terça-feira, março 24, 2026

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Novembro reduz preço de paridade do algodão



Imea alerta para cautela nas negociações do algodão



Foto: Divulgação

Segundo a análise semanal do Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea), divulgada na segunda-feira (24), o mês de novembro tem sido marcado pela queda nas paridades de exportação do algodão em Mato Grosso. O instituto informou que, “ao longo de out/25, a média da paridade de dez/25 ficou em R$ 111,05/@, com pouca variação diária”, mas que o movimento mudou no início de novembro, quando a tendência baixista se intensificou.

O Imea destacou que a paridade atingiu R$ 104,71/@ em 14 de novembro, “o menor valor para uma paridade de dezembro desde set/20”. No mesmo período, a paridade de julho de 2026 chegou a R$ 117,66/@, aproximando-se das mínimas do ano. Segundo a análise, “o cenário segue ligado à desvalorização dos contratos do algodão na bolsa de NY”, que recentemente operaram nos níveis mais baixos dos últimos anos.

A instituição acrescentou que a tendência de queda nas cotações do dólar desde meados de outubro de 2025 também influenciou o comportamento das paridades. Para o Imea, “o panorama desfavorável dos preços contrasta com os custos de produção mais elevados para a safra 2025/26”, o que reforça a necessidade de cautela nas negociações do algodão.





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o Brasil fingiu que não viu, agora a conta explodiu


O estudo do Banco Central confirma o óbvio: o produtor foi espremido por juros altos, preços em queda e políticas tardias. A inadimplência recorde não é acidente, é consequência.

O estudo apresentado pelo Banco Central à Comissão de Agricultura do Senado apenas oficializou aquilo que o campo já gritava há meses: o modelo de financiamento rural do Brasil quebrou. A inadimplência recorde não é um fenômeno isolado, nem uma surpresa técnica. É o resultado direto de decisões políticas equivocadas, da negação da realidade e de uma economia que penaliza justamente quem produz.

Os números falam por si. No primeiro trimestre de 2025, a inadimplência entre pessoas físicas no crédito rural chegou a 7,9%. Entre os grandes produtores do Centro-Oeste, Paraná e São Paulo, passou de 10,7%. No Banco do Brasil, a taxa saltou de 0,96% em 2023 para 5,34% em 2025, um aumento de 456%. No Rio Grande do Sul, devastado por extremos climáticos, três em cada dez operações estão comprometidas.

E o mais simbólico: 74% dos inadimplentes nunca haviam atrasado uma parcela antes. Isso desmonta a narrativa de “má gestão individual”. O problema não está no produtor, está no sistema.

O dado mais grave do estudo é este: Quem financia 100% do custeio teve prejuízo médio de 2,6% na safra 24/25.

Ao mesmo tempo:

  • Arrendatários sem financiamento lucraram 14,8%.
  • Proprietários tiveram margens entre 22,6% e 35,7%.

Isso mostra que o Brasil criou um paradoxo cruel:
só dá lucro para quem não precisa de crédito. Quem depende de financiamento afunda.

O crédito rural, que deveria sustentar o crescimento, virou fator de quebra.

A equação que destrói o fluxo de caixa está formada:

  • Juros elevados por tempo excessivo (Selic alta, crédito comercial ainda mais caro).
  • Preços das commodities despencando — A rentabilidade da soja caiu 36,7%, no milho 92%.

Custos de produção subindo com fertilizantes, logística e arrendamento pressionando margens. Nessas condições, não se trata de “risco de mercado”: é uma armadilha econômica fabricada.

O produtor é o primeiro elo a sangrar. Mas não é o único:

  • Revendas reduzem vendas e crédito interno.
  • Cooperativas assumem inadimplência e alongam prazos perigosamente.
  • Bancos fazem provisões bilionárias, e cortam novas linhas.
  • O país arrisca diminuir sua capacidade de produzir na safra 2025/26.

A rachadura é estrutural. E, no limite, afeta o superávit comercial, que depende do agro para existir.

O Banco Central fala em “reavaliar equalização” e recomendar renegociações mais rígidas.
Mas o problema não é burocrático; é estratégico. O governo demorou para agir, o Congresso ignorou alertas técnicos e o BC restringiu renegociações justamente quando o produtor mais precisava delas.

A MP 1314, recém-lançada, tenta reorganizar dívidas, mas chega tarde e com adesão baixa. O Brasil quer um produtor competitivo no mundo, mas o trata como consumidor de crédito caro e pagador de crises fiscais. Não há agro resiliente com juros incompatíveis com a atividade agrícola.

A inadimplência recorde não é acidente. É consequência. Consequência de um país que exige produtividade europeia com infraestrutura africana; que quer alimentos baratos, câmbio valorizado e crédito caro; que transfere sua instabilidade fiscal para o bolso do produtor.

O estudo do Banco Central não revela um problema. Revela um fracasso coletivo de política econômica. E o alerta final: se o Brasil não reorganizar o crédito rural com urgência, juros, seguro, hedge e arrendamento, em 2026 pode registrar a maior quebradeira agrícola desde os anos 1990.

O campo está dizendo: “a conta não fecha”. E quem insistir em ignorar isso, cedo ou tarde, vai pagar a fatura, junto com o país inteiro.

Miguel Daoud

*Miguel Daoud é comentarista de Economia e Política do Canal Rural


Canal Rural não se responsabiliza pelas opiniões e conceitos emitidos nos textos desta sessão, sendo os conteúdos de inteira responsabilidade de seus autores. A empresa se reserva o direito de fazer ajustes no texto para adequação às normas de publicação.



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Inadimplência rural sobe a 7,9% e grandes produtores lideram endividamento, aponta Banco Central



Durante audiência pública no Senado, realizada na quarta-feira (19), que discutiu medidas do Governo Federal para apoiar produtores rurais do Rio Grande do Sul afetados por enchentes e secas, o chefe do Departamento de Regulação, Supervisão e Controle das Operações do Crédito Rural e do Proagro (Derop) do Banco Central, Cláudio Filgueiras Pacheco Moreira, apresentou um diagnóstico preocupante sobre o endividamento no campo e os riscos crescentes para a sustentabilidade financeira do setor.

Filgueiras afirmou que visitou pessoalmente propriedades atingidas no estado e destacou o peso dos produtores rurais gaúchos no endividamento coberto pela Medida Provisória (MP) 1.314/2025, que liberou R$ 12 bilhões para novas linhas de crédito rural. Segundo ele, “o Rio Grande do Sul representa quase 98% da parte do endividamento da MP”.

Ao apresentar estudo do Banco Central sobre o envidamento do setor, Filgueiras afirmou que a inadimplência no crédito rural vem crescendo de forma acelerada, e que o problema não pode ser atribuído somente aos eventos climáticos extremos.

“Nós tivemos problemas climáticos sim, mas também tivemos situações onde os produtores rurais perderam em um ano, perderam no ano seguinte e apostaram muito mais, perderam de novo e apostaram muito mais no terceiro ano. Ao invés de tratar com cautela, houve uma situação que aumentou demais o endividamento e ficou muito difícil os produtores pagarem essa dívida.”

Ele classificou o cenário como preocupante, destacando que muitos produtores passaram a operar fora de sua capacidade financeira.

Números

Filgueiras apresentou números inéditos sobre margens financeiras na safra 2024/25, com destaque para a situação dos arrendatários:

  • Arrendatário com 100% dos custos financiados: –2,6% de margem (prejuízo);
  • Arrendatário sem financiamento: 14,8% de margem positiva;
  • Proprietários com financiamento: 22,6%;
  • Proprietários sem financiamento: 35,7%.

Para ele, os números mostram um problema estrutural no modelo de financiamento e devem recalibrar as políticas públicas. “Talvez esse dado nos leve a refletir um pouco sobre como a política pública deveria tratar o financiamento do crédito rural”, opinou.

Filgueiras reforçou ainda que o arrendatário que financia 100% dos custos hoje não consegue pagar qualquer operação que venha a fazer, mesmo com recursos com equalização, no teto do Conselho Monetário Nacional.

“O arrendatário que financia tudo hoje, mesmo que use todas as taxas disponíveis, não consegue ter resultado na sua produção. É hora de parar e pensar se a política está sendo feita da forma que deveria.”

Inadimplência

O chefe do Derop explicou que a inadimplência entre produtores pessoas físicas chegou a 7,9% no primeiro trimestre de 2025, acima dos 7% registrados no ano anterior.

Os grandes produtores são os mais afetados, com taxa de 10,7%, especialmente no Centro-Oeste, além de Paraná e São Paulo.

Filgueiras também destacou que a inadimplência é maior nas operações realizadas com recursos obrigatórios, como custeio. “Recurso obrigatório é custeio e operações curtas, é onde tem mais problema. É algo para se pensar sobre a distribuição.”

Já os financiamentos com origem na poupança rural registram menor inadimplência, por serem destinados a investimentos de prazo mais longo. No agregado nacional, aproximadamente 15% das operações de crédito rural estão inadimplentes, prorrogadas ou renegociadas. No Rio Grande do Sul, o índice dobra, chegando a 30,6%.

“Há um crescimento significativo de operações em atraso, inadimplentes, prorrogadas e renegociadas, com impacto em diversos estados”, afirmou Filgueiras.



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Na fase vegetativa final da soja, o produto certo é o que supera os desafios


Entre V5 e o final do vegetativo, a soja entra em uma corrida de alta exigência. É quando a planta expande a área foliar, constrói biomassa e define a arquitetura que vai sustentar o número de nós produtivos, o pegamento de flores e, lá na frente, o enchimento de grãos. 

Nesse momento, o metabolismo acelera e a demanda por nutrientes como boro, enxofre, molibdênio e manganês sobe de patamar. Ao mesmo tempo, aumentam os riscos de estresses hídricos, variações térmicas e até efeitos de salinidade de solo e calda, fatores que travam absorção e redirecionam energia para rotas de sobrevivência, em vez de crescimento. Se faltar suporte, a planta tende a comprometer a formação de tecidos, a eficiência fotossintética e a construção de um dossel equilibrado — o que custa produtividade.

A proposta da Satis para esse período crítico é clara: entregar nutrifisiologia de precisão e proteção biológica para manter o motor da planta em alta rotação e preparar o terreno para a fase reprodutiva. 

Nesse contexto, o fertilizante de Vitan entra como um reforço direto ao metabolismo. Com aminoácidos prontamente assimiláveis e um pacote de macro e micronutrientes, ele poupa energia da planta, que deixa de desviar recursos para síntese básica e os aplica em crescimento, sanidade e tolerância a estresses como seca, calor e radiação. O resultado esperado é um desenvolvimento vegetativo robusto e uniforme, com transição mais suave para R1.

No mesmo manejo, o fungicida microbiológico de contato Multivex agrega proteção biológica de amplo espectro. Formulado com Bacillus amyloliquefaciens e Bacillus velezensis, atua por múltiplos mecanismos, do rompimento de membranas à inibição de síntese de ergosterol, além de competição por espaço e indução de resistência sistêmica. 

Na prática, isso significa reduzir a pressão de patógenos necrotróficos e hemibiotróficos em um momento de rápido fechamento de entrelinhas e microclima favorável a doenças, preservando a área foliar ativa e abrindo caminho para uma lavoura mais sadia rumo ao florescimento.

Para ampliar resiliência e eficiência de raiz, o bioativador fisiológico Vitakelp agrega um mix exclusivo de extratos de algas, fitormônios naturais, aminoácidos e oligossacarídeos que ativam rotas metabólicas ligadas ao fortalecimento e à tolerância a estresses abióticos. 

Ao estimular a produção de enzimas antioxidantes e a expressão de genes de crescimento, ele aumenta a capacidade de absorção de água e nutrientes e confere regularidade ao estande, algo decisivo quando a lavoura encara veranicos intermitentes.

O fertilizante Fulland, por sua vez, oferece suporte fisiológico e sanidade com base em cobre altamente assimilável. Ao atuar como cofator em reações essenciais — da lignificação da parede celular à síntese proteica e ao controle do estresse oxidativo —, fortalece tecidos, melhora a resposta de autodefesa e contribui para a integridade da planta do topo à base. 

Outro ponto prático para o dia a dia é a sinergia com fungicidas, favorecendo a mobilidade e a redistribuição de ativos na planta. Importante observar a orientação de uso: não aplique Fulland junto com herbicidas em um intervalo de três dias para evitar fitotoxicidade e preservar desempenho.

Fechando o pacote do portfólio da Satis, o fertilizante Humicbor entrega boro solúvel enriquecido com substâncias húmicas e extrato de algas, combinando disponibilidade e eficiência. Em uma fase em que a divisão celular, a formação e a estabilidade de paredes celulares e transporte de fotoassimilados são vitais, o boro atua como peça-chave. O reforço húmico melhora a dinâmica de nutrientes no solo e na rizosfera, enquanto o extrato de algas colabora para um sistema radicular mais vigoroso e funcional, ampliando a janela de tolerância a estresses e a constância de crescimento.

Na janela correta de V5 a VN, o manejo trabalha a favor do que mais importa agora: manter o metabolismo no auge, segurar a barra dos estresses e preparar a soja para expressar potencial no florescimento e no enchimento. É a base para mais nós produtivos, maior capacidade fotossintética e um PMG consistente lá na frente.

A Satis posiciona essas soluções como parte de uma jornada completa, do pré-plantio à colheita, combinando nutrifisiologia, biológicos e adjuvantes para que cada fase da lavoura receba o que precisa e na hora certa. Com suporte técnico regional e foco em compatibilidade de calda, posicionamento fenológico e boas práticas de aplicação — especialmente no uso de biológicos —, a empresa busca traduzir ciência em resultado de campo. 

Na fase vegetativa final, quando cada decisão pesa no teto produtivo, oferecer o aporte nutricional necessário é o passo que separa uma lavoura que resiste de outra que performa. A proposta da Satis é estar ao lado do produtor para fazer a diferença em todo esse processo.





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Inflação está se reduzindo, ainda que de forma mais lenta do que o desejado, avalia Galípolo



O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, disse, nesta terça-feira (25), que a inflação está se reduzindo, mas ainda de forma mais lenta do que o desejado. “Nós vemos essa inflação gradativamente reduzindo, mais lenta do que nós gostaríamos, mas, ao mesmo tempo, isso emagrece o risco de você ter uma queda abrupta na atividade”, afirmou Galípolo, em audiência pública na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado.

Ele relembrou que no início do ano existiam aqueles que entendiam que a taxa de juros não ia dar conta, os céticos, e de outro lado, aqueles que avaliavam que o nível da Selic iria provocar uma redução abrupta da atividade. “Conforme o ano foi passando, esses dois riscos em todas as projeções e dados foi gradativamente emagrecendo.”



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Congresso marca para quinta a análise dos vetos presidenciais à Lei de Licenciamento Ambiental



O Congresso Nacional vai se reunir nesta quinta-feira (27), às 10h, para analisar uma série de vetos presidenciais que estão travando a pauta legislativa. A sessão foi convocada pelo presidente do Senado e do Congresso, Davi Alcolumbre (União-AP), e terá como destaque a votação dos vetos à Lei 15.190/2025, que trata do licenciamento ambiental no Brasil.

Segundo Alcolumbre, a convocação segue um cronograma acordado previamente com as lideranças partidárias. O senador ressaltou que, nos últimos meses, parlamentares cobraram insistentemente a realização de uma sessão conjunta para destravar os vetos pendentes.

O presidente do Congresso afirmou que pretende cumprir suas atribuições e dar andamento às deliberações. “Esta Presidência era cobrada em quase todas as sessões deliberativas sobre a necessidade de apreciarmos os vetos pendentes. O presidente do Congresso não se furtará de exercer seu papel” destacou.

Pauta inclui licenciamento ambiental, Propag e projetos orçamentários

  • Além dos vetos à lei de licenciamento ambiental, também serão analisados os vetos: Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados (Propag)
  • A sessão deve ainda votar dois projetos de lei do Orçamento:
  • PLN 14/2025: abre crédito suplementar de R$ 42,2 bilhões para a Seguridade Social;
  • PLN 30/2025: amplia recursos para reajustes salariais e provimento de quase 2 mil cargos das forças de segurança do Distrito Federal.

Vetos travam votações da LDO e da LOA

O líder do Governo no Congresso, senador Randolfe Rodrigues (PT-AP), ressaltou a urgência da análise dos vetos, que impedem o avanço das discussões da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) e da Lei Orçamentária Anual (LOA), previstas para votação em 5 e 17 de dezembro.

Randolfe afirmou que está dialogando com governistas e oposicionistas para buscar acordo em parte dos vetos. “Não é possível adiar indefinidamente essas sessões. Alguns temas podem ir a voto com acordo; outros, o governo defenderá a manutenção dos vetos. Mas a votação precisa ocorrer “, disse.

A expectativa é que a apreciação dos vetos à Lei de Licenciamento Ambiental concentre grande parte das atenções, já que o tema é sensível para o setor produtivo e órgãos ambientais.



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Parlamentares apresentam notícia-crime contra Lula



A representação enviada ao procurador-geral Paulo Gonet cita quatro decretos


A representação enviada ao procurador-geral Paulo Gonet cita quatro decretos de homologação
A representação enviada ao procurador-geral Paulo Gonet cita quatro decretos de homologação – Foto: Agencia Brasil

A apresentação de uma notícia-crime à Procuradoria-Geral da República ampliou o impasse entre os Poderes após a divulgação, em 18 de novembro, de decretos e portarias de demarcação de terras indígenas. A iniciativa foi da Frente Parlamentar da Agropecuária, que responsabilizou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o ministro da Justiça e Segurança Pública Ricardo Lewandowski e servidores do governo federal pelos atos publicados durante a COP30. A FPA afirmou que as medidas contrariaram a Lei 14.701 de 2023, que instituiu o Marco Temporal e determina requisitos obrigatórios para homologações.

O presidente da bancada, deputado Pedro Lupion, declarou que os envolvidos podem ter cometido prevaricação e abuso de autoridade, citando o artigo 319 do Código Penal. Segundo ele, os atos deixaram de aplicar dispositivos como direito de retenção, indenização a não indígenas e a proibição de ampliar áreas já demarcadas, o que violaria o devido processo legal. “Após deliberação da nossa diretoria, apresentamos notícia-crime por prevaricação e abuso de autoridade contra os responsáveis, pois esses atos afrontam a legislação vigente e violam o devido processo legal”, disse.

A representação enviada ao procurador-geral Paulo Gonet cita quatro decretos de homologação e dez portarias declaratórias que teriam ignorado normas previstas na lei. A FPA destacou o Decreto 12.723 de 2025, referente à Terra Indígena Irántxe, que segundo a bancada promoveu ampliação territorial proibida pelo artigo 13. A entidade afirmou que a divulgação no encerramento da COP30 teve finalidade política e aumentou a insegurança jurídica. Pedro Lupion acrescentou que a Confederação de Agricultura e Pecuária do Brasil solicitou ao ministro Gilmar Mendes a anulação cautelar das medidas até a verificação de seu cumprimento legal.

 





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Juros futuros têm queda firme com apostas de corte na Selic


No morning call de hoje, a economista-chefe do PicPay, Ariane Benedito, comenta que o clima construtivo entre EUA e China, com sinalização de visita de Trump a Pequim, impulsionou bolsas de NY e reduziu juros dos Treasuries.

No Brasil, dólar recuou levemente e curva de juros caiu com discurso de Galípolo alinhado ao BC. Ibovespa avançou moderadamente. Hoje, destaque para IPC-Fipe, INCC-M, Sondagem da Construção e dados externos de confiança, indústria e setor imobiliário nos EUA.

Ouça o Diário Econômico, o podcast do PicPay que traz tudo que você precisa saber sobre economia para começar o seu dia, com base nas principais notícias que impactam o mercado financeiro.

Para mais conteúdos de mercado financeiro, acesse: Bom Dia Mercado!

Ariane Benedito, apresentadora do podcast Diário Econômico
Foto: divulgação



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Parceria entre Orion e Syngenta amplia benefícios para produtores rurais



Catálogo de
aplicadores de bioinsumos da Orion passa a estar disponível para resgate


Foto: Divulgação

A Orion, referência nacional em soluções para aplicação de bioinsumos no sulco de plantio, acaba de anunciar sua entrada no Acessa Agro, o programa de fidelidade da Syngenta voltado para produtores rurais. A iniciativa reforça o compromisso da empresa em facilitar o acesso a tecnologias que aumentam a eficiência no campo.

O Acessa Agro funciona de forma simples: a cada compra de produtos Syngenta elegíveis, os produtores acumulam moedas — as SynCoins — que podem ser trocadas por produtos e serviços que acompanham o produtor ao longo de o ciclo produtivo. Com a parceria, todo o catálogo de aplicadores de bioinsumos da Orion passa a estar disponível para resgate.

Segundo Rodrigo Alandia, diretor de Marketing e Novos Negócios da Orion, a integração ao programa fortalece a conexão da empresa com agricultores de todo o país. “O objetivo é simplificar o acesso às nossas tecnologias para os clientes profissionais da Syngenta e desta forma permitir que eles consigam atingir uma aplicação no sulco do plantio com melhor performance, segurança e rentabilidade”, afirma.

Para Alexandre Santiago, vice-presidente da Orion, a parceria reforça a missão da empresa de impulsionar a agricultura com inovação. “Esta iniciativa nos aproxima ainda mais do produtor rural, levando tecnologia aplicada e resultados concretos para os produtores, disponibilizando a eles mais um meio para acessar a melhor tecnologia para aplicação de bioinsumos do mercado”, destaca.

Com a novidade, produtores que já utilizam soluções Syngenta passam a ter mais possibilidades de acesso a tecnologias Orion, fortalecendo práticas sustentáveis e aumentando o potencial produtivo das lavouras.





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Frente fria ainda atua e leva risco de temporais a duas regiões



O tempo estabiliza no Sul do país nesta quarta-feira (26), mas uma frente fria que ainda atua em parte do Sudeste e do Nordeste pode levar temporais. Confira a previsão de hoje:

Você quer entender como usar o clima a seu favor? Preparamos um e-book exclusivo para ajudar produtores rurais a se antecipar às mudanças do tempo e planejar melhor suas ações. Com base em previsões meteorológicas confiáveis, ele oferece orientações práticas para proteger sua lavoura e otimizar seus resultados.

Sul

O tempo permanece estável em grande parte do Sul do país, com possibilidade de chuva apenas entre a faixa litorânea do Paraná e de Santa Catarina. Em grande parte dos estados, as temperaturas permanecem elevadas e o sol predomina, enquanto no leste da região não esquenta muito à tarde.

Sudeste

Ao longo do litoral da região, as pancadas de chuva seguem ocorrendo devido à influência marítima, de maneira mais moderada a fraca. Conforme a frente fria avança pela costa, as instabilidades seguem atuando por boa parte do Espírito Santo e na metade norte de Minas Gerais, com chance de chuva moderada a forte e risco de temporais. No leste mineiro, há chance de chuva isolada ao longo do dia e de maneira mais forte em algumas áreas. Ao longo do litoral da região e no sul de Minas, as temperaturas ficam mais amenas à tarde.

Centro-Oeste

No sudoeste, leste, norte e áreas do interior de Mato Grosso, além da metade norte de Goiás, as instabilidades seguem ocorrendo de maneira moderada a forte desde cedo. Ao longo da manhã, as chuvas se espalham e à tarde ganham força nos estados. As precipitações também avançam pelo extremo noroeste de Mato Grosso do Sul, de maneira isolada e fraca, enquanto no restante dos estados, além do extremo sul de Mato Grosso e de Goiás, o tempo segue mais firme.

Nordeste

Com o avanço da frente fria, as pancadas de chuva aumentam em áreas do interior e sul da Bahia, onde há risco de temporais. No sul do Maranhão e do Piauí, as instabilidades seguem atuando, enquanto no restante da região, o tempo segue mais firme.

Norte

No Amazonas, as chuvas diminuem, mas ainda ocorrem na metade oeste e sul do estado, de maneira fraca a moderada e com risco de temporais em algumas áreas. No Acre e em Rondônia, as pancadas de chuva continuam. Em Roraima e em boa parte do Amapá, o tempo segue mais aberto, mas há chance de chuvas mais fracas em alguns pontos do estado. Já no sul do Pará e no Tocantins, as instabilidades seguem ocorrendo. As temperaturas continuam elevadas pela região, e o tempo segue abafado.



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