brasileiras”, diz.

A proposta da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) prevê duas fases de concorrência e investimentos de R$ 6,45 bilhões ao longo de 25 anos.

O Tecon 10 deve ocupar área de 622 mil m², com quatro berços de atracação e capacidade estimada em 3,5 milhões de TEUs por ano. O governo trabalha para levar o leilão a mercado em 2026, mas as discussões no TCU definem o que será ou não permitido no edital.



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