segunda-feira, março 23, 2026

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Seguro rural brasileiro deveria seguir modelos de Espanha e EUA, diz FGV Agro



O projeto de lei 2.951/2024, que atualiza o marco legal do seguro rural, foi aprovado na última quinta-feira (27) pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado. A proposta busca dar previsibilidade ao Programa de Subvenção ao Prêmio (PSR) e reorganizar a política de gestão de risco no campo.

Entre as discussões do texto está a obrigatoriedade de o produtor estar assegurado para conseguir receber crédito extraordinário do governo em casos de catástrofe ambiental.

Para o coordenador executivo do Observatório do Seguro Rural da FGV Agro, Pedro Loyola, neste caso, o Brasil deveria seguir o modelo adotado na Espanha, onde o Estado não cobre custos de produtores sem proteção, mas nos casos em que a seguradora não arcou com todo o prejuízo, o governo oferece ajuda.

“Então, talvez seja interessante incentivar para que seja um mecanismo do seguro rural, de dar acesso não só ao crédito facilitado, com taxa de juros menores, porque o risco é menor, como também para um fundo de catástrofe ou ajuda extraordinária do governo para uma renegociação”, considera.

De acordo com ele, o seguro rural apenas será bem-sucedido no Brasil quando o governo brasileiro encará-lo como política de Estado e conferir subsídios a sua operacionalização, como também acontece nos Estados Unidos, Turquia e Colômbia, por exemplo.

“Nessas nações, o Estado tem um papel muito importante, não só subsidiando o prêmio do seguro, como atuando junto às seguradoras que não querem, às vezes, atuar em uma região que tem muito problema, então o governo paga parte dos custos administrativos”, exemplifica.

De acordo com Loyola, se o governo não entra como um braço financiador, gera-se uma falha de mercado, ou seja, o preço pago pelo produtor torna-se muito alto porque está diretamente relacionado ao risco da operação, sendo que o seguro agrícola cobre, majoritariamente, danos em culturas causados por secas, geadas, granizos e chuva severa.

“Então se paga muita indenização todo ano porque o Brasil é muito grande e, assim, não se consegue equalizar essa conta. Então o prêmio sobe demais por conta de pagamento de muita indenização, o produtor não contrata e a seguradora não consegue vender”, sintetiza.



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Produção recorde nos EUA pressiona preços do milho



No Brasil, o plantio da soja para 2025/26 avança em boas condições no Paraná


No Brasil, o plantio da soja para 2025/26 avança em boas condições no Paraná
No Brasil, o plantio da soja para 2025/26 avança em boas condições no Paraná – Foto: Leonardo Gottems

A nova projeção do USDA indica avanço significativo na produção, consumo, exportações e estoques finais de milho nos Estados Unidos para a safra 2025/26. Segundo análise do Itaú BBA, a entidade estima que a produção americana alcance cerca de 425 milhões de toneladas, sustentada por aumento de área e melhora de produtividade. Do lado da demanda, as exportações foram ajustadas para 78,1 milhões de toneladas e os estoques finais devem crescer cerca de 40 por cento frente ao ciclo 2024/25.

Mesmo com a projeção de queda nos estoques globais de milho, a oferta elevada nos EUA tende a manter os preços pressionados. O cenário é reforçado pela forte produção chinesa e pela menor necessidade de importações pelo país. Esse equilíbrio confortável no balanço americano funciona como fator limitante para altas expressivas no mercado internacional do cereal.

No Brasil, o plantio da soja para 2025/26 avança em boas condições no Paraná e em parte do Mato Grosso, enquanto Goiás e Minas Gerais ainda tentam recuperar atrasos. Em Tocantins e Maranhão, as chuvas irregulares dificultam a implantação das lavouras e exigem atenção redobrada nas próximas semanas. A definição da janela ideal será determinante para o nível de investimento da segunda safra.

Com a melhora na relação de troca entre milho e fertilizantes, favorecida pela queda no preço dos insumos, produtores que concluíram rapidamente o plantio da soja podem ampliar a área destinada ao milho safrinha. A decisão final dependerá da combinação entre preços, potencial de rentabilidade, andamento da colheita e risco climático. Caso o ciclo da soja permaneça dentro da normalidade, a perspectiva para o milho 2ª safra segue positiva. Em regiões com atraso, como Goiás e Minas, pode haver limitação de área, redução tecnológica e menor investimento, embora o milho continue sendo a opção mais atrativa pela liquidez e mercado consolidado.





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veja como o mercado fechou a semana



O mercado físico do boi gordo encerra a semana mantendo o padrão dos negócios em grande parte do país.

De acordo com o analista da consultoria Safras & Mercado Fernando Henrique Iglesias, os frigoríficos de maior porte ainda sinalizam para uma posição de relativo conforto em suas escalas de abate.

“No entanto, a expectativa é de uma boa demanda em dezembro, com o mercado interno contando com bons indicadores de consumo, enquanto a exportação segue aquecida, com o retorno da demanda norte-americana por carne bovina brasileira”, conta.

Segundo ele, a expectativa é de bom ritmo de exportação para os Estados Unidos, diante da grande necessidade de compra dos norte-americanos, considerando a atual posição do rebanho de bovinos no referido país.

Preços médios da arroba do boi

  • São Paulo: R$ 322,08
  • Goiás: R$ 313,93
  • Minas Gerais: R$ 317,06
  • Mato Grosso do Sul: R$ 317,27
  • Mato Grosso: R$ 299,53

Mercado atacadista

O mercado atacadista volta a se deparar com acomodação em seus preços no decorrer da sexta-feira.

“O ambiente de negócios volta a sugerir pela alta dos preços no curto prazo, em linha com o ótimo potencial de consumo durante o último bimestre. Cortes do traseiro apresentam maior potencial de valorização nesse período do ano pelo perfil de consumo”, disse Iglesias.

  • Quarto traseiro: segue a R$ 25,50 por quilo;
  • Quarto dianteiro: ainda é precificado a R$ 19,00 por quilo;
  • Ponta de agulha: se mantém a R$ 18,50 por quilo.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão em queda de 0,31%, sendo negociado a R$ 5,3346 para venda e a R$ 5,3326 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,3232 e a máxima de R$ 5,3572. Na semana, a moeda teve valorização de 0,08%.



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Milho com sabugo no sistema de creep feeding melhora peso ao desmame dos bezerros



A utilização do milho com sabugo no sistema de creep feeding pode contribuir para o aumento do peso ao desmame dos bezerros, desde que a dieta seja devidamente balanceada.

O pecuarista José Luiz, de Tombos (MG), questionou a viabilidade dessa prática e recebeu a confirmação do zootecnista Luís Kodel, que ressaltou que, embora o milho com sabugo seja uma fonte de energia permitida, é fundamental a complementação proteica.

O creep feeding consiste em oferecer um suplemento exclusivo aos bezerros ainda mamando, o que visa aumentar seu peso ao desmame. Segundo Kodel, o principal ponto de atenção na utilização do milho com sabugo é sua composição quase totalmente energética, o que exige que o produtor adicione fontes proteicas à dieta para garantir um desenvolvimento saudável dos animais.

Confira:

Formulação da dieta para creep feeding

A sugestão de formulação para a dieta do creep feeding deve incluir um equilíbrio entre energia e proteína. O milho com sabugo é valorizado por suas características nutricionais, boa palatabilidade e por ser uma ótima fonte de fibra, essencial para o desenvolvimento do rúmen dos bezerros.

Além disso, Kodel enfatiza a importância de atentar-se às dimensões do cocho do creep feeding, para que apenas os bezerros tenham acesso à mistura, garantindo um consumo adequado. A suplementação correta é crucial para que os bezerros apresentem um bom desempenho e peso ao desmame.

Com informações de: girodoboi.canalrural.com.br.

Publicado com auxílio de inteligência artificial e revisão da Redação Canal Rural.



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plantio de soja em MT chega a 99,69% de área



A semeadura da safra 2025/26 de soja no Mato Grosso alcançou 99,69%, segundo boletim do Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea), com dados de 28 de novembro. Na semana anterior, o índice estava em 98,84%, enquanto no mesmo período do ano passado o plantio já havia sido finalizado, com 100% da área semeada.

Plantio de soja pelo Brasil, segundo a Conab

Pelo Brasil, o plantio da soja atingiu 78% da área prevista, conforme o levantamento mais recente da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). O percentual representa avanço de 9 pontos percentuais em relação à semana anterior, quando a semeadura estava em 69%.

Os índices estaduais de plantio são os seguintes: São Paulo (100%), Mato Grosso (99,1%), Mato Grosso do Sul (95%), Paraná (92%), Minas Gerais (79,5%), Goiás (74%), Tocantins (72%), Bahia (65%), Santa Catarina (52%), Rio Grande do Sul (47%), Piauí (35%) e Maranhão (19%).

Com informações da Safras & Mercado.



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Black Friday no agro ainda é oportunidade desperdiçada, aponta estudo



A Black Friday segue como uma das principais do varejo digital brasileiro, mas ainda passa quase despercebida pelas plataformas do agronegócio. A constatação aparece no estudo “Black Friday no agro: os marketplaces do setor aproveitam a data?”, conduzido pela Macfor.

A agência mapeou tendências de busca, desempenho das principais empresas do segmento e estratégias de comunicação adotadas no período promocional. A análise indica um cenário claro: enquanto o interesse do consumidor rural por compras online aumenta, o mercado ainda não converte essa demanda em experiência, competitividade e vendas.

Segundo o sócio e VP de Atendimento e Operações da companhia, Diogo Luchiari Fructuoso, os números evidenciam uma distância crescente entre o comportamento digital do cliente e a maturidade dos canais agrícolas. Ele destaca que o público busca mais, pesquisa mais, mas não encontra, nesses ambientes, a mesma eficiência observada no comércio tradicional.

Busca por produtos agrícolas cresce

O estudo revela que as buscas por produtos agrícolas continuam crescendo de forma consistente. Itens como ureia, tratores, glifosato, sementes e colheitadeiras lideram o ranking, com a ureia superando 74 mil pesquisas e os tratores ultrapassando 60 mil.

Na comparação entre 2024 e 2025, o aumento é robusto: cocho para gado avança 16,67%, tratores crescem 12,5% e glifosato sobe 10,61%. Fructuoso aponta que o comprador do campo está cada vez mais digital, e essa mudança de comportamento exige respostas rápidas das plataformas, que ainda operam com estruturas inferiores às do varejo tradicional.

O levantamento também aponta desafios críticos na experiência do usuário. Muitos sites exigem login para visualizar preços, escondem produtos logo no início da navegação e apresentam layouts pouco intuitivos.

As consequências aparecem nas taxas de rejeição, que superam 80% em canais como a Agroline e passam dos 90% na Grão Direto, conforme o levantamento. Em contraste, páginas que exibem preços e informações de forma clara registram rejeições bem menores, chegando a 24% no caso da Agrosolo, por exemplo.

Outro ponto destacado é o baixo investimento em tráfego pago durante o período promocional. Mesmo marcas consolidadas reduziram os aportes em pesquisa paga em 2024 e novamente em 2025, enquanto empresas menores apenas começam a testar campanhas digitais.

“Essa retração é um sinal de imaturidade estratégica, já que datas de alto volume são historicamente impulsionadas por investimento publicitário intenso. Ainda falta ao agro uma cultura mais consistente de ações segmentadas, conteúdo relevante e presença digital contínua”, reforça Fructuoso.

Apesar disso, algumas categorias tiveram iniciativas pontuais na ocasião, sobretudo em rações, controle biológico, veículos, maquinário pesado e fertilizantes. Houve exemplos de promoções com até 80% de desconto, frete grátis e condições facilitadas, mas de forma isolada e sem campanhas estruturadas.

A agência observa que boa parte dos sites não aproveita o tráfego natural do período e perde a chance de construir relacionamento, fidelizar e aumentar o ticket médio. “A pesquisa confirma que o produtor já está pronto para uma jornada digital semelhante à do varejo, mas o agro ainda precisa acelerar. A Black Friday deveria funcionar como um catalisador de inovação no comércio agrícola, e não como uma data tratada de maneira periférica”, atesta o especialista.

O relatório conclui que a ocasião é uma oportunidade subaproveitada pelo agronegócio brasileiro. E, com o crescimento contínuo das buscas e o avanço da digitalização no campo, o momento é decisivo para as marcas do setor se reposicionarem.



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Associação do Mangalarga Marchador elege nova diretoria



A Associação Brasileira dos Criadores do Cavalo Mangalarga Marchador (ABCCMM) elegeu uma nova diretoria para a gestão 2026-2029 na última quarta-feira (26). A entidade será presidida por Dario Colares de Araújo Moreira, candidato pela chapa Juntos pelo Marchador.

Sediado no norte de Minas Gerais, ele é titular do tradicional prefixo Catuni e representa a quarta geração de criadores da raça na família.

O novo presidente participou de duas gestões da ABCCMM, nos conselhos deliberativo superior e fiscal, além de fundar e presidir o Núcleo Norte de Minas.

O início do mandato da nova diretoria está previsto para janeiro de 2026.

Confira os números da eleição

Chapa Juntos pelo Marchador: 2.861 votos — 53,31% dos votos válidos
Chapa Avante Marchador: 1.654 votos — 30,82% dos votos válidos
Chapa Marchador para Todos: 852 votos — 15,87% dos votos válidos

De acordo com a ABCCMM, a votação eletrônica permitiu a participação de associados de todo o Brasil. No total, 5.385 pessoas indicaram sua preferência, número 50,88% superior ao total de votantes no pleito de 2021, no qual Cristiana Gutierrez foi eleita presidente da entidade.

Confira os nomes da chapa vencedora

Diretoria executiva:

Presidente
Dario Colares de Araújo Moreira

Vice-presidente
Gustavo Tavares de Barros Monteiro

Diretor financeiro
Flavio Gutierrez Souza Carmo

Diretor administrativo
Carlos Augusto Karam

Diretor de eventos
Sergio Gutfreund

Diretor de comunicação e marketing
Fred Muniz Barreto Andrade

Diretor social
Claudio Sobral de Caiado Castro Junior

Diretora de esportes e provas funcionais
Maria Janete Campos

Conselho superior:

Sudeste
José Henrique de Carvalho Veloso
José Lauro Afonso Megale
Flavio Cheim Jorge
Yuri Semansky Engler
Otávio Henrique Alcantara da Fonseca

Centro-Oeste
Saulo Ribeiro Lopes
Thyago Dileno Rodrigues

Sul
Carlos Augusto Amorim da Motta

Norte/Nordeste
Francisco Lucchese Júnior
Fábio de Oliveira Santos
Antônio Amarante de Oliveira Filho

Membros titulares
Elisson Martins de Assis
Renato Vieira Ribeiro de Souza
Arthur Marcelo Guimarães Carvalho

Suplentes
Antônio Lima Reis Júnior
Cleverson de Lima Neves



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