terça-feira, março 24, 2026

Agro

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Estado brasileiro deve registrar crescimento de 4% na safra de soja 25/26; saiba qual



O estado do Paraná deve colher 21,96 milhões de toneladas de soja na safra 2025/26, volume cerca de 4% superior ao registrado no ciclo 2024/25, quando a produção atingiu 21,19 milhões de toneladas.

A área plantada permanece praticamente estável, passando de 5,771 milhões para 5,777 milhões de hectares, segundo o relatório do Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab), divulgado nesta quinta-feira (27).

O plantio da oleaginosa está em fase final no estado, com 97% da área total prevista. Das lavouras já instaladas, 92% apresentam boas condições de desenvolvimento, 7% estão em situação média e apenas 1% é classificado como ruim.

Milho e trigo

Em relação ao milho primeira safra (verão), a estimativa aponta para uma produção de 3,48 milhões de toneladas em 2025/26, um crescimento de 14% frente às 3,05 milhões de toneladas colhidas na safra anterior.

A área cultivada também aumentou, passando de 281 mil hectares para 339,8 mil hectares, alta de 21%. O plantio está concluído em todo o estado, com 74% das lavouras em boas condições e 24% em situação média.

Já a safra de trigo 2024/25 está praticamente encerrada, com 99% da área colhida, que totaliza 816,6 mil hectares. A produção estimada chega a 2,77 milhões de toneladas, com produtividade média de 3.405 kg/ha nas áreas já colhidas.



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Com letalidade acima de 70%, encefalomielite equina volta a preocupar após mortes no RS



A Zoetis, líder global em saúde animal, alerta para a importância da prevenção da encefalomielite equina, uma doença viral grave que compromete o sistema nervoso central dos cavalos e pode provocar sequelas irreversíveis ou até levar à morte.

A doença tende a apresentar maior incidência no período de chuvas, quando a proliferação de mosquitos aumenta e intensifica o risco de transmissão.

Causas

Causada pelos vírus dos tipos Leste (EEE), Oeste (WEE) e Venezuela (VEE), a infecção ocorre principalmente pela picada de mosquitos contaminados, que podem representar risco à saúde humana.

Nos últimos anos, surtos foram registrados em países da América do Sul, segundo dados da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), reforçando o alerta para a vigilância sanitária e a imunização preventiva. No Brasil, recentemente foram confirmados casos fatais em cavalos no Rio Grande do Sul, o que acende o sinal de atenção para a adoção de medidas de controle e prevenção. 

Sintomas

Os sinais sintomas incluem febre alta, apatia, tremores, dificuldade de locomoção, falta de coordenação motora, e, em quadros avançados, convulsões e paralisia. A taxa de mortalidade pode ultrapassar 70% nos casos de encefalomielite equina do tipo Leste (EEE)³, podendo chegar a 90% em animais não vacinados.

“O período de chuvas cria condições ideais para a multiplicação de mosquitos, que são os principais vetores da doença. Quando a população desses insetos cresce, aumenta também o risco de transmissão viral”, explica o gerente técnico de equinos da Zoetis Brasil, Chester Batista.

Prevenção

Além da vacinação, medidas de manejo ambiental também são essenciais para reduzir o contato dos animais com mosquitos. Práticas como eliminar locais com água parada, higienizar baias e bebedouros com frequência, utilizar telas e repelentes apropriados e garantir boa ventilação nas instalações ajudam a minimizar os riscos de transmissão. 



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‘COP30 foi melhor que o esperado’, diz ex-ministro Roberto Rodrigues



O ex-ministro da Agricultura e coordenador-geral do FGVAgro, Roberto Rodrigues, afirmou durante sua palestra de abertura no Summit Agro Estadão 2025, em São Paulo, que a participação brasileira na COP30, encerrada na semana passada em Belém (PA), marcou um salto histórico na projeção internacional da agricultura tropical do país. “A COP30 foi muito melhor do que esperávamos”, assegurou.

Rodrigues destacou que o Brasil conseguiu mostrar ao mundo, de forma concreta, a dimensão tecnológica e sustentável do seu agronegócio na AgriZone, espaço destinado ao setor agropecuário montado na sede da Embrapa na capital paraense.

Segundo ele, mais de 40 delegações estrangeiras visitaram a vitrine tecnológica – espaço que exibiu sistemas de baixa emissão, integração lavoura-pecuária-floresta e até cultivos inesperados, como trigo plantado na capital paraense. Os visitantes, segundo o ex-ministro, saíram “perplexos” com o nível de inovação. “Não adianta fazer 500 discursos. O estrangeiro só acredita quando vê. E desta vez ele viu”, afirmou, ao destacar que até brasileiros que atuam no setor ficaram impressionados com a demonstração.

Rodrigues avaliou que a COP30 superou expectativas tanto em organização quanto em resultados políticos. Ele elogiou o trabalho do embaixador André Corrêa do Lago, presidente da COP30 e responsável por conduzir negociações complexas em meio a divergências internacionais. “Embora temas como biocombustíveis não tenham avançado no texto final, o diplomata conseguiu inserir o assunto como prioridade para o próximo ciclo de negociações, até a COP-31, na Turquia”, disse Rodrigues.

Para o ex-ministro, o resultado final não refletiu toda a ambição desejada globalmente, mas abriu caminho para debates mais profundos no ano seguinte.

Rodrigues também explicou que, como enviado especial para a agricultura na COP30, articulou junto ao Instituto Pensar Agro (IPA) a elaboração de um documento-base para orientar a atuação do Brasil no tema.

Ele solicitou que as 56 entidades representadas pelo IPA enviassem propostas e prioridades para a consolidação de uma agenda brasileira de agricultura sustentável. Recebeu 55 documentos, que estão sendo organizados pela FGV para subsidiar ações de longo prazo. O objetivo, segundo ele, é tornar mais visíveis as tecnologias desenvolvidas no País e acelerar sua adoção global.

Rodrigues reforçou também que o Brasil tem condições de liderar a agenda internacional que conecta agricultura e clima, desde que consiga comunicar melhor seus resultados. Repetiu que o agro brasileiro é competitivo, tropical e sustentável – e que, quando estrangeiros testemunham isso presencialmente, deixam de lado percepções equivocadas. “Se a agricultura for bem feita, ela é solução. O Brasil mostrou isso. Agora o mundo viu”, concluiu.



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AgroNewsPolítica & Agro

Geopolítica vira o jogo no agro brasileiro



No mercado de café, o movimento foi ainda mais brusco


No mercado de café, o movimento foi ainda mais brusco
No mercado de café, o movimento foi ainda mais brusco – Foto: Pixabay

As últimas movimentações do mercado deixaram claro que as cotações do agronegócio estão reagindo muito mais à geopolítica do que a fatores como clima, safra ou logística. De acordo com o estrategista em agronegócio Ale Delara, decisões tomadas nos Estados Unidos e na China estão orientando preços no Brasil com intensidade e velocidade.

A arroba do boi foi um dos primeiros sinais dessa mudança. Os preços recuaram após um ruído diplomático vindo da China, principal compradora da carne brasileira. Logo depois, a direção inverteu quando os Estados Unidos anunciaram a retirada de tarifas, impulsionando novamente o valor da arroba.

No mercado de café, o movimento foi ainda mais brusco. As cotações derreteram na ICE NY diante da expectativa de maior entrada de produto brasileiro no mercado internacional, cenário alimentado pelo contexto político e comercial entre as grandes potências. A soja também reagiu rapidamente. As compras chinesas ultrapassaram três milhões de toneladas, suficiente para mudar o rumo das cotações em Chicago e no Brasil, mostrando o peso das decisões de Pequim no equilíbrio global da oferta.

Para Ale Delara, a simultaneidade desses movimentos revela que fatores externos estão guiando os preços antes mesmo que qualquer alteração física de oferta e demanda ocorra. As relações entre Washington e Pequim estão definindo tendências e exigindo que produtores e agentes do setor acompanhem de perto o ambiente internacional, já que as decisões políticas estão redesenhando, dia após dia, o mercado agrícola brasileiro. As informações foram divulgadas em seu perfil na rede social LinkedIn.

 





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Congresso derruba 24 vetos presidenciais à Lei Geral do Licenciamento Ambiental



O Congresso Nacional derrubou, durante a sessão desta quinta-feira (27), parte dos vetos presidenciais ao Projeto de Lei 2159/21, que deu origem à Lei Geral do Licenciamento Ambiental.

Na Câmara dos Deputados, foram mais de 260 votos pela derrubada de 24 itens. No Senado, esses mesmos tópicos receberam 50 votos. Para ser derrubado, um veto precisa dos votos de pelo menos 257 de deputados e 41 senadores.

Entre os vetos que o presidente Luiz Inácion Lula da Silva havia fixado e que foram invalidados pelos parlamentares está o que exige Estudo de Impacto Ambiental (EIA) para o licenciamento ambiental das atividades e dos empreendimentos apenas em situações excepcionais, devidamente justificadas pela autoridade licenciadora (veja todos aqui).

De acordo com o presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), deputado Pedro Lupion, a derrubada é essencial para combater os entraves burocráticos que hoje travam a infraestrutura do Brasil. Para ele, o amplo debate com todos os setores envolvidos proporcionou um diálogo construtivo, resultando em um texto equilibrado, voltado ao desenvolvimento sustentável do país.

“Mais uma vitória importante […]. A racionalização do sistema de licenciamento ambiental é essencial para destravar o desenvolvimento, gerar empregos e atrair investimentos, sem prejuízo à proteção ambiental. Fizemos a nossa parte por um país melhor”, destacou.

Tópicos em análise

Durante a sessão, deputados do PT pediram a votação em separado de 27 itens. Houve ainda um destaque do PSOL na Câmara. No momento, esses 28 tópicos continuam sendo analisados por deputados e senadores.

Inicialmente, 59 itens seriam votados, mas sete foram adiados após acordo entre líderes partidários. Todos são relativos à Licença Ambiental Especial (LAE), hoje regulamentada pela Medida Provisória 1308/25, ainda sob análise do Congresso e que não será votada na sessão conjunta de hoje.

O Congresso também derrubou 6 dos 30 itens vetados na proposta do Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados (Propag). No caso de remunerações do Senado, foi restabelecido todo o texto aprovado pelos parlamentares.

*Com informações da Agência Câmara



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atraso no plantio obriga produtores do Pará a replantar soja



O plantio de soja no estado do Pará está atrasado em algumas regiões devido à irregularidade das chuvas, segundo Vanderlei Ataídes, presidente da Associação Brasileira dos Produtores de Soja do Pará (Aprosoja-PA).

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“Na minha propriedade choveu cerca de 20 milímetros esta noite, mas foi uma nuvem isolada. Há previsão de mais precipitações, mas é preciso que se concretizem”, afirmou Ataídes. Ele destacou que alguns produtores que semearam “no pó” terão de replantar, e que o início do plantio em sua região está previsto para 10 de dezembro.

Previsão de soja para o Pará

Para a temporada 2025/26, a Aprosoja do estado estima que o Pará terá 1,3 milhão de hectares de soja, cerca de 200 mil hectares de milho verão e 15 mil hectares de arroz, totalizando 1,5 milhão de hectares cultivados com grãos.

O segundo levantamento da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), divulgado em 13 de novembro, aponta uma safra de 4,864 milhões de toneladas, avanço de 8,2% em relação ao período anterior. A área prevista é de 1,401 milhão de hectares, com rendimento estimado em 3.471 quilos por hectare.

Já o relatório da consultoria Safras & Mercado projeta 1,196 milhão de hectares de soja no estado, aumento de 4% sobre 2024/25, com rendimento estimado de 3.600 quilos por hectare, resultando em uma safra de 4,188 milhões de toneladas.



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Replantio na soja e menos poder de compra do produtor; entenda o cenário de custos



O plantio da soja já atinge 78% da área total semeada, segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Os trabalhos em campo, porém, estão atrasados na comparação com o ano passado. Outro ponto de atenção é as áreas onde houve replantio da oleaginosa, principalmente em Mato Grosso, Goiás e em parte do Matopiba.

Para o pesquisador da área de custos agrícolas do Cepea, Mauro Osaki, é difícil prever os impactos do replantio das lavouras no bolso do agricultor. “Não é algo que é planejado e o custo do replantio depende do produtor”, explica. Mas o gasto é certo: segundo o especialista, mesmo com a lavoura recuperada, não há garantia de que haja o melhor desempenho, o que pode comprometer os custos ao fim da safra.

Com o plantio avançando em boa parte do Brasil, entretanto, Osaki aponta que as atenções se voltam para o controle de fungicidas, que segundo ele, deve começar em poucos dias. Os custos com esses produtos, porém, já estão consolidados e dentro do orçamento do produtor rural.

“Este ano está mais desafiador do que o anterior. No ano passado, nesta época, praticamente toda a área já estava plantada”, alerta. Segundo ele, esse atraso deve impactar também a segunda safra.

“A área do milho safrinha deve ficar mais apertada e o plantio tende a ser mais desuniforme. Isso traz um desafio adicional, porque a chuva pode favorecer de forma diferente cada região. O milho entra nesse cenário como uma preocupação importante para o ano que vem”, completa.

Poder de compra menor na soja

Em entrevista ao Canal Rural no final de outubro, o pesquisador do Cepea citou o custo com fertilizantes e defensivos como o principal fator de deterioração no poder de compra da safra 25/26. “Observamos uma maior necessidade de sacas de soja para saldar o orçamento dessa temporada em relação à média das últimas cinco safras”, diz.

Sobre os preços da soja, que segundo Osaki passaram por um período de estagnação e também afetaram os custos, a perspectiva é de melhora. Ele explica que o cenário depende do registro de problemas climáticos no hemisfério sul, especialmente no Brasil e na Argentina, e também do desenrolar da guerra comercial entre Estados Unidos e China.

Oportunidade interessante para o milho

Para o milho, o especialista explica que as condições estão mais atreladas ao mercado doméstico e, portanto, são mais favoráveis ao produtor. De acordo com Osaki, o cenário é resultado da melhora nos contratos a termo, diante de novas plantas de etanol. “Isso melhora as cotações locais, reduz oferta para frango, suínos e ovos”, afirma.

A Conab aponta que até a última semana 59,3% das áreas semeadas com milho verão já haviam sido colhidas. Neste sentido, o pesquisador afirma que a primeira safra também representa uma oportunidade, porque “é uma oferta mais curta, pela menor proporção de área em relação à segunda safra.”

Em termos de custos de produção, Osaki reforça que apesar do cenário ser mais favorável que o da soja, o milho verão depende das condições climáticas. Nas últimas semanas, áreas do Rio Grande do Sul e do Paraná registraram chuva forte e episódios de granizo. Nesse sentido, o pesquisador alerta que os prejuízos podem aparecer no início de dezembro, quando as espigas começarem a se formar.

“De modo geral, está bem avançado. Mas, neste ano, a faixa de granizo parece ter atingido mais regiões”, complementa.



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Quase 90% dos agricultores enxergam impacto da mudança climática na produção



A 9ª Pesquisa Associação Brasileira de Marketing Rural e Agro (ABMRA) Hábitos do Produtor Rural mostra que a preocupação com as mudanças climáticas se consolida entre agricultores e pecuaristas brasileiros.

“86% dos produtores acreditam que eventos extremos, como chuvas mais fortes, secas prolongadas e temperaturas mais altas terão algum tipo de impacto na produção das suas propriedades nos próximos anos e décadas”, disse a entidade em nota.

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A pesquisa, feita com a S&P Global, abrange hábitos de mídia, padrões de compra, conectividade, adoção tecnológica e percepções ambientais. Foram realizadas 3.100 entrevistas presenciais com agricultores em 16 estados.

“O produtor rural brasileiro reconhece os efeitos do clima no seu dia a dia e busca informações e ferramentas que o ajudem a enfrentar esses desafios com segurança. A pesquisa também mostra que, quando há orientação técnica e condições adequadas, o produtor tende a avançar na adoção de novas práticas para reduzir os danos e garantir a produtividade”, disse o presidente da Associação, Ricardo Nicodemos, na nota.



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Consultoria aponta avanço nas compras de soja



A soja americana segue mais cara que a brasileira


A soja americana segue mais cara que a brasileira
A soja americana segue mais cara que a brasileira – Foto: Divulgação

A movimentação dos contratos de soja na bolsa de Chicago terminou o dia em alta, sustentada por sinais de maior demanda externa e pela expectativa gerada antes do feriado nos Estados Unidos. O mercado reagiu ao aumento das compras divulgado no fim da sessão anterior, o que deu novo impulso às cotações.

Segundo a TF Agroeconômica, o contrato para janeiro subiu 0,60%, fechando em 1131,50 centavos de dólar por bushel. A posição de março avançou 0,53%, para 1140,75 centavos. No mercado de derivados, o farelo para dezembro registrou leve alta de 0,03%, enquanto o óleo para o mesmo mês teve valorização de 1,13%.

A consultoria informou que, de acordo com a Reuters, entre dez e quinze carregamentos de soja foram adquiridos pela China na terça-feira, após conversa entre os presidentes dos Estados Unidos e da China. A reportagem relata que o diálogo teria incentivado a ampliação das compras de produtos agrícolas, o que contribuiu para fortalecer a demanda pela oleaginosa americana.

Com essas operações, as aquisições chinesas teriam atingido cerca de 35% do volume previsto em acordo de 12 milhões de toneladas, acima dos 16% já confirmados pelo departamento oficial de agricultura dos Estados Unidos. A expectativa é de que essas vendas sejam divulgadas na sessão de sexta-feira.

A TF Agroeconômica destaca que a soja americana segue mais cara que a brasileira, o que mantém compradores privados voltados ao produto do Brasil. Assim, o avanço recente das compras permanece concentrado nas estatais chinesas, que garantiram o ritmo de negociações ao longo da semana.

 





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Mais de 270 mil hectares de soja sofrem danos no PR; 80 mil precisarão ser replantados



No estado do Paraná, a safra de soja 2025/2026 enfrenta sérios problemas. Conforme exibido no último programa do Soja Brasil, a expectativa é que cerca de 270 mil hectares das 5,776 milhões cultivadas tenham sido afetados por chuvas de granizo, vendavais, enxurradas e pelo ciclone extratropical que provocou a formação de três tornados.

Dessa área, aproximadamente 80 mil hectares sofreram danos severos e grande parte precisará ser replantada, o que deve aumentar o custo de produção para os produtores atingidos. Os 190 mil hectares restantes devem registrar uma redução no volume de produção em relação ao inicialmente esperado. As regiões mais impactadas no estado são Campo Mourão, Londrina e Maringá, onde os prejuízos já começam a preocupar agricultores e autoridades.

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Bahia

Enquanto isso, no oeste da Bahia, a situação é mais tranquila. O plantio da soja apresenta um bom ritmo em relação à safra anterior, com cerca de 30% da área total já semeada. Segundo a Associação de Agricultores Irrigantes da Bahia, a projeção é de que a área total alcance 2.218.000 hectares, com uma produção que poderá ultrapassar 9,49 milhões de toneladas e produtividade estimada em 68 sacas por hectare.

No entanto, o clima segue sendo um fator decisivo para o sucesso das lavouras. Especialistas alertam para a necessidade de monitoramento constante das condições meteorológicas, já que eventos extremos como os registrados no Paraná podem comprometer a produção e gerar prejuízos milionários aos produtores.



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