terça-feira, maio 12, 2026

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Brasil deixa de embarcar mais de 450 mil sacas de café e acumula prejuízo de R$ 1 bi



O Brasil deixou de embarcar 453.864 sacas de 60 kg, equivalentes a 1.375 contêineres, de café em junho de 2025, conforme levantamento realizado pelo Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé) junto a seus associados. O não embarque se deu em função do esgotamento da infraestrutura portuária no país e, com isso, os exportadores tiveram um prejuízo de R$ 3 milhões com custos extras com armazenagem adicional, detentions, pré-stacking e antecipação de gates.

Desde junho de 2024, quando a entidade iniciou esse levantamento, as empresas associadas ao Cecafé acumulam prejuízo de R$ 78,921 milhões com esses gastos imprevistos em função de atrasos e alteração de escalas dos navios e da estrutura defasada nos principais portos de escoamento do produto no Brasil.

O não embarque desse volume de café também impediu que o país recebesse US$ 184,183
milhões, ou R$ 1,022 bilhão, como receita cambial em suas transações comerciais apenas em junho deste ano, considerando o preço médio Free on Board (FOB) de exportação de US$ 405,81 por saca (café verde) e a média do dólar de R$ 5,5465 no mês passado. Isso implica menor repasse aos produtores, uma vez que o Brasil é o país que mais transfere o preço da exportação aos cafeicultores, a uma média superior a 90% nos últimos anos.

“A nova safra de café, principalmente de canéfora (conilon + robusta), começa a chegar aos
poucos para exportação e, como a estrutura dos portos não teve melhorias, já notamos um aumento de cerca de 100 mil sacas no volume total que não conseguiu embarques na comparação com maio. Esse cenário tende a se agravar, pois a principal movimentação de exportação de café se dá agora neste segundo semestre, com a chegada dos cafés novos, incluindo a espécie arábica”, explica Eduardo Heron, diretor técnico do Cecafé.

Segundo ele, é fundamental a adoção de medidas dos setores público e privado, como, por
exemplo, celeridade nos leilões de terminais, ampliação da capacidade de pátio e berço, fomento à diversificação de modais, com investimentos em ferrovias e hidrovias, e, principalmente, a criação de indicadores logísticos que permitam acompanhar e gerir, de forma adequada, as demandas na infraestrutura portuária do Brasil, de forma que os portos evoluam na mesma proporção do crescimento das cargas, tendo em vista o constante avanço do agronegócio nacional, em especial dos produtos que demandam contêineres para exportação, como café, carnes, algodão, açúcar, celulose, entre outros.

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“O governo anunciou uma série de investimentos, que, sem dúvida, são positivos, mas que
demandarão, em condições normais, pelo menos cinco anos para serem concluídos. O problema é que precisamos de ações emergenciais, que possibilitem melhorias imediatas ou, no máximo, no curto prazo, pois os setores do agronegócio que demandam contêineres seguem evoluindo e demandando cada vez mais estrutura dos portos”, analisa.

Ainda conforme Heron, há uma grande preocupação dos setores que utilizam cargas
conteinerizadas por conta da limitação de participação de interessados no leilão do Tecon
Santos 10, sem uma devida justificativa ou embasamento técnico e legal. Isso porque existe a Nota Técnica nº 51, da própria agência reguladora, a Antaq, que demonstra que o cenário 3 apresenta medidas para evitar problemas concorrenciais e de concentração de mercado, permitindo a ampla participação e evitando, assim, que o processo seja judicializado e deixe de ocorrer ainda neste ano, comenta.

O diretor técnico do Cecafé recorda que o período de entressafra de várias commodities
ajudou a reduzir a pressão nos terminais e armadores durante o primeiro semestre de 2025, contudo, como não houve aumento de capacidade dos terminais portuários, os desafios se intensificarão neste segundo semestre.



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Trump anuncia taxa de 25% para Índia



O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou nesta quarta-feira (30), por meio de uma publicação na rede social Truth Social, que a Índia impõe tarifas excessivamente altas sobre produtos norte-americanos e continua comprando petróleo da Rússia, apesar da guerra na Ucrânia. Segundo Trump, essas práticas são prejudiciais aos interesses dos EUA e ao esforço internacional de pressão contra Moscou.

“Embora a Índia seja nossa amiga, ao longo dos anos tivemos relativamente poucos negócios com eles porque suas tarifas são muito altas – entre as mais altas do mundo – e eles mantêm algumas das barreiras comerciais não-monetárias mais rígidas e difíceis que já vi”, escreveu Trump.

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Ele também criticou o fato de Nova Délhi continuar adquirindo armamentos russos e ser, junto com a China, um dos maiores compradores de energia da Rússia: “Eles sempre compraram a maior parte do seu equipamento militar da Rússia e hoje são um dos principais compradores de energia russa, num momento em que o mundo quer que a Rússia pare com a matança na Ucrânia. Tudo isso não é bom!”

Ao final da postagem, Trump anunciou uma medida punitiva: “Por isso, a Índia passará a pagar uma tarifa de 25%, além de uma multa pelos motivos acima, a partir de 1º de agosto.”



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cotações valorizam em julho, mas acumulam queda no ano



Os preços do arroz em casca no Rio Grande do Sul seguem em alta neste final de julho, sustentados pela demanda firme e pela oferta restrita. É isso o que apontam os levantamentos do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). 

Segundo o Centro de Pesquisas, a maioria dos produtores continua negociando apenas volumes pontuais para cumprir obrigações financeiras, no aguardo de valores mais favoráveis. 

Pesquisadores explicam, ainda, que a perspectiva de exportações contribuiu para sustentar as cotações no mercado interno. 

Apesar da valorização do casca ao longo de julho, os preços acumulam forte queda de 30% no ano, de acordo com levantamentos do Cepea. 

O cenário, conforme o centro de pesquisas, compromete a rentabilidade da atividade e coloca em risco o planejamento da próxima safra, desmotivando o orizicultor, que agora pretende reduzir a área de plantio.

*Sob supervisão de Luis Roberto Toledo



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safra 2024/25 bateu o recorde de exportações



A safra brasileira 2024/25 de algodão está se encerrando com exportações recordes. Isso de acordo com os dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).

Dados da Secex analisados pelo Cepea mostram que, de agosto/24 até a quarta semana de julho/25, o Brasil já embarcou 2,82 milhões de toneladas. O volume é 5% maior que o escoado em toda a temporada anterior (2,68 milhões de toneladas, até então o recorde da série da Secex). 

No mercado interno, levantamentos do Cepea mostram que as cotações do algodão em pluma continuam oscilando, refletindo a “queda de braço” entre os agentes. 

Alguns vendedores demonstram maior flexibilidade quanto aos preços, porém, as indústrias ofertam valores ainda mais baixos. Além disso, a dificuldade na aprovação dos lotes disponibilizados também limita a liquidez. 

Devido ao atraso na colheita e beneficiamento da temporada 2024/25, pesquisadores explicam que muitos players dão prioridade ao cumprimento de contratos a termo, especialmente porque boa parte foi realizada a preços mais atrativos que os praticados atualmente no spot nacional.

*Sob supervisão de Luis Roberto Toledo



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AgroNewsPolítica & Agro

Fertilizante biotecnológico promete ganhos em produtividade



Supergan é o único fertilizante com registro de condicionador biológico do solo



Supergan é o único fertilizante com registro de condicionador biológico do solo
Supergan é o único fertilizante com registro de condicionador biológico do solo – Foto: Divulgação

A crescente degradação do solo, aliada ao uso intensivo de fertilizantes químicos, tem gerado preocupação entre produtores e especialistas, especialmente diante da queda na produtividade e do aumento dos custos de insumos. O desequilíbrio da microbiota do solo, a compactação e a baixa disponibilidade de nutrientes comprometem o desenvolvimento saudável das plantas e dificultam práticas agrícolas mais sustentáveis.

Supergan é o único fertilizante do mercado com registro de condicionador biológico de solo no Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). Enriquecido com bactérias inteligentes da tecnologia Smartbac, o produto atua de forma integrada nas dimensões física, química e biológica do solo, promovendo maior equilíbrio da microbiota, melhor enraizamento e aumento na disponibilidade de nutrientes para as plantas.

Indicado para diversos tipos de cultivo — incluindo milho, soja, café, cana-de-açúcar, batata, maçã e tomate —, o Supergan contribui para o aumento da produtividade e reduz a dependência de fertilizantes químicos convencionais. Sua ação microbiana favorece a fixação de nitrogênio, além de facilitar a solubilização de fósforo e potássio, elementos essenciais ao desenvolvimento vegetal.

Combinando macro e micronutrientes à ação biotecnológica, o fertilizante potencializa a eficiência nutricional das culturas, promovendo melhorias na qualidade do solo e na saúde das plantas. Essa abordagem resulta em lavouras mais produtivas e resilientes, mesmo em condições desafiadoras.

O Supergan está alinhado aos princípios da agricultura regenerativa, que busca restaurar e preservar a fertilidade do solo a longo prazo, contribuindo para sistemas agrícolas mais sustentáveis e economicamente viáveis.

 





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Cooperação impulsiona negócios na ‘Feira do Abacaxi’ em MG



De 31 de julho a 3 de agosto, o distrito de Aparecida de Minas, em Frutal, Minas Gerais (MG), será palco da ’11ª Feira de Agronegócios do Abacaxi’. Evento promovido pelo Sebrae/MG, Cooperativa dos Produtores Rurais da Cidade (Coopercisco) e a Prefeitura.

Para esta edição, o evento aposta na força da cooperação para movimentar o campo, gerar oportunidades e valorizar os pequenos produtores.

“O que vemos em Aparecida de Minas é o resultado da força da cooperação”, afirma Joana Rafaela, analista do Sebrae/MG.

De acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (Ibge), Minas Gerais (MG) é o terceiro maior estado produtor de abacaxi no Brasil. Frutal é a maior produtora da variedade de abacaxi ‘Pérola’, com cerca de nove milhões de frutos colhidos por ano.

O distrito de Aparecida reúne mais de 130 produtores organizados pela Coopercisco, cooperativa parceira do Sebrae/MG em diversas ações de capacitação e acesso ao mercado.

  • Participe do Porteira Aberta Empreender: envie perguntas, sugestões e conte a sua história de empreendedorismo pelo WhatsApp

Em 2024, a feira movimentou cerca de R$ 6 milhões em negócios, a expectativa para este ano é superar esse número. A feira, contará com palestras, rodada de negócios, espaço interativo para crianças e atrações culturais.

Entre os destaques está o projeto ‘Do chão ao coração – Educando para sucessão no campo’, uma iniciativa voltada à valorização da agricultura familiar e ao incentivo à permanência das novas gerações no meio rural.

Serviço

11ª Feira de Agronegócios do Abacaxi
Local: Rodovia Jerônimo Heitor de Assunção, Km 13
Data: 31 de julho a 3 de agosto
Acesse aqui e confira a programação completa.
Entrada gratuita





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Amanhã termina o prazo para se inscrever no Prêmio Mulheres do Agro!



Se você ainda não se inscreveu para o Prêmio Mulheres do Agro e se enxerga como uma protagonista no setor, capaz de inspirar, transformar e deixar um legado, ainda dá tempo. As inscrições para a categoria Produtora Rural da 8ª edição da premiação, uma iniciativa da Bayer em parceria com a Associação Brasileira do Agronegócio (Abag), seguem abertas até esta quinta-feira (31).

  • Fique por dentro das novidades e notícias recentes sobre a soja! Participe da nossa comunidade através do link! 🌱

O reconhecimento dá voz às agricultoras de todo o país que se destacam por boas práticas em gestão, sustentabilidade, inovação e impacto social no agronegócio. Para participar, basta acessar o link oficial da premiação, onde também é possível indicar outras produtoras e conferir todas as informações sobre o regulamento.

Durante sua participação no programa Soja Brasil, Gabriela Gandelini, gerente de regulamentação e assuntos científicos da Bayer, destacou que a sustentabilidade é o foco principal do prêmio. Segundo ela, práticas como a rotação de culturas, o uso de agricultura de precisão, técnicas voltadas à regeneração do solo e ações para reduzir as emissões de gases de efeito estufa estão entre os principais critérios valorizados durante a seleção.

Como funciona?

O prêmio é dividido em duas categorias principais: Produtora Rural e Ciência e Pesquisa. No caso das produtoras, há subdivisões de acordo com o porte da propriedade, contemplando pequenas, médias e grandes propriedades. Já a categoria Ciência e Pesquisa, que chega à sua terceira edição, reconhece mulheres cientistas que desenvolvem estudos voltados à sustentabilidade no agro, ampliando o reconhecimento para além da porteira.

O processo seletivo envolve o envio de documentação e a avaliação por uma banca especializada, que seleciona nove finalistas, três por faixa de tamanho de propriedade. Gabriela Gandelini reforça que a premiação vai muito além do reconhecimento individual: “O protagonismo feminino no agro é uma força transformadora, capaz de inspirar outras mulheres e impulsionar toda a cadeia produtiva”.

Inspiração no agro

Um exemplo da força dessas histórias é o de Vanessa Bomm, produtora rural no Oeste do Paraná, vencedora do Prêmio Mulheres do Agro 2024 na categoria Grande Propriedade. Com formação em arquitetura, Vanessa surpreendeu ao retornar às origens e assumir o comando do negócio do pai.

Na cerimônia do prêmio do último ano, diante de mais de 3 mil mulheres do agro, a emoção foi inevitável. “Passou um filme na minha cabeça. Nunca me imaginei no agro. Era arquiteta. Mas isso mostra que não é preciso estar pronta para começar, é preciso estar disponível para aprender, se conectar, compartilhar”, afirmou.



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cenário segue incerto às vésperas do tarifaço



Às vésperas do início da tarifa de 50% anunciada pelos Estados Unidos sobre a importação de produtos brasileiros, o setor cafeeiro nacional segue marcado por incertezas. Essa é a avaliação do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).

Segundo pesquisadores do instituto, os preços domésticos têm acompanhado os movimentos das Bolsas de Nova York e Londres, com oscilações associadas à atuação especulativa de fundos, que vêm ampliando suas posições compradas diante da possibilidade de aumento das cotações, caso a tarifa entre em vigor nesta sexta-feira, 1º. 

Pesquisadores ressaltam que não há, até o momento, indícios claros de que os valores internos estejam recuando exclusivamente em função da medida tarifária. 

Os Estados Unidos são o principal destino das exportações de café do Brasil. Em 2024, o País respondeu por aproximadamente 23% do total comprado pelos EUA, de acordo com estatísticas da Comissão de Comércio Internacional dos Estados Unidos. 

A Colômbia representou cerca de 17% do total das importações norte-americanas, enquanto o Vietnã contribuiu com aproximadamente 4%. No segmento do café arábica, em que o Brasil também lidera os embarques aos EUA, a Colômbia, principal concorrente, permanece isenta da nova tarifação. 

Quanto ao robusta, o Vietnã negocia a aplicação de uma alíquota reduzida de 20%, frente aos 46% inicialmente previstos. 

Diante da representatividade do Brasil nas importações de café dos EUA, o Cepea avalia que a eventual entrada em vigor da tarifa tende a impactar não apenas a competitividade do café nacional, mas também os preços ao consumidor norte-americano e a formulação dos blends tradicionais, que utilizam os grãos brasileiros como base sensorial e de equilíbrio. 

O Brasil, por sua vez, pode ser forçado a redirecionar parte de sua produção a outros mercados. Dessa forma será necessária agilidade logística e estratégia comercial para mitigar os prejuízos à cadeia produtiva nacional.

*Sob supervisão de Luis Roberto Toledo



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Lula diz que está tentando conversar com Trump, mas presidente dos EUA não quer



A dois dias do tarifaço, o presidente Lula declarou em entrevista ao jornal New York Times que tem tentado contato com o Donald Trump para falar sobre a tarifa de 50% sobre as exportações brasileiras impostas pelos EUA, mas não tem obtido sucesso. De acordo com o presidente do Brasil, “ninguém quer conversar”.

Lula ainda disse ao jornal que designou o vice-presidente Geraldo Alckimin, e os ministros da Agricultura e da Fazenda para negociar com o governo norte-americano.

O chefe do Planalto destacou na conversa que a medida tomada pelos EUA deixa o Brasil “preocupado”, mas não com “medo”. “Nos sabemos o poder econômico dos EUA, reconhecemos o poderio militar dos EUA, reconhecemos a grandeza tecnológica dos EUA”, disse Lula. “Mas isso não nos deixa com medo.”, complementou

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O mandatário brasileiro também destacou que é preciso encontrar um “meio termo” nas negociação com o governo de Trump. “Nas negociações políticas entre dois países, a vontade de nenhum deve prevalecer. Nós sempre precisamos encontrar um meio termo. Isso não é alcançado ‘estufando o peito’ e gritando coisas que você não pode entregar, nem abaixando a cabeça e simplesmente dizendo ‘amém’ a qualquer coisa que os Estados Unidos quiser”.

Discussão comercial

Sobre as ameaças do Donald Trump em relação a decisões do judiciário brasileiro, Lula disse que a Justiça é independente e que o presidente americano precisa separar política de questões econômicas.

“Eu acho que é importante que o Trump considere: se ele quer ter uma briga política, então vamos ter uma briga política. Se ele quer falar de comércio, então vamos sentar e conversar sobre comércio. Mas você não pode misturar os dois”.



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