segunda-feira, maio 11, 2026

Agro

News

Zé Neto celebra raízes no 1º Leilão de Elite do Nelore JOY



Na última quarta-feira, 30 de julho, foi transmitido ao vivo no Canal do Criador o 1º Leilão de Elite do Nelore JOY, projeto encabeçado pelo cantor Zé Neto, da dupla Zé Neto & Cristiano, em parceria com seu pai, Eurides Toscano Martins, conhecido como Joy. O evento, que recebeu o nome de “Cheiro de Terra”, foi realizado em São José do Rio Preto (SP) e apresentou ao mercado animais de alta genética Nelore.

Um leilão com essência e memória afetiva

Antes da batida do martelo, Zé Neto compartilhou a emoção de dar início a esse novo capítulo ao lado do pai. Segundo ele, o nome do leilão traduz muito mais do que uma referência ao campo, é um resgate emocional da infância.

“Cheiro de terra é minha infância, minha essência.” disse o cantor.

A primeira bezerrinha e a simplicidade da roça

Durante a conversa, Zé Neto relembrou o momento que considera um dos mais marcantes da vida no campo: a compra de sua primeira bezerrinha. Um marco que veio após anos ajudando o pai com a lida simples da roça.

“Eu lembro até hoje. Depois de muito tempo buscando lavagem com meu pai, tratando de porco, morando no sítio… Quando eu comprei minha primeira bezerrinha, foi marcante demais”, afirmou.

Para ele, o que realmente importa não é o que se tem, mas quem se é.

“O que te faz feliz não é o ter, é o ser. Essa é a essência que a gente traz da nossa bagagem, da roça, do sítio, do campo.”

Família como base de tudo

Zé Neto também fez questão de destacar a importância dos pais na formação de seus valores e na conexão com a vida rural.

“Meu pai e minha mãe, com certeza, foram os doutrinadores da minha vida no campo. Me ensinaram honestidade, dignidade e, acima de tudo, simplicidade.”

Destaques do leilão e presença de convidados

O Leilão Cheiro de Terra reuniu animais com genética de ponta, fêmeas doadoras e reprodutores selecionados. A transmissão levou aos lares de todo o Brasil um evento que uniu técnica, emoção e uma forte ligação com as raízes do campo.

Com a estreia do Nelore JOY no cenário dos grandes leilões, Zé Neto reforça o elo entre a cultura sertaneja e a pecuária. O cantor já havia declarado, em outras ocasiões, que estar no campo é uma forma de se reconectar com o que realmente importa.

Confira o faturamento do leilão na matéria do Lance Rural.



Source link

News

Vigilância sanitária em MS: tecnologia da Iagro garante excelência na pecuária


Pecuaristas, a excelência na defesa sanitária de um estado passa diretamente pela sua capacidade de inovar e usar a tecnologia a seu favor. Em um dos maiores polos pecuários do Brasil, o estado de Mato Grosso do Sul, a IAGRO, Agência Estadual de Defesa Sanitária Animal e Vegetal, é referência em inovação e estratégias de saúde única no país, tendo alcançado nota máxima na avaliação do Ministério da Agricultura. Assista ao vídeo abaixo e confira.

Durante a Dinapec 2025, em Campo Grande, no estado de Mato Grosso do Sul, Cristiano Moreira, porta-voz da IAGRO, explicou o trabalho da agência.

Ele destacou que, em um mundo com excesso de informação, é preciso otimizar os recursos com a digitalização para atuar de forma mais efetiva.

Digitalização e transparência de dados

A IAGRO deu um salto significativo nos últimos anos, investindo pesadamente na digitalização e informatização de seus processos de defesa sanitária.

Um dos frutos desse trabalho é um sistema informatizado que permite que produtores, investidores e pesquisadores tenham acesso livre a dados valiosos sobre a pecuária sul-mato-grossense.

O painel da pecuária do estado de Mato Grosso do Sul, disponível no site da IAGRO, possibilita a pesquisa sobre:

  • Rebanho total: E sua distribuição por todo o estado, com dados como a concentração de 22% do gado no Pantanal.
  • Fluxo de abate: Onde o gado é abatido, não só bovinos, mas todas as espécies de interesse pecuário.
  • Movimentação: A maior movimentação no Pantanal, por exemplo, é a de gado de cria que sai da região para a engorda no Planalto, o que permite o acompanhamento detalhado de toda a cadeia.

Esse trabalho com dados é fundamental para a agência, que tem o dever de transmitir informações importantes para o produtor rural, auxiliando na tomada de decisões estratégicas.

Sanidade animal: o legado pós-febre aftosa

Foto: Wenderson Araujo/CNA

Após a suspensão da vacinação contra a febre aftosa, o estado de Mato Grosso do Sul manteve a vigilância sanitária e a atualização cadastral do rebanho em maio e novembro (meses das antigas campanhas de vacinação).

Cristiano Moreira ressalta que o produtor deve continuar realizando esses manejos, que incluem a contagem do rebanho, a vermifugação e a vacinação contra outras doenças como carbúnculo e raiva.

“A febre aftosa está nos holofotes, mas amanhã pode ser brucelose ou tuberculose. Você tem que ter o controle sanitário como um todo”, alerta Moreira.

O estado, que sentiu na pele os problemas causados pela febre aftosa em 2005, aprendeu e evoluiu. Hoje, Mato Grosso do Sul tem uma das maiores notas do país no programa de avaliação do Ministério da Agricultura (Quali SV), um reflexo do trabalho conjunto da IAGRO com os produtores.

O status de livre de febre aftosa sem vacinação abre novos mercados que pagam mais pela carne, agregando valor a toda a cadeia.

Sustentabilidade e rastreabilidade: o futuro da pecuária

rastreabilidade-gado-de-corte-sao-paulo-eras-sisbovrastreabilidade-gado-de-corte-sao-paulo-eras-sisbov
Foto: Divulgação

Para atender às exigências dos novos mercados, a IAGRO destaca que o tripé da pecuária moderna é composto pela sustentabilidade e pela rastreabilidade.

“Nós produzimos muito, produzimos muito bem, mas precisamos provar que nossa pecuária é sustentável para poder atingir todas as metas da COP 30”, afirmou Moreira.

A agência mostra como a tecnologia, a vigilância sanitária e o comprometimento dos produtores são a chave para a excelência e a competitividade da pecuária do estado de Mato Grosso do Sul no cenário nacional e global, alinhando produtividade com responsabilidade ambiental e social, e garantindo um futuro próspero para o setor.



Source link

News

Trump ataca o agro do Brasil


Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, realiza o mais agressivo ataque mundial a um clássico aliado dos EUA, o Brasil. Esse ataque tem cinco focos de “fogo”: ideológico político; comercial; estratégia geopolítica; protecionista do seu agro; e, obviamente, “egológico”.

Sobre o ponto que pega no nosso agronegócio, sem dúvida que o desenvolvimento surpreendente para o próprio Estados Unidos do crescimento do agro tropical brasileiro nos últimos 50 anos incomoda. Assusta e 12% da carne bovina brasileira vai para os Estados Unidos, os cortes “dianteiros” maravilhosos para a indústria frigorífica dos Estados Unidos produzirem espetaculares hambúrgueres, usufruindo de um fornecedor de qualidade assegurada, e com 20% a menos de custos. E criamos aqui o “boi China”.

Ultrapassamos os Estados Unidos na soja, e iremos “explodir”, no bom sentido, no milho com etanol no biocombustível, onde devemos comemorar agosto como o mês onde estamos aumentando a mistura do etanol na gasolina de 27% para 30% e o biodiesel no diesel de 14% para 15%. Parabéns.

No setor da cana-de-açúcar, além do açúcar, agora desejado por Trump na fórmula da Coca Cola, do etanol e do biometano, da cogeração elétrica e dos desenvolvimentos inovadores e genéticos como podemos constatar das pesquisas do CTC. Ganhamos no algodão.

No café, onde para cada US$ 1 os Estados Unidos agregam US$ 43, substituir o café brasileiro com qualidade e originação única, sem dúvida, trará o setor industrial, de serviços, das cafeterias americanas e na exportação para o mundo contrários a essa descomunal e insana tarifa.

Portanto qual o motivo além da “egolatria” própria para esse ataque, o pior do mundo feito ao Brasil? Ideológico? Muito além disso, essa farra de “bullyings” nesse instante significa desviar atenção, colocar foco num país 15 vezes menor na sua economia comparada aos Estados Unidos, porém o único com potência agroalimentar, energética e líder agroambiental do planeta terra. O único país que pode triplicar de tamanho com seu talento técnico científico, cooperativista e empreendedor no sucesso na faixa do cinturão tropical do mundo entre os trópicos de Câncer e Capricórnio.

Não tenha medo do Brasil, Mr. Trump. Somos amigos, assim como na Segunda Guerra Mundial. Walt Disney esteve no Brasil em 1941 e criou um personagem para o cinema, no filme “Alô amigos”: o Zé Carioca, um grande aliado e amigo do Donald, “o pato”. Então: “Donald, why are you doing this to me? We are friends!”.

Do A do abacate ao Z do zebu, Brasil a potência tropical mundial acima de “Trump’s”.

José TejonJosé Tejon

*José Luiz Tejon é jornalista e publicitário, doutor em Educação pela Universidad de La Empresa/Uruguai e mestre em Educação Arte e História da Cultura pela Universidade Mackenzie.


Canal Rural não se responsabiliza pelas opiniões e conceitos emitidos nos textos desta sessão, sendo os conteúdos de inteira responsabilidade de seus autores. A empresa se reserva o direito de fazer ajustes no texto para adequação às normas de publicação.



Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Mandioca tem queda de preço e perda de ramas



Clima prejudica manivas e pressiona produtores




Foto: Agrolink

A cultura da mandioca enfrenta dificuldades em diversas regiões do Rio Grande do Sul. De acordo com o Informativo Conjuntural divulgado nesta quinta-feira (31) pela Emater/RS-Ascar, os produtores da região de Santa Rosa cultivaram mais de 6 mil hectares, com produção destinada ao consumo humano, transformação em polvilho e, em períodos de escassez de forrageiras, alimentação animal. A produtividade média é de 15.417 kg/ha, e a qualidade do produto é considerada satisfatória. No entanto, as fortes geadas podem comprometer a disponibilidade de material propagativo, especialmente para os produtores que não conseguiram armazenar as manivas em locais protegidos. O preço médio pago ao produtor caiu, sendo comercializado a R$ 4,00 por quilo de raiz in natura e R$ 7,00 por quilo industrializado.

Na região de Soledade, o frio e as geadas afetaram as manivas, e a procura pelo material aumentou. Muitos agricultores passaram a adquirir ramas de outros estados para garantir o próximo ciclo de plantio. Em municípios como Venâncio Aires e Mato Leitão, inicia-se o preparo do solo para o cultivo em agosto.

Em São José do Hortêncio, na região de Lajeado, os produtores mantêm a rotina de manutenção das lavouras. Houve aumento na busca por legalização da produção de mandioca descascada e congelada. Segundo os técnicos da Emater/RS-Ascar, essa mudança reflete o interesse do consumidor por produtos mais práticos e representa uma oportunidade de agregação de valor. Apesar disso, a comercialização tem enfrentado dificuldades com a baixa demanda na Ceasa, o que tem pressionado os preços para baixo. Cerca de 70% da área total já foi colhida, e o preço da caixa de 20 quilos varia entre R$ 20,00 e R$ 25,00 ao produtor.

Em Cruzeiro do Sul, a colheita se aproxima do fim. A produtividade gira em torno de 15 toneladas por hectare, com boa sanidade das raízes. Os preços pagos ao produtor variam entre R$ 15,00 e R$ 20,00 pela caixa de 20 quilos. As geadas também afetaram a disponibilidade de ramas para propagação, o que poderá dificultar o reinício do cultivo previsto para agosto.





Source link

News

Haddad afirma que há espaço para parceria com os EUA



Ao comentar sobre a atualização de tarifas impostas pelo governo norte-americano a produtos brasileiros, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, disse nesta sexta-feira (1º) que o governo busca cooperação com os Estados Unidos e que há muito espaço para parcerias entre os países.

“É sobre isso que temos que jogar luz. Mostrar pra eles que não tem essa do Brasil cair no colo de A, B ou C. O Brasil é grande demais. Podemos realmente estreitar os laços de cooperação, desde que seja bom para os dois lados. E há muito espaço para isso. O Brasil, obviamente, concorre com os Estados Unidos em alguns aspectos, sobretudo na produção de grãos, carne e uma série de coisas que eles produzem tanto quanto nós. Mas há muitas complementaridades também.”

“Vamos fazer um esforço junto aos Estados Unidos pra mostrar que tem muito espaço para cooperação. Eles têm participado pouco de licitações no Brasil. Nossa infraestrutura está crescendo como há muito tempo não se vê. Se você pegar os indicadores de investimento em infraestrutura, eles são robustos. É isso que está segurando emprego, segurando renda.

Então por que eles não podem participar mais da nossa economia? Estamos abertos. Não tem problema”, completou Haddad.

Plano de contingência

De acordo com o ministro, o governo brasileiro ainda trabalha nos detalhes de um plano de contingência voltado para setores afetados pelo tarifaço norte-americano. O pacote, segundo ele, pode ser anunciado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva já na próxima semana.

“Do nosso lado aqui, junto com o vice-presidente Geraldo Alckmin, estamos encaminhando para o Palácio do Planalto as primeiras medidas já formatadas para que o presidente julgue a oportunidade e a conveniência de soltá-las. Mas, a partir da semana que vem, já vamos poder, a julgar pela decisão do presidente, tomar as medidas de proteção da indústria e da agricultura nacionais.”

Veja em primeira mão tudo sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no Google News!

“Vamos continuar prosperando, pelo Itamaraty, junto aos canais competentes para atenuar esses efeitos e fazer chegar às autoridades norte-americanas que efetivamente há muita desinformação a respeito do funcionamento da democracia brasileira.”

Calibrando números

Ainda segundo Haddad, o governo está “calibrando os números” junto a sindicatos de trabalhadores, sindicatos patronais e a própria Casa Civil. “Estamos calibrando os números. Por exemplo, o volume de recursos necessários pra socorrer empresas afetadas em um primeiro momento. Algumas não vão reivindicar uma ajuda adicional porque têm condição de redirecionar a sua produção e estão buscando outros mercados – inclusive mercado interno, que está aquecido”.

“A demanda por produtos alimentares está crescendo no Brasil, a renda está crescendo no Brasil, o desemprego está na mínima histórica. Então, você tem aqui no mercado doméstico uma opção. Vou receber, pra citar um exemplo, o governador do Ceará, que está vindo aqui à tarde. Ele quer um apoio de produtos, gêneros alimentícios, para a merenda do estado. Pelo que eu entendi, ele vai nos apresentar uma pequena mudança legislativa que seria necessária, na opinião dele, para fazer da maneira como ele pretende, de forma acelerada e para dar respaldo jurídico para as decisões que ele quer tomar.”

Questionado se o plano de contingência desenhado pelo governo será custeado com recursos fora da meta fiscal, o ministro disse que essa “não é nossa demanda inicial”.

“Nossa proposta, que está sendo encaminhada, não vai exigir isso – embora tenha havido, da parte do Tribunal de Contas da União, a compreensão de que [poderia ser feito] se fosse necessário. Mas não é nossa demanda inicial. Entendemos que conseguimos operar dentro do marco fiscal sem nenhum tipo de alteração.”



Source link

News

Morango fresco e sucos naturais impulsionam venda em Piracaia


Com cerca de 150 mil pés de morangos cultivados, a propriedade do produtor rural Diego Amaral se tornou referência na produção da fruta no interior de São Paulo. Atendendo a mercados, hortifrutis, varejões e revendedores, a fazenda colhe morangos frescos todos os dias para garantir frescor nas prateleiras e na mesa dos consumidores.

“Nosso foco é colher e entregar morango fresco diariamente. Chega do campo direto para o consumidor”, afirma Diego, que atua diretamente na produção há 12 anos, mas já soma 35 anos de história familiar no setor.

Atualmente, além de atender ao interior de São Paulo, Diego envia morangos para Manaus, Maranhão e outras regiões do Brasil. Os planos de exportação já estão em andamento, ampliando ainda mais o alcance da produção.

Nos últimos tempos, o famoso Morango do Amor virou um verdadeiro fenômeno. Diego conta que, quando essa tendência começou a circular nas redes sociais, as vendas praticamente dobraram, ultrapassando até datas fortes como Natal e Ano Novo.

“O que mais surpreende é o trabalho das doceiras. Elas usam bastante morango pra fazer o morango do amor, o que impulsiona as vendas e movimenta o nosso mercado local.”

  • Participe do Porteira Aberta Empreender: envie perguntas, sugestões e conte sua história de empreendedorismo pelo WhatsApp

Qualidade, técnica e apoio do Sebrae

Além do cuidado com o cultivo, Diego aposta na qualidade e no frescor como diferencial. “A gente colhe o morango no ponto certo, lava e já transforma no morango do amor. Tudo é feito na hora e com muito critério”, afirma.

Ao longo dos anos, a família também buscou capacitação e orientação técnica. “Participamos de vários treinamentos e sempre contamos bastante com o respaldo importante do Sebrae”, conclui Diego.



Source link

News

Pecuária de ponta: nova tecnologia de vermifugação traz retorno de até 10 por 1


Pecuaristas, a verminose é um problema silencioso que rouba a produtividade do rebanho, comprometendo o desempenho do gado desde a cria até a terminação. Para combater esse desafio, o mercado tem evoluído e trazido tecnologias que atuam não apenas no controle dos parasitas, mas também na melhoria do Ganho Médio Diário (GMD) e na reprodução. Assista ao vídeo abaixo e confira.

Nesta sexta-feira (1º), o programa Giro do Boi recebeu o médico-veterinário Fernando Dambros, gerente de marketing da Ourofino Saúde Animal.

Ele destacou a importância de aproveitar o momento certo para a vermifugação e apresentou uma nova tecnologia que pode trazer um retorno financeiro significativo para a fazenda.

Perdas silenciosas e a importância de um amplo espectro de controle

A verminose e os ectoparasitas (carrapato, mosca-do-chifre) são desafios que, muitas vezes, não são visíveis. As perdas causadas por eles podem não ser percebidas no dia a dia, mas o impacto no bolso do pecuarista é real.

Um animal com vermes ou parasitas internos e externos, mesmo que não apresente sinais clínicos, está consumindo nutrientes para nutrir o parasita, em vez de convertê-los em carne ou leite.

Para combater esses parasitas de forma mais eficaz, a Ourofino desenvolveu e patenteou um produto com um maior espectro de controle.

Ele é uma associação de ivermectina e sulfóxido de albendazol, e foi criado para combater a presença de parasitas multirresistentes.

A sinergia desses dois princípios ativos garante uma ampla proteção, agindo em todas as fases da vida dos parasitas, desde ovos e larvas até a fase adulta.

O impacto da tecnologia foi comprovado em estudos apresentados no Congresso de Parasitologia em 2024.

O produto se destacou nos comparativos com outras moléculas do mercado, como doramectina e moxidectina, por sua maior eficácia contra diversos tipos de parasitas, incluindo aqueles que já desenvolveram resistência aos produtos convencionais.

Os resultados na fazenda são impressionantes e geram um impacto direto na rentabilidade:

  • Maior GMD: O produto proporciona ganhos de peso de 6,5 kg a mais em 30 dias, o que representa cerca de 200 g a mais por dia, dependendo das condições de tratamento e de pastagem. Esse incremento no GMD acelera o tempo de abate e aumenta o peso final do animal.
  • Maior taxa de prenhez: Um estudo com mais de mil animais comprovou um aumento de 7% a mais na taxa de prenhez nas fêmeas. Isso significa sete bezerros a mais a cada cem vacas, um ganho que se traduz em um aumento substancial na produtividade da cria.

Fernando Dambros ressalta que o investimento nessa tecnologia é muito rentável: a cada real investido, o pecuarista pode ter um retorno de sete a dez reais, mostrando que a sanidade animal é um investimento, e não apenas um custo.

O momento ideal de aplicação e a versatilidade de uso

O período mais oportuno para a aplicação do vermífugo é a transição entre o final da seca e o início das águas.

Nesse momento, a pastagem está mais rala, e o desafio para os parasitas também é maior. Um controle bem-feito nesse período ajuda a diminuir a infestação das pastagens e a prevenir novas infestações com a chegada da umidade.

A tecnologia também se destaca pela sua versatilidade de uso, inclusive em confinamento. Sua carência de apenas 22 dias permite que o produto seja utilizado na terminação, respeitando a instrução normativa do Ministério da Agricultura (IN 48), que proíbe o uso de avermectinas com período de carência superior a 28 dias nessa fase.



Source link

News

‘Ficamos surpresos’, diz presidente da Abrafrutas após manga não ter ficado de fora do tarifaço



As frutas brasileiras estão entre os setores que não conseguiram escapar do tarifaço imposto pelo ex-presidente Donald Trump. Produtos como a manga e uva ficaram de fora da lista com quase 700 exceções divulgada pelo governo dos Estados Unidos.

Com isso, regiões produtoras importantes, como o Vale do São Francisco, enfrentam incertezas. Os agricultores iniciam agora em agosto o período de colheita da manga sem saber qual será o destino final da produção.

Para Guilherme Coelho, presidente da Associação Brasileira dos Produtores e Exportadores de Frutas e Derivados (Abrafrutas), a inclusão da manga na lista de produtos tarifados foi inesperada.

“Ficamos surpresos! Nós não competimos com a manga americana, porque o país não produz essa fruta. Sempre fomos parceiros dos Estados Unidos”, afirmou.

Coelho lembrou que o secretário de Comércio dos EUA, Howard Lutnick, havia declarado que o país não aplicaria tarifas a produtos que não são fabricados internamente, o que reforçou a surpresa com a taxação da manga.

Alternativas

Segundo o presidente da Abrafrutas, ainda não há contêineres parados aguardando liberação para os Estados Unidos, já que a colheita da manga começa na próxima semana.

“Estamos em diálogo com o governo brasileiro, com os exportadores e com os importadores americanos para entender o que poderá acontecer. Eu sou otimista. Acredito que essa decisão foi um descuido, porque não faz sentido taxar uma fruta que os EUA não produzem”, disse.

Além da manga, outras frutas também foram impactadas pelas tarifas, como uva, melancia, melão e mamão.

“É uma pancada na fruticultura. Se essa taxa de 50% for mantida, prejudica toda a cadeia produtiva, do pequeno ao grande produtor. Podemos perder fruta e gerar desemprego”, alerta Coelho.

O dirigente lembra que o tarifaço chega justamente no momento em que os produtores começam a ver retorno sobre os investimentos feitos no início do ciclo. Muitos contraíram empréstimos para financiar o plantio e, agora, iniciariam as exportações.

Diante do cenário, ele defende que o governo federal ofereça algum tipo de apoio aos produtores afetados, caso as tarifas sejam mantidas.

Veja em primeira mão tudo sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no Google News!

Coelho também aponta uma possível alternativa para evitar o desperdício da produção. “Se não conseguirmos exportar, podemos redirecionar essas frutas para o mercado interno. Em parceria com prefeituras e governos estaduais, elas poderiam ser usadas na merenda escolar, por exemplo. O importante é evitar que se percam. Nossa maior dor é ver alimento sendo desperdiçado enquanto milhões de pessoas passam fome”, finaliza.



Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Safra de arroz supera média dos últimos 5 anos



EUA colhem 80% do trigo de inverno até julho




Foto: Canva

Segundo o Weekly Weather and Crop Bulletin, divulgado nesta terça-feira (29) pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), a safra de arroz apresentou avanço na última semana. Em 27 de julho, 63% das plantações haviam atingido o estágio de espiga, número seis pontos percentuais abaixo do registrado no mesmo período do ano anterior, mas dez pontos acima da média dos últimos cinco anos. A qualidade do arroz foi avaliada como boa a excelente em 77% das lavouras, dois pontos percentuais abaixo da semana anterior.

 

Em relação ao trigo de inverno, o relatório informa que 80% da área plantada já havia sido colhida até 27 de julho. Esse percentual está um ponto percentual abaixo tanto do desempenho registrado no ano anterior quanto da média de cinco anos. Ainda de acordo com o USDA, em dez dos 18 estados acompanhados, a colheita da safra de trigo de inverno de 2025 já alcançava ou superava 95% da área cultivada.





Source link