sábado, março 21, 2026

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Agro amplia presença no mercado de imóveis



A atratividade da capital se apoia em fatores como previsibilidade


A atratividade da capital se apoia em fatores como previsibilidade
A atratividade da capital se apoia em fatores como previsibilidade – Foto: Pixabay

O avanço do agronegócio brasileiro tem impulsionado um fluxo crescente de investidores para o mercado imobiliário de São Paulo. Com o setor registrando forte desempenho nas exportações, parte do capital gerado no campo vem sendo direcionada para ativos urbanos considerados seguros e de alta liquidez.

Incorporadoras identificam aumento consistente na compra de imóveis por empresários de regiões ligadas ao agro em estados como Mato Grosso, Goiás e Paraná. A busca se concentra em proteção patrimonial, renda futura e diversificação fora da atividade rural. Segundo Fabrizio Bevilacqua, da Netcorp, esse movimento reflete uma decisão estratégica de transformar lucros do setor em ativos urbanos capazes de preservar valor e apoiar o planejamento sucessório.

A atratividade da capital se apoia em fatores como previsibilidade, procura por locação e valorização contínua. O interesse crescente levou empresas a realizar roadshows em cidades do interior para apresentar projetos residenciais e comerciais diretamente aos polos do agro, onde investidores avaliam rentabilidade e projeções de desempenho antes de decidir.

“Não estamos falando apenas de compra por conveniência. O investidor do agro tem perfil analítico e busca números concretos. Ele quer saber rentabilidade, projeção de valor e estabilidade. São Paulo entrega exatamente isso”, diz o CEO da Netcorp.

Para o executivo, o fenômeno deve se intensificar nos próximos anos, à medida que a profissionalização do agronegócio avança e o setor consolida grandes fortunas. “O agro deixou de ser apenas produtor de commodities e passou a ser um grande gestor de patrimônio. E São Paulo é onde esse capital ganha forma e permanência.”

 





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Tilápia já responde por dois terços da piscicultura e deve ampliar espaço até 2030



A produção de tilápia manteve ritmo firme em 2024 e consolidou a espécie como base da piscicultura nacional. Dados da Associação Brasileira da Piscicultura (Peixe BR) indicam que o país alcançou 660 mil toneladas no ano, o equivalente a 68% de todo o peixe cultivado no Brasil. A projeção da entidade é que a participação pode chegar a 80% até 2030, caso o ritmo atual seja mantido.

O avanço reforça a importância econômica da atividade, que se distribui majoritariamente entre pequenos produtores. Para o presidente da Peixe BR, Francisco Medeiros, o crescimento contínuo da tilápia mostra que a cadeia está mais estruturada e atende a uma demanda crescente por proteínas de origem controlada.

Geração de renda e presença no campo

A tilapicultura está presente em mais de 110 mil propriedades rurais e reúne cerca de 98% de pequenos produtores. A atividade movimenta mais de 600 mil empregos diretos e indiretos em polos produtivos como o Oeste do Paraná, a região dos Grandes Lagos — entre São Paulo e Mato Grosso do Sul —, Morada Nova de Minas e áreas de Santa Catarina.

Medeiros avalia que o aumento da produção nacional já muda a posição do Brasil no cenário global. Segundo ele, o país pode terminar a década como o terceiro maior produtor de tilápia do mundo, apoiado por investimentos em genética, nutrição e processamento. Esses elementos, afirma, sustentam a expansão da cadeia e fortalecem a presença do peixe no mercado interno.

Desafios regulatórios e perspectivas

Apesar dos resultados, o setor ainda enfrenta entraves que limitam competitividade e escala. O presidente da Peixe BR aponta que a atividade é uma das mais reguladas entre as proteínas animais. Para ele, a redução de burocracia e a busca por regras alinhadas às aplicadas a aves e suínos são pontos essenciais para liberar novos avanços.

A entidade também destaca que a tilapicultura tem potencial para contribuir com o desenvolvimento sustentável do país. Por reunir baixo impacto ambiental e capacidade de geração de renda em regiões diversas, a atividade tende a permanecer como um dos motores da expansão aquícola brasileira nos próximos anos.



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Entidade avalia cenário de ajustes na citricultura



No cenário de preços, as cotações na Bolsa de Nova York têm recuado


No cenário de preços, as cotações na Bolsa de Nova York têm recuado
No cenário de preços, as cotações na Bolsa de Nova York têm recuado – Foto: Pixabay

A abertura da safra 2025/26 revela um ambiente mais seletivo na compra de laranja, diferente do padrão adotado no ciclo anterior, segundo relatório do Itaú BBA. A previsão de 307 milhões de caixas convive com menor interesse por frutas de baixa qualidade, enquanto a indústria direciona esforços para elevar o padrão do suco ofertado. O foco recai sobre lotes com ratio mais alto, estratégia que busca recompor a qualidade dos estoques e apoiar a retomada da demanda. Esse movimento resultou em um início de colheita mais tardio, voltado a garantir ganhos de maturação antes do processamento.

No comércio internacional, os embarques dos primeiros meses indicam possível mudança na rota tradicional do suco brasileiro. Caso o ritmo observado se confirme, esta poderá ser a primeira safra em que os Estados Unidos assumem a liderança das importações, superando a União Europeia. Entre julho e outubro, houve queda de 7% no total exportado, influenciada sobretudo pelo recuo europeu. Já o mercado norte-americano ampliou as compras em 42%, impulsionado pela menor produção local e favorecido pela retirada da tarifa adicional de 10%, fator que tende a reforçar a atratividade do destino.

No cenário de preços, as cotações na Bolsa de Nova York têm recuado e exercido pressão sobre o valor pago ao produtor. O mercado spot deve seguir abaixo de 50 reais por caixa ao longo da safra, comprimindo margens e reduzindo a rentabilidade de quem atua sem contratos fixos com a indústria. No campo, o avanço do greening permanece como ponto de preocupação. Informações da Fundecitrus mostram que a incidência e a severidade continuam em alta, ainda que com progressão mais lenta.

 





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Faesp assina com a CNA convênio para a criação de sete polos de saúde no…


Para encurtar a distância entre os trabalhadores rurais de São Paulo e tratamentos médicos mais eficientes, a Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo (Faesp) assina com a Comissão da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) no dia 6 de novembro o convênio para a criação de sete polos de saúde no interior paulista. O acordo prevê ações diretas nas comunidades. A proposta tem um ciclo de 24 meses de execução, conduzido por uma equipe formada por sete enfermeiros e 105 técnicos de enfermagem, que farão a abordagem dos produtores.

Os primeiros sete polos serão instalados nos sindicatos de Cardoso, Batatais, Penápolis, Guaratinguetá, Caiuá, Capão Bonito e Mineiros do Tietê. Ao longo desses 24 meses, o projeto prestará assistência a 3.150 propriedades e beneficiará mais de 15.750 pessoas do meio rural em todo o estado de São Paulo, consolidando o propósito do Senar-SP com a saúde, o bem-estar e o desenvolvimento sustentável no campo.

Numa segunda etapa, outros sindicatos serão incorporados à rede de atenção à saúde e se transformarão em polos também.

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Avanço na safra impulsiona oferta de açúcar



O quadro de recuperação também se estende a outros importantes produtores globais


O quadro de recuperação também se estende a outros importantes produtores globais
O quadro de recuperação também se estende a outros importantes produtores globais – Foto: Divulgação

A safra 2025/26 do Centro-Sul do Brasil avançou em ritmo mais favorável nos últimos meses, após um início de ciclo marcado por maior incerteza. O desempenho recente das lavouras reduziu preocupações e consolidou expectativa de produtividade elevada, mesmo diante do movimento de queda nos preços internacionais do açúcar observado ao longo do ano.

A rentabilidade do setor foi garantida pela estratégia de fixação antecipada, realizada a valores médios mais altos, o que sustentou o planejamento das usinas. Esse movimento permitiu alcançar um recorde histórico de produção mensal de açúcar em setembro, reforçando o resultado no curto prazo e criando margem para atravessar cenários de mercado mais voláteis.

No campo, as condições favoráveis das lavouras não apenas asseguram o desempenho desta temporada, como também ampliam as projeções para o ciclo seguinte. A perspectiva de maior disponibilidade de cana eleva as estimativas de produção de açúcar, indicando continuidade do avanço observado recentemente.

O quadro de recuperação também se estende a outros importantes produtores globais. Na Índia, o clima e a expansão da área plantada devem elevar a oferta, revertendo a queda registrada no ano anterior. Tailândia e Paquistão tendem a registrar progressos relevantes, enquanto na União Europeia e no Reino Unido a redução da área cultivada foi parcialmente compensada por condições climáticas que mantiveram a produtividade acima da média.

“Poderá ocorrer migração da produção de açúcar para etanol, impactando de forma relevante o balanço global. Por isso, não acreditamos que esses níveis de preço se mantenham nos próximos meses, mas sim que haja uma recuperação para os patamares observados há alguns meses”, conclui.

 





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Oferta maior deve alterar cenário do etanol



O setor de etanol de milho mantém trajetória de expansão acelerada


O setor de etanol de milho mantém trajetória de expansão acelerada
O setor de etanol de milho mantém trajetória de expansão acelerada – Foto: Pixabay

A oferta de etanol deve ganhar força a partir da safra 2026/27, em um movimento que pode alterar o equilíbrio observado neste ano no mercado de biocombustíveis. A combinação de maior produção nas usinas de cana e da expansão contínua do etanol de milho tende a elevar de forma expressiva o volume disponível, criando ambiente para possíveis pressões baixistas sobre os preços ao longo do próximo ciclo.

No Centro-Sul, a recuperação da disponibilidade de cana em 2026/27 deve estimular uma mudança no mix industrial. As usinas que priorizaram o açúcar em 2025/26, reduzindo a oferta de etanol, tendem a reverter essa estratégia com o objetivo de aproveitar o cenário mais favorável ao biocombustível. A perspectiva é de incremento relevante na produção de etanol de cana.

O setor de etanol de milho mantém trajetória de expansão acelerada. O avanço expressivo registrado em 2025/26 deve continuar no ciclo seguinte, impulsionado pelo preço elevado do etanol e pelo milho mais barato, combinação que fortalece as margens e incentiva novos projetos. As projeções indicam produção de 10,1 bilhões de litros na safra 2025/26 e de 12,2 bilhões de litros em 2026/27.

Enquanto isso, o consumo segue firme em todo o país. O aumento da mistura obrigatória de etanol anidro na gasolina, que passa de 27% para 30 a partir de 1º de agosto, intensifica ainda mais a demanda. A mudança amplia o uso do biocombustível inclusive em regiões onde a gasolina costuma apresentar maior competitividade, elevando as transferências entre estados e reforçando a procura em um momento de oferta mais limitada de etanol de cana. 

 





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Alta inicial e ajuste marcam trajetória dos fertilizantes



Os nitrogenados registraram oscilações


Os nitrogenados registraram oscilações
Os nitrogenados registraram oscilações – Foto: Canva

O mercado global de fertilizantes iniciou o ano com avanço nos preços dos principais nutrientes, em meio a demanda firme e restrições de oferta, segundo o Itaú BBA. O movimento foi mais intenso entre os fosfatados, influenciados pela ausência prolongada da China no mercado exportador, pela demanda crescente da indústria de baterias e pela alta do Enxofre, insumo essencial para a produção desses fertilizantes. A normalização parcial das exportações chinesas no meio do ano contribuiu para aliviar as cotações.

Os nitrogenados registraram oscilações, mas seguiram valorizados diante de riscos geopolíticos que afetam a produção global de ureia e amônia, concentrada no Oriente Médio. O agravamento das tensões entre Israel e Irã elevou a percepção de insegurança, já que países da região respondem por parcela significativa das exportações mundiais. No segmento de potássicos, a combinação de demanda aquecida e redução temporária das vendas de Rússia e Belarus por manutenções em minas sustentou os preços, reforçados por grandes participantes do mercado.

Atualmente, as cotações recuaram em relação às máximas observadas no meio do ano, com a redução dos riscos geopolíticos. A expectativa é de continuidade da correção nos próximos meses, com acomodação em níveis ainda elevados. Mesmo assim, o setor permanece vulnerável a novos episódios de instabilidade que possam alterar rapidamente os fundamentos.

No Brasil, o ritmo forte das importações e das entregas surpreendeu positivamente. Os preços elevados e a piora nas relações de troca não reduziram de forma relevante os volumes, embora tenham levado a maior uso de produtos com menor concentração de macronutrientes. O atraso na comercialização para a próxima safra exige atenção, pois compras concentradas em janelas curtas e margens apertadas podem elevar o risco logístico e comprometer a chegada dos insumos no momento adequado.

 





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Avanço em proteína reduz impacto ambiental



Os cientistas destacam que há uma demanda crescente por proteínas de qualidade


Os cientistas destacam que há uma demanda crescente por proteínas de qualidade
Os cientistas destacam que há uma demanda crescente por proteínas de qualidade – Foto: Pixabay

A busca por novas fontes de proteína com menor impacto ambiental tem estimulado pesquisas que exploram microrganismos capazes de reproduzir sabor e textura semelhantes aos da carne. Entre essas alternativas, um fungo amplamente estudado ganhou destaque após passar por edições genéticas que aumentaram sua eficiência produtiva e reduziram de forma significativa os recursos necessários para seu cultivo.

O estudo publicado em Trends in Biotechnology descreve como pesquisadores aplicaram a ferramenta CRISPR para melhorar o desempenho do Fusarium venenatum sem adicionar DNA externo. A edição afinou o metabolismo do organismo e tornou sua parede celular mais fina, o que facilitou a digestão. Os testes mostraram que a nova cepa, chamada FCPD, passou a produzir proteína com 44 por cento menos açúcar e a um ritmo 88 por cento mais rápido. A equipe também observou uma redução de até 61 por cento na pegada ambiental associada ao processo.

Os cientistas destacam que há uma demanda crescente por proteínas de qualidade e com menor pressão sobre recursos naturais. A criação animal responde por parte expressiva das emissões globais e exige grandes áreas e volume de água. Nesse cenário, micoproteínas ganham espaço como alternativa viável. O Fusarium venenatum já é usado em algumas regiões, mas sua digestibilidade limitada e o uso intensivo de insumos motivaram a busca por melhorias.

A avaliação do ciclo de vida do FCPD, modelada em diferentes países, apontou emissões até 60 por cento menores em relação à cepa convencional. Quando comparado à produção de frango na China, o novo fungo exigiu 70 por cento menos terra e reduziu o potencial de contaminação de água doce em 78 por cento, indicando um caminho promissor para ampliar a oferta de proteína com menor impacto ambiental.

 





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Soja e milho são base da alimentação e indústria no Brasil


A soja e o milho estão presentes diariamente na mesa dos brasileiros, desde o pão do café da manhã ao prato do jantar, por serem versáteis e ricos em nutrientes. Os dois ingredientes são comumente usados em pratos salgados e doces em diversas casas brasileiras e também em buffets comerciais. A Associação dos Produtores de soja e milho do Estado de Mato Grosso (Aprosoja MT) mostra que os dois grãos carregam a cultura e a herança das famílias mato-grossenses que viveram da roça por muitos anos, principalmente por Mato Grosso ser o maior produtor de soja e milho no país.

O uso são inimagináveis, para a gastrônoma Rita Nunes, do Tradicional Buffet, a soja e o milho estão na base da culinária brasileira e afirmou ser muito difícil preparar uma refeição sem o uso dos dois produtos, principalmente porque ambos estão entre os ingredientes de diversos rótulos.

“Quando a gente começa a ler os rótulos com mais atenção, a gente percebe que a soja e o milho estão em muitos produtos industrializados, como o óleo, as farinhas, os molhos, os temperos. Eles são ingredientes versáteis e acabam participando do nosso dia a dia na cozinha, mesmo quando não são destaque da receita”, afirma.

Mas não é somente nos rótulos que a soja e o milho são encontrados, Rita Nunes contou que utiliza bastante os dois ingredientes como parte do prato principal para agradar os clientes.

“O milho é ingrediente muito querido, usamos em pratos como creme de milho, pamonha, salgadas e doce, canjica, bolo de milho e que fazem o maior sucesso entre os nossos clientes. Já a soja aparece em versões mais leves e saudáveis, como saladas, estrogonofe, de soja e recheios vegetarianos e também em uma farofa de proteínas e soja. Gosto de mostrar que dá para unir sabor e nutrição no mesmo prato”, explica.

Além de ser saboroso e altamente nutritivo, o milho também deixa alguns produtos industrializados mais baratos, como afirma o delegado da Associação dos Produtores de Soja e Milho do Estado de Mato Groso (Aprosoja MT), Jean Marcell Benetti. Ele explicou que o milho é usado em larga escala na produção da cerveja, substituindo o malte, deixando o produto mais barato para os consumidores.

“Eu sei que o milho está presente na cerveja. Isso a gente sabe que tem bastante milho nas cervejas. E outro milho deixa a cerveja mais barata, hoje a gente sabe que a cerveja pura malte é uma cerveja mais cara onde não se usa o milho”, conta.

Entretanto, o derivado dos dois grãos também estão presentes em lugares que passam despercebidos aos olhos da maioria da população. O produtor afirmou conhecer algumas versatilidades da soja e do milho em alguns produtos e afirmou que os dois grãos estão em todos os lugares pela produção em larga escala dominado pela produção brasileira.

“Eu já vi várias vezes gente falando sobre outras culturas que têm até o nível de proteína maior que a soja, mas nenhuma dessas culturas pode ser tão produzido em larga escala como a soja, então ela se torna um produto barato e a partir dessa qualidade desse custo desse produto a indústria vai buscando novos produtos para utilizar essa soja, esse milho para produção de novos produtos”, disse.

O produtor ainda ressalta que a proteína da soja e do milho também são consumidos através da carne, já que os animais consomem ração do milho e do bagaço da soja, após processo de esmagamento.

O óleo da soja já são encontrados em produtos como esmaltes, estofados, massinha de modelar, tintas, protetor solar, velas aromáticas e inúmeros outros produtos. Isto porque, o subproduto extraído do esmagamento da oleaginosa substitui os óleos extraídos do petróleo, diminuindo os impactos ambientais causados pela extração do óleo mineral.

Já o milho é comumente encontrado como xaropes, usado para substituir o açúcar em produtos industrializados. A soja também pode ser encontrada em refrigerantes, chocolates, sorvetes, tortas, bolos e muitos outros alimentos ultraprocessados. O produto melhora a textura, a consistência e dá mais brilho às sobremesas.

Estes são apenas alguns dos produtos com os grãos e seus subprodutos que demonstram a importância da agricultura da soja e do milho no Brasil e no mundo. No dia a dia, os dois se fazem presente, mesmo que escondidos entre industrializados e ingredientes das embalagens.

 





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Novembro consolida preços de soja, mas clima preocupa produtores: safra corre risco?



Novembro chegou ao fim com preços ligeiramente melhores para a soja no Brasil, mas a comercialização continua limitada. Segundo a consultoria Safras & Mercado, apesar da valorização dos contratos futuros na Bolsa de Chicago, os produtores brasileiros negociam apenas o necessário, na expectativa de preços mais altos e acompanhando de perto a evolução das lavouras.

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Preços de soja

Entre a abertura e o fechamento do mês, a saca de 60 quilos teve variações discretas: em Passo Fundo (RS), passou de R$ 134,00 para R$ 136,00; em Cascavel (PR), subiu de R$ 134,00 para R$ 135,00; em Rondonópolis (MT), recuou de R$ 125,50 para R$ 124,00; e no Porto de Paranaguá, referência nacional, avançou de R$ 140,00 para R$ 142,00.

Chicago

Na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT), os contratos com vencimento em janeiro registraram alta de 1,46% no mês, encerrando a sessão de 26 de novembro a US$ 11,31 ½ por bushel. O movimento refletiu a retomada das compras chinesas de soja dos Estados Unidos, embora em ritmo mais lento do que o esperado após o acordo comercial entre Washington e Pequim.

Além de monitorar a demanda chinesa, os agentes acompanharam a evolução da safra brasileira, que enfrentou atrasos no plantio em algumas regiões do centro-norte devido à falta de chuvas. Apesar de possíveis impactos pontuais na produtividade, o clima não deve impedir que o Brasil colha a maior safra de sua história.

O efeito positivo da valorização em Chicago sobre os preços domésticos foi limitado pela queda dos prêmios e pela desvalorização do dólar frente ao real, que recuou 0,53% em novembro, encerrando o mês próximo de R$ 5,35.

Safra 2025/26

A produção brasileira de soja na safra 2025/26 está estimada em 178,76 milhões de toneladas, alta de 4% sobre a temporada anterior (171,84 milhões de toneladas), segundo levantamento da Safras & Mercado. A estimativa anterior, divulgada em 5 de setembro, apontava 180,92 milhões de toneladas.

O aumento da área plantada deve ser de 1,4%, atingindo 48,31 milhões de hectares, ante 47,64 milhões na safra 2024/25. A produtividade média prevista subiu de 3.625 para 3.719 quilos por hectare.

Os ajustes na produção concentram-se principalmente no Centro-Norte do país (MATOPIBA), devido a chuvas irregulares, atraso do plantio e menor potencial produtivo em algumas regiões. “Fatores como replantio podem compensar parcialmente esses efeitos. Isso não significa uma safra perdida, apenas um potencial menor em alguns estados”, explica Rafael Silveira, analista da Safras & Mercado.

“De maneira geral, a expectativa é de uma safra recorde em 2026, com produção estimada em torno de 178,7 milhões de toneladas, ligeiramente abaixo da estimativa de setembro (180,9 milhões), mas ainda muito robusta”, conclui Silveira.



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